quinta-feira, 31 de março de 2011

MANIFESTO PARA UM S. VICENTE MELHOR

Ex.mo  Senhor Presidente da República de Cabo Verde
Ex.mo Senhor Presidente da Assembleia Nacional
Ex.mo  Senhor Primeiro-Ministro de Cabo Verde
Ex.mos Senhores Deputados Assembleia Nacional
Ex.mo  Senhor Presidente da Câmara Municipal de S. Vicente
Ex.mos  Senhores Deputados da AMSV
Ex.mos Senhores Presidentes dos Partidos Políticos de Cabo Verde

Preâmbulo
A ilha de S. Vicente foi, no passado, o centro económico, político,

cultural e intelectual de Cabo Verde. Foi nesta ilha que se

implantaram, no século XIX, com o arranque da Segunda Revolução
Industrial, as primeiras unidades industriais e comerciais do
arquipélago, que dinamizaram toda a vida económica da então colónia.
S. Vicente passaria então a ser o coração do Arquipélago.
A ilha acolheu pessoas que, pobres e sem outra esperança, migraram de
todo o Arquipélago, à procura de uma vida melhor. Graças à abertura ao
exterior proporcionada pelo seu importante porto de mar, Mindelo
tornou-se um centro cosmopolita, fervilhando de actividades culturais,
artísticas e recreativas, que o projectaram no contexto regional.
Abrigou as melhores escolas e o primeiro liceu da colónia, tendo sido
o berço da quase totalidade da passada e actual ‘’intelligentsia”
cabo-verdiana, assim como da maior parte da actual classe dirigente do
país. A ilha congrega as múltiplas idiossincrasias de Cabo Verde,
sendo o paradigma do sincretismo nacional. É um exemplo de tolerância
e integração positiva de valores universais. Foi em Mindelo que nasceu
o primeiro movimento cultural que haveria de conduzir ao despertar da
consciencialização política da população da colónia, e foi nele que se
travaram as lutas mais determinantes para o futuro de Cabo Verde.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Epístola Vigésima Oitava:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895)

CONTINUAÇÂO da Epístola anterior:

(I)
            O “Plano de acção de Pequim” previa uma duplicação da ajuda da China aos Países Africanos entre 2006 e 2009. É, no âmbito deste quadro, que Pequim anunciou em 2007 um pacote de 8 mil milhões de dólares de ajuda à República Democrática do Congo (RDC) para as suas infra-estruturas, ou seja, o equivalente ao Produto interno do País!
            A Assistência financeira acordada pela China (suspensa), num estilo delicado e envolto por um véu burocrático, se afigura (notoriamente) difícil de avaliar e medir. Não vai mais longe (nada mais nada menos), que Pequim poderia bem se tornar (daqui a pouco), o primeiro investidor da África, enquanto os países do G8 não conseguiram honrar a sua promessa solene de duplicar a sua ajuda ao desenvolvimento entre 2005 e 2010.

(II)
            O crescimento desta ajuda económica se acompanha desde a viragem do século de um impulso das permutas comerciais entre a China e a África (uma verdadeira demonstração), pela prova da teoria dos interesses mútuos.
            A secularização do acesso ao petróleo Africano representa uma aposta estratégica acerca de importações petrolíferas (que irá) crescendo, no decurso dos próximos decénios. O País importa (doravante), mais bruto proveniente de Angola que da Arábia Saudita. No entanto, a relação entre Pequim e o sub continente não se resume ao petróleo.
            De feito (sem dúvida), a China se encontra (com efeito), num estádio do seu desenvolvimento em que (ela) pode propor aos Africanos os dois sentidos da permuta. Pequim assegura os seus aprovisionamentos estratégicos em matérias-primas, enquanto as economias africanas ganham uma fonte de rendimentos indexada ao impressionante crescimento chinês. Porém (outrossim), graças à importação de mercadorias (por muito pouco), um bilhete de ingresso, no consumo de massa.

O BURACO NEGRO

Num pais (Portugal) em que uma empregada de limpeza de um hospital, perdão uma Auxiliar de Acção Médica num hospital, ganhando €640, se faz transportar todos os dias, no seu automóvel movido a gasolina, entre o Cacém onde mora e Lisboa onde trabalha ― nesse país não pode nem poderá haver plano de governo que vingue e que supere seja que crise financeira for, quanto mais a actual crise que, para além de financeira e económica, é essencialmente uma crise de valores, de escolha de paradigma e de educação.

Como está bem à vista, afinal!

terça-feira, 29 de março de 2011

SUPREMA REVOLTA

 Alberto Sordi

 Marcello Mastrianni

Jack Nicholson

Partilho inteira e militantemente da revolta que estes três actores várias vezes manifestaram publicamente contra o envelhecimento físico.

Adapto-me, mas não me conformo!!!

40 ANOS DEPOIS

Fotografias de Fiona Walker

 1970

 2010

MAU MARIA! MAU MÁRIO!


É preciso ter lata! ― digo eu ―. Soares, o primeiro-ministro que um dia “meteu o Socialismo na gaveta”,  quer-nos fazer crer que o actual PS é a esquerda em Portugal. Seria caso para dizer que a velhice não perdoa; mas não é: os interesses da Fundação Mário Soares falam mais alto que os interesses de Portugal. Essa é que é essa!...

Lembremo-nos que não há ainda muito tempo Soares namorava o Bloco de Esquerda tentando aproximá-lo do PS para isolar o PCP ― esta herança maldita que Cunhal deixou para ensombrar a vida de Mário Soares até ao seu último dia de vida.

Mário Soares já deve ter claramente visto que no aspecto de heranças políticas, ele (Mário Soares) vai ser inapelavelmente batido por Álvaro Cunhal quando a História registar o percurso destes dois políticos; e quanto mais tempo viva um Partido Comunista coerente e de forte identidade, e um Partido dito Socialista comungando e praticando a mais descarada ideologia de direita, pior será para o julgamento que a História fará de Mário Soares e da sua herança.

A vida de Álvaro Cunhal já está sendo e será escrita em puro e eterno granito, enquanto a de Mário Soares, como é bom de ver, terá de ser distribuída por variados tipos de rochas menos nobres, acabando estes últimos tempos por ser escritos no barro e no gesso reciclados, senão ainda um pouco na areia.

domingo, 27 de março de 2011

PROGRAMA DE GOVERNO



A Caixa Geral de Depósitos? ― Privatiza-se!
Os Hospitais? ― Privatiza-se!
Os Centros de Saúde? ― Privatiza-se!
As Escolas? ― Privatiza-se!
Os Aeroportos? ― Privatiza-se!
Os Caminhos de Ferro? ― Privatiza-se!
Os Correios? ― Privatiza-se!
A Galp? ― Privatiza-se!
A EDP? ― Privatiza-se!

E a Puta que os pariu?... ― Não se privatiza?!...

sexta-feira, 25 de março de 2011

PARA RIR SE NÃO FOSSE P'RA CHORAR

Está visto! Dias Ferreira candidatou-se à presidência do Sporting apenas para ser visto e não se dizer que é um cobarde. Para isso tratou logo de convidar para o seu grupo alguém (Paulo Futre) considerado “traidor” e detestado pela grande maioria dos associados e adeptos do Sporting. Com isso Dias Ferreira protegeu-se de qualquer hipótese de ser eleito. Era o que ele queria.

Vejam só a loucura que vai pela candidatura de Dias Ferreira. Atentem bem e oiçam o projecto louco louco que Paulo Futre apresenta, 100% a preceito, numa reunião, aos associados do Sporting.

A CRISE POLÍTICA (IV)


A Alemanha já tentou por duas vezes fazer da Europa a sua quinta. Não o conseguiu de nenhuma das vezes. E da segunda até saiu-se bastante maltratada depois de cremar milhões de judeus e levar muitos milhões de europeus à miséria extrema.

A CRISE POLÍTICA (III)

Já se sabia e já se sabe e está confirmado que as receitas do PSD e de Passos Coelho não diferem muito das do PS de Sócrates.

Como disse Bernardino Soares num momento feliz «a orquestra do PSD tocará a mesma partitura só que com mais força».

Ninguém com juízo suficiente votará PSD se tiver, nas eleições próximas, um PS não socrático com alguém credível como candidato a primeiro-ministro. Mas parece que para o PS isso não interessa; parece que o que mais lhe interessa agora não é o país e os portugueses, mas sim defender a “honra” de José Sócrates. Este é um erro colossal que nenhum português com dois dedos de testa e coração à esquerda perdoará algum dia ao Partido ora dito Socialista.

Há que substituir Sócrates e a sua entourage no PS!

É dificílimo ― toda a gente o sabe ― mas há que fazê-lo. Porque Sócrates comportou-se e comporta-se de facto como um mentiroso compulsivo. Não merece nem suscita hoje o menor crédito nos portugueses. O PS tem que pôr um fim a isto. E Mário Soares tem que se alhear um pouco da questão do financiamento da sua Fundação Mário Soares e pensar um pouco mais em Portugal e nos portugueses: se o fizer poderá dar um contributo decisivo para o derrube de Sócrates dentro do PS pois este é um dos principais problemas que Portugal enfrenta.

A CRISE POLÍTICA (II)

As medidas restritivas aplicadas e a aplicar aos portugueses não podem ser para sempre. Porque se são para sempre então o melhor é o pior: é a saída de Portugal da União Europeia reconstruindo-se o país a partir do zero, com sacrifícios tremendíssimos para os portugueses, mas com estes certos de que a cada ano que passa irão melhorar a sua condição de vida. O caminho não pode ser ao contrário deste; não pode ser o caminho que hoje se propõe às pessoas: o de sacrifícios e mais sacrifícios para se poder caminhar longa e penosamente para o empobrecimento e a miséria.

A CRISE POLÍTICA (I)

Como cidadão português e contribuinte líquido, estou disposto a aceitar medidas penalizadoras do meu poder de compra (diga-se cortes nos rendimentos e aumento de impostos) desde que eu seja claramente esclarecido (passe o pleonasmo) e convencido de que o meu sacrifício vai no caminho de uma efectiva saída da crise que Portugal atravessa: desde que seja apresentado aos portugueses um plano de acção governativa que contemple um limite temporal (mesmo que vago) para os tempos de sacrifícios que se tem de fazer para debelar a crise ― e digo “debelar” e não apenas “combater” porque combater de olhos fechados é o mesmo que enfiar a cabeça na guilhotina ―.

O que eu quero dizer claramente é que tem de haver uma previsão séria de quando se atenuarão e quando acabarão ― porque têm de acabar ― os sacrifícios ora pedidos e a pedir.

É preciso ― e isso é importante ― dizer claramente aos portugueses que os sacrifícios, ora pedidos e a pedir, são temporários; que não são «para sempre» como afirmou o ministro Teixeira dos Santos.

A “DOENÇA” OU O “TIQUE” ALEMÃO

Desenhou-se antes, e parece hoje cada vez mais nitidamente, que a Alemanha não abandonou os seus propósitos de domínio da Europa. Parece que agora tenta dominá-la através do controlo das economias e dos orçamentos de cada um dos Estados da União Europeia.

Sabe-se que os maiores compradores das dívidas de Portugal, Irlanda, Grécia e Espanha são os bancos alemães. Os bancos alemães financiam-se no Banco Central Europeu a juros de 1% e emprestam dinheiro a Portugal a juros de 6%. 7% e 8%. Isto tem um nome ― chama-se usura ― e é irónico que a perseguição e tentativa de extermínio dos judeus na Alemanha, durante a Segunda Guerra Mundial, se tenha baseado, entre muitas outras “razões”, na acusação aos judeus posteriormente exterminados em campos de concentração, de usura e prejuízo consequente da economia alemã.

Esta Europa da União Europeia não parece ser saudável e parece a cada dia que passa mais talhada (mas talhada desde o seu início) para ser conquistada e comandada (senão subjugada) pela Alemanha.

Como não lembrar das previsões e dos alertas, de há cerca de trinta anos, lançados por Álvaro Cunhal quando se discutia a entrada de Portugal na então CEE (Comunidade Económica Europeia). Apetece dizer: ― Acorda Cunhal! Vem ver quanta razão tinhas quando te chamaram retrógrado.

Estes tempos são muito maus! E infelizmente adivinham-se tempos piores ― tempos negros ― para médio longo prazo. Oxalá os Estados Unidos e seus aliados monetários consigam encurralar e acabar com o Euro. Será mais uma derrota para a Europa; mas será também mais uma derrota ― a terceira ― para a incorrigível Alemanha.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Epístola Vigésima Sétima:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895)

                        NP:
                                    Na verdade (et pour cause), a África abre neste início de século, um novo Capítulo, no âmbito da sua História. Como em toda mudança de época, a página se encontra em branco (quiçá virgem!), pois que a parte do romance permanece (ainda), para escrever.
                                    Com efeito, o rio tumultuoso da história africana deixa um lugar à sabedoria das escolhas humanas.

                                    Na sua história africana, a Europa ganha uma intimidade com a África. Ora, se a Europa do fim do século XX soube reconhecer o ensejo de investir (a seu Leste), ela se esforça em realizar que o espaço de (aproximadamente) de dois mil milhões de habitantes (em vias e em curso de estruturação), a (seu Sul), no horizonte 2050 constitui uma aposta fundamental de competitividade e de influência, num século XXI, que se anuncia multi-polar.
                                    Economia, Clima, Saúde Internacional, Antagonismos, Energia, Migrações constituem (com efeito), o elenco dos ingredientes (reunidos), para uma parceria virada para o Futuro e os assuntos de interesse comum…Todavia, a Europa (decadente), envida (em pôr em causa), os esquemas do passado, sem realizar, que as Nações Africanas avançam (à toda velocidade) e não a esperarão (obviamente).

(I)
                                    Vendo bem (com olhos de ver), não há dúvida nenhuma, que alguns actores da cena Internacional nada perderam com esta mudança. O lugar do Continente reavaliado nas suas políticas estrangeiras e comerciais se apressam em construir vínculos com as Nações Africanas. A despeito das imperícias dos primeiros amores, seduzem a África, falando-lhe do seu futuro, de interesses mútuos, do caminho a percorrer (em conjunto).
                                    De anotar (antes de mais), que as relações que estabelecem com (ela) interpelam os interlocutores tradicionais do Continente. Dois anos após a realização em Pequim da Terceira Cimeira Sino Africana, a Índia organizava a sua Primeira Cimeira, a Coreia a sua Segunda e o Japão o seu Quarto Fórum de Cooperação com a África.
                                    Donde (de sublinhar), que a multiplicação das “parcerias estratégicas”demonstra a atracão nova que (ela) exerce. Se não constitui nenhuma dúvida, que a África entrou no Mundo, todavia, a crónica diplomática dos anos 2000 mostra que o Mundo (por seu turno) penetra em África.

DA IRRESPONSABILIDADE E DO ARRIVISMO


Um falso engenheiro comportou-se como um falso primeiro-ministro ao abandonar o Parlamento quando se discutia um documento importante para o futuro do país e estava em causa a queda do governo.

«A política chegou a um estado de quase indecência.»

«Portugal precisa de se defender é de José Sócrates.»

quarta-feira, 23 de março de 2011

O INSTINTO DE CAÇADOR



Parece que não há volta a dar-lhe:
Cada um de nós nasce e é, com algumas modificações (grandes ou pequenas) ao longo da vida, caçador e caça ao mesmo tempo: caçador por instinto e caça por consequência.

Disto, feliz ou infelizmente, ninguém escapa.

Haverá miríades de excelentes e engenhosos discursos, teorias, exegeses, filosofias e comportamentos sofisticados dissimuladores desta realidade, é certo; mas, para mal ou bem de nossos pecados ― todos e cada um de nós, sem nenhuma excepção, morreremos caçador e caça. Tal qual como nascemos afinal ―...

A MENTIRA INSTITUCIONALIZADA

Dormem na Gare de Oriente e são recenseados nas Torres São Rafael e São Gabriel, as duas torres emblemáticas do Parque das Nações.

Os Censos 2011 obrigam a que a pessoa seja recenseada num alojamento familiar, o que exclui escritórios, hóteis e, claro, a rua. E vão contar os sem-abrigo pela primeira vez em separado.
As estações de comboio não são alojamentos e muito menos familiares.E os 34 sem-abrigo que dormem na Estação do Oriente, em Lisboa, têm de ser incluídos nos dois edifícios com famílias mais próximos: as Torres São Rafael e São Gabriel. Mesmo que tenham a designação de sem-tecto.

terça-feira, 22 de março de 2011

O DEUS NA TERRA


Porque aquela manifestação:
1) não afasta do poder as personagens que hoje controlam os aparelhos partidários;
2) não afasta do poder as personagens que controlam secções gigantes cacicadas;
3) não afasta do poder as personagens que estão à frente de sindicatos de voto e daí retiram poder nacional ou autárquico;
4) não afasta do poder as personagens que controlam as lideranças e as escolhas de lugares, e que são corruptas como quem respira.

Já entendemos a mensagem, senhor JPP ― o que fica da sua posição, com essa filosofia e esses pressupostos, é que o senhor nunca apoiará NADA nem ninguém... Só apoiaria uma manifestação feita por largos milhares de clones seus pois aí estaria concentrado o poder e a sapiência para mudar o mundo e tudo meter na ordem perfeita que só um Deus como o senhor consegue conceber.

Amén!

MORREU UMA GRANDE MULHER

Vitimada por um sarcoma que não escondeu a ninguém, antes levando-a (pela utilização intensa e extensa das redes sociais e blogs) a organizar várias campanhas de solidariedade para com outros doentes, e de divulgação dos efeitos da quimioterapia e a melhor forma de os encarar e com eles lidar, Elsa Dias, filha de uma cabo-verdiana da Brava e de um macaense, jornalista de profissão, vivia desde há alguns anos nos Estados Unidos onde era tratada tendo-se submetido altruisticamente a programas e linhas terapêuticas novas que em muito ajudarão actuais e futuros doentes de sarcoma a melhorarem a sua vida e a prolongarem a sua sobrevida.

Adeus, Elsa! Sei que sabes que tocaste indelével e permanentemente o coração de todos aqueles que tiveram o privilégio de te conhecer e partiste sabendo ainda que nunca serás esquecida.

segunda-feira, 21 de março de 2011

CENSOS - 2011 (Site ENTUPIDO)

Experimente carregar aqui para ir ao site do do Censos-2011 do INE.

Pior ainda é o tempo que terá de esperar para se identificar - é infinito.

Uma merda!

MAIS UMA!

domingo, 20 de março de 2011

NEM LIDO SE ACREDITA

Oiçam só esta tirada genial do ex-grande timoneiro maoísta, José Pacheco Pereira:


Quem diria!... Na vida de uma pessoa, de facto, tudo pode acontecer.

Nota: JPP acrescentou, logo a seguir a esta frase, um "também", noutro período; mas esse "também" não modifica substancialmente a situação e com isso a argola não lhe sai do pé.

sábado, 19 de março de 2011

É TÃO PENOSO; MAS TÃO TRÁGICO-CÓMICO...

Ver e ouvir Sócrates ontem no Parlamento ― um boneco de corda ao qual ninguém liga quanto mais dar atenção ao que diz e muitíssimo menos ainda atribuir um bilionésimo de credibilidade às suas palavras.

E o mais estranho é ver o Partido dito Socialista navegando completamente fora deste mundo real pondo a mão por baixo deste líder desacreditado e nefasto para os portugueses.

Pior é ver António Costa agindo bem num dia (condenando o ministro das finanças) e dizendo nim no dia seguinte ao comunicar que "entendeu à posteriori" o que aquele quis dizer dois dias atrás.

Eu não sabia que Teixeira dos Santos também era do avental ― para Costa fazer essa contorção/contrição, só pode mesmo.

AINDA NÃO É HOJE

Para mim, o Jornal de Notícias continua como que encerrado. Acho que deverá retomar a publicação na próxima semana; que é quando penso que regressará à nossa companhia a sua alma e a sua razão de ser lido ― Manuel António Pina que tem estado de férias.

BOM DIA!

Epístola Vigésima Sexta:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895).


Do Retorno das poupanças dos emigrantes:

                        NP:

O Retorno da poupança para o País de origem
É por certo uma prática antiga entre os emigrantes:
Todavia, este fenómeno pode ser caracterizado de
“Novo” pela amplidão que assumiu desde o término
Do século XX pretérito.

(1)     As numerosas iniciativas associativas (por vezes) encorajadas pelos Estados de acolhimento, foram implantadas desde a viragem do século para encorajar o investimento dos emigrantes nos seus Países de origem, ou da reinstalação. Os êxitos económicos destes projectos são (presentemente), assaz modestos. Este resultado remete para o papel (extremamente) complexo que desempenham os fluxos financeiros de Retorno. Estes fluxos modificam (contudo) as realidades macroeconómicas e sociais de numerosos Países.
(2)     Opostamente, ao que poderia pensar, os países do Norte não possuem o monopólio das políticas de emigração. Alguns Estados, à imagem das Filipinas, se especializaram (com efeito), na exportação dos seus emigrantes, como outros, estariam concentrados no Comércio da madeira, de minerais ou de produtos têxteis: Um Filipino que dispõe de uma educação superior sobre seis trabalha no estrangeiro. Qualificados ou não, os emigrantes filipinos repatriam (anualmente) mais de 15 mil milhões de dólares (sob diversas formas), ou seja: 13% do PIB.
(3)     Frutos de uma política nacional deliberada ou de uma história antiga de êxito, estas transferências representam (presentemente) somas colossais ao nível Mundial. De facto, os países em vias de desenvolvimento receberam (deste modo), 328 mil milhões de dólares em 2008 sob a forma de transferências dos seus emigrantes, seja, perto do triplo da ajuda pública para o desenvolvimento, no mesmo período.

sexta-feira, 18 de março de 2011

AO DEPUTADO DA NAÇÃO, JPP

Senhor deputado José Pacheco Pereira, Excelência.

Pode V. Exa., no exercício das suas funções de deputado da Nação, tentar saber e esclarecer os eleitores de Portugal do seguinte:

Por que razão, e ao contrário do que tinha previsto e prometido o Governo, os medicamentos já não baixam de preço este ano, verificando-se, isso sim, o aumento dos mesmos por via do aumento do IVA?

Bem sei que o governo já disse que a razão se consubstancia num acordo a que terá chegado com a indústria farmacêutica.

Mas o que interessa saber para além disso é: quais são os termos desse acordo?

É que suspeita-se que o acordo permite que aconteça o seguinte:
1) O Estado é beneficiado na sua factura dos medicamentos quanto mais não seja por alteração da forma de pagando da mesma à indústria farmacêutica;
2) A indústria farmacêutica não será prejudicada pois os preços e os impostos manter-se-ão;
3) Os utentes são mais uma vez fodidos pois pagarão mais pelos medicamentos (ainda por cima quando se lhes prometeu que pagariam menos) uma vez que o PEC IV prevê mais um aumento do IVA nestes produtos.

Se não acha que é pedir-lhe muito, aguardamos as suas diligências e a consequente resposta.

Muito obrigado.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Epístola Vigésima Quinta:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895)


Da pertinente questão que se prende com as Hemorragias cerebrais do Continente Africano:

(1)       As políticas migratórias, no Norte, são perspicazes em reconhecer as suas necessidades em migrantes qualificados que braços para embalar os seus pimpolhos e acompanhar os mais velhos. Contudo, não se pode dizer que o rendimento cerebral dos políticos europeus da “imigração escolhida” seja (sobremaneira) competitivo.
(2)       Os estudos estimam (presentemente) um incremento acentuado de migrantes educados, designadamente provenientes da África sub sariana para o Norte. A metade dos migrantes originários da Nigéria e da África do Sul e (aproximadamente) um terço dos migrantes originários do Quénia, do Gana ou da Etiópia possuem um nível de educação terciário. Todavia, muitos destes Africanos qualificados exercem nos países de acolhimento actividades não qualificadas, o que representa (à evidência) uma alocação (sub óptima) das competências à escala internacional.
(3)       De sublinhar, que o impacto deste êxodo de competências no desenvolvimento dos países de origem coloca-lhes um problema enorme. Em parte nenhuma, esta “fuga de cérebros” não é mais chocante que, no âmbito do sector médico, numa época em que médicos, farmacêuticos e enfermeiras fazem (cruelmente) falta em África. De feito, o panorama não é nada brilhante (antes pelo contrário). Vejamos então a situação:
a.     Enquanto em França 209 000 médicos tratam 62 milhões de habitantes, estão recenseados (apenas) 96 000 no Sul do Sara para uma população de 860 milhões de habitantes, seja um ratio de cobertura de mais de um a vinte entre a França e a África.
b.    Duas vezes mais de médicos angolanos exercem em Portugal que em Angola e quase tantos clínicos senegaleses exercem em França que no Senegal.
c.     No entanto (de sublinhar), que a França como o essencial dos países industrializados, continua a recrutar médicos Africanos, investindo somas importantes, no âmbito da Saúde Pública do sub continente.

terça-feira, 15 de março de 2011

UMA LIÇÃO DE SOARES A PACHECO PEREIRA

SOBRE O FENÓMENO “GERAÇÃO À RASCA"
«Foram manifestações perfeitamente ordeiras que mostraram o desespero que se vive e em que participaram muitos milhares de pessoas de todas as idades. Curiosamente tantos idosos e gente de meia-idade, mulheres e homens, como jovens. Em certos momentos, com um ar de festa, a lembrar as manifestações espontâneas do 25 de Abril. Os jovens mais pobres - desempregados e imigrantes - dos arredores das grandes cidades, poucos participaram, estranhamente, em comparação com os jovens com cursos superiores, sem emprego, filhos em geral das classes médias, que disseram querer emigrar. Foi uma manifestação que merece um estudo sociológico aprofundado e isento. Mas que o Governo, nas dificuldades do presente, não pode nem deve menosprezar. É um sinal tremendo que deve ser tomado em conta. Tanto mais que, estrategicamente, os professores também se manifestaram, no mesmo dia; os condutores de veículos pesados entraram em greve no dia seguinte e por tempo indeterminado; e no dia 19, salvo erro, a Intersindical (CGTP/IN) tem convocada uma grande manifestação. Perante tais sinais os responsáveis não devem encolher os ombros, como habitualmente. São expressões múltiplas de um mal-estar social e político que está a levedar, vai intensificar-se, mas contém energias que podem ser úteis. Pode ser muito perigoso.

SOARES DEIXA CAIR O MENINO

segunda-feira, 14 de março de 2011

CONTRA PONTO

Assisti ontem a uma actuação bizarra de Pacheco Pereira no seu (dele) programa, Ponto Contra Ponto, na Sic Notícias. Bizarra porque actuou como um verdadeiro transformer: Do produto genuíno do Maio 68 que foi até certa altura (década de setenta pelo menos), transformou-se, politicamente falando, indo buscar uma entrevista de Raymond Aron (um opositor dos protagonistas de Maio 68) ― um opositor que Pacheco, ao tempo, deveria certamente ter abominado ― para MUITO SUBTILMENTE se carregar de razão na sua sanha actual contra os jovens a quem já apelida de portadores da “ideologia deolindista”, tentando com isso apoucá-los claramente, sem se dar conta da enorme contradição em que cai. E apresenta a esta juventude, como condição primeira para obterem dele a chancela de “gente válida”, a exigência de um programa de acção, quando não de uma ideologia clara.

Estamos a assistir em Pacheco a uma metamorfose intelectual que terá tanto de triste como de surpreendente. Será talvez um sinal da idade; também da experiência e da sabedoria que se adquirem com a idade; mas também é sinal de conservadorismo e de reaccionarismo que não têm obrigatoriamente que ver com a idade.

Pacheco não aceita que os jovens que se manifestaram não tenham um programa de acção escrito ― se calhar aprovado no Parlamento, digo eu ― como base dos protestos.

Que se saiba, a única revolução que se baseou num programa escrito, melhor num tratado político escrito mais de seis décadas antes, o Manifesto do Partido Comunista, foi a Revolução Russa de 1917. Mas Pacheco não ignora que a Revolução Russa se inspirou e se baseou numa revolta, num protesto contra o regime absolutista do Czar Nicolau II, havida em 1905 na Rússia, o Domingo Sangrento, revolta esta cuja importância é conhecida na preparação da Revolução de 1917, mas que não tinha (a revolta também não tinha) qualquer programa escrito que a sustentasse organicamente.

E Pacheco quer agora exigir aos nossos jovens “à rasca” o que não se pode exigir-lhes!...

Lá que se queira armar em Raymond Aron dos nossos dias, é lá com ele; em certa medida já foi Lenine, já foi Estaline e já foi Mao; agora também já pode apresentar-se como Raymond Aron que ninguém leva a mal.

Veja a parte do vídeo subtilmente apresentada como “dinamite cerebral”, a partir do minuto 9:15


O JAPÃO EM VEZ DE SÓCRATES

Jornais e televisões portugueses (este é só um exemplo) salivam já a existência da “iminência de uma catástrofe nuclear no Japão” e estão ansiosos de noticiar a toda a hora a maior catástrofe nuclear de sempre; com isso desviam as atenções do pagode relativamente ao governo autista de Portugal hoje resumido a um buraco negro chamado José Sócrates.


Não procurem mais desgraças para servir aos leitores e telespectadores: filmem Sócrates e o governo socialista de Portugal e apresentem apenas as imagens (num filme mudo) que isso só por si é uma enorme desgraça que, infelizmente, longe de ameaçar os portugueses ― já lhes caiu em cima com todo o fragor.

BOM DIA!

domingo, 13 de março de 2011

VAI RECOMEÇAR O BEIJA-MÃO???

PORCA MISÉRIA

ENTÃO, FANFARRÕES! MATA-SE KADHAFI OU NÃO?!

Parece que já há gente com o rabinho entre as pernas.

As notícias sobre a Líbia são cada vez mais escassas. Qualquer dia os países ocidentais que pediram a cabeça de Kadhafi estarão em Trípoli, na tenda deste (outra vez) Chefe de Estado, a prestar homenagem ao (outra vez) «grande estadista» e parceiro comercial seguro.

Isto demonstra cruamente o grau de incompetência que subiu ao poder na Europa; e que essa incompetência não se fica pelos governantes: também alastrou-se aos serviços secretos e aos gabinetes de estratégia e análise geopolítica ― isto é: só dá merda mesmo.

Portugal, que tem fortes relações comerciais com a Líbia, e que também alinhou no coro ocidental de “morra Kadhafi, morra já”, deve estar todo arrependido da sua tesura prematura ainda por cima forçado que foi a presidir à comissão da ONU que vai aprovar sansões à Líbia.

O ministro Luís Amado deve já estar feito num oito de tanto contorcer-se de arrependimento, frustração e medo das consequências pelas atitudes e palavras hostis por ele produzidas sobre Kadhafi.

Até eu, que nada percebo destas coisas, previ aqui que Kadhafi não se renderia nem se renderá, pois, quem conhece minimamente o personagem sabe que ele pode ser tudo menos cobarde.

Esperavam encontrar um Ben Ali medroso ou um Mubarak velho e subjugado pelos militares, quando toda a prudência mandava consultar os dossiês sobre Kadhafi antes de agir: é uma velha raposa ainda com energia suficiente para manter o poder nas suas mãos.


Eu já brinquei com isso noutro lado dizendo que na Líbia também há sondagens; mas sobre a Europa; que uma sondagem de um jornal líbio apurou que uma maioria significativa dos líbios é de opinião que se deve ir ao c. ao premier britânico.

UMA ENORMIDADE? NEM TANTO

Mas mesmo que o seja, é o que eu penso neste verdadeiro estado de emergência nacional a que se chegou em Portugal.

É chegada a hora de o Presidente da República trabalhar a rápida demissão do actual governo substituindo-o por um Governo de iniciativa presidencial formado por um grupo de notáveis como Miguel Cadilhe e outros com provas positivas dadas no passado e ao longo das suas carreiras profissionais.

Há-os em Portugal, felizmente!

Neste aspecto creio que Passos Coelho é, de facto, um empecilho a uma iniciativa tão necessária como esta―  mas trate-se esta questão sem qualquer rebuço:  em tempo de guerra, como já é o caso, não se limpam armas ―.

Trata-se de uma missão patriótica que compete a Cavaco Silva desempenhar para salvar Portugal da bancarrota e da miséria.

BOM DIA!

sábado, 12 de março de 2011

SINCERAMENTE



Pacheco não dá qualquer crédito, o mínimo beneplácito, o mais pequeno "desconto" ao conteúdo do manifesto dos que convocaram dita manifestação.

É caso para dizer que Pacheco nunca terá sido jovem. Parece até que Pacheco terá nascido já com a barba e a barriga crescidas tendo na mão um canudão frondoso de historiador emérito, intelectual completo e brilhante, político de refinadíssimas ideias e imaculada doutrina, etc., etc.

Faça-lhe bom proveito! Mas sabe que a História não pára lá porque um acontecimento não agrada a Pacheco.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Epístola Vigésima Quarta:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895)

A Hora do Continente Africano
(O Continente Berço da Humanidade):


                        NP:
                        O século XXI será o da África. Eis uma asserção que (na verdade), se impõe (mais que nunca), estudar adequadamente.
            De facto, julgava-se a África: vazia, rural, animista, pobre, olvidada do Mundo.
            Todavia, cinco décadas após as Independências, eis que (ela) se apresenta (a rebentar pelas costuras), urbana, monoteísta. Se miséria e a violência aí causam (ainda) estragos, no entanto, o crescimento económico recuperou sobremaneira. As classes médias se desenvolvem. (Ela) se encontra (doravante), no centro de novos egrégios desafios Mundiais.
            Enfim e, em suma: (Ela) estava “mal partie”. Eis de retorno: à grande velocidade!

                        De feito (sem sombra de dúvidas), a Europa gorou a mudança de direcção de um Continente, que já não a espera (antes pelo contrário).     
                        Estamos (efectivamente) ante uma “nova África” (dentro de pouco tempo), multimilionária (a meio caminho) do processo de povoamento (o mais fulgurante), que tenha conhecido a Humanidade. Donde e daí, que sem passar (sob silêncio), os riscos da sua metamorfose, faz sobressair as forças e as esperanças, que (ela) encerra.

(I)
            Um facto é certo. Ou seja:
            Inúmeras obras tratam da África (a da História europeia). Donde, as de leitura (obviamente europeias) estão (presentemente) ultrapassadas, pois que não conduzem à uma descodificação (consequente) dos Eventos que abalam o sub continente e o transforma (à olhos vistos). Dois sub Sarianos sobre três têm menos de 25 anos.
            Ao contrário das sociedades europeias (adormecidas), o dinamismo demográfico Africano assume uma cadência desenfreada às mutações do sub continente.

(II)
            A África muda (por conseguinte), precipitadamente de escala e de cabo. Eis porque, tendo em conta, a velocidade e a amplidão da metamorfose em curso, deve-se esquadrinhar a estrada, vários quilómetros para frente. Na verdade, a decalage é impressionante entre o olhar que se assesta sobre a África (quedada como entorpecida), no século último e nas suas realidades coevas.