Segundo informações colhidas em documentos oficias publicados no ano de 2003 em cabo Verde «apenas 39% da população possui casa de banho com retrete» (ver aqui, página 25).
«Cerca de 61% da população do país não tem acesso a um serviço mínimo adequado de evacuação de excreta, recorrendo à natureza para satisfação das suas necessidades fisiológicas» (ver aqui, página 25).
Apenas as cidades do Mindelo e da Praia têm rede de esgotos. Mas enquanto que no Mindelo 50% da população beneficia dessa rede, na Praia apenas 8% da população é beneficiada (ver aqui, página 9).
No interior das ilhas e no campo 90% da população livra-se dos excrementos directamente para o meio ambiente (ver aqui, página 9).
Sendo que em Santiago se concentra 50% dos habitantes do arquipélago, atingindo essa concentração, no ano de 2000, segundo números fornecidos pelo Município da Praia, a cifra de 236.352 pessoas (ver aqui) ;
Sendo que os excrementos de cerca de 60% desses habitantes são directamente depositados no meio físico ambiental, sem qualquer tratamento;
Sabendo-se que o excretado em causa é de cerca de 450 gramas diários por habitante;
Conclui-se que na ilha de Santiago é depositado, por dia, cerca de 63 toneladas de excrementos humanos, sem qualquer tratamento, no meio físico ambiental.
terça-feira, 12 de julho de 2005
segunda-feira, 11 de julho de 2005
PORQUE A FUNDAÇÃO GULBENKIAN É DE TODOS
PORQUE A CULTURA É UM BEM UNIVERSAL QUE NÃO CONHECE FRONTEIRAS;
Pela sua importância transcrevo na íntegra esta posta colocada no blogue Crítico Musical.
(Os negritos sublinhados são da minha responsabilidade):
«Ballet Gulbenkian - Contrariar o Medo De Existir
Recebido por email:
Encontro de cidadania contra a extinção do Ballet Gulbenkian.
Nos jardins da Fundação Calouste Gulbenkian, Av.de Berna, 4.ªfeira, 13 de Julho, pelas 19h30.
Parece-me bem, o Ballet Gulbenkian já não pertence a 9 membros de um conselho de Administração, pela sua história já é um património Português e Mundial. Pelo facto de uma Fundação ser privada não lhe assiste o direito moral para a destruição gratuita de algo que é de todos. Existem limites para a barbárie. Aliás qualquer conselho de Administração é apenas isso, um conselho de Administração. A decisão destes 9 bonzos que se pretendem hieráticos, mas que actuam de forma visivelmente incompetente não só afecta a Fundação Gulbenkian como o país e o mundo e é apenas a decisão de um grupo de ex-políticos reformados e de ex-banqueiros sem visão e sem rasgo que nem sequer sabem manter o legado que lhes foi transmitido como o desbaratam e destroem. Repare-se que apenas Mikhael Essayan e Eduardo Lourenço não estão na categoria dos gestores profissionais ou de políticos reformados. Todos os restantes membros passaram pela política ou tiveram como profissão pertencer a conselhos de administração de empresas e bancos.
Dir-se-há que a lógica política e empresarial presidiu à decisão da destruição. Mas não se percebe que não se pode aplicar a algo como o Ballet Gulbenkian uma lógica empresarial? O corte indiscriminado dos ramos de uma árvore como a Gulbenkian, seja por falta de imaginação, seja por falta de capacidade de gestão, levará invariavelmente à destruição da mesma Fundação.
Evidentemente que os senhores administradores serão os últimos a perder o ordenado e as prebendas que subirão invariavelmente todos os anos.
Desconfio largamente de gente como Isabel Mota (que tem um penteado magnífico), Teresa Gouveia (que prima pela ausência de penteado), Marçal Grilo (parece que anda bem de bicicleta), Rui Vilar (nunca percebi se este senhor percebe alguma coisa de cultura) ou do engenheiro-economista-etc Diogo de Lucena (ex- Banco Mello) como administradores executivos ou André Gonçalves Pereira (fazia umas festas porreiras no Algarve) e Artur Santos Silva (um dos (i)responsáveis do tristemente célebre Porto 2001) como administradores não executivos. Infelizmente os tempos de Azeredo Perdigão já passaram à história, como se percebe pela composição actual da administração da Fundação. A lógica que percebo na administração de uma Fundação que acaba por ser património de Portugal e do Mundo é de gente que pertence a um esquema que tem destruido o país e o levado para o abismo. São exactamente os mesmos em todo o lado, os miasmas do pântano invadiram toda a cúpula da sociedade portuguesa.
Em Portugal o tempo dos leões também já passou à história, hoje em dia é mais o tempo das hienas. E permanece o nevoeiro.
P.S. E se a Fundação Gulbenkian resolvesse vender os quadros do seu museu ou do Centro de Arte Moderna num leilão para financiar os jovens pintores e as novas correntes da arte? Para financiar a rapaziada que sai da Escola de Artes? E já agora aproveitava a receita para assegurar ordenados ao conselho de administração por mais cinquenta anos? Quadros que seriam espalhados pelas quatro partes do mundo? Será que a Fundação tinha esse direito? Será que o Governo poderia intervir? Não seria um escândalo?»
Para além do que aqui ficou dito quero apenas acrescentar que de facto todos temos hoje a plena sensação (e alguns de nós, a certeza) de que as instituições que constituem os pilares essenciais da sociedade Portuguesa foram ocupadas paulatinamente por gente incompetente que perpetra quotidianamente a destruição cultural, económica e social do País ameaçando assim de extinção oito séculos de cultura de um povo que pelo seu passado não merecia este fim.
Todos nós que vivemos em Portugal sentimo-nos como que entregues ao arbítrio de um gigantesco conselho de administração povoado por economistas, gestores e políticos sem cultura e sem sensibilidade para os valores espirituais e intelectuais.
Sentimo-nos entregues a uma chusma de duendes loucos que decidiram deitar fogo à floresta porque acham que a floresta não é senão madeira para queimar.
Qualquer que seja a sua nacionalidade, assine esta petição contra a extinção do Ballet Gulbenkian.
Pela sua importância transcrevo na íntegra esta posta colocada no blogue Crítico Musical.
(Os negritos sublinhados são da minha responsabilidade):
«Ballet Gulbenkian - Contrariar o Medo De Existir
Recebido por email:
Encontro de cidadania contra a extinção do Ballet Gulbenkian.
Nos jardins da Fundação Calouste Gulbenkian, Av.de Berna, 4.ªfeira, 13 de Julho, pelas 19h30.
Parece-me bem, o Ballet Gulbenkian já não pertence a 9 membros de um conselho de Administração, pela sua história já é um património Português e Mundial. Pelo facto de uma Fundação ser privada não lhe assiste o direito moral para a destruição gratuita de algo que é de todos. Existem limites para a barbárie. Aliás qualquer conselho de Administração é apenas isso, um conselho de Administração. A decisão destes 9 bonzos que se pretendem hieráticos, mas que actuam de forma visivelmente incompetente não só afecta a Fundação Gulbenkian como o país e o mundo e é apenas a decisão de um grupo de ex-políticos reformados e de ex-banqueiros sem visão e sem rasgo que nem sequer sabem manter o legado que lhes foi transmitido como o desbaratam e destroem. Repare-se que apenas Mikhael Essayan e Eduardo Lourenço não estão na categoria dos gestores profissionais ou de políticos reformados. Todos os restantes membros passaram pela política ou tiveram como profissão pertencer a conselhos de administração de empresas e bancos.
Dir-se-há que a lógica política e empresarial presidiu à decisão da destruição. Mas não se percebe que não se pode aplicar a algo como o Ballet Gulbenkian uma lógica empresarial? O corte indiscriminado dos ramos de uma árvore como a Gulbenkian, seja por falta de imaginação, seja por falta de capacidade de gestão, levará invariavelmente à destruição da mesma Fundação.
Evidentemente que os senhores administradores serão os últimos a perder o ordenado e as prebendas que subirão invariavelmente todos os anos.
Desconfio largamente de gente como Isabel Mota (que tem um penteado magnífico), Teresa Gouveia (que prima pela ausência de penteado), Marçal Grilo (parece que anda bem de bicicleta), Rui Vilar (nunca percebi se este senhor percebe alguma coisa de cultura) ou do engenheiro-economista-etc Diogo de Lucena (ex- Banco Mello) como administradores executivos ou André Gonçalves Pereira (fazia umas festas porreiras no Algarve) e Artur Santos Silva (um dos (i)responsáveis do tristemente célebre Porto 2001) como administradores não executivos. Infelizmente os tempos de Azeredo Perdigão já passaram à história, como se percebe pela composição actual da administração da Fundação. A lógica que percebo na administração de uma Fundação que acaba por ser património de Portugal e do Mundo é de gente que pertence a um esquema que tem destruido o país e o levado para o abismo. São exactamente os mesmos em todo o lado, os miasmas do pântano invadiram toda a cúpula da sociedade portuguesa.
Em Portugal o tempo dos leões também já passou à história, hoje em dia é mais o tempo das hienas. E permanece o nevoeiro.
P.S. E se a Fundação Gulbenkian resolvesse vender os quadros do seu museu ou do Centro de Arte Moderna num leilão para financiar os jovens pintores e as novas correntes da arte? Para financiar a rapaziada que sai da Escola de Artes? E já agora aproveitava a receita para assegurar ordenados ao conselho de administração por mais cinquenta anos? Quadros que seriam espalhados pelas quatro partes do mundo? Será que a Fundação tinha esse direito? Será que o Governo poderia intervir? Não seria um escândalo?»
Para além do que aqui ficou dito quero apenas acrescentar que de facto todos temos hoje a plena sensação (e alguns de nós, a certeza) de que as instituições que constituem os pilares essenciais da sociedade Portuguesa foram ocupadas paulatinamente por gente incompetente que perpetra quotidianamente a destruição cultural, económica e social do País ameaçando assim de extinção oito séculos de cultura de um povo que pelo seu passado não merecia este fim.
Todos nós que vivemos em Portugal sentimo-nos como que entregues ao arbítrio de um gigantesco conselho de administração povoado por economistas, gestores e políticos sem cultura e sem sensibilidade para os valores espirituais e intelectuais.
Sentimo-nos entregues a uma chusma de duendes loucos que decidiram deitar fogo à floresta porque acham que a floresta não é senão madeira para queimar.
Qualquer que seja a sua nacionalidade, assine esta petição contra a extinção do Ballet Gulbenkian.
sábado, 9 de julho de 2005
A CHINA E O RACISMO DE JARDIM
(SERÁ DESTA QUE JARDIM SE TRAMOU?)
Quem conhece minimamente os chineses sabe o que vai acontecer à Madeira e a Alberto João Jardim depois das declarações racistas do líder troglodita daquela região autónoma portuguesa que disse, há dias, não querer lá os chineses.
Em Pequim, agora, a palavra de ordem para os seus emigrantes deve ser esta:
- Para a Madeira e em força.
É que a estratégia chinesa de “povoar o mundo” - visando: influenciar primeiro e dominar depois a economia de países terceiros - é uma estratégia que o Governo de Pequim assume e pratica com todo o vigor e determinação pois está inscrita como um dos desígnios prioritários da Grande China no mundo.
É precisamente essa determinação e esse vigor que explicam, aliás, a atitude fortíssima que o embaixador chinês em Lisboa teve, logo que tomou conhecimento das declarações racistas desbocadas de Jardim, impondo de imediato a este uma “visita” (por certo irrecusável pelos termos em que terá sido comunicada) ao Governo Regional da Madeira.
Visita que o governo de Jardim aceitou de imediato, e de bico calado – quem diria!!! -, e durante a qual, entre os habituais célebres sorrisos cínicos dos diplomatas chineses, o embaixador lhes deverá ter posto em sentido com um vigoroso protesto diplomático que deverá levar Jardim a calar-se de vez no que diz respeito à imigração chinesa.
Veremos se Jardim terá aprendido a lição e metido a viola no saco e o rabo entre as pernas, ou se vai continuar com as suas tiradas racistas contra os chineses. Para já parece que ficou amedrontado, pois, ao ver as suas declarações condenadas pelo líder do PSD, Marques Mendes, Jardim apenas disse de mansinho que «mantém tudo o que disse». Mas não teve a coragem de repetir o que dissera.
Esperemos pela prova dos nove: o habitual discurso "alcoólico" de Jardim, no Chão da Lagoa, neste Verão.
Será aí que teremos a indicação clara do poder da China.
Será aí que saberemos se finalmente houve alguém capaz de mandar calar Jardim.
Digamos que se isso vier a acontecer será triste concluir que o diplomata chinês foi capaz de conseguir o que o Presidente da República Portuguesa e o Governo Português nunca foram capazes de fazer ao longo de anos:
Mandar calar Alberto João Jardim.
P.S. Mas mesmo que Jardim não se cale, uma verdade, contudo, é certa: é agora que os chineses vão invadir o comércio da Madeira.
Quem conhece minimamente os chineses sabe o que vai acontecer à Madeira e a Alberto João Jardim depois das declarações racistas do líder troglodita daquela região autónoma portuguesa que disse, há dias, não querer lá os chineses.
Em Pequim, agora, a palavra de ordem para os seus emigrantes deve ser esta:
- Para a Madeira e em força.
É que a estratégia chinesa de “povoar o mundo” - visando: influenciar primeiro e dominar depois a economia de países terceiros - é uma estratégia que o Governo de Pequim assume e pratica com todo o vigor e determinação pois está inscrita como um dos desígnios prioritários da Grande China no mundo.
É precisamente essa determinação e esse vigor que explicam, aliás, a atitude fortíssima que o embaixador chinês em Lisboa teve, logo que tomou conhecimento das declarações racistas desbocadas de Jardim, impondo de imediato a este uma “visita” (por certo irrecusável pelos termos em que terá sido comunicada) ao Governo Regional da Madeira.
Visita que o governo de Jardim aceitou de imediato, e de bico calado – quem diria!!! -, e durante a qual, entre os habituais célebres sorrisos cínicos dos diplomatas chineses, o embaixador lhes deverá ter posto em sentido com um vigoroso protesto diplomático que deverá levar Jardim a calar-se de vez no que diz respeito à imigração chinesa.
Veremos se Jardim terá aprendido a lição e metido a viola no saco e o rabo entre as pernas, ou se vai continuar com as suas tiradas racistas contra os chineses. Para já parece que ficou amedrontado, pois, ao ver as suas declarações condenadas pelo líder do PSD, Marques Mendes, Jardim apenas disse de mansinho que «mantém tudo o que disse». Mas não teve a coragem de repetir o que dissera.
Esperemos pela prova dos nove: o habitual discurso "alcoólico" de Jardim, no Chão da Lagoa, neste Verão.
Será aí que teremos a indicação clara do poder da China.
Será aí que saberemos se finalmente houve alguém capaz de mandar calar Jardim.
Digamos que se isso vier a acontecer será triste concluir que o diplomata chinês foi capaz de conseguir o que o Presidente da República Portuguesa e o Governo Português nunca foram capazes de fazer ao longo de anos:
Mandar calar Alberto João Jardim.
P.S. Mas mesmo que Jardim não se cale, uma verdade, contudo, é certa: é agora que os chineses vão invadir o comércio da Madeira.
domingo, 3 de julho de 2005
UM MERCENÁRIO PARA PRESIDENTE
Acabei de ouvir e de ver, há pouco, na televisão, o primeiro ministro da Guiné-Bissau declarar a jornalistas, em Cabo Verde onde esteve de visita, que se demitirá do cargo que ocupa caso Nino Vieira ganhe as próximas eleições presidenciais.
E acrescentou: «Nino é um mercenário».
Pensem bem e digam-me lá uma coisa:
Achariam normal que um primeiro ministro de qualquer outro país do mundo viesse a público referir-se desta maneira a um candidato à presidência do seu país?
Claro está que não achariam normal.
Mas… tratando-se da Guiné…
É normalíssimo, não é?
E acrescentou: «Nino é um mercenário».
Pensem bem e digam-me lá uma coisa:
Achariam normal que um primeiro ministro de qualquer outro país do mundo viesse a público referir-se desta maneira a um candidato à presidência do seu país?
Claro está que não achariam normal.
Mas… tratando-se da Guiné…
É normalíssimo, não é?
BLOGUE REDIMENSIONADO
Satisfazendo o pedido de alguns leitores redimensionámos a página do blogue por forma a que este possa ser visualizado correctamente em monitores com a resolução 800 x 600 pixel.
Esperamos ter resolvido este problema.
Caso, apesar desta modificação, continuar a haver dificuldade no enquadramento da página agradecemos que no-lo comuniquem.
Esperamos ter resolvido este problema.
Caso, apesar desta modificação, continuar a haver dificuldade no enquadramento da página agradecemos que no-lo comuniquem.
DIVULGAÇÃO
É com muito prazer que divulgamos este programa de representação teatral da peça “O Intruso”, de Gabriel Mariano, integrada nas comemorações dos 30 anos da Independência de Cabo Verde.
A Burbur apresenta
O INTRUSO de GABRIEL MARIANO

Com encenação e dramaturgia de RUI DUARTE
e que conta com um elenco constituído por:
ODETE MÕSSO, FLÁVIO HAMILTON, ADORADO MARA
DJÔ ÉVORA, ELI MONTEIRO e LEO ÉVORA.
Este espectáculo significa uma ESTREIA ABSOLUTA
da encenação deste conto de Gabriel Mariano
e a Burbur orgulha-se de oferecer quatro apresentações
uma em cada quarta-feira ao longo do mês de JULHO
na cidade do PORTO.
ENTRADA LIVRE
22H
RIVOLI, CAFÉ·CONCERTO · DIA 6 JUL
MAJESTIC CAFÉ, PÁTIO EXTERIOR · DIA 13 JUL
CAFÉ GUARANY · DIA 20 JUL
FNAC STA.CATARINA · DIA 27 JUL
O texto é encenado em 3 actos:
uma pequena introdução que contextualiza a acção culturalmente mas que
evita a temporalidade - interessa saber que se fala de Cabo Verde mas
menos, no caso, de que época se trata. Depois O INTRUSO propriamente
dito, respeitando a integridade do texto original. E em conclusão, uma
síntese dramatúrgica de O PRIMOGÉNITO.
"(...) Galgando os limites impostos pela insularidade, a obra de
Gabriel Mariano conduz-nos sempre a um lugar onde todos os homens de
todas as condições, se reúnem: o "lugar" da família. Pela presença ou
pela ausência, a família é o eixo (mais) vital da obra de Gabriel
Mariano, como se (pres)sente em todo o paralelismo familiar oculto de
"O rapaz doente". Esta "presença familiar", para usar uma expressão do
autor ("Ti Lobo"), é aliás tão poderosa, que passa para o tom
coloquial do próprio texto, coadjuvando um narrador fincado na
oralidade. Ao lermos os contos de Gabriel Mariano, ouvimos aquela voz,
familiar, intemporal, sem lugar nem condição particulares. Transpondo
as barreiras da intimidade, Gabriel Mariano dispõe-se a enfrentar os
demónios das múltiplas separações, propondo-nos, neste âmbito, uma
obra de absoluta vanguarda na literatura cabo-verdiana.
Numa sociedade marcada pela fractura, pelo afastamento e pelo
desaparecimento das figuras parentais, Gabriel Mariano reedifica este
espaço, costura a cicatriz, na busca permanente do pai, o
prolongamento de si. O duelo de sentimentos narrados em "O Intruso",
colocam-nos perante uma evidência a que nenhum olhar lúcido se pode
furtar. Todos sabemos o preço de viver "em sociedade" com o lugar do
morto, na campa de um qualquer cemitério ou no retrato que se espalha
pelas paredes e móveis da casa. As inúmeras separações que marcam as
nossas vidas quotidianas e frágeis estão magistralmente reflectidas
nos textos de Gabriel Mariano onde, por muitas máscaras que possamos
colocar, a família nunca se decompõe.
Por isso os filhos esperam sempre o pai.
Quer ele volte no navio quer ele nunca volte. (...)"
Dra. Maria Armandina Maia
in Programa de O INTRUSO
A BURBUR inicia assim o seu programa de comemoração
dos 30 anos da Independência de CABO VERDE
e convida todos os cabo-verdianos e amigos em geral
a assistirem ao seu mais recente espectáculo.
Com os nossos cumprimentos,
agradecemos a difusão desta informação
e prestamo-nos a qualquer esclarecimento pretendido
pela Burbur,
Odete Môsso,
Presidente da BURBUR Associação Cultural
BURBUR AC
R. ADOLFO CASAIS MONTEIRO, 94·3º. 4050-013 PORTO
TM 968941766 · burbur@gmail.com
A Burbur apresenta
O INTRUSO de GABRIEL MARIANO

Com encenação e dramaturgia de RUI DUARTE
e que conta com um elenco constituído por:
ODETE MÕSSO, FLÁVIO HAMILTON, ADORADO MARA
DJÔ ÉVORA, ELI MONTEIRO e LEO ÉVORA.
Este espectáculo significa uma ESTREIA ABSOLUTA
da encenação deste conto de Gabriel Mariano
e a Burbur orgulha-se de oferecer quatro apresentações
uma em cada quarta-feira ao longo do mês de JULHO
na cidade do PORTO.
ENTRADA LIVRE
22H
RIVOLI, CAFÉ·CONCERTO · DIA 6 JUL
MAJESTIC CAFÉ, PÁTIO EXTERIOR · DIA 13 JUL
CAFÉ GUARANY · DIA 20 JUL
FNAC STA.CATARINA · DIA 27 JUL
O texto é encenado em 3 actos:
uma pequena introdução que contextualiza a acção culturalmente mas que
evita a temporalidade - interessa saber que se fala de Cabo Verde mas
menos, no caso, de que época se trata. Depois O INTRUSO propriamente
dito, respeitando a integridade do texto original. E em conclusão, uma
síntese dramatúrgica de O PRIMOGÉNITO.
"(...) Galgando os limites impostos pela insularidade, a obra de
Gabriel Mariano conduz-nos sempre a um lugar onde todos os homens de
todas as condições, se reúnem: o "lugar" da família. Pela presença ou
pela ausência, a família é o eixo (mais) vital da obra de Gabriel
Mariano, como se (pres)sente em todo o paralelismo familiar oculto de
"O rapaz doente". Esta "presença familiar", para usar uma expressão do
autor ("Ti Lobo"), é aliás tão poderosa, que passa para o tom
coloquial do próprio texto, coadjuvando um narrador fincado na
oralidade. Ao lermos os contos de Gabriel Mariano, ouvimos aquela voz,
familiar, intemporal, sem lugar nem condição particulares. Transpondo
as barreiras da intimidade, Gabriel Mariano dispõe-se a enfrentar os
demónios das múltiplas separações, propondo-nos, neste âmbito, uma
obra de absoluta vanguarda na literatura cabo-verdiana.
Numa sociedade marcada pela fractura, pelo afastamento e pelo
desaparecimento das figuras parentais, Gabriel Mariano reedifica este
espaço, costura a cicatriz, na busca permanente do pai, o
prolongamento de si. O duelo de sentimentos narrados em "O Intruso",
colocam-nos perante uma evidência a que nenhum olhar lúcido se pode
furtar. Todos sabemos o preço de viver "em sociedade" com o lugar do
morto, na campa de um qualquer cemitério ou no retrato que se espalha
pelas paredes e móveis da casa. As inúmeras separações que marcam as
nossas vidas quotidianas e frágeis estão magistralmente reflectidas
nos textos de Gabriel Mariano onde, por muitas máscaras que possamos
colocar, a família nunca se decompõe.
Por isso os filhos esperam sempre o pai.
Quer ele volte no navio quer ele nunca volte. (...)"
Dra. Maria Armandina Maia
in Programa de O INTRUSO
A BURBUR inicia assim o seu programa de comemoração
dos 30 anos da Independência de CABO VERDE
e convida todos os cabo-verdianos e amigos em geral
a assistirem ao seu mais recente espectáculo.
Com os nossos cumprimentos,
agradecemos a difusão desta informação
e prestamo-nos a qualquer esclarecimento pretendido
pela Burbur,
Odete Môsso,
Presidente da BURBUR Associação Cultural
BURBUR AC
R. ADOLFO CASAIS MONTEIRO, 94·3º. 4050-013 PORTO
TM 968941766 · burbur@gmail.com
terça-feira, 28 de junho de 2005
ALMOCREVE DAS PETAS
Quero hoje elogiar aqui aquele que considero ser um excelente blogue, e o blogue em português com mais bonito visual: o Almocreve das Petas
Já nos idos de Julho de 2004 JPP fizera, aqui no seu magazine Abrupto, um rasgado elogio ao quadro (que ele chamou de "logótipo") que ornamenta o cabeçalho do Almocreve. Daí partiu para a (psic)análise ao anónimo "masson" servindo-se do conteúdo do blogue que classifica de «mistura de surrealismo com bibliofilia... mistura de radicalismo político com memória».
Concordo inteiramente com JPP quanto ao elogio do "logótipo"; mas quanto ao conteúdo textual e imagético do Almocreve (que, ao contrário do que acho, JPP terá de certa forma considerado datado), para além da sua valia como produto intelectual, oferece-se-me ressaltar a harmonia com que as imagens jogam com o texto contribuindo de forma decisiva para a transmissão da mensagem.
Quero aqui felicitar "masson" - que me faz lembrar alguém que escuto de há muitos anos na Antena 2 da RDP -, homem de fina ironia e sólida cultura, por nos proporcionar bons momentos de leitura e informações culturais valiosas.
Parabéns "masson", e muito obrigado.
Já nos idos de Julho de 2004 JPP fizera, aqui no seu magazine Abrupto, um rasgado elogio ao quadro (que ele chamou de "logótipo") que ornamenta o cabeçalho do Almocreve. Daí partiu para a (psic)análise ao anónimo "masson" servindo-se do conteúdo do blogue que classifica de «mistura de surrealismo com bibliofilia... mistura de radicalismo político com memória».
Concordo inteiramente com JPP quanto ao elogio do "logótipo"; mas quanto ao conteúdo textual e imagético do Almocreve (que, ao contrário do que acho, JPP terá de certa forma considerado datado), para além da sua valia como produto intelectual, oferece-se-me ressaltar a harmonia com que as imagens jogam com o texto contribuindo de forma decisiva para a transmissão da mensagem.
Quero aqui felicitar "masson" - que me faz lembrar alguém que escuto de há muitos anos na Antena 2 da RDP -, homem de fina ironia e sólida cultura, por nos proporcionar bons momentos de leitura e informações culturais valiosas.
Parabéns "masson", e muito obrigado.
domingo, 26 de junho de 2005
MUDANÇA DE VISUAL
Uma anomalia no "Newblogger.com", onde está alojado este blogue, obrigou-nos a ter de fazer a mudança do "template" do mesmo. Pelo inconveniente pedimos desculpas aos nossos leitores e esperamos que rapidamente se habituem a este novo visual.
sexta-feira, 24 de junho de 2005
ELEIÇÕES E MORTOS (o habitual na Guiné)
Na Guiné é assim: se não há mortos a coisa não é normal.
Já estávamos a ficar admirados de os guineenses terem adoptado em tão curto espaço de dois meses uma postura da povo adulto, sereno, habituado à vivência em democracia, sendo, por isso, respeitador das decisões do eleitorado.
Mas eis que, mal ainda vai a meio a eleição do novo presidente, e nos chega uma notícia de algo que a ninguém causa admiração, algo que já esperávamos que acontecesse mais cedo do que tarde; vem nos jornais:
«A calma regressou à cidade de Bissau onde esta sexta-feira de manhã se registaram confrontos entre a polícia e manifestantes afectos a Kumba Ialá, de que resultaram três mortos, cinco feridos e 12 detidos.»
Resta só acrescentar que Kumba Ialá diz não aceitar o resultado da primeira volta das eleições de que ficou excluído. Aguardemos para ver como reagirá o perdedor da segunda volta; e sobretudo esperemos para ver como os militares tratarão o futuro presidente.
Estamos curiosos de o saber.
Já estávamos a ficar admirados de os guineenses terem adoptado em tão curto espaço de dois meses uma postura da povo adulto, sereno, habituado à vivência em democracia, sendo, por isso, respeitador das decisões do eleitorado.
Mas eis que, mal ainda vai a meio a eleição do novo presidente, e nos chega uma notícia de algo que a ninguém causa admiração, algo que já esperávamos que acontecesse mais cedo do que tarde; vem nos jornais:
«A calma regressou à cidade de Bissau onde esta sexta-feira de manhã se registaram confrontos entre a polícia e manifestantes afectos a Kumba Ialá, de que resultaram três mortos, cinco feridos e 12 detidos.»
Resta só acrescentar que Kumba Ialá diz não aceitar o resultado da primeira volta das eleições de que ficou excluído. Aguardemos para ver como reagirá o perdedor da segunda volta; e sobretudo esperemos para ver como os militares tratarão o futuro presidente.
Estamos curiosos de o saber.
sábado, 18 de junho de 2005
UMA TERTÚLIA NO MINDELO

A tertúlia do Sassá
Aqui estamos nós de visita à tertúlia que se reúne quotidianamente na esplanada do bar do Sassá, no Mindelo, Em S. Vicente. A reunião deu-se no rescaldo das eleições presidenciais em Cabo Verde, ganhas pelo Comandante Pedro Pires. Nesta fotografia reconhece-se o actual embaixador de Cabo Verde em Lisboa, Dr. Onésimo Silveira (de casaco).
sexta-feira, 17 de junho de 2005
ALÔ, ALÔ, LUANDA. SERÁ ISTO VERDADE?
Esta ouvi eu, esta tarde, no Rossio, em Lisboa
- Então! fulano já regressou de Luanda?
- Era para vir agora em Junho mas o gajo diz que só em Dezembro. O gajo diz que está maluco com as “catorzinhas”.
- Que é isso das “catorzinhas”?
- São miúdas de 14 anos. Um gajo vai até Lubango, paga o “alambamento”, e traz uma miúda de 14 anos. Sem problemas.
Diga-me que é mentira, oh Luanda!
Ou então meta essa gente na cadeia.
Já!
- Então! fulano já regressou de Luanda?
- Era para vir agora em Junho mas o gajo diz que só em Dezembro. O gajo diz que está maluco com as “catorzinhas”.
- Que é isso das “catorzinhas”?
- São miúdas de 14 anos. Um gajo vai até Lubango, paga o “alambamento”, e traz uma miúda de 14 anos. Sem problemas.
Diga-me que é mentira, oh Luanda!
Ou então meta essa gente na cadeia.
Já!
quarta-feira, 15 de junho de 2005
DIZERES DE AMOR
Há textos cuja beleza se nos impõe com tal força que não podemos deixar de os exaltar e fazer com que outros os leiam para, de alguma forma, contribuirmos para o alargamento do universo daqueles que gostam intimamente de celebrar a graça dos momentos felizes que permitiram a concepção dos mesmos.
Tal é o caso deste pequeno texto "carta não assinada encontrada no espólio de um poeta" que nos foi enviado por email; certamente um fragmento de obra maior que infelizmente não nos foi dado identificar.
«Padeço, amor, porque me falta a sensualidade dos teus lábios carnudos nessa tua boca de romã onde cada beijo era uma aventura indescritível que acabava sempre em êxtase deixando-me no desejo louco de te possuir até à completa diluição de nossos corpos e seres.
Padeço porque me falta teu corpo de Afrodite, de mulher-cosmos, de mulher-sensualidade, corpo em que me perdia inebriado pela sinfonia de aromas exóticos que o povoam e do qual eu saía sempre renascido pois que, no dizer do poeta, tu és sol, ambrósia e mel.
Padeço, enfim, porque me falta a presença da tua doce e sedutora personalidade de Eva bíblica com quem cometi o pecado original que me estigmatizou definitivamente mas do qual nunca me arrependerei pois que sem ele o significado da Vida seria um equívoco histórico de aceitação impossível.
Padeço por não te ter, minha Mulher, minha Amiga, minha Amante.
Padeço.»
Pela beleza que encontrámos nele, este texto foi arquivado n’O Baú de Salmoura juntando-se lá a uma narrativa excelente e belíssima de Enrique Lanza, republicada há quase um ano naquele blogue-arquivo. Vá até O Baú e delicie-se com a escrita de Lanza.
Tal é o caso deste pequeno texto "carta não assinada encontrada no espólio de um poeta" que nos foi enviado por email; certamente um fragmento de obra maior que infelizmente não nos foi dado identificar.
«Padeço, amor, porque me falta a sensualidade dos teus lábios carnudos nessa tua boca de romã onde cada beijo era uma aventura indescritível que acabava sempre em êxtase deixando-me no desejo louco de te possuir até à completa diluição de nossos corpos e seres.
Padeço porque me falta teu corpo de Afrodite, de mulher-cosmos, de mulher-sensualidade, corpo em que me perdia inebriado pela sinfonia de aromas exóticos que o povoam e do qual eu saía sempre renascido pois que, no dizer do poeta, tu és sol, ambrósia e mel.
Padeço, enfim, porque me falta a presença da tua doce e sedutora personalidade de Eva bíblica com quem cometi o pecado original que me estigmatizou definitivamente mas do qual nunca me arrependerei pois que sem ele o significado da Vida seria um equívoco histórico de aceitação impossível.
Padeço por não te ter, minha Mulher, minha Amiga, minha Amante.
Padeço.»
Pela beleza que encontrámos nele, este texto foi arquivado n’O Baú de Salmoura juntando-se lá a uma narrativa excelente e belíssima de Enrique Lanza, republicada há quase um ano naquele blogue-arquivo. Vá até O Baú e delicie-se com a escrita de Lanza.
domingo, 12 de junho de 2005
JUSTIFICAÇÃO
Regresado hoje de um fim-de-semana quase prolongado (trabalho amanhã, feriado), espero, ao dizer isso, ter justificada a ausência de postas nestes últimos dias.
Confesso que também a falta de "inspiração" contribuiu para o facto.
Queira a musa deixar de ser cometa a meus sentidos que logo a veia aparece.
Assim seja!
Confesso que também a falta de "inspiração" contribuiu para o facto.
Queira a musa deixar de ser cometa a meus sentidos que logo a veia aparece.
Assim seja!
terça-feira, 7 de junho de 2005
O DR. BALTAZAR E O “TEMPO”

Este calor derrete a mioleira de qualquer um. E está derretendo a mioleira da malta da blogosfera. É ver a escassez de postas que há um pouco por todo o lado para constatar isso.
Aqui no "África Minha" não somos excepção: com os miolos entre o pouco-sólido e o líquido – quiçá o gasoso – estivemos uns dias parados e não há meio de dizermos coisa que se entenda.
Este fenómeno de falta de produtividade intelectual devida ao calor faz-me lembrar o que disse uma vez o Dr. Baltazar Lopes da Silva quando, no seu "escritório", à beira da (hoje) praia da Lajinha lhe perguntavam porque escrevia tão pouco (quase nada mesmo): «sabe, aqui em S. Vicente não há tempo psicológico».
E continuava pela tarde fora, na Lajinha, descansando sentado no lugar do condutor do seu carro verde (o tal "escritório" já falado) estacionado debaixo de uma árvore, com as portas abertas para que circulasse o ar e lhe permitisse dormitar um pouco ouvindo rádio. Às vezes lia a passagem de um livro ou simplesmente conversava com "visitas" ocasionais que por lá passavam e lhe davam dois dedos de conversa.
É isso! Que me desculpem os meus amigos que me costumam conceder algum tempo lendo este blogue: «não há tempo psicológico». Prometo voltar quando a meteorologia for mais favorável.
sábado, 28 de maio de 2005
CARTILHA DO VOTANTE
Primeira e única lição.
Em quaisquer eleições que hajam, até que o seu corpo esteja hirto e frio à espera do cangalheiro, faça com que o seu voto seja sempre um voto de protesto contra a mentira institucionalizada na política.
Sabendo embora que os bons de hoje serão os maus de amanhã,
tenha a inteligência de ler os sinais e prever as mutações, de forma a poder, quando for o caso, mudar o seu voto para o manter sempre como voto de protesto.
Não se importe que o acusem de incoerência, traição e o raio que os parta.
Neste mundo da Mentira Política Permanente, Institucionalizada, todos os pecados devem ser perdoados.
E mesmo quando o não sejam:
Queira sempre ser pecador.
Em quaisquer eleições que hajam, até que o seu corpo esteja hirto e frio à espera do cangalheiro, faça com que o seu voto seja sempre um voto de protesto contra a mentira institucionalizada na política.
Sabendo embora que os bons de hoje serão os maus de amanhã,
tenha a inteligência de ler os sinais e prever as mutações, de forma a poder, quando for o caso, mudar o seu voto para o manter sempre como voto de protesto.
Não se importe que o acusem de incoerência, traição e o raio que os parta.
Neste mundo da Mentira Política Permanente, Institucionalizada, todos os pecados devem ser perdoados.
E mesmo quando o não sejam:
Queira sempre ser pecador.
sexta-feira, 27 de maio de 2005
ETERNA SAUDADE

Sita Vales
Encontrei hoje, no baú das recordações, esta fotografia de Sita Vales saída como capa da Revista do Expresso de 25 de Janeiro de 1992.
Amiga e contemporânea minha na Faculdade, Sita Vales teve a desdita de ser acusada de se associar a Nito Alves numa tentativa de golpe de Estado, em Angola, em 27 de Maio de 1977.
Presa e condenada à morte, ao que rezam as crónicas, por ordem de Agostinho Neto (por curiosidade um colega de profissão), Sita, corajosa como todos nós nos lembramos de ter sido, recusou ser vendada tendo enfrentado, olhos nos olhos, o pelotão de fuzilamento que o "democrata" Agostinho Neto mandou que a trespassasse de balas após um julgamento revolucionário em que não houve lugar a defesa.
- Até que nos voltemos a encontrar, Sita! Hoje, no 27º aniversário do teu assassinato, quero dizer-te que a tua memória perdurará para sempre entre aqueles de nós que te conhecemos a fibra de lutadora, a nobreza de carácter e o amor pelo povo angolano.
quinta-feira, 26 de maio de 2005
O FANTASMA DE RICARDO

Um fotógrafo espírita conseguiu documentar a razão pela qual Ricardo não tem tranquilidade na baliza; tem, até, medo de saltar às bolas altas; e está sempre desejoso de fugir de lá para fora.
terça-feira, 24 de maio de 2005
SALMOURA MILIONÁRIO
A Sra. Mónica Martinez, em nome de:
MR PEDRO WILLIAMS
DIRECTOR OF FOREIGN OPERATIONS
MEGA TRUST AGENCY MADRID SPAIN
E-Mail: contactmegatrust@netscape.net
TeL:0034-685-401-378
Fax:0034-685-401-378
teve a amabilidade de me comunicar, por email, que aquela Agência jogou, em meu nome (vajam lá que generosidade!?), a lotaria El Gordo, que saiu a 25 de Abril passado, em Espanha, e que após um sorteio na dita agência EU GANHEI, com o meu ticket number 085-12876077-09 with serial number 51390-0 that drew the lucky numbers of 03-05-12-14-28-38, a bonita soma de:
1.600.000.00 Euros
( ONE MILLION SIX HUNDRED THOUSAND EUROS )
in cash credited to file with REF: Nº.EGS/3662367114/13.
Pede-me a Sra. Mónica que eu não divulgue esta notícia até receber o meu dinheiro pois que, de contrário, pode alguém antecipar-me e reclamar o prémio para si.
Informa-me ainda a Sra. Mónica que eu terei que entregar à Agência 10% do meu prémio pois este montante foi estabelecido quando a Agência gastou o seu dinheiro para comprar uma lotaria em meu nome.
Tudo o que eu tenho que fazer para receber o meu prémio é contactar o Sr. Pedro Williams fornecendo-lhe a minha identificação completa mais alguns dados importantes (nome, residência, dados do passaporte e a identificação de uma conta bancária minha para onde o dinheiro será transferido).
Simples, não acham?
Pois bem: segundo rezam as crónicas, quando alguém cai neste conto do vigário podem acontecer-lhe várias coisas desagradáveis: com os seus dados verdadeiros mas fraudulentamente usados podem tentar e conseguir burlar instituições de crédito e empresas de variadas finalidades obtendo empréstimos e fazendo transacções em nome do burlado (no meu nome, por exemplo). Para além disso parece que ainda antes de fazerem a tal transferência que nunca se concretizará costumam pedir ao feliz contemplado com a lotaria uma soma insignificante em dinheiro (mil ou dois mil euros) para pagar as despesas inerentes à transferência da taluda para o seu banco.
Quem é que não paga mil ou dois mil euros para receber um milhão e seiscentos mil euros?
Eu pagaria. Se não tivesse já conhecimento deste esquema de burla e acreditasse ingenuamente que alguém joga por mim, sem eu saber, uma lotaria, e depois ainda tem a honestidade santa de me comunicar que o meu bilhete, por ele comprado, ganhou a taluda, que a taluda é minha, ficando essa pessoa contente em receber apenas 10% do bolo.
A magnanimidade do nosso benfeitor fica mais revelada quando constatamos que ele é capaz de jogar em nosso nome, com o seu dinheiro, e que quando não sai nada no bilhete a pessoa em causa perde alegremente o seu dinheiro sem nos dizer nada.
Belo e harmonioso mundo este, não é?
P.S. O engraçado é que compraram o bilhete em meu nome, mas não sabem o meu nome. Eu sou apenas e só "Salmoura".
MR PEDRO WILLIAMS
DIRECTOR OF FOREIGN OPERATIONS
MEGA TRUST AGENCY MADRID SPAIN
E-Mail: contactmegatrust@netscape.net
TeL:0034-685-401-378
Fax:0034-685-401-378
teve a amabilidade de me comunicar, por email, que aquela Agência jogou, em meu nome (vajam lá que generosidade!?), a lotaria El Gordo, que saiu a 25 de Abril passado, em Espanha, e que após um sorteio na dita agência EU GANHEI, com o meu ticket number 085-12876077-09 with serial number 51390-0 that drew the lucky numbers of 03-05-12-14-28-38, a bonita soma de:
1.600.000.00 Euros
( ONE MILLION SIX HUNDRED THOUSAND EUROS )
in cash credited to file with REF: Nº.EGS/3662367114/13.
Pede-me a Sra. Mónica que eu não divulgue esta notícia até receber o meu dinheiro pois que, de contrário, pode alguém antecipar-me e reclamar o prémio para si.
Informa-me ainda a Sra. Mónica que eu terei que entregar à Agência 10% do meu prémio pois este montante foi estabelecido quando a Agência gastou o seu dinheiro para comprar uma lotaria em meu nome.
Tudo o que eu tenho que fazer para receber o meu prémio é contactar o Sr. Pedro Williams fornecendo-lhe a minha identificação completa mais alguns dados importantes (nome, residência, dados do passaporte e a identificação de uma conta bancária minha para onde o dinheiro será transferido).
Simples, não acham?
Pois bem: segundo rezam as crónicas, quando alguém cai neste conto do vigário podem acontecer-lhe várias coisas desagradáveis: com os seus dados verdadeiros mas fraudulentamente usados podem tentar e conseguir burlar instituições de crédito e empresas de variadas finalidades obtendo empréstimos e fazendo transacções em nome do burlado (no meu nome, por exemplo). Para além disso parece que ainda antes de fazerem a tal transferência que nunca se concretizará costumam pedir ao feliz contemplado com a lotaria uma soma insignificante em dinheiro (mil ou dois mil euros) para pagar as despesas inerentes à transferência da taluda para o seu banco.
Quem é que não paga mil ou dois mil euros para receber um milhão e seiscentos mil euros?
Eu pagaria. Se não tivesse já conhecimento deste esquema de burla e acreditasse ingenuamente que alguém joga por mim, sem eu saber, uma lotaria, e depois ainda tem a honestidade santa de me comunicar que o meu bilhete, por ele comprado, ganhou a taluda, que a taluda é minha, ficando essa pessoa contente em receber apenas 10% do bolo.
A magnanimidade do nosso benfeitor fica mais revelada quando constatamos que ele é capaz de jogar em nosso nome, com o seu dinheiro, e que quando não sai nada no bilhete a pessoa em causa perde alegremente o seu dinheiro sem nos dizer nada.
Belo e harmonioso mundo este, não é?
P.S. O engraçado é que compraram o bilhete em meu nome, mas não sabem o meu nome. Eu sou apenas e só "Salmoura".
domingo, 22 de maio de 2005
É MESMO OBRA!

(Foto retirada de "O Jumento")
O fabuloso José Peseiro, qual atrasado mental, acaba de conseguir um recorde inédito.
Com a humilhante derrota de hoje, do Sporting, no seu próprio estádio, perante o Nacional da Madeira - que só este ano, e em apenas dois jogos, afinfou 8-2 ao Sporting -, José Peseiro consegue levar os leões a perder, em oito dias, três oportunidades de ouro, a saber:
a) no estádio da Luz, frente ao Benfica, disse adeus ao título ao perder por 1-0;
b) perdeu a seguir a final da Taça UEFA, no seu próprio estádio, contra uma equipa que estava perfeitamente ao alcance do Sporting;
c) e perdeu hoje o segundo lugar na classificação do campeonato português, que dava acesso directo à Liga dos Campeões, valendo, logo à partida, oito milhões de euros apenas pela participação na prova.
O que esperam os dirigentes do Sporting para despedirem esse incompetente de falinhas mansas e vistas curtas?
Será que os adeptos leoninos vão continuar a chorar as oportunidades ingloriamente desbaratadas em campo por causa deste incompetente?
sexta-feira, 20 de maio de 2005
MEMÓRIAS

1968. Festa da passagem do ano, no Grémio, em S. Vicente.
Toca o conjunto "West Side", o primeiro agrupamento musical residente em Cabo Verde a possuir instrumentos electrónicos (importados, ao tempo, directamente do Japão, pela Casa Serradas) que custaram então um dinheirão: cerca de quarenta e seis mil escudos.
Que fique para a história da música em Cabo verde.
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