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sábado, 3 de abril de 2010

GUINÉ ― NARCOTRÁFICO OMNIPRESENTE

A luta pelo poder na Guiné-Bissau tem um horizonte curtíssimo e um único objectivo: chegar ao dinheiro ― limpo e ou sujo, conforme os protagonistas ― e garantir vida desafogada aos vencedores, seus amigos e familiares; e acaba aí. As teorias ocidentais que pretendem ver mais longe e mais profundamente, acabam por ser fantasiosas pois, como disse, não há horizonte nem substância que permita esses exercícios. Na Guiné quase todas aquelas cabeças militares estão ao nível mais baixo de formação intelectual e de conhecimento histórico: não sabem o que é ideologia, História, serviço público, interesse nacional ― não sabem o que é Nação, sequer!


«Tudo apontava para que a Guiné-Bissau estivesse no bom caminho. Eleições democráticas e um reforço do combate ao narcotráfico dominaram a política de estabilização, até esta quinta-feira com um golpe militar com aroma de cocaína.»


O extracto acima transcrito é o preâmbulo de uma notícia do diário Bissau Digital. Para se ficar com uma pequena ideia do que se passa e é susceptível de vir a passar na Guiné, reproduzo o que me disse um médico guineense a trabalhar em Lisboa, após o assassinato de Nino Vieira: «Aquilo ainda não acabou. Ainda há muita gente que vai morrer às mãos uns dos outros».


Consulte a notícia completa indo ao Bissau Digital.


BOA PÁSCOA AOS CATÓLICOS E BOAS FÉRIAS AOS DEMAIS.

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sexta-feira, 2 de abril de 2010

IMAGINEM A TAREFA!...

Sonhei que os organismos internacionais tinham convencido os guineenses a aceitar uma tutela cabo-verdiana por cinquenta anos e que passada a primeira década já a Guiné tinha a funcionar, com boas perspectivas de continuidade, governo e ministérios, escolas, hospitais, administração pública, bancos, tribunais independentes, companhias de seguros, comércio interno e com o exterior, polícias de manutenção da ordem pública, de trânsito e de fronteira; controlo de tráfego aéreo e terrestre, uma pequena companhia de voos internos, agricultura e pescas, sistemas de bolsas de estudo para formação dos seus melhores alunos no exterior (Cabo Verde, Portugal, Brasil, Espanha) etc.

Esta manhã, o Picasso, o meu gato, como sempre faz todos os dias às sete horas em ponto, subiu para a minha cama e acordou-me. Então “realizei” (decalque do inglês I realized, termo que não consigo traduzir de forma que me satisfaça) ― dizia eu ― então realizei que afinal na Guiné-Bissau ainda só há mesmo... o etc.... e muitos analfabetos fardados.

Nota: Tudo o que disse que “estaria a funcionar” ― ou não existe, ou não funciona na Guiné-Bissau de hoje.
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MAIS DO MESMO

No Estado falhado da Guiné Bissau alguns analfabetos fardados intitulando-se "militares" andam de novo por lá aos tiros e sequestros um pouco ao capricho de cada um que se acha no direito de mandar e ser o dono do dinheiro que não há.

Já muito falei anteriormente deste assunto pelo que como esta é mais uma tentativa igual a tantas outras feitas no passado, de tomada do poder pelas armas, naquele pedaço de bolanha, não vou gastar mais tinta por hoje.

Só quero é agradecer mais uma vez, agora postumamente, a Nino Vieira (assassinado há pouco tempo à catanada pelos seus irmãos de sangue e de luta) o facto de em boa hora ter deposto Luís Cabral e forçado à separação de Cabo Verde da Guiné Bissau.

O povo cabo-verdiano certamente agradece muito penhoradamente o facto e não tem saudades daqueles tempos de "união e suga-suga" do dinheiro dos nossos emigrantes por parte do então governo da Guiné.

Passar bem, meus amigos! Vão-se matando devagarinho que qualquer dia resolvem os vossos problemas pela desertificação humana do território.
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