A Civilização tem requisitos que acabam por desembocar na cultura e na educação das colectividades humanas e no próprio indivíduo. Um desses requisitos é a educação dos hábitos intestinais de cada um de nós.
Pode parecer a alguns, ou mesmo a muitos de nós, que assim não é; mas a verdade é que isso faz parte integrante da educação de cada indivíduo e insere-se na cultura da comunidade.
Não é a qualquer hora e em qualquer lado que se deve fazer o cocó quotidiano.
Só excepcionalmente, numa emergência por alterações fisiológicas causadas por doença ou ingestão de produtos estragados, por exemplo, deve acontecer onde for mais conveniente.
De resto, cabe ao indivíduo ser educado e educar-se habituando os seus intestinos a funcionar, em casa, sensivelmente à mesma hora, ou aquando de um acontecimento quotidiano regular, como é o acordar de manhã, por exemplo. Excepcionam-se, como é evidente, os indivíduos que trabalham por turnos variáveis e por isso não têm rotinas quotidianas.
Por isso não se entende, por exemplo, aquele senhor doutor, aquele senhor engenheiro, aquela senhora professora, que, no serviço, às horas que calhar, se senta no trono e empesta o ambiente da retrete e os corredores circunvizinhos com os odores nauseabundos das suas fétidas tripas.
É que há pessoas que, para agravar ainda mais a situação, entram numa retrete, ficam lá meia hora ou mais a evacuar, e durante todo aquele tempo não accionam o autoclismo uma única vez sequer; ficam sentadas no trono a banhar-se nos vapores odorantíssimos do cocó que vão fazendo, no que saem de lá - não só deixando pestilento o ambiente, como ainda com a roupa e os cabelos impregnados do mortífero vapor das suas humanas entranhas.
O que acontece no local de trabalho também, às vezes, acontece em nossa casa. Quando uma visita ou convidado pede-nos para ir à nossa casa de banho. Tudo bem, dizemos - que remédio, apetece-nos dizer -. É que pode tratar-se de um “incivilizado” que quando sair de lá nos deixará com vontade de mudar de casa ou de contratar um meteorologista experiente que nos faça passar um temporal ou mesmo um ciclone tropical de grau 7 pelo WC e todas as divisões da habitação.
Por isso, caro/a amigo/a, se ainda o não é:
Civilize-se.
Eduque-se.
Tome boa conta dos seus intestinos.
Não esfregue o interior das suas tripas nos narizes dos outros.
terça-feira, 14 de novembro de 2006
domingo, 12 de novembro de 2006
DA ORIGEM DA POESIA
«As meias dela estão enrugadas no calcanhar. Desgosta-me isso: tão sem gosto. Essas gentes literárias etéreas são todas. Oníricos, nefelibáticos, simbolísticos. Estetas é o que são. Não me surpreenderia se fosse aquele tipo de alimento [vegetariano] que produz essa como onda do cérebro as poéticas. Por exemplo um daqueles polícias que tresandam a cozido pela roupa toda; não se poderia espremer dele um verso de poesia. Nem sabe mesmo o que é poesia. Precisa-se de uma certa veia.»Ondula por sobre os mares sua derrota
[James Joyce]
quarta-feira, 8 de novembro de 2006
domingo, 5 de novembro de 2006
VENENO DE SAPO
PONHA-SE A PAU

Como pode constatar pela imagem supra, uma visita ao conhecidíssimo domínio português home.sapo.pt pode provocar uma violação da segurança do seu browser, pois, é o "Site Advisor" da McAfee que o diz: «ao navegar neste site, o site efectuou alterações não autorizadas ao nosso computador de teste».
Obtive este aviso quando tentei aceder ao endereço: http://xistemas.home.sapo.pt/.
Será que já não se pode navegar no "sapo.pt" sem se sair de lá com o computador feito num oito?
Vou enviar um email ao sapo.pt a colocar a questão.

Como pode constatar pela imagem supra, uma visita ao conhecidíssimo domínio português home.sapo.pt pode provocar uma violação da segurança do seu browser, pois, é o "Site Advisor" da McAfee que o diz: «ao navegar neste site, o site efectuou alterações não autorizadas ao nosso computador de teste».
Obtive este aviso quando tentei aceder ao endereço: http://xistemas.home.sapo.pt/.
Será que já não se pode navegar no "sapo.pt" sem se sair de lá com o computador feito num oito?
Vou enviar um email ao sapo.pt a colocar a questão.
RECEITAS
Certo dia uma senhora prendada descreveu com discreta volúpia o almoço que preparara no dia anterior de domingo tendo como prato principal um excelente – dizia ela - rolo de carne. E deu, urbi et orbi, a receita: temperou ½ Kg de carne de vaca picada à qual adicionou ½ Kg de carne de porco picada, com sal pimenta e o conteúdo de um pacote de sopa de cebola Knorr desfeito em meia chávena de água. Juntou um pouco de pão ralado e amassou tudo muito bem, fez um rolo de carne que untou com margarina derretida e levou ao forno para cozer. Serviu o rolo com batata frita e salada.E disse: «ficou com um paladar excelente; fica sempre; a sopa Knorr dá-lhe qualquer coisa de especial que é muito bom».
Porque não sou egoísta, mas antes epicurista, vou dar-vos uma receita de rolo de carne que, por sinal, hoje vou confeccionar para o almoço:
500 gr de carne de vaca picada;
250 gr de carne de porco;
250 gr de vitela(peito);
50 gr de chouriço;
1 colher de sopa de manteiga;
100 gr de toucinho;
20 bolachas de água e sal;
4 ovos;
2 cebolas grandes;
1 copo de vinho branco;
20 grãos de pimenta;
2 cenouras;
2 cravos de cabecinha; salsa; louro;
50 gr de azeitonas pretas;
sal, pimenta e noz-moscada.
Passe as carnes pela máquina de picar. Passe também o chouriço, as bolachas, 1/4 da porção de toucinho e um ramo de salsa. Tempere com sal, pimenta e noz-moscada.
Coza uma cebola, previamente picada, com a manteiga e, quando estiver macia, junte-a ao preparado anterior. Adicione os ovos inteiros e amasse tudo muito bem.
Com a ajuda de um rolo de madeira estenda o preparado e por cima coloque algumas tiras de toucinho, de cenouras cozidas e azeitonas pretas descaroçadas.
Enrole e envolva o rolo de carne num pano branco. Ate com uma guita.
Mergulhe o Rolo num tacho com água a ferver à qual juntou 1 cenoura, a restante cebola cravejada com os cravos de cabecinha, o vinho branco, os grãos de pimenta, um ramo de salsa, uma folha de louro, sal e o restante toucinho.
Quando o rolo estiver duro, retire o tacho do lume e deixe-o arrefecer dentro do caldo.
Sirva com esparregado e batatas novas sem casca untadas com óleo vegetal e assadas no forno, regadas com o molho do rolo de carne.
Acompanhe com vinho tinto Vila Santa, colheita de 2000. E ponha a girar no leitor de CD um disco de canto gregoriano.
Se começar tudo agora, talvez ainda consiga fazer hoje um almoço interessante. Mas se quiser ter um almoço excelente talvez deva escolher a primeira receita. Ou não?!
Tenha um bom domingo.
DISSE HERR CAZOTTE:
[...] «Por mais admirável que seja, a mulher que não desperta no homem o instinto do sedutor é como o cavalo do Chevalier de Kerguelen, que tinha todas as boas qualidades, mas que estava morto. E que pobres criaturas desvalidas seriam os homens, se não tentassem arrancar, como o violinista com o arco sobre as cordas, toda a riqueza e todas as virtualidades do instrumento que temos nas mãos?» [...]sexta-feira, 3 de novembro de 2006
DESCULPAS
Desde cerca das 19:00h de ontem, este blogue esteve indisponível por razões da inteira responsabilidade do Blogger.com.
Enviámos uma mensagem a relatar o problema que foi resolvido passadas sete horas.
Aos nossos leitores pedimos desculpas por este inconveniente de cuja causa somos alheios.
Enviámos uma mensagem a relatar o problema que foi resolvido passadas sete horas.
Aos nossos leitores pedimos desculpas por este inconveniente de cuja causa somos alheios.
quarta-feira, 1 de novembro de 2006
COM O ABISMO À VISTA
SEJA UM BOM PORTUGUÊS: SEJA CORAJOSO
Visando a extinção dos quadros clínicos hospitalares e, consequentemente, das carreiras a eles inerentes, os sucessivos três últimos governos, no que se inclui o actual, promoveram o “emagrecimento” desses mesmos quadros, quer pela não substituição dos médicos que foram saindo para a reforma, quer ainda pela criação de condições propícias ao abandono dos que foram ficando, estes descontentes com as condições de trabalho e/ou a falta de perspectivas de uma carreira que, como já se disse, está em extinção galopante.
Saíram, assim, dos hospitais, sobretudo os médicos mais capazes. Mas não só: também saíram e têm saído médicos jovens, especializados há pouco tempo.
Depois, então, promoveram a contratação, a trouxe-mouxe, de tarefeiros (alguns, pelos vistos, de qualidade e competência duvidosas) para colmatar a falta dos médicos que saíram.
E agora vêm p’raí com choradinhos e análises preocupadas, e anúncios de medidas impraticáveis que vão deixar o Serviço Nacional de Saúde ainda mais moribundo, incapaz, e, por esse caminho – perigoso para o doente no futuro. Prevêem medidas, até, contraditórias: pretendem dificultar ainda mais a contratação de tarefeiros, no momento em que mais ainda vão precisar deles: quando os médicos, a partir de 1 de Janeiro próximo, poderão optar por não fazer trabalho extraordinário nos hospitais e Centros de Saúde do Estado, pois muitos deles não querem ganhar 28 euros à hora quando a seu lado há um tarefeiro menos qualificado a ganhar, por exemplo, 70 euros à hora.
Quando se pratica a lei cega do mercado – a lei da oferta e da procura - é nisso que as coisas podem dar: numa como que mercenarização do trabalho médico (Hipócrates deve estar a dar voltas e mais voltas na tumba. E qualquer dia até é bem capaz de aparecer por aí doido de todo).
É como disse Marcelo rebelo de Sousa: «Parece que não há um plano para a Saúde» em Portugal. Navega-se à vista. Mas fica a ideia que o objectivo principal é extinguir o Serviço Nacional de Saúde sem que as consequências, sequer as de curto e médio prazo, estejam a ser devidamente perspectivadas.
Pergunto: é preciso que morra gente em número significativo para só então se parar, pensar e definir outro caminho?
Mas aonde é que se quer chegar com tudo isto?!
Estamos num país de loucos ou quê?!
Fiquemos com a citação de algumas frases que o Diário de Notícias atribui hoje à senhora Secretária de Estado Adjunta da Saúde, Carmen Pignatelli:
"ninguém garante a qualidade" do atendimento
"há hospitais que celebram contratos que se resumem a meia folha A4".
"Não há informação sobre o corpo clínico da empresa, do registo de cada médico na ordem, nem a garantia de que ele é especialista em oftalmologia, se for o caso de ser contratado para a oftalmologia."
"Uma das coisas que me deixam perplexa é como é que se garante a qualidade dos serviços nestas condições."
Nota: Será que tudo o que disse a senhora Secretária Adjunta da Saúde, Cármen Pignatelli, significa que já se vai admitindo encerrar os hospitais (praticamente todos), acabar com o Serviço Nacional de Saúde, e entregar tudo nas mãos dos privados?
Estará a senhora Secretária a preparar os portugueses para uma notícia destas?
Da forma como as coisas estão, hoje em Portugal, nada espanta e tudo se admite.
O socratismo caminha em roda livre, apoiado firmemente numa maioria absoluta conquistada à base da maior fraude política eleitoral de que há memória, e baseada nas mais mentirosas promessas eleitorais até hoje feitas em campanha.
Visando a extinção dos quadros clínicos hospitalares e, consequentemente, das carreiras a eles inerentes, os sucessivos três últimos governos, no que se inclui o actual, promoveram o “emagrecimento” desses mesmos quadros, quer pela não substituição dos médicos que foram saindo para a reforma, quer ainda pela criação de condições propícias ao abandono dos que foram ficando, estes descontentes com as condições de trabalho e/ou a falta de perspectivas de uma carreira que, como já se disse, está em extinção galopante.
Saíram, assim, dos hospitais, sobretudo os médicos mais capazes. Mas não só: também saíram e têm saído médicos jovens, especializados há pouco tempo.
Depois, então, promoveram a contratação, a trouxe-mouxe, de tarefeiros (alguns, pelos vistos, de qualidade e competência duvidosas) para colmatar a falta dos médicos que saíram.
E agora vêm p’raí com choradinhos e análises preocupadas, e anúncios de medidas impraticáveis que vão deixar o Serviço Nacional de Saúde ainda mais moribundo, incapaz, e, por esse caminho – perigoso para o doente no futuro. Prevêem medidas, até, contraditórias: pretendem dificultar ainda mais a contratação de tarefeiros, no momento em que mais ainda vão precisar deles: quando os médicos, a partir de 1 de Janeiro próximo, poderão optar por não fazer trabalho extraordinário nos hospitais e Centros de Saúde do Estado, pois muitos deles não querem ganhar 28 euros à hora quando a seu lado há um tarefeiro menos qualificado a ganhar, por exemplo, 70 euros à hora.
Quando se pratica a lei cega do mercado – a lei da oferta e da procura - é nisso que as coisas podem dar: numa como que mercenarização do trabalho médico (Hipócrates deve estar a dar voltas e mais voltas na tumba. E qualquer dia até é bem capaz de aparecer por aí doido de todo).
É como disse Marcelo rebelo de Sousa: «Parece que não há um plano para a Saúde» em Portugal. Navega-se à vista. Mas fica a ideia que o objectivo principal é extinguir o Serviço Nacional de Saúde sem que as consequências, sequer as de curto e médio prazo, estejam a ser devidamente perspectivadas.
Pergunto: é preciso que morra gente em número significativo para só então se parar, pensar e definir outro caminho?
Mas aonde é que se quer chegar com tudo isto?!
Estamos num país de loucos ou quê?!
Fiquemos com a citação de algumas frases que o Diário de Notícias atribui hoje à senhora Secretária de Estado Adjunta da Saúde, Carmen Pignatelli:
"ninguém garante a qualidade" do atendimento
"há hospitais que celebram contratos que se resumem a meia folha A4".
"Não há informação sobre o corpo clínico da empresa, do registo de cada médico na ordem, nem a garantia de que ele é especialista em oftalmologia, se for o caso de ser contratado para a oftalmologia."
"Uma das coisas que me deixam perplexa é como é que se garante a qualidade dos serviços nestas condições."
Nota: Será que tudo o que disse a senhora Secretária Adjunta da Saúde, Cármen Pignatelli, significa que já se vai admitindo encerrar os hospitais (praticamente todos), acabar com o Serviço Nacional de Saúde, e entregar tudo nas mãos dos privados?
Estará a senhora Secretária a preparar os portugueses para uma notícia destas?
Da forma como as coisas estão, hoje em Portugal, nada espanta e tudo se admite.
O socratismo caminha em roda livre, apoiado firmemente numa maioria absoluta conquistada à base da maior fraude política eleitoral de que há memória, e baseada nas mais mentirosas promessas eleitorais até hoje feitas em campanha.
quinta-feira, 26 de outubro de 2006
DE OUTRA CARTA
De Herr Cazotte

[...]«Embora a minha amiga seja para Babenhausen a expressão viva das virtudes domésticas, deve estar a perguntar no seu íntimo: “Porque será que esse idiota não seduz a rapariga à velha maneira ortodoxa e acaba com toda essa história?». A minha resposta à vossa pergunta é: “Madame, esse idiota é um artista”».[...]

[...]«Embora a minha amiga seja para Babenhausen a expressão viva das virtudes domésticas, deve estar a perguntar no seu íntimo: “Porque será que esse idiota não seduz a rapariga à velha maneira ortodoxa e acaba com toda essa história?». A minha resposta à vossa pergunta é: “Madame, esse idiota é um artista”».[...]
UM GOZO PERMANENTE
É isso que parece estar a fazer connosco o Ministério da Saúde em relação a certas matérias (é a primeira vez que emprego a palavra “matéria”. Algo deve estar para me acontecer. Ou se calhar é de ouvir Jorge Coelho empregá-la pelo menos umas vinte vezes em cada Quadratura do Círculo. Onde volta e meia ele costuma dizer: «como é evidente, nesta matéria», e patati e patatá).
Vejamos então se não é gozo:
1. Até há bem pouco tempo os anticoncepcionais orais (é assim que os médicos tratam a vulgar “pílula”) eram comparticipados pagando a utente uma parte e o Estado outra. Agora, com a descomparticipação da pílula pelo Estado, a utente tem que pagar a totalidade do custo da mesma se não quiser ficar grávida aquando do truca-truca.
Claro que assim o Estado vai poupar muito dinheiro.
Parece... mas não é verdade!
Porque, por outro lado, o Estado se prepara para pagar na totalidade as despesas com os abortos voluntários que a aprovação da lei do aborto vai permitir que se faça em unidades de saúde.
Agora perguntamos: é preferível e mais barato comparticipar a pílula a 100%, ou contribuir para que as mulheres engravidem e depois recorram ao sistema de saúde para abortar gratuitamente?
Em que cabeça é que medrou essa ideia absurda de fazer do aborto um método anticoncepcional? Desculpem, mortipósconcepcional.
Claro que estamos perante um gozo.
Vejamos agora outro:
2. Desde há um ano que os serviços do Ministério da Saúde têm alertado a população para o perigo da Gripe das Aves. Reconheça-se que também nos tem dito que o país está prevenido pois foram encomendadas doses suficientes do antivírus Oseltamivir (TAMIFLU), para se tratar os doentes.
Mas...
Como nas farmácias o TAMIFLU não é comparticipado, tendo o doente não hospitalizado que pagar 25,17 euros por cada caixinha de 10 cápsulas, isto é, 5 euros por cada dia de tratamento;
E como os doentes internados num hospital têm tratamento “gratuito” mas têm que pagar o imposto diário de 5 euros, imposto apelidado de forma brincalhona, pelo senhor ministro da Saúde, de “taxa moderadora”;
Conclui-se, com toda a crueza deste mundo, que se houver uma epidemia da Gripe das Aves em Portugal, será a população doente a pagar na totalidade o seu tratamento.
Lindas medidas para o sector da Saúde!
É ou não é verdade?
Vejamos então se não é gozo:
1. Até há bem pouco tempo os anticoncepcionais orais (é assim que os médicos tratam a vulgar “pílula”) eram comparticipados pagando a utente uma parte e o Estado outra. Agora, com a descomparticipação da pílula pelo Estado, a utente tem que pagar a totalidade do custo da mesma se não quiser ficar grávida aquando do truca-truca.
Claro que assim o Estado vai poupar muito dinheiro.
Parece... mas não é verdade!
Porque, por outro lado, o Estado se prepara para pagar na totalidade as despesas com os abortos voluntários que a aprovação da lei do aborto vai permitir que se faça em unidades de saúde.
Agora perguntamos: é preferível e mais barato comparticipar a pílula a 100%, ou contribuir para que as mulheres engravidem e depois recorram ao sistema de saúde para abortar gratuitamente?
Em que cabeça é que medrou essa ideia absurda de fazer do aborto um método anticoncepcional? Desculpem, mortipósconcepcional.
Claro que estamos perante um gozo.
Vejamos agora outro:
2. Desde há um ano que os serviços do Ministério da Saúde têm alertado a população para o perigo da Gripe das Aves. Reconheça-se que também nos tem dito que o país está prevenido pois foram encomendadas doses suficientes do antivírus Oseltamivir (TAMIFLU), para se tratar os doentes.
Mas...
Como nas farmácias o TAMIFLU não é comparticipado, tendo o doente não hospitalizado que pagar 25,17 euros por cada caixinha de 10 cápsulas, isto é, 5 euros por cada dia de tratamento;
E como os doentes internados num hospital têm tratamento “gratuito” mas têm que pagar o imposto diário de 5 euros, imposto apelidado de forma brincalhona, pelo senhor ministro da Saúde, de “taxa moderadora”;
Conclui-se, com toda a crueza deste mundo, que se houver uma epidemia da Gripe das Aves em Portugal, será a população doente a pagar na totalidade o seu tratamento.
Lindas medidas para o sector da Saúde!
É ou não é verdade?
quarta-feira, 25 de outubro de 2006
APAZIGUEMOS O NOSSO ESPÍRITO
Com a primeira página de Ulisses, manuscrita por James Joyce.

STATELY, PLUMP BUCK MULLIGAN CAME FROM THE STAIRHEAD, bearing a bowl of lather on which a mirror and a razor lay crossed. A yellow dressinggown, ungirdled, was sustained gently behind him by the mild morning air. He held the bowl aloft and intoned:
--INTROIBO AD ALTARE DEI.
Halted, he peered down the dark winding stairs and called out coarsely:
--Come up, Kinch! Come up, you fearful jesuit!
Solemnly he came forward and mounted the round gunrest. He faced about and blessed gravely thrice the tower, the surrounding land and the awaking mountains. Then, catching sight of Stephen Dedalus, he bent towards him and made rapid crosses in the air, gurgling in his throat and shaking his head. Stephen Dedalus, displeased and sleepy, leaned his arms on the top of the staircase and looked coldly at the shaking gurgling face that blessed him, equine in its length, and at the light untonsured hair, grained and hued like pale oak.
Buck Mulligan peeped an instant under the mirror and then covered the bowl smartly.
--Back to barracks! he said sternly.
He added in a preacher's tone:
--For this, O dearly beloved, is the genuine Christine: body and soul and blood and ouns. Slow music, please. Shut your eyes, gents. One moment. A little trouble about those white corpuscles. Silence, all.
CAI MAIS UM MITO?
(Se se confirmar a acusação de plágio)
Nunca li “Equador”, o romance de Miguel Sousa Tavares, pelo que só posso dizer assim:A serem verdadeiras as transcrições feitas no blogue português “FREEDOMTOCOPY”, de passagens do livro escrito por Sousa Tavares e do livro de Dominique Lapierre e Larry Collins, «Freedom at Midnight», 2ª Edição, 2002,
Poucas dúvidas restarão de que poderá tratar-se de plágio, pelo menos nas partes referidas naquele blogue; e em algumas passagens (também no memso referidas) será apenas e só mera tradução.
Repetimos: a serem verdadeiras aquelas transcrições – e não se viu ainda, por parte de Miguel Sousa Tavares, um desmentido cabal que nos convença do contrário, ou uma mera explicação das estranhíssimas profundas semelhanças dos dois textos – não podemos senão admitir que o tonitruante comentador da TVI terá colocado a pata na poça;
Que o homem que se gabou de «ter posto os portugueses a ler»,
Poderá ter posto os portugueses a ler sim, mas… Dominique Lapierre e Larry Collins. Pelo menos nalgumas passagens do livro.
Triste. Muito triste! Se for verdade.
Será mais um ídolo popular (não meu) que cai.
Esta acusação anónima de plágio fez-nos lembrar a Clara Pinto Correia que, depois de um plágio/tradução de uma crónica no The New Yorker, desapareceu da cena literária e jornalística durante cerca de três anos e agora, como quem começa de novo, lá vai escrevendo uns artiguelhos em revistas e jornais de segunda e terceira categorias.
Estaremos perante um caso de mais um sapateiro e sua chinela?...
Nota: Vou comprar os dois livros. E vou tirar, por mim, as minhas conclusões. Primeiro vou ler as páginas referenciadas no “FREEDOMTOCOPY”. E se nelas encontrar o que se transcreve naquele blogue, então não terei muitas dúvidas em dizer que "Equador", pelo menos naquelas passagens, é mesmo um plágio. Mas depois lerei os dois livros pois por certo deliciar-me-ei com o que vou ler: é que a qualidade dos textos transcritos é boa e convida à leitura completa dos "originais".
Actulaizado (26/10/2006, 07:09PM)
Ao que temos lido por aí na blogosfera, o blogue “FREEDOMTOCOPY” será mal intencionado e terá alterado o início de “Equador” de Muiguel Sousa Tavares (MST) para fazê-lo assemelhar-se, ou mesmo coincidir, com o início de «Freedom at Midnight», de Dominique Lapierre e Larry Collins, lançando sobre o autor de “Equador” uma falsa acusação de plágio. Mas os autores da denúncia voltaram a reafirmar que os inícios dos dois livros narram os mesmos factos e neles intervêm personagens similares.
Mas também já lemos que «Freedom at Midnight» narra factos históricos que MST terá transcrito para o seu livro, não sendo isso um plágio. Mas os autores da denúncia defendem-se e contra-atacam dizendo que MST não faz citações de textos históricos pois que os alterou a seu benefício fazendo «copianço».
Urge, portanto, comprar os livros. Não com a finalidade última de saber se MST plagiou ou não, mas para um salutar exercício de leitura comparativa. Não é mal visto, não senhor.
Actualizado (31/10/2006, 07:28PM)
Não queremos entrar em especulações. Mas apenas dizer que o endereço do blogue que denunciou o eventual plágio de Miguel Sousa Tavares serve agora uma página do próprio romance de MST tendo desaparecido os textos da denúncia de plágio e os fragmentos que, segundo o denunciante, demonstrariam a veracidade da denúncia.
Alguém tratou de fazer desaparecer os textos que nos permitiriam fazer alguma comparação entre fragmentos dos dois livros em causa.
Pense o leitor o que quiser sobre este facto.
terça-feira, 24 de outubro de 2006
DA IGREJA CATÓLICA (2)

«As Testemunhas domésticas, isto é, os pais, os amigos e os criados do Acusado são admitidas a testemunhar contra ele, mas nunca a favor dele.»
«Em rigor, bastam dois testemunhos para condenar definitivamente em matéria de heresia.»
sábado, 21 de outubro de 2006
PRÉMIO ORELHAS DE BURRO
DA IGREJA CATÓLICA (1)

(*) A palavra “herege” encontra-se grafada no texto com “j”. Parece que ao tempo era essa a grafia correcta.
Notas:
1) Texto extraído de um Abregé do “Manual dos Inquisidores”, fruto do trabalho de Frei Nicolau Emérico (1320-1399), edição de 1607, que pretende dar uma ideia, quanto possível completa, do Código Criminal da Santa Inquisição.
2) Destaques da nossa autoria.
O PIDE MAU E O PIDE BOM
Dos jornais: «preço da electricidade aumenta 6%»
Esta história do aumento do preço da energia fez-me muito lembrar a táctica dos dois pides.
Aquela velha e bem conhecida tática da PIDE para obtenção de confissões aos presos políticos: primeiro aparecia na sala de interrogatório ou tortura o pide mau que maltratava, sovava, e torturava o prisioneiro; depois aparecia o pide bom que “acudia” ao prisioneiro, lhe dava água a beber, lhe chegava uma cadeira, o ajudava a sentar-se, e com falinhas mansas de falso amigo o aconselhava convencendo-o a “falar” porque senão o mauzão voltaria para lhe aplicar mais “tratamento” daquele sem que ele, o bonzão, pudesse impedir a malfeitoria.
No fim, a acção conjugada dos dois biltres tinha por único objectivo, como é bom de ver, fazer confessar o prisioneiro para depois o incriminar no julgamento político que se seguiria no legendário e famigerado Tribunal Plenário.
Com o preço da energia aconteceu agora o seguinte: primeiro apareceu a Entidade Reguladora do Sector Energético a divulgar aos quatro ventos que a energia para os consumidores domésticos iria subir 15,7% no próximo ano; depois apareceu o nosso bom amigo Ministro da Economia a proteger-nos declarando alto e bom som que não senhor, não se irá permitir tal malfeitoria: o preço da energia aumentará, sim senhor, mas apenas 6%.
E é assim que se consegue aplicar um aumento brutal de 6%. Brutal porque num país onde os salários vão aumentar apenas uns míseros 1,5%. Abaixo da inflação, portanto. O que quer dizer que vão diminuir no próximo ano.
E esse aumento brutal de 6%, mercê do anúncio prévio bombástico dos 15,7%, parece uma benesse graças à intervenção do Governo por via do senhor Ministro da Economia.
E é assim que se transforma uma coisa má numa coisa boa.
E nós engolimos isto com a maior das naturalidades. E acreditamos que o senhor ministro foi surpreendido pelo anúncio dos 15,7%, por parte da Entidade Reguladora.
Estamos, na verdade, todos de parabéns.
E viva Portugal!
Esta história do aumento do preço da energia fez-me muito lembrar a táctica dos dois pides.
Aquela velha e bem conhecida tática da PIDE para obtenção de confissões aos presos políticos: primeiro aparecia na sala de interrogatório ou tortura o pide mau que maltratava, sovava, e torturava o prisioneiro; depois aparecia o pide bom que “acudia” ao prisioneiro, lhe dava água a beber, lhe chegava uma cadeira, o ajudava a sentar-se, e com falinhas mansas de falso amigo o aconselhava convencendo-o a “falar” porque senão o mauzão voltaria para lhe aplicar mais “tratamento” daquele sem que ele, o bonzão, pudesse impedir a malfeitoria.
No fim, a acção conjugada dos dois biltres tinha por único objectivo, como é bom de ver, fazer confessar o prisioneiro para depois o incriminar no julgamento político que se seguiria no legendário e famigerado Tribunal Plenário.
Com o preço da energia aconteceu agora o seguinte: primeiro apareceu a Entidade Reguladora do Sector Energético a divulgar aos quatro ventos que a energia para os consumidores domésticos iria subir 15,7% no próximo ano; depois apareceu o nosso bom amigo Ministro da Economia a proteger-nos declarando alto e bom som que não senhor, não se irá permitir tal malfeitoria: o preço da energia aumentará, sim senhor, mas apenas 6%.
E é assim que se consegue aplicar um aumento brutal de 6%. Brutal porque num país onde os salários vão aumentar apenas uns míseros 1,5%. Abaixo da inflação, portanto. O que quer dizer que vão diminuir no próximo ano.
E esse aumento brutal de 6%, mercê do anúncio prévio bombástico dos 15,7%, parece uma benesse graças à intervenção do Governo por via do senhor Ministro da Economia.
E é assim que se transforma uma coisa má numa coisa boa.
E nós engolimos isto com a maior das naturalidades. E acreditamos que o senhor ministro foi surpreendido pelo anúncio dos 15,7%, por parte da Entidade Reguladora.
Estamos, na verdade, todos de parabéns.
E viva Portugal!
domingo, 15 de outubro de 2006
A SAPATEIRA ALÉM DA CHINELA
Ana Gomes, a fogosa deputada do Partido Socialista, gaba-se de ter feito esta fotografia:

Que é apenas e só uma autêntica aberração estética.
Já tivéramos no mesmo blogue as maminhas, de Vital Moreira, apelidadas de «lugares de encanto».
E agora calhou-nos a “estragação” da vista da nave do Mosteiro de Alcobaça por uma enorme cruz preta inutilizando completamente a fotografia - como se alguém a tivesse censurado com um marcador grosso.
Quando é que pessoas sem talento para isso aprendem que não é o preço das máquinas fotográficas que faz o bom fotógrafo, antes sendo-o apenas o talento para aquela arte!

Que é apenas e só uma autêntica aberração estética.
Já tivéramos no mesmo blogue as maminhas, de Vital Moreira, apelidadas de «lugares de encanto».
E agora calhou-nos a “estragação” da vista da nave do Mosteiro de Alcobaça por uma enorme cruz preta inutilizando completamente a fotografia - como se alguém a tivesse censurado com um marcador grosso.
Quando é que pessoas sem talento para isso aprendem que não é o preço das máquinas fotográficas que faz o bom fotógrafo, antes sendo-o apenas o talento para aquela arte!
terça-feira, 10 de outubro de 2006
GRANDE NOVIDADE...
O LENTO VERBAL (MENTAL?) FOI APANHADO
Relatório pode implicar Xanana na violência de Díli
Segundo o DN: «O Presidente Xanana Gusmão poderá vir a ser esta semana implicado pelas Nações Unidas na violência que ocorreu em Timor-Leste durante os meses de Abril e Maio, e que se saldou num número ainda indeterminado de mortos e feridos, provocando uma onda de milhares de refugiados no país.»
Relatório pode implicar Xanana na violência de DíliSegundo o DN: «O Presidente Xanana Gusmão poderá vir a ser esta semana implicado pelas Nações Unidas na violência que ocorreu em Timor-Leste durante os meses de Abril e Maio, e que se saldou num número ainda indeterminado de mortos e feridos, provocando uma onda de milhares de refugiados no país.»
domingo, 8 de outubro de 2006
LER PARA CRER
«Um sujeito de meia-idade, forte, barbudo, mal-enjorcado, aspecto magrebino»
É assim, com toda esta polidez que por certo lhe advém da sua impecável formação diplomática, que a deputada do PS, Ana Gomes, descreve Pacheco Pereira.
O Dicionário da Academia define enjorcado como «quem se vestiu mal, à pressa ou atabalhoadamente.»
Já o termo magrebino não figura naquele dicionário. Nem sequer o termo Magrebe, o que já é mais grave. Aliás, quem consulta aquele dicionário com alguma regularidade sabe que o mesmo, sendo, segundo dizem alguns entendidos, um dos melhores da língua portuguesa, deixa, contudo, muitíssimo a desejar pois, com frequência se depara nele com enormes lacunas.
No nº 1497 da “Revista” do Expresso, de Junho de 2001, Vasco Graça Moura faz a seguinte apreciação de dita obra:
«Estamos perante uma coisa que não justifica as muitas centenas de milhares de contos que nela foram despendidos. E que não só labora em equívocos muito discutíveis, como induz outros equívocos com consequências ainda imprevisíveis neste momento para a nossa língua e para o seu património semântico e expressivo. ...Mas o pior é que, se este dicionário não permite ler muito de que os grandes autores da língua portuguesa do passado escreveram, ... ele também não permite ler uma parte muito significativa dos autores modernos.»
Mas sempre podemos adiantar que Magrebe é identificado como a parte ocidental da África, ao norte do Deserto do Sara. Magrebe significa, em árabe, «onde põe o sol».
Magrebinos são os habitantes do Magrebe; são basicamente, árabes e berberes.
É assim, com toda esta polidez que por certo lhe advém da sua impecável formação diplomática, que a deputada do PS, Ana Gomes, descreve Pacheco Pereira.
O Dicionário da Academia define enjorcado como «quem se vestiu mal, à pressa ou atabalhoadamente.»
Já o termo magrebino não figura naquele dicionário. Nem sequer o termo Magrebe, o que já é mais grave. Aliás, quem consulta aquele dicionário com alguma regularidade sabe que o mesmo, sendo, segundo dizem alguns entendidos, um dos melhores da língua portuguesa, deixa, contudo, muitíssimo a desejar pois, com frequência se depara nele com enormes lacunas.
No nº 1497 da “Revista” do Expresso, de Junho de 2001, Vasco Graça Moura faz a seguinte apreciação de dita obra:
«Estamos perante uma coisa que não justifica as muitas centenas de milhares de contos que nela foram despendidos. E que não só labora em equívocos muito discutíveis, como induz outros equívocos com consequências ainda imprevisíveis neste momento para a nossa língua e para o seu património semântico e expressivo. ...Mas o pior é que, se este dicionário não permite ler muito de que os grandes autores da língua portuguesa do passado escreveram, ... ele também não permite ler uma parte muito significativa dos autores modernos.»
Mas sempre podemos adiantar que Magrebe é identificado como a parte ocidental da África, ao norte do Deserto do Sara. Magrebe significa, em árabe, «onde põe o sol».
Magrebinos são os habitantes do Magrebe; são basicamente, árabes e berberes.
RADIOGRAFIA DE UM PAÍS
Não resisto a transcrever, na íntegra, esta posta do Professor Doutor Henrique Silveira no blogue Crítico Musical:
«A tão propalada falta de qualificação da função pública não será espelho da falta de qualificação de toda a gente neste país?
Dizer-se que o sector mais qualificado do país, o do ensino superior, tem falta de qualificação é mesmo a maior aberração que tenho lido ultimamente, será que não bastam os mestrados e os doutoramentos, os papers, os livros, as publicações para os alunos e as participações e organização de conferências. Será que ficar de 10 a 15 anos a prazo antes da nomeação definitiva na Universidade não será prova mais que suficiente?
Enfim, não será esta falta de qualificação reflectida primeiramente na própria classe política? Alguém me diz onde o primeiro ministro José Sócrates tirou o curso quando nem o próprio senhor o sabe dizer? Vejo uma biografia miserável de um político carreirista sem nada feito fora da área politiqueira e que acaba a dirigir um país.
A qualificação da nossa classe política é vergonhosa, o atraso deste país é vergonhoso, mas isso deveria ser um estímulo para melhorar, não para destruir o que de relativamente bom existe. Cortar na educação neste país é o que tem sido feito desde sempre e deu naquilo que somos. Como será possível desenvolver Portugal cortando na educação?»
«A tão propalada falta de qualificação da função pública não será espelho da falta de qualificação de toda a gente neste país?
Dizer-se que o sector mais qualificado do país, o do ensino superior, tem falta de qualificação é mesmo a maior aberração que tenho lido ultimamente, será que não bastam os mestrados e os doutoramentos, os papers, os livros, as publicações para os alunos e as participações e organização de conferências. Será que ficar de 10 a 15 anos a prazo antes da nomeação definitiva na Universidade não será prova mais que suficiente?
Enfim, não será esta falta de qualificação reflectida primeiramente na própria classe política? Alguém me diz onde o primeiro ministro José Sócrates tirou o curso quando nem o próprio senhor o sabe dizer? Vejo uma biografia miserável de um político carreirista sem nada feito fora da área politiqueira e que acaba a dirigir um país.
A qualificação da nossa classe política é vergonhosa, o atraso deste país é vergonhoso, mas isso deveria ser um estímulo para melhorar, não para destruir o que de relativamente bom existe. Cortar na educação neste país é o que tem sido feito desde sempre e deu naquilo que somos. Como será possível desenvolver Portugal cortando na educação?»
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