sábado, 31 de dezembro de 2005

BOA NOITE DE S. SILVESTRE E BOM ANO NOVO

Passe o ano com a inesquecível música “Boas Festas” do meu querido e saudoso amigo Luís Morais.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2005

A TODOS BOAS FESTAS

São os desejos de "África Minha", nesta quadra festiva, endereçados a todos os amigos e leitores deste blogue.


BOM NATAL

sábado, 17 de dezembro de 2005

ALEGRE DESESPERO



O desespero começou a tomar conta de Manuel Alegre.

Ele desconfia que as sondagens feitas pela empresa Eurosondagem são propositadamente falsificadas pelo socialista Rui Oliveira e Costa, que dirige essa empresa, com o propósito de prejudicarem a sua candidatura em benefício da de Mário Soares.

Nisto Manuel Alegre está a fazer exactamente o mesmo que fazia Santana Lopes sempre que via fugir-lhe o chão debaixo dos pés: dizia que era uma tramóia que lhe estavam a fazer - até que o chão se abriu e ele foi literalmente engolido por um enorme buraco, como se viu.

Mas o problema de Manuel Alegre é mais sério: não se trata apenas de poder vir a estatelar-se politicamente ao comprido; pode é vir a ter menos votos dos que precisa para que possa pagar as despesas da sua campanha eleitoral com o dinheirinho dos contribuintes.

P.S. De tão desesperado Alegre nem reparou que a empresa de Rui Oliveira e Costa está mas é feita com o PSD – então não é que as sondagens hoje reveladas dão uma subida de Cavaco Silva, podendo o homem de pau ganhar as eleições à primeira volta!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2005

TRANSPARÊNCIA PRECISA-SE

As despesas das campanhas eleitorais de Mário Soares, Cavaco Silva e Francisco Louçã, sabemos nós quem angaria dinheiro para elas: são o PS, o PSD e o BE.

Mas quem é que angaria dinheiro para as despesas da campanha de Manuel Alegre?

Quem o apoia financeiramente?

Ou será que o vate anda a vender biliões de livros na vasta China e ninguém sabe!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2005

UMA AUTÊNTICA BOMBA



O Prémio Nobel da Literatura deste ano, o escritor Inglês, Harold Pinter, acaba de desferir, contra a América de Bush e o Reino Unido de Balir, o mais mortífero soco no estômago que alguma vez alguém concebeu à face da Terra.

No seu discurso de aceitação do Prémio, apresentado à Academia Sueca, Harold Pinter foi terrivelmente demolidor contra a política externa americana - a de ontem e a de hoje, esta protagonizada por George Bush .

E condenou severamente o seguidismo canino dos seus irmãos britânicos em que o expoente máximo é hoje o primeiro-ministro Tony Blair.

O discurso de Pinter é uma peça analítica de uma qualidade e de uma consistência ideológica e moral únicas. É um libelo acusatório gravíssimo e seríssimo que não deixa à América, a Bush e a Blair, a mais pequena oportunidade de defesa ou escapatória – tal a clareza dos argumentos expendidos, dos exemplos práticos históricos apresentados - tal a clareza com que retrata os crimes que imputa à América.

No fim do seu discurso, Pinter é sublimemente cáustico e de uma ironia que raia o insulto e constitui uma punição dos que chama criminosos.

Com efeito, propôs-se escrever uma comunicação à nação para George Bush ler na televisão aos americanos.

«I know that President Bush has many extremely competent speech writers but I would like to volunteer for the job myself. I propose the following short address which he can make on television to the nation. I see him grave, hair carefully combed, serious, winning, sincere, often beguiling, sometimes employing a wry smile, curiously attractive, a man's man.»

«'God is good. God is great. God is good. My God is good. Bin Laden's God is bad. His is a bad God. Saddam's God was bad, except he didn't have one. He was a barbarian. We are not barbarians. We don't chop people's heads off. We believe in freedom. So does God. I am not a barbarian. I am the democratically elected leader of a freedom-loving democracy. We are a compassionate society. We give compassionate electrocution and compassionate lethal injection. We are a great nation. I am not a dictator. He is. I am not a barbarian. He is. And he is. They all are. I possess moral authority. You see this fist? This is my moral authority. And don't you forget it.'»

O que dirão os pachecos e delgados do discurso de Harold Pinter?

Clique aqui e leia o texto completo do discurso de Pinter.

sábado, 3 de dezembro de 2005

LIVRE, REBELDE E ANTI-VEDETA

UM GÉNIO (ATÉ NA NORMALIDADE QUE ASSUMIA)



Consta que certa vez Pelé terá considerado Best «dos melhores jogadores de sempre».

Numa outra ocasião, na imprensa e sobre o mesmo assunto, Best foi de novo secundarizado numa comparação com Pelé.

Confrontado com o assunto, Best, dizendo-se honrado com a comparação, terá acrescentado:

«Se Pelé jogasse pela Irlanda do Norte e eu pelo Brasil, gostaria de saber se diriam a mesma coisa».

JÁ AGORA... POIS ENTÃO...



MÃO NA MÃO

COISA NA COISA

quinta-feira, 1 de dezembro de 2005

PORQUE A ETERNIDADE NÃO EXISTE



Segundo o jornal A Bola, de hoje, «Estima-se que mais de 500 mil pessoas marcarão presença no funeral de George Best, no sábado, em Belfast (Irlanda do Norte).»

É preciso dizer, mais uma vez, que se tratará de meio milhão de pessoas no funeral de um futebolista.

Aos olhos das gerações mais recentes (nascidas de setenta para cá) pode parecer um fenómeno inexplicável; mas não é.

George Best, para além de ter sido um génio a jogar futebol - talvez o primeiro futebolista verdadeiramente tecnicista e malabarista das Ilhas Britânicas (nascido na Irlanda do Norte) -, foi talvez o primeiro futebolista mundial a impor a sua liberdade individual a um clube de futebol profissional (e logo ao Manchester United).

Naquele tempo os futebolistas eram autênticas propriedades dos clubes; autênticos escravos nas mãos dos dirigentes do futebol (o Eusébio que conte a sua verdadeira história – apesar de ter sido o melhor de sempre em Portugal, conta-se que uma vez Salazar “decretou” que passasse a ser património do Estado, imagine-se).

Mas estávamos a falar de George Best.

Best não acatava as “normas de escravidão” impostas aos futebolistas de então e por isso era visto nos pubs a beber cerveja com os amigos; frequentava bares e discotecas; namorava em plena rua, à frente de todo o mundo (é preciso dizer que nessa altura isso dava pelo menos uma ida à esquadra mais próxima); e maravilhava o mundo do futebol com os seus dribles e toques geniais na bola; uma corrida serpenteante e imparável rumo às balizas adversárias; golos monumentais de recorte artístico inimitável; tudo feito sem alarde de sobranceria ou vedetismo por um atleta de cabelos compridos à Beatle e cerrada barba castrista ou comunista. Tudo nele era novo e revolucionário para o seu tempo - sobretudo para a ultra-conservadora sociedade inglesa de então.

É por tudo isso, e por Best ter sido apenas um homem como qualquer outro homem livre – é por isso - que todos os que o conhecemos lhe prestamos homenagem nesta hora que vai a enterrar este verdadeiro símbolo da Liberdade Individual e um grande, grande e inigualável artista.

Best sabia que ninguém viveria ou viverá por ele.

Por isso fez muito bem em ser ele a viver a sua própria vida.

Até sempre George Best.

sábado, 26 de novembro de 2005

O BALÃO FURADO

Há pelo “país intelectual” inteiro um furor desmesurado à volta do pianista Domingos António, um “coitadinho” que Duarte Lima terá descoberto nos confins de Trás Os Montes a tocar piano no tampo de uma mesa por não dispor do instrumento para exercitar os seus magníficos dedos.

Vai daí, Duarte Lima moveu mundos e fundos para apoiar o desgraçado pianista que actualmente aparece em tudo quando é lado a dar recitais que extasiam plateias inteiras de embasbacados melómanos(?) nacionais.

As notícias - nos jornais, rádio e televisão - têm sido frequentes e laudatórias.

Ainda ontem, no programa “Contraditório” da Antena 1 da RDP, Carlos Magno teceu um rasgadíssimo elogio ao pianista que, no meu entender, terá sido colocado em pé de igualdade (senão mais acima) de Maria João Pires, Adriano Jordão, Pedro Burmester e muitos outros músicos consagrados.

Como não percebo nada de música - para aprender alguma coisa costumo ler crítica musical escrita por gente tida por séria, honesta, conhecedora e competente -.

E foi ao ler (como faço sempre todos os dias) o blogue Crítico Musical, de Henrique Silveira, que encontrei um texto que (mais uma vez no meu entender) vem relativizar as qualidades do pianista “coitadinho” e explicar a génese do fenómeno mediático que o tem acompanhado desde que Duarte Lima fez a tal viagem a Trás Os Montes e o descobriu naquele exercício impossível de tocador de tampo de mesa.

Henrique Silveira não esteve com meias medidas e escreveu assim sobre Domingos António:

«Além de ter escutado Domingos António duas vezes em concerto veio-me parar às mãos o CD do mesmo jovem. Devo dizer que já fiquei de cabelos em pé anteriormente, de modo que não foi surpresa a má qualidade interpretativa e a percepção do longo caminho que Domingos António terá de percorrer para se tornar num pianista de nível elevado, ou mesmo de nível médio.»

Se se interessa por estas coisas: leia aqui o texto todo de Henrique Silveira

quinta-feira, 24 de novembro de 2005

DA FIABILIDADE DAS SONDAGENS

Ontem a TSF noticiava: «Cavaco Silva ganha à primeira volta com 57% dos votos».

Hoje é o Diário de Notícias que noticia: «Cavaco Silva perde terreno», só recolhe 44% das intenções de voto .

Esta é a realidade das sondagens em Portugal – há-as para todos os gostos e para todos os fins; que cada um escolha a que mais lhe agradar.

É por isso mesmo que não vale a pena colaborar com as empresas de sondagens. Se e quando lhe telefonarem a fazer inquéritos, mande-lhes dar uma volta ao bilhar grande. É que elas dão os verdadeiros números a quem lhes encomenda as sondagens, e dão-nos (a nós, seres manipuláveis) os números da mentira que convém ao “encomendador”.

Vão brincar mas é com a madrinha torta delas.

domingo, 20 de novembro de 2005

EU VOYEUR ME CONFESSO

A Margarida (que é a Pokas, e é a Alentejoka) é uma exibicionista com alguma classe, muito charme e carradas de sensualidade. E eu que sou um voyeur inveterado - mas exigente e nada exclusivista - ao apanhá-la em poses como esta, por exemplo, não poderia deixar de partilhar o acontecimento convosco.

Não há dúvidas, creio eu, de que a miúda é dona de um “rabioske” mimoso, bastante convidativo; e de que trata esse seu valioso jardim das delícias com todo o esmero que aqui se pode constatar.

Se você gosta, como eu, de espreitar pelo buraco da fechadura, não perca tempo e vá já visitar a Pokas. Veja primeiro aqui, aqui, e aqui, e depois decida-se por uma visita mais prolongada.

Comente as fotos, se quiser; atire-se de cabeça se for suficientemente parvo para o fazer.

Mas se se acha um observador crítico com alguma capacidade de análise psicológica, então leia os comentários deixados por outros e reconheça mais uma vez a crua natureza frágil dos homens. De certos homens, claro – você não!, que ideia!

Tenha um bom domingo.

sábado, 19 de novembro de 2005

GOVERNO MULTIPLICA OS PÃES

«No ano passado os professores faltaram a 9 milhões de horas de aula. Cada aluno perdeu em média 3 horas de aulas por semana.»

O fenómeno aconteceu da seguinte forma:

Um professor faltou a uma aula de 1 hora de duração a uma turma de 20 alunos;

Sendo assim: cada aluno ficou sem 1 hora de aula;

Logo: 20 alunos ficaram sem 20 horas de aulas;

Conclusão: o professor faltou a 20 horas de aulas.

É assim que se transforma 1 em 20.

E o pagode, enganado, engole a patranha, aplaude o Governo e enxota os professores madraços...

Pois que... «pimenta no olho do vizinho é refresco».

Até ao dia em que o mesmo Governo habilidoso, ou algum patrão chico-esperto que aprende depressa, resolva inventar outra patranha semelhante que lixe, desta vez... o pagode.

Nessa altura, por certo, ouvir-se-á: ajudem-me! aqui d’el rei que me estão a f....!

segunda-feira, 14 de novembro de 2005

BOM DIA

Recebi de Carlos Fonseca, Titá, uma sentença de Buda que transcrevo com gosto:

Certa vez perguntaram a Buda:

«O que mais te surpreende na HUMANIDADE?»

E ele respondeu:

«OS HOMENS.
Porque perdem a saúde para juntar dinheiro,
depois perdem dinheiro para recuperarem a saúde.
E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem do
presente de tal forma que acabam por não viver nem o
presente nem o futuro, e vivem como se nunca fossem morrer e
morrem como se nunca tivessem vivido!»

domingo, 13 de novembro de 2005

O C… E AS CALÇAS

SERÁ QUE A VIOLÊNCIA EM FRANÇA INTERESSA A CABO VERDE?

Para já assistimos de cadeirão à violência que assola e se alastra em França.

Mas a Europa está preocupada pois parece que a coisa é séria e ameaça atingir outros países. A Alemanha, por exemplo, começou já a discutir uma nova política de integração dos imigrantes.

As causas dos problemas de base destes acontecimentos são múltiplas e algumas delas bem velhinhas; mas ao que parece a espoleta que veio incendiar tudo chamar-se-á “globalização”.

Com as dificuldades económicas a aumentar; com os desafios comerciais impostos pela globalização dos mercados, a Europa (começando pela França) iniciou o processo de centrifugação dos imigrantes (magrebinos, sobretudo, para já).

Pelo andar previsível da carruagem da globalização, outras comunidades estrangeiras virão certamente a ser abrangidas.

Perante este cenário quero apenas perguntar:

Terá alguma importância pensar ainda a questão da “Integração de Cabo Verde na União Europeia”, ou estes problemas que (para já só em França) atingem os imigrantes são problemas que só acontecem aos outros e nunca por nunca baterão à porta dos cabo-verdianos emigrados, em geral, e do Governo de Cabo Verde, em particular?

Querem os inteligentes que defendem o isolamento de Cabo Verde em relação aos restantes países «neocolonialistas» e «fascistas» da Europa explicar-nos como é que se descalçará esta previsível e apertada bota se (e quando) o problema se colocar de forma dura e crua aos cabo-verdianos?

Haverá alguma «parceria» que nos valha, se (e quando) isso suceder?

sábado, 12 de novembro de 2005

BOM DIA

NEM TUDO É MAU NA AMÉRICA

Para além da proverbial liberdade sexual das pródigas teenagers americanas, e da sólida e séria organização comercial – na América pode-se comprar de tudo, de olhos fechados, pois, o consumidor está protegido contra todas as possibilidades de fraudes e outras circunstâncias que o podem lesar – para além disso, dizíamos, a América é uma terra de bons escritores, de intelectuais de mentes desempoeiradas, com boas bases culturais, e nada deprimidos (excepção feita a Woody Allen) que, com alguma frequência, nos brindam com livros interessantíssimos e de fácil leitura (coisa um pouco difícil de encontrar aqui deste lado do Atlântico), livros que nos dispõem bem e nos fazem levar a vida com um sorriso nos lábios e, até, a pecar sem remorsos de qualquer espécie. Tal é a escrita de Anthony Bourdin.

Bem, talvez a escrita nem seja dele. Anthony Bourdin é um renomado cozinheiro nova-iorquino que poderá muito bem ter recorrido a algum dos muitos escritores desempregados e sem nome que pululam na América para o ajudar a escrever o livro que estou a ler. Mas, para o caso tanto faz, pois, o que estamos aqui a elogiar é a qualidade dos escritores americanos.

Atentemos numa passagem do livro em questão, que aborda de forma aparentemente ligeira e despretensiosa um tema tabu, um “assunto para esquecer” – as cruzadas empreendidas no passado pelas nações católicas contra os povos incréus e os hereges -.

Reza assim:

«Diz-se que os cruzados de antigamente costumavam parar na igreja do mosteiro da sua terra antes de ir para a guerra, onde podiam comprar indulgências. Era uma espécie de cartão de crédito seguro e garantido para o céu, imagino eu, e as negociações eram provavelmente assim:

- Abençoai-me pai, porque vou pecar. Estou disposto a violar, pilhar e desmembrar pelo caminho todo, através da Europa do Sul e Norte de África, pronunciar o nome do Senhor em vão, cometer sodomia com todos e mais alguns, saquear os lugares sagrados do Islão, matar mulheres e crianças e animais, deixando-os em pilhas fumegantes… como também, é claro, divertir-me com as habituais brincadeiras militares de tirar olhos, desmembrar inocentes, atirar os cães a um urso acorrentado e pegar fogo ao que calhar. Dada esta lista de pecados, padre, quanto é que me vai custar?

- Terá de ser um novo tecto para a sacristia, meu filho, talvez alguns tapetes para aqui. Ouvi dizer que fazem lindos tapetes para onde tu vais… e, digamos, quinze por cento do grosso como dízima?

- Negócio fechado.

- Vai em paz, meu filho.»


Se leu e não gostou, olhe: tome cicuta; ou então, leia o último Saramago.
Em alternativa, venha a Lisboa e faça um mergulho da Ponte 25 de Abril.

sábado, 5 de novembro de 2005

UMA QUESTÃO DE MASSA CINZENTA

Há um burlão de meia-tigela que desde há vários meses tem tentado fazer com que eu lhe abra a porta do meu computador pessoal para que algum comparsa seu me devasse a informação contida no disco duro e tente furtar-me dados que lhes permitam burlar terceiros em meu nome ou, pior ainda para mim, fazer alguma transferência do meu dinheiro depositado em bancos portugueses para a conta deles algures por essa América Latina fora.

Digo que esse burlão tem comparsas porque todos eles os têm e também porque lhe não reconheço inteligência suficiente para fazer esse tipo de "tarefas cibernáuticas" sozinho.

Pelo escrito fica claro que conheço muito bem a identidade e o modus operandi desse desgraçado que poderia ter sido gente e se perdeu no mundo do crime menor.

Teve tempo para se tornar um grande e sofisticado burlão e ladrão; mas não teve a inteligência e a “capacidade de trabalho” suficientes para atingir esse nível apreciável de sofisticação.

Depois de algumas décadas da “profissão” mantém-se ainda ao nível de um reles pilha-galinhas.

Costuma enviar-me, com alguma frequência, emails com remetentes fictícios, mas suficientemente sugestivos de qual a sua verdadeira origem pois que, sendo eu infinitamente mais inteligente do que ele, facilmente pude descobrir a verdadeira identidade do desgraçado, desde o primeiro momento.

Dei-lhe corda durante meses para ver até onde queria chegar. Confesso que fiquei desapontado pois o pilha-galinhas não fez qualquer tentativa com alto grau de sofisticação que me desse gozo desfazer: limitou-se a insistir em pedir-me que lhe abrisse a porta, lhe deixasse instalar-se no meu cadeirão, servir-se do meu computador e levar para casa (que não tem) o que bem lhe apetecesse.

Estive para lhe escrever directamente e dizer-lhe: ó pá, tu és um reles ladrãozinho de m…. a quem eu não importaria de dar uma esmola atendendo a que te conheço desde há muitas décadas e sei que vives na miséria e hás-de de morrer na valeta. Mas achei que o desgraçado não merecia esse tratamento e então resolvi pôr a coisa aqui no blogue pois haverá leitores meus a quem o pirata terá tentado enganar ou pensa tentar enganar proximamente.

Ponham-se a pau e descubram a careca desse bandidinho fogoso quando e se ele vos bater à porta.

segunda-feira, 31 de outubro de 2005

NOTÍCIAS DA GUINÉ

A Guiné-Bissau volta a dar sinais de vida, digo, de morte.

O habitual, afinal...

Já estranhávamos tanta normalidade desde há longuíssimos três meses a esta parte.

domingo, 30 de outubro de 2005

BOA NOITE

E não se esqueçam de atrasar os relógios.

DE UMA NOITE DE TEMPESTADE

A noite, agitada de crescentes tempestades,
como se torna subitamente imensa -,
como se habitualmente estivesse recolhida
nas ínfimas dobras do tempo.
Não acaba onde as estrelas tentam detê-la
nem começa no meio da floresta,
nem no meu semblante
nem na tua forma.
Os candeeiros balbuciam e não sabem:
mentimos luz?
É a noite a única realidade
desde há milhares de anos...


(Rainer Maria Rilke)

sábado, 29 de outubro de 2005

ACONTECEU O INIMAGINÁVEL



O Hospital de S. Francisco Xavier (um hospital central da capital de Portugal) fez publicar, nesta última segunda-feira, nos jornais, um anúncio pedindo «médicos especialistas em Obstetrícia/Ginecologia» para trabalharem em regime de «Contrato Individual de Trabalho na modalidade de 35 horas semanais».

Tiveram o cuidado de não dizerem quantos médicos pretendem contratar e, sobretudo, abstiveram-se de publicitar quanto pretendem pagar a cada um deles.

Mas, apesar disso, ou muito nos enganamos, ou esse anúncio vai ficar sem uma única resposta.

Este é um acontecimento inimaginável há bem poucos anos atrás em que os médicos, às vezes, chegavam ao extremo de recorrerem aos tribunais para disputarem entre si um lugar posto a concurso. E também é inimaginável que o próprio anúncio pudesse acontecer no passado.

Longe vai o tempo em que era prestigiante para um médico pertencer ao “quadro de um Hospital Central”, ou ser, simplesmente, Interno de um desses hospitais.

E o anúncio em causa é ainda menos motivador em termos de pretígio, pois, não oferece sequer um lugar de Interno, quanto mais um lugar no “quadro” daquele hospital.

É um anúncio que pretende recrutar uma espécie de empregada doméstica a prazo - um médico com contrato precário de alguns meses, renovável.

E se há médicos (há, mas poucos) que ainda aceitam esse tipo de contrato, a tendência é para que cada vez menos o façam, pois, ganha-se hoje, no privado, em uma semana de cinco dias de trabalho (sem se fazer qualquer serviço de urgência), mais do dobro do que se ganha num hospital em um mês de trabalho fazendo, ainda por cima, quatro serviços de urgência de 12 horas de duração (integrados nas tais 35 horas de que fala o anúncio), mais um de 24 horas ao fim de semana.

Como poderemos constatar dentro de pouco tempo, para nossa infelicidade, a coisa vai ficar mesmo muito preta para os lados dos hospitais, no que ao número de médicos diz respeito.

E não se pense que o solução virá do estrangeiro. Esta é uma tonteria que de vez em quando é dita por alguém; já se publicaram anúncios no estrangeiro pedindo médicos e nem por isso vieram.

Só quem nunca emigrou é que pensa que é fácil fazer desenraizar um cidadão da sua pátria para ir trabalhar a pataco noutro lado qualquer.

A COISA ESTÁ MEMSO PRETA, acreditem!

quinta-feira, 27 de outubro de 2005

EU APOIO A GREVE DOS JUIZES

Porque quando os juízes dizem:
- nós somos um órgão de soberania e queremos tratamento diferenciado -
o Governo responde:
- vocês são funcionários públicos e como tal devem ser tratados -;

Porque quando os juízes dizem:
- nós vamos fazer greve -
o Governo responde:
- Vocês não podem fazer greve porque são um órgão de soberania -.

É por isso que apoio a greve dos juízes:

Porque não se pode tratar um órgão de soberania como um simples grupo de funcionários públicos - porque isso é nivelar por baixo;

E não se pode pretender que quem é tratado como funcionário público se comporte como órgão de soberania.

quarta-feira, 26 de outubro de 2005

COMO LIXAR O ZÉ

Parece que, finalmente, a realidade se está a impor à incompetência, à fantasia e à demagogia de muitos governantes deste País.

À incompetência daqueles que tinham o dever de saber que, no domínio da Saúde, quanto mais se trabalha e se produz - maior é a despesa do Estado;

À fantasia daqueles que julgavam que seria possível combater listas de espera cirúrgicas e de consultas de especialidade - baixando custos e cortando nos orçamentos dos hospitais;

À demagogia daqueles que pretenderam, e ainda pretendem, convencer o Zé Povinho de que a despesa da Saúde só é tamanha porque os mandriões dos médicos e dos enfermeiros só se limitam a ganhar o ordenado sem nada produzirem.

Ao que se diz nos mentideros políticos de Lisboa, parece que o Governo acordou para a realidade e já quer – sabem o quê? – já quer que se produza menos nos hospitais; que se gaste menos: consumindo menos, diagnosticando menos, tratando menos.

Para já é o que se diz nos mentideros; mas... não costuma haver fumo sem fogo.

A ser assim, no fundo, o Governo vai querer é que os médicos finjam que os doentes não estão doentes e passem a mandá-los para casa entretidos com dois comprimidos de Aspirina e um frasco de água de malvas.

Estamos acostumados a que em Portugal as modas, as correntes filosóficas, as novidades, o progresso, etc., só cheguem passadas décadas da sua vigência no estrangeiro.

Ora bem, se os políticos e governantes portugueses amam tanto o liberalismo económico e pretendem, por isso, extinguir o Estado-previdência - o que deveriam ter feito, em primeiro lugar, desde há umas duas décadas, era o seguinte:

olharem bem para os Estados Unidos para verificarem:

- primeiro, que os maiores aliados das companhias seguradoras (e do próprio Estado americano) são as associações dos médicos;

- e segundo, que só com um relacionamento privilegiado entre as seguradoras, o Estado e as associações dos médicos é possível poupar nos gastos da Saúde...

... e lixar o Zé Povinho.

Mas, em Portugal, o que se pretendeu, e se pretende ainda, é:

lixar o Zé Povinho, lixando, de passagem, tudo e todos: incluindo médicos e enfermeiros.

Assim não dá. Porque nunca deu em lado nenhum.

Meus caros senhores políticos e senhores governantes: não se consegue lixar o Zé Povinho, lixando tudo e todos ao mesmo tempo.

Por isso, será que vem aí uma santa aliança qualquer contra o Zé Povinho?

Aguardamos, atentos e intrigados.

sábado, 22 de outubro de 2005

BOM DIA

DIA DE OUTONO

Senhor: é tempo. O Verão foi muito longo.
Lança a tua sombra sobre os relógios de sol
e solta os ventos sobre os campos.

Ordena aos últimos frutos que amadureçam;
dá-lhes ainda dois dias meridionais,
apressa-os para a plenitude e verte
a última doçura no vinho pesado.

Quem agora não tem casa, já não vai construí-la.
Quem agora está só, assim ficará por muito tempo,
velará, lerá, escreverá longas cartas
e vagueará inquieto pelas alamedas acima e abaixo,
quando caírem as folhas.


(Rainer Maria Rilke)

quinta-feira, 20 de outubro de 2005

SIRVAM-SE À VONTADE

Natália Correia disse certa vez que a poesia era «para comer».

Talvez estivesse a pensar na poesia de Rainer Maria Rilke.

Substancial como sempre:



SOLIDÃO

A solidão é como uma chuva.
Ergue-se do mar ao encontro das noites;
de planícies distantes e remotas
sobe ao céu, que sempre a guarda.
E do céu tomba sobre a cidade.


Cai como chuva nas horas ambíguas,
quando todas as vielas se voltam para a manhã,
e quando os corpos, que nada encontraram,
desiludidos e tristes se separam;
e quando aqueles que se odeiam
têm de dormir juntos na mesma cama:

então, a solidão vai com os rios...

domingo, 16 de outubro de 2005

A ÁGUA E O AZEITE

F. C. PORTO-0 BENFICA-2

Gostei que a equipa do simpático, competente e urbano, Ronald Koeman, tivesse batido de forma tão categórica a equipa do auto-suficiente, ingénuo e suicida, Co Adriaanse.

Ficou mais uma vez provado que, em situações não viciadas, a inteligência e o conhecimento levam sempre a melhor sobre a prosápia, a incompetência e o autismo.

José Peseiro devia, também ele, tirar ilações sobre o que se passou ontem no Porto.

E pedir a demissão do cargo que ocupa no Sporting.

Parabéns aos lampiões de uma figa.

domingo, 9 de outubro de 2005

sábado, 8 de outubro de 2005

CANTANDO A MULHER



Ouvi hoje na Antena 2 da RDP um poema de Vinicius de Moraes cantando a Mulher.

Não resisti a colocá-lo em O Baú de Salmoura.

Se gosta da poesia de Vinicius, dê um salto ao Baú e delicie-se por um bocadinho.

AUTÁRQUICAS 2005


Candidatos em dia de reflexão.

ALTA TRAIÇÃO

Eu era amigo do casal.

Ele tinha uma namorada que engravidou.
Perguntou-me se eu lhe podia indicar uma clínica em Espanha onde a miúda pudesse fazer o aborto.
Eu indiquei-lhe a clínica onde o aborto foi realizado.

Ela soube o que se passara com a namorada do marido.
E soube que fora eu a indicar a clínica.

Então, por isso, ela cortou relações comigo.

Mas não cortou relações com o marido.

O marido que tinha a namorada.
O marido que engravidara a namorada.
O marido que me perguntou pela clínica.
O marido que levou a namorada à clínica.
O marido que pagou o aborto.
O marido que continua com a namorada.

Com ele, ela não cortou relações.

Comigo é que ela cortou relações.

sexta-feira, 7 de outubro de 2005

CHAPEAU PARA HENRIQUE SILVEIRA

Henrique Silveira surpreendeu-me, hoje, com esta posta radical que, no meu entender, ilustra claramente a crise de Estado que o País inegavelmente atravessa neste momento histórico de dúvidas e incertezas.

Eu digo que me surpreendeu, não porque não o considerasse um sagaz examinador da conjuntura e um sólido conhecedor da História Pátria;

surpreendeu-me é pela radicalidade da linguagem empregue, agora, na escalpelização da situação actual de Portugal.

Mas devo dizer que essa radicalidade me merece toda a compreensão, pois, creio que Portugal chegou ao ponto em que os paninhos quentes - não só não resolvem nada, como ainda, mais facilmente, contribuem para a morte do moribundo.

Os meus parabéns pela prosa!

O meu Viva! pela coragem de se expor a este nível.

domingo, 2 de outubro de 2005

PAÇOS DE FERREIRA-3 SPORTING-0

O jogo acabou há bem pouco.

Interrogado sobre o mesmo, o Mongolóide que todos nós conhecemos voltou a dizer:

«Fomos infelizes». E acrescentou: «Estamos tristes».

Mas o pior é isto: esse atrasado mental reconhece todos os defeitos da equipa coxa que ele próprio armou (e devia ter armado de outra forma); reconhece as falhas dos jogadores; mas nunca por nunca reconhece a sua própria incapacidade e incompetência.

É claro que tem de haver alguém que lhe diga isso e lhe mostre a porta da rua.

UI, (UI-UI), (UI-UI)

Lê-se hoje no jornal O Jogo que a SAD do Sporting se prepara para contratar José Couceiro para substituir o atrasado mental do Peseiro no cargo de treinador da equipa principal de futebol.

Quer dizer: sai um José Mongolóide e entra um José Sabichão sem quaisquer provas dadas como treinador de futebol, seja onde for.

Oh sorte malvada!

Oh triste sina!

Quem nos acode?!

Quem nos livra destes Josés?!

sábado, 1 de outubro de 2005

VOLTA PETER SCHMEICHEL!



A indignação toma conta da família sportinguista que já não tem mais paciência para aturar Peseiro e Dias da Cunha .

José Peseiro está quase na rua. Mas falta o quase.

É que com o gago, Dias da Cunha, como presidente, nunca se sabe: só quando mesmo for anunciada oficialmente pelo clube a sua saída é que teremos a certeza que o cancro do Sporting foi finalmente extirpado.

Mas urge também contratar um guarda-redes de categoria.

Como eu já dissera - se Ricardo não serve, também não é Nelson a solução do problema. Aliás, viu-se contra os suecos: Nelson tem o defeito que eu lhe apontara aqui: hesita muito e tem saídas em falso, ficando por vezes a meio da viagem, comprometendo irremediavelmente a defesa com isso.

Volta Peter Schmeichel!

sexta-feira, 30 de setembro de 2005

A LUTA CONTINUA

Ia escrever aqui que a partir de hoje deixaria de falar do atrasado mental, José Peseiro.

Mas acho que, como sportinguista, o melhor que posso fazer para o meu clube, neste momento de derrotas sucessivas e humilhantes, é continuar a bater no treinador pois é precisamente aí que reside o problema do Sporting.

Todos já sabem o que acabou de acontecer, ainda há pouco mais de uma hora: a fraquíssima equipa sueca do Halmstads veio a Alvalade bater e eliminar o Sporting da Taça UEFA, tendo marcado três golos contra dois do Sporting.

Acresce ainda que o segundo golo do Sporting foi marcado por um sueco, na própria baliza.

E apesar disso, sabem o que disse o atrasado mental do Peseiro quando instado a pronunciar-se sobre o jogo?

Disse isto: «fomos infelizes».

Mas como é que se pode considerar infeliz uma equipa que teve a felicidade de ver o adversário marcar um golo, na própria baliza, a seu favor?!

É isto que me leva a combater José Peseiro - o homem é mesmo burro; é totó; é parvo; é atrasado mental; é mongolóide; é tudo o que define uma pessoa destituída de inteligência.

- Mas é treinador do Sporting.

Pois é!

E é aqui que reside a grande tragédia para o Sporting e para os sportinguistas.

Até quando?

quinta-feira, 29 de setembro de 2005

APANHADOS



Eis o momento em que os quatro candidatos autárquicos mais queridos e apreciados pelos eleitores portugueses confraternizavam e festejavam antecipadamente a vitória nas próximas eleições autárquicas.

MAIS UMA PROVA

Digam-me lá se isto é coisa de pessoa normal:


«O facto de a equipa leonina ter falhado todos os objectivos da época passada e ter já chumbado no teste da Liga dos Campeões (foi eliminado pela Udinese) e no jogo em que podia ter chegado à liderança da Liga (derrota na Choupana) esta época, não preocupa o técnico. Aliás, José Peseiro mostra-se "tranquilo" e diz mesmo que conquistou "crédito na época passada, não estou em débito. Pus uma boa equipa a jogar bom futebol. O meu trabalho é bom, na minha opinião". Quanto aos adeptos, que na semana passada o assobiaram e lhe mostraram os lenços brancos do descontentamento, "espero que os continuem a ser exigentes, mas controlem as emoções".»

Costuma se dizer que «quem fala assim não é gago».

Pois: não é gago...

É inconsciente.

Leia aqui para confirmar.

domingo, 25 de setembro de 2005

SPORTING-1 VITÓRIA DE SETÚBAL-0

É preciso dizer alguma coisa sobre o treinador do Sporting?!

É preciso dizer que ele sofre, em alto grau, de paralisia cerebral?!

É preciso falar sobre a vergonha que, por culpa desse atrasado mental, cobre hoje o Sporting e os seus sócios e adeptos?!

É preciso?!

segunda-feira, 19 de setembro de 2005

SPOOOOOORRRTING!...

Hoje o Sporting joga, na Madeira, com o Nacional, a possibilidade de se isolar no primeiro lugar da classificação, como líder do campeonato.

No ano passado, sempre que houve essa possibilidade o Sporting perdeu e não conseguiu alcançar o objectivo.

Logo mais à noite veremos que equipa será apresentada pelo sempre imprevisível José Peseiro; e que figurino de jogo este genial treinador dos leões terá montado para esse jogo.

A expectativa é alta entre os adeptos sportinguistas; mas reina também a memória fresca dos rotundos falhanços protagonizados há bem pouco tempo pela “dupla infernal” que agora está meia-desfeita.

Do mal o menos: sem Ricardo temos visto que é melhor; mas melhor mesmo seria sem Ricardo e sem Peseiro.

Editado às 11:21AM, de 20/09/2005
Pronto! já sabemos! foi assim: Nacional-2 Sporting-1
Viu-se claramente que os jogadores do Sporting são bons, mas andam aos papéis.
Viu-se que o que falta mesmo ao Sporting é um treinador.
Eu só espero que o Sporting perca todos os jogos que tem pela frente até que a direcção presidida pelo gago, Dias da Cunha, se veja forçada a correr de vez com José Peseiro.
É que não há volta a dar-lhe se não for esta – correr de uma vez por todas com o Monga de Alvalade.

sexta-feira, 16 de setembro de 2005

UMA GRANDE DOR DE BARRIGA

É o que devem sentir todos aqueles que só culpam George Bush e os brancos americanos de falta de solidariedade para com os negros de New Orleans, quando lerem este tiro certeiro de Clara Ferreira Alves nos negros ricos da América que nada querem saber dos seus irmãos negros vitimados pelo Katrina.

quarta-feira, 14 de setembro de 2005

PENSE PELA SUA CABEÇA

MAS SIRVA-SE TAMBÉM DA CABEÇA DOS OUTROS

Como sabemos, a verdade, como a mentira, está em toda a parte.
Mas, em política, a verdade está mais na oposição do que no poder; qualquer que seja o poder e qualquer que seja a oposição.

Eu até acho que a oposição é que deveria governar sempre.

Ou por outro: que o poder deveria estar sempre na posse da oposição (passe o pleonasmo).

Por isso, hoje em dia, leio muito mais os blogues de Direita do que o fazia anteriormente, pois, às vezes vamos lá buscar coisas curiosas que nos escapariam por inteiro caso fossemos sectários na busca da verdade (ou simplesmente da notícia).

Visitem a GLQL que vele bem a pena. Sei que com esta opinião vou perder a consideração de muitas pessoas; mas devo esclarecer que não aconselho a visita por concordar ou discordar com o que lá se escreve – é antes por lá encontrar, hoje, muita verdade que só pode vir da oposição.

Eles não escrevem só a verdade, bem entendido; também escrevem coisas menos verdadeiras e algumas mentiras piedosas.

Mas confiram, por exemplo, isto, matutem um pouquinho e vejam se acham que é falsa ou verdadeira, melhor: se é razoável ou não a conclusão do autor da posta.

Transcrevo aqui uma parte da posta em causa para conhecimento dos leitores:

«O Governo contratou António Vitorino para representante do Estado nas negociações com os italianos da ENI, no processo de recomposição accionista da Galp. Ontem mesmo, o socialista já esteve no Ministério da Economia na primeira reunião na qualidade de advogado, sentado aliás com os assessores do Governo neste processo.»

sábado, 10 de setembro de 2005

UMA GUERRINHA INTERESSANTE

ONDE PARECE HAVER BOM E MAU ANONIMATO

Há uma curiosa guerra aberta entre Vital Moreira e uns “mabecos” e “biltres” anónimos da blogosfera que têm tentado «morder-lhe as canelas».

Essa guerra curiosa tem como evidente e aguerrido contendor a GLQL; sendo que, a dar uma mãozinha a Vital Moreira, tenha entrado na liça J. P. Henriques do Glória Fácil.

A GLQL pretende que o conflito se situe nos limites da confrontação política Esquerda/Direita (valendo tudo menos tirar olhos); enquanto que Vital Moreira e J. P. Henriques pretendem, primeiro, situá-lo nos campos ético pessoal e ético-profissional exigindo antes de mais aos “anónimos” que abandonem o anonimato “cobarde” e se identifiquem claramente quando escrevem, antes que se dê atenção ao campo estritamente político.

J. P. Henriques, mais que insinua, quase informa que os “anónimos” são jornalistas que se servem de material de trabalho dos seus jornais, antecipando anonimamente notícias e veiculando opiniões que não teriam a coragem ou a permissão de escrever nas páginas dos jornais onde trabalham.

“Enfiando a carapuça”, josé, da GLQL, acaba por confirmar o que afirma J.P.H. e tenta justificar (o que de certa forma consegue) o anonimato na blogosfera contrapondo-o à alastradíssima e conhecidíssima prática de utilização e “protecção das fontes anónimas” que é seguida habitual e quotidianamente pela classe dos jornalistas portugueses.

E é aí que se descobre uma contradição insanável na posição de J.P.H. que se declara jornalista - e a não ser que nos diga que é diferente de todos os outros da sua classe, a contradição existe -.

J.P.H. condena o anonimato dos seus colegas (“anónimos”) da blogosfera; mas não nos diz se ele, como jornalista que é, "protege" ou não as habituais fontes anónimas que - todos o admitimos - “manancialmente” lhe fornecerão “informações” para serem por si trabalhadas e divulgadas no jornal onde escreve; fontes que tradicionalmente nunca vêem a suas identidades reveladas!

- Em que ficamos, então, J.P.H.?! Divulga sempre, ou não, as suas fontes?

- Ou será que o anonimato só é mau quando nos querem “morder as canelas”?

- Passando a ser bom, ou mesmo muito bom, quando nos permite “morder” qualquer outra parte anatómica de alguém; de uma instituição; de um partido político; etc., etc.!

- Quer responder-nos a isto, J.P.H.?

SPORTING vs BENFICA

Hoje é o dia em que o timoneiro cego de Alvalade, mais conhecido por “o monga de Alvalade”, conhecido ainda por José Peseiro, demonstrará, mais uma vez, ao mundo, os resultados do estranho labor de uma mente paralizada.

O Sporting jogará mais logo, no seu terreno, contra o Benfica.

O que me aflige, como sportinguista, não é a qualidade dos jogadores do Sporting, pois, neste pormenor o Sporting possui dos melhores jogadores do campeonato português.

O que me aflige é a omelete que o monga fará com esses bons ovos que tem entre mãos.

É que tão depressa pode-nos servir uma omelete de camarão com ervas finas, como uma omelete de anzóis com sorvete de orégãos.

Veremos o que nos está reservado.

Editado às 18:15PM de 11/09/2005:
Já sabemos como é que acabou o jogo: Sporting-2 Benfica-1.
Desta vez foi-nos servido uma omelete simples com salada de alface. Poderia ser melhor; mas quando o cozinheiro não prima pelo domínio da arte... é melhor comer e ficar calado visto que não utilizou anzóis na confecção do prato.

sexta-feira, 9 de setembro de 2005

A BATATA DA DIREITA

Costuma se dizer que a Matemática não é uma batata.

Mas para a Direita a matemática política é mesmo uma batata; se não, vejamos:

Segundo o Portugal Diário, uma sondagem da Universidade Católica dá os seguintes resultados para os actuais candidatos que se perfilam para a próxima eleição presidencial:

Primeira volta da eleição:
Cavaco Silva ------------- 49%
Mário Soares ------------ 32%
Jerónimo de Sousa ----- 11%
Francisco Louçã ---------- 7%
(Total -------------------- 99%)

Segunda volta entre Mário Soares e Cavaco Silva:
Cavaco Silva ------------- 65%
Mário Soares ------------- 36%
(Total -------------------- 101%)

Bem, descasquemos agora esta batata política que ora mede 99%, ora mede 101%:

admitindo que quem votar Mário Soares na primeira volta manterá o seu voto na segunda volta;

só se pode concluir, da distribuição acima feita das percentagens pelos candidatos, o seguinte:

os eleitores comunistas que votarem Jerónimo de Sousa na primeira volta, e os eleitores bloquistas que votarem Francisco Louçã, transferir-se-ão, na sua quase totalidade (88%), para Cavaco Silva;

isto é, será a esquerda da Esquerda (os eleitores de Jerónimo e Louçã) que elegerá Cavaco Silva ao cargo de Presidente da República.

Digam lá se isto não é mesmo uma grande batata política!

sexta-feira, 2 de setembro de 2005

UMA “ANÁLISE” MANIPULADORA

MAIS UMA PEÇA DE CAMPANHA

Pacheco Pereira, com razão ou sem ela (dou de barato este aspecto no que concerne à estratégia da campanha de Soares ), faz hoje esta prosa em que indirectamente acusa Mário Soares e seus companheiros de jornada (e aqui cabe uma enorme parte da Esquerda) de adoptarem uma conduta de campanha eleitoral em que se faz «terraplanagem moral» (dos candidatos, Cavaco e Soares) com a finalidade de – depois de ambos “igualados” nesse campo – propiciar a vitória de Soares com base no marketing (político e publicitário); na venda fácil da imagem sedutora de Soares…

“para que nada mude”

… e para que «o mesmo Portugal que se diz não desejar» «fique tão sólido como betão».

Estas duas conclusões já me interessam mais e é sobre elas que quero pronuncia-me para dizer apenas o seguinte:

Não parece à turba que Mário Soares esteja na disposição de aceitar (e muito menos contribuir) para a “betonização” deste actual Portugal tecnocrático, negocista, merceeiro e insensível à pobreza real dos seus cidadãos.

O que Mário Soares quer é precisamente o contrário: é MUDAR esta forma maquinal de "o Poder de hoje" olhar para os cidadãos como se fossem meros números e parcelas de somar e subtrair.

Quem está satisfeito com o caminho actual trilhado pelos governos de Durão Barroso e José Sócrates, em que o que conta é apenas a economia, as empresas e o capital; transformando as pessoas, os portugueses e as portuguesas, em meros contribuintes fiscais; em apenas contribuintes fiscais com cada vez menos direitos sociais (direitos que se vêem diminuidos a cada dia que passa);

quem quer que este Portugal sem alma «fique tão sólido como betão»

é Aníbal Cavaco Silva.

É por isso que todos os arautos da Direita não se cansam de tentar desmobilizar o PS no apoio a Mário Soares dizendo que «Soares será um problema para o Governo» e que «para Sócrates é melhor que Cavaco venha a ser Presidente da República».

- Porque Cavaco tem a mesma visão tecnocrática e desalmada que hoje se pratica no exercício do Poder .

- E porque sabem que Mário Soares forçará uma mudança desta política de trituração dos direitos de cidadania e estará contra a "coisificação" dos portugueses
.

As coisas, portanto, não são bem como Pacheco Pereira quer que sejam.

QUEM QUER “BETONAR” É A DIREITA – É CAVACO SILVA

E QUEM QUER MUDAR É A ESQUERDA – É MÁRIO SOARES

P.S. (post scriptum - não confundir com Partido Socialista) - Já quanto à estratégia da campanha de Soares: JPP pode até ter alguma razão; mas não será por aí que o gato irá às filhoses.

quinta-feira, 1 de setembro de 2005

UMA MÁ DECISÃO

Previsíveis consequências de uma má decisão.

Ficou-se a saber hoje que A pílula contraceptiva pode deixar de ser comparticipada. Em contrapartida, o Ministério da Saúde quer reforçar o acesso aos anticoncepcionais nos centros de saúde, onde são fornecidos gratuitamente, segundo a edição desta quinta-feira do Público. O Infarmed já se pronunciou a favor da descomparticipação, mas apenas com algumas garantias.

Eis, quanto a mim, as principais consequências que esta má decisão vai trazer:

1. Aumento substancial do número de consultas nos Centros de Saúde - é que nem me passa pela cabeça que quem receita a pílula e controla os seus efeitos a longo prazo não seja o médico mas sim a utente que a toma ou um funcionário do Centro de Saúde encarregado, em substituição do médico, da sua distribuição.

2. Aumento do número de gravidezes indesejadas, pois, certamente haverá utentes que, não tendo tempo para se dirigirem ao Centro de Saúde, não comprarão a pílula pagando-a a 100%.

3. Consequente aumento do número de abortos por gravidez indesejada, inflacionando mais ainda todo o chorrilho de problemas que esta questão tem suscitado na sociedade portuguesa.

4. Necessidade de aprovar a Lei do Aborto para que o aborto legal, a pedido da mulher, passe a ser um autêntico método anticoncepcional, método mais vantajoso que todos os outros, pois que, GRATUITO.

5. Aumento substancial das despesas do Ministério da Saúde que passará a pagar os abortos legais, a pedido da mulher, em hospitais e clínicas privadas, a um preço muitíssimo superior ao que gastaria comparticipando a pílula nos moldes actuais.

É nisto que dá, muitas vezes, os Governos terem uma visão estritamente economicista dos problemas sociais: aumenta-se a factura quando se pretendia a sua diminuição.

Estamos aqui para assistir ao desenrolar desta novela.

terça-feira, 30 de agosto de 2005

QUE GRANDE CHATICE



«O furacão «Katrina» perdeu na segunda-feira grande parte do seu vigor e tornou-se numa tempestade tropical, embora permaneça perigoso, indicou o Centro Nacional de Furacões (NHC)».

É assim, neste tom fúnebre, que a imprensa relata este desgostoso acontecimento.

Mas resta ainda alguma esperança. É que a notícia também diz que «O 'Katrina' é actualmente uma tempestade tropical, mas os ventos fortes e as chuvas torrenciais continuam a ser um perigo».

Seria muito melhor se o Katrina, em vez de perder força, se tivesse revigorado em terra e devastasse completamente New Orleans e varresse literalmente do mapa o Estado do Mississippi onde só matou 54 pessoas.

– o que é isso para a imprensa sensacionalista sempre à espera de grandes desgraças para relatar? Peanuts, apenas peanuts.

Venham daí uns tsunamis valentes para animar essa malta da imprensa e então sim: teremos grandes parangonas noticiosas reveladoras do incansável afã dos jornalistas em dar a "Boa Nova" ao mundo.

A este mundo que está tão perigoso.

Editado às 10:31 AM do dia 3 de Setembro:
Deus satisfez o desejo da imprensa sensacionalistas e deu à catástrofe a dimensão que aquela esperava. Pena foi que Ele não se tivesse lembrado dos pobres de New Orleans. - Acontece -. Nem Ele é perfeito, está visto.

domingo, 28 de agosto de 2005

BOLAS PARA ISTO

Em futebol, como todos nós sabemos, José Mourinho tem trinta dedos de testa.

Mas basta ter dois dedos de testa, no que ao futebol diz respeito, para se ver, como aliás meio mundo vem demonstrando, que José Peseiro é incompetente.

E até mesmo um insuspeito "vago simpatizante", como se confessa Vital Moreira, se sente na obrigação de vir a público manifestar o seu descontentamento pela manutenção desse “cozinheiro” à frente da equipa técnica do Sporting.

No sábado passado, na edição da Record DEZ, Mourinho passou-se com os disparates de Peseiro e vai daí não esteve com meias medidas: disse que José Peseiro, ao dizer que «o Sporting é a equipa que melhor faz “pressão alta”», «está a confundir culinária com futebol».

Sejamos claros: Mourinho chamou burro, incompetente e palerma a José Peseiro.

E gozou claramente com ele e com os dirigentes do Sporting.

É que já se chegou ao ponto em que ninguém mais aguenta ficar calado.

Como é possível que se permita que José Peseiro continue a exercer um cargo para o qual, provadamente, não está minimamente preparado?

É que o coitado não percebe mesmo nada do que é ser treinador de futebol.

Bolas para isto!

Editado às 10:15 PM:
A vitória do Sporting, hoje, por 2-1, frente ao Marítimo, não disfarça minimamente a necessidade de substituição do treinador. A abissal diferença de qualidade dos dois contendores era suficiente para justificar o resultado. Os problemas surgem é quando o adversário tem valia equivalente à do Sporting. Nesses casos exige-se sempre uma mais-valia do treinador – coisa que o Sporting não tem – verificando-se então as derrotas humilhantes como as que têm acontecido.

sábado, 27 de agosto de 2005

O PIOR APOIO

Segundo os cronistas desta noite, há uma tarja de "apoio" a Ricardo, o Mãos Furadas, no estádio da Luz, rezando o seguinte:

«LAGARTOS, RESPEITEM O RICARDO».

Ora bem:

a) Essas tarjas custam dinheiro.
b) Não se vê que interesse têm os adeptos do Benfica, conhecidos, aliás, como analfabetos compulsivos, congenitamente acéfalos e pobres de espírito por natureza, em gastar não pouco dinheiro para apoiar um guarda-redes do Sporting.

É claro que isso cheira a “trabalho” do empresário de Ricardo, que não sei quem seja, no sentido de “pressionar” os responsáveis de Alvalade no que respeita à decisão correcta (tardiamente tomada) de retirar o Mãos Furadas da baliza do Sporting.

É caso para dizer que "apoios" destes só servem para enterrar ainda mais o Frangueiro de Alvalade. E vindo esse "apoio" do próprio empresário de Ricardo, trata-se de um caso de selvático e inconsciente sadismo, e de uma manifestação inquestionável de pura burrice - de um primarismo confrangedor e pacóvio.

Coitado do Ricardo que tem um empresário de tão baixo nível intelectual.

Já não lhe bastava dar um frango por jogo; agora também é preciso lembrar isso nos campos de futebol dos adversários do Sporting.

sexta-feira, 26 de agosto de 2005

E O NELSON, É BOM GUARDA-REDES?

Nelson não é um mau guarda-redes; mas também não é um bom guarda-redes.

O defeito principal de Nelson é que ele é lento a pensar. E por isso, é lento a agir. Costuma hesitar demasiadas vezes quando se lhe exigiria decisões rápidas e definitivas. Nos cantos e nos cruzamentos para a pequena área, por exemplo, fica muitas vezes a meio da viagem criando situações embaraçosas para toda a defesa e facilitando a vida aos atacantes adversários.

Concordo com alguém, que eu ouvi ou li, de que o que o Sporting precisava mesmo neste momento era de um Peter Schemeichel na baliza.

E como Peter Schmeichel já não joga, que tal a direcção do Sporting mostrar alguma inteligência fazendo-lhe um telefonema a pedir-lhe o conselho sobre que guarda-redes contratar para substituir o Mãos Furadas?!

Termino como comecei: o Nelson não é guarda-redes à altura do Sporting. Exige-se muito melhor. Nelson não tem suficiente fibra, agilidade e inteligência para defender a baliza do Sporting.

Mas mesmo que o Sporting encontrasse agora o tal Schmeichel de que necessita - permanecendo o incompetente José Peseiro como treinador – a mesma desgraça que tem acontecido continuaria a acontecer.

O que é preciso é enterrar de vez a “Dupla Infernal”.

REVOLUÇÃO EM ALVALADE?

Finalmente parece que tocou uma sineta lá pelos lados de Alvalade. Noticia-se que Ricardo, o da “Dupla Infernal”, vai ser substituído por Nelson, no próximo jogo do Sporting contra o Marítimo, sendo a recuperação psicológica do "Mãos Furadas" certamente uma tarefa de psiquiatras e psicólogos.

Falta ainda é enviar José Peseiro pela porta fora para ser acolhido por uma qualquer associação de apoio a pessoas com deficiência.

E Dias da Cunha? – perguntarão –. Dias da Cunha será contratado por uma cadeia de televisão, não só para falar dos célebres complots “das arbitragens” contra o Sporting, mas também para adivinhar o futuro dos resultados das partidas de futebol em função desses mesmos complots. Gaguejará, é certo, mas isso já não incomodará a nação sportinguista que finalmente terá uma equipa, um treinador e um presidente decentes.

terça-feira, 23 de agosto de 2005

UMA DUPLA QUE AFINAL É TRIPLA

Já havia aquele grupo de pândegos que se chamava “Trio los Dos”.

Este grupo de pândegos do Sporting chama-se “Duo los Tres”.

Ei-los que se perfilam:



Pândego nº 1: Peseiro, o Monga da Segunda Circular - é tão inteligente, tão inteligente, que se engana sempre na táctica a seguir. Tem é uma grande vantagem sobre os outros treinadores; reparem na fotografia: ele vê o jogo de olhos fechados.

Pândego nº 2: Ricardo, o Mãos Furadas – é tão bom guarda-redes, tão bom, que sofre os golos com toda a naturalidade, demonstrando uma calma e uma insegurança impressionantes no seu posto. Dos três golos que "comeu", um foi uma grande penalidade por ele cometida; outro foi um habitual frangalhão de todo o tamanho; e o terceiro foi meio frango, ou, se quisermos: um franguinho).

Pândego nº 3: Dias da Cunha, o Gaguejador Mor – é tão bom dirigente, tão bom, tão bom, que consegue convencer todo o planeta sportinguistas de que a equipa pratica o melhor futebol do mundo, sendo uma vítima crónica de um vastíssimo complot “das arbitragens”.

No fim – já todos nós sabemos como foi:

UDINESE – 3 SPORTING –2

PARTICULARIADES DA AJUDA EXTERNA

Esta não vai agradar a todos

Recebi-a por email, de uma pessoa amiga, e reza assim:

«A AJUDA AO DESENVOLVIMENTO É UM EXCELENTE MÉTODO

DE TRANSFERIR DINHEIRO DOS POBRES DOS PAÍSES RICOS,

PARA OS RICOS DOS PAÍSES POBRES »

ATENÇÃO GALERA

O ESPECTÁCULO VAI COMEÇAR


Logo mais, pela tarde-noite, em Udine, na Itália, a dupla infernal, Ricardo & Peseiro Lda, vai atacar tentando inscrever o nome do Sporting, em letras de oiro, nos Anais da História Contemporânea do Futebol.

Estaremos atentos a mais este feito histórico que a autista direcção do Sporting, presidida pelo gaguejador-mor, Dias de Cunha - o homem que justifica, anedoticamente, todos os desaires desportivos do clube culpando “as arbitragens” - se prepara para apresentar ao mundo.

Será logo mais à noitinha.

TROCA POR TROCA

O Governo preconiza a formação de uma Força Comum Europeia de Combate aos Incêndios Florestais.

Claro que é do interesse de Portugal que tal força exista dividindo assim pelos restantes países de União a factura do combate aos incêndios florestais.

Mas para fazer interessar os outros países de União na criação dessa Força, será preciso que eles também se transformem em imensos braseiros churrascantes, tal como Portugal orgulhosamente já é.

Para isso será preciso que Portugal envide, desde já, todos os esforços no sentido de exportar para o resto da União Europeia esta alta tecnologia de fogo posto que tão bem os portugueses sabem utilizar.

segunda-feira, 22 de agosto de 2005

PREOCUPA-TE CONNOSCO Ó EUROPA

Noticia a TSF:

«MAI [Ministro da Administração Interna, António Costa] defende construção de avião bombardeiro de água europeu.»

Acho bem. A Europa deve preocupar-se muito em despejar água nos incêndios que os pirómanos portugueses, em total impunidade, desportivamente, ateiam, todos os Verões, de lés-a-lés, por este país fora.

É que se a Europa não fizer nada, Portugal fará a ameaça de exportar os fogos para lá e então ver-se-á se a Europa não começa logo a agir.

domingo, 21 de agosto de 2005

DOIS FENÓMENOS ESPANTOSOS

1) Pampilhosa da Serra deve ser a maior floresta do mundo. É que há dez anos (10) que Pampilhosa da Serra arde, todos os anos, de 1 a 31 de Agosto. Este ano não é excepção: todas as televisões do mundo têm passado imagens do gigantesco incêndio florestal que consome as infinitas matas de Pampilhosa da Serra. E o espanto do facto é que ainda há muita Pampilhosa onde deitar lume.

2) Os noticiários desta última madrugada deixavam-nos saber que havia quarenta fogos florestais (40) por controlar em Portugal. Sabendo-se, através dos vários noticiários sobre o caso, que a maioria dos incêndios é de origem criminosa, temos que concluir que o povo pirómano português não descansará enquanto não fizer arder a totalidade do País. E é nisso que reside o espanto: há um povo que quer churrascar-se à viva força não lhe importando o futuro, qualquer que ele seja; o importante mesmo é fazer fogo e deleitar-se com o espectáculo do fogo.

Coisa linda! Não é?!

sexta-feira, 19 de agosto de 2005

ASSIM COMO ASSIM...

Esta semana comecei a ler jornais desportivos.

– Aquilo não tem nada de jeito para ler – dir-me-ão.

Pois é! Mas os outros jornais também não.

A propósito de desporto: viram por acaso aquele frangalhão da silva que o guarda-redes do Sporting, Ricardo, hoje deu contra o Belenenses?

Foi uma das partes da "Dupla Infernal" a dar o seu "contributo" para o resultado do Jogo. Esperemos que na próxima terça-feira a dupla não ande ainda melhor e enterre de vez as aspirações dos leões quanto à sua presença na Liga dos Campeões.

quarta-feira, 17 de agosto de 2005

LEITURAS DE FÉRIAS

Fui hoje dar um dos meus passeios habituais à Livraria FNAC do Chiado; e encontrei, a uma das esquinas daquelas ruas ladeadas de prateleiras com livros, um conjunto de três breves histórias do quotidiano, ficcionadas por um autor muito conhecido de meio mundo leitor - não direi, com pretensiosismo, “de meio mundo leitor de boas leituras”, mas direi: “de meio mundo leitor de autores interessantes”.

E a primeira história começa assim:

«No inicio de uma noite de Agosto, quando a maioria das pessoas já tinha abandonado o parque, dois homens ainda se defrontavam num tabuleiro de xadrez no pavilhão no extremo noroeste do jardim do Luxemburgo. A partida era seguida por uma boa dezena de espectadores, e com tanta concentração que, embora já estivesse quase na hora do aperitivo, ninguém queria deixar o local antes de a luta determinar um vencedor. O alvo do interesse da pequena multidão era o autor do desafio, o homem mais jovem, de cabelos pretos, face pálida e olhos escuros e altivos. Não dizia palavra e não deixava transparecer qualquer expressão, apenas fazia rolar de vez em quando um cigarro apagado entre os dedos e era, todo ele, a "nonchalance" em pessoa. Ninguém o conhecia e nunca o tinham visto jogar. E, no entanto, desde que se sentara para colocar as peças no tabuleiro, emanava da sua figura pálida, altiva e muda um magnetismo tão forte que todos que o viam ficavam subitamente com a inabalável certeza de se tratar de uma personalidade absolutamente excepcional, de um talento genial. Talvez fosse apenas o seu ar atraente e simultaneamente inatingível, a roupa elegante, o corpo bem constituído; talvez fosse a calma e a segurança dos seus gestos; ou talvez a aura de estranheza e singularidade que o envolvia - em todo o caso, e ainda antes de o primeiro peão ter sido lançado, já o público estava profundamente convencido de que este homem era um jogador de xadrez de primeira, aquele que iria cumprir o milagre secretamente desejado por todos de assistir à derrota do "matador" de xadrez local.»

Pelo acima transcrito, quem é que se aventura a tentar identificar este perfumado Patrick que tão bem escreve?

Outros livros comprados para férias:

O Fim da Aventura, de Graham Greene

O Outono em Pequim, de Boris Vian

Os Relógios de Einstein e os Mapas de Poincaré, de Peter Galison

BOA LEITURA PARA SI TAMBÉM

sábado, 13 de agosto de 2005

MEMÓRIAS CONTADAS (1)

Esta foi-me contada como sendo verídica por um ex-pára-quedista:

Um destacamento do exército colonial português prendera o chefe de uma aldeia em cujas imediações eram constantes as emboscadas às tropas portuguesas na Guiné, e submetera o homem a torturas várias no intuito de extrair dele confissões sobre os “turras” dessa aldeia.

Irritado com o obstinado silêncio do velho, o comandante mandou amarrá-lo a uma árvore, privado de qualquer alimento, e mesmo de água.

De vez em quando ia lá um tropa indagar da “vontade” do ancião em falar, e, regra geral, o soldado voltava com a mesma resposta: «continua a recusar falar, comandante».

Um dia depois este mandou obrigar o velhote a ingerir sal e continuou a aguardar a quebra da resistência do prisioneiro.

Passados dois dias, finalmente já moribundo, o prisioneiro confiou a um soldado que o fora interrogar: «falo sim senhor, mas com o senhor comandante».

O comandante, triunfante, dirigiu-se ao local onde mantinha o inimigo e encontrou um farrapo humano amarrado a uma árvore, única condição que ainda mantinha em pé o velhote.

- Então! Já quer falar ou ainda não? - indagou o comandante.

- Já quero falar, já - respondeu o torturado.

- E o que é que tem para me dizer? – volveu o comandante.

- PUTA QUE O PARIU!

E o ancião recebeu o tiro da misericórdia.

HÁ GOSTOS PARA TUDO

Deslumbrado com a Ilha Terceira, nos Açores, Vital Moreira acha que estas duas tetas vertendo leite são um "Lugar de Encanto".

quarta-feira, 10 de agosto de 2005

FINAL DA PARTIDA

SPORTING - 0
UDINESE - 1



Não há a menor dúvida de que José Peseiro é o melhor treinador de futebol do mundo.

Ele é memso a inteligência em pessoa.

Perante ele José Mourinho não passa de um reles aprendiz de feiticeiro.

Como se sabe, o que Peseiro tem feito aos comandos da equipa do Sporting é digno de figurar em todos os livros de recordes e em todos os anais do futebol.

E - coisa inédita! - Peseiro tem um comportamento que alguns acham bizarro mas que é muito apreciado nesse mundo único que é "O Mundo do Futebol". Se não vejamos:

1. Durante os jogos, torce-se como um doente de paralisia cerebral cativando com isso milhões de telespectadores sensíveis às deficiências dos humanos - espectadores que têm enchido os cofres de Alvalade com inscrições para sócios, sendo por isso que Dias da Cunha defende Peseiro com unhas e dentes, contra tudo e contra todos.

2. E depois das habituais derrotas estrondosas em jogos que era suposto ganhar, aparece à imprensa, todo lampeiro, com um sorriso de atrasado mental afivelado nos lábios, debitando as maiores banalidades como se nada fosse com ele.

Por tudo isso há já quem tenha tentado cloná-lo, com o sucesso, aliás, que se pode ver aqui em baixo, para oferecer esta raridade a outros clubes de futebol, não vá alguém lembrar-se de o raptar deixando o Sporting na orfandade deste verdadeiro pai das maiores anedotas que existem no futebol português.

Olhem para eles

Não são dignos da ovelha Dolly?

Nota: editado às 7:18 AM, de 13 de Agosto, para refazer o texto introduzindo a novidade da clonagem de Peseiro.

FIM DA PRIMEIRA-PARTE

SPORTING - 0
UDINESE – 1


Ou Deus esteve distraído ou não quis ouvir as nossas preces.

Mas estamos certos que aquela cabeça inteligente de Peseiro vai fazer alterações fantásticas à táctica e à disposição da equipa em campo, e então sim: vamos ter uma segunda-parte fabulosa do Sporting.

Que se lixe Deus! Temos José Peseiro.

BENZEI COMIGO SPORTINGUITAS

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Benzei comigo porque daqui a pouco o Sporting vai jogar com os italianos da Udinese...

...contando com a dupla infernal do ano passado:

Ricardo & Peseiro, Lda.

Que Deus nos guarde.

sábado, 6 de agosto de 2005

O DIA DA BARBÁRIE



A 6 de Agosto de 1945, faz hoje precisamente sessenta anos, os Estados Unidos inauguraram à escala planetária o uso das armas de destruição massiva que tanto fingem querer combater agora.

Com efeito, nesse dia, de bordo do avião militar, Enola Gay, era lançada sobre a cidade japonesa de Hiroshima e os seus inocentes habitantes a primeira bomba atómica que causou um dos maiores holocaustos até hoje vistos ao cimo da Terra - quarenta mil mortos (40.000). Há documentos que falam em oitenta mil.

Não contentes com essa barbárie inominável, os americanos repetiram a dose, passados dois dias, sobre a cidade japonesa de Nagasaki, provocando mais trinta mil (30.000) vítimas inocentes. Há também documentos que falam em setenta mil.

Serve esta lembrança não para comemorar o incomemorável, mas tão simplesmente para relembrar que a barbárie e o terrorismo têm raízes bem profundas, raízes que chegam bem longe onde certas mentes teimam em não querer chegar.

Tentou-se justificar a atitude americana - e tenta-se ainda hoje fazê-lo pois há quem nunca consiga engolir essa justificação - com o desespero que se apoderara da nação quando os kamikases japoneses fizeram despejar os seus aviões de combate, carregados de explosivos, sobre a esquadra americana do Pacífico (um alvo inteiramente militar).

Mas essa tentativa de justificação leva-nos a fazer algumas perguntas:

- Quanto desespero não estará na base dos inaceitáveis e condenáveis actos terroristas a que temos vindo a assistir desde a invasão do Iraque até hoje? (Isso para não irmos mais longe).

- Vamos por isso aceitar o terrorismo? Não!!!

Condenemos então a barbárie americana no Japão.

- Ou teremos que admitir que há desesperos legítimos e desesperos ilegítimos?

quarta-feira, 3 de agosto de 2005

CHURRASCADA EM PERSPECTIVA

Uma parte do exército da Guiné Bissau já se desligou da chefia de Tagmé Na Waié e autonomamente faz a protecção de Nino Vieira, com grande aparato, chegando a cortar o trânsito automóvel, todas as noites, na rua por que se acede à residência deste candidato eleitoral.

Resta saber se a outra parte do exército que ainda está com Tagmé Na Waié está pelos ajustes sendo capaz de entrar em confronto com os defensores de Nino Vieira.

Tudo parece indiciar, neste momento, a existência de preparativos para uma autêntica churrascada à moda da Guiné.

Aguardemos.

Até lá leia aqui mais sobre este assunto.

domingo, 31 de julho de 2005

O CURRÍCULO DE NINO VIEIRA

Transcrevo, com a devida vénia, um excerto deste artigo de luís Miguel Viana no Diário de Notícias de hoje:

«É muito provável que o regresso de Nino Vieira à Presidência da Guiné-Bissau signifique uma melhoria da situação económica do país e da sua estabilidade interna. Nino Vieira é um ladrão e um assassino, mas sabe mandar e atrair negócios. Colocará naquele desgraçado país um mínimo de ordem, normalizará as Forças Armadas (talvez à custa de mortes e de tortura, como no passado) e, mal se instale, começará a receber empresários no seu palácio em Bissau.»

Os realces no texto são de minha autoria e responsabilidade.

FALTA DE ASSUNTO

Blá-blá-blá-blá-blá... pum!

Blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá... pum! pum!

Blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá

... Piuuuuuuuu!

quinta-feira, 28 de julho de 2005

HÁ FESTA NA GUINÉ

Segundo o jornal Expresso On-line

«Considerando que se vive na Guiné-Bissau "um momento crucial da história do país", o CEMGFA [isto é, Tagmé Na Waié, o homem que jurou matar Nino Viera] avisa que o exército agirá "com firmeza e de forma pronta" contra quem quer que seja(*), em defesa dos valores da liberdade e independência dos guineenses

«Um grupo de fuzileiros do Batalhão da Marinha de Guerra começou, entretanto, a patrulhar algumas ruas do centro de Bissau, onde jovens apoiantes de «Nino» Vieira e de Bacai Sanhá se envolveram em confrontos, levando a uma intervenção da polícia para os dispersar.

Os fuzileiros mantêm uma espécie de cordão de divisão entre os apoiantes, na sua maioria jovens, das duas candidaturas.
O perímetro que dá acesso à residência do presidente da CNE, Malam Mané, está fortemente vigiado por fuzileiros navais, armados com espingardas e lança-foguetes (bazucas).»


Digam lá se há festa maior que esta para comemorar o resultado de umas eleições!?

(*) É importante reter esta frase de Tagmé Na Waié: «o exército agirá contra quem quer que seja».

quarta-feira, 27 de julho de 2005

GUINÉ – RESULTADOS ELEITORAIS

OU A CONJUGAÇÃO DO VERBO MATAR

A Comissão Nacional de Eleições da Guiné Bissau, não cumprindo o prazo estabelecido que termina hoje, adiou para o dia de amanhã a divulgação dos resultados das eleições presidenciais naquele território.

Mas a mesma Comissão Nacional de Eleições já fez saber que os resultados definitivos estão apurados.

Isto só quer dizer que, prevendo borrasca, metralha e mortes, a comissão Nacional de Eleições adiou a divulgação dos resultados com o intuito de permitir que se negoceie com o candidato perdedor e com os seus apoiantes a aceitação dos mesmo resultados.

Mas de nada vai valer esta pausa de 24 horas (que bem poderá ainda ser maior) - aquela gente não sabe fazer nada sem ser à força de balas e da eliminação física, uns dos outros.

É assim que funciona a política na Guiné Bissau. Lá, o verbo mais conjugado pelos "políticos" é:

Eu mato
Tu matas
Ele mata
Nós matamos
Vós matais
Eles matam.

segunda-feira, 25 de julho de 2005

CONFIRMADA A COBARDIA DO EX-VALENTÃO

O Diário de Notícias de hoje confirma aqui o que dissemos ontem de Alberto João Jardim na festa do Chão da Lagoa. Com efeito, aquele jornal escreve:

«Quanto à polémica com a comunidade chinesa, Jardim nem um som produziu. Jaime Ramos fez o serviço. Explicou que "aquilo" que Jardim disse -"não queremos chineses na Madeira" - é "aquilo" que todos pensam e não dizem. Sendo assim, "não podemos ter pessoas aí com produtos feitos por crianças de 10 anos".»

domingo, 24 de julho de 2005

QUEM PODE, PODE

EMBAIXADOR CHINÊS CALOU JARDIM

Ficou hoje confirmado: o embaixador chinês foi ao Funchal mandar calar Alberto João Jardim, quando este disse que não queria chineses na Madeira. E foi obedecido pelo troglodita local.

Quando se deu a deslocação do embaixador chinês ao Funchal dissemos que esperaríamos pela festa do PSD, do Chão da Lagoa, para sabermos se aquele embaixador conseguiria aquilo que ninguém - nenhum Governo, nenhum líder do PSD e nenhum Presidente da República - conseguira até hoje: fazer calar Alberto João Jardim.

Pois bem, a festa aconteceu hoje e, como habitualmente, Jardim debitou as suas conhecidas diatribes contra o “contenente”, contra Lisboa, contra os socialistas, contra a Constituição da República - mas não falou dos chineses; quem falou foi Jaime Ramos, que deu o recado, mas apenas para dizer que o que antes Jardim dissera dos chineses não constituía xenofobia nem racismo mas tratava-se apenas de uma tentativa de defender a economia da Madeira.

Jardim meteu de facto a viola no saco e o rabo entre as pernas, e não teve a coragem de voltar a dizer que não queria os chineses na Madeira.

Fica provado que é tendo poder e falando grosso que se consegue fazer-se ouvir e obedecer pelo primata da Madeira.

GRANDE IMBRÓGLIO, SEM DÚVIDA

Um leitor devidamente identificado dá-nos, por e-mail, esta importante achega para a compreensão do imbróglio político por que passa hoje a Guiné Bissau:

«A grande dúvida não será o que acontecerá após as eleições.
Para mim a grande dúvida será qual o papel dos dois “sub-capitães” de Nino (Ialá e Fadul) caso o ex-presidente ganhe.
E aí sim; teremos um triunvirato tipo romano em que só após a eliminação física dos outros dois o poder estabilizará? E qual será o papel dos militares. Esses mesmos que, como muito bem ressalva, um deles ameaçou matar Nino?
Guiné está numa encruzilhada tal que a Comunidade Internacional não se pode alhear.»


NOTA: Editado às 23:56 para identificar o autor do e-mail, que nos escreveu de novo autorizando-nos a fazê-lo: trata-se de Eugénio Almeida, do blogue Pululu.

MAIS DESCGRAÇAS PARA A GUINÉ BISSAU?

Hoje é dia de eleições presidenciais na Guiné Bissau.

De um lado está o candidato Nino Vieira e do outro Malam Bacai Sanhá.

A campanha eleitoral, ao que rezam as crónicas, foi tensa com acusações graves de parte a parte. Pelo meio houve algumas mortes para apimentar a coisa.

O grande trunfo exibido por Malam Bacai, contra Nino, vem descrito no caderno “Internacional” do semanário Expresso (pg. 29):

«Eu nunca matei um adversário» - Esta é a frase lapidar atribuída a Bacai Sanhá.

Para o senhor da La Palice essa frase significa: “eu nunca matei ninguém, mas o Nino já matou”.

Belo currículo para um presidenciável. Belíssimo currículo para Nino se ele vier de novo a ser Presidente da Guiné Bissau.

Ao que consta, o chefe máximo do exército, Tagme Na Wai, apoia Malam Bacai. Como já disséramos anteriormente, Tagme Na Wai escapou ao fuzilamento em 1985 quando Nino mandou executar várias pessoas acusadas de tentativa de conspiração visando o seu derrube do poder. Como também se sabe, Tagme Na Wai, após escapar ao fuzilamento, terá jurado “um dia matar Nino Vieira”.

Pensem agora como será a convivência destes dois homens no poder, em Bissau, caso Nino seja hoje eleito Presidente.

Mas os problemas de Nino não se ficam por aí: apesar de ter apoiantes dentro do partido do poder, Nino tem ainda contra si a maioria dos deputados eleitos pelo PAIGC para o Parlamento da Guiné; e, mesmo que o actual executivo se demita, caberá ao PAIGC indicar outro Primeiro Ministro. Portanto, para tentar ter um Governo da sua confiança, Nino terá que dissolver o Parlamento e convocar novas eleições legislativas. Mas com que bases legais e com que argumentos políticos fará ele isso? E se o fizer, o exército ficará quietinho a abanar a cauda? E a facção anti-Nino, do PAIGC, ficará de rabo entre as pernas assistindo à sua própria aniquilação política?

Consta também que a segunda figura do exército é apoiante de Nino Vieira. Assim sendo, se Nino ganhar as eleições, ele terá ou não a tentação de, desta vez, cumprir a sentença que em 1985 decretara contra Tagme Na Wai eliminando-o fisicamente para poder ter a totalidade do exército nas mãos?

E se ganhar Malam Bacai Sanhá? É de crer que os apoiantes de Nino não aceitarão os resultados eleitorais e sairão para as ruas tentando aí legitimar o poder de Nino.

Conclusão: as piores previsões são capazes de se verificar após as eleições presidenciais na Guiné Bissau. Prevê-se que venha aí mais confusão, mais metralha, mais mortes e mais desgraça e pobreza.

Que Deus os perdoe.

terça-feira, 19 de julho de 2005

RIR É O MELHOR REMÉDIO

Socorro-me deste antigo título de uma secção das Selecções do Reader’s Digest para abordar o seguinte assunto:

Carlos Gervásio Tavares e Amílcar Botelho Santos, cada um por sua vez, enviaram-me um email verberando o conteúdo do texto satírico publicado aqui em baixo sob o título "Cabo Verde".

Carlos Gervásio pede a publicação do que escreve, mas há-de desculpar-me não lhe satisfazer o pedido pois em cada três palavras, duas são obscenidades contra o autor da sátira.

Já Amílcar Botelho é um pouco menos desbocado, mas como não se pronuncia sobre se devo ou não dar à estampa a sua prosa, limito-me a dizer que, no entanto, acaba por cometer o mesmo erro que Carlos: ambos têm imensa dificuldade em compreender o papel da sátira e - longe de admitirem que o texto de Emmanöel Karl D'Oliveiren é oportuno e desempenha em pleno a sua função – sentiram-se profundamente ofendidos com o "turista bandido" que resolveu falar tão mal da sua querida Praia.

É preciso lembrar aos dois (e a mais uns quantos que têm a mesma posição mas não a manifestam) que a sátira é um género que usa uma linguagem corrosiva e implacável, sendo utilizada por aqueles que demonstram a sua capacidade de indignação, de forma divertida, para fulminar abusos; castigar, rindo, os costumes; denunciar determinados defeitos; melhorar situações aberrantes; vingar injustiças… Umas vezes é brutal, outras mais subtil. E tem por finalidade despertar consciências para certas anormalidades sem nunca pretender ofender seja quem for.

O literato brasileiro, Roberto de Sousa Causo é claro quando escreve:

«A sátira é um género relativamente difícil. Sua estratégia é levantar o que há de bizarro ou censurável na sociedade, retirando o leitor do "conformismo" de pensar que a realidade em que vive é "normal" e inalterável. Os excessos são bem vindos nessa tarefa, e as melhores sátiras são as que lidam melhor com uma "economia de excessos" que incluem linguagem, enredo, e caracterização dos personagens

Helena Vasconcelos, por sua vez escreve:

«Todos nós sabemos que não há nada como o riso para enfrentar os momentos mais terríveis da vida e da História, uma vez que a sátira é a única forma inteligente de lidarmos com a tragédia

Ora bem, acho que me cumpre dizer agora o que penso do texto em causa e porquê o publiquei.

Penso que o texto do Emmanöel cumpre na perfeição a função de denúncia de várias situações anormais que constituem a “normalidade” da vida na cidade da Praia e que se desejaria que fossem alteradas:

1. É verdade a actividade no mínimo curiosa dos “bagageiros” no aeroporto da Praia.

2. É verdade que as bagagens costumam sofrer atrasos significativos na chegada; por vezes três a quatro dias (o que é muito para quem vai, por exemplo, passar uma semana).

3. É verdade que as estradas são más; que há carros caros e em bom número; e que o fosso entre “ricos” e pobres é gritante.

4. É verdade que as lojas chinesas estão em toda a parte e que os produtos chineses sendo baratos são também facilmente perecíveis.

5. Toda a gente sabe que há bares e cafés de todo o género e com todos os graus possíveis de higiene e que há funcionários públicos que os frequentam regularmente durante as horas normais de serviço.

6. O furto por esticão é frequente e às vezes a vítima é maltratada.

7. Os “vendedores ambulantes”, mais propriamente os chamados “mandjacos”, pululam na cidade e fazem a cabeça em água a qualquer pessoa com ar de turista que tenha a infeliz ideia de se sentar numa esplanada ou de ir à praia. Vendem de tudo: canivetes, óculos, imitações de relógios de marca, etc., etc..

8. O tratamento do lixo, quer pelas autarquias, quer sobretudo pela população de Santiago (aqui não é só na Praia), é extremamente deficiente. A paisagem do lado esquerdo da estrada que liga a Praia a São Domingos é um exemplo acabado de agressão ecológica com a sua exposição monumental de embalagens e sacos de plástico de todas as cores e tamanhos, atirados ao vento, cobrindo a paisagem, presos contra os ramos de milhares de arbustos espinhosos, numa longa extensão de quilómetros.

Se para dizer estas verdades Emmanöel resolveu usar a sátira, que tem uma eficácia terrível – como, aliás, estamos a ver pelas reacções havidas – acho que escolheu bem esse meio eficaz de se fazer ouvir por quem ele pretendeu interpelar; e foi por isso e para isso mesmo que esse texto foi aqui publicado.

Àqueles que o não compreenderam e àqueles que teimam em não compreendê-lo só me resta desejar uma boa digestão. E lembrar-lhes uma coisa: um pouco de frieza na análise pode fazer muito pela inteligência das pessoas. Não vale a pena praguejar. Essa atitude é própria de mentes primárias que se manifestam em função da emoção em vez da razão.

Sendo o texto satírico em causa datado do ano de 2003 é natural que esteja desactualizado.

Talvez a cidade da Praia de hoje seja uma autêntica Singapura.

Quem sabe?!...

domingo, 17 de julho de 2005

PARA QUE SERVE O EXÉRCITO DA GUINÉ?

Serve para tudo. Talvez só não sirva para defender o país de uma invasão estrangeira como, aliás, se viu há tempos quando os senegaleses entraram por lá adentro em Bissau e fizeram o que bem entenderam.

No passado recente já víramos um levantamento militar com sequestro do Governo e ameaça de golpe de Estado apenas para exigir o pagamento de salários em atraso.

Ontem cerca de vinte militares pegaram em armas para exigirem a resolução imediata do problema do familiar de um deles que fora detido pela polícia. Pelo sim pelo não, abriram fogo contra a polícia e lá se deu o habitual - eu diria mesmo: lá se deu o necessário na Guiné – dois mortinhos para vincar bem que aquilo não era uma brincadeira.

Qualquer dia (se não o fazem já e a gente é que não sabe) os militares guineenses usarão as armas para fazerem “levantamentos” bancários, “comprarem” carros gratuitamente e obterem crédito ilimitado no comércio local, fazerem pedidos de casamento, etc., etc..

De facto não pode ser a Guiné aquilo a que verdadeiramente se denomina de País enquanto tiver esse simulacro de elite local completamente analfabeta, irresponsável e sanguinária, como são os militares que formam o seu exército.

É que aquilo não é propriamente um exército; é uma choldra; um bando armado que tem o poder político e a população da Guiné sob chantagem, sequestro e ameaças várias.

Só será possível meter a Guiné-Bissau na linha se a Comunidade Internacional resolver tomar a seu cargo a tarefa de desarmar esse bando de patifes e permitir que a sociedade guineense se reorganize da base, começando por privilegiar a educação dos jovens e a organização do trabalho.

De outro modo, a única solução seria permitir que o território da Guiné fosse repartido pelos países vizinhos que se encarregariam de meter na ordem esses bandidos do gatilho.

sábado, 16 de julho de 2005

CABO VERDE

O Paralelo 14 publicou o seguinte texto satírico que reproduzo sem comentários:

NOTAS DE UM TURISTA DE PASSAGEM PELA PRAIA NO ANO DA GRAÇA DE 2003

Eu gostar muito de Cabo Verde, gente muito dinâmica. Chegada aeroporto de capital tem muito actividade cultural, taxistas discutir muito alto, fingir brigar e dar soco para ver quem levar para hotel. Bagageiro só ajudar branco, juntar quatro na um, somente para colocar na táxi e cada cobrar pouco dinheiro.

Milior viajar com dois conjunto roupa vestido e não esquecer canivete de Suíça, por vezes bagagi só chega na hora de voltar casa. Remédios, óculos, escova de dentes, agenda, telemóvel, máquina fotografia, calcinha, truz, bom sandálias, repelente de mosquito, computador, meia, toalhas, equipamento de mergulho, saco-dormir, tenda, pranchas de surf, etc. que fazem falta no tudo dia de uma curta estadia devem ficar como bagagem de mão. Esta situação ser muito divertido e ser grande experiência e grande oferta turística às ilhas paradisíacas do atlântico: Venham, venham às ilhas das aventuras sem controlo...

Praia tem mau estrada mas bonitos carros. Sempre limpo, muito lavar na rua. Existir carro estado, carro emigrante, carro cooperante carro padaria e carro normal, tudo custar muito caro, provar que Cabo Verde não tem pitroli mas tem muito dinheiro e esquemas. Gente pobre sem casa nem comida não reclamar, confortado, gostar ver gente importante e rico feliz a brincar com big jeep, moto de água, barco e colecção de casa.

Centro histórico de capital pouco ano mais virar chinatown ou china-trade-center. Muito negócio chinês desenvolver ali com bom comércio. Chinês vender produto cabale mas sempre balato, por isso cliente não queixar quando gerente de loja chintar e por pé riba balcão, comer frente tudo mundo, compor peixe na passeio, desconfiar de tudo gente que compra e sanhar neles.

Programa de bar ser muito variado em Cabo Verde. Anda cada vinte metro encontrar um. Possuir grande colecção de bar como bar-quiosque, bar-explanada, bar-ristorante, bar-escola, bar-jardim, bar-desporto, bar-hotel, bar-bar, bar-rulote, bar-bidon, bar-ambulante, bar-infantil, bar-liceu, bar-despertador, bar-disco, bar-confusao, bar-vizinho, bar-boite, bar-pub, bar-cantina, bar-escritorio, bar-becue, bar-praia, bar-praça, bar-ulho, etc. Tudo junto dividido em três grande categoria: 1-com casa de banho sem água; 2- sem casa de banho com água e; 3- sem casa de banho nem água. Todos com hora de abrir e sem hora de fechar, vontade de cliente manda sempre.

Café-bar sempre cheio de funcionários de Estado na hora de expediente. Eles falar necessário discontrair porque muito trabalho mas pouco dinheiro. Igualmente bom organização para beber café, quem mais ganhar, mais tempo lá ficar. Somente contínuo, serventa, chofer e guarda ficar na escritório porque possível ser necessário resolver problema urgente e importante e aguentar a barra.

Cabo Verde é rei-di-sabi como falar os nativos. Quando caminhar isolado, possível encontrar ladrão que não mata, só maltrata. Quebrar apenas cabeça e corta mão para levar pequena mochila com documento, câmara digital e pouco dinheiro. Ladrão muito experto, policia nunca conhecer, gostar usar grande paralelo e pequeno camuga.

Na estrada genti sempre sorridente gritar: boleeeeia, boleeeeia..... Nós contente responder Hellooo!!! e cumprimentar com mão e eles responder: bamocabumaaaai. Possível isso significar boa viagem na língua crioula moderna, eu não encontrar nada na dicionário.

Bom hospital, igual antigamente para preservação da tradição. Muito paciente-doente mas pouco doutor-paciente. Telefone urgência não funcionar, expecial para doente andar banco de boleia ou de Hiace. Ambulância bom só para levar Dr casa para jantar antes de novela.

Animação ser a toda a hora, na rua, na praça, dentro restaurante, na praia, etc. Não possível andar, nadar, comer, bronzear ou dormir sem ajuda de simpáticos vendedores, sempre a oferecer negócio. Possível comprar rolex, rayban, marfim, navalha pontimola, spray-gas, pistola 6.35, corta-unhas, padjinha, bracelete, AX, gajas, totó, brinco, gajos, crack e mentolato.

Democracia muito bom funcionar em Cabo Verde. Bandido ter igual direito que tudo mundo, sofre acidente de trabalho, vai televisão demonstrar descontentamento. Quando fugir di cadeia nunca mostrar foto na jornal ou tv, tem sempre facilidade na rua, banco, esquadra, tribunal, parlamento e governo. Quando mata genti, jornal somente mostrar foto de morto, não possível conhecer quem fez crime. Direitos humanos sempre garantido para coitado de criminoso. Bom cidadão não necessário protecção de lei, deus tomar conta.

Aqui não possível andar sem camisa, mesmo na cidade perto mar e com muito calor, mas possível tirar mangueira urinaria e chichir em qualquer lado: rua, praça, escola, campo jogo e parede de casa. Para pupur de dia andar rápido para dentro de pardieiro, trás de casa ou cobon mais perto, de noite possível debaixo de qualquer poste de luz apagado, ca tem problema.

Mercado e ruas muito bonito, muito cor, muito vida, muito barulho e muito lixo. Sociedade tem bom organização para lixo. Sempre Fazer selecção para reciclagem. Pedra, caixote, pineu vai para dentro de contentor e depois para lixeira. Fraldas de criança e penso de mulher, catchorr brinca com ele na rua. Saco plástico e garrafa de água vai na vento para decorar becos e ladeiras. Cabras e vacas urbanas comer tudo papel. Garrafas di cerveja quebra na calcetada para cortar pés e depois misturar com terra outra vez. Genti pobre cata resto di comida para pork, mais coitado ainda e doido comer para não morrer di fomi... portanto nada perde, igual Europa. Possível um pouco melhor porque resto andar lume e ser transformado em fumo que vai ajudar grande países poluir atmosfera.

Policia fazer muito bom trabalho na trânsito. Mandar parar sempre mulheres ou genti qui parecer dreto. Não perde tempo em parar vassalados qui não paga multa ou qui arranja confusão. Não é pirmitido andar sem seguro de carro, mas no problems si travão não existe, si piscapisca não funciona, si matricula caiu ou si pineu está careca. Igualmente não problema quando material construção dentro de estrada e caboco estar ali sem sinal. Condutor parar meio estrada para longa conversa, gente muito educada esperar na bicha com paciência para não interromper. Andar sem cinto di segurança pagar multa di dez conto, com excepção de quem viajar na carroçaria a fingir di carga. Policia igualmente rigorosa com conversa na telemóvel quando guiar carro, mas si pegar garrafa di cerveja ou torresma, eles falar catemproblema, país pobre, pecador necessário gozar també.

Quando voltar meu terra, eu falar toda gente que Cabo Verde ser sabi, um paraíso estranho onde necessário muito dinheiro e paciência, bom compreender cultura e tradição, non tirar gente foto sem pagar, melhor também não virar doente ou dar pancada. Muitas vezes gente falar na rua "branco! bai bo terra", eu compreender isso significar "welcome" ou "nice to meet you" ou "thank you for your help"... outra vez eu nada encontrar na dicionário.

Emmanöel Karl D'Oliveiren
(in :www.paralelo14.com)

Praia, Maio 2003

sexta-feira, 15 de julho de 2005

TEMOS QUE ATURAR ISTO CALADOS?

João Miguel Tavares escreve hoje no Diário de Notícias esta patetice contra Mário Soares, intitulada «Já não se atura o Dr. Mário Soares».

Farto de ler disparates deste jaez, enviei o seguinte e-mail a J.M.T.

«O que já não se atura é jornalismo de sarjeta.

É gente como você que desacredita hoje os jornais.

Toda esta garotice (porque faz afirmações sem qualquer fundamento) que você escreve hoje no DN, usando a escola de Alberto João Jardim (a má-criação) para se dirigir a Mário Soares – um símbolo da Liberdade e da Democracia no País; uma voz sensata e com autoridade na matéria, no que diz respeito ao terrorismo de grupo e ao terrorismo de Estado a que ele sempre se refere quando fala nos desesperados, nas vítimas inocentes, etc., advogando que toda essa gente deve ser compreendida e que com ela se deve «dialogar» (não é “negociar” como você mentirosa e levianamente escreve) – toda essa garotice, repito, escrita por si no DN, que já foi um jornal de referência, só serve para nos levar a concluir que quando um jornal (no caso o DN) desce ao nível da sua patética, leviana e garota prosa, perde perigosamente credibilidade e, a ir por esse caminho: a pagar a patetas como você para nele dizerem baboseiras do estilo do que você diz, qualquer dia não merecerá que os leitores o comprem senão para papel de embrulho.

Leia muito, estude e investigue os assuntos antes de sobre eles escrever (que são coisas que muitos de vocês “jornalistas” jovens não fazem); adquira cultura antes de se abalançar a escrever sobre assuntos sérios como este e verá que se arriscará a ter quem um dia aprecie aquilo que você escreve, independentemente de qual seja a opinião (fundamentada) que tiver.

Tome juízo, assoe-se, limpe o catarro e vá fazer trabalho de casa antes de voltar ao jornal para escrever algo.

Agnelo S. Monteiro

P.S. Imagine que para responder-lhe (importância que Soares, por certo, não lhe dará) Mário Soares desceria ao seu nível, ao nível da má-criação de Alberto João Jardim que você agora usou!… Se assim sucedesse desconfio muito que lá teríamos nós que ler a palavra feia que jardim disse: "bastardos".»


NOTA: depois de pesquisar na Internet descobri que J.M.T. não é jornalista mas talvez colaborador do Diário de Notícias e que há mais quem o considera um indivíduo de juízo fácil e precipitado, que não fundamenta o que diz e que não tem pejo de ser injusto para com aqueles que pretensamente critica.