quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

MAIS UM AVISO PARA O SACO ROTO DO PS


Carrilho fala de Jaques Attali cujo  último livro, publicado este Setembro último em Portugal, por acaso acabei de ler e de que darei nota brevemente pois lendo Attali verifica-se que ele é o "cartilhador" mais plagiado e, claro, nunca citado, pelos "comentadores" de economia e economistas de "renome" da televisão portuguesa.

O SAPO PANÇUDO

Tornou-se especialmente penoso entrar no Albergue Espanhol, desde há cerca de dois meses; mas agora a coisa está pior. Posso estar enganado, mas creio que o problema se prende com a "empanturrice" dos servidores do sapo.pt.

Não sei o porquê da escolha de alojamentos anfíbios quando existe alojamento de luxo e gratuito no Blogger que ainda por cima ostenta a garantia Google!

A escolha anfíbia pode ser uma questão de nacionalismo; mas eu sempre pensei que uma empresa portuguesa de serviços online tem sempre maiores riscos de extinção que uma empresa americana do calibre da Google.

De qualquer forma, boas sapadas para quem mergulhou no lodaçal.

MISTÉRIO DE POLICHINELO

Alguém, algum papagaio dos que estão sempre nas televisões a falar de economia, já explicou aos portugueses por que razão têm medo do FMI?

Era bom que o dissessem para se ficar a saber quem é que mais sofrerá com a entrada do FMI em cena - os banqueiros e os financeiros, os políticos negociantes, os partidos que se financiam através das empresas, as empresas de regime que mamam os impostos e levam os portugueses ao endividamento e à falência, etc.

Este é o maior mistério por detrás do medo ao FMI.

Cambada de aldrabões!

Nota: É preciso dizer também claro e bom som que tanto o Bloco de Esquerda como ainda o PCP (menos) dependem das tetas do Estado.

COISAS QUE NUNCA ENTENDI

PORQUE SE DEMORA TANTO:

1) A comprar uma passagem aérea ao balcão;
2) A fazer compras numa casa de ferragens;
3) A comprar peças de automóvel;
4) A ser atendido numa farmácia…

sábado, 27 de novembro de 2010

ENTÃO BOA NOITE

Joana Amaral Dias
E BOM FIM-DE-SEMANA!

Peça Ensaística Sexagésima Sexta; no âmbito de

Na Peugada de
NOVOS RUMOS:

Ser culto es el único modo de ser culto
José MARTÍ (1853-1895).

É hora da criação de uma opinião pública africana participativa:

Marcas pertinentes para principiar o ofício:

(1)           Numerosos países de África celebram o quinquagésimo Aniversário da sua Independência em 2010.Trata-se de um Evento assaz relevante. Com efeito, o Continente, que atravessou séculos de sofrimentos físicos e morais durante dois “Grandes Abalos” (Tráfico negreiro e colonização, em seguida), (parece) enfim, dirigido pelos seus filhos.
(2)           É tempo, todavia, de proceder à análise do sentido destas independências e à reflexão assisada sobre o balanço do exercício do poder pelos próprios Africanos. É, outrossim e, ainda o ensejo para se interrogar sobre o intolerável paradoxo da África: Continente abarrotado de riquezas humanas e naturais, todavia, continente empobrecido, assistido e fragilizado
(3)           Na verdade, é tempo que os Intelectuais (dos quais os dirigentes políticos, amiúde, minimizaram ou receiam o papel, mantendo-os à distância) se empenham no debate e contribuem, activamente na criação de uma opinião pública africana participada (sumamente credível) sem a qual o verdadeiro e autêntico desenvolvimento permanecerá hipotético.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

MORTE INGLÓRIA

Foi a frase sucessivamente repetida, até ao último suspiro, pelo malogrado escritor cabo-verdiano, António Aurélio Gonçalves (nhô Roque), quando se apanhou no hospital do Mindelo em S. Vicente, vítima de atropelamento por um automóvel em despiste que galgou o passeio e lhe tirou a vida. Isto foi-me contado pela médica que o recebeu no banco de urgências naquele dia fatídico.

Pois bem. Hoje, aqui na pacatíssima cidade de S. Filipe, na ilha do Fogo, estando em amena cavaqueira com dois amigos, sentados em mochos colocados à porta, no passeio público (aqui ainda é assim: à tarde há pouquíssimo movimento de viaturas e pessoas e por isso se desfruta deste prazer, sobretudo quando devido ao sol inclemente o calor se faz sentir mais em casa que na rua);  mas dizia, estando nós os três conversando, eis que um automóvel em despiste nos ia esmifrando a todos contra a parede, não fora o “rabo” de um outro automóvel que estava estacionado um pouco mais acima, que recebeu o primeiro choque e fez rodopiar o carro assassino em meio pião, impedindo assim a acção do matador encartado.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

PALAVRAS INEXISTENTES EM CABO VERDE (002)

RECONHECIMENTO
SENSATEZ

Peça Ensaística Sexagésima Quinta, no âmbito de

Na Peugada de NOVOS RUMOS:


“Ser culto es el único modo de ser libre”
José MARTÍ (1853-1895).


                        NP:
            A crise financeira provocou, em 2009, uma forte contracção da actividade nos países desenvolvidos, que impeliu os Bancos Centrais e os Governos a coordenar os seus esforços para limitar os efeitos deletérios da recessão. No entanto, esta está doravante terminada, porém, a actividade, apenas lerdamente levanta o ferro e ao preço de um pesadíssimo endividamento público. Donde, com efeito, o seguinte panorama:
            --- Na Europa, a crise da dívida soberana ameaça esta retoma frágil, acelerando o calendário do ajustamento orçamental.
            --- Nos Estados Unidos da América do norte, a procura interna se contrista para assumir o revezamento das despesas públicas.
            --- Enfim e, em suma: Por toda a parte, o aumento do desemprego e o acesso, cada vez mais, difícil ao mercado do crédito limitam as perspectivas do crescimento.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Peça Ensaística Sexagésima Quarta, no âmbito de

Na Peugada de NOVOS RUMOS:


Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895).

Acerca da Língua portuguesa:

“Os portugueses teriam renunciado à cruz e ao gládio, confiando o sexo, as tarefas da colonização”. In ROGER BASTIDE: Anthropologie appliquée, Paris, PAYOT, 1971.

“A língua portuguesa nunca foi considerada pelos próprios portugueses como um agente suficiente, ou sequer indispensável, para assegurar as operações coloniais. É certo, que aqui e ali, os portugueses procuravam assegurar a difusão da língua, mas esse impulso era limitado e não tardou a esvair-se, sem deixar quase traço algum. Os locutores autóctones foram sempre considerados incapazes de respeitar a norma linguística e, ainda hoje, tal continua a verificar-se”. Alfredo MARGARIDO (1928-2010).

domingo, 21 de novembro de 2010

ENTÃO BOA NOITE!

Joana Amaral Dias

Por ter estado num "refúgio" onde não há electricidade e muito menos Internet, publico já tarde, mas publico, a habitual fotografia semanal da nossa querida Joana.

Peça Ensaística Sexagésima Terceira, no âmbito de

Na Peugada de NOVOS RUMOS:


Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895).

“Não há educação fora das sociedades humanas e não há homem no vazio”.
Paulo FREIRE (1921-1997).


(1)
            É um facto, assaz pertinente, que, na verdade, é inconcebível pensar a Educação fora do Primeiro espaço, no qual a Criança é concebida e educada: a Família. De facto, é impensável um tal procedimento! (Quiçá!...).
            De feito, esta espécie de “Sociedade natural”, que apresenta a particularidade de conjugar o biológico e o social, foi, muito tempo, concebida como a fonte e o esteio de toda a Comunidade organizada.

(2)
            Eis porque, deste modo, até meados do século XIX, numerosos eram os que não concebiam outra instância de Educação que a Família. Sendo, esta, o suporte e a origem do vínculo social. É a ela, que incumbe, ipso facto, assegurar o fundamental da Educação, com ênfase, na infância e na adolescência (sobretudo). Todavia, as coisas mudam à partir do momento em que a Organização política já não se pode conceber como o espelho ampliado de uma família subordinada a um chefe que protege, proíbe e autoriza.

domingo, 14 de novembro de 2010

Peça Ensaística Sexagésima Segunda, no âmbito de

Na Peugada de NOVOS RUMOS:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895).

            “A educação é uma resposta da finitude da infinitude. A educação é possível para o homem, porque este é inacabado e sabe-se inacabado. Isto leva-o à sua perfeição. A educação, portanto, implica uma busca realizada por um sujeito que é o homem. O homem deve ser o sujeito de sua própria educação. Não pode ser objecto dela. Por isso, ninguém educa ninguém”.
                                   Paulo Freire (1921-1997).

Nos meandros do Diagnóstico do Estado actual da EDUCAÇÃO:

            --- De feito, presentemente, são as próprias condições de possibilidade do Empreendimento Educativo que vêem postas em causa pela Evolução das nossas Sociedades.
            --- Na verdade, toda uma série de dados que se afiguravam quão evidentes e que serviam de supedâneo e esteio à Instituição Escolar foram abalados e, até estão em via de desaparecer. Não se trata de lastimar o desvanecimento de um passado para o qual nenhum retorno não seja imaginável, nem desejável. Trata-se, sim, de evidenciar (tornar explícito) uma série de transformações relevantes e fazer sobressair o repto que representam. É apenas a este nível que se pode, verdadeiramente compreender as dificuldades às quais a Educação é alvo e se acautelar ante a tarefa de refundação que se encontra a nossa frente.

sábado, 13 de novembro de 2010

INVIÁVEL NÃO DIGO; MAS É PROBLEMÁTICO

Grosso modo a organização e o funcionamento social em Cabo Verde estão ao nível de uma Amadora ou de uma Reboleira, isto é, de um subúrbio lisboeta prenhe de imigrantes do que de um país um pouquinho mais evoluído como seria de exigir após tantos anos de independência e tantos dinheiros próprios e de cooperantes gastos na educação e em tudo o resto que tem a ver com maior civilidade para os supostos beneficiários que são afinal todo o povo; sobretudo os jovens – os menos bem preparados moral e civicamente em Cabo Verde.

Como sou um desbocado indiferente a qualquer mordomia ou sinecura, digo-o assim, à boca cheia, não só por ser verdade mas também porque me envergonha profundamente ver os meus concidadão comportarem-se tão incivilizadamente como ora acontece.

E quando digo isso comparo Cabo Verde ao Ocidente civilizado; não à África profunda onde infelizmente condicionalismos vários de que Cabo Verde nunca sofreu ou sofre levaram à sua condição de atraso civilizacional.

Merecemos outro país. Este povo necessita ter dirigentes cultos e instruídos.

É que aqui também há muita gente como que “licenciada por fax” em cargos de responsabilidade e de direcção no país.

E o pior é que todo e qualquer habitante destas ilhas julga-se um grande doutor com direito a tudo do melhor sem ter que trabalhar. Até há quem acha que o dinheiro que o emigrante transfere ou traz no bolso lhe pertence por inteiro, a ele habitante local, não tendo sequer que agradecer para o gastar em benefício próprio.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

ENTÃO...

Joana Amaral Dias

BOM FIM-DE-SEMANA!

PODE SER MINISTRO

O cão aqui de casa, esta coisinha minúscula mais pequena que o meu gato, o Picasso, que toda a gente conhece, não se cala à noite e não deixa ninguém dormir enquanto minha mãe não lhe deseja, em voz alta, as boas noites – então cala-se, retira-se do espaço de convívio e procura o seu lugar para descansar.

António Damásio está farto de nos dizer que estes mamíferos (a par da maioria dos outros) não só pensam como têm sentimentos sociais e tomam decisões conscientes.

Eu diria que este cão cabo-verdiano, pertença de minha mãe, está mais que preparado para fazer uma licenciatura por fax.

BOM DIA!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

ÊXITO ESTRONDOSO NA EXPORTAÇÃO…

De doses maciças do mesmo palavreado, repisado pela enésima vez, sobre “economia”.

Há seis ou sete anos que Portugal é “economia” do nascer ao pôr-do-sol.

Não há cu que aguente…!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Peça Ensaística Sexagésima Primeira, no âmbito de

Na Peugada de NOVOS RUMOS:


Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895)

Les nations sont des universaux, une sorte de moyen terme entre la vie de l’individu et la vraie vie du genre humain. Ce sont des essais d’individualisations collectives ».
Jules MICHELET (1798-1874), historiador francês (In Journal, 7 juin 1842

(1)    Se o Estado é o herdeiro de séculos de monarquia ou de despotismo, a Nação (por seu turno) é admitida e utilizada, no século XIX, na sequência da impulsão revolucionária e do modelo francês. De anotar, com efeito, que o despertar das nacionalidades se edificou sobre o tema da conquista da Liberdade Política. Eis porque, deste modo, a República não é um sonho abstracto da razão. Aliás, ela não é dada por um direito ou uma lei natural. Sim, efectivamente, ela constrói historicamente uma Identidade Colectiva por um imaginário específico