Manolis Glezos, o escritor grego que há quase 70 anos retirou a bandeira suástica nazi da Acrópole de Atenas, voltou à rua, aos 89 anos, para incitar o povo grego a lutar de novo contra a Alemanha e contra o nazismo renascente.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
(XXXII) Alors que faire?
Prática de ACTUAÇÃO TRIGÉSIMA SEGUNDA:
“Ser culto es el único modo de ser libre”
José MARTÍ (1853-1895)
Continuação da Posta anterior:
(1) Como deixamos a entender na posta anterior (na verdade), a mafia tende a substituir a burguesia e (a fortiori), o capitalismo torna-se (fundamentalmente), mafioso (concretamente), à partir do instante em que o desencanto do Mundo se cumpriu! Donde e daí, já não há mais relativo, mas absoluto! Sim (efetivamente), já não há re-encanto relativo, em e para a modernidade burguesa. No desencanto absoluto, a o poder dos poderosos joga-se (sem consistência), sem conexão, seja qual for o ostium, sem a menor crença e (por conseguinte), o cinismo absoluto. Sem fé nem lei!
(2) De sublinhar (antes de mais), com efeito, que é na era deste capitalismo mafioso, que se vê desenvolver a mentira do Estado sistemático, a política pulsional e a defesa do consumidor aditiva induzidos pelo populismo industrial. Na verdade, se o fascismo é uma enfermidade do capitalismo burguês (superveniente), como o sinal percursor do desencanto absoluto, o devir mafioso do capitalismo não é um acidente (mais ou menos), epi-fenomenal. Ou seja: É o funcionamento normal e ordinário desse capitalismo. A este respeito, o “Passo-Coelhismo” não é , infelizmente, uma mera ressurgência do “Cavaquismo”. Sim (efetivamente), é muito mais grave, mais complexo e mais difícil a pensar que esta vetusta cantiga/lengalenga!
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
SPORTING ― NÃO RETIRO UMA VÍRGULA
Há dois anos escrevi este post sobre Sá Pinto. E agora que ele foi escolhido para treinador do Sporting, faço esta chamada de atenção, pois, hoje penso o mesmo que na altura pensava do personagem; e também porque sei que não se muda de carácter.
(XXXI) Alors que faire?
“Ser culto es el único modo de ser libre”
José MARTÍ (1853-1895)
Na peugada do “Capitalismo mafioso”...
NP:
Na verdade e (na realidade), há, neste mundo (quiçá), cada mais e mais infecto, cousas e lousas...
Com efeito, a mafia tende a substituir a burguesia e (por seu turno), o capitalismo (destarte), torna (fundamentalmente), mafioso (concretamente), à partir do instante em que o desencanto/decepção do mundo cumpriu!...
Já não é relativo, mas absoluto, visto que já não há re-encanto relativo!...Hélas!...
(I)
O fracasso/malogro histórico do soit-disant “comunismo” terá sido (quiçá), devido à sua real incapacidade para pensar a associação, ou seja, a sua renúncia a lutar contra a proletarização como perda de saber e sobre os “curtos-circuitos”, no âmbito da trans-individualização, que são (evidentemente), características do totalitarismo burocrático estalinista. Demais, como se fosse o da totalização das condutas oriundas do marketing. Ou seja: Já não é sobre o modo de dissociar o capitalismo e o “comunismo” diferençados --- o que os marxistas situados (fora do estalinismo) e contra ele jamais souberam criticar (à fundo), porque (eles),confundiram proletarização e pauperização.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
NO PASSARÁN!
Amanhã, quando o fascismo alemão dominar politicamente a Europa através dos governos fantoches que vai nomeando ou protegendo em cada país ou em cada protectorado (como Portugal, por exemplo), renascerão das cinzas as polícias políticas, os bufos e os traidores; e os cidadãos livres pagarão de novo, com a sua liberdade, o preço de não se submeterem, de não violarem a sua consciência, de manterem íntegra a sua dignidade.
Amanhã voltarei a lutar para poder falar, para poder escrever, para poder exprimir o meu pensamento.
Alguns pagarão com a liberdade, outros com a própria vida, outros ainda com sacrificadas tremendos, este regresso histórico que a bárbara Alemanha pretende fazer na Europa ― antes de ser mais uma vez derrotada.
Alguns pagarão com a liberdade, outros com a própria vida, outros ainda com sacrificadas tremendos, este regresso histórico que a bárbara Alemanha pretende fazer na Europa ― antes de ser mais uma vez derrotada.
domingo, 12 de fevereiro de 2012
HISTÓRIA DE CABO VERDE
Quem tiver a curiosidade intelectual de adquirir um conhecimento breve da História de Cabo Verde, encontra aqui neste artigo muita informação de interesse.
O autor fez um trabalho digno de realce, admiração e agradecimento, tanto pela sua (dele autor) qualidade de escrita e rigor histórico (descritivo e cronológico), bem como, e sobretudo, por se ter distanciado correctamente dos acontecimentos relatados, no que não se deixou envolver emocional, ideológica, política ou etnicamente, ao longo de todo o texto narrativo, abstendo-se totalmente de opinar. ― 20 valores para este trabalho.
A natureza e clareza deste trabalho (bem como uma boa quantidade de textos históricos antigos catalogados em bibliotecas e arquivos de Portugal, Itália e Holanda) demonstram, sem quaisquer dúvidas, que será muito difícil (senão impossível) acontecer algo que já se sussurra em Cabo Verde: o nascimento de um projecto financiado com dinheiro fresco destinado a (re)escrever a História de Cabo Verde revendo-a sob o prisma ideológico e etnológico, adaptando-a a uma corrente política nacionalista-africanista perseguindo a consagração in nomine de figuras gradas (e algumas até menos gradas) dos movimentos de libertação das colónias, no que o povo cabo-verdiano sairia com um papel de apenas suporte das lutas “encabeçadas” por este ou aquele herói ― quando, na verdade, o verdadeiro e único herói que sobressai na História de Cabo Verde ― e merece por isso todos os pedestais que se possa imaginar ― é o Povo cabo-verdiano, ele próprio.
(XXX) Alors Que faire?
Prática de ACTUAÇÃO TRIGÉSIMA:
“Ser culto es el único modo de ser libre”
José MARTÍ (1853-1895).
Eis a Hora de escolher adequadamente!...
NP:
Na sua acepção mais lata, o Ambiente representa (com efeito), tudo quanto nos circunda: Os elementos e as paisagens, os animais, os micro-organismos e os nossos alter-ego. Todos tornados invisíveis graças de estar presente! Invisíveis e (não obstante e a despeito disso), fundamentais para a nossa vida e existência.
Desde (aproximadamente), um século, a percepção individual e colectiva do nosso Ambiente passou de uma abordagem local para uma visão planetária, confirmada pelos clichés da Terra que nos são enviadas pelos satélites. Destarte, o Ambiente é (presentemente), percebido (concomitantemente), como um direito (mais outrossim), um dever (em presença das gerações futuras), um território a tratar com deferência, até a restaurar como um capital-Natureza à fazer frutificar sem o devastar.
Eis porque (aliás), se impõe falar (não, não senhor), do ambiente, mas sim (efetivamente), de ambientes, sobretudo se tivermos presente, por exemplo:
--- As interações (que existem), entre os genes e os seus múltiplos níveis de Ambiente.
--- As interações entre as dissemelhantes espécies que constituem a microfauna do solo ou ainda entre os vírus, as bactérias e os homens.
De feito e, em suma: Eis-nos perante uma trama (assaz complexa), que enforma (em substância), este nosso “tecido planetário”.
Ou seja: Exprimindo, mas assertivamente, somos
Conduzidos (ipso facto), para uma noção/conceito
De “Um ambiente em que o Ser Humano não está
(evidentemente), ausente”.
Com efeito, a sedentarização do Homo Sapiens, o seu crescimento demográfico e a sua inacreditável expansão contribuíram (em parte) para fragilizar o tecido que o envolve...
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
POR PATRIOTISMO – E POR REALISMO
Se Cabo Verde fosse rico como Angola é. Se eu governasse esse Cabo Verde rico e tivesse poder para isso. Tentaria investir em Portugal de forma a controlar: a Caixa Geral de Depósitos, o BES e o BCP; a EDP e a REN; a ANA e a TAP; a RTP, a SIC e a TVI; a Olivedesportos, a Impresa e a Ongoing; o porto de Sines e o de Leixões; a CP, a REFER, o Metro e a Estradas de Portugal.
E colocaria nas entradas do Algarve cancelas com portagens a preços proibitivos para turistas alemães, austríacos e nórdicos.
Afastaria de Portugal o espectro de ser engolido pela histórica e geneticamente incorrigível Alemanha, a qual ficaria a falar sozinha.
Et voilà!
FIXEM ESTA CARA
DÁ-ME NÁUSEA
Creio que este indivíduo, João Proença de seu nome, ficará na história do movimento sindical como um traidor.
(XXIX) Alors Que faire
Prática de ACTUAÇÃO VIGÉSIMA NONA:
“Ser culto es el único modo de ser libre”
José MARTÍ (1853-1895)
E, já agora (et pour cause):
Uma elucidativa elocubração sobre:
A questão da temporalidade própria à l’être-revoltant:
(a) Com efeito, a questão da temporalidade própria à l’être-revoltant tem um valor ontológico-político absoluto. Quando o curso rotineiro da História deixa sobrevir a revolta (fatalmente inesperada), degusta-se um acidente do tempo capaz de abalar a fisionomia pela irrupção de um evento infrequente e incomum.
(b) De feito, a revolta é a condensação de uma política que poder-se-ia (legitimamente), considerar por aristocrática em razão do que (ela) comporta de inaudito: O exercício mundano do ser-revoltante que inquieta tudo o que é. A revolta é aristocrática pois que (ela), coagula nela o que há de singular no Mundo e (tudo quanto dele diz respeito). Demais (potencialmente), toda a gente (leia-se um evento/acontecimento serial da singularidade).
(c) A emergência da raridade/singularidade da política constitui um verdadeiro estado de exceção, na acepção em que BENJAMIN considera a sua própria inclinação revolucionaria como algo estranho ao tipo de consequências jurídicas, que acarreta a suspensão soberana da lei. Na verdade (de anotar), a revolta é uma verdadeira exceção por que (ela), coloca a existência da política (para além), de toda referencia à um princípio (teológico, jurídico, político): Uma política (para além), do primado ontológico do poder, visto ser (algo de anormal) e (por conseguinte), outrossim algo de assaz raro, obviamente!
sábado, 4 de fevereiro de 2012
ESTÁ TUDO MALUCO
Passos Coelho: Portugal vai cumprir o seu programa "custe o que custar".
«O primeiro-ministro afirmou na terça-feira que Portugal vai cumprir o seu programa de assistência económica "custe o que custar", respondendo a quem pede a sua renegociação e aos "analistas" que dizem que o País "vai falhar".»
Pergunto só:
― Se custar a soberania nacional, cumpre-se à mesma?
― Se custar milhares de mortos à fome, cumpre-se à mesma?
― Se custar uma guerra civil, cumpre-se à mesma?
Eu só posso achar que ele acha que sim.
É isso! Não é isso?!...
«O primeiro-ministro afirmou na terça-feira que Portugal vai cumprir o seu programa de assistência económica "custe o que custar", respondendo a quem pede a sua renegociação e aos "analistas" que dizem que o País "vai falhar".»
Pergunto só:
― Se custar a soberania nacional, cumpre-se à mesma?
― Se custar milhares de mortos à fome, cumpre-se à mesma?
― Se custar uma guerra civil, cumpre-se à mesma?
Eu só posso achar que ele acha que sim.
É isso! Não é isso?!...
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
XXVIII) Alors Que faire?
Prática de ACTUAÇÃO VIGÉSIMA OITAVA:
“Ser culto es el único modo de ser libre”
José MARTÍ (1853-1895).
(A)
Com efeito (et pour cause), vendo bem com “olhos de ver”, a revolução é uma transformação do estado das coisas, que aspira em estabelecer (historicamente), contra o passado, um outro sistema de poder. O fim que prosseguem os revolucionários, a criação de uma nova autoridade política, pressupõe uma transformação da existência individual e colectiva.
De sublinhar (antes de mais), que, se a revolução é um fenómeno susceptível de fazer evoluir a História, já a revolta (por seu turno), é um evento/acontecimento que rompe toda evolução objectiva dos eventos históricos. Ela não tem história e (quiçá mesmo), nada de verdadeira genealogia. Pode-se (quando muito, no máximo), associar-lhe uma cronologia que apenas faz um com o seu evento.
Todavia (de anotar), que enquanto a revolução é uma manifestação (tipicamente), moderna, as revoltas surgem, desde que o homem existe. Elas acompanham o processo onto-genético e a expansão histórico-cultural da Humanidade. Donde e daí, não ser (por conseguinte), falso afirmar que a revolta promove e torna (ontologicamente), pensável o que abriga a ideia de um oximoro radical. Ou seja: Um “Evento/acontecimento permanente”.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
(XXVII) Alors Que faire?
Prática de ACTUAÇÃO VIGÉSIMA SÉTIMA:
“Ser culto es el único modo de ser libre”
José MARTÍ (1853-1895)
“L’être-révoltant” é o que no imo do Humano permanece (eternamente), indefinível. Designa uma tensão sem fim
na própria finitude ao que é Humano: UMA DISPOSIÇÃO
INESGOTÁVEL PARA A MUDANDÇA...
“IL EST BEAUCOUP PLUS AGRÉABLE DE FAIRE LA RÉVOLUTION
QUE D’ÉCRIRE SUR ELLE”.
“Pour instaurer la relation politique (problématique, inédite, tangible) entre le singulier et le pluriel, il nous faut bouger. Les révoltes que se répandent dans le monde à l’aube du XXIº Siècle, rendent cette tâche difficile un peu moins difficile. Elles nous indiquent par où il faut commencer”.
NP:
Com efeito, a figura da revolta suscita a desconfiança/suspeita. Prefere-se-lhe (geralmente), a da revolução. Todavia (et pour cause), se nos afigura mais apropriado considerar (pelo contrário), a revolta como o pressuposto ultra-político de toda política verdadeira, visto que (ela) se encontra (ontologicamente), inscrita em cada um de nós. Demais, o Ser só pode (com efeito), se exprimir (leia-se, de melhor forma), no âmbito da sua propensão fundamentada na revolta, pois que Ele é (sûrment), o “Être révoltant”.Donde, se nos afigura (antes de mais), pertinente e oportuno relevar: é que mesmo o que há nela (a revolta obviamente), de (politicamente) enigmática nos coloca em presença do que “existe de mais Humano na vida e existência Humanas”
De feito, a revolta é um fenómeno por alguns conspectos, indecifrável, visto que (ela em si mesma) é (conceptualmente), opaca. Trata-se (precisamente), de algo que escapa à toda definição, tanto quanto (ela), se tornou efetiva. Não há (por conseguinte), nesta acepção, pensamento da revolta. Sim (efetivamente): Unicamente ACTOS revoltantes!...
ORA SUS!
QUIÇÁ
Chegou a Hora do
“ÊTRE RÉVOLTANT”! Leia-se (avisadamente), na esteira e peugada
de ALBERT CAMUS (1913-1960): “L’Homme révolté” (1951), quando nesta magnífica Obra, exara:
“Apparemment négative puisqu’elle ne crie rien,
La révolte est profondément positive puisqu’elle
Révèle ce qui, en l’homme, est toujours à se
Defendre...L’histoire d’aujourd’hui, par ses contestations
Nous force à dire que la révolte est l’une des dimensions
Essentielles de l’homme. Elle est notre réalité historique.
A moins de fuir la réalité, il nous faut trouver en ele
Nos valeurs”
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
GASPAR OU SALAZAR?
A credibilidade do ministro Gaspar tem-se aproximado rapida e perigosamente da do comandante Schettino do Costa Concordia. Até já há muito quem diga, por isso, que 'Gaspar é Pior que Salazar'. Porque tanto o povo como o Estado vão ficando ambos na penúria.
Mas em defesa de Gaspar há sempre o argumento de que lhe faltam duas coisas para se equiparar - quiçá até ultrapassar - o Botas de Santa Comba. Faltam-lhe a censura prévia e uma polícia política; a censura para tirar a voz aos cidadãos, e uma polícia política que engavete e ou faça desaparecer os mais recalcitrantes e os famigerados comunistas (esta praga que só pode ser obra do diabo!).
No meu entender, se Gaspar dispuzesse destas duas peças essenciais ao exercício do poder, o homem talvez viesse a ser ainda melhor, isto é, pior (pois aqui estes dois advérbios significam o mesmo) do que o Mestre.
Agora, assim é que não! Vão ter que lhe arranjar uma forma de sair brevemente, mas com dignidade, do cargo de ministro das finanças.
FLASHBACK
ESTAREMOS A VOLTAR A TEMPOS ANTIGOS?
As circunstâncias cada vez mais graves em que se vive na Europa "dizem" que sim: está em curso um verdadeiro retrocesso civilizacional às mãos do poder do capital financeiro e dos seus agentes colocados em governos, um pouco por esta Europa fora e por Portugal adentro.
Mas não julgava possível o renascimento da velha, estafada e básica "caça aos comunistas" que, não o esqueçamos, até comiam criancinhas e matavam velhos com uma injecção atrás da orelha.
Nenhuma simpatia nutro por esse grupo, mas confesso que nutro alguma simpatia pela causa que eles dizem defender. Aliás, a resposta que um cibernauta deu a Pacheco, e que Pacheco teve a seriedade de colocar em linha, no mesmo post em que deprecia os Anonymous apelidadndo-os de «comunistas» (essa doença horrível que nunca mais passa!), - essa resposta, dizia eu - argumenta fortemente contra as "razões" de Pacheco, e merece reflexão por parte de toda gente.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
MAIS UM BLOGUE NOS links
Linkei hoje este blogue El salto del ángel que espero possa enriquecer o espaço de leitura dos internautas que costumam passar por aqui, visto que se trata de um autor com créditos firmados como pensador e filósofo.
«Ángel Gabilondo Pujol es Catedrático de Metafísica de la Universidad Autónoma de Madrid, de la que fue Rector. Tras ser Presidente de la Conferencia de Rectores de las Universidades Españolas, ha sido Ministro de Educación.»
domingo, 29 de janeiro de 2012
CARTA ABERTA AOS POBRES DA DIREITA
Desculpai-me, mas há algo cómico nisto. Ver agora em todo o lado (facebook, blogues, rua, rádios e televisões) gente pobre da direita queixando-se da política de Passos Coelho e do seu (des)governo. Sois precisamente vós que o incentivastes, o elegestes, o aplaudistes e o incensastes não há ainda um ano ― um aninho só que seja! ― que andais mais aflitos e a queixar (talvez porque desiludidos).
Penso que os portugueses que votaram ao contrário de vós vos devem perdoar a incongruência: porque acho que agistes inocentemente: destes importância às cantigas e ao folclore coelhal e descurastes o essencial ― as ideias vertidas no seu programa eleitoral e expressas pelo personagem no dia-a-dia da sua acção política. É certo que Passos mente mais que Sócrates, mas não é este o problema.
É que nesse pormenor das ideias (que é um ‘pormaior’), Passos Coelho tem cumprido com o essencial do que prometeu àqueles que, como vós, o elegeram: tem dado cabo disto tudo! E fá-lo com uma eficácia nunca vista. E mais. Tem lá no seu (des)governo um homem mil vezes pior, perdão melhor que todos os negociantes e vendedores, juntos, que Sócrates alguma vez teve na sua pandilha ― Miguel Relvas de seu nome ―. Para destruir o que havia e o que há, ninguém melhor do que Relvas ― ainda duvidais disto, oh povo da direita?!...
Para quem julgou que Passos Coelho iria neutralizar, talvez acabar com os comunistas e esquerdistas que, na sua óptica, emperrariam o funcionamento do Estado e do país, este despertar para a realidade de que afinal o que se verifica é que o único grupo social que ainda resiste e luta (como sempre foi, afinal!) são os comunistas e os esquerdistas, e que sem eles, vós da direita já estaríeis pelas ruas a esmolar ― para quem julgou isso, dizia ― é uma grande lição para o futuro: verem Passos borrifando-se para o vosso voto e para o vosso apoio eleitoral, triturando-vos até ao átomo, insensível ao vosso sofrimento.
E É MUITO BEM FEITA!!!
(XXVI) Alors Que faire?
Prática de ACTUAÇÃO VIGÉSIMA SEXTA:
“Ser culto es el único modo de ser libre”
José MARTÍ (1853-1895)
Continuação da posta anterior:
Tendo em conta, o conteúdo de verdade que enforma (em substância) todo o arrazoado assumido na posta anterior, se nos afigura pertinente, estudar os Questionamentos seguintes:
--- Ao fim de conta existe (efetivamente), uma relação estreita entre a evolução dos costumes e a das técnicas?
--- Existe entre (elas), um elo/vínculo de causalidade?
--- A Sexualidade separou-se da procriação tão (definitivamente), como o exprime (aliás) o pensamento comum?
--- A Igreja e o elóquio do cidadão estariam sepultados sob forma de uma memória demasiado pesada para continuar a fazer do casamento, uma mera finalidade reprodutora?
Donde e daí (evidentemente), se (realmente), a dissociação é evidente, a ferida que daí resulta, todavia, não menos. Isto não significa (para tanto), que, num plano moral, o encontro fecundante de dois corpos está (naturalmente), investido de uma espécie de IMPRIMATUR recusada aos demais outros. Demais, não é (quiçá, por acaso), que se sustenta, apresentando como provas (nomeadamente), a perversão incestuosa, a violação/estupro, a penetração não consentida por um indivíduo sob a influência do álcool (nada dissemelhante de um estupro). A idealização do coito como único modo aceitável de procriação comporta uma enorme indiferença à vulnerabilidade e ao sofrimento da mulher. É (por vezes), trágico que a “moral” força irrupção no desejo de criança, como se houvesse uma boa e uma má forma de conceber.
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