quarta-feira, 14 de março de 2012

COVITE ESPECIAL

Programa da Associação Cultural/Grupo Cénico: TCHON DI KAUBERDI,
Na segunda quinzena de Março 2012:

“Ser culto es el único modo de ser libre”
José MARTÍ (1853-1895).

            DIA 24 MARÇO 2012: Homenagem à CESÁRIA ÉVORA às 20 horas.

            DIA 31 MARÇO 2012: Evento Cultural, no âmbito da COMEMORAÇÃO DO 50º ANIVERSÁRIO DO DIA MUNDIAL DO TEATRO 2012, à partir das 15 horas.

            Estes dois relevantes Eventos Culturais têm a Direção Musical de Armando Tito e coordenação Artística e Cénica de KWAME KONDÉ.

            Nota Importante: Os Eventos terão lugar, na Sede da Associação Cabo-verdiana de Lisboa, sita na Duque de Palmela, nº 2 – 8ºAndar --- 1250-098 --- Lisboa Telefone: 213 593 367/8
            Metro Marquês de Pombal

            Saudações Culturais!
            Um forte abraço,

Lisboa, 12 Março 2012
Francisco FRAGOSO

(XLII) Alors que faire?

 Prática de ACTUAÇÃO QUADRAGÉSIMA SEGUNDA:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895).

Acerca da movimentação/atividade/labuta e práxis/tirocínio do tráfego de escravos:


(1)           Em meados do século XX (pretérito), um missionário de Serra Leoa, de nome: SIGISMUND KOELLE inquiriu um grupo de 177 antigos escravos, solicitando-lhes, que narrassem como tinham sido escravizados. 34% declararam ter sido “capturados na guerra”, em consequência de afrontamentos entre unidades políticas ou à razias de grande envergadura. Neste caso em concreto, está-se a referir às grandes incursões/assaltos anuais que (frequentemente), os cavaleiros da savana lançavam contra os povos de agricultores. De anotar, que KOELLE não menciona o caso de pessoas vítimas de razias organizadas pelo seu próprio soberano, “coisa corrente”, no Congo do século XVII, assim como em outras regiões, porém, 30% dos seus informadores tinham sido raptados (designadamente), entre os IGBO e outros povos sem Estado da floresta.
(2)           De salientar, que no século XVIII, os IGBO voltavam para os campos armados, após ter colocado as crianças da aldeia, numa tapada fechada à chave e vigiada. Onze por cento afirmavam (aliás), ter sido reduzidos à escravatura no fim de uma condenação em Justiça (geralmente), sobre acusações de adultério, o que leva a pensar, que os mais velhos se serviam da lei para se desembaraçar de concorrentes mais jovens. Aliás, não é por mero acaso, que o sagaz negreiro, FRANCIS MOORE, nos anos 1730, escrevia (à propósito da Gâmbia), nestes termos: “Desde que o comércio de escravos existe, todos os castigos foram mudados em escravatura. Existe uma vantagem em tais condenações, elas punem pesadamente o crime, a fim de garantir o benefício da venda do condenado”.

segunda-feira, 12 de março de 2012

OK VAMOS ENTÃO A CONTAS

Noticia o DN:


Pois! Eu, contribuinte líquido de quase três dezenas de milhar de euros anuais, quero perguntar ao Estado, ao Parlamento, aos deputados e ao CDS-PP o seguinte:

Quanto custaram ao país as benesses aos empresários e banqueiros amigos, as negociatas, as derrapagens orçamentais, os desperdícios propositados dos dinheiros públicos, que o poder político e os governos dos últimos 10 anos protagonizaram?

Depois vamos pôr cada coisa em seu prato da balança e vamos ver o ratito que são os custos das greves e a manada de elefantes ou o cardume de baleias que são os favores aos amigos e a roubalheira (BPNs & Cia.) que houve.

Acresce que as greves são pagas pelos próprios grevistas, pois, são eles os mais prejudicados visto que perdem o seu dia de salário.

Oh deputado de uma figa! Não tens mais nada para perguntar?!...

domingo, 11 de março de 2012

(XLI) Alors que faire?

Prática de ACTUAÇÃO QUADRAGÉSIMA PRIMEIRA:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895)

           
            Uma Abordagem (dialecticamente), consequente dos
            Primórdios da magna Questão que se prende com o
            Tráfego negreiro (...):

(I)                  Segundo o monumental Estudo (SLAVE TRADE, 1997), da autoria do historiador e romancista britânico, HUGH THOMAS (n-1931), o primeiro transporte de escravos negros organizado pelos Europeus é datado de 1444, quando um navegador português traz consigo, desde as Costas Africanas 235 escravos à Portugal. Desde 1448, o tráfego se intensifica e um milhar de escravos Africanos são encaminhados para as plantações das Ilhas portuguesas da Madeira e dos Açores. Nada mais (aliás), na Antiguidade como na Idade Média, a escravatura tinha sido edificado numa estrita divisão racial.
(II)                Com efeito, a escravatura dos Negros existia (todavia), desde (há muito, muito tempo), já atestada no Egito Faraónico , no século VI antes J. C., em que a Núbia constituía um reservatório de mão-de-obra. No entanto, os núbios não se encontravam acantonados no grupo dos escravos e se pensa mesmo, que alguns puderam ser Faraós.


(III)              Vale a pena elucidar (antes de mais), que, a presença de escravos negros nos meandros mediterrâneos desde a Alta Idade Média (mais identicamente), na Ásia (Índia, China, Indonésia), resulta da influência muçulmana. Circuitos de tráfego dos Africanos existem com o famoso filão trans-sariano em que caravanas de aprovisionamento no Sul da África alimentam os mercados do Norte e os países do Médio-Oriente.

quinta-feira, 8 de março de 2012

(XL) Alors que faire?

                         Prática de ACTUAÇÃO QUARENTA:


Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895)


(I)
                        “Muitos dos nossos súbitos desejam ardentemente,
                        as mercadorias portuguesas, que as vossas gentes
                        trazem ao nosso reino. Para satisfazer este apetite
                        desordenado, eles se apoderam de muitos dos
                        súbitos negros, livres ou alforriados e mesmo
                        nobres, filhos de nobres, até de membros da nossa
                        própria família. Vendem-nos aos Brancos...Esta
                        corrupção e esta depravação estão espalhadas que
                        a nossa terra se encontra inteiramente despovoada
                        ...É como certo o nosso desejo que este lugar não
                        sirva nem ao comércio nem ao tráfego dos
escravos”  Extrato da Carta de Afonso Iº à João III, 18 Outubro 1526 e 6 Julho 1526 (IN Correspondência de Dom Afonso, rei do Congo, 1500-1543).
            Como se pode ver e apreciar, nesta carta, Afonso se lastimava ao seu homólogo lusitano da situação caótica e terrificante que vivia o seu reino por causa do tráfego negreiro, dando conta (ao mesmo tempo), do seu desejo em pôr cobro aos inúmeros desmandos, no desígnio que o seu reino “não servisse nem ao comércio e nem ao tráfego dos escravos”.

(II)
            O Rei de Portugal (por seu turno), retorquiu, asseverando que o Congo mais nada tinha para vender. Entretanto, sem pôr um termo ao tráfego, Afonso limitou-o e o regulamentou. O seu reino estendeu-se e durou até meados do século XVII. Os Portugueses foram para outro lugar, criando em 1576, um novo depósito em Luanda, que se tornou para os Europeus uma base de conquista e de razia diretas de escravos.

terça-feira, 6 de março de 2012

(XXXIX) Alors que faire?

            Prática de ACTUAÇÃO TRIGÉSIMA NONA:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895)


            NP:

                        A Organização das Nações Unidas para a Educação, as Ciências e Cultura lançou em 1994 um programa intercultural: “La Route de l’esclave”, destinado a romper o silêncio que submerge o episódio do tráfego, no desígnio de construir uma memória universal em torno deste evento. Eis porque, no enunciado do seu programa, a UNESCO (2000) apresenta o tráfego como o “ plus grand mouvement organisé de déportation de l’histoire” e o qualifica na peugada do historiador francês, Michel DEVEU de “La plus gigantesque tragédie de l’histoire humaine par l’ampleur et la durée”(...).


(A)          Na verdade (et pour cause), na África Ocidental, a escravatura não estava limitada aos povos islamizados da Savana. Esta situação existia (identicamente), sob uma forma de linhagem/ascendência. Ou seja: os cativos tronavam membros de grupos de parentesco nos quais tinham o estatuto de “inferiores”. Foi (sem dúvida), o que os Portugueses encontraram, em 1470, quando entraram em contacto com os ARAN da Costa-de-Ouro. Isto lhes permitiu (enfim), contornar o comércio trans-Sariano  e aceder às principais fontes de metal precioso da África Ocidental.
(B)          Foi (efetivamente), no âmbito desta dinâmica, que (neste preciso lugar), El Mina (“A Mina”), edificaram, em 1482, a primeira fortaleza europeia de África Tropical. De feito (vale a pena, aliás, anotar), que, em 1506, o ouro assegurava perto de um quarto dos rendimentos da Coroa Portuguesa. Esta parcela não tardou a declinar. No entanto, os escravos, apenas, por volta de 1700, se tornaram no produto de exportação mais vantajoso e útil da Costa Africana.

sábado, 3 de março de 2012

(XXXVIII) Alors que faire?

             Prática de ACTUAÇÃO TRIGÉSIMA OITAVA:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895)

            En effet, “La traite et l’esclavage sont evidemment liés, l’une étant la condition de l’autre dans le cadre de la formation des sociétés de plantation des Amériques. Il s’agit néanmoins de deux aspects distincts  de l’institution esclavagiste (...).”


Uma oportuna Leitura do
Tráfico negreiro atlântico:

            NP:
                        Não há dúvida nenhuma, que o tráfico negreiro atlântico assume, no âmbito da História do Continente Africano, um lugar central, sobretudo, pela sua significação moral e emocional (outrossim e ainda), para a relevância que (ele), pôde ter no desenvolvimento do Continente.
                        Com efeito, relevantes e complexos foram os seus efeitos, que só se pode (os) compreender à luz do carácter (peculiar e sui generis), das Sociedades Africanas, forjado (muito antes), pela sua longa luta com a Natureza.
                        E, precisando, de modo (dialecticamente consequente), as ideias e os eventos (na verdade), o primeiro efeito a relevar é (assumidamente), demográfico, por motivos óbvios. De anotar (antes de mais), que o tráfico interrompeu o crescimento da população em África Ocidental durante dois séculos. Em seguida, estimulou formas novas de Organização política e social, o recurso à mão-de-obra servil em todo o Continente e atitudes mais brutais para com o sofrimento.
                        Vale a pena (de feito, sublinhar), que a África Subsariana estava já atrasado (tecnologicamente falando), porém, o tráfico de escravos apenas fez acentuar o fenómeno. Para além de toda esta dor, se afigura pertinente e fundamental, recordar que os Africanos lhe sobreviveram, preservando (amplamente), intactas a sua independência política e as suas instituições sociais. Todavia (paradoxalmente), este período vergonhoso mostrou (identicamente), a energia e força da resistência Humana sob os seus aspectos mais corajosos. Enfim e, em suma, se pode asseverar que: O esplendor da África encontra-se outrossim no seu sofrimento!

sexta-feira, 2 de março de 2012

RETRATO PARCIAL DO PORTUGUÊS


O português não é metódico, organizado, criterioso, persistente e ou cínico na acção. O português, em termos de luta, até parece que é preguiçoso e cobarde ― porque só age mesmo quando em desespero ―, mas quando isso acontece ― é violento e drástico.

Repito isto pela enésima vez: ― a maior parte dos que estão hoje no poder, em Portugal, tem dado mostras claríssimas de desconhecimento quase absoluto da História do seu País.

Se estes rapazes que agora formam o grupo a que compete governar Portugal, ao menos soubessem quem foi António Bernardo da Costa Cabral; quem foi Maria da Fonte, e o que foi a Patuleia; como acabou a monarquia, com D. Carlos I, no Terreiro do Paço; o que sucedeu para que estes nomes e acontecimentos estejam registados na História de Portugal; e mais uns pozinhos similares do montão de exemplos semelhantes que se pode encontrar na História ― se estes rapazes (que admito que talvez tenham uma vaga ideia de quem foi Miguel de Vasconcelos) soubessem algo sobre isso ― estariam por certo com seus queixos imberbes postos de molho, e não em alegre e arrogante reinação (de que Relvas é o expoente máximo e inigualável em qualquer parte do mundo). 

Há, neste momento, em Portugal, gente brincando com o fogo!... Insuspeitando ou mesmo ignorando as consequências que daí podem advir.

O TERMÓMETRO ASSASSINO

Organismos estatais ao serviço do desgoverno atribuem o aumento de mortes de idosos «à gripe e também ao frio».

E pronto! Querem que fiquemos por aqui: é o frio que os mata!

Não é a miséria agravada pela austeridade e a consequente falta de dinheiro para comprar comida, medicamentos e aquecimento que são as causas das mortes!...

Esta rapaziada ainda pagará caro o que está a fazer a este povo...!

DE BOCA DURA NEGA A EVIDÊNCIA

Do DN de hoje (com comentários meus entre parêntesis rectos):


[De boca dura, não admite que é a miséria resultante da austeridade que anda a matar os idosos. Ainda mete o vírus num almofariz, tritura-o e apresenta a farinha assim obtida como um novo vírus].


[Qualquer dia faz comparações com o terramoto de 1755 para dizer que a coisa é normal pois o número de mortes não ultrapassa o de então].

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

DA ESPERTEZA SALOIA DE RELVAS

DE UM TESTE DE LÓGICA DE PORTAS

DA TESE DE DOUTORAMENTO DE GASPAR

DESGOVERNAR É NEGAR AS EVIDÊNCIAS

LEMBRAM-SE DE SÓCRATES?...

De boca dura, o desgoverno tenta tapar o sol com a peneira. E mente, e ludibria, e nega, nega, nega:



Há ainda outra coisa a dizer sobre as declarações de Francisco George. Ele disse que há uma "epidemia de gripe sazonal". Ora isso não existe: ou é 'gripe sazonal' (a gripe que é habitual e por isso esperada numa dada estação do ano), ou é 'epidemia de gripe' (um surto inesperado de gripe, que não é sazonal, e que atinge um vasto número de pessoas) numa determinada região ou país.

Chega de ciganices! Chega! Tratem os portugueses como gente adulta e merecedora de consideração!

Ao menos isto, caramba!...

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

DA GRAMÁTICA DA VIDA

“O verbo ler não suporta o imperativo. É uma aversão
que compartilha com outros: o verbo amar… o verbo
sonhar… É evidente que se pode sempre tentar.
Vejamos: “Ama-me!” “Sonha!” “Lê!”. [...]
Resultado?
Nada. “
[Daniel Pennac]

(XXXVII) Alors que faire?

             Prática de ACTUAÇÃO TRIGÉSIMA SÉTIMA:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÌ (1853-1895)


(A)          Sem sombra de dúvida, a população constitui um tema histórico, de primeiro plano. O que não é algo de peculiar da África. Com efeito, no cerne/íntimo de cada história rural, existe uma história demográfica. Os pioneiros foram atores históricos decisivos na Europa medieval, na Rússia, na China e nas Américas.
(B)          Eis porque, a história moderna de todos os Países do Terceiro Mundo deve ser reescrita em função do crescimento demográfico. Todavia (de anotar, antes de mais), que certas e determinadas características foram próprias da África. Explicitando:
a.     O ambiente era (extraordinariamente), hostil. Eis por que, a evolução dos Seres Humanos do Continente teve como consequência, uma evolução rica e (excepcionalmente), variada dos seus parasitas.
b.    De feito e (por outro), enquanto os Russos, os Chineses e os Americanos colonizavam as terras, avançando desde fronteiras lineares, difundindo culturas aparecidas, no seio de populações densas, a colonização da África foi (antes de tudo), um processo interno, com inumeráveis fronteiras locais, no interior das quais a maioria das suas culturas se formaram (experiência aliás reforçada), pelo fracasso do Egito para exportar a sua para o resto do Continente a maneira da civilização do Ganges para a Índia, no seu todo. Enfim, vale a pena, acentuar, que a África possuía tradições culturais muito ricas (que dizem respeito),  à terra, mesmo (no lugar onde), era escassa! Já (as da Índia), lhe acordaram pouco lugar, mesmo (no lugar onde), ela não faltava!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

COMPRAR SAÚDE É COMPRAR VIDA

Identifiquei na semana passada mais um medicamento genérico cujo efeito não corresponde ao que é medicamente esperado prescrevendo-o com base na dosagem impressa na embalagem do mesmo. Vou ser mais claro: prescrevendo-o como se se tratasse do medicamento de marca cuja patente foi ‘libertada’ para a confecção desse genérico.

Eu aconselho qualquer pessoa que sofra de alguma doença crónica, que se trate apenas com medicamentos de marca; sobretudo as pessoas que sofrem de doenças do foro cardíaco ou cardiovascular (de hipertensão arterial, por exemplo), de doenças metabólicas como deslipidémia (alterações das gorduras do sangue) ou de diabetes, por exemplo.

Poupem no combustível, no tabaco e no álcool; no cafezinho, nos divertimentos fora de casa, na alimentação inclusive; mas não poupem nos medicamentos. Não poupem, não poupem, não poupem!

Tenhamos sempre presente que vivemos numa “economia de mercado”. De mercado puro e duro ― uma espécie de “mercado que os pariu”.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

AUMENTO DE MORTES EM PORTUGAL

Perante a notícia do aumento significativo do número de mortes de pessoas idosas (por gripe e por infecções respiratórias) quando comparado o Inverno deste ano com o de outros anos próximos passados, noticiou hoje a TVI que o ministro da saúde declarou que isto não tem nada a ver com os cortes na saúde e com a política de austeridade.

Sabendo que o senhor ministro da saúde não percebe nada de medicina, eu que percebo disso e julgo saber o que se passa, permito-me, então, explicar ao senhor ministro, ensinar-lhe alguma coisa sobre este fenómeno que ele nega por negar (é o que eu penso), pois não lhe compreende a génese nem o desenvolvimento.

Senhor ministro: os idosos e reformados com menores recursos deixaram de cumprir correctamente os tratamentos das doenças crónicas de que são portadores porque não têm dinheiro para comprar os medicamentos; deixaram de ir a todas as consultas a que deviam ir porque não têm dinheiro para pagar as taxas moderadoras e os transportes; deixaram de se aquecer, mesmo com botijas de água quente que dantes levavam p’rá cama, porque não têm dinheiro para o gás ou a electricidade para aquecerem a água; alimentam-se pior do que dantes porque o dinheiro hoje não chega para adquirirem alimentos de alto valor biológico, bens importantes de primeira necessidade, como a carne e o peixe, por exemplo.

Tudo isto somado: falta de tratamento, falta de vigilância médica frequente, viver ao frio e comer mal: deprimem brutalmente o sistema imunitário, senhor ministro! Deprimem o sistema que em nós combate os organismos infecciosos, os vírus e as bactérias; e é por isso que os velhos ficam doentes e ― ou morrem em casa, ou quando muitos deles chegam aos hospitais, já vão tão depauperados que acabam por morrer lá ―. Muitos idosos que são internados nos hospitais e depois têm alta, ao voltarem para casa, vindos do quentinho dos hospitais, apanham de novo com o frio, sofrem recaída da doença e morrem ainda mais depressa do que se pensa.

Esta é a verdade, senhor ministro da saúde!

Esta política de austeridade e mais austeridade é criminosa e está a matar pessoas!

(XXXVI) Alors que faire?

             Prática de ACTUAÇÃO TRIGÉSIMA SEXTA:


Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895)

São as pessoas que fazem o Mundo;
                                    O mato possui feridas e cicatrizes”:
Dito de um provérbio do Malawi.


            NP:
            Para os povos Africanos, a libertação do seu Continente fez da segunda metade do século XX (pretérito), “um período de triunfo, ao qual sucedeu”, no término do referido século, a “desilusão perante os “frutos” das independências”.
            Donde e daí, eis chegado o tempo de compreender, refletir, no atinente ao lugar que “os problemas contemporâneos” ocupam na longa história do Continente Africano!

(1)           A evolução da espécie Humana, busca (fundo), as suas premissas primordiais, no Leste e Sul Africanos, visto que é daí que (ela) partiu “colonizar” o Continente e o Mundo inteiro. Eis porque, para se adoptar à ambientes novos (ela), se especializou até ao momento que aparecessem grupos linguísticos e raciais distintos.
(2)           Com efeito, o domínio da produção alimentar e do trabalho dos metais deu lugar à concentração da população (lentamente, todavia), visto que, salvo no Egito e em outras regiões favorecidas, as vetustas rochas da África, os seus solos pobres, as suas chuvas caprichosas, a abundância dos insectos e a frequência excepcional das enfermidades constituíam um ambiente (assaz) hostil para as comunidades agrícolas. Donde, se pode asseverar, que a África foi (por conseguinte), até o fim do século XX,  um Continente subpovoado.
(3)           As Sociedades Africanas tinham para função primordial incrementar (ao máximo), o número de homens e colonizar a terra. De anotar, que os sistemas agrícolas eram muito maleáveis e flexíveis, pois que os homens procuravam (antes de tudo), adaptar-se ao ambiente, antes que o transformar e escapar ao desaparecimento em caso de más colheitas.

SERVIÇO CÍVICO

«A mim indigna-me ver um mundo em que 1% detém 90% da riqueza e em que a economia esmaga o homem e os seus direitos. No Chile temos um presidente que muitos dizer ter o QI de um chimpanzé tonto.»
[Luís Sepúlveda, escritor chileno, Antena 1, hoje]

Foi há bocadinho que ouvi isto na Antena 1. Fora à cozinha “ver” o que poderá ser hoje o almoço, e como tenho lá um rádio que está sempre ligado na Antena 1, escutei estas palavras do escritor chileno numa entrevista ao programa “Visão Global” dessa rádio.

Luís Sepúlveda está em viagem pelo norte de Portugal e falava sobre o seu último livro Notícias do Sul em que fala de um ‘país’ desaparecido pelo linchamento da sua cultura às mãos dos empresários turísticos e do dinheiro, ‘país’ situado na Patagónia.

Por aquilo que ouvi em pouco mais de um minuto, da boca de Luís Sepúlveda, não pude senão deixar atrasar a preparação do almoço e voltar aqui para o registar e divulgar ― tão importante o achei e para que não se vá da memória.

1) Para que o essencial não se perca, pois, penso que se aplica a muitos outros governos e governantes, a muitos desgovernos e desgovernantes que tomaram conta da coisa pública neste mundo globalizado em que a economia subjuga o homem, os seus direitos, a sua liberdade e até o seu direito à paz, ao são convívio com a família e os amigos, e à sua própria saúde mental;

2) Porque há demasiados chimpanzés à solta desmandando tontamente povos, nações e países; e toda a denúncia é pouca, tornando-se precisa a mobilização das pessoas para resgatar a riqueza sequestrada, escondida e negada, detida pelo tal 1% cuja acção é preciso exterminar.