quarta-feira, 16 de maio de 2012

IMPRÓPRIO PARA PESSOAS SENSÍVEIS

Efeitos da droga 'Krokodile' mostrados em vídeo:

IMPRÓPRIO PARA PESSOAS SENSÍVEIS


(Nota: O uso desta droga de fabrico caseiro provoca a morte no espaço máximo de dois anos)

terça-feira, 15 de maio de 2012

(1º) Estudo ensaístico Primeiro:


 Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895).

Africa aliquid semper novi
Plínio, O Velho (23-79)

São as pessoas que fazem o Mundo;
O mato possui feridas e cicatrizes
Provérbio do MALAWI.
  
Tem estes Estudos ensaísticos, o desígnio de relevar
               O Magistério de Figuras ilustres da nossa Galeria (pessoal),
Figuras que “Por obras valorosas da morte
se libertaram” (...)
  
NP:
            Com efeito (et pour cause), “Se a relação e a razão coloniais puderam determinar certas ideologias Africanas, tais como o Pan-africanismo, a Negritude ou o Afro-centrismo, os Africanos e os seus descendentes das Antilhas ou da América contribuíram (em compensação), amplamente para a história intelectual e política do Ocidente”. Este reconhecimento revela-se central para superar as heranças da história colonial e para tentar construir uma universalidade concreta, pós-racial e pós-colonial.
            É este devir que nos move, nestes Estudos, apresentando o nobre Magistério das proeminentes figuras do Pensamento Negro, que vamos estudar, neste conjunto de Peças ensaísticas. 
(I)
            No início do Século XX (pretérito), a interdisciplinaridade preocupava (pouco ou quase nada), os universitários dos Estados Unidos, enquanto a Sociedade americana (maioritariamente), não imagina outro futuro que a segregação, no âmbito “das relações raciais”.
            Todavia, novos projetos sociais, culturais (se elaboravam na sombra), se apoiando (audaciosamente), em pesquisas que desembaraçavam de barreiras os saberes. Esta promissora iniciativa vinha de “Intelectuais Negros”, que, se definindo (explicitamente), como tais, assumiam doravante, a sua situação no género de um paradoxismo: “Americanos e Negros, Intelectuais e Negros” (orgulhosos desta dupla pertença), movidos por profundas exigências de rigor e de universalidade, porém, enérgicos (identicamente), de singulares heranças, transmitidas sem testamento, vencidos de uma espoliação.
            Entre eles, duas brilhantes figuras (dentro de pouco tempo), são chamados à servir de proa. Estamos, a referir (concretamente), a:
            --- WILLIAM EDWARD BURGHARDT DU BOIS (1868-1963, futuro pai do Pan-Africanismo) e de ALAIN LEROY LOCKE (1885-1954, futuro mentor do Renascimento de Harlem).

Posto isto, vamos (então), dar início, ao Estudo destes “Dois percursos excepcionais”.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

(LXVI) Alors que faire?


             Prática de ACTUAÇÃO SEXAGÉSIMA SEXTA:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895).

Continuação da Posta anterior...

(1)           Em relação às sociedades definidas na segunda metade do século XIX, enquanto “tradicionais”, o capitalismo se apresenta como libertador. Ou seja: Como favorável ao cumprimento das promessas de autonomia e de autorrealizações nas quais as Luzes reconheceram exigências éticas fundamentais), fundamentalmente sob duas conexões (que derivam identicamente), da primazia acordada ao mercado. Ou seja: A possibilidade de escolher o seu estado social (profissão/ofício, lugar e modo de vida, relações, etc.), assim como bens e os serviços praticados/exercidos ou comuns.
(2)           O alargamento das possibilidades formais de escolher o seu modo de pertença social, redefinido (fundamentalmente), por referência ao local/lugar de habitação e à profissão exercida (em vez de estar vinculado pelo nascimento, à uma localidade e à um Estado), foi bem um atrativo do primeiro capitalismo.
(3)           Tendo em conta, a importância da família nas sociedades tradicionais, esta forma de libertação se apresenta (antes de mais), como uma alforria/libertação do peso dos vínculos domésticos. Ela se encontra resumida na oposição às sociedades do “estatuto” e do “contrato”. Por oposição às sociedades nas quais as pessoas estão obrigadas à um estatuto que lhes não é (praticamente), possível modificar, no decurso da sua vida e existência (em todo o caso), sem mudar de localidade, o que lhes é difícil, tendo em conta, que todo o valor que lhes é acordado e  a sua identidade dependem dos enraizamentos locais (o capitalismo é suposto oferecer a possibilidade de um desenraizamento voluntário e protegido pela relevância que ele acorda ao dispositivo jurídico do contrato).

domingo, 13 de maio de 2012

(LXV) Alors que faire?


Prática de ACTUAÇÃO SEXAGÉSIMA QUINTA:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895).

Sim (efetivamente), encarnamos a desgraça teórica
e humana deste tempo! Um tempo que não está
disposto em mudar a Justiça do tempo. Donde, de
questionar (avisada e assertivamente), como é que
uma revolução seria possível sem um sujeito
que se reconhecesse (ele mesmo), como o próprio
a mudar o Mundo?
KWAME KONDÉ (Abril 2012)

L’ennemi d’aujourd’hui ne s’apelle pas
Empire ou Capital. Il s’apelle Démocratie”.
ALAIN BADIOU IN Abrégé de métapolitique.

Acerca do elóquio de Liberação, na óptica do capitalismo:

(A)
            O elóquio de liberação/libertação constitui, desde a sua formulação, uma das componentes fundamentais do espírito do capitalismo! Todavia, enquanto no princípio (originariamente), a forma de liberação proposta pelo capitalismo assume sentido (fundamentalmente), por referencia à oposição entre as “sociedades tradicionais” definidas como opressivas e as “sociedades modernas”, únicas susceptíveis de tornar possível uma auto realização individual (oposição que constitui ela própria uma produção ideológica constitutiva da modernidade). O espírito do capitalismo foi levado, nas suas formulações ulteriores, a oferecer uma perspectiva de libertação susceptível de integrar (outrossim), as críticas, ou seja, a não-realização, nos factos, das promessas de liberação sob o regímen do Capital.

(B)
            Donde e daí, eis porque, tudo isto, significa dizer que o espírito do capitalismo, na sua segunda expressão e nas formas que (ele) está a adoptar (na época atual), prossegue, sob esta relação, duas linhas dissemelhantes.
            A primeira toma (sempre) para alvo o “tradicionalismo” creditado do poder de ameaçar de um retorno violento às sociedades ocidentais modernas e denunciado como uma realidade (em atos), nos países do Terceiro Mundo.
            A segunda: Ocorre, em resposta (pelo menos, implicitamente), às criticas da opressão capitalista (ela mesma), comportando, uma oferta apresentada como liberatória em relação às realizações anteriores do capitalismo.
            Na verdade e, vale a pena, sublinhar, que o espírito do capitalismo, na segunda metade do século XX (pretérito), se dá por isso (simultaneamente), como um meio de aceder à autorrealização por intermédio do compromisso no capitalismo como uma via de libertação em relação ao capitalismo (ele mesmo), no que (ele) pôde possuir de opressivo, no âmbito das suas realizações anteriores.

sábado, 12 de maio de 2012

BERNARDO SASSETI E TITO PARIS

PASSOS COELHO E A INCONSCIÊNCIA


“Estar desempregado não pode ser, para muita gente, como é ainda hoje em Portugal, um sinal negativo. Despedir-se ou ser despedido não tem de ser um estigma, tem de representar também uma oportunidade para mudar de vida, tem de representar uma livre escolha também, uma mobilidade da própria sociedade.”

Alguém (qualquer pessoa) que diz uma enormidade destas é um inconsciente. E tudo de pior se pode esperar dele.

ISTO É UMA TRAGÉDIA PARA PORTUGAL! 

terça-feira, 8 de maio de 2012

O MERCADO DO MEDICAMENTO


Isto é o que se passa nos Estados Unidos onde a lei, como se sabe, tem mão pesadíssima.

Imaginemos agora o que se passará no resto do mundo!

E nem vale a pena imaginarmos o que não se passará no mercado dos genéricos!!!

(LXIV) Alors que faire?


Prática de ACTUAÇÃO SEXAGÉSIMA QUARTA:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895)

Continuação da Posta anterior:

            (9) Com efeito, seria necessário (outrossim), evocar o efeito de legitimação que não pôde faltar de exercer a encenação (reiterada), à farta (a rodos e aos montes), em múltiplas obras, artigos, “propos de tables” e “plateaux” de televisão, desta “escalada de individualismo”. Ali também, as paradas da organização e da mobilização dos homens, as formas de transformar uma fábrica em centro de produção flexível (designadamente), pela precarização da mão-de-obra e o adiamento dos constrangimentos para fornecedores, diversas recomendações sobre os bons meios de gerir as dissemelhantes relações de força que condicionam os proveitos/benefícios (com os assalariados, os clientes, os fornecedores, as colectividades públicas). Daí, que o facto, que um dos interesses de atingir uma estatura mundial é todo (simplesmente), de se colocar (favoravelmente), em todas as negociações (ganhando força), os modos de fazer frente às dificuldades e em controlar e mesmo em saber o que se passa nas empresas, etc.
            (10) Antes de mais, vale a pena, precisar (adequadamente), que o termo “concorrência”, visto que (ela) assesta para grandezas mercantes que podem servir (mas unicamente), sob certas condições de igualização dos competidores e, na medida, em que (ela) está circunscrita à situações bem delimitadas, em construir uma ordem equitativa, dissimula as relações de força desiguais dos que formam (concretamente), a oferta e a procura.
            (11) De feito, no estado atual, em que se encontram, as desigualdades (entre empresas e trabalhadores, entre empresas entre si, entre mercados financeiros e Estados ou empresas, entre territórios e empresas), esta concorrência, que nada tem de “perfeita”, é (muito frequentemente), apenas a imposição da lei do mais forte. Ou seja: (outrossim, quão, presentemente), porque não, a lei do mais móvel!

segunda-feira, 7 de maio de 2012

(LXIII) Alors que faire?


Prática de ACTUAÇÃO SEXAGÉSIMA TERCEIRA:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895)

Sim (efetivamente), encarnamos a desgraça teórica
e humana deste tempo! Um tempo que não está
disposto em mudar a Justiça do tempo. Donde, de
questionar (avisada e assertivamente), como é que
uma revolução seria possível sem um sujeito
que se reconhecesse (ele mesmo), como o próprio
a mudar o Mundo?
KWAME KONDÉ (Abril 2012).

L’ennemi d’aujourd’hui ne s’apelle pas
Empire ou Capital. Il s’apelle Démocratie
ALAIN BADIOU In Abrégé de métapolitique.

                        Acerca do novo espírito do capitalismo!...

(1)           Com efeito (et pour cause), na verdade, nenhuma época não tenha (quiçá) sacrificado tanto à crença, numa ação sem sujeito, como estes vinte últimos anos, que se credita, todavia (frequentemente), de um “retorno do sujeito”. No entanto, o sujeito em questão era um agente individual, não um sujeito da História.
(2)           De anotar (antes de mais), que o sujeito dos economistas era racional, (totalmente), ocupado com os seus próprios negócios/assuntos e (particularmente), absorvido pela tarefa de maximizar os seus interesses individuais. Uma tal óptica inclina para o fatalismo quanto às evoluções possíveis. Com efeito, aliás, desde esta antropologia, só podem ser encaradas como “realistas” medidas (que atuem/agem), sobre comportamentos individuais por mudanças de estimulação (diminuição do custo do trabalho para estimular a compra de trabalho; criação de “zonas francas” para favorecer a implantação das empresas nos bairros reputados “difíceis”, etc.), excluindo as mudanças de formatos susceptíveis de modificar os jogos aos quais se submetem as condutas dos atores.

sábado, 5 de maio de 2012

REVELE A FOTOGRAFIA

1) Olhe fixamente (sem pestanejar) para o ponto vermelho,
durante cerca de 30 segundos.
2) Depois desvie o olhar para uma superfície branca e
comece a pestanejar rapidamente.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

(LXII) Alors que faire?


Prática de ACTUAÇÃO SEXAGÉSIMA SEGUNDA:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895).

Continuação...

            (10) Resulta disso, que se (se) raciocina (exclusivamente), em função das trajetórias da Filosofia política moderna (em que só existe “amigos” e “inimigos” do Estado), é (totalmente), possível desacreditar a violência (por princípio), como factor constitutivo da existência do Estado.
            (11) Na verdade e (em todo rigor), com efeito, só o Estado é violento, visto que é (unicamente), no seu horizonte que se coloca o problema de uma decisão de princípio sobre a violência. Pelo contrário, a ideia é estranha à experiência da revolta, pois que esta se situa (concretamente), para além da dialéctica (jurídica) do confronto entre o poder (constituinte) e o poder (constituído), que (ela), faz (implicitamente), da violência política o objeto de uma decisão preventiva.
            (12) Eis porque (destarte), a questão da violência para o ser-revoltante é uma não-questão! Não, é que (ela) seja resolvida (através) de um estratagema filosófico que revelaria a sua inadmissibilidade lógica, mas (antes), no que constitui caso de uma decisão (não podendo), ser (materialmente) tomada sem contar com a contingência do Mundo e dos seus eventos (à cada momento), dissemelhantes. Se não acontecesse assim, estar-se-ia (novamente), mergulhados numa especulação transcendental acerca da política (uma teoria que se esgota no problema do governo da vida), que nos tornaria (totalmente), estranhos ao evento catastrófico da política (o que nasce no Mundo sem pré-aviso!).
            (13) A violência da revolta não é em si violenta, porque (ela) não faz parte (do) do qual se pode tomar consciência. Ela nasce para rejeitar a violência sistémica do poder (a sua intolerável regularidade). É o gesto (dos) que (eventualmente), violentados são levados à violência, num ato fulminante e inopinado contra a violência metódica e dissimulada (dos) que governam este Mundo (sufocando) a extravagante liberdade (peculiar), à toda singularidade.

terça-feira, 1 de maio de 2012


É com muito prazer que vos apresentamos mais um livro do nosso prezado amigo, colega e colaborador,
Kwame Kondé.

(LXI) Alors que faire?


Prática de ACTUAÇÃO SEXAGÉSIMA PRIMEIRA:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895)

Sim (efetivamente), encarnamos a desgraça teórica
e humana deste  tempo! Um tempo que não está
disposto em mudar a Justiça do tempo. Donde, de
questionar (avisada e assertivamente), como é que
uma revolução política seria possível sem um
sujeito que se reconhecesse (ele mesmo), como o
próprio a mudar o Mundo?”
KWAME KONDÉ (Abril 2012)

L’ennemi d’aujourd’hui ne s’apelle pas
Empire ou Capital. Ils’apelle Démocratie
ALAIN BADIOU In Abrégé de métapolitique.

            Com efeito (et pour cause):
                        Revoltante é a condição dos oprimidos e a
                        Impossibilidade de aceitar esta condição! (...).

(1)           A ideia de epifania do ser-revoltante (enquanto irrupção e suspensão do tempo para lhe virar o sentido), é uma figura do Mundo incalculável e (por conseguinte), alheia à instituição do poder político.
(2)           Por seu turno, a revolta exprime o imprevisto dos que suportam a usurpação do tempo e do espaço pelos que dirigem a ordem das coisas. Ela ativa uma ética da deserção que, à partir de um evento dado pode produzir uma densidade inédita do tempo.
(3)           Enfim e, em suma: A revolta é o aparecimento no espaço de um tempo que destrói a lógica fatal dos encadeamentos do kronos. Ela é a inovação de uma outra declinação da temporalidade, a cristalização de uma lacuna política no sistema (dos) que, pondo mãos à obra (a vida enquanto tal), a fazem (economicamente), frutificar!
(4)           Eis porque, se nos afigura, assaz pertinente e relevante, estudar as avisadas teses do filósofo alemão, WALTER BENJAMIM (1892-1940) “Acerca do conceito de História”, pois que, constituem um indispensável banco de ensaio de uma compreensão ontológico-política da revolta. Com efeito, a concepção da temporalidade política da lavra de BENJAMIM (em particular), desempenha um papel determinante na lógica do ser-revoltante.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

(LX) Alors que faire?


 Prática de ACTUAÇÃO SEXAGÉSIMA:


Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895)

Continuação...

(A)          Já as análises do Professor de Sociologia e filosofia política alemão (da Universidade de FLENSBURG), HAUKE BRUNSBURG (n-1945), por seu turno, ilustram a estratégia alternativa, a que expendemos, na posta anterior. Na verdade, BRUNKHORST atribui o pessimismo de H, ARENDT (que diz respeito), à possibilidade que a Humanidade jamais se outorga a consistência de uma comunidade de pertença capaz de garantir o “direito de ter direitos”, na forma como tinha revestido a mundialização da primeira parte do século XX (pretérito). Imperialismo e totalitarismo: Os factores determinantes deste mundialização constituíam as forças destruidoras do capital e do poder, sendo a guerra motor dessa situação.
(B)          Todavia (segundo ele), a segunda parte do século XX incita à mais optimismo, não que o capital e o poder tenham cessado de exercer uma influência (tão determinante como nefasta), mas porque (ela) se viu implantar (progressivamente), um sistema jurídico “desestatizado”. Um certo número de instituições jurídicas e judiciárias internacionais garantem (presentemente), os Direitos do Homem de uma forma (suficientemente), eficaz para que (estes) não estejam (exclusivamente), dependentes da arbitrariedade dos Estados nacionais. Aliás, neste sentido, já em 1999, BRUNKHORST asseverou o seguinte: "Desde já, há muito tempo, que já não é necessário ser cidadão de um Estado para aceder ao usufruto dos Direitos do Homem". O apátrida (presentemente), já não se encontra (necessariamente), sem direito. Esta extensão do estatuto jurídico indica segundo BRUNKHORST, um alargamento da "comunidade democrática".
(C)          Com efeito (et pour cause), o desvio entre o círculo dos cidadãos (dotados de direitos políticos) e as populações submetidas às leis de um Estado sem dispor do direito de voto e participar (por este meio), na formação das leis (desvio que viola o princípio segundo o qual “o povo submetido às leis deve ser o seu autor”), se encontrava compensado pelos Direitos do Homem.
(D)          Enfim, a diferença entre o estatuto ativo e o estatuto passivo, que passava outrora entre nacionais e passa (presentemente), este (estes) e os estrangeiros residentes, seria reduzida pelo facto, que os segundos teriam a garantia de ser tratados “como se fossem membros do soberano” (BRUNKHORST, 2002).

sábado, 28 de abril de 2012

MIGUEL PORTAS


UM HOMEM RARO - RARÍSSIMO


Claro que vou hoje, entre as 15 e as 19 horas, ao Palácio Galveias velar o corpo de Miguel Portas.
Miguel Portas foi, até hoje, o único deputado que, enquanto tal, me respondeu por escrito a emails que eu lhe enviava.
Isto não é recado (não é!) para nenhum líder parlamentar (é que eu escrevo-lhes de vez em quando).

O REGRESSO

O REGRESSO AOS TEMPOS DE SALAZAR
(Só falta reconstituir a PIDE)

[Recortado e digitalizado da primeira página do semanário Expresso de hoje]

(LIX) Alors que faire?


 Prática de ACTUAÇÃO QUINQUAGÉSIMA NONA:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895)

Continuação da Posta anterior:

(I)
            A professora Eugene Mayer de Ciência Política e Filosofia da Universidade de YALE, uma insigne estudiosa do Magistério ideológico e político de H. ARENDT, docente universitária, SEYLE BENHABIB (n-1950), propôs, na sua Obra: “The Rights of Others”, uma versão original da primeira démarche centrada sobre o conceito de iteração que (ela) pede por empréstimo ao filósofo francês, JACQUES DERRIDA (1930-2004), fazendo-lhe, todavia, sofrer uma inflexão (assaz) notável! De anotar (antes de mais), que o que pretende e quer, sublinhar DERRIDA, com o seu magistério, utilizando este termo é que toda repetição é uma variação que modifica sempre o que (ela) repete, jamais a reprodução de um original, original do qual sugere que (ele) não possui existência real.
(II)
            De salientar, outrossim e, ainda (antes de tudo), que SEYLE BENHABIB, se inspira desta ideia para compreender a prática democrática como uma apropriação (continuamente), renovada dos princípios e dos valores sobre os quais se edifica uma comunidade democrática (uma apropriação iterativa), na qual o povo se manifesta como autor da Lei, na própria medida em que (ele) modifica estes princípios e estes valores, reinterpretando-os. Esta concepção “fluída” da identidade do demos permite a sua abertura aos estrangeiros, sem que a sua  integração possível seja condicionada por um imperativo de assimilação.

(III)
            Na verdade e (vale a pena, aliás sublinhar), a diferença que S. BENHABIB introduz na utilização do conceito de DERRIDA, que (assenta no que (ela) reconhece). Ou seja: Que, no caso da linguagem, o conceito de um “sentido original” não tem sentido, ir-se-á do mesmo modo, segundo (ela), para o fundamento normativo de uma comunidade política. Demais, a referencia recorrente (todo ao longo do seu texto), no início do preâmbulo da Constituição de Filadélfia (1787): “We, the people”, indica que para (ela), toda democracia encontra o seu fundamento num ato originário que constitui um povo, fixando os limites. É (então mesmo) que, entre as três características que (ela) diz ser (as) da concepção tradicional da democracia. Ou seja: A auto-legislação do povo, o ideal de um demos homogéneo e a delimitação do território. Ela rejeita os dois últimos em benefício da ideia de um processo (sempre aberto) de auto-constituição do povo. Enfim (ela) não defende menos que existe um elo/vínculo “crucial” entre “o auto governo democrático” e a representação territorial. Segundo (ela) a autonomia democrática requer o encerramento/clausura, porque a representação democrática deve ser responsável perante um povo específico. Donde e daí, a noção de democracia (entendida) como o princípio segundo o qual os sujeitos da Lei devem ser (disso) os autores, o que implica sempre uma inclusão e o seu correlato: Uma exclusão!
Continuia...
Lisboa, 27 Abril 2012
KWAME KONDÉ
(Intelectual/Internacionalista --- Cidadão do Mundo).

sexta-feira, 27 de abril de 2012

(LVIII) Alors que faire?


 Prática de ACTUAÇÃO QUINQUAGÉSIMA OITAVA:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895).

Sim (efetivamente), encarnamos a desgraça
teórica e humana deste tempo! Um tempo
que não está disposto em mudar a Justiça
do tempo. Donde, de questionar (avisada e
assertivamente), como é que uma revolução
política seria efetivamente possível sem um
sujeito que se reconhecesse (ele mesmo),
como o próprio a mudar o Mundo?
KWAME KONDÉ (Abril 2012).

L’ennemi d’aujourd’hui ne s’apelle pas
Empire ou Capital. Il s’appelle Démocratie.”
ALAIN BADIOU In Abrégé de métapolitique”.

                        HANNAH ARENDT e os Direitos do Homem/Os direitos do Cidadão: Uma oportuna Leitura da sua Tese:

            Antes de mais, um sucinto perfil biográfico de HANNAH ARENDT (1906-1975): Trata-se de uma pensadora norte-americana, de origem alemã, que nasceu, em HANÔVER, a 14 Outubro de 1906 e faleceu em Nova Iorque, no ano de 1975.
            Fugitiva dos nazis, fixou-se em Paris e depois em Nova Iorque.
            Impôs como estudiosa da Ciência Política, com a Obra Origins of Totalitarism (1955), que segundo ela radica no antissemitismo e no imperialismo do século XIX e no decréscimo de participação nas INSTITUIÇÕES POLÍTICAS.
            Foi aluna do filósofo alemão, MARTIN HEIDEGGER (1889-1976), com quem teve um relacionamento amoroso (na Universidade alemã de MARBURGO) e licenciou, em Filosofa em HELDELBERG.
            Formulou o célebre conceito da “banalidade do mal”.
            H. ARENDT, na qualidade de teorizadora do inconformismo, defendeu (outrossim), os direitos dos trabalhadores à desobediência civil e atuou contra a guerra do Vietname (1961-1975).
            The Human Condition (1958), On Revolution (1963), Men in Dark Times (1968), On Violence (1970), etc., são Obras em que (ela) reflete sobre as principais questões políticas e sociais do nosso tempo.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

REMATE FINAL


[...] para lá das habilidades de que precisamos para a profissão em que somos bons, todos precisamos de filosofia, todos precisamos da arte e da literatura para nos tornarmos seres humanos maduros, para perceber o que as nossas experiências internas encerram. É para isto que existem as artes, é por isso que vais ver um bom filme e ouves boa música e lês um poema.

Pergunta: É por isso que a cultura está sob ataque? Aqui em Portugal o actual governo eliminou o Ministério da Cultura.

Resposta de Riemen: E é isso que o partido fascista está a fazer na Holanda e é o que outros estão a fazer em todo o lado. Óbvio! Quem quer matar a cultura são as pessoas mais estúpidas e vazias do mundo. Claro que é horrível para eles olharem-se ao espelho e verem “Sou apenas um anão estúpido”.

AND YESSSSSS!!!...

Eu não sou pedagogo e quero mesmo acreditar que existe uma variedade de formas de chegar ao que penso que é essencial: que as pessoas possam viver com dignidade, que aceitem responsabilidade pelas suas vidas e que reconheçam que o que têm em comum – quer sejam da China, Índia, África ou esquimós – é que somos todos seres humanos. Sim, há homens e mulheres, homossexuais e heterossexuais, pessoas de várias cores, mas somos todos seres humanos. Não podemos aceitar fundamentalismos e ideologias e sistemas económicos como o capitalismo, mais interessados em dividir as pessoas do que em uni-las.
[Rob Riemen]