terça-feira, 30 de setembro de 2008

O IMPERADOR (Até parece um peluche)

Picasso, na sua habitual pose imperial,
fez-se à fotografia...
E eu não resisti.

sábado, 27 de setembro de 2008

BOA DISPOSIÇÃO NA AMÉRICA

A candidata a vice presidente dos Estados Unidos, a Sra. Sarah Palin, tem dividido as opiniões no campo republicano; mas para uma parte dos americanos trata-se de um fenómeno folclórico e divertido. Alguns jornais e televisões têm feito eco das suas gaffes políticas, e muitos blogues, páginas pessoais e servidores têm sido povoados com textos e vídeos satíricos sobre a bela senhora.

Mas ninguém ousa tocar nos atributos físicos da Sra. Palin. Ao menos esta aparente estranha razão para votar nela permanece inalterada.

Já quanto aos atributos políticos... isto é que já vai parecendo que não são lá muitos; e já vão dando azo a muitos sketches humorísticos, como este, por exemplo.

Mas, enquanto o pau vai e vem... apreciemos esta foto da bela senhora.



terça-feira, 23 de setembro de 2008

UI, UI , UI QUE O FRANCISCO PASSOU-SE

Farto de ver Jesualdo Ferreira justificar o injustificável com palavras redondas de rabo na boca, Francisco José Viegas, portista dos sete costados, resolveu pôr as coisas em pratos limpos e dizer claramente o que pensa da triste modorreira em que caiu esta época a equipa do Futebol Clube do Porto. Assim:

«... ao contrário do que disse Jesualdo, a segunda parte não foi de sentido único. A segunda parte não existiu: aquela equipa está mal formada, mal educada e mal instruída, sem laterais nem discernimento para jogar diante da baliza; vendo aqueles repolhos com pernas a arrastar-se pelo campo, percebia-se que nenhum deles sabia que era preciso jogar futebol para ganhar.»

É D’HOMEM, SIM SENHOR!

domingo, 21 de setembro de 2008

HOJE AO “SON” DA BÍBLIA

No princípio Deus criou a luz e as trevas. Esse foi o primeiro dia. No segundo, separou as águas de baixo das águas de cima. No terceiro dia criou os mares e a terra e fez crescer as plantas. No quarto dia criou as estrelas, o Sol e a Lua. No quinto dia encheu o mar de peixes e o céu de aves. No sexto dia povoou a terra com animais e homens. A criação estava terminada e, no sétimo dia, Deus descansou.

É assim que a criação do mundo é descrita na Bíblia.

Publicam-se por ano cerca de trinta milhões de bíblias. Para se entender a grandeza deste número basta dizer que para que uma obra seja considerada best seller é preciso que alcance uma tiragem de vinte mil exemplares.

BOM DIA

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

A MÃO À PALMATÓRIA?

Em Junho passado vaticinei o fracasso certo de Scolari em Inglaterra com o argumento de que Felipão não dominaria a metodologia moderna do treino necessária ao futebol inglês, e patati e patatá.

Pois bem, pelo que tenho visto do Chelsea nos primeiros jogos da Liga Inglesa e na Liga dos Campeões, não há dúvida de que se trata de um Chelsea renovado jogando aparentemente melhor do que nos tempos de José Mourinho. Claro que Deco é uma mais-valia importante que não havia no tempo de Mourinho; mas isso não é tudo. Muito se deverá à mão de Big Phill Scolari e da sua inseparável Senhora de Caravaggio.

Mais credibilizado no meu espírito (e no de muitos portugueses, como tenho ouvido nos fóruns das rádios) pela titubeante prestação da Selecção de Carlos Queirós ― a qual tremia mas ganhava quase sempre na era Scolari, mas agora joga bem e perde ― Big Phill ganha a cada dia que passa mais visibilidade e respeito a somar ao crédito dos muitos títulos que tem conquistado.

É um homem de grande carisma e de uma aparente afabilidade, qualidades que o colocam, no meu modesto entender, no campo das relações humanas, muito acima dos seus adversários “ingleses” (e não só) ― Arsène Wenger, Rafael Benitez, Sir Alex Ferguson e os demais ― e talvez também por isso os seus jogadores jogam tão bem.

Eu, por mim, se me fosse dado convidar um daqueles treinadores (Mourinho incluído ― personalidade que muito aprecio como treinador de futebol) para um jantar em minha casa, não hesitaria um só instante: convidaria o sargentão; convidaria Felipão!

Amanhã será um grande dia de exame para Scolari: o Chelsea jogará com o Manchester United e se o Chelsea ganhar Big Phill será coroado. Sem margem para dúvidas. Se perder não será o fim, mas será uma grande machadada na sua imagem como treinador.

Eu, entre Cristiano Ronaldo por um lado, e Big Phill por outro ― não escolho nenhum ― vou sentar-me no sofá, de copo na mão, para ver o encontro.

E depois,
dar ou não
a mão à palmatória.

Nota (21/09/2008; 04:06 PM): O jogo terminou empatado 1 a 1. Fiquei na mesma.

TEM PIADA SIM SENHOR


quinta-feira, 18 de setembro de 2008

JORNALISMO DE PRIMEIRA

Titula aqui o Diário Digital:

«Galiza: 13 pescadores lusos resgatados de barco afundado»

Sim senhor, grandes escafandristas esses pescadores: ficaram lá bem no fundo do mar, com o barco afundado, até que fossem resgatados.

Bela tirada jornalística; sem qualquer sombra de dúvida.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

ASSIM FOI O SPORTING


O que é que se há-de dizer? Que gente humilde não sabe sentar-se à mesa dos grandes, não se sente à vontade nos grandes salões e normalmente se envergonha da sua condição frente aos poderosos.

E no final lá tivemos:

BARCELONA 3 – 1 SPORTING






terça-feira, 16 de setembro de 2008

HÁ DIAS ASSIM



Preparava-me para ir apanhar o elevador. Olhei à minha volta. Vi aproximarem-se do mesmo uma senhora gorda e outra feia. Fiquei estático. Fiz um longo compasso de espera, esperei que o elevador as engolisse e só depois me aproximei. E aguardei a passagem de outro elevador.

Era dose demasiadamente forte para mim.






domingo, 14 de setembro de 2008

DAVID FOSTER WALLACE

Há dois dias, a 12 deste mês de Setembro, suicidou-se aquele que era considerado um ficcionista genial. David Foster Wallace pôs termo à vida aos 46 anos de idade.

Há bem pouco tempo declarou nesta entrevista a Laura Miller o seguinte:

«I've always thought of myself as a realist. I can remember fighting with my professors about it in grad school. The world that I live in consists of 250 advertisements a day and any number of unbelievably entertaining options, most of which are subsidized by corporations that want to sell me things. The whole way that the world acts on my nerve endings is bound up with stuff that the guys with leather patches on their elbows would consider pop or trivial or ephemeral. »

E logo a seguir declarou:

«Personally, I think it's a really neat time. I've got friends who disagree. Literary fiction and poetry are real marginalized right now. There's a fallacy that some of my friends sometimes fall into, the ol' "The audience is stupid. The audience only wants to go this deep. Poor us, we're marginalized because of TV, the great hypnotic blah, blah." You can sit around and have these pity parties for yourself. Of course this is bullshit. If an art form is marginalized it's because it's not speaking to people. One possible reason is that the people it's speaking to have become too stupid to appreciate it. That seems a little easy to me. »

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

UM DESMANCHA-PRAZERES

Consta que quando George Bernard Shaw já era um escritor mundialmente famoso, pontificava no teatro uma explosiva beldade francesa, de seu nome, Sarah Bernhardt, (considerada por muitos "a maior atriz de todos os tempos") então vastamente cobiçada pelos homens.

Certo dia, George Bernard Shaw recebe uma carta da diva do teatro em que esta lhe propunha terem um filho ― isso mesmo, um filho ― expondo na carta a seguinte razão para tão importante proposta:


«Imagine o senhor o que seria um filho nosso. Com a minha beleza e a sua inteligência».

Bernard Shaw ter-lhe-á respondido:

«Imagine a senhora que ele sairia com a minha beleza e a sua inteligência».

Veio-me isto à memória quando li hoje no Corta Fitas que George Bernard Shaw terá escrito, em 1907, no seu livro Major Barbara o seguinte:

«Ele não sabe nada, e pensa que sabe tudo. Isto aponta claramente para uma carreira política».

domingo, 7 de setembro de 2008

ESSA É QUE É ESSA

Muito se tem escrito criticando a escolha de Sarah Palin, governadora do Alasca, para número dois do partido Republicano acompanhando John McCain nas próximas eleições presidenciais americanas.

Ana Gomes, então, não a faz por menos: não chama burra a Sarah Palin, mas anda lá perto, e descarrega toda a sua fúria destruidora contra a beleza da candidata republicana chamando-lhe mais que uma vez «a lasca do Alasca» como que a dizer-nos “vejam lá ao que aquilo chegou, escolheram uma galdéria do Alasca para candidata só por ser galdéria, mas o tiro sair-lhes-á pela culatra pois com isso não ganharão os votos que pensam ganhar com essa jogada”.

Mas, no meu entender, Ana Gomes engana-se redondamente nas suas previsões e avaliações. Na verdade o eleitor, regra geral, nunca faz as suas escolhas apenas baseando-as na razão, ponderando ideias, analisando factos e equacionando o futuro de forma matemática. As escolhas têm uma componente subjectiva enorme, decisiva em muitos casos, e aí a imagem do candidato ou candidata contará de forma por vezes esmagadora.

A Sra. Sarah Palin, na minha modestíssima opinião, foi uma escolha fortíssima e por isso acertada para candidata a Vice-Presidente dos Estados Unidos pelo Partido Republicano. Se tem ou não tem argumentos políticos para convencer os eleitores americanos, não se sabe por enquanto. Mas lá que tem inegáveis atributos pessoais, disso ninguém terá a mais pequenina réstia de dúvida. Sarah Palin é bonita, é muito sexy, é charmosa e de uma sensualidade quase irresistível conferindo-lhe isso tudo um poder sedutor, dominador, quase mágico, roçando o fatalismo.

Sarah Palin terá muitas e muitas centenas de milhar (senão milhões) de votos de eleitores que não votariam republicano se ela não fosse candidata.

Só de olhar para a sua fotografia um indivíduo é capaz de se convencer que o voto certo é mesmo nela ― por mais Anas Gomes que haja vociferando contra a bela senhora.

domingo, 31 de agosto de 2008

GENIAL

Via Almocreve das Petas, com a devida vénia e sem comentários, reproduzo aqui a opinião de Miguel Esteves Cardoso sobre Portugal.

MAU DEMAIS. INADMISSÍVEL

Deixei para fazer este comentário só depois de ler a imprensa desta manhã. Não apareceu ainda ninguém com a sensatez suficiente para dizer que aquilo foi mau demais para ser considerado um jogo de futebol; que foi uma vergonha, uma miséria, uma autêntica porcaria. Em que o Benfica teve a culpa maior.

Não se entende como é que o Benfica, que já gastou este ano milhões e milhões de euros na aquisição de um treinador e de vários jogadores, considerando um deles, até, «um dos três melhores números 10 do mundo», joga tão mal e dá aquele espectáculo ridículo que nos foi apresentado: dois jogadores (Quim e Cardozo) no meio de nove galinhas doidas à solta no relvado da Luz; para acabarem todos arrastando-se pelo chão de tão cansados, ao cabo de 70 minutos de um jogo de 90.

Mas melhor que eu fala aqui, aqui e aqui o judicioso e contundente MAR SALGADO que por ser benfiquista não é suspeito de ser inimigo.

Ou então visitem aqui Francisco José Viegas que é portista e tem muita piada quando fala do Benfica.






Lembram-se desta primeira página de jornal?

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

NELSON ÉVORA MEDALHA DE OURO



Parecia que se tinham esquecido dele; mas afinal o rapaz cabo-verdiano lá conseguiu fazer um saltinho triplo de 17,67m e dar a Portugal uma medalha de ouro olímpica 12 anos depois da de Fernanda Ribeiro.

Nada mau, não é?

E Vicente de Moura, ainda mexe?

P.S Sempre quero ver daqui a pouco como os telejornais vão noticiar a coisa. Curiosidade apenas!...

Editado em 22/08/2008, às 08:03PM, para acrescentar o nome de Fernanda Ribeiro.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

MAIS RESPEITINHO SE FAZEM O FAVOR


O presidente do Comité Olímpico Português, Vicente de moura, bem como a maioria dos órgãos de comunicação social têm falado do fracasso dos atletas portugueses nos Jogos de Pequim como se para a delegação portuguesa estes Jogos já tenham terminado.

Esquecem que ainda há por lá, na China, um atleta cabo-verdiano, Nelson Évora de seu nome, que ainda tem uns saltitos para fazer amanhã em nome de Portugal.

Ou será que só se Nelson Évora fosse agora D. Afonso Henriques é que lhe ligariam alguma coisa?!...





AS CAMPAÍNHAS DA MISÉRIA

Vai por aí um coro obsceno de palavras lançando lama e vergonha sobre os atletas portugueses presentes nos Jogos de Pequim, só porque aquelas mulheres e aqueles homens não cumpriram os “objectivos” constantes de um contrato-programa assinado em 2005 entre o COP (Comité Olímpico Português) e o Governo.

Ao que se diz e parece, os dirigentes estão todos a sacudir a água do capote ― com Vicente de Moura, o presidente do COP, a ser o mais duro ― lançando toda a responsabilidade do falhanço sobre os atletas.

Mas aqueles dirigentes não dizem que para muitos deles irem a Pequim pavonear-se e laurear a pevide (é que muitos deles não estão lá a fazer nada de nada), não tiveram pejo em deixar em Portugal alguns treinadores que, estes sim, poderiam fazer alguma coisa na China para ajudar os atletas a não se perderem entregues a si próprios.

Seria bom ler o texto do famigerado contrato-programa publicado em Diário da República em Abril de 2005 para se ficar a saber que no mesmo se promete o “imprometível” e se compromete com o “incumprível”. 

Assim, o COP compromete-se a obter «cinco classificações no pódio»; «12 classificações até ao 8.º lugar»; e a «conquista de 60 pontos». Diz-se lá isso como se se conhecesse as capacidades e a evolução dos melhores atletas de todo o mundo para se afirmar que os atletas portugueses iriam classificar-se neste ou naquele lugar e iam trazer para casa 60 pontos, etc., etc..

O que se conclui é que talvez os maiores culpados de tudo isso sejam os dirigentes que, com a cabeça na lua, verteram para o papel um chorrilho de fantasias “vendendo” ao Governo um contrato-programa fantasioso e ridículo como se de coisa séria se tratasse.

Fala-se em 14 milhões de euros que terão sido gastos em quatro anos no projecto olímpico como se isso fosse uma fortuna colossal desbaratada impunemente por um grupo de raparigas e rapazes irresponsáveis, pândegos e dorminhocos que terão prometido vencer os Jogos e acabaram vencidos com desculpas várias. Não se diz que os 14 milhões foram distribuídos por federações, clubes, atletas, treinadores e despesas do próprio Comité.

Não se diz quanto se gastou com os atletas e quanto desbarataram as federações, os clubes e o COP e respectivos dirigentes, em deslocações, telefones, alojamento, almoços e jantares, transportes e outras coisas mais.

Se se desse essas informações talvez se concluísse com propriedade para quem foi a parte de leão dos 14 milhões.

Os jornalistas mais uma vez alinham logo com os dirigentes e fazem de caixa-de-ressonância das diatribes que vão ouvindo aqui e ali. Mal pagos e mal preparados, preguiçosos como sempre, não fazem o mínimo trabalho de escalpelização da situação para apurarem onde está a verdade, preferindo antes andar de um lado para o outro a “ouvir” este e aquele; o espectador, o gato e o cão da vizinha.

Vimos vice-campeões olímpicos de outros países bem mais destacados do que Portugal em termos de responsabilidades olímpicas serem “miseravelmente” eliminados precocemente nas provas em que concorriam e nem por isso tocaram as campainhas da miséria nos respectivos países.

É só aqui que se assiste a este triste exercício de mesquinhez e inveja.

Fez muitíssimo bem o Secretário de Estado do Desporto, Laurentino Dias, ao declarar à imprensa:

«Não faria um contrato com essas condições. Porque nós só devemos contratar e subscrever aquilo pelo qual somos responsáveis. Não é o comandante Vicente Moura quem corre, salta, joga, nada... Percebo essa vontade da parte do Comité Olímpico, das federações e atletas de corresponderem com resultados desportivos àquilo que é um esforço do país, mas nunca traduziria em cobrança de medalhas o esforço que o país fez, preparando ou dando meios financeiros para preparar a missão olímpica.»

Haja ao menos alguém responsável com a cabeça no lugar.