quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

(XXXII) Alors que faire?

Prática de ACTUAÇÃO TRIGÉSIMA SEGUNDA:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895) 

Continuação da Posta anterior:

(1)           Como deixamos a entender na posta anterior (na verdade), a mafia tende a substituir a burguesia e (a fortiori), o capitalismo torna-se (fundamentalmente), mafioso (concretamente), à partir do instante em que o desencanto do Mundo se cumpriu! Donde e daí, já não há mais relativo, mas absoluto! Sim (efetivamente), já não há re-encanto relativo, em e para a modernidade burguesa. No desencanto absoluto, a o poder dos poderosos joga-se (sem consistência), sem conexão, seja qual for o ostium, sem a menor crença e (por conseguinte), o cinismo absoluto. Sem fé nem lei!
(2)           De sublinhar (antes de mais), com efeito, que é na era deste capitalismo mafioso, que se vê desenvolver a mentira do Estado sistemático, a política pulsional e a defesa do consumidor aditiva induzidos pelo populismo industrial. Na verdade, se o fascismo é uma enfermidade do capitalismo burguês (superveniente), como o sinal percursor do desencanto absoluto, o devir mafioso do capitalismo não é um acidente (mais ou menos), epi-fenomenal. Ou seja: É o funcionamento normal e ordinário desse capitalismo. A este respeito, o “Passo-Coelhismo” não é , infelizmente, uma mera ressurgência do “Cavaquismo”. Sim (efetivamente), é muito mais grave, mais complexo e mais difícil a pensar que esta vetusta cantiga/lengalenga!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

SPORTING ― NÃO RETIRO UMA VÍRGULA


Há dois anos escrevi este post sobre Sá Pinto. E agora que ele foi escolhido para treinador do Sporting, faço esta chamada de atenção, pois, hoje penso o mesmo que na altura pensava do personagem; e também porque sei que não se muda de carácter.

CONVITE

(XXXI) Alors que faire?

 Prática de ACTUAÇÃO TRIGÉSIMMA PRIMEIRA:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895)

Na peugada do Capitalismo mafioso”...

            NP:
                        Na verdade e (na realidade), há, neste mundo (quiçá), cada mais e mais infecto, cousas e lousas...
                        Com efeito, a mafia tende a substituir a burguesia e (por seu turno), o capitalismo (destarte), torna (fundamentalmente), mafioso (concretamente), à partir do instante em que o desencanto/decepção do  mundo cumpriu!...
                        Já não é relativo, mas absoluto, visto que já não há re-encanto relativo!...Hélas!...

(I)
            O fracasso/malogro histórico do soit-disant “comunismo” terá sido (quiçá), devido à sua real incapacidade para pensar a associação, ou seja, a sua renúncia a lutar contra a proletarização como perda de saber e sobre os “curtos-circuitos”, no âmbito da trans-individualização, que são (evidentemente), características do totalitarismo burocrático estalinista. Demais, como se fosse o da totalização das condutas oriundas do marketing. Ou seja: Já não é sobre o modo de dissociar o capitalismo e o “comunismo” diferençados --- o que os marxistas situados (fora do estalinismo) e contra ele jamais souberam criticar (à fundo), porque (eles),confundiram proletarização e pauperização.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

NO PASSARÁN!

Amanhã, quando o fascismo alemão dominar politicamente a Europa através dos governos fantoches que vai nomeando ou protegendo em cada país ou em cada protectorado (como Portugal, por exemplo), renascerão das cinzas as polícias políticas, os bufos e os traidores; e os cidadãos livres pagarão de novo, com a sua liberdade, o preço de não se submeterem, de não violarem a sua consciência, de manterem íntegra a sua dignidade.

Amanhã voltarei a lutar para poder falar, para poder escrever, para poder exprimir o meu pensamento. 


Alguns pagarão com a liberdade, outros com a própria vida, outros ainda com sacrificadas tremendos, este regresso histórico que a bárbara Alemanha pretende fazer na Europa ― antes de ser mais uma vez derrotada.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

HISTÓRIA DE CABO VERDE

Quem tiver a curiosidade intelectual de adquirir um conhecimento breve da História de Cabo Verde, encontra aqui neste artigo muita informação de interesse.

O autor fez um trabalho digno de realce, admiração e agradecimento, tanto pela sua (dele autor) qualidade de escrita e rigor histórico (descritivo e cronológico), bem como, e sobretudo, por se ter distanciado correctamente dos acontecimentos relatados, no que não se deixou envolver emocional, ideológica, política ou etnicamente, ao longo de todo o texto narrativo, abstendo-se totalmente de opinar. ― 20 valores para este trabalho.

A natureza e clareza deste trabalho (bem como uma boa quantidade de textos históricos antigos catalogados em bibliotecas e arquivos de Portugal, Itália e Holanda) demonstram, sem quaisquer dúvidas, que será muito difícil (senão impossível) acontecer algo que já se sussurra em Cabo Verde: o nascimento de um projecto financiado com dinheiro fresco destinado a (re)escrever a História de Cabo Verde revendo-a sob o prisma ideológico e etnológico, adaptando-a a uma corrente política nacionalista-africanista perseguindo a consagração in nomine de figuras gradas (e algumas até menos gradas) dos movimentos de libertação das colónias, no que o povo cabo-verdiano sairia com um papel de apenas suporte das lutas “encabeçadas” por este ou aquele herói ― quando, na verdade, o verdadeiro e único herói que sobressai na História de Cabo Verde ― e merece por isso todos os pedestais que se possa imaginar ― é o Povo cabo-verdiano, ele próprio.

(XXX) Alors Que faire?

            Prática de ACTUAÇÃO TRIGÉSIMA:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895).

Eis a Hora de escolher adequadamente!...

                        NP:

            Na sua acepção mais lata, o Ambiente representa (com efeito), tudo quanto nos circunda: Os elementos e as paisagens, os animais, os micro-organismos e os nossos alter-ego. Todos tornados invisíveis graças de estar presente! Invisíveis e (não obstante e a despeito disso), fundamentais para a nossa vida e existência.
            Desde (aproximadamente), um século, a percepção individual e colectiva do nosso Ambiente passou de uma abordagem local para uma visão planetária, confirmada pelos clichés da Terra que nos são enviadas pelos satélites. Destarte, o Ambiente é (presentemente), percebido (concomitantemente), como um direito (mais outrossim), um dever (em presença das gerações futuras), um território a tratar com deferência, até a restaurar como um capital-Natureza à fazer frutificar sem o devastar.
            Eis porque (aliás), se impõe falar (não, não senhor), do ambiente, mas sim (efetivamente), de ambientes, sobretudo se tivermos presente, por exemplo:
            --- As interações (que existem), entre os genes e os seus múltiplos níveis de Ambiente.
            --- As interações entre as dissemelhantes espécies que constituem a microfauna do solo ou ainda entre os vírus, as bactérias e os homens.
            De feito e, em suma: Eis-nos perante uma trama (assaz complexa), que enforma (em substância), este nosso tecido planetário”.
                                    Ou seja: Exprimindo, mas assertivamente, somos
                                    Conduzidos (ipso facto), para uma noção/conceito
                                    De “Um ambiente em que o Ser Humano não está
                                    (evidentemente), ausente”.
            Com efeito, a sedentarização do Homo Sapiens, o seu crescimento demográfico e a sua inacreditável expansão contribuíram (em parte) para fragilizar o tecido que o envolve...

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

POR PATRIOTISMO – E POR REALISMO

Se Cabo Verde fosse rico como Angola é. Se eu governasse esse Cabo Verde rico e tivesse poder para isso. Tentaria investir em Portugal de forma a controlar: a Caixa Geral de Depósitos, o BES e o BCP; a EDP e a REN; a ANA e a TAP; a RTP, a SIC e a TVI; a Olivedesportos, a Impresa e a Ongoing; o porto de Sines e o de Leixões; a CP, a REFER, o Metro e a Estradas de Portugal.

E colocaria nas entradas do Algarve cancelas com portagens a preços proibitivos para turistas alemães, austríacos e nórdicos.

Afastaria de Portugal o espectro de ser engolido pela histórica e geneticamente incorrigível Alemanha, a qual ficaria a falar sozinha.

Et voilà!

EU NÃO SOU PIEGAS

FRIO!?... QUAL FRIO?!

Adolf Hitler

FIXEM ESTA CARA

DÁ-ME NÁUSEA




Creio que este indivíduo, João Proença de seu nome, ficará na história do movimento sindical como um traidor.

(XXIX) Alors Que faire

Prática de ACTUAÇÃO VIGÉSIMA NONA:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895)

            E, já agora (et pour cause):
Uma elucidativa elocubração sobre:
A questão da temporalidade própria à l’être-revoltant:

(a)           Com efeito, a questão da temporalidade própria à l’être-revoltant tem um valor ontológico-político absoluto. Quando o curso rotineiro da História deixa sobrevir a revolta (fatalmente inesperada), degusta-se um acidente do tempo capaz de abalar a fisionomia pela irrupção de um evento infrequente e incomum.
(b)           De feito, a revolta é a condensação de uma política que poder-se-ia (legitimamente), considerar por aristocrática em razão do que (ela) comporta de inaudito: O exercício mundano do ser-revoltante que inquieta tudo o que é. A revolta é aristocrática pois que (ela), coagula nela o que há de singular no Mundo e (tudo quanto dele diz respeito). Demais (potencialmente), toda a gente (leia-se um evento/acontecimento serial da singularidade).
(c)           A emergência da raridade/singularidade da política constitui um verdadeiro estado de exceção, na acepção em que BENJAMIN considera a sua própria inclinação revolucionaria como algo estranho ao tipo de consequências jurídicas, que acarreta a suspensão soberana da lei. Na verdade (de anotar), a revolta é uma verdadeira exceção por que (ela), coloca a existência da política (para além), de toda referencia à um princípio (teológico, jurídico, político): Uma política (para além), do primado ontológico do poder, visto ser (algo de anormal) e (por conseguinte), outrossim algo de assaz raro, obviamente!

sábado, 4 de fevereiro de 2012

ESTÁ TUDO MALUCO

Passos Coelho: Portugal vai cumprir o seu programa "custe o que custar".

«O primeiro-ministro afirmou na terça-feira que Portugal vai cumprir o seu programa de assistência económica "custe o que custar", respondendo a quem pede a sua renegociação e aos "analistas" que dizem que o País "vai falhar".»



Pergunto só:

― Se custar a soberania nacional, cumpre-se à mesma?
― Se custar milhares de mortos à fome, cumpre-se à mesma?
― Se custar uma guerra civil, cumpre-se à mesma?

Eu só posso achar que ele acha que sim.

É isso! Não é isso?!...

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

XXVIII) Alors Que faire?

Prática de ACTUAÇÃO VIGÉSIMA OITAVA:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895).

(A)

            Com efeito (et pour cause), vendo bem com “olhos de ver”, a revolução é uma transformação do estado das coisas, que aspira em estabelecer (historicamente), contra o passado, um outro sistema de poder. O fim que prosseguem os revolucionários, a criação de uma nova autoridade política, pressupõe uma transformação da existência individual e colectiva.
            De sublinhar (antes de mais), que, se a revolução é um fenómeno susceptível de fazer evoluir a História, já a revolta (por seu turno), é um evento/acontecimento que rompe toda evolução objectiva dos eventos históricos. Ela não tem história e (quiçá mesmo), nada de verdadeira genealogia. Pode-se (quando muito, no máximo), associar-lhe uma cronologia que apenas faz um com o seu evento.
            Todavia (de anotar), que enquanto a revolução é uma manifestação (tipicamente), moderna, as revoltas surgem, desde que o homem existe. Elas acompanham o processo onto-genético e a expansão histórico-cultural da Humanidade. Donde e daí, não ser (por conseguinte), falso afirmar que a revolta promove e torna (ontologicamente), pensável o que abriga a ideia de um oximoro radical. Ou seja: Um “Evento/acontecimento permanente”.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

(XXVII) Alors Que faire?

Prática de ACTUAÇÃO VIGÉSIMA SÉTIMA:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895)

“L’être-révoltant” é o que no imo do Humano permanece (eternamente), indefinível. Designa uma tensão sem fim
na própria finitude ao que é Humano: UMA DISPOSIÇÃO
INESGOTÁVEL PARA A MUDANDÇA...

IL EST BEAUCOUP PLUS AGRÉABLE DE FAIRE LA RÉVOLUTION
QUE D’ÉCRIRE SUR ELLE”.

            “Pour instaurer la relation politique (problématique, inédite, tangible) entre le singulier et le pluriel, il nous faut bouger. Les révoltes que se répandent dans le monde à l’aube du XXIº Siècle, rendent cette tâche difficile un peu moins difficile. Elles nous indiquent par où il faut commencer”.

                        NP:

                        Com efeito, a figura da revolta suscita a desconfiança/suspeita. Prefere-se-lhe (geralmente), a da revolução. Todavia (et pour cause), se nos afigura mais apropriado considerar (pelo contrário), a revolta como o pressuposto ultra-político de toda política verdadeira, visto que (ela) se encontra (ontologicamente), inscrita em cada um de nós. Demais, o Ser só pode (com efeito), se exprimir (leia-se, de melhor forma), no âmbito da sua propensão fundamentada na revolta, pois que Ele é (sûrment), o “Être révoltant”.Donde, se nos afigura (antes de mais), pertinente e oportuno relevar: é que mesmo o que há nela (a revolta obviamente), de (politicamente) enigmática nos coloca em presença do que “existe de mais Humano na vida e existência Humanas”
                        De feito, a revolta é um fenómeno por alguns conspectos, indecifrável, visto que (ela em si mesma) é (conceptualmente), opaca. Trata-se (precisamente), de algo que escapa à toda definição, tanto quanto (ela), se tornou efetiva. Não há (por conseguinte), nesta acepção, pensamento da revolta. Sim (efetivamente): Unicamente ACTOS revoltantes!...

ORA SUS!

                        QUIÇÁ
                                   Chegou a Hora do
“ÊTRE RÉVOLTANT”! Leia-se (avisadamente), na esteira e peugada
de ALBERT CAMUS (1913-1960): “L’Homme révolté” (1951), quando nesta magnífica Obra, exara:
Apparemment négative puisqu’elle ne crie rien,
La révolte est profondément positive puisqu’elle
Révèle ce qui, en l’homme, est toujours à se
Defendre...L’histoire d’aujourd’hui, par ses contestations
Nous force à dire que la révolte est l’une des dimensions
Essentielles de l’homme. Elle est notre réalité historique.
A moins de fuir la réalité, il nous faut trouver en ele
Nos valeurs

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

GASPAR OU SALAZAR?

A credibilidade do ministro Gaspar tem-se aproximado rapida e perigosamente da do comandante Schettino do Costa Concordia. Até já há muito quem diga, por isso, que 'Gaspar é Pior que Salazar'. Porque tanto o povo como o Estado vão ficando ambos na penúria.

Mas em defesa de Gaspar há sempre o argumento de que lhe faltam duas coisas para se equiparar - quiçá até ultrapassar - o Botas de Santa Comba. Faltam-lhe a censura prévia e uma polícia política; a censura para tirar a voz aos cidadãos, e uma polícia política que engavete e ou faça desaparecer os mais recalcitrantes e os famigerados comunistas (esta praga que só pode ser obra do diabo!).

No meu entender, se Gaspar dispuzesse destas duas peças essenciais ao exercício do poder, o homem talvez viesse a ser ainda melhor, isto é, pior (pois aqui estes dois advérbios significam o mesmo) do que o Mestre.

Agora, assim é que não! Vão ter que lhe arranjar uma forma de sair brevemente, mas com dignidade, do cargo de ministro das finanças.

FLASHBACK

ESTAREMOS A VOLTAR A TEMPOS ANTIGOS?

As circunstâncias cada vez mais graves em que se vive na Europa "dizem" que sim: está em curso um verdadeiro retrocesso civilizacional às mãos do poder do capital financeiro e dos seus agentes colocados em governos, um pouco por esta Europa fora e por Portugal adentro.

Mas não julgava possível o renascimento da velha, estafada e básica "caça aos comunistas" que, não o esqueçamos, até comiam criancinhas e matavam velhos com uma injecção atrás da orelha.


Nenhuma simpatia nutro por esse grupo, mas confesso que nutro alguma simpatia pela causa que eles dizem defender. Aliás, a resposta que um cibernauta deu a Pacheco, e que Pacheco teve a seriedade de colocar em linha, no mesmo post em que deprecia os Anonymous apelidadndo-os de «comunistas» (essa doença horrível que nunca mais passa!), - essa resposta, dizia eu -  argumenta fortemente contra as "razões" de Pacheco, e merece reflexão por parte de toda gente.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

MAIS UM BLOGUE NOS links

Linkei hoje este blogue El salto del ángel que espero possa enriquecer o espaço de leitura dos internautas que costumam passar por aqui, visto que se trata de um autor com créditos firmados como pensador e filósofo.

«Ángel Gabilondo Pujol es Catedrático de Metafísica de la Universidad Autónoma de Madrid, de la que fue Rector. Tras ser Presidente de la Conferencia de Rectores de las Universidades Españolas, ha sido Ministro de Educación.»

domingo, 29 de janeiro de 2012

CARTA ABERTA AOS POBRES DA DIREITA

Desculpai-me, mas há algo cómico nisto. Ver agora em todo o lado (facebook, blogues, rua, rádios e televisões) gente pobre da direita queixando-se da política de Passos Coelho e do seu (des)governo. Sois precisamente vós que o incentivastes, o elegestes, o aplaudistes e o incensastes não há ainda um ano ― um aninho só que seja! ― que andais mais aflitos e a queixar (talvez porque desiludidos).

Penso que os portugueses que votaram ao contrário de vós vos devem perdoar a incongruência: porque acho que agistes inocentemente: destes importância às cantigas e ao folclore coelhal e descurastes o essencial ― as ideias vertidas no seu programa eleitoral e expressas pelo personagem no dia-a-dia da sua acção política. É certo que Passos mente mais que Sócrates, mas não é este o problema.

É que nesse pormenor das ideias (que é um ‘pormaior’), Passos Coelho tem cumprido com o essencial do que prometeu àqueles que, como vós, o elegeram: tem dado cabo disto tudo! E fá-lo com uma eficácia nunca vista. E mais. Tem lá no seu (des)governo um homem mil vezes pior, perdão melhor que todos os negociantes e vendedores, juntos, que Sócrates alguma vez teve na sua pandilha ― Miguel Relvas de seu nome ―. Para destruir o que havia e o que há, ninguém melhor do que Relvas ― ainda duvidais disto, oh povo da direita?!...

Para quem julgou que Passos Coelho iria neutralizar, talvez acabar com os comunistas e esquerdistas que, na sua óptica, emperrariam o funcionamento do Estado e do país, este despertar para a realidade de que afinal o que se verifica é que o único grupo social que ainda resiste e luta (como sempre foi, afinal!) são os comunistas e os esquerdistas, e que sem eles, vós da direita já estaríeis pelas ruas a esmolar ― para quem julgou isso, dizia ― é uma grande lição para o futuro: verem Passos borrifando-se para o vosso voto e para o vosso apoio eleitoral, triturando-vos até ao átomo, insensível ao vosso sofrimento.

E É MUITO BEM FEITA!!!

(XXVI) Alors Que faire?

Prática de ACTUAÇÃO VIGÉSIMA SEXTA:

Ser culto es el único modo de ser libre”
José MARTÍ (1853-1895)

Continuação da posta anterior:


Tendo em conta, o conteúdo de verdade que enforma (em substância) todo o arrazoado assumido na posta anterior, se nos afigura pertinente, estudar os Questionamentos seguintes:
--- Ao fim de conta existe (efetivamente), uma relação estreita entre a evolução dos costumes  e a das técnicas?
--- Existe entre (elas), um elo/vínculo de causalidade?
--- A Sexualidade separou-se da procriação tão (definitivamente), como o exprime (aliás) o pensamento comum?
--- A Igreja e o elóquio do cidadão estariam sepultados sob forma de uma memória demasiado pesada para continuar a fazer do casamento, uma mera finalidade reprodutora?

Donde e daí (evidentemente), se (realmente), a dissociação é evidente,  a ferida que daí resulta, todavia, não menos. Isto não significa (para tanto), que, num plano moral, o encontro fecundante de dois corpos está (naturalmente), investido de uma espécie de IMPRIMATUR recusada aos demais outros. Demais, não é (quiçá, por acaso), que se sustenta, apresentando como provas (nomeadamente), a perversão incestuosa, a violação/estupro, a penetração não consentida por um indivíduo sob a influência do álcool (nada dissemelhante de um estupro). A idealização do coito como único modo aceitável de procriação comporta uma enorme indiferença à vulnerabilidade e ao sofrimento da mulher. É (por vezes), trágico que a “moral” força irrupção no desejo de criança, como se houvesse uma boa e uma má forma de conceber.

sábado, 28 de janeiro de 2012

UMA MORTE ANUNCIADA

Segundo o jornal cabo-verdiano, A Semana Online, «O empresário foguense João da Rosa “Djon Boca Pato” foi assassinado por volta das 19 horas desta sexta-feira, 27, à porta da sua residência, situada na zona alta da cidade de São Filipe.»

Alvo de dois atentados falhados nos últimos três anos, Djon Boca Pato vivia praticamente isolado no seu bunker, em S. Filipe, Ilha do Fogo, em ‘prisão domiciliária voluntária’, rodeado de guarda-costas, numa vivenda de difícil acesso, implantada num terreno cercado por muros altos afastados da casa. A Câmara Municipal de S. Filipe, numa decisão incompreensível e, no mínimo polémica, e por isso mesmo muito criticada pelos munícipes, chegou a ceder a um seu pedido interditando o trânsito automóvel na rua em frente a sua casa.

Em  Dezembro passado, disseram-me que ele estaria mais confiante da sua segurança e menos temeroso de um novo atentado uma vez que já fazia aparecimentos esporádicos num ou noutro restaurante ou local público, transportado no seu carro blindado.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

ZON - INCOMPETÊNCIA OU ALDRABICE?

Há 12 anos que sou o cliente Nº C167210901 da TV Cabo e desde há quase dois anos da pomposa ZON FIBRA 120 (Serviço TV HD + Net Wideband 120Mb + Phone Ilimitado + Serviços Digitais).

Ora, o meu modem router cujo velocidade vai «Até 200 Megas» deveria estar ligado ao meu computador por um cabo CAT 5e (Categoria 5 enanced) que permitisse que eu usufruísse da velocidade contratada; mas o cabo que me deixaram em casa é um CAT 5 (Categoria 5) que permite velocidades de transferência até apenas 100Mb (ou 100 Megas como eles dizem).

Descobri tudo isso pelo facto de estar a notar ultimamente certa lentidão (e até paragens) na minha conexão à Net e então ter andado por aí a ler sobre estes assuntos até que cheguei ao problema do cabo CAT 5.

Telefonei e coloquei o assunto à linha de «Apoio ao Cliente», da ZON, tendo sido aconselhado a trocar o cabo em qualquer loja da ZON; fui pessoalmente ao balcão da ZON (Gare do Oriente) onde me disseram que não faziam esse serviço, pelo que agendaram um contacto com uma equipa técnica e forneceram-me, via SMS, o número de telefone 800992525 para o qual eu deveria ligar pois seria atendido por um técnico que, segundo me disseram: «se for necessário irá a sua casa resolver o problema».

Telefonei para o 800992525 e fui atendido por uma pessoa simpática cujo nome não fixei que, depois de conhecer o meu problema, me disse: «nós não trocamos cabos, se o senhor quiser resolver o seu problema compre um cabo CAT 5e».

Quer dizer: a ZON vende-me um serviço (ZON FIBRA 120), pelo qual estou a pagar há dois anos, e quando detecto que parte do material que me forneceu não é adequada ao serviço, manda-me ir comprar o material adequado que me deveria ter fornecido; material aconselhado pela própria ZON, na sua página Web, a quem tenha Net Wideband 120Mb e quiser fazer um teste de velocidade ― que é o meu caso! ― Já viram tamanho desplante!... (Isso para não dizer vigarice que era o que me apetecia dizer).

É claro que será já na próxima semana que irei buscar outra solução para este caso; mas mesmo que o cabo custe 1 cêntimo, não o comprarei ― preferirei cancelar o meu contrato com a ZON pois não aturarei mais uma empresa que assim procede para com um seu cliente.

E VAI AO FUNDO, SIM SENHOR...

Não tenho nenhuma dúvida ― e muito menos qualquer ilusão ― de que um trabalhador que veja os seus direitos (mas sobretudo o seu salário e os seus subsídios) diminuídos, vá aumentar a sua produtividade. Antes pelo contrário: tornar-se-á menos produtivo e, até, negligente em muitos casos. Seja ele médico, juiz, mecânico da TAP, lixeiro de uma câmara municipal ou simplesmente administrador de uma grande empresa.

É que isto tem a ver com a natureza humana. E só os patetinhas inebriados com o poder, e ou instantaneamente enriquecidos por magia, ou aqueles que os apoiam à espera de iguais benesses é que acreditam que assim não é.

(XXV): Alors Que faire?

             Prática de ACTUAÇÃO VIGÉSIMA QUINTA:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895).

Acerca do Imaginário de uma vida sexual (em si mesma), liberada de todo constrangimento e de
Toda parada/peleia!...

(1)           O término do século XX (pretérito), viu as sociedades humanas (pelo menos ocidentais), privilegiar o hedonismo individual, valorizar (ao extremo, ao derradeiro ponto), as potencialidades sensuais do corpo. A mulher reivindica (por seu turno), um prazer orgástico/erestimal autónomo até presentemente reservado ao homem. A articulação desta “liberação” com a prática da contracepção é (provavelmente), mais ambígua  que se o pensa!
(2)           Na verdade e (sem embargo), o conjunto das atividades humanas se encontram (com efeito), cada vez mais viradas para um consumo imparável e (por conseguinte), insaciável. O “filho do amor” aparece mesmo “datado”, como estes filmes do início do século XX, que, congraçam as sequências do beijo voluptuoso e do primeiro vagido/choro/grito. Eis porque, neste particular, não deixa de ser interessante e elucidativo, trazer à colação: Êxitos públicos, designadamente, em França e não só, como é o caso do livro: “La vie sexuelle de Catherine M” (Editado, em 2001), da autoria da curadora, crítica de Arte e escritora francesa, Catherine MILLET (n-1948), no qual, a autora (encena os seus fantasmas e a sua vida sexual)-dizíamos- acabaram por desarticular (totalmente), prazer do sexo e alegrias da concepção/geração/criação.

ZITA SEABRA

Ouvi-a há dois dias, questionada por Mário Crespo, no Jornal das Nove da SIC Notícias. Ao ouvi-la falar dos comunistas e da CGTP, não vomitei porque tinha acabado de tomar um antiemético.

Ouvi-la falar transmite-me cada vez mais a verdadeira dimensão do conceito de, e o verdadeiro significado da palavra indignidade.

E pensar que essa coisa abominável e abominada dirigiu, na clandestinidade, uma organização do PCP a que eu pertencia ― a UEC (União dos Estudantes Comunistas) ― altera a minha anterior aceitação incondicional das teorias de Darwin vertidas em A Origem das Espécies. Fico a pensar que também as pedras podem originar seres humanos e que isso terá escapado ao renomado cientista inglês.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

(XXIV) Alors Que faire?

 Prática de ACTUAÇÃO VIGÉSIMA QUARTA:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895).

Abordando a Questão que se prende com o
Imaginário de uma Sexualidade não procriadora:


(A)          Sem sombra de dúvidas (na verdade et pour cause), a diabolização (politicamente incorreta), da homossexualidade assenta (antes de mais), sobre a função (puramente), hedonista de um acto sexual sem outra finalidade que a sua própria satisfação. Demais, a própria violência dos propósitos a respeito da homossexualidade inscreve os seus actos numa perspectiva de traição da Humanidade. Ela revela (provavelmente), esta invariante universal de uma humanidade angustiada (de modo, mais ou menos), consciente, por esta ruptura da perpetuação.
(B)          Historicamente, exprimindo, se nos depara (grosso modo), o seguinte Quadro:
a.     A Bíblia sataniza os sodómicos/sodomíticos/sodomitas;
b.    As culturas (mesmo secularizadas), do Médio-Oriente votam às gemónias (leia-se desprezam), os homossexuais, enclausuram-nos, torturam-nos e os submete quando são presos à um “exame de virgindade anal”;
c.     Finalmente, os nazis colocara-os em campos de concentração (aliás), de exterminação!
(C)          Todavia, o que é facto é, que este encarniçamento em negar uma “homossociabilidade” que nutre, desde sempre, na sua expressão (a mais criadora), a cultura humana, não está vinculada à mera visão da aproximação sexual dos corpos de duas pessoas do mesmo sexo. Eis (unicamente), a expressão (mais arcaica e mais visível), de uma fornicação que não possui outro desígnio que a procura do prazer (“tout court”).

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

AGORA SIM ACERTARAM COM A COISA

A Starbucks pode contar com a minha visita assídua. Até porque a facultação grátis que faz de hotspot wifi aos seus clientes já pode ser aproveitada mais longamente, pois, beber uns copos leva sempre mais tempo do que beber um café - mesmo o servido aos copázios por essa cadeia de lojas.

Na verdade eu nunca percebera a razão por que alguém se lançaria no mercado vendendo apenas doping sem cuidar daqueles que, vivendo dopados por nartureza, gostam mas é de um copinho de calmante de vez em quando.

E gosto muito de olhar às vezes para o logótipo verde da marca onde o leão do Sporting foi substituído por uma miúda...

A TRAGÉDIA TORNADA BANALIDADE


Sobre a Saúde, há cinco anos eu escrevia escandalizado «Vai morrer gente».

Agora escrevo com alguma naturalidade «Vai morrendo gente».

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

DOS JORNAIS DE HOJE


Pergunto:
Que fazer com as armas que há no mundo? Que fazer com as tropas que há no mundo?
Que fazer com a insatisfação dos povos perante esta crise civilizacional?

Respondo:
Ir construindo, pé ante-pé, o inimigo iraniano (tese de Umberto Eco).

E um dia destes... Pumbaaaa! tropas armadas até à ponta dos cabelos terão um novo jogo  no qual se ocuparão.

sábado, 21 de janeiro de 2012

(XXIII): Alors Que faire?

Prática de ACTUAÇÃO VIGÉSIMA TERCEIRA:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895).
Para refletir:

O ACTO SEXUAL (parece) não ter (presentemente), outra finalidade que a sua própria satisfação. A dimensão hedonista triunfa (levando a melhor) sobre a função reprodutora! HÉLAS!

Eis-nos (quiçá)
Ante o término do conúbio:
Sexualidade e Reprodução!?...

            (1)Com efeito, o desvio é considerável entre a ideia que a Sociedade se faz da  Sexualidade, da criação/concepção/geração e a realidade concreta. Neste ponto, a Cultura sublimou esta pulsão (como nunca), deixando ao único elóquio literário, religioso (cresceis e multipliqueis), político ou trivial, o monopólio da Verdade. Cada um (uma) se conforma ou se opõe à este dito colectivo, proclamando valores “morais” aos quais (ele/ela), se identifica ou que (ele/ela), transgride com um sentimento de alforria/libertação e de marginalidade/delito. E isto (tanto mais facilmente), que a Sociedade contemporânea remova a ordem arcaica da lei do interdito em benefício de “tout voir, tout faire”.
            (2) Todavia, o que é facto é que a Sexualidade tal como a exprime o elóquio colectivo só tem pouco a  ver com o íntimo de cada um. A “perversão” estigmatiza no outro, faz o impasse sobre cada vivência pessoal. Para demonstração, a revelação pela enfermidade (o SIDA, no caso presente e nesta circunstância), de um comportamento sexual, que (sem esta maldição/anátema), permaneceria submersa no segredo das alcovas.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

UMA ENTREVISTA DE UMBERTO ECO


«A internet não seleciona a informação. Há de tudo por lá. A Wikipédia presta um desserviço ao internauta. Outro dia publicaram fofocas a meu respeito, e tive de intervir e corrigir os erros e absurdos. A internet ainda é um mundo selvagem e perigoso. Tudo surge lá sem hierarquia. A imensa quantidade de coisas que circula é pior que a falta de informação. O excesso de informação provoca a amnésia. Informação demais faz mal. Quando não lembramos o que aprendemos, ficamos parecidos com animais. Conhecer é cortar, é selecionar.»

Quem sou eu para opinar!? Mas como Umberto Eco deixou aqui a porta aberta, no que à população “atingida” diz respeito, acho poder dizer que penso que os ignorantes e os iliterados não usam a Net para se informarem, para aprenderem seja o que for; daí eu acreditar que não ficam confusos e amnésicos por excesso de informação. Acho que usam a Net fundamentalmente para se comunicarem e para dizerem ‘ao mundo’ que estão vivos e sentirem-se com isso recompensados pelas respostas que recebem ― qualquer resposta lhes é válida ―, o que lhes alimenta a auto-estima e lhes transmite um certo grau de dignidade individual.

Quem acho que fica confuso e amnésico é a grande maioria da população escolar de hoje (que vê na Net a salvação pela sua aversão aos livros) e a chusma de falsos inteligentes (mais velhos que aqueles) que julgam-se informados porque «leram na Net»; e usam ideias e palavras alheias como se fossem de sua própria lavra e autoria: é copiar e andar. Estes são os amnésicos.

(XXII) Alors Que faire?

 Prática de ACTUAÇÃO VIGÉSIMA SEGUNDA:


Continuação da Posta Anterior:

Segunda Parte:

Reatando o nosso Estudo ensaístico, se nos afigura relevante (antes de tudo), consignar que, desde os primeiros sobressaltos do que se tornará a vida, o sexo aparece (independentemente), da reprodução. De feito, no início da vida, os organismos permutam informações genéticas. Nada de indivíduo de escolha, de consentimento, de moral nesta permuta desenfreada (leia-se, outrossim, sem controlo). Todas estas noções emergirão (progressivamente). E, é só (ulteriormente), que o Homem começará a pensar como sujeito sexuado. Neste estado primitivo, no meio desta “sopa”, formas individualizadas começam (apenas), a despontar. A pouco e pouco, as permutas de matéria e de informação constituem o objeto de uma regulação até desembocar no que (presentemente),  se denomina: o sexo.
            E, explicitando, as ideias e noções (ora avançadas), temos então:
(a)           No centro da filiação dos EUCARIOTOS dos quais somos oriundos, uma forma (particularmente), codificada de sexo foi (por conseguinte), reteúdo/garantido. Dois gâmetas fundem para dar um ovo. Este divide-se (por seu turno), produz uma estrutura (no caso da espécie Humana, obviamente), que sofrerá a meiose donde sairão estruturas que produzirão gâmetas cuja fecundação reproduzirá um...ovo. E o circuito é encerrado.
(b)           Todos os EUCARIOTOS, as Plantas, os Cogumelos, os Animais e os Homens possuem como atributo este ciclo meiose/fecundação. Este território comum é contudo balizado por muitas formas e a Natureza manifesta na matéria, uma enorme fantasia. Ou seja: Pela distribuição dos papéis (em primeiro lugar): Machos e fêmeas? Hermafroditas? Gâmeta de idêntica dimensão ou dissemelhante? Pares estáveis ou velozes? Permutas desenfreadas ou controladas?

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

PERGUNTAI-ME OH ODÃO DE CLUNY!...

Umberto Eco é deveras um escritor, um ser fascinante. Eu servi-lo-ia, por exemplo, na simples limpeza do seu escritório só para ter o privilégio de o ouvir falar de vez em quando sobre o que quer que fosse.
Neste livro que vou lendo, Construir o Inimigo, cada página (que digo!), cada parágrafo é assunto para um livro.

Nunca escondi de ninguém o meu fascínio pela Mulher, e é com imensa e profunda admiração por esta obra única de Deus, que é a mulher, que leio, através de Umberto Eco, o que Odão de Cluny, no século X, escreveu na intenção de ‘construir’ a mulher como inimiga, pela destruição da imagem desse ser mágico que Deus criou para salvar o Homem ― Para salvar a Humanidade:

«A beleza do corpo está toda na pele. Com efeito, se os homens vissem aquilo que está debaixo da pele, dotados como os linces da Beócia da penetração visiva interna, a vista das mulheres bastaria para se tornar nauseabunda: esta graça feminina não é senão saburra, sangue, humor e fel. Considerai aquilo que se esconde nas narinas, na garganta, no ventre: por toda a parte, imundícies [...] E nós, a quem causa repugnância o tocar, mesmo só com a ponta dos dedos, o vómito ou o estrume, como podemos então desejar apertar nos nossos braços um simples saco de excrementos!»

EU TENHO A RESPOSTA!

(XXI) Alors Que faire?

Prática de ACTUAÇÃO VIGÉSIMA PRIMEIRA:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895)

            “Não há maior mistério no Mundo – parece-me - que a existência dos sexos, particularmente desde a descoberta da parto-génese” --- Asserção de Charles DARWIN, datada de 16 Junho 1860, numa das suas cartas enviadas ao seu amigo, o eminente botânico inglês, J. S. HENSLOW.

Nos primórdios da Vida até chegar ao sexo e não só!...

            NP:
                        O sexo não é tudo. Todavia, que seria a Vida sem sexo? E (a propósito), como principiou tudo isto?

                        A Sexualidade é aliás a atividade central para todos os Seres vivos!
           
                        De sublinhar (antes de mais); que somos, em todo caso (nós os Homens), os únicos para quem a Sexualidade constitui objeto de questionamento.
                        Com efeito, os questionamentos (filosóficos, éticos, metafísicos), não faltam. Ou seja: Do intemporal enigma do sexo dos anjos à problemática da relação amor-morte (que renova a investida do SIDA), passando por esta angustiante perspectiva: Poder-se-á no futuro privar-se da sexualidade para fazer filhos!?...
                        São questionamentos (assumidamente), quão pertinentes e quão relevantes, cujo estudo avisado, nos elucida ao ponto que, num determinado instante, se é tentado a colocar a questão de saber o que é (na verdade), um indivíduo!

                        Uma vez, posto esta elucidativa NP, vamos ao Desenvolvimento deste aliciante Tema, quão atual e assaz relevante: