segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

HÁ DIABOS COM SORTE

Estive doente, quase inválido fisicamente, com forte gripe, desde o dia 26 até ontem. Hoje estou finíssimo. Pronto para os 110 metros garrafeiras e outras provas habituais das festas de Fim de Ano.

BOAS ENTRADAS E BOM 2008 para todos.

domingo, 30 de dezembro de 2007

A FRASE DO ANO

“¿POR QUÉ NO TE CALLAS?”

É PROIBIDO FUMAR

Isto da proibição do tabaco, melhor dizendo, da proibição de fumar em (quase todos os) lugares públicos, tem que se lhe diga; e muito se tem dito acerca da justiça ou injustiça contida na decisão da proibição de fumar vertida nesta lei que vai entrar em vigor já no próximo dia 1 de Janeiro.

Há tomadas de posição para todos os gostos, umas de excelente estilo e perspicácia, que vale a pena ler, outras menos interessantes (ou mesmo pacóvias), quer contra, quer a favor da lei anti-tabaco. E em quase todas as tomadas de posição encontrámos razões de sobra para as mesmas.

O problema é bicudo porque se trata de um caso de Direito. E todos os casos de Direito são bicudos porque as leis se aplicam a todos por igual ― sendo nós todos diferentes.

Mas acalmai, ó fumadores! A História trabalha para vós. A “bicudeza” deste problema sofrerá o devido tratamento que oito séculos de História ensinaram ao povo português: em pouco tempo não haverá bicos nem arestas na lei, ela ficará redonda e lisinha que nem uma bola de bilhar.

Sempre foi assim, e assim será. Vereis!...

É um pouco como aquela história do controlo de presença de funcionários públicos através da leitura de parâmetros biométricos. Essa treta tem à sua volta tantas almofadas, alçapões, corredores, portas e janelas por onde se pode escapar à sua pretensa eficácia “controleira”, que o melhor mesmo era não se ter gasto tempo e dinheiro na sua implementação. É que até diminui a produtividade, acreditem que é verdade.

Mas é bonito ver esta gente toda a trabalhar nas leis, nos regulamentos, nas normas. São contributos interessantes para arquivar um dia nas estantes da Torre do Tombo.

É o português no seu melhor. Faz leis bonitas, exigentes e aparentemente eficazes; mas o diabo é que sobra esperteza e tradição suficientes para entortar de tal forma a lei que ela acaba por ficar inútil de tão domesticada e domada pela sociedade em geral.

Portanto, corações ao alto, ó fumadores! Isto só vai durar dois dias. Depois confiem na sabedoria popular e na tradição portuguesa segundo a qual:

As leis não são para se cumprir; são para se tornear e entortar.

Eu, sendo embora contra baforadas de fumo nas minhas ventas (e também nas ventas alheias); mas sendo também um estudioso (embora medíocre) da História de Portugal, dentro das minhas possibilidades e conhecimento, de há muito aplico em minha casa esta medida: quem quiser fumar que vá para a cozinha, feche a porta e ligue o exaustor. Perderá o convívio no resto da casa, é certo, mas sei que se vai matar com prazer e a bendizer-me.

Isso deixa-me em paz porque, integrado que estou na sociedade portuguesa, sinto-me a contribuir para o andamento perfeito da máquina histórica portuguesa.

Viva Portugal!

sábado, 29 de dezembro de 2007

A MÃO DE CAVACO SILVA

Com a nomeação de Faria de Oliveira para Presidente da Caixa Geral de Depósitos, temos assistido a declarações, quer da banda do PSD, quer da banda do Governo, a pretenderem reservar para si os louros da escolha.

Da banda do PSD temos Gomes da Silva a tocar a corneta anunciadora do feito; da banda do Governo, temos o próprio Ministro das Finanças a percutir o bombo noticioso.

Mas quem conhece o percurso de Faria de Oliveira e a sua relação com Cavaco Silva sabe de onde veio a “nomeação”; sabe a quem pertence a escolha.

MALHAS QUE A COLONIZAÇÃO TECEU

Será hoje que o Ministro das Finanças anunciará em conferência de imprensa o nome de Faria de Oliveira como o novo presidente do maior Banco português.

Como se sabe, Faria de Oliveira é militante do PSD desde os primórdios deste partido político: 1974.

Mas engana-se redondamente quem pensa que, por ser militante do PSD, Faria de Oliveira aceitará alguma vez “sugestões” do PSD sobre como gerir os destinos da Caixa Geral de Depósitos. Trata-se de um homem verdadeiramente independente (como certamente se verá ao longo do seu futuro mandato à frente da CGD) e estou convicto que o líder do PSD terá tanta (ou até menor) facilidade em falar com ele, como terão todos os outros líderes partidários portugueses.

É engraçado, para mim, registar que a melhor solução para a Caixa Geral de Depósitos vá passar, hoje, por alguém com fundas raízes solis e sanguíneas à Ilha do Fogo, em Cabo Verde: Faria de Oliveira descende de nada menos do que cinco gerações de portugueses cabo-verdianos; tendo, inclusive, sua mãe, Maria da Conceição, também nascido na ilha do Fogo.

Nota: A parte final desta posta foi editada para acrescentar a informação (antes involuntariamente omitida) do nascimento de Maria da Conceição na Ilha do Fogo.

PARABÉNS FERNANDO

Não é todos os dias que a gente tem o prazer de ver um familiar honesto, cujo curriculum fala por si, num alto posto de uma instituição pública prestigiada ― neste caso a Caixa Geral de Depósitos ― em Portugal.

De seu nome completo, Fernando Faria de Oliveira, um verdadeiro engenheiro formado pelo Instituto Superior Técnico em 1965, honrará certamente os seus pergaminhos e fará jus ao seu brilhante e imaculado curriculum, emprestando à Caixa Geral de Depósitos a credibilidade, a eficácia e a independência de que a mesma precisa para se manter no universo bancário português como o Banco de referência que é.

O “Fernandinho” ― como lhe chamava a avó, Lia Avelino Henriques, tia-avó deste humilde e desgraçado blogueiro que com sua acção macula indelevelmente o invejável curriculum do primo segundo ― está mais uma vez de parabéns e merece toda a confiança do Estado e dos accionistas da Caixa Geral de Depósitos, pois, trata-se do homem certo no lugar certo.

Ao invés de outros.

(Desculpem a frase final; mas não podia terminar sem deixar a minha marca “maculatória” nesta posta).

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

A FUNÇÃO DAS COISAS

Cada uma destas escovas está desgastada mas vai cumprindo a sua serventia.

Não sei porquê lembro-me delas quando leio certas postas na blogosfera.

E ATÉ SE DIZ QUE CAVACO CONCORDOU

A gente ouve e fica estupefacta:

Um professor de finanças disse ontem em entrevista a Mário Crespo, no “Jornal das Nove” da SIC Notícias, que não concebia o facto de Carlos Santos Ferreira, presidente da Caixa Geral de Depósitos (Banco do Estado), transitar para igual lugar no BCP (Banco privado) visto que os dois bancos são concorrentes [são rivais, são inimigos, são adversários ― chamemos-lhe o que quisermos] e que Carlos Santos Ferreira conhece muito bem todos os pontos fracos, toda a estratégia, todos os clientes da Caixa Geral de Depósitos, e que com isso poderia facilmente beneficiar o BCP em detrimento do banco estatal.

E comparou o caso ao absurdo de, de um dia para o outro, Pinto da Costa, presidente do Futebol Clube do Porto, vir a ser presidente do Benfica.

É mais que evidente que esta transferência de Carlos Santos Ferreira para o BCP, ainda por cima com o beneplácito (se não a sugestão do Governo) seria um acontecimento altamente escandaloso que faria cair todos os prédios da Wall Street, em Nova Iorque, se lá tivesse acontecido. Aliás, é totalmente impensável que uma coisa destas pudesse acontecer um dia num país onde a economia e as finanças públicas estivessem separadas dos interesses económicos e financeiros privados.

Quando julgava-mos já ter visto tudo... eis que ainda há mais e mais para ver.

Consta que os maiores accionistas do BCP concordaram todos com a transferência em causa.

Pudera!

É fartar vilanagem.

domingo, 23 de dezembro de 2007

À ESPERA DE SER PRIMEIRO-MINISTRO

Numa caricatura bem conseguida o Kaos fez um diagnóstico radical do que vai na cabeça do líder “desmantelador” do PSD.

Espero, por isso, ter permissão do “Kaos” para reproduzir aqui o boneco.

O PALERMA E O ESPERTO

O Ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, respondeu aqui, e bem, às palermices declaradas ontem em entrevista ao Expresso pelo líder do PSD.

Disse Teixeira dos Santos, segundo o Diário Digital:

«O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, afirmou que a promessa do líder do PSD, Luís Filipe Menezes, de desmantelar o Estado em seis meses é «infeliz» e «tem um toque um pouco anarquista».

Mas não vale a pena Teixeira dos Santos nos vir tentar convencer de que este Governo não «desmantela» nada; desmantela, sim senhor: está em curso, desde há pelo menos dois anos, o desmantelamento do Serviço Nacional de Saúde por parte deste Governo.

O que em Filipe Menezes é palermice, neste Governo é esperteza; esta a grande diferença.

sábado, 22 de dezembro de 2007

O PORTUGUÊS E OS ELEVADORES

UMA RELAÇÃO IMPOSSÍVEL



Definitivamente o português não sabe utilizar elevadores. Nunca soube, nunca aprendeu, e parece que não tem capacidade para um dia vir a aprender como é que deve utilizar essas máquinas desconcertantes que são os elevadores.

É vê-lo, por exemplo, nos centros comerciais:
Está no quinto andar e quer ir para cima, ao sexto andar;
O que é que faz?
Carrega nos dois botões (com setas) que estão à sua disposição,
E logo que se abre a porta do elevador ele entra de roldão com a família;
Uma vez dentro do elevador, carrega no botão com o número 6 (sexto andar)e seja o que Deus quiser;
Fecha-se a porta e o elevador começa a descer;
«Ah, vai para baixo» ― exclama, pasmado, o português;
E de andar em andar, numa via-sacra lenta de morrer, num pára-arranca sofrido, desce à cave -4;
Depois inicia uma penosa subida até ao sexto andar onde queria ir de início.
No fundo, para ir do quinto ao sexto andar, viajou por 19 andares em vez de subir apenas um só andar.
Tudo porque não sabe, não quer saber ou não tem capacidade para saber interpretar simples símbolos luminosos.

O erro fundamental começa logo quando pensa (acho que pensa ― dou-lhe esse benefício) que UMA SETA PARA CIMA SERVE PARA PUXAR O ELEVADOR PARA CIMA quando este está “lá em baixo”; e que A SETA PARA BAIXO, É PARA PUXAR O ELEVADOR PARA BAIXO quando este está lá em cima.

Depois há a incapacidade evidente de interpretar a marcha do elevador através da leitura dos algarismos (em crescendo ou em decrescendo) que vão indicando onde está a cada momento o bicho maldito.

E com isso, quando temos a desdita de visitar um centro comercial ou temos de ir a uma repartição pública instalada em andar, deparamo-nos sempre com os elevadores a abarrotar de povo desorientado sempre a perguntar: «onde é que estamos?» «Já chegámos ao sexto andar?» «Ainda falta muito?»...

Oh sorte madrasta!

Faço votos para que com o NOVO ANO Deus ilumine esses cérebros caliginosos!

“MELHORIAS” NO SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE

(À ATENÇÃO DO ARAUTO DO GOVERNO)



«O ministro da Saúde, Correia de Campos, anunciou hoje o encerramento do bloco de partos de Chaves e dos Serviços de Atendimento Permanente (SAP), no período nocturno, de Murça, Alijó, Vila Pouca de Aguiar e Peso da Régua

ESTE INDIVÍDUO É PERIGOSO

Leiam aqui as enormidades que ele disse ao Expresso de hoje. Com ele a liderar o PSD, Sócrates tem o poder garantido por muitos e bons anos.

Por mim desprezo-o profundamente; porque desprezo profundamente qualquer médico que não exerça a profissão.

Vejam só a cara de palerma que fez para a fotografia publicada pelo mesmo jornal.

E reparem nestas pérolas de puro e perigoso delírio:

«O Estado deve sair do ambiente, das comunicações, dos transportes, dos portos e, na prestação do Estado Social, deve contratualizar com os privados e acabar com o monopólio na saúde, educação e segurança social»

Não admira que Cavaco não lhe ligue nenhuma; nunca gostou de palermas e já no passado mostrou isso mesmo.

Este é mais um caso; o PSD que vá procurando outro líder.

LEIA LIVROS MUITOS LIVROS

Que quando a morte o visitar, por certo terá valido a pena viver.
BOM DIA!

O Bibliómano Visitado pela Morte
(Peter Klaucke)

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

CLARO COMO ÁGUA


Este é um cartão de Boas Festas concebido e vendido em Cabo Verde, e que de lá me foi enviado por um amigo.

Está aqui o retrato mental completo do cabo-verdiano: de onde vem, como vive, o que pensa e como sente o seu lugar no mundo; quais as suas aspirações, os seus sonhos e o modelo de vida que quer ter; quais os objectivos que persegue enquanto nação em evolução.

Não há discurso político nenhum diferente (que os tem havido), quer dos responsáveis políticos cabo-verdianos, quer ainda de alguns intelectuais fundamentalistas, que consiga inflectir ― um milímetro só que seja ― o rumo que segue o povo cabo-verdiano.

BOAS FESTAS A TODOS.

CONSELHO AMIGO

Que pode ir ainda a tempo:

DEIXE O CARTÃO DE CRÉDITO EM CASA

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

SIMPLESMENTE FANTÁSTICO, MAN!

O correspondente da BBC em Lisboa, Mark Doyle, despachou para Londres esta interessante notícia sobre o encerramento da Cimeira UE-África, notícia que termina assim:

Grand language
The Summit ended, as do most meetings of this sort, with smiling photocalls.
The Portuguese Prime Minister, Jose Socrates, gave an extraordinary closing speech which spoke about bridges being built, steps forward being taken, and visions being pursued.
He went off on such an oratorical flight, in fact, that I became mesmerised by the beauty of the Portuguese language and the elegance of his delivery.
I was so bewitched that I didn't register any concrete points in the speech at all.
Perhaps there weren't any. But it certainly sounded good
.

Pelos vistos, palavras ocas mas bonitas (e musicais) de José Sócrates no discurso de encerramento da Cimeira.

Parece que Mark Doyle terá ficado fã da Língua Portuguesa.

Valha ao menos isso.

NINGUÉM DUVIDA

Director nacional da PJ garante que "onda de assassínios" no Porto vai parar.

Ai vai, vai! Disso ninguém duvide!

Quanto mais não seja quando restar apenas o último pistoleiro...

Aí pára mesmo.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

AÍ ESTÁ A ALTERNATIVA DO PSD

DESMANTELAR O ESTADO

A notícia é do PUBLICO.

«O novo líder social-democrata afirmou que, nos últimos dois meses, tem liderado uma “oposição tranquila” por considerar que o país não estaria atento às suas propostas, mas prometeu que, “a partir de Janeiro, o PSD vai demonstrar aos portugueses que tem um rumo” para Portugal.»

«Entre as propostas que promete apresentar no próximo ano, Menezes destacou um “grande programa” de privatizações, mudanças na legislação laboral, a liberalização da educação e um pacote para a descentralização da administração, garantindo que o grupo parlamentar vai ser uma peça fundamental no combate político.»

E já agora ― acrescentaria eu ― dar um pontapé no cu a cada português.

domingo, 9 de dezembro de 2007

REALIDADE OU ILUSÃO?

Dizem que há em Lisboa uma Cimeira União Europeia África.

Eu, o que tenho sabido é que há uns senhores governantes ou presidentes de países africanos e da Europa comunitária que andam por aí em jantares e poses para fotografia, em que se destacam o senhor Muhamar Al-Kadhafi (de grandes óculos escuros “tapadores”) e o senhor Mugabe (limpinho e impecavelmente vestidinho) apresentando às câmaras fotográficas e televisivas o seu conhecidíssimo esboço de bigode hitleriano.

Para além disso e das perturbações do tráfego automóvel em certas zonas de Lisboa, nada mais parece estar acontecendo.

Ah, mas desde que se iniciou esta Cimeira (que parece que não é cimeira) há uma coisa que tenho ouvido (mais que lido) ― de vez em quando ― e que me deixa o ego um pouco... assim... a modos que... “elevadote”: Cabo Verde tem sido referido como exemplo para várias “coisas” que a Europa apreciaria ver acontecer em África em geral.

Mas depois começo a pensar e fico naquela: porquê África há-de seguir o exemplo de Cabo Verde, um país pericontinental, periafricano, que vive de olhos postos na Europa e nos Estados Unidos, e que quando olha para o continente africano ― ou é para se angustiar, ou é para dar um rápido abraço de agradecimento aos amigos angolanos, voltando de imediato a concentrar-se no seu modelo europeu e americano!

Agora digam-me lá uma coisa: do que é que se trata nessa Cimeira UE África?

Posso lá ir beber um copito de vinho e comer dois croquetes e um rissol de camarão?

DESAPARECIDO ANTES DO COMBATE

A partir do momento em que foi eleito presidente do PSD, Menezes mudou de postura transformando-se num ser ensonado de voz pausada e cava dando a quem o vê e ouve a sensação de estar a sair da cama ou... de um jazigo de um cemitério vizinho qualquer.

Julga (ou julga por ele o seu gabinete de imagem) que aquela é que é postura de homem de estado.

Puro engano! Ainda não se apagou da memória dos portugueses a imagem do outro Menezes ― o que é presidente da Câmara de Gaia ― e assim sendo: quando se vê agora este Menezes, ressuscitado do sono ou da tumba, o que se pensa é isto:

― Olha o gajo! Quem é que ele julga que engana com esta encenação pacóvia, ainda por cima desastrada, de homem de estado? Vá mas é dar uma volta!

E com isso Sócrates pode dormir descansado: se fizer uma boa remodelação governamental ainda acaba o mandato em graça, apesar de todas as maldades e crueldades que tem feito aos portugueses.

É que não se vê alternativa. Menezes é um mau actor: é um canastrão de primeira. Com ele e com Santana ― Santana que já demonstrou no Parlamento que não tem “recheio” nenhum que se veja ― o desastre eleitoral do PSD está garantido.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

QUEIROZ INTELIGENTE

Depois de Soares Franco ter metido a instituição, Sporting Clube de Portugal, ao barulho (fazendo com que a direcção deste clube declarasse Carlos Quiroz “persona non grata” em Alvalade) tentando transformar aquilo que seria apenas uma troca de palavras entre ele e o treinador adjunto do Manchester United, Carlos Queiroz, numa questão entre o Sporting e o mesmo Queiroz;

Eis que Carlos Queiroz (que de parvo não tem nada ― e ainda por cima só bebe água), inteligente, acaba de entalar Soares Franco ao demonstrar que se as coisas são como este diz: então o assunto é entre o Sporting e o Manchester United.

E se assim vier a ser... lá se terão que deixar de queimar uns charutos valentes por conta de negociações e vendas de jogadores para o clube inglês, pois que as coisas se tornarão mais difíceis para o Sporting: será natural o Manchester passar a fazer os “aliciamentos” a jogadores do Sporting através de empresários em vez de pôr Queiroz a contactar directamente a direcção leonina.

E a relação dos jogadores com o próprio clube, por certo não serão beneficiadas com este comportamento charutal, vaporal do presidente do Sporting, Soares Franco. Talvez o mal-estar que se apoderará de certos jogadores venha a ter reflexos no seu desempenho nos jogos do leão.

É de presidentes destes que o Sporting não precisa. Eu, quando os vejo de charuto na boca, penso sempre que aquela fumarada toda: ou é porque já têm o cérebro toldado, ou vai toldar-lhes o cérebro dentre em pouco.
Pois é!

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

MESQUINHICE DE GENTE PEQUENA

«O Sporting declarou, esta madrugada de segunda-feira, em comunicado emitido pelo Conselho Directivo do clube, o treinador-adjunto do Manchester United, o português Carlos Queiroz, “personna non grata” nas instalações leoninas e, nomeadamente, no Estádio Alvalade XXI»

Carlos Queiroz e Soares Franco ofenderam-se mutuamente; vai daí Soares Franco faz aprovar, em reunião de direcção do clube, um comunicado declarando Queiroz «persona non grata» nas instalações do clube.

Isto suscita-me dois comentários.

Primeiro comentário: Soares Franco não é o Sporting. Portanto, o máximo que Soares Franco podia fazer era declarar Queiroz “persona non grata”... em sua casa. Nunca em Alvalade. É que as ofensas não envolveram o Sporting Clube de Portugal;

Segundo comentário: Esta declaração que Soares Franco obrigou os demais elementos da direcção do Sporting a votar é um acto desesperado para desviar as atenções dos sportinguistas dos reais problemas que o Sporting actualmente atravessa no campo desportivo, em que um treinador que já atingiu o limite da sua incompetência (provando mais uma vez que o princípio de Peter continua válido) é mantido no lugar só porque é um treinador barato e com isso permite que os dirigentes continuem as suas almoraçaradas e jantaradas de três em pipa, em ambientes de vapores estonteantes e de grossas fumaradas de charutos caros.

Vejam lá que consequências teria para o Sporting se o Manchester United se lembrasse de cometer a mesma asneira e declarasse Soares Franco persona non grata nas instalações daquele clube, por ter ofendido Carlos Queiroz!

Esta saga soares-franquista é ridícula e mesquinha, e só desprestigia o Sporting. Aqui sim: quem devia ser declarado persona non grata é Soares franco por estar a servir-se do Sporting para dar cobertura a disparates que disse sobre Queiroz.

domingo, 2 de dezembro de 2007

SPORTING 1-1 UNIÃO DE LEIRIA

Acabámos todos de ver o resultado da escolha de Paulo Bento: o Sporting podia ter ganho ao Leiria por uma bola a zero; e não ganhou porque Rui Patrício, um guarda-redes inexperiente, deu um frango de todo o tamanho que permitiu o empate ao adversário.

Por culpa exclusiva de Paulo Bento.

Está visto que este indivíduo não pode continuar a sujeitar uma instituição centenária e respeitável, como é o Sporting Clube de Portugal, a vergonhas destas.

Apenas porque tem um desaguisado e não gosta da maneira de ser do melhor guarda-redes que o Sporting tem, Stojkovich, arroga-se o direito de não o pôr a jogar dando o lugar a um miúdo ainda sem experiência ― que até é capaz de se traumatizar com os erros que, naturalmente, vai cometendo ― afundando a equipa na tabela classificativa.

Isto já vai sendo demais. Alguém tem que dar um murro na mesa e obrigar Paulo Bento a respeitar o Sporting Clube de Portugal. Se só o respeitará com o despedimento, então que seja despedido!

E que vá ao psiquiatra que talvez bem precise disso.

LOGO MAIS TEREMOS O SPORTING - LEIRIA

Eu nada queria dizer sobre este assunto. E até me perguntei: mas quem é Paulo Bento para eu estar aqui a preocupar-me com essa figurinha a ponto de escrever mais uma posta sobre o homem.

Mas a verdade é que Paulo Bento é o treinador do meu Sporting; portanto... é alguém que merece, forçosamente, a minha atenção.

Até porque:

Mais uma vez, esse cabeça de abóbora, que se chama Paulo Bento, por birra, não faz alinhar Stojkovich à baliza, escalando o miúdo Rui Patrício para o sacrifício.

Eu faço votos e rezo a todos os santos (em quem, infelizmente, não acredito) para que Rui Patrício cometa uma série infindável de erros de principiante e o Sporting perca em casa por uma cabazada inédita contra o Leiria.

Depois de um almoço bem regado, que faria inveja a Soares Franco (mas... atenção: não estou a falar em bebidas alcoólicas), presidente emérito do meu clube, só me apetece dizer a esse mitra do Paulo Bento o seguinte:

o Sporting não é o Reboleira Futebol Clube; o Sporting é um clube de respeitabilíssimos pergaminhos, cujo treinador... ou se educa e aprende a comportar-se como um gentleman, ou vai para a rua conviver com a malta do centro comercial Colombo... e arredores.

Sou claro nisso, presumo!

E por aqui me fico para não ofender a honra de alguma mulher.

sábado, 1 de dezembro de 2007

UM GRANDE SEDUTOR



Filósofo, político, heterossexual e grande sedutor, o Picasso é muito diferente do Gauguin: prefere estar com as pessoas a quem dispensa as maiores atenções.

Nada parvo, sabe escolher as companhias.

Mónica e Rubim visitaram o primo, Picasso, no outro dia; e ele (Picasso) pediu-me que registasse o momento em que, entre copos, levou a melhor, conquistando a dama ao seu marido.

GAUGUIN ATACA DE NOVO


O grande artista comedor de flores voltou a atacar; desta vez foram rosas amarelas as vítimas do ataque; anteriormente tinha vitimado umas orquídeas.

Desta vez ele foi tão obstinado no ataque que não esperou pela ausência das pessoas para o concretizar; o descaramento foi total... e as pessoas ajudaram à festa, como, aliás, se pode constatar na fotografia presente.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

EM DIA DE GREVE

Leia este prefácio de um livro actual de Jacques Attali.

«Estamos hoje a decidir o que o mundo será em 2050, a preparar o que ele será em 2100. A nossa forma de agir determinará se os nossos filhos e os nossos netos viverão num mundo habitável ou se terão de lidar com um inferno, odiando-nos por isso. Para lhes deixarmos um planeta em condições dignas, é necessário pensar o futuro, compreender de onde ele vem e como agir sobre ele. É possível: a História obedece a leis que permitem prevê-la e conduzi-la.

A situação é clara: as forças do mercado assumiram a liderança do planeta. Expressão última do triunfo do individualismo, esta marcha vitoriosa do dinheiro explica em larga medida os mais recentes sobressaltos da História, que tentámos acelerar, recusar, dominar.

Se esta tendência seguir o seu curso, o dinheiro acabará com tudo o que pode fazer-lhe frente, incluindo os Estados, que destruirá progressivamente, mesmo os Estados Unidos da América. Tornando-se a lei única do mundo, o mercado dará origem àquilo que designarei como um hiperimpério, inatingível e de amplitude planetária, criador de fortuna e miséria extremas; a natureza será hipotecada; tudo será privatizado, inclusive as forças armadas, a polícia e a justiça. O ser humano viverá equipado com próteses, antes de se tornar ele próprio um artefacto, vendido em série a consumidores que se vão por sua vez transformando em artefacto. Depois, tendo-se tornado inútil às suas próprias criações, o homem desaparecerá.

Se a humanidade recuar perante este futuro e interromper a globalização através da violência, antes mesmo de se libertar das suas alienações anteriores, cairá numa sucessão de barbáries regressivas e batalhas devastadoras, utilizando armas hoje impensáveis, num conflito entre Estados, grupos religiosos, entidades terroristas e piratas privados. Chamarei esta guerra de hiperconflito. Um tal cenário poderia também levar ao desaparecimento da humanidade.

Por fim, se a globalização puder ser contida sem ser recusada, o mercado puder ser circunscrito sem ser abolido, se a democracia puder ser instituída em todo o planeta sem se desvirtuar, se se puder pôr fim ao domínio de um império sobre o resto do mundo, então veremos surgir um novo horizonte de liberdade, responsabilidade dignidade, superação e respeito pelo outro. A essa possibilidade darei o nome de hiperdemocracia. Este sistema conduzirá à formação de um governo mundial democrático e de um conjunto de instituições locais e regionais. Permitir-nos-á também, mediante uma reinvenção das fantásticas potencialidades das tecnologias futuras, chegar a uma situação de gratuitidade e abundância; aproveitar de forma equitativa os benefícios da imaginação do mercado; proteger a liberdade tanto dos seus próprios excessos como dos seus inimigos; deixar às gerações vindouras um ambiente mais bem protegido; fazer nascer, através de todos os saberes do mundo, novas formas de viver e de criar em conjunto.

Poderemos, assim, contar a história dos cinquenta anos que seguem: antes de 2035, assistiremos ao declínio do império americano provisório como todos os que o antecederam. Depois, veremos surgir, uma após outra, as três vagas do futuro: hiperimpério, hiperconflito e hiperdemocracia. A priori duas vagas fatais. Uma terceira a priori impossível.

Estes três futuros virão, sem dúvida, misturar-se; já se encontram interligados.

Acredito que, por volta de 2060, possa triunfar a hiperdemocracia, forma superior de organização da humanidade, expressão última do motor da História: a liberdade.»


Este remate final do prefácio ― a manifestação de crença no triunfo da hiperdemocracia ― que acabámos de ler, destina-se, no meu entender, a animar o leitor; a dar-lhe alguma esperança no futuro. Para além disso, é “politicamente correcto” escrever isso.

Mas eu estou com Jacques Attali naquilo que ele pensa mas não escreve taxativamente: o futuro vai ser mas é muito lixado para a humanidade. Não vai haver hiperdemocracia nenhuma; e esta é talvez a "vaga" que ele acha a priori impossível.

Como Jaime Nogueira Pinto expressou um dia num debate televisivo, também eu «não acredito na bondade do ser humano».

Nota: Recomendaria este livro àqueles membros do Partido Socialista que ainda se dedicam à leitura (e aposto que Manuel Alegre já o leu); que ainda acreditam que o cérebro humano serve para alguma coisa: para fazer escolhas políticas, por exemplo.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

PARA QUE FIQUE CLARO

Pelo que tenho visto e apreciado, Rui Patrício tem todas as condições de vir a ser um excelente guarda-redes. Precisa é de tempo e treino adequado para consolidar as suas qualidades e desenvolver aquelas que só a experiência pode fornecer.

Há é que fazer uma escolha, acho eu: ou Rui Patrício vai desenvolver esse trabalho noutro escalão do clube ou mesmo noutra equipa ― por empréstimo, por exemplo ― ou vai praticando na baliza da equipa principal do Sporting sujeitando-a às vicissitudes (golos e derrotas) que temos constatado e que serão sempre inevitáveis.

Ao que parece, o treinador acha que esta última hipótese é a melhor. Eu acho que é a pior.

O tempo nos dirá de sua justiça.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

MANCHESTER 2-1 SPORTING

Digam lá o que disserem...

O segundo golo, o que deu, há pouco, a vitória ao Manchester United sobre o Sporting, foi uma bola de livre que entrou precisamente no chamado “lado do guarda-redes”.




Esse "lado" chama-se “do guarda-redes” porque é ao guarda-redes que compete cobri-lo aquando da marcação de livres pelo adversário.

Vejam bem as imagens: Rui Patrício, o guarda-redes do Sporting, colocou-se mal (aliás, estava bem colocado e saíu de lá) e não cobriu bem "o seu lado".

Não cobriu!

A imaturidade tem dessas coisas!

Pois...

domingo, 25 de novembro de 2007

“MELHORIAS” NO SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE

(À ATENÇÃO DO ARAUTO DO GOVERNO)
Eu não queria falar disto, pois, de tão sério que é, até parece anedota.
Veio há dias o Tribunal de Contas dizer-nos, a todos, que os hospitais antigamente mal geridos, que gastavam muito porque desperdiçavam à brava os recursos à sua disposição, agora que passaram a ter gestão empresarial (do melhor que há), do tipo CORTA, CORTA, CORTA, afinal, fazendo menos, gastam ainda mais dinheiro do que anteriormente.

...E o Zé pagode a queixar-se das taxas moderadoras, das taxas de internamento, do fecho de maternidades e de Serviços de Atendimento Permanente, do aumento das listas de espera cirúrgicas, das listas de espera DAS PRIMEIRAS CONSULTAS, etc...

― Mas onde é que está esse buraco tão grande aonde vai parar toda essa massa que desaparece, assim, de tão bem gerida?!

QUANDO AS VISTAS SÃO CURTAS

E FALTA CULTURA QB... HÁ BARRACA

Sei que percebo muito pouco da teoria do futebol: Uma vez assisti a um jogo pela televisão, comentado por José Mourinho, e, durante aquela hora e meia, aprendi mais sobre futebol do que em anos a jogar, a ver futebol e a ler artigos sobre futebol.

Mas há uma coisa que sei razoavelmente (senão mesmo bem): avaliar o desempenho dos guarda-redes de futebol; e concluir das suas capacidades, dos seus defeitos e das suas virtudes como guarda-redes.

E é por isso que afirmo aqui: a crise actual do Sporting pode ter muitas origens que me escapam; mas uma delas não ― e está na falta de um bom guarda-redes.

Dos guarda-redes que o Sporting tem acontece o seguinte:

1) Tiago tem vários defeitos que nem vale a pena enumerá-los (não serve, pura e simplesmente) e se joga, a culpa é do treinador;

2) Rui Patrício é um jovem promissor que vi jogar poucas vezes e que cometeu no último jogo contra o Leixões o erro de socar no chão uma bola que devia e podia agarrar provocando com isso um golo (perdoa-se-lhe o deslize pela imaturidade, mas não é em jogos a doer que os guarda-redes jovens devem treinar-se ― culpa do treinador);

3) Stojkovich é um bom guarda-redes em todos os “capítulos”; precisa apenas de rotina de jogo (do tão falado “entrosamento”) com os defesas e a equipa (e é a jogar que pode ganhar essa rotina); mas parece que o treinador não vai com a sua cara ou com a sua maneira de ser; e quem se lixa é o Sporting pois parece que o ego do Sr. Paulo Bento é mais importante que os pergaminhos do clube.

O jogo da próxima terça-feira, para a Liga dos Campeões, contra o Manchester United, é para perder ― isso já percebemos ― pois se houvesse a mínima intenção de ganhar (e devia haver) quem deveria jogar à baliza seria Stojkovich.

Jogando Rui Patrício, mais uma vez vamos assistir a um exercício gratuito e doentio de autoridade por parte de Paulo Bento, em nítido prejuízo de uma instituição centenária como é o Sporting Clube de Portugal que merece maior respeito.

DUAS NOTAS APENAS

A primeira para constatar um fenómeno comum a duas pessoas bem mediáticas que se eclipsaram subitamente: Maria José Morgado e José Sá Fernandes. Perderam o pio desde que lhes deram que fazer nas áreas que os levava a falar dia sim, dia não.

(Que lições tirar disso?)

A segunda nota é para chamar a vossa atenção para o blogue de Pedro Santana Lopes; leiam tudo e tirem as vossas conclusões sobre o homem. Por mim constatei o que me pareceu inconstância e dispersão de ideias; ingenuidade; mágoas de menino ofendido com sacudidelas do berço em que dormia; uma certa dificuldade em dominar (talvez apenas preguiça em aprimorar) o Português escrito; solidão; e muita preguiça em trabalhar as questões de fundo, de modo a poder apresentá-las na sua completude desde a formulação à conclusão, passando, como é óbvio, pela sua historização, análise, debate e síntese.

Assim não me parece que o pássaro volte a levantar voo.

sábado, 24 de novembro de 2007

É QUASE SEMPRE ASSIM

Segundo notícia do Diário Digital «Um soldado português em missão no Afeganistão morreu num acidente rodoviário com um blindado durante uma patrulha nocturna nos arredores de Cabul, disse à Lusa uma fonte do Estado Maior-General das Forças Armadas (EMGFA) ».

Que eu tenha memória, quase nunca os soldados portugueses morrem em combate ou numa emboscada feita pelo inimigo. Quase invariavelmente morrem de... acidentes de viação.

É a fatalidade rodoviária a perseguir o português onde quer que ele esteja.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

UMA QUESTÃO DE GOSTO

Pode haver quem goste; mas, definitivamente,

não gosto desta senhora.

ESTADOS DE ALMA

Desculpem lá a sinceridade; mas leiam tudo o que se publicou ontem e digam-me se tenho ou não razão em dizer isto:

Estamos a viver num "reino" de filhos da puta!

domingo, 18 de novembro de 2007

A LUZ DAS TREVAS

Esta fotomontagem, no WEHAVEKAOSINTHEGARDEN, está bem conseguida.

E poderia muito bem ser publicada sem qualquer texto ou legenda.

Parabéns ao autor.

CONTRARIEDADES

Eu hoje estou cruel, frenético, exigente;
Nem posso tolerar os livros mais bizarros.
Incrível! Já fumei três maços de cigarros
Consecutivamente.

Dói-me a cabeça. Abafo uns desesperos mudos:
Tanta depravação nos usos, nos costumes!
Amo, insensatamente, os ácidos, os gumes
E os ângulos agudos.


(Cesário Verde)

Bom dia!

FORÇA CHÁVEZ AFINAL TINHAS RAZÃO

Depois de lido esta notícia do Expresso concluo que afinal Hugo Chávez tinha todo o direito de chamar (como chamou) fascista a José Maria Aznar na Cimeira ibero americana do Chile.

E tenho de retirar a minha concordância (aqui anteriormente expressa no blogue) com o «por qué no te callas» que então o rei de Espanha dirigira a Chávez.

É que nem Zapatero, nem o rei, nem ninguém naquela cimeira tinha afinal o direito de exigir que Chávez respeitasse o ex-primeiro-ministro espanhol, José Marai Aznar, se a mesma exigência não existe em Espanha para com o Partido Popular (no seu todo) que acaba de chamar (oficial e institucionalmente) "palhaço" a Hugo Chávez, pela boca do porta-voz das relações exteriores do Partido Popular Espanhol (PP), Gustavo de Arístegui, que declarou na conferência de imprensa acima referida pelo Expresso ser Hugo Chávez uma das pessoas mais «ridículas, apalhaçadas, exageradas e inconsequentes que existem no panorama político mundial».

Quando assim é, só há que dizer uma coisa:

Força Chávez! Chama-lhes mais nomes ainda!

sábado, 17 de novembro de 2007

O COMÉRCIO ESTÁ ESQUISITO

Dois dirigentes desportivos do Sporting de Lamego encontraram-se na quinta-feira passada com dois árbitros de futebol, em Tondela e Castro Daire.

Sabedores de que algo de anormal se iria passar naquele encontro, dirigentes da arbitragem distrital daquela zona alertaram a Polícia de Segurança Pública (PSP) para o facto.

A PSP surpreendeu os quatro senhores em plena «transacção de dinheiro». E prenderam-nos para averiguações.

Depois um dirigente do Sporting de Lamego veio dizer que «um dos dirigentes desportivos é vendedor de peças automóveis» pelo que não sabia se o encontro não se resumiria a uma venda de peças de automóveis.

Claro! então não se está mesmo a ver que se tratava de uma transacção de peças de automóveis!

Aliás, é assim que se compram peças de automóveis em Portugal. Eu, no outro dia, precisei de uma bateria para o meu popó; informei-me a saber como haveria de adquiri-la; disseram-me que eu teria que contactar um árbitro de futebol para que este ma fosse comprar num encontro com dirigentes desportivos na marisqueira Toca do Gato Preto, em Portimão.

Pois!

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

«DISPA-SE SE FAZ FAVOR»

Isto é recorrente: de vez em quando aparece alguém a apadrinhar ou a divulgar a ideia de que o numerus clausus para o curso de Medicina em Portugal é fixado pela Ordem dos Médicos.

Por vezes é a ignorância que leva a essas declarações; outras vezes é a má-fé.

Informo a quem não saiba:
O numerus clausus das Faculdades de Medicina em Portugal é fixado pelo Governo através do Ministério da Educação.


Mas mais uma vez, agora via um jornal espanhol, lá apareceu um tal de dr. Campillo a dizer a bacorada.

Esta, entretanto, passaria sem reparo, não viesse o conhecidíssimo Causa Nossa (nossa salvo seja ― até parece que a "causa" é só de um) divulgar o dislate campilloso em mais um ataque quixotesco e ridículo às “corporações” (desta vez contra os médicos).

Mas creio que ficou claro para todos onde está a ignorância e onde estará a má-fé.

Deus o perdoe, pois sabe-se muito bem que a coerência não mora lá e o dislate é livre e não escolhe os seus progenitores.

Aquela de que «têm muito poder» (os médicos) revela a verdadeira dor apendicular de quem gostaria de ver todos os médicos na sarjeta para assim exorcizar-se quanto mais não seja da “humilhação” que estes lhe terão um dia (ou muitas vezes) infligido ordenando-lhe em consulta: «dispa-se se faz favor». Ordem à qual, com toda a certeza deste mundo, sempre obedeceu.

O verdadeiro poder do médico, meu caro, advém dos seus conhecimentos científicos; não precisa criar corporações para ter poder. Basta-lhe ser Médico.

Dói! Eu sei que dói constatar o poder do médico! Aliás, a psicologia está cheia de estudos sobre esta problemática.

É ler um pouco disso em vez de andar a disparar freneticamente em todas as direcções.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

BOM DIA

Pacheco Pereira publica hoje no “Abrupto” um poema genial de Edwin Morgan; cujo não resisto a transcrever na íntegra para que resida para sempre, também aqui no “África Minha”.


The First Men on Mercury

-We come in peace from the third planet.
Would you take us to your leader?

-Bawr stretter! Bawr. Bawr. Stretterhawl?

-This is a little plastic model
of the solar system, with working parts.
You are here and we are there and we
are now here with you, is this clear?

-Gawl horrop. Bawr Abawrhannahanna!

-Where we come from is blue and white
with brown, you see we call the brown
here ‘land’, the blue is ‘sea’, and the white
is ‘clouds’ over land and sea, we live
on the surface of the brown land,
all round is sea and clouds. We are ‘men’.
Men come –

-Glawp men! Gawrbenner menko. Menhawl?

-Men come in peace from the third planet
which we call ‘earth’. We are earthmen.
Take us earthmen to your leader.

-Thmen? Thmen? Bawr. Bawrhossop.
Yuleeda tan hanna. Harrabost yuleeda.

-I am the yuleeda. You see my hands,
we carry no benner, we come in peace.
The spaceways are all stretterhawn.

-Glawn peacemen all horrabhanna tantko!
Tan come at’mstrossop. Glawp yuleeda!

-Atoms are peacegawl in our harraban.
Menbat worrabost from tan hannahanna.

-You men we know bawrhossoptant. Bawr.
We know yuleeda. Go strawg backspetter quick.

-We cantantabawr, tantingko backspetter now!

-Banghapper now! Yes, third planet back.
Yuleeda will go back blue, white, brown
nowhanna! There is no more talk.

-Gawl han fasthapper?

-No. You must go back to your planet.
Go back in peace, take what you have gained
but quickly.

-Stretterworra gawl, gawl…

-Of course, but nothing is ever the same,
now is it? You’ll remember Mercury.

(Edwin Morgan)

domingo, 11 de novembro de 2007

UM ARTISTA SINGULAR



Esta é uma casa de gatos ― fique a saber quem não saiba!

Já algumas vezes mostrei e falei do meu gato, o Picasso, que anda sempre a dormitar sobre a secretária quando eu ando por aqui a fazer disparates do tipo ― ler, escrever, blogar, estudar, etc. O Picasso é um intelectual de sólida craveira e tem formação política invejável, mas com um defeito ― é de esquerda.

Mas não é dele que vos quero falar hoje. Hoje quero é apresentar-vos o irmão gémeo do Picasso, o Gauguin. Generoso, meigo, sedutor e grande amigo, o Gauguin alia a sensibilidade artística ao destino trágico que o acompanha desde muito pequeno: sofre do coração. Tem uma importante dilatação cardíaca a ponto de experimentar alguma dificuldade em respirar quando se cansa porque o coração ocupa grande parte do tórax retirando campo à necessária expansão dos pulmões. Apesar da doença o Gauguin vive a vida com alegria, corre e pula pela casa toda e só pára quando lhe sobrevém uma espécie de tosse que lhe lembra que ele não pode cometer excessos.

O Gauguin só permanece vivo (e já lá vão 4 anos) porque lhe é ministrado, religiosa e diariamente, um comprimido para ajudar a sua máquina cardíaca a bater mais devagar e com melhor rendimento; assim não fosse... e ele já era memória há um ror de tempo.

A faceta artística do Gauguin manifesta-se sobretudo quando ele vê flores; é um apreciador embevecido e viciado de flores. Quando vê uma jarra com flores é capaz de esperar o tempo que for necessário para se chegar às flores; costuma passar horas e horas olhando através dos vidros da porta da sala, para uma jarra contendo aquilo que ele um dia me confidenciou ser «a minha ambrósia e o meu mel», isto é ― flores; e só descansa depois de cumprir o seu desígnio supremo: tocar e comer as flores.

É isso mesmo: tocar e comer as flores.

As fotografias foram feitas hoje. E não me desmentem.

“¿POR QUÉ NO TE CALLAS?”

O REI DE HISPANIA (COM ELES NO SÍTIO)
MANDA CALAR HUGO CHÁVEZ




Aconteceu ontem na Cimeira Ibero-americana que decorre no Chile: depois de insultos de Hugo Chávez ao antigo primeiro-ministro espanhol, José Maria Aznar, D. Juan Carlos não esteve com meias medidas: mandou calar Chávez.

Há certamente quem ache a atitude do rei pouco democrática; mas de duas uma ― ou faria o que fez (mandar calar Chávez), ou alguém se incumbiria de insultar Chávez transformando a cimeira numa peixeirada degradante e inútil.

sábado, 3 de novembro de 2007

O RATO MORTO DA SAÚDE

Quando são noticiadas anomalias nos domínios da Saúde, invariavelmente aparece alguém que vem explicar ao povão, às vezes com gráficos e números, as razões por que as coisas correram mal. Como se uma simples explicação, na óptica dos responsáveis pela coisa, viesse alterar os factos e fazer com que tudo passasse então a ser suportável e admissível.

Quando assisto a isso costumo habitualmente pensar naquela frase de Fradique Mendes, personagem de Eça de Queiroz:

― Se um rato morto me disser ― «eu cheiro mal por isto e por aquilo e sobretudo porque apodreci» ― eu nem por isso deixo de o mandar varrer do meu quarto.

DOS JORNAIS

E SEM COMENTÁRIOS

«Direcção do Hospital de Faro reconhece perigos para doentes nas urgências»

Apesar de tudo, Bom Dia!

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

NEM DE PROPÓSITO


Com a devida vénia publico esta caricatura que furtei do WEHAVEKAOSINTHEGARDEN

GRANDE CAVADELA

A Dra. Carmen Pinatelli, Secretária de Estado Adjunta e da Saúde, acabou, há bem pouco (20:16 PM), de dar, no telejornal da RTP1, a seguinte explicação para refutar que as listas de espera de primeiras consultas, nos hospitais, tenham a dimensão que foi divulgada naquele telejornal (380.000 doentes); disse a senhora (e cito de cor): os números podem ser outros, não estou a dizer que sejam maiores ou menores que o divulgado, mas, por exemplo, há pessoas nas listas de espera que já faleceram.

Ouviram? Faleceram na lista de espera de primeiras consultas.

E está tudo bem. E isso serve para, com toda a normalidade, se explicar e minimizar o impacte do elevadíssimo número de doentes em espera de primeiras consultas (e só estamos a falar de primeiras consultas).

O que é que se há-de querer? Estamos em Portugal.

ESTAVA TUDO NOS ASTROS

Ouvi hoje, ao fim da tarde, no programa Contraditório da Antena1, mais uma vez, dito agora pelo jornalista Carlos Magno, a estafada frase «os hospitais públicos portugueses produzem pouco: os blocos operatórios, por exemplo, deviam trabalhar mais, deviam ser rentabilizados e não estão a sê-lo.»

Mas quando é que esta gente; quando é que toda a gente percebe que para os blocos operatórios trabalharem mais horas e serem rentabilizados, há que ter mais pessoal a trabalhar neles; que há que gastar mais dinheiro; e deixam de pensar que os mandriões dos cirurgiões, e dos anestesistas, e das enfermeiras, e dos auxiliares é que não querem trabalhar.

É assim tão difícil perceber isto?

Não há tanta gente assim nos hospitais, meus amigos; e cada vez há menos gente a trabalhar nos hospitais, meus amigos.

Acordem! Percebam o que se passa!

Estamos a assistir, na Saúde, à gestão do CORTA, CORTA, CORTA. Isto tinha e tem que ter consequências. E não são os privados que vão resolver os problemas que vão aparecendo: porque os privados são mais caros e por via disso não são para toda a gente.

E a tendência existente é para o agravamento da situação ― tanto pela forma como o Governo governa a Saúde; como pela forma como o PSD (futuro Governo) pretende governar a Saúde: em vez de olharem para os Estados Unidos como exemplo a evitar, olham para lá como modelo a copiar.

Será a catástrofe a prazo.

ÁGUA NA FERVURA


Afinal Leopard não é aquela máquina que a publicidade da Apple me fez crer que era; Leopard tem ainda muitos calcanhares de Aquiles que precisam ser tratados com a futura distribuição de bugfixes e updates por parte da empresa de Steve Jobs.

Veja aqui uma resenha de problemas e probleminhas que a revista PC World encontrou no Leopard e publicou há apenas cinco dias.

Se quer ter o Leopard e não se importa com os problemas relatados, força! Corra já a comprar a coisa; mas se é prudente, espere para ver como vai evoluir a situação. Instale uma versão “patcheada” no seu PC e tire conclusões pessoais. É capaz de ser mais seguro, sempre são mil e tal euros que custa o bicho.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

ELE HÁ COISAS FANTÁSTICAS, NÃO HÁ?

Foi uma questão de... ZERO dias ― é isso que eu gosto nos verdadeiros hackers: aqueles que dedicam o seu tempo não a destruir mas a solucionar problemas informáticos verdadeira ou aparentemente difíceis.

O elogiadíssimo e cobiçadíssimo sistema operativo da Machintosh, denominado Leopard, viu a luz do dia no passado dia 26 de Outubro. Nós aqui já escrevêramos sobre ele dizendo: «Trata-se de uma pequena maravilha para todos os seus utilizadores ― facilidade, versatilidade, rapidez, beleza, inovação, são algumas das muitas palavras que se deve utilizar para descrever o Leopard.» E em jeito de previsão escrevemos então: «Por este andar o futuro é da Mac. Com toda a certeza.»

Pois bem, eis que tivemos esta notícia de que no mesmo dia do seu lançamento os hackers interessados na coisa já tinham construído um patch que utilizaram para que o Leopard funcionasse num PC com determinadas características, a principal a saber: ter processador Intel ou AMD capaz de correr instruções SSE2 ou SSE3 (esta de preferência); e ficou-se assim sem a necessidade de gastar €1.500 ou €1.700 num Mac. Basta comprar o Leopard por €128 e instalá-lo no PC juntamente com o patch; ou conseguir um Leopard pirata que fica ainda mais barato.

ESTE É DOS MEUS

Você, caro leitor, que ― como eu, aliás ― só bebe água, tome cuidado com as fontes da dita; veja só o que aconteceu ao presidente francês, Nicolas Sarkozy, durante a última cimeira do G8.



Traduzo as palavras do apresentador televisivo:

«Agora não resisto à tentação de vos apresentar o início da conferência de imprensa do Presidente francês, Nicolas Sarkozy, à saída desta cimeira; ele saía de um encontro com o seu colega russo, Vladimir Putin, e aparentemente ele só bebeu água.»

Vive la France!

PERSPECTIVAS

Eu, como sportinguista, tenho vergonha em festejar uma vitória do Sporting sobre o Fátima.

― Sobre o quê!?...

Mas... vá lá: não posso deixar de felicitar esse profissional único que é Liedson.

Eu disse ÚNICO!

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

ESPREITOSCÓPIO

DE BELÉM PARA O MUNDO





Pastéis de Belém esta manhã
(Canon G9, ajustes manuais)

- Clique na foto para ver melhor -

COISA NA COISA NÃÃÃÃOO!!!


A Singapore Airlines inaugurou o seu mais sofisticado avião, o Air Bus A380, que está equipado com esta cama de casal na super primeira classe. Puritanamente admitem que um casal que nela se deite possa tocar-se de diversas maneiras: mão na mão, mão na coisa, coisa na mão

Mas... coisa na coisa nããããoo!!!

Com efeito o porta-voz da companhia aérea, o senhor Stephen Forshaw, declarou isto à imprensa: "If couples used our double beds to engage in inappropriate activity, we would politely ask them to desist,". Leia a notícia aqui.

BAPTISTA BASTOS NO SEU MELHOR

Escreve sobre as sondagens que abateram o PS:

«Não gosto de escrever isto: mas José Sócrates mentiu, descredibilizou todos os princípios de progresso e de justiça contidos na doutrina do seu partido, tripudiou sobre os códigos genéticos de uma certa esquerda, desrespeitou os eleitores e desacreditou as palavras, em nome de uma receita pessoal. A fraude não poderia manter-se. O confronto político estava retirado, inexistia ou se dissolvia numa inutilidade loquaz. As coisas mudaram de figura. A consistência deste Executivo é tão frágil que duas ou três brandas declarações de Menezes se transformaram em hecatombe. As sondagens podem ser fluidas mas estabelecem inevitáveis indicadores. Apavorado, Vítor Ramalho conclamou: "É urgente que o PS regresse à matriz." Interroguemo-nos para saber se é ainda possível manter viva a esperança de transformação da sociedade, que o "socialismo antigo" propunha e o "socialismo moderno" tem espancado sem clemência.»

E termina com este parágrafo:

«Escrevi, nesta coluna, que o debate iria animar. Para governo e conceito de José Sócrates lembro um velho ditado: "Quem melhor cama fizer nela se deitará."»

Vem hoje aqui no Diário de Notícias.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

TECNOLOGIA DE PONTA

Aterraram por aqui nos últimos dias dois gadgets de superior qualidade: primeiro, este micro helicóptero eléctrico controlado remotamente por rádio comando; depois esta fabulosa point&shoot, a G9 da Canon.


De comum só têm o tamanho ― ambos são pequenos e de fácil transporte ― porque, se por um lado a Canon é facílima de usar; já o helicóptero é difícil de pilotar embora não esteja equipado com o passo variável (o comando de torção das pás que permite as inclinações laterais, frontal e posterior) que tornaria a tarefa muitíssimo mais exigente. Mas mesmo apenas com os comandos dos rotores principal e de cauda, a coisa fia fino e não é qualquer um que o faz voar. Quem já escaqueirou helicópteros, como eu já fiz algumas vezes no passado, sabe do que estou a falar.

sábado, 27 de outubro de 2007

BOM DIA


(Clique na imagem para aumentar. Vale a pena fazê-lo)

Pense no país; pense em si; pense nos seus familiares e amigos; pense na vida dos seus familiares e amigos; pense no mundo em que todos estamos inseridos; pense nos conflitos que atravessam a humanidade; pense na VIDA.

Olhe para esta imagem ― tente analisá-la ―
e tente sentir a emoção que ela lhe desperta.

Tenha um bom dia e um bom fim-de-semana.

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

PORTUGAL ESTÁ PERIGOSO (II)

OU O REBENTAMENTO DA “CORDA”
QUE NEM A PRESIDÊNCIA DA UE EVITOU


Finalmente aparece uma sondagem que reflecte aquilo que a maioria dos portugueses sente no dia-a-dia perante o ataque desenfreado do Governo aos funcionários públicos, aos juízes, aos professores, aos médicos, aos enfermeiros, aos contribuintes, aos reformados, aos deficientes, aos doentes, aos sindicatos, A QUASE TODOS OS PORTUGUESES, AFINAL:

As intenções de voto no Partido Socialista caem da maioria absoluta para um escasso ponto percentual sobre o PSD.

Já se tornava estranhíssimo que com todo o descontentamento manifestado quotidianamente ― a toda a hora ― pelos portugueses face à governação socialista, as sondagens continuassem a dar resultados altamente favoráveis ao Governo e ao PS como se essas sondagens fossem realizadas no Largo do Rato ou noutro planeta qualquer; ou então como se os portugueses tivessem todos perdido colectivamente o juízo e merecessem internamento em campos psiquiátricos.

Muitas pessoas me disseram várias vezes, perante a publicitação de resultados de sondagens altamente favoráveis ao Governo, que achavam que se tratava de desinformação e propaganda pois não se acreditava que a realidade do país, coisa que a maioria dos portugueses conhece na pele, não se traduzisse de forma negativa para o Governo nas sondagens .

«Há marosca nas sondagens», disse-me certo dia um amigo.

Pois hoje divulgou a TSF e escreveu o Diário Digital esta notícia:

«Dados do barómetro DN/TSF/Marketest indicam que os socialistas registam 36,9 por cento das intenções de voto, enquanto o PSD recolhe 35,9, naquele que é quase o seu melhor resultado dos últimos dois anos.»

«Para que este resultado fosse possível, o PSD conseguiu uma subida de oito pontos percentuais, num estudo realizado após a eleição de Luís Filipe Menezes como presidente do partido, enquanto o PS caiu quase cinco pontos.»


Finalmente parece que a verdade se impôs a ponto de não mais ser possível encobri-la aos olhos de todos. Já se tornava estranho, escandaloso e incompreensível que se mantivesse o apoio maioritário a um Governo que inaugurou a fórmula de GOVERNAR CONTRA (contra tudo e contra todos), pensando autistamente que é possível ganhar jogos diminuindo salários, maltratando os jogadores, ameaçando-os de expulsão e ameaçando extinguir o clube.

Chegou-se ao ponto de não se saber a favor de quem, afinal, governa o PS.

Pois parece haver um Governo de Portugal... contra os portugueses.

Isto é uma aberração. Que as sondagens não podiam deixar de reflectir.

E ei-las aí!

Mas não nos iludamos: se o PSD ganhar umas eleições fará ainda pior do que está a fazer o PS; daí a perigosidade em que se vive.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

A S ROMA 2 ― SPORTING 1

OXALÁ CORRA BEM

O Sporting joga daqui a menos de duas horas contra o A. S. Roma, clube italiano de largo curriculum europeu. Paulo Bento, o treinador leonino, resolveu dar a titularidade ao guarda-redes suplente, Tiago, por ter castigado (embora tenha vindo desmentir isso de forma esfarrapada) o guarda-redes titular, Stojkovic, que se atrasou no regresso após participação na selecção sérvia; Stojkovic não foi sequer convocado para este jogo, tendo ficado em Lisboa.

Tiago é um guarda-redes de qualidade mediana com o defeito principal de resolver mal os lances aéreos. Veremos do que será capaz logo à noite.

Se o caldo se entornar por banda do Sporting e Tiago for responsável pela coisa, lá se irão alguns milhões de euros borda fora, com a agravante de se comprometer seriamente a passagem do Sporting às eliminatórias que se seguirão a esta fase de grupos.

Às vezes é melhor reprimirmos o pequeno ditador que nos habita e tentarmos resolver os conflitos e as indisciplinas por uma via menos troglodita, em nome de interesses maiores, quando, como é o caso, eles se apresentam tão claramente.

Mas, já que o facto está consumado ― Força Sporting; e que alguma poção mágica similar à do druida Panoramix te ajude a dar uma coça aos romanos.

domingo, 21 de outubro de 2007

NO REINO DA MAÇÃ


Estará já disponível no próximo dia 26, para os utilizadores de computadores Machintosh, o novo sistema operativo da Apple denominado LEOPARD.

Trata-se de uma pequena maravilha para todos os seus utilizadores ― facilidade, versatilidade, rapidez, beleza, inovação, são algumas das muitas palavras que se deve utilizar para descrever o Leopard.

Veja aqui uma demonstração da coisa e fique a sonhar com um computador iMac.

Agora percebo bem por que é que se pode correr o sistema operativo Windows num Mac, mas não se pode correr o Leopard num PC ― a Microsoft perderia em pouco tempo grande parte do domínio de que ainda desfruta no mercado doméstico da informática.

Por este andar o futuro é da Mac. Com toda a certeza.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

PORTUGAL ESTÁ PERIGOSO

MAS SÓCRATES PODE DORMIR DESCANSADO

Está a decorrer neste preciso momento na RTP1 uma entrevista ao recém-eleito líder do PSD, Luís Filipe Meneses.

O que o homem disse no primeiro quarto de hora da entrevista chega para perceber que se o PSD (dele e de Santana Lopes) tomasse conta do poder em Portugal

― iria f.... esta m.... toda.

― Sem apelo nem agravo.

Seria certamente mais um período de desvario e de experimentalismo político de alto risco (a modos do que se assistiu já com Santana Lopes) que colocaria o país à beira do, senão mesmo no abismo.

Há que travar este homem que demagogicamente pede o apoio de todos os deserdados do socialismo socrático, mas que na sua acção os desgraçaria ainda mais, ao mesmo tempo que produziria novos desgraçados dentre os que estão hoje a escapar à razia socialista na administração pública, na saúde e na educação, por exemplo, para só referir as áreas mais afectadas.

Com Sócrates caminha-se para o inferno a passos largos; com Meneses seria o despenhamento imediato no abismo.

Razão teve (uma vez mais) Mário Soares quando disse: «a eleição de Meneses foi uma desgraça para o PSD». Pois é, e esperemos que seja mesmo apenas para o PSD

É por isso que actualmente o melhor conselho que se pode dar aos jovens é este: façam os vossos cursos e depois pirem-se daqui enquanto é tempo. Não se casem para já; não tenham filhos; não comprem casa ou outros bens a crédito. Emigrem, não tenham medo de o fazer, que lá fora ainda podem ser gente e viver uma vida digna.

É que hoje já não há políticos (e forças políticas organizadas ― partidos políticos) onde pontifiquem homens e mulheres de visão e com verdadeiro sentido de Serviço Público, capazes de (muitas vezes com sacrifício pessoal) trabalharem em prol de todos os portugueses. Hoje há o que se vê e que abstenho de qualificar pois sei que todo e qualquer português que se preze tem ideias claras sobre isso.

E ELE SEMPRE A DAR-LHE...

Para que o homem se cale de vez com esta cega-rega, construa-se o aeroporto na Ota.

Faça-se-lhe a vontade. Não se lhe obrigue a viajar até Alcochete (Oh ignomínia!).

E não se esqueça: a Nação portuguesa deve-lhe a linda Constituição de 1976; aquela da «sociedade sem classes», lembram-se?

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

DO REGIME MEDIÁTICO

DO CONTROLO DA TELEVISÃO

De um artigo escrito por Umberto Eco, no jornal italiano, La Repubblica, em Janeiro de 2004, respigo (retirando embora do contexto) as seguintes passagens (com sublinhados de que assumo a inteira responsabilidade) para meditação de quem ainda consegue meditar.

«A última afirmação de Berlusconi («ninguém lê jornais, mas toda a gente vê televisão») foi interpretada com a habitual cegueira da cultura de esquerda e classificada como mais uma das suas insultuosas gafes. Só que não era nenhuma gafe: era um acto de arrogância, mas não era nenhum disparate.

Nos dias que correm, os jornais podem dizer o que bem lhes apetecer, porque a chave do poder reside no controlo da televisão.

Este é um dado de facto, e os dados de facto são por natureza inde­pendentes das nossas preferências.
Parti destas premissas para sugerir que as ditaduras do nosso tempo, a existirem, têm de ser ditaduras mediáticas e não políticas. Há quase cinquenta anos, escreveu-se pela primeira vez que, salvo os casos de alguns países remotos do Terceiro Mundo, já não eram precisos tanques para se fazer cair um governo: bastava ocupar as estações de rádio (a últi­ma pessoa a ignorar este facto foi Bush, líder terceiromundista que por engano chegou ao governo de um país altamente desenvolvido). Agora, o teorema foi demonstrado.


A diferença entre um regime mediático e um regime como o fascista é que no segundo toda a gente sabia que os jornais e a rádio só transmi­tiam informações vindas do governo, e que não se podia ouvir a Rádio Londres, sob pena de prisão.

Num regime mediático em que, digamos, dez por cento da população tem acesso à imprensa de oposição enquanto o resto recebe as notícias atra­vés de uma televisão controlada, vigora, por um lado, a convicção de que é permitido discordar e, por outro lado, o efeito de realidade causado pelo impacte da notícia televisiva leva a que só se saiba e só se acredite naquilo que diz a televisão.

Uma televisão controlada pelo poder não tem necessariamente de censurar as notícias.

O problema é que se pode instaurar um regime mediático pela positiva, dando a impressão de que se diz tudo. Basta saber como dizê-lo.

O que a televisão de um regime mediático faz é recorrer ao artifício retó­rico da «concessão».

A televisão funciona desta maneira. Quando se discute uma lei, a televisão enuncia-a e dá de imediato a palavra à oposição, com todos os seus argumentos. Depois volta a transmitir o ponto de vista dos defen­sores do governo, que objectam contra as objecções da oposição. O resul­tado persuasivo é invariavelmente o mesmo: o último a falar tem sempre razão. Sigam com atenção os telejornais, e verão que a estratégia é esta: a seguir à apresentação do projecto, nunca aparecem em primeiro lugar os apoiantes do governo e, em segundo, as objecções da oposição. É sempre ao contrário.

Um regime mediático não tem necessidade de mandar prender os opositores. Não os reduz ao silêncio através, mas fazendo ouvir as suas razões em primeiro lugar



Quem quiser ler na íntegra o artigo de Eco, tem-no aqui; é só clicar e ler. Advirto que vale bem a pena fazer a leitura integral desse artigo.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

MARINHO EM CURVA APERTADA

VÍTIMA DOS "MOMENTOS-CHÁVEZ"

António Luís Marinho, Director de Informação da RTP, entrou em polémica com Pacheco Pereira acusando-o de falta de rigor ao ter escrito no Abrupto que José Rodrigues dos Santos, em entrevista à revista Pública deste domingo, tinha denunciado interferências da administração da RTP na edição de telejornais daquela estação de televisão e de veicular recados do poder político, quando Rodrigues dos Santos era Director de Informação.

Negando que Rodrigues dos Santos tenha feito tal denúncia, Marinho acabou por chamar indirectamente desonesto a Pacheco Pereira ao acusá-lo de “falta de rigor” na interpretação da entrevista de Rodrigues dos Santos.

Mas eis que o Conselho de Administração da RTP acaba de ordenar um inquérito às declarações de Rodrigues dos Santos (com ameaça de processo disciplinar) fazendo sair um comunicado onde se pode ler que «face à gravidade dos factos ocorridos, e para salvaguarda do bom nome da RTP e dos seus quadros, o Conselho de Administração decidiu iniciar os procedimentos legais que as circunstâncias requerem». O comunicado esclarece também que o Conselho de Administação da RTP «repudia veementemente, por serem falsas, as afirmações proferidas por aquele empregado, às quais atribui a maior gravidade, uma vez que põe em causa a imagem da RTP».

Face a isto, o que é que estará neste momento a pensar Marinho? E o que é que vai fazer?

Creio que só lhe resta um caminho ― pedir a demissão do cargo que ocupa e pedir desculpas a Pacheco Pereira.

Veremos se Marinho terá a coerência de fazer estas duas coisas.

domingo, 7 de outubro de 2007

DA CORRUPÇÃO DO ESTADO

Artigo de Vasco Pulido Valente no Público de hoje:

«A entrevista que João Cravinho deu na quinta-feira é indispensável para perceber a corrupção. Cravinho diz duas coisas de uma importância crucial, em que esta coluna tem de resto insistido. Primeiro, que o grosso da corrupção “se faz”, com uma ou outra “entorse” imperceptível, “de acordo com a lei”. Segundo, que por isso mesmo a polícia e os tribunais não podem ir longe e só se ocupam dos casos menores. No fundo o Apito Dourado e operações do género são um espectáculo, que esconde os crimes de consequência. Com grande coragem, Cravinho explica qual é o problema: e o problema é o de que certos lobbies se apoderaram de “órgãos vitais de decisões” do Estado ou dos departamentos que as preparam. Ou, se quiserem, o de que o Estado se tornou o principal agente de corrupção.

Isto significa que o Estado serve, não o interesse do país, como compreendido por este ou aquele partido, mas sim o interesse dos lobbies com mais poder ou influência. E, no entanto, nunca se fala disto, embora toda a gente o saiba ou suspeite, a começar pelo Presidente da República, porque os “negócios” conseguem inspirar um respeito e um temor que, por exemplo, o futebol não consegue e que manifestamente coíbem a imprensa e a televisão. O que se passa no interior de certos ministérios de que depende a orientação da economia nunca chega à rua. Como nunca chega à rua quem perdeu ou ganhou com os “projectos”, que o Estado autoriza ou financia. Ou quem é e donde vem o impecável pessoal que manda nisso tudo. Ainda anteontem o Dr. Cavaco exigiu novas leis para assegurar o que ele chama a “transparência da vida pública”. Infelizmente, novas leis não bastam.

Cravinho descreve o “choque” que sofreu com a complacência do PS perante a corrupção do Estado. Sofreria com certeza um “choque” igual, e talvez pior, no PSD. A verdade é que o “bloco central” se fundiu com o Estado. Não existe um Estado independente do “bloco central” e muito menos dos “negócios”, que o apoiam e sustentam: da banca e da energia a quatro ou cinco escritórios de advogados. Cravinho, como Cavaco, não percebeu, ou preferiu omitir, que hoje não se trata de reformar uma parte inaceitável do regime, mas pura e simplesmente de mudar o regime. Se por acaso caísse do céu a “transparência” que o Dr. Cavaco deseja, metade da primorosa elite do nosso país marchava para a cadeia como um fuso.»


Confrontado com o discurso de Cavaco Silva, na parte em que o Presidente da República exigiu novas leis para assegurar o que ele chamou de “transparência da vida pública”, Vitalino Canas, deputado e dirigente do PS, terá respondido assim, segundo o Diário de Notícias do dia 6/10/2007, que considerou que o apelo do Presidente da República não teve eco no PS: «"Essa não é, de facto, a perspectiva da maioria parlamentar na Assembleia da República"»

Segundo o jornal “Público”, o director do Departamento Central de Investigação e Acção Penal de Coimbra, Euclides Dâmaso, terá considerado que o novo Código do Processo Penal não serve para combater a corrupção, tendo afirmado: «O código "serve para enfrentar as situações criminais de baixa densidade - as bagatelas penais"».

Tudo, portanto, como disse Joaquim Aguiar à SIC Notícias. Os decisores podem decidir como bem entenderem e dormir descansados.

sábado, 6 de outubro de 2007

A FÓRMULA DA CORRUPÇÃO

1 ouvido + 1 caneta = corrupção

Foi assim que Joaquim Aguiar, ex-assessor presidencial dos ex-presidentes Ramalho Eanes e Mário Soares, resumiu o fenómeno da corrupção no aparelho de Estado, numa entrevista ao Jornal da Noite da SIC Noticias, do dia 4 deste mês.

Foi uma entrevista altamente didáctica e de uma clareza impressionante, em que explicou em poucas palavras como funciona a corrupção ao mais alto nível (no aparelho de Estado).

Disse o entrevistado (cito de cor):

Para haver corrupção basta haver um ouvido que ouve e uma caneta que escreve; o ouvido ouve o pedido e a caneta escreve a autorizar o pedido.

A contrapartida até nem precisa ser financeira ou em bens patrimoniais porque isso seria fácil de descobrir ― bastaria ir à conta bancária ou à declaração do património dos políticos ―. A contrapartida é a protecção de que a pessoa passa a gozar: fica respaldada por um esquema de protecção que lhe garante o futuro, aconteça o que acontecer. É assim que funciona a corrupção.


Mais disse Joaquim Aguiar (e continuo a citar de cor).

A corrupção medra no Bloco Central, na amálgama constituída pelo PS e pelo PSD; dois partidos que se uniram ao centro depois de terem falhado os respectivos projectos de sociedade; são dois partidos hoje sem qualquer projecto, que apenas lutam pela sobrevivência. E não há melhor lugar para sobreviverem do que no centrão. E é aí que eles são permeados pelos grupos de interesse que lhes vão falando ao ouvido fazendo os seus pedidos e garantindo o respaldo.

Joaquim Aguiar deu ainda a entender que as leis são feitas (pelo centrão) de tal maneira que elas não abrangem, não penalizam quem toma as decisões.

Por ter achado esta entrevista de Joaquim Aguiar de grande importância, enviei um email (até agora sem qualquer resposta) à SIC-ONLINE sugerindo que a publicassem na sua página de vídeos na Internet ― página onde publicam todo o género de coisas: desde as redundâncias dentífricas de Jesualdo Ferreira, aos radares de Lisboa, passando pela Maddie e pela Esmeralda todo o género de coisas lá cabe, menos a entrevista de Joaquim Aguiar ― e eles, moita: nem responderam, nem publicaram.

Não sei porquê. Mas a SIC lá sabe. Se calhar alguém não gostou. Se calhar tocou por lá alguma campainha avisadora.