segunda-feira, 9 de abril de 2012

MEDICAMENTOS GENÉRICOS III


INFORMAÇÃO IMPORTANTE

Por favor, não negligencie o conhecimento desta informação. Pode parecer-lhe um texto longo e fastidioso, mas creia que é importante para si e para qualquer cidadão, em qualquer parte do mundo, o conhecimento do mesmo. É que você pode estar hoje de perfeita saúde, mas não se esqueça que cada um de nós é, permanentemente, e no mínimo, um doente potencial.

Para facilitar as coisas vou dar-lhe em primeiro lugar conhecimento das conclusões (e meus comentários) e depois então lhe fornecerei os links para os textos-base que sustentam essas conclusões (sendo a tradução e os comentários da minha inteira responsabilidade).

1. Os medicamentos genéricos não são necessariamente bio-equivalentes entre si, apesar disso a substituição de um genérico por outro é corrente.

[Comentário: A bio-equivalência* é o problema-chave, pelo que a substituição de um medicamento original por um genérico, ou de um genérico por outro genérico, na farmácia, não deveria ser permitida enquanto a bio-equivalência entre o genérico e o fármaco original, e entre um genérico e outro genérico não for provada ― Não basta o genérico conter a mesma substância do original ou de outro genérico, é isso!].


2. Respeitante às Drogas Inovadoras ― por exemplo, para o tratamento de arritmias cardíacas ― os genéricos envolvidos, apesar da sua reportada bio-equivalência são claramente não-equivalentes sob o ponto de vista terapâutico.

[Comentário: Relativamente às Drogas Inovadoras, pelos vistos, nem o facto de os genéricos respeitarem a bio-equivalência é suficiente para se confiar neles ― porque os resultados terapêuticos são diferentes dos do medicamento original].

E nem vou traduzir: «In patients with cardiac arrhythmias, arrhythmia recurrence, proarrhythmia, and death have been reported in association with antiarrhythmic drug formulation substitution. Despite their reported bioequivalence, the generic agents involved were clearly not therapeutically equivalent

(LI) Alors que faire?


 Prática de ACTUAÇÃO QUINQUAGÉSIMA PRIMEIRA:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895)

Acerca da Tese da alienação...

            E para principiar, esta nossa peça ensaística, de modo consentâneo, eis algumas Marcas, assaz pertinentes:
(1)           Le tiraillement entre interprétations divergentes est au fondement même de la recherche anthropologique sur le monde noir”. (...)
(2)           “Les peuples africains ne permettront plus désormais d’être culturellement, économiquement, politiquement et intellectuellement kidnappés pour fournir aux universitaires européens les symboles de leur statut intellectuel (...) et la matière de leur cours injurieux et hors de propôs (Déclaration du BLACK CAUCUS, citée par HOWE, 1999, p.60).
(3)           Quand je dis “noir”, ce mot, n’a pas de contenu biologique et je ne l’emploie pas non plus au service d’une cause raciale. Quand je dis “noir”, je nomme une expérience historique unique d’hommes et de femmes bien définit, dont la présence dans ce monde était destinée à changer la vision et l’oreille du monde et dont la libération finale sera une contribution décisive à la libération de l’humanité”. GEORGES LAMMING, discours d’ouverture au festival Carifesta, 1981, publié et traduit par le Progressiste, 1982, suplément au numéro 974.

NP:
São três as teorias/teses que enformam o húmus dos relevantes Estudos do universo cultural negro das Américas, designadamente:
--- A Teoria ou Tese da continuidade de uma herança Africana.
--- A Tese da “Crioulização” e
--- A Tese da alienação, que vamos abordar, nesta nossa Peça ensaística.

(A)
            Os escritos de investigação, elaborados, no âmbito das Ciências Humanas sobre as Antilhas francesas são (aliás), os que mais insistiram nesta temática da alienação. Donde (antes de mais), se impõe avançar com a seguinte interrogação. Ou seja: É preciso relacionar uma tal verificação com a situação das Ilhas que acabaram por fundir com a Nação Francesa? Pode-se (quiçá), supô-lo! O processo antigo de assimilação em Guadalupe e Martinica põe em jogo conexões dissemelhantes que tornam mais complexas que algures os andamentos/cadências da identificação cultural.

domingo, 8 de abril de 2012

sábado, 7 de abril de 2012

(L) Alors que faire?


Prática de ACTUAÇÃO QUINQUAGÉSIMA:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895)


(1)           Fazendo da inovação cultural o elemento primordial das Sociedades negras do Novo Mundo, MINTZ e PRICE (1992), não assumem o risco de ignorar ou de minimizar as condições nas quais se efetuou o encontro”. Reintegram (com efeito), a experiência negra americana no universo coercivo das plantações para insistir no monopólio do poder dos senhores, nas condições de desumanidade/barbárie nas quais estes pretendiam manter os escravos.
(2)           De anotar (entretanto), por outro, os autores convidam a não minimizar os interstícios, as transgressões que fazem que a instituição jamais foi coagulada/congelada. No interior da estrutura codificada e rígida da sociedade escravista existiam sectores que davam conta de interações sociais entre os dissemelhantes blocos. Os autores resgatam (destarte), “uma figura esquemática das sociedades profundamente divididas pelos estatutos – ao mesmo tempo que pelos tipos físicos e mais ainda – mais complicadas pela contínua interação dos membros dos dois grupos à vários níveis e consoante dissemelhantes momentos (...), em outros termos, o sistema dos estatutos jamais deu conta, nem controlou o conjunto das interações específicas entre os indivíduos”.
(3)           Donde (deste modo), MINTZ e PRICE postulam a existência destes lugares incontornáveis (inclusive), no cerne do empreendimento esclavagista, em que a troca se produz entre dissemelhantes grupos em presença, troca que alimenta a dinâmica cultural de crioulização, para explicar a lógica da “criatividade”, os autores sublinham (identicamente), uma outra dimensão: (a), para as sociedades do Novo Mundo, de evoluir  (continuadamente), numa dinâmica de contactos que predisporia à aceitação da diferença cultural e faria da aptidão para a mudança, uma característica dos sistemas culturais em presença. É (deste modo), que “no interior dos estritos limites determinados pelas condições de escravatura, os Africanos-Americanos aprendem a dar muita importância à inovação e à criatividade individual”.

terça-feira, 3 de abril de 2012

15% DE DESEMPREGADOS EM PORTUGAL


«DESEMPREGO EM PORTUGAL SURPREENDE BRUXELAS»


― Ai a equipa do senhor Weiss está surpreendida!?...
― Ou, dizendo isso, estará antes a gozar com a malta!?...

Claro que Bruxelas conhece muito bem os mecanismos pelos quais uma política de aumento de impostos, cortes salariais e contracção ou mesmo corte total de crédito às pequenas e médias empresas levam ao aumento do desemprego.

Claro que é gozo! Porque o que está sucedendo é deliberado e assenta em bases ideológicas.

“SURPREENDIDOS” UMA OVA!!!

(XLIX) Alors que faire?


 Pratica de ACTUAÇÃO QUADRAGÉSIMA NONA:


Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895)

Uma pertinente Leitura da “Tese da Crioulização”:

Quiçá, em jeito de EXÓRDIO para principiar:

            Do lexema/vocábulo: CRIOULO à luz dos Dicionários:

            (I)LAROUSSE DE LA LANGUE FRANÇAISE (2002)
                        CRÉOLE: n. et adj. (Espanhol: Criollo, Português: Crioulo, 1670).
                        Personne de race blanche née dans une des anciennes colonies (Antilles, Guyane, en particulier)
                        LING: Langue provenant d’un parler de type pidgin et devenue la langue d’une communauté linguistique.
                        Ensemble des langues vernaculaires en usage aux Antilles, en Guyane, en Louisiane, etc.

            (II) DA ENCICLOPÉDIA PÚBLICO 6:
                        Crioulada: Nome feminino: Porção de crioulos
                        Crioulismo: Nome masculino: Modos, tendências, influência dos crioulos
                        CRIOULO:
n  Nome masculino. Indivíduo nascido na América e de ascendência europeia; negro nascido no Brasil
n  Por extensão: Indivíduo de raça negra
n  Adjetivo: Relativo à crioulo; originário do país onde vive; autóctone; designativo das pessoas de raça branca nascido em colónias europeias; dialecto que essas pessoas falam. (De criar).
n  Linguisticamente: Tem o nome de crioulos os dialectos coloniais de línguas novi-latinas e mesmo do inglês e do alemão ou do holandês. Os dialectos crioulos formaram-se quando o indígena começou a utilizar a língua do colonizador e a modificou, quer na fonologia ou na morfologia, quer na sintaxe ou no léxico. Os sons passaram a ser pronunciados de outra forma, alterando-se, as formas modificaram-se, alterou-se a construção e certas palavras chegaram mesmo a mudar de sentido ou conservaram o que tinham ao tempo da formação do dialecto. Ao mesmo tempo, no dialecto que se formou mantiveram-se palavras indígenas ou adaptaram-se algumas de língua estrangeira.

sexta-feira, 30 de março de 2012

UM FRENESIM PATÉTICO


Há por aí um frenesim patético nas redes sociais, na imprensa e nas televisões à volta da reabertura do “processo do diploma de José Sócrates”.

Mas o que é que isso interessa hoje? Isso interessou quando o homem era primeiro-ministro: servia para lhe conhecermos o carácter. Uma vez caracterizado e fora do poder ― esteja ele em Paris ou onde quer estar ― de que vale preocuparmo-nos hoje se o diploma dele é falso ou não uma vez que nenhuma consequência minimamente relevante daí resultará!?

Essa gente toda da direita parece acéfala pois deixa-se embalar na perseguição a Sócrates e no revolver do seu passado, quando Passos Coelho e seus amigos destroem o futuro deste país caminhando para o abismo mais profundo.

Coelho deita-nos fogo à casa e a gente da direita ― com a casa a arder ― corre atrás de Sócrates de diploma na mão. Isto é um absurdo de bradar aos céus!

Trata-se de gente burra, de gente alienada, de gente masoquista ou quê?!...

SAFA!!!

ABUSIVAMENTE


Este é um aplicativo de comunicação profusamente utilizado nos smatphones. Este aplicativo (opcional), uma vez instalado fica residente no sistema e nenhum utilizador comum o fará parar de trabalhar (mesmo quando o telefone está em repouso) e muito menos o conseguirá desinstalar completamente. Nunca! Só um Geek poderá desinstalá-lo, e para isso será preciso fazer modificações no telefone (rootear o telefone) perdendo com isso a garantia do produto.

É um aplicativo que “sabe” tudo o que se passa no e através do seu telefone ― conhece os seus hábitos de utilizador, todos os números da sua lista, os seus dados pessoais, os seus passos na rua, os textos das suas mensagens, etc. ― e divulga a terceiros o dia, a hora e os minutos em que você consultou pela última vez as mensagens por ele veiculadas. Para além disso o aplicativo pode «ter actividades que impliquem pagamento» ― por exemplo, consumir sem que você queira, o seu plano de dados contemplado no seu tarifário mensal. Eu considero-o (é o que eu penso) um aplicativo altamente abusador e excessivamente intrusivo.

Para o fazer parar no meu telefone andróide, tentei ontem de tudo durante mais de duas horas. “Parava-o” através do manager dos aplicativos e passado um tempinho ele fazia autostart e lá estava activo de novo. Fui à Net várias vezes; segui recomendações e exemplos ― sem sucesso!

Mas acabei por encontrar o ovo de Colombo: abri o AVG antivírus que uso no meu telefone (toda a gente deve ter um antivírus nestas máquinas) e fui à opção “Task Killer” ― matei o aplicativo e consegui finalmente que ele não voltasse a respirar. Mas continua instalado no meu telefone; está é morto e sepultado nele, mas não consegui desinstalá-lo. Entretanto, do mal, o menos.

Quando fizer o update do software para o Ice Cream Sandwich (Andróide 4.0) espero poder ver-me livre destas "carraças espionas".

quinta-feira, 29 de março de 2012

(XLVIII) Alors que faire?


Prática de ACTUAÇÃO QUADRAGÉSIMA OITAVA:


Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895).


(I)                  Nas duas peças ensaísticas precedentes, apresentamos um modelo de interpretação da Democracia contemporânea, que (na verdade), não é sinónimo de apologia da revolta ou da anarquia. Com efeito (et pour cause), colocar os direitos subjetivos no cerne/imo da nossa compreensão da Democracia, implica reconhecer que o poder (entendido como dominação/domínio), sob formas (mais ou menos), duras ou flexíveis, constitui um elemento constitutivo do que denominamos a Política.
(II)                De anotar (antes de mais), que na terminologia em uso (presentemente), falar-se-á (mais naturalmente), de governança/governação. Donde, pode-se distinguir entre uma boa governação e uma má governação. No entanto, o critério de distinção (por essa razão), que é fixado pelos governantes (eles próprios), ou pelos teorizadores (que adoptam), o ponto de vista destes governantes, só pode constituir (o) da eficácia, ou seja, a capacidade para suscitar a adesão dos governados às políticas, que são elaboradas por outros (como eles).
(III)              De anotar (outrossim), que uma boa governação é (a) que antevê as possíveis resistências da Matéria Humana sobre a qual (ela) exerce. Nesta perspectiva (que considera necessariamente), sempre o povo governado à partir de uma posição de desvio/pendor, a autonomia do sujeito constitui um obstáculo com o qual é necessário transigir, adoptando a via da persuasão antes que a do constrangimento.

quarta-feira, 28 de março de 2012

O SENTIDO DA VIDA E O SUICÍDIO


Só há um problema filosófico verdadeiramente sério: é o suicídio. Julgar se a vida merece ou não ser vivida, é responder a uma questão fundamental da filosofia. [...] O resto, se o mundo tem três dimensões, se o espírito tem nove ou doze categorias, vem depois. São apenas jogos; primeiro é necessário responder.

Galileu, que possuía uma verdade cientifica importante, dela abjurou com a maior das facilidades deste mundo, logo que tal verdade pôs a sua vida em perigo. Fez bem, em certo sentido. Essa verdade não valia a fogueira.

Em contrapartida, vejo que muitas pessoas morrem por considerarem que a vida não merece ser vivida. Outros vejo que se fazem paradoxalmente matar pelas ideias ou pelas ilusões que lhes dão uma razão de viver (o que se chama uma razão de viver é ao mesmo tempo uma excelente razão de morrer). Julgo pois que o sentido da vida é o mais premente dos assuntos — das interrogações. Como responder-lhe? Em todos os problemas essenciais (e por tal entendo os que podem fazer morrer e os que decuplicam a paixão de viver) só há provavelmente dois métodos de pensamento, o de La Palisse e o de Don Quixote.

É o equilíbrio da evidência e do lirismo o único que nos faculta ao mesmo tempo o acesso à emoção e à clareza. Num assunto ao mesmo tempo tão humilde e tão cheio de patético, a dialéctica sábia e clássica deve pois ceder o seu lugar, é fácil de conceber, a uma atitude de espírito mais modesta que deriva ao mesmo tempo do bom senso e da simpatia.

[Albert Camus in O Mito de Sísifo]

(XLVII) Alors que faire?

 Prática de ACTUAÇÃO QUADRAGÉSIMA SÉTIMA:


Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895)

            Uma Abordagem da Interpretação da Democracia “moderna”:
(A)                     Com efeito (et pour cause), na verdade, e (sem sombra de dúvida), uma das principais vantagens de uma interpretação da Democracia moderna à luz da sua história, ou seja, do processo que fez regímenes constitucionais edificados à partir do século XVIII (o que se denomina, presentemente), de “democracias liberais” é de permitir uma concepção flexível da Democracia, libertada de um demos unitário.
(B)                     De anotar (por outro), que a cidadania foi pensada como algo vinculado à pertença nacional, facto que resulta da estrutura territorial do poder junto da qual o indivíduo deve negociar os seus direitos. No entanto, o que se sublinhou, tendo em conta, as condições do monopólio estatizado do reconhecimento  e da garantia dos direitos, prende-se com o facto, que, já a sua extensão, em termos de grupos de população a que diz respeito (outrossim), o conteúdo destes direitos (raramente), deu lugar à iniciativa dos poderes instituídos.
(C)                     Eis porque, de sublinhar (antes de mais),que (mais exatamente), quando estes poderes formalizaram direitos novos ou, acordaram o alargamento do círculo dos beneficiários de direitos (já existentes), inscrevendo-os na Lei (eles), fizeram-no (geralmente), sob a pressão, efetiva ou antecipada, de movimentos reivindicadores  das populações sem poder. De facto, foram as classes sociais desfavorecidas ou as “minorias” de diversas naturezas, que impuseram, recorrendo-se a todos os meios (pacíficos ou violentos), que são (aliás), os meios de expressão dos “sem parte”, ante a Instituição de direitos novos, os quais modificaram, etapa por etapa, a definição da Cidadania.

segunda-feira, 26 de março de 2012

(XLVI) Alors que faire?

Prática de ACTUAÇÃO QUADRAGÉSIAM SEXTA:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895).


Nos meandros da Democracia sem Demo”:

            Para principiar (avisadamente), este nosso Estudo, vamos atentar (antes de mais), no que dizem os Dicionários acerca de Demo e Democracia:
           
Do Dicionário HOUAISS da Língua Portuguesa, tomo VI:
a.     Demo: Elemento complemento ante-positivo, do Grego (dêmos, ou povo, demo) (...).
b.    Demo: Conjunto de indivíduos vivendo colectivamente; Povo, população; Divisão administrativa criada na Antiguidade ateniense e generalizada por toda a Grécia, nos tempos modernos. Etimologicamente: Do Grego dêmos, ou “Povo”, adaptado ao Latim, dêmos.
(II)                   Democracia:
a.     Politicamente:
                                                  i.    Governo do povo, governo em que o povo exerce a soberania;
                                                 ii.    Sistema político cujas ações atendem aos interesses populares;
                                                iii.    Governo no qual o povo toma as decisões importantes a respeito das políticas públicas, não de forma ocasional ou circunstancial, mas segundo princípios permanentes de legalidade;
                                                iv.    Sistema político comprometido com a igualdade ou com a distribuição equitativa de poder entre todos os cidadãos;
                                                 v.    Governo que acata a vontade da maioria da população, embora respeitando os direitos e a livre expressão das minorias (...).
b.    Etimologicamente:
                                                  i.    Vocábulo oriundo do Grego (demokratía) de demos (povo) + Kratia (força, poder), por sua vez, do verbo Grego: Kratéo “ser forte, poderoso”, adaptado ao Latim tardio (democratía, ae). Idem, proveniente do Francês démocratie (...).

Da Enciclopédia Público, Tomo 6:
                        DEMO:
                                    Elemento de composição de palavras que exprime a ideia de Povo.
                                    Nome masculino: Povoação ou Circunscrição administrativa, na Ática Antiga.

                        DEMOCRACIA:
                                    Etimologicamente, significa o “poder do povo”. O vocábulo “Democracia” vem-nos da Grécia, que é habitualmente considerada como o seu berço. (...).

quinta-feira, 22 de março de 2012

(XLV) Alors que faire?

 Prática de ACTUAÇÃO QUADRAGÉSIMA QUINTA:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895)

            Para principiar:
                        “Quando os nossos escravos se encontram à bordo colocamos aos ferros os homens dois a dois, enquanto estivermos no porto e à vista do seu país, visto que é nesse momento que estão mais inclinados para fugir e se amotinar... São alimentados duas vezes por dia... o que é a hora em que eles estão mais levados à motinaria, encontrando-se todos em cima da ponte; por conseguinte, durante todo este tempo, os dos nossos homens que não estão ocupados à distribuir-lhes o alimento e em apaziguá-los, permanecem perto das suas armas e alguns seguram fósforos iluminados perto dos grandes canhões que se dirigem por cima deles, carregados de granalhas até ao que eles tenham terminado e tornaram a descer nas suas habitações entre as pontes”. IN T. PHILLIPS (1693-1694), Documentos, volume I.

(I)                    Na verdade, o ecletismo e o espírito de competição das sociedades Africanas outorgavam às mercadorias europeias um atrativo fatal. Nenhuma era essencial, exceção feita (num sentido), armas de fogo, porém a maioria eram bens de consumo (suficientemente), apreciados para impelir os soberanos e muitas pessoas ordinárias à vender outros Africanos (para com os quais), nada sentiam, como se fosse na Idade Média, em que os Genoveses e os Venezianos venderam outros europeus aos Muçulmanos.
(II)                   Vale a pena, anotar, que outros se opunham, a  este tipo de relacionamento, não forçosamente por razões morais! Foi o caso de muitos povos sem Estado. O Benim encerrou o seu mercado aos escravos, o rei Afonso do Congo deplorou os efeitos nefastos do tráfego. Existem depoimentos, mostrando, que pessoas ordinárias ajudavam os escravos à se evadir. Sendo dado, a preocupação (tipicamente africana), de incrementar a população, vender homens era chocante e de uma trágica ironia! A lógica do tráfego residia no divórcio entre interesses colectivos e interesses individuais, os homens poderosos entregando-se ao tráfego para procurar bens que lhes permitiriam atrair clientes ainda mais numerosos. Eles vendiam pessoas para adquirir outros!