quarta-feira, 25 de abril de 2012
REMATE FINAL
[...] para lá das habilidades de que precisamos para a profissão em que somos bons, todos precisamos de filosofia, todos precisamos da arte e da literatura para nos tornarmos seres humanos maduros, para perceber o que as nossas experiências internas encerram. É para isto que existem as artes, é por isso que vais ver um bom filme e ouves boa música e lês um poema.
Pergunta: É por isso que a cultura está sob ataque? Aqui em Portugal o actual governo eliminou o Ministério da Cultura.
Resposta de Riemen: E é isso que o partido fascista está a fazer na Holanda e é o que outros estão a fazer em todo o lado. Óbvio! Quem quer matar a cultura são as pessoas mais estúpidas e vazias do mundo. Claro que é horrível para eles olharem-se ao espelho e verem “Sou apenas um anão estúpido”.
(LVII) Alors que faire?
Prática
de ACTUAÇÃO QUINQUAGÉSIMA SÉTIMA:
“Ser culto es el único modo de ser libre”
José MARTÍ (1853-1895)
NP:
A revolta incondicionada (sem sujeito, sem voz
e
sem rosto),
constitui
o inadmissível da
Reflexão política
e o impensado da Filosofia
Contemporânea (...)
“Sim (efetivamente), encarnamos a desgraça
teórica
e
humana deste tempo! Um tempo que não está
disposto
em mudar a Justiça do tempo. Donde, de
questionar
(avisada e assertivamente), como
é que uma
revolução
política seria efetivamente possível sem
um
sujeito que se reconhecesse (ele
mesmo), como
o
próprio a mudar o Mundo?”
KWAME KONDÉ (2012).
(1)
Com efeito (et pour cause), a antífona/estribilho dos intelectuais sobre o fim do sujeito político no discurso público cessa de se fazer
entender/ouvir (assim que), um movimento
(morfologicamente) genérico
surja na idade do desmoronamento estrutural da política
clássica. Eis que principia (então),
a procura/busca
febril de uma identidade, a fim de desentocar/desemboscar
um sujeito capaz de fazer valer o
que (ele) pretende, de modo
consciente e responsável.
(2)
Nos outros casos (todavia), se (o) que atua/age não fala, se (ele) nega a própria validade de todo enunciado
político, o poder declara a guerra:
Tem-se
desde então de se haver com o vácuo e o vazio!
segunda-feira, 23 de abril de 2012
APAGÃO NA CAPITAL DE CABO VERDE
Edson Medina, jovem dirigente do PAICV (partido no poder), publicou
esta carta (enviada pelo Djibla) que transcrevemos.
“Carpe Diem
Sr. Ministro do Turismo, Industria
e…Energia(!!??) Estou há quinze, sim quinze (15) horas, sem luz. E sem saber
porquê!! E desde o meio dia que tento ligar para Electra para ter
informações e o telefone sempre ocupado!!
Poderia falar dos constrangimentos que essa
situação me traz. Poderia citar os meus direitos, enquanto consumidor
que paga as contas, poderia até falar dos meus direitos de cidadão,
citando a Constituição, mas não o vou fazer.
Sr. Ministro, vc é responsável pela área da
energia. O Sr. Assumiu compromissos com os caboverdianos. Primeiro
no seu juramento, enquanto membro do Governo. Segundo, no
momento em que afirmou que a Electra era um problema de todos nós
e que todos devíamos assumi-lo. Pois eu e milhares de cidadãos,
estamos a assumir a nossa parte, pagando as contas, não roubando
energia, tendo contadores legais, denunciando. Em terceiro lugar, por
ter afirmado que em Fevereiro a situação estaria
“estabilizada”…e nem digo resolvida! Já estamos em finais de Abril (!!!) e a
situação é o que é!
Sr. Ministro, há alguém em falta e não
somos nós. O Sr. anda a defraudar os cabo-verdianos e a não cumprir
as suas promessas. Por isso, demita-se!! Mas fá-lo por si. Será
bem interpretado. Dirão: eis uma demonstração de humildade, eis um político
que sabe avaliar e assume que não cumpriu com o prometido e
demite-se.
Mas Sr. PM, caso o Sr. Ministro não o faça,
fá-lo o Sr. Demita o Sr. Ministro, sob pena de atrair a si a
responsabilidade. Sim, pois o Sr. PM é responsável, pelo menos devia ser. O Sr.
tb seria bem avaliado. Pela coragem, pela humildade em aceitar que o
Sr. Ministro está esgotado e deve ser substituído por outra pessoa com
maior visão e…energia!
Não é normal que o Governo tenha
conhecimento das falcatruas, da corrupção, das ilegalidades e da
incompetência da Electra e não tome atitudes. As leis existem para serem
accionadas. Até quando teremos que continuar a aturar e a pagar pela
incompetência, pela falta de humildade em aceitar erros e corrigi-los.
Há muita gente que paga as contas.
Já era tempo de pelo menos a situação estar
estabilizada (sem trocadilhos). Mas neste momento, creio que
estamos pior. A paciência das pessoas pode não durar para
sempre!"
(LVI) Alors que faire?
Prática de ACTUAÇÃO QUINQUAGÉSIMA SEXTA:
“Ser culto es el único modo de ser libre”
José MARTÍ (1853-1895)
(1)
A distinção entre os Direitos do Homem e
(os)
do
Cidadão, se impôs (destarte),
como um instrumento cómodo para
preservar um rosto de universalismo das lógicas jurídico-políticas (necessariamente), geradoras de exclusão.
Todavia, esta distinção se revela (extremamente), difícil à traduzir em direitos (efetivamente), garantidos, não (unicamente),
em países muito afastados do ideal democrático, mas também, nos
países que são reputados como o núcleo duro das democracias modernas,
quer se trate da Europa ou da América do Norte.
(2)
E, falando, dos “Estados democráticos”, a
questão nos leva à apreender a situação
dos “Direitos do Homem” (de outro
modo), como através da diferença
entre direitos (simplesmente) proclamados e direitos
garantidos por uma instância de coação.
E, tendo em conta, que o Direito Internacional reconhece (outrossim), aos Estados soberanos o domínio/autoridade do acesso aos seus
territórios (ele), outorga (deste modo), a caução (implicitamente), às medidas que toma
cada um destes Estados para controlar a entrada
e estadia dos estrangeiros.
(3)
Ora, este controlo se exerce através das legislações e (sobretudo),
dos procedimentos
administrativos que causam à evidência prejuízo à direitos, contudo,
reconhecidos, como Direitos do Homem, tais como a liberdade de circular livremente (neste ponto, que pensar aos controlos de identidade permanentes, ou
aos campos de retenção!), ou o direito
à uma vida privada e familiar.
(4)
E, já agora, vale a pena (antes de mais), sublinhar, que (na verdade), não é a ausência de meios
de execução ou de “Véritable mécanisme
juridicionnel de controle” das instâncias internacionais à cargo dos
Direitos do Homem, que fazem (neste
ponto), a fraqueza destes direitos, mas a lógica da soberania nacional. E , se esta lógica implica que os estrangeiros não possuem outros direitos, que
(os),
que o Estado lhes outorga e que (ele),
lhes pode denegar (praticamente), pelos efeitos inerentes à
sua política de Migração, é porque
todos os direitos (inclusive), os do
cidadão são, do ponto de vista do Estado, direitos outorgados. As aporias sobre as quais
tropeçam (presentemente), inevitavelmente
todos (os) que tentam dar uma solução “democrática” à questão dos
estrangeiros, advêm do que, pensando a democracia como uma comunidade (eles)
homologam (conscientemente), ou na sua ignorância
a concepção estatuária do direito que
resulta da recuperação entre cidadania e nacionalidade. Eis-nos perante uma
concepção
na qual o carácter emancipador da noção do sujeito de direito se perdeu em benefício do imperativo da pertença!
Lisboa, 19
Abril 2012
KWAME KONDÉ
quinta-feira, 19 de abril de 2012
(LV) Alors que faire?
Prática
de ACTUAÇÃO QUINQUAGÉSIMA QUINTA:
“Ser culto es el único modo de ser libre”
José MARTÍ (1853-1895)
O
Cidadão como figura (por excelência do excluído:
(A)
A comunitarização da cidadania marcha
à par com a sua regulamentação/preceituação. Ela é (por assim dizer) a face aparente/visível. Com efeito, se no interior, a democratização
se traduziu por um incremento do número de beneficiários de direitos (outrora reservados), a um pequeno
número, assim como a criação de direitos novos (ela) teve (por contrapartida),
uma precarização
crescente dos direitos dos não-cidadãos. Demais (vale a pena sublinhar), que quanto mais a comunidade se define com
precisão, tanto mais (ela), se preocupa com as suas fronteiras.
(B)
De facto, o quadro territorial do exercício
da cidadania, o Estado soberano, era (obviamente) herdado da época anterior às
revoluções. Todavia, o movimento de democratização do século XIX e das primeiras décadas do século XX (pretérito), fez deste quadro (originariamente contingente), um elemento constitutivo da
democracia. De anotar (antes de
mais), que o conceito revolucionário da cidadania foi contaminado pela forma
territorial do poder político e que a fusão de ambos foi o terreno que permitiu
a emergência e o desenvolvimento do nacionalismo moderno.
(C)
Vale a pena (por outro), consignar,
que a dinâmica emancipadora desenrugada
pelas declarações dos direitos da época
revolucionaria, que conferiam à cada indivíduo a responsabilidade de fazer valer e de defender os seus direitos, foi (destarte), curto-circuitada pela nacionalização da Cidadania. Com efeito, se esta contaminação e a transformação insidiosa que
ela implicava quanto à compreensão do
fundamento dos direitos subjetivos, puderam ser camufladas (muitíssimo tempo),
como os excluídos do interior, quer se tratasse dos operários
ou (em geral), da gentalha/arraia-miúda, mais tarde,
das mulheres,
privados do direito de voto, lutavam para adquirir o que se tornara o símbolo da inclusão plena e
integral à comunidade cidadã (elas) apareceram aos olhos de todos (sem se esconder), uma vez, como o processo
de nacionalização da cidadania concluído.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
(LIV) Alors que faire?
Prática
de ACTUAÇÃO QUINQUAGÉSIMA QUARTA:
“Ser culto es el único modo de ser libre”
José MARTÍ (1853-1895)
No
cerne do modo de produção da metamorfose
do Mundo...
L’homme passe infiniment l’homme”.
Blaise PASCAL (1623-1662)
(1)
Mas (na
verdade), qual é (presentemente),
o modo de produção da metamorfose do Mundo? Agora que as
escolas políticas se tornaram inaceitáveis
à que critério deve responder a
realização/execução de uma subjetividade revolucionaria que permitiria
detectar no indivíduo uma transformação
potencial? Eis porque (obviamente),
com o crepúsculo da política, esta questão ora enunciada, se
impõe à todo pensamento da transformação e à toda lógica do múltiplo vinculado à um
exercício singular da subjetividade não formal. Destarte, de tudo isto,
se arvora o “contorno teórico e conceptual donde surde a disposição do
“ser-revoltante”.
(2)
Donde, com efeito (et pour cause), no momento em que a possibilidade de um modelo
alternativo ao capitalismo se
desmoronou (materialmente), o eclipse
da ideia que faz do processo revolucionário o motor da inovação
social, institui uma época da desgraça/calamidade/catástrofe (como, aliás, atesta extraordinariamente a
crise financeira do capitalismo global, a
derradeira, porém, a mais grave cuja origem reside no papel túrbido/confuso da moeda).
(3)
No entanto (infelizmente), a afasia colectiva e a amnésia dos adversários
do capitalismo (ainda não
libertos do sentimento de culpabilidade que a experiência histórica do
capitalismo do Estado, no século XX pretérito,
que os atingira deleteriamente),
engendra entre todos os que deveriam continuar à pensar, numa outra
forma de relações humanas, um pathos
assaz grave e até surpreendente e indecente mesmo.
domingo, 15 de abril de 2012
(LIII) Alors que faire?
Prática
de ACTUAÇÃO QUINQUAGÉSIMA TERCEIRA:
“Ser culto es el único modo de ser libre”
José MARTÍ (1853-1895)
Uma Leitura pertinente da Vida na sua assunção de uma Entidade orgânica singular (...).
NP :
(1)
Com efeito (et pour cause), é a natureza do Homem que é revoltante! Isto
implica a indeterminação recíproca da Natureza e da Cultura, da Biologia
e da Política. A revolta captura o carácter inefável do Homem.
Ou seja: Uma dependência/inerência transcendente na imanência viva que assumimos
em nós próprio.
(2)
O Homem é o vivo que reputa a sua finitude
como uma condição de imanência (sempre),
ameaçada
pela sua própria propensão/pendor onto-genética para a revolta. A revolta
congrega, de modo plástico a alteridade do vivo em relação à si próprio.
Destarte, “produzindo” uma figura particular da temporalidade (ela)
introduz
uma infidelidade em relação às estruturas (aparentemente), estáveis da Existência.
(I)
A Paleo-Antropologia contemporânea demonstra que toda sistematização definitiva da sua natureza é alheia ao Homo sapiens!
Com efeito, não cessa de mudar, tomando
inumeráveis formas de descontinuidades, no decurso das suas variações, no âmbito de um projeto aberto que o vincula (tecnicamente), ao Mundo. Trata-se de uma técnica
que não delimita a essência, mas que condiciona (naturalmente), o Ser
no Mundo enquanto mundo da vida.
(II)
Eis porque, na época Biotecnológica da
Sociedade pós-Luzes, quando a diferença entre o orgânico e o não
orgânico se esbate (objetivamente), é fácil compreender a condição (ontologicamente),
revoltante
do humano. Este último conhece um deslize
perpétuo e tangível (fora de si),
a hibridação que o distingue, não
dizendo respeito (unicamente), à sua fisionomia
histórica, mas (outrossim), à
sua realidade
natural. Outrossim é (realmente),
a forma em que o Homem assume (historicamente),
o seu fundo/húmus biológico de mutante, que é revoltante.
quinta-feira, 12 de abril de 2012
MARAVILHA!!!
A GUINÉ BISSAU ESTÁ OUTRA VEZ EM FESTA
QUE MARAVILHA!
O Expresso online noticiou há pouco:
(LII) Alors que faire?
Prática
de ACTUAÇÃO QUINQUAGÉSIMA SEGUNDA:
“Ser culto es el único modo de ser libre”
José MARTÍ (1853-1895)
(1)
A tese da alienação atinge o seu ponto
culminante (em termos de
coerência intelectual), no início da década de oitenta do século XX pretérito,
quando dois autores franceses: Francis AFFERGAN (Professor de Etnografia na Universidade de
Nice e autor de Pluralité Des Mondes) e Édouard GLISSANT (Escritor, romancista, poeta, teatrólogo e
ensaísta), propõem uma abordagem teórica substancial donde
se emana um verdadeiro modelo de comunidade privada da sua capacidade para se
estruturar.
(2)
É (deste
modo), que a obra: “L’Anthropologie à la Martinique”, da autoria e lavra de
Francis
AFFERGAN (1983), desemboca sobre a proposta
de dois conceitos (robustamente) privativos, que são os
“modos de improdução” e a “associatividade”. Na verdade, a história da
Sociedade Martiniquesa é a de uma “deréalisation” que é preciso compreender, na acepção estrita do
termo, como uma ausência de empresa/cometimento sobre a realidade.
(3)
Aliás (não
há dúvida nenhuma), que os Martiniqueses jamais puderam se apropriar de um espaço
(como bem próprio, leia-se como algo de particular), e (destarte), se inscrever, num processo
de produção finalizado para si mesmos. E, como “seul appartiendrait àl’histoire le peuple que produit les causes et les
effets de ses besoins”, os Martiniqueses – nada produzindo para si próprios
– se encontram na impossibilidade de se historizar, ou seja, de ter acesso
ao domínio das suas orientações culturais e do seu devir.
(4)
E, no atinente à “associatividade”, ela
decorre (em toda lógica e coerência),
destes “modos de improdução”. Ela exprime a ausência do que (aliás), contribui para gerir as bases
comunitárias por uma prática económica e material federativa. Ela se traduz por “une rivalité entre les individus au travail, un égoisme
sur le plan économique et affectif et méfiance généralisée” (AFFERGAN,
1983).
E
para exemplificar o seu raciocínio, o antropólogo se apoia
no campesinato negro formado na abolição e do qual nos assevera que (ele)
é feito “d’éléments éclatés qui ne semblent obéir qu’à des pulsions et des
effets individualistes ou atomisés” (Ibid).
terça-feira, 10 de abril de 2012
segunda-feira, 9 de abril de 2012
MEDICAMENTOS GENÉRICOS III
INFORMAÇÃO
IMPORTANTE
Por favor, não
negligencie o conhecimento desta informação. Pode parecer-lhe um texto longo e fastidioso,
mas creia que é importante para si e para qualquer cidadão, em qualquer parte
do mundo, o conhecimento do mesmo. É que você pode estar hoje de perfeita
saúde, mas não se esqueça que cada um de nós é, permanentemente, e no mínimo,
um doente potencial.
Para facilitar
as coisas vou dar-lhe em primeiro lugar conhecimento das conclusões (e meus
comentários) e depois então lhe fornecerei os links para os textos-base que sustentam essas conclusões (sendo a tradução
e os comentários da minha inteira responsabilidade).
1. Os medicamentos genéricos não são
necessariamente bio-equivalentes entre si, apesar disso a substituição de um
genérico por outro é corrente.
[Comentário: A
bio-equivalência* é o problema-chave, pelo que a substituição de um medicamento
original por um genérico, ou de um genérico por outro genérico, na farmácia,
não deveria ser permitida enquanto a bio-equivalência entre o genérico e o
fármaco original, e entre um genérico e outro genérico não for provada ― Não basta o genérico conter a mesma
substância do original ou de outro genérico, é isso!].
Ver texto-base aqui: European
Society for Organ Transplantation Advisory Committee Recommendations on
Generic Substitution of Immunosuppressive Drugs. Leia o ponto 2. Do Capítulo Generic substitution.
2. Respeitante às Drogas Inovadoras ― por exemplo, para o tratamento de arritmias cardíacas
― os genéricos envolvidos, apesar da sua reportada bio-equivalência são
claramente não-equivalentes sob o ponto de vista terapâutico.
[Comentário: Relativamente às Drogas Inovadoras, pelos vistos, nem o facto de os genéricos respeitarem
a bio-equivalência é suficiente para se confiar neles ― porque os
resultados terapêuticos são diferentes dos do medicamento original].
E nem vou traduzir: «In
patients with cardiac arrhythmias, arrhythmia recurrence, proarrhythmia, and
death have been reported in
association with antiarrhythmic drug formulation substitution. Despite
their reported bioequivalence, the
generic agents involved were clearly not therapeutically equivalent.»
(LI) Alors que faire?
Prática
de ACTUAÇÃO QUINQUAGÉSIMA PRIMEIRA:
“Ser culto es el único modo de ser libre”
José MARTÍ (1853-1895)
Acerca
da Tese da alienação...
E para principiar, esta nossa peça
ensaística, de modo consentâneo, eis algumas Marcas, assaz pertinentes:
(1)
“Le tiraillement entre interprétations divergentes est au fondement même
de la recherche anthropologique sur le monde noir”. (...)
(2)
“Les peuples africains
ne permettront plus désormais d’être culturellement, économiquement,
politiquement et intellectuellement kidnappés pour fournir aux universitaires
européens les symboles de leur statut intellectuel (...) et la matière de leur
cours injurieux et hors de propôs (Déclaration du BLACK CAUCUS, citée par HOWE,
1999, p.60).
(3)
“Quand je dis “noir”, ce mot, n’a pas de contenu biologique et je ne
l’emploie pas non plus au service d’une cause raciale. Quand je dis “noir”, je
nomme une expérience historique unique d’hommes et de femmes bien définit, dont
la présence dans ce monde était destinée à changer la vision et l’oreille du
monde et dont la libération finale sera une contribution décisive à la
libération de l’humanité”. GEORGES LAMMING, discours d’ouverture au festival Carifesta, 1981, publié et traduit par le Progressiste, 1982, suplément au numéro 974.
NP:
São
três
as teorias/teses que enformam o húmus dos relevantes Estudos do universo
cultural negro das Américas, designadamente:
---
A Teoria ou Tese da continuidade de uma herança Africana.
---
A Tese da “Crioulização” e
---
A Tese da alienação, que vamos abordar, nesta nossa Peça ensaística.
(A)
Os escritos de investigação,
elaborados, no âmbito das Ciências Humanas sobre as Antilhas francesas são
(aliás), os que mais insistiram nesta
temática
da alienação. Donde (antes de
mais), se impõe avançar com a seguinte interrogação. Ou seja: É preciso relacionar uma tal verificação com a situação das Ilhas que acabaram por fundir com a
Nação Francesa? Pode-se (quiçá),
supô-lo! O processo antigo de assimilação
em Guadalupe e Martinica põe em
jogo conexões
dissemelhantes que tornam mais complexas que algures os andamentos/cadências
da identificação cultural.
domingo, 8 de abril de 2012
SE A INCOERÊNCIA PAGASSE IMPOSTO!
A mim induz-me o
vómito ― É verdade!
Acontece-me
sempre com os trânsfugas políticos.
Vital veio do PCP
para o PS, e agora aparece a louvaminhar o Passos Atrás.
sábado, 7 de abril de 2012
(L) Alors que faire?
Prática
de ACTUAÇÃO QUINQUAGÉSIMA:
“Ser culto es el único modo de ser libre”
José MARTÍ (1853-1895)
(1)
Fazendo da inovação cultural o elemento
primordial das Sociedades negras do Novo
Mundo, MINTZ e PRICE (1992), não assumem o risco de
ignorar ou de minimizar as condições nas
quais se efetuou o “encontro”. Reintegram (com efeito), a experiência negra americana no universo coercivo das plantações para
insistir no monopólio do poder dos senhores, nas condições de desumanidade/barbárie nas quais estes pretendiam
manter os escravos.
(2)
De anotar (entretanto), por outro, os autores convidam a não minimizar os interstícios,
as transgressões
que fazem que a instituição
jamais foi coagulada/congelada. No interior da estrutura codificada e
rígida da sociedade escravista existiam sectores que davam conta de interações sociais
entre os dissemelhantes blocos. Os autores resgatam
(destarte), “uma figura
esquemática das sociedades profundamente divididas pelos estatutos – ao mesmo
tempo que pelos tipos físicos e mais ainda – mais complicadas pela contínua
interação dos membros dos dois grupos à vários níveis e consoante
dissemelhantes momentos (...), em outros termos, o sistema dos estatutos jamais
deu conta, nem controlou o conjunto das interações específicas entre os
indivíduos”.
(3)
Donde (deste
modo), MINTZ e PRICE postulam a
existência destes lugares incontornáveis (inclusive), no cerne do
empreendimento esclavagista, em que a troca se produz entre dissemelhantes grupos em presença, troca que alimenta a dinâmica
cultural de crioulização, para explicar a lógica da “criatividade”, os
autores sublinham (identicamente),
uma outra dimensão: (a), para as sociedades do Novo
Mundo, de evoluir (continuadamente), numa dinâmica de contactos que predisporia à aceitação da diferença cultural e faria da aptidão para a mudança, uma característica dos sistemas culturais em
presença. É (deste modo), que “no
interior dos estritos limites determinados pelas condições de escravatura, os Africanos-Americanos
aprendem a dar muita importância à inovação e à criatividade
individual”.
terça-feira, 3 de abril de 2012
15% DE DESEMPREGADOS EM PORTUGAL
«DESEMPREGO EM PORTUGAL
SURPREENDE BRUXELAS»
― Ai a equipa do
senhor Weiss está surpreendida!?...
― Ou, dizendo isso, estará antes a gozar com a malta!?...
Claro que
Bruxelas conhece muito bem os mecanismos pelos quais uma política de aumento de
impostos, cortes salariais e contracção ou mesmo corte total de crédito às
pequenas e médias empresas levam ao aumento do desemprego.
Claro que é gozo!
Porque o que está sucedendo é deliberado e assenta em bases ideológicas.
“SURPREENDIDOS” UMA OVA!!!
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