domingo, 16 de outubro de 2011

(VIII) Alors Que faire?

                         Prática de Actuação Oitava:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895)

Algumas ideias (quão pertinentes) sobre o Processo de redefinição dos conceitos de culturas nacionais homogéneas e de...

            Não há dúvida nenhuma, que os Conceitos de:
                        ---Culturas nacionais homogéneas
                        ---De transmissão consensual ou contiguidade de tradições históricas
                        ---(Ou ainda), de Comunidades étnicas “orgânicas”(como o próprio esteio do comparativismo cultural)
                        Atravessam (atualmente), um profundo Processo de redefinição. E explicitando (adequadamente) as ideias, temos que:
a)     O hediondo (e levado ao extremo), nacionalismo sérvio demonstra que a própria ideia de uma identidade nacional pura (“etnicamente limpa”), só se pode atingir pela morte (na acepção literal ou figurada), do entrelaçamento complexo da História e das fronteiras (culturalmente), contingentes da nação moderna. De sublinhar (antes de mais), que este aspecto da psicose de fervor patriótico, leva a pensar (sobremaneira), visto que se trata de uma prova manifesta de um sentimento mais tradicional e de transição do hibridismo das comunidades imaginadas.
b)    O teatro SRI-LANKA contemporâneo representa o conflito (mortalmente) entre tâmules e cingaleses, por referencias alegóricas à brutalidade do Estado na África do Sul e na América Latina
c)     O cânone anglo-celta da literatura e do cinema australianos é (presentemente), reescrito (do ponto de vista), dos imperativos políticos e culturais aborígenes

sábado, 15 de outubro de 2011

CONVITE ESPECIAL

(VII) Alors Que faire?

Prática de Actuação Sétima:

No cerne dos termos do
“engajamento” cultural:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895)

“Hello America
this is the voice of Gran Vato Cherollero
broadcasting from the deserts of Nogales, Arizona
zona de libre cogercio
2000 megahertz en todas direciones

you are celebrating Labor Da in Seattle
while the klan demonstrates
against Mexicans in Georgia
ironia, 100% ironia
                                    GUILLERMO GOMEZ-PENA
(Artista de performance que vive---designadamente entre outros tempos e lugares---na fronteira do México e dos Estados Unidos).

(A)       Não há dúvida nenhuma, que os termos do compromisso cultural (antagonistas ou filiados), são produzidos, num modo performativo. Eis porque, a representação da diferença não deve ser lida (precipitadamente), como o reflexo de caracteres culturais ou étnicos preexistentes, gravados no mármore da tradição estabelecida. De anotar (aliás), que (do ponto de vista da minoria), a articulação social da diferença constitui uma negociação complexa e incessante que envida em autorizar hibridações sociais (que emergem), nos momentos de transformação histórica.

(VI) Alors Que faire?

                        Prática de Actuação Sexta:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895)

Quiçá a “arte do presente”!

(1)           É o tropo do nosso tempo: Situar a questão da cultura  no domínio do além. Na viragem do século, encontramo-nos menos preocupados com o exício (a morte do autor) ou com a epifania (o nascimento do sujeito). A nossa existência é marcada (presentemente), por um sentimento obscuro da sobrevivência, uma vida nas mãos do “presente” para a qual (se nos afigura), não ter outro nome que astúcia (tão clássica) como controvertida do prefixo “pós”: pós-moderno, pós-colonialismo, pós-feminismo...
(2)           Com efeito (et pour cause), o “além” não é (nem) um novo horizonte (nem) um modo de deixar atrás de si o passado... O princípio e o fim podem ser mitos núncios  para os anos medianos. Todavia, neste fim de século, encontramos (neste momento de trânsito): Em que o espaço e o tempo se intersectam para produzir figuras complexas de diferença e de identidade (de passado e de presente), de interior e de exterior (de inclusão e de exclusão). Existe (com efeito), no “além” um sentimento de desorientação, uma perturbação da direcção: um movimento incessante de exploração. Ou seja: (aqui e acolá, de todos os sentidos, aqui e ali, para frente e para trás).
(3)           Por seu turno, o abandono das singularidades de “classe” ou de “género”, enquanto categorias conceptuais e organizacionais primárias acarretou uma tomada de consciência das posições do sujeito(raça, género, geração, posicionamento institucional, lugar geopolítico, orientação sexual), que perseguem toda afirmação de identidade do mundo hodierno.

domingo, 9 de outubro de 2011

(V) Alors Que faire?

Prática Quinta de Actuação:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895)


Um oportuno Apontamento sobre a Sobrevivência Cultural


            NP:

            Com efeito, apoiando-se na Literatura, Filosofia, Psicanálise e História logra-se (de modo dialecticamente consequente):
            --- Repensar as questões (muito actuais), no atinente à Identidade e de pertença nacionais
            --- Superar (graças ao) conceito (assaz fecundo) de hibridismo cultural, a visão de um Mundo dominado pela oposição entre o Si e o outro
            --- À discernir como (através) da imitação e da ambivalência, os colonizados introduzem entre os seus colonizadores, um sentimento de angustia que os debilita significativamente
            --- (ou ainda), à compreender mais (minuciosamente), os elos/vínculos (que existem) entre colonialismo e globalização.

(I)
            Convém (antes de mais), sublinhar que a crítica pós-colonial testemunha acerca das forças desproporcionadas implicadas na luta para a autoridade política e social, no seio da Ordem mundial hodierna. De facto, as perspectivas pós-colonial emergem do depoimento colonial dos países do Terceiro Mundo e dos discursos das minorias, no seio das divisões geopolíticas Este e Oeste, Norte e Sul.
            Por seu turno, estas forças intervêm nestes discursos ideológicos da modernidade (que se esforçam) em outorgar uma “normalidade” hegemónica ao desenvolvimento desigual e às histórias diferenciais (frequentemente) desfavorecidas das nações, das raças, das comunidades, dos povos. De feito (elas) formulam as suas revisões críticas (em torno), de questões de diferença cultural, de autoridade social e de discriminação política para revelar os momentos antagonistas e ambivalentes, no seio das “racionalizações” da modernidade.
            E (já agora), poderíamos (outrossim) defender que o projecto pós-colonial (ao nível teórico mais geral), procura explorar estas patologias sociais (“perda de significação, condições de anomia”), que já não se limitam em “se reagrupar em torno do antagonismo de classe, porém, são rompidas em contingências históricas, amplamente disseminadas”.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

PROFESSORES UNIVERSITÁRIOS

Esta semana já ouvi duas notícias sobre a vida de dois professores universitários na Grécia. E deu-se-lhes importância nas televisões. E dou-lhe eu importância agora porque esses professores são representantes da chamada classe média.

Ora bem, a primeira notícia foi veiculada no último domingo pelo Prof. Marcelo, na TVi. Contou ele que esteve numa reunião a conversar com uma colega universitária grega que lhe disse que actualmente, devido às reduções salariais, que no caso dela chegaram já a 60%, passaram a viver, no apartamento que ela dantes partilhava apenas com o marido, 12 pessoas (entre filhos, noras, genros e netos).

A segunda notícia ouvi-a eu ontem da boca de Ana Lourenço, num telejornal da SIC Notícias. Disse a Ana Lourenço, que teve conhecimento de um caso em que um professor universitário grego já está a acrescentar água ao leite dos pacotes para poder suprir à alimentação dos filhos.

Eu não tenho a menor dúvida que é este o paradigma para que Portugal caminha. Primeiro porque acredito na lógica, e também porque, por profissão, sei que a mesma receita tende a produzir os mesmos resultados nos doentes a elas submetidos.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

A TOMADA DE PALERMO

Em O Cemitério de Praga, de Umberto Eco, Abba, um intelectual e soldado sob o comando do general Garibaldi, descreve A Batalha da Ponte do Almirante:

«Ultrapassamos a ponte, juntamo-nos no cruzamento de Porta Termini, mas estamos debaixo de fogo dos tiros de canhão de um navio que nos bombardeia do porto, e do fogo de uma barricada à nossa frente. Não importa. Um sino toca a rebate. Embrenhamo-nos pelas ruelas e, a dado momento, Deus, que visão! Agarradas a uma grade com as mãos que pareciam lírios, três meninas vestidas de branco, belíssimas, olhavam-nos mudas. Pareciam os anjos que se vêem nos frescos das igrejas. «Mas quem sois vós», perguntam-nos, e nós dizemos que somos italianos, e perguntamos-lhes quem são elas, e elas respondem que são freirinhas. Oh, pobrezinhas, dizemos nós, pois não nos teria desagradado libertá-las daquela prisão e dar-lhes alegrias, e elas gritam: «Viva Santa Rosália!» Nós respondemos: «Viva a Itália!» E também elas gritam: «Viva a Itália!», com aquelas vozes suaves de salmo, e desejam-nos a vitória. Combatemos ainda durante cinco dias em Palermo, antes do armistício, mas de freirinhas nada, e tivemos de nos contentar com as putas!»

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O WINDOWS 8 APRESENTA-SE

Há dois dias que estou a testar a versão de desenvolvimento do novo sistema operativo da Microsoft, o WINDOWS 8. A primeira impressão que se tem é a de que se trata de um Windows 7 ligeiramente modificado. Mas a verdade é que o W8 é bastante mais do que isso.

Neste seu começo o W8 aparece com duas interfaces em vez de apenas uma como era costume. Por defeito a interface que se apresenta após terminado o arranque do sistema é uma nova interface a que foi dado o nome de Metro. É esta aqui em baixo:

Embora se use o rato para navegar nesta interface, a verdade é que ela se apresenta fazendo-nos sentir como se estivesse-mos frente a um smartphone gigante que nos oferece um touch screen para trabalharmos. É a partir desta interface que poderemos aceder às várias funcionalidades novas do W8  e ao antigo desktop que se pode ver aqui em baixo:

Este desktop é em quase tudo igual ao do Windows 7; mas tem uma coisa que o torna muito diferente e muito melhor: do lado direito da barra inferior pode-se aceder a todo o sistema operativo e aos dispositivos de hardware clicando na pequena seta branca orientada para cima ― aparece um menu em forma de lista, completíssimo e muito fácil de usar.

Mas a interface Metro (a da primeira foto), pela sua novidade e facilidade de uso, é aquilo que neste Windows 8 mais prende a atenção do utilizador. Descobre-se com facilidade que também através dela se pode aceder a todas as ferramentas que o desktop oferece. Por isso se pensa que aquela nova interface deverá vir a ser a interface única com que o Windows 8 se apresentará futuramente. Por agora os bugs a ela associados são muitos ― por exemplo, há programas que não se consegue fechar uma vez abertos ―.

Mas aquilo que mais desagrada (e espera-se que só exista agora nas versões de teste) é a obrigatoriedade da abertura de uma conta de email no Windows Live, conta à qual o Windows 8 fica associado e ligado, sempre e logo que se faça o arranque do sistema. Isto deverá desaparecer futuramente, pois, imagine-se que se tem que ter uma ligação activa à Internet para se poder usar um computador com Windows 8. Não faria sentido! Mas enquanto se testa e se envia resultados dos testes à Microsoft, claro que faz todo o sentido!

Primeira impressão: Parece que a Microsoft, com este Windows 8, pretende dar um passo diferente dos que deu com o Windows Vista (o pior de sempre) e com o Windows 7 (fragmentado em seis versões, sendo caríssimas as duas melhores) nenhum deles (Vista e W7) superando o célebre e ainda muitíssimo usado Windows XP; a não ser nos serviços de rede em que no XP se exige algum conhecimento técnico para estabelecer redes de comunicação.

sábado, 1 de outubro de 2011

DO USO DA INTELIGÊNCIA

Não sei se sabem, mas a palavra “plantel” significava, até há bem pouco menos de 20 anos, apenas e só: «Grupo de animais de raça, seleccionados para reprodução». Foi há menos de 20 anos que a palavra “plantel” passou a significar também «conjunto de jogadores e técnicos de uma equipa desportiva».

Pois, José Mourinho terá dirigido “plantéis” (à antiga) até chegar ao Real Madrid. No Real, ao que está à vista, os jogadores acabam de mostrar a Mourinho que este está a tratar com pessoas e não com animais ou gado.

Abone-se a favor de Mourinho este ter tido a inteligência suficiente para mudar de atitude e acolher a razão dos seus comandados: parece, assim, que agora se está a formar em Valdebebas uma equipa de homens e não uma manada de animais.

Os meus parabéns aos jogadores do Real e ao seu treinador, José Mourinho!

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Convite Especial:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895)

Vimos (por intermédio desta) convidá-lo para estar connosco nos próximos dias 30 Setembro 2011 e dia 02 Outubro (respectivamente), no Museu de São Roque (Santa Casa da Misericórdia de Lisboa), para assistir aos Eventos Culturais, organizados por nós em colaboração com o Staff do Museu de São Roque, a saber:
            Dia 30 Setembro 2011 (a partir das 18 horas):
                        Recital de Poesia por António Lourenço e KWAME KONDÉ
                        PALESTRA sobre a vida e obra do Poeta, Eugénio Tavares(1867-1930), por Francisco FRAGOSO, seguida de uma
                        SESSÃO musical preenchida com mornas de Eugénio Tavares.

            Dia 02 Outubro 2011 (a partir das 16 horas, em ponto):
            Apresentação da Peça teatral: A FORÇA DO AMOR pelo Grupo Cénico: D. DINIZ.

            Nota final:
                        No dia 01 Outubro 2011 (a partir das 15 horas), terá lugar um Ensaio Geral aberto ao Público da Peça: A FORÇA DO AMOR, no Jardim de Santa Clara, Ameixoeira.

Lisboa, 25 Setembro 2011
Francisco FRAGOSO

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

FACEBOOKADAS

1)     Como o pessoal está farto de não querer saber, pois (tal como Sócrates), entrou em estado de negação: o 'caminho' português (ditado pela mesma receita grega) é o mesmo da Grécia. E na Grécia a redução dos vencimentos da função pública JÁ VAI EM 60% para os licenciados.

Mas em Portugal não deverá haver crise porque aqui a escolha feita pelos eleitores foi consciente uma vez que Passos disse antes das eleições que era isto mesmo que viria fazer - cortes orçamentais que levariam a maiores sacrifícios e dificuldades. Neste pormenor não pode nem poderá haver qualquer acusação a Passos de ter alguma vez mentido ao eleitorado.

Votou-se no aumento das dificuldades; no aumento dos cortes e do desemprego; votou-se conscientemente no aprofundar da crise.

Agora é comer e calar! E ter a esperança ténue de que aquela parte ridícula da sociedade que ainda acredita na força do Partido Comunista Português e da Intersindical Nacional possa, através dos sindicatos e dos trabalhadores, em coordenação internacional, fazer alguma coisa para que o inferno não venha a ser tão quente como parece vir a ser.


2) É preciso ler a imprensa internacional para se ter pelo menos uma pequena ideia do que se passa e do que se vai passar em Portugal.

É preciso abandonar a atitude lusitana atávica de só ler os títulos dos jornais portugueses que na sua totalidade veiculam a propaganda do poder económico e financeiro.

É preciso pôr as 'celulazinhas' de Poirot a funcionar para além da espuma das 'bocas' e do anedotário inconsequente em que se lambuza quotidianamente. E é preciso lutar!


3) Está todo o mundo convencido disto e prega-o maquinalmente ― «foram os socialistas, sozinhos, que levaram o país «ao buraco» e à bancarrota.»

Eu não sabia que Cavaco Silva (10 anos no poder); que Durão Barroso; que Santana Lopes; que os banqueiros em geral; que os ladrões do BPN e da Sociedade Lusa de Negócios; que os ‘donos’ das parcerias público privadas; que o Jardim da Madeira (32 anos no poder) eram socialistas.

Nem sabia que a senhora Merkel; que o senhor Bush; que o senhor Sarkozy; que os governos gregos militares e de direita que governaram a Grécia durante décadas; também eram e são socialistas.

De facto, com socialistas destes, o que se poderia esperar...!!!

domingo, 25 de setembro de 2011

UM LIVRO DE KWAME KONDÉ

Naturalmente centrado na arte cénica e no Teatro.

(IV) Alors Que faire?

Prática de Actuação Quarta:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895)

Il faut qu’il y ait dans le Poeme un nombre tel qu’il empêche de compter
Paul CLAUDEL (1868-1955)

Uma Pertinente Reflexão sobre o Húmus
Que enforma o conteúdo de verdade de:
SUBSISTÊNCIA
EXISTÊNCIA E
ESTABILIDADE/CONSISTÊNCIA:

(I)
            Com efeito (por mais estranho que possa parecer), nos nossos dias de hoje, uma interrogação em compensação do teológico-político, a nova questão da crença em política não constitui um retorno ao religioso, mas o retorno do que terá sido recalcado através da “morte de Deus” e que (quiçá) só voltará (mais robusto), com a força de um espectro (se for verdadeiro),que é quando o pai for morto que (ele) se torna (mais robusto) e volta como espectro. Eis-nos (então) perante:
                        ---A questão da consistência enquanto o que (não existindo),não pode gerar o objecto de cálculo e
                        --- A questão da consistência enquanto o que mantém distintos, porém (não opostos), motivo e ratio.
                        Donde enfim e, em suma: É a questão do que como existência virada para o consistente (que não existe) e que (neste qualidade), já se projectou (sempre) para além da sua única subsistência, compõe (com) o incalculável.

(II)
            Dito de outro modo:
                                    Só há Deus que, conquanto (não existindo), consiste. Há (outrossim), a Arte, a Justiça, as Ideias (em geral). A Justiça não existe (por certo) sobre a Terra e jamais existirá. Todavia, quem ousaria (por este facto) presumir que a sua ideia não subsiste e não merece (outrossim) ser preservada e mesmo cultivada (no seio) das jovens almas, que se educa nesse sentido (precisamente) porque a justiça não existe? Quem ousaria defender que visto que (de facto), a justiça não existe, seria preciso (por conseguinte) renunciar ao desejo de Justiça?
                                    De sublinhar (antes de mais), que (na verdade), as ideias (em termos gerias) e não (unicamente a ideia de Justiça), as ideias (sejam quis forem), não existem: Elas apenas fazem assumir a essência.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

EIS A ÓRBITA TERRESTRE DO SATÉLITE

A América do Norte e o continente africano, ao que parece, estão excluídos da rota do satélite.

Em risco estão:
Pacífico Sul; América Latina (sobretudo Brasil); Atlântico Médio (Madeira); Europa do Norte (Ilhas Britânicas, Dinamarca, Suécia e Finlândia); Ásia Ocidental, Central e do Sul (Macau, Hong Kong, Tailândia e Malásia) e Austrália.

UARS LIVE TRACKING

Aqui têm o seguimento, ao vivo, da trajectória do satélite em queda. É com prazer que substituo o site da NASA que está OFF desde a última madrugada.


Não se esqueçam de ir p'rá cama de capacete.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

ESCONDA-SE

Como todos devemos saber, há um satélite artificial que vai cair na Terra por estes dias.
A NASA criou este site para noticiar este acontecimento e avisar as pessoas sobre os locais e a hora em que inúmeros fragmentos de tamanhos variados cairão sobre nossas cabeças.

Para já está determinado o dia do acontecimento: sexta-feira próxima, dia 23 de Setembro. Ligue-se regularmente ao site da NASA para saber se será um dos prováveis contemplados na lotaria dos fragmentos; é que a probabilidade de alguém ser atingido não é tão remota quanto isso - é de 1 para 3200 [Se a probabilidade de acertar no euromilhões fosse esta haveria milhares de totalistas para cada sorteio].

Ponha-se a pau!

ACTUALIZAÇÃO
A NASA fez hoje (22 de Setembro) uma actualização da notícia usando um pequeno texto de apenas 6 linhas para dizer que «o satélite não passará sobre a América do Norte». E mais não disse!

É que: estando safos os americanos, p'ra quê gastar tinta e tempo a falar de áreas geográficas habitadas por 'bichinhos'?!...

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

A FORÇA DO DEVEDOR

Um artigo interessantíssimo de JOSÉ MARÍA RIDAO, no El Pais, ajuda-nos a perceber a crise monetária actual, as ‘forças’ que a condicionam, as tensões que a rodeiam, e traz-nos algumas perspectivas sobre a sua imprevisível evolução. Trata-se de uma lição em uma aula que tem o condão de sintetizar ao máximo tudo o que de mais importante existe à volta da crise monetária mundial em que estamos todos mergulhados ― países, famílias, pessoas, povo, mundo ― e da qual não há uma saída claramente previsível.

Da leitura desse artigo concluí que a ideia mais forte de que os BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) tomarão em suas mãos a condução da economia mundial, se parece hoje a ideia mais admissível, fica contudo um pouco condicionada àquilo que, de um momento para o outro, pode fazer o país mais poderoso do mundo: os Estados Unidos.

É que é bom lembrar que o poderio dos Estados Unidos ― cujos mantêm a liderança mundial no domínio da ciência, das tecnologias de ponta, das comunicações globais, das reservas energéticas e de minerais estratégicos (sob sua posse ou domínio), e no aspecto militar e do volume e sofisticação de armas nucleares ―, esse poderio, dizia eu, só se enfraqueceu no que respeita ao aspecto económico por via da sua gigantesca dívida externa. Mas ― paradoxalmente ― se por este lado enfraqueceu, por lado paralelo, isto é, em função dessa mesma dívida, os Estados Unidos adquiriram enorme poder (outro) ao transformarem-se no maior devedor do planeta. É que o maior devedor do planeta tem a força incomensurável de fazer tremer e de pôr em sentido os seus credores ― “Se não vos pagar, ficareis positivamente arruinados!...”.

Aguardemos as cenas dos próximos capítulos.

Isto não é tão simples como papagueiam os economistas, dando-se ares de sábios, quais charlatães que pululam na Imprensa e nas televisões. Estes indivíduos percebem tanto da coisa como eu percebo da composição e confecção do folar de Chaves.

Leia aqui todo o artigo.

domingo, 18 de setembro de 2011

(III) Alors Que faire?

Prática de Actuação Terceira:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895)

            Acerca do Divórcio entre Tecnologia e Sociedade (Leia-se outrossim): A Idade (suposta) “Pós-moderna”:

(1)           Na impossibilidade da dupla renovação epocal, Tecnologia e Sociedade divorciaram. De anotar, que com o aniquilamento da Ideia de Progresso (que outrossim não podia ser outra coisa que a Crença), é (efectivamente) a Crença na própria Política que se aniquilou. Todavia, este aluimento de causas (ao mesmo tempo), intrínsecas ao devir do processo de individuação psíquica e colectiva Ocidental (ele mesmo), onde estão inscritas, desde a sua origem causas próprias (peculiares aliás), na época recente do desenvolvimento capitalista.
(2)           É (com efeito), no âmbito deste duplo nível Histórico que é necessário (se situar), para analisar e estudar o que se torna impossível a realização da dupla renovação epocal. Na verdade, se a dupla renovação epocal (pela qual se conquista uma nova época de civilização), na sequência de uma mudança do sistema técnico (inerente e peculiar) a esta época, não se produz (actualmente), é porque ante à instabilidade (tornada crónica) do devir técnico (situação aliás completamente) inédita, no âmbito da História Humana, a individuação psicossocial não consegue inventar uma época da individuação (que integra) esta híper-diacronicidade tecno lógica como o seu móbil e objectivo.
(3)           Eis porque (desde então), a evolução incessante das tecnologias híper-diacrónicas nisto (a sua obsolescência sempre acelerada) tem por resultado (completamente paradoxal), a ponto que as sociedades e os indivíduos (que os compõem) regridem aos seus estádios mais arcaicos, projectando-se num estado de híper-sincronização gregário em que (eles) se desindividualizam. Donde e daí, a sua diacronicidade já apenas ser definida pelos seus objectos e estes (por seu turno) suportam adequações cujos modelos comportamentais são formalizados e estandardizados pelo marketing, enquanto a sua obsolescência não permite que o tempo transforme estas aplicações em práticas.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

NOVO PROBLEMA FILOSÓFICO

EXPLICAR A EXISTÊNCIA DE UMA INEXISTÊNCIA PARDA

Já era do nosso conhecimento a existência das "eminências pardas".
Agora, esta de haver inexistências desta natureza!...

FIGURÕES

[Semanário Expresso - 16/09/2011]

― Mas o que é que estou a ver ali?!...
― Será aquilo uma antena de telemóvel???...

OS BURACOS DA MADEIRA

Segundo a lógica do sistema, Jardim terá pensado bem e pensou assim: “Aqueles tipos do ‘contnente’ andam a roubar à tripa forra e a enriquecerem-se com aquilo que não lhes pertence: veja-se o BPN, o BCP, as empresas públicas, as empresas dos amigos do poder, as autarquias e mais uma catrefada de institutos, fundações e o raio que os parta a florescerem à custa do tesouro da Nação e com eles a nascer uma nova casta de ricos ― os ladrões ex-qualquer coisa na política».

«― Então porque não hei-de eu também gastar o dinheiro do Estado à tripa forra na Madeira? Vou melhorar as infra-estruturas hoteleiras e rodoviárias, a educação, a saúde, a condição social dos madeirenses e premiar ainda uns quantos amigalhaços que me acompanham nesta saga!...»

Se assim o pensou, melhor o fez!

E aqui no ‘contnente’ ― agora que apareceram os ‘normais’ buracos «colossais» da Madeira ― é um aqui d’el Rei histérico contra Jardim como se esta gente de Lisboa não fosse da mesma massa (ou pior) do que o soba madeirense!...

― Quando é que queres que te entregue o resto do meu subsídio de Natal, oh Gaspar?!...

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

CRISTIANO POR MAUS CAMINHOS

Gosto de Cristiano e até costumo dizer que sou 'ronaldista'; mas isso não me coíbe de criticar Cristiano dizendo que ele devia preocupar-se mais com o futebol, com a equipa e com os seus colegas, do que consigo próprio. Devia copiar um pouquinho a humildade de Messi (já que a a técnica deste é um dom de Deus que se não copia).

Cristiano está profundamente errado ― Messi é melhor do que ele e é tão rico como ele; e ninguém tem «envidia» de Messi ―. O problema não está ai: o problema está nos maus conselhos que Cristiano tem recebido e seguido.

Aquela técnica portista de Mourinho (também sou 'mourinhista') de ver inimigos em toda a parte, funcionou até ao Inter de Milão. Agora já enjoa e já não vai funcionar mais; sobretudo no Real Madrid que sempre foi um clube amado em todo o mundo (e não odiado como Mourinho inventou e disse há poucas semanas).

É jogarem futebol e bico calado!

A competência exibe-se na prática, não se propagandeia por palavras!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

II) Alors Que faire?

Prática de Actuação Segunda:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895)

                        Na verdade (quiçá) vivemos o tempo da “democracia”…

(1)     Vivemos o tempo da decadência da democracia, implicada pelo devir consumista das sociedades industriais. O advento da “defesa do consumidor” inscreve-se neste processo de transformação das sociedades que MARX denominou de capitalismo. Este (transformado em) capitalismo cultural no decurso do século XX (pretérito), manifesta-se (doravante), como tendência à liquidação do político (propriamente falando), isto é (em primeiro lugar) do Poder Público como Estado, mas (mais geralmente), como tendência à liquidação do que constitui o processo de individuação psíquica e colectiva, onde se formam e se permutam singularidades.
(2)     De sublinhar (antes de mais), que o referido processo: constitui (ele mesmo), a experiência da sua própria singularidade. Ou seja: melhor dito (outrossim da sua) incalculabilidade (ou ainda), da persistência do seu futuro num mero devir. Ora (transformado cultural), concomitantemente que hiper-industrial, o capitalismo é (identicamente), neste momento (integralmente computacional) e tende (nisto) a eliminar as singularidades que resistem à calculabilidade de todos os valores no âmbito do mercado das trocas económicas.
(3)      Esta tendência para a liquidação do político e da individuação (em que consiste), é necessário combatê-la sem (por essa razão) tentar manter uma ideia caduca do político, o que constitui o discurso da “resistência”. Demais (et pour cause), uma tal manutenção só pode (além disso) ser um artifício. De facto, é preciso lutar contra esta tendência (inventando), em vez de resistir. Eis porque, a resistência só pode ser reactiva e (como tal), ela pertence ao niilismo.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

MISS UNIVERSO 2011 É ANGOLANA

Eu acho que Angola faz muitíssimo bem em comprar os anéis, as jóias e vários bens do seu antigo colonizador, pois, para além de ser catártica, essa compra consiste em negócios rendosos e de futuro; e Angola faz bem em investir biliões e mais biliões noutros países industrializados do ocidente decadente, pois a deslocação desse capital para fora do território angolano funciona como aforro de que beneficiarão futuros governos daquele país quando o actual regime for substituído e os bens forem entregues a quem de direito ― ao povo angolano. Não sou ingénuo e sei que não é por este motivo que todo o dinheiro angolano é investido fora de Angola, há outros motivos; mas o certo é que historicamente o tiro acaba sempre por sair pela culatra aos ingénuos e aos crédulos que assim procedem.

Ora, não era bem isto que eu vinha dizer. O que vinha mesmo dizer é que, como tantos outros já o fizeram (em blogues, jornais, rádio, e redes sociais), eu também aplaudo a eleição de uma angolana como Miss Universo. E felicito os angolanos que lograram concretizar esse negócio de visibilidade planetária. É um excelente cartaz publicitário do poderio de Angola no concerto internacional.

A eleição de Miss Universo foi ― desde sempre ― um enorme e rendoso negócio detido por empresários norte-americanos. E é a candidata que paga mais (e que garante mais rendibilidade futura) que ganha a coroa respectiva ― sempre foi assim, repito! ―. Não há, portanto, demérito algum nesta última eleição.

Parabéns Angola!

domingo, 11 de setembro de 2011

SE É PARA PÔR TUDO O QUE FIZEMOS NA VIDA...

Depois de passar os olhos por vários perfis escarrapachados no facebook, até que me apetecia dizer: ― é pá! Calma aí! Eu também tenho um vasto currículo ‘académico’! O que é que pensam?! Vejam só a expressão desse peso curricular aqui na minha fotografia à la Saddam Hussein.

Só no Fogo, muito antes de vir p’ra Lisboa fazer a porcaria do curso que fiz, tive uma vastíssima formação: carpinteiro (na oficina di Agusto di nhô Bino); mecânico de automóveis (oficina di nhô Gasosa); sapateiro (oficina di Raul Caracunda); pedreiro (com Djoca di Djabraba); Motorista de central eléctrica (com Otto di Bulola); chauffeur (com Nhônhô di Dade e Roberto Carolina); ferreiro (oficina di Juzino); padeiro (padaria di Djoquim e padaria di nhô Pinto); músico (com Antero di Albertina, Manuel di cá Tchoné e Manuel di Nininha); empregado de balcão (na loja de meu pai); fotógrafo amador (com Pá Melo); relojoeiro (com Babinho); e para além disso: fumador, bebedor, namorador, guarda-redes de futebol, pescador, ladrão de melancias (di nhô Alberto Koënig)... Eu sei lá!... É um nunca mais acabar de estudos e cursos superiores...

Imaginem agora o que aprendi mais em Lisboa ao longo destes quarenta anos que ando por aqui.... Até dá e sobra para eu ser Comandante Geral da NATO ou Primeiro-ministro da União Europeia, pois então!!!!!!!!!!.....

VIDA DE CÃO PROFESSOR

Os professores que conheço andam o ano todo a nadar em papéis espalhados por tudo quanto é superfície horizontal de suas casas, num trabalho insano, de Sísifo, para satisfazer as exigências burocráticas e administrativas do ministério da educação para que trabalham. Acho que com isso não têm tempo para preparar convenientemente as aulas e que não terão tempo suficiente para uma vida emocional gratificante e plena.

Como se isso já não bastasse, agora parece que têm que deixar de escrever os documentos, textos, pontos, etc., em língua portuguesa. São obrigados, a partir deste ano, a escrever tudo segundo a nova ortografia estupidamente criada, aceite e adoptada pelas autoridades.

Não quero jurar; mas eu creio bem que, pelo amor e pelo carinho que tenho pela língua portuguesa, eu, se fosse professor, não acataria esta directiva e enfrentaria todas as consequências daí advenientes, pois, acho que aquela obrigação é de uma violência extrema sobre quem conhece bem e aprecia toda a beleza, clareza, rigor e riqueza desta Língua.

Quando soube que Nuno Crato disse, em entrevista ao jornal ‘Público’, que o Acordo Ortográfico era «um facto», apeteceu-me mandá-lo à merda.

sábado, 10 de setembro de 2011

INTIMISMOS

UMA UVA É PARA COMER!

Ser ‘às direitas’, ‘educado’, ‘correcto’, ‘um cavalheiro’ ― e coisas que tais ―, são conceitos burgueses em que fui formado, mas que de todo em todo não tive a plasticidade requerida para absorver, viver e transmitir. Sou um produto muito defeituoso da sociedade em que vivo pois não consigo satisfazer as normas de comportamento a que os ‘valores’ burgueses integrantes e definidores daquelas características obrigam. Por isso me fui afastando progressivamente do convívio com as multidões.

Longe de me considerar um misantropo ― que ideia absurda! ― serei antes um mafioso afectivo que não acredita nos falsos capuchinhos vermelhos que pululam nesta sociedade de plástico em que vivemos todos.

Prefiro dançar à volta de uma fogueira e comer carne crua, a participar num repasto burguês onde o arroto reprimido e a concupiscência disfarçada dilatam estômagos, causam rugas mentais e apoplexias diferidas no tempo, males estes arrasadores da genuinidade do ser.

Sei que a minha condição é detestável para a maioria das pessoas. É por isso que trago aqui este aviso aos incautos e às incautas que pretendam aproximar-se de mim.

Para mim ― carne crua! E não perdoo às uvas!!!...

DO VALOR DO HOMEM E DA SUA CARICATURA

Recorro a Anselmo Borges que cita Kant:


Concluindo eu que só os homens indignos é que têm preço...

― E como temos constatado essa verdade nestes últimos anos...!

BOM DIA!

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

JORNALISMO DE SARJETA

É também aquele tipo de ‘jornalismo’ que não é mais do que o porta-voz de quem paga.


O Diário de Notícias, sem qualquer recato, pudor, ou a mínima vergonha; sem a mínima perda de tempo ― hoje mesmo, dia em que saiu a notícia no semanário ‘Sol’ ―, pratica um acto deste calibre: serve de porta-voz a um advogado que tenta desvalorizar o trabalho de F.C.

É claro que a «sarjeta» (no meu título) diz respeito ao ‘jornalista’ do DN que, numa pretensa equidistância, ajuda com o seu ‘trabalhinho’ o advogado de Lima a lançar lama sobre o trabalho da jornalista Felícia Cabrita.

É assim que estamos de imprensa em Portugal:

CADA VEZ MAIS NO ESGOTO!

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

«NUNO CRATO NÃO SABE DO QUE FALA»

É O SOCIAL-DEMOCRATA VASCO GRAÇA MOURA QUEM O DIZ.

Na sua entrevista à "Única" do Expresso de 3 de Setembro, o ministro da Educação escamoteia deploravelmente a questão do Acordo Ortográfico, dizendo que este "é um facto". Não é. Os factos são os seguintes: O Acordo Ortográfico não está em vigor. Angola e Moçambique não o ratificaram. Não existe o vocabulário comum que o AO exige como condição prévia. O ministro não estudou o problema, nem no aspecto jurídico nem no científico. Não leu a documentação existente. Não sabe quanto custa ao país a precipitação criminosa em aplicar um instrumento inaplicável e calamitoso. O facto é que Nuno Crato infelizmente não sabe do que fala. Se as reformas que ele prepara para o ensino forem tão levianamente abordadas como esta, então a Educação em Portugal não irá muito longe. Custa ver uma personalidade da sua envergadura intelectual e da sua intransigente seriedade ceder assim à lei do menor esforço.

Leia aqui isto e mais observações discordantes de Vasco Graça Moura em relação à política deste governo(?).

terça-feira, 6 de setembro de 2011

UM COITADO ― UM NÁUFRAGO ACIDENTAL

Está à vista que Passos Coelho não tem estofo para governar Portugal em momento tão delicado. E é precisamente essa falta de estofo (profissional e político, no mínimo ― para não falar do que não está ainda provado: se também intelectual e cultural) que fez com que cometesse o erro, que será trágico para Portugal, de entregar a uma única pessoa, Miguel Relvas, as rédeas de tudo que tem a ver com o negócio das privatizações e o exercício efectivo do poder.

Fazendo um balanço do que transparece da actuação de Passos Coelho à frente do governo(?) concluo que Portugal não tem um verdadeiro primeiro-ministro. Passos parece-me antes um mestre-de-cerimónias contido, envergonhado e humilde, e não o homem que detém as rédeas do poder de um Governo.

Fica-me a sensação de que quem manda (interna e externamente) são outras pessoas; e de que as acções de Passos se resumem ao papel de representante de qualquer coisa, com direito às benesses ‘folclóricas’ e materiais de primeiro-ministro.

No fundo, Passos não manda nada.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

INCONFIDÊNCIA

Henrique Sousa publicou um livro que guardou para si. Um ensaio intitulado ‘O Implacável Tempo’. Li este livro e achei-o muito interessante e complementar de vários outros livros de divulgação científica que tenho lido. Nele Henrique Sousa concentra a sua atenção no que convencionalmente se chama Tempo.

Ora, o Tempo tem-nos sido apresentado por muitos autores e divulgadores científicos como uma ‘entidade’ cuja existência o leitor deve encarar como um dado adquirido. É aqui que o livro de Henrique Sousa inova, pois, desperta-nos para a discussão sobre a ― não só essência do Tempo, como ainda a consideração da ― possibilidade de a natureza do Tempo e a própria existência do Tempo poderem ser uma consequência e não algo preexistente desde sempre. Daí eu aconselhar a leitura deste livro às pessoas dadas a estas preocupações e curiosidades filosóficas e físicas (mas fundamentalmente às pessoas que tenham conhecimento da Teoria da Relatividade Geral e da Teoria da Relatividade Restrita de Einstein; bem como de rudimentos de Mecânica Quântica e Cosmologia ― de outro modo o livro será um texto um tanto ou quanto estéril porque especializado; mas nunca incompreensível, pelo que outros tipos de leitores encontrarão nele algo de interessante sobre que pensar).

PARABÉNS HENRIQUE SOUSA!

Email do autor: sousa.henrique@facebook.com

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

UM PRINCÍPIO TRÁGICO ― IGNORAR A HISTÓRIA

Há uma enorme caterva de gente da política que ignora completamente a História de Portugal e julga que se pode viver e ― mais que isso ― julga que pode dispensar-se desse conhecimento histórico para legislar ou governar o país.

O ‘plantel’ do actual governo(?) é um caso paradigmático disso: desconhece por inteiro o que foi e porque aconteceu a Patuleia; não sabe quem foi Maria da Fonte e acredita piamente nos falsos “brandos costumes” deste povo.

E com isso, vai lixar esta merda toda.

«O paciente resistirá até ao momento oportuno, mas depois a alegria brotará para ele.»
["Eclesiastes 1,23"]

domingo, 28 de agosto de 2011

CAVACO ― MAIS-VALIAS, HERANÇAS E DOAÇÕES

Assumo-o: Não é uma insinuação. É uma teoria de conspiração.



Pergunto:

1 ― Quanto dinheiro tem a família de Cavaco Silva (o próprio, a mulher e os filhos) investido em acções e obrigações?

2 ― Em nome de quem estão os bens, de Cavaco Silva e mulher, susceptíveis de serem herdados (casas, propriedades, etc.)?

É que isso é muito importante para percebermos melhor que presidente é este que Portugal tem. Que interesses defende este homem.

Não tenhamos medo das palavras.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

JOÃO DUQUE

Quanto a mim, este personagem é um sonso. Promovido por Mário Crespo, ambos sempre estiveram ― como quem não quer a coisa ― ao serviço do PSD.

João Duque terá certamente um "excelente" desempenho à frente do grupo de trabalho encarregado de definir o serviço público de televisão (mais um grupo de apaniguados do PSD bancando tachos em paga de favores, com o dinheiro dos contribuintes).

Como João Duque percebe tanto como eu de comunicação social, será certamente Mário Crespo, o pivot da SIC Notícias, a sua musa inspiradora. Da tarefa que o grupo desempenhará, há todas as condições para sair merda!

VÍCTOR GASPAR



Este tipo inspira-me profunda desconfiança. E dá-me a impressão de que é um passarão que se desvendará, surpreendentemente para muitos, num futuro não muito distante.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

DESAPARECIDO


DÃO-SE ALVÍSSARAS A QUEM O ENCONTRAR

Vestia fato escuro, camisa branca e gravata vermelha quando foi visto pela última vez.

Favor entregar na sede do PS, ao Largo do Rato, caso seja encontrado.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

EM CABO VERDE CUMPRIU-SE A DEMOCRACIA...


Mais uma vez! Em eleições nacionais realizadas ontem, para a presidência da República, ganhou Jorge Fonseca, candidato apoiado pelo partido da oposição. Na mesma noite, conhecidos que foram os resultados eleitorais, Manuel Inocêncio, candidato do partido no poder, reconheceu a derrota e felicitou o seu opositor.


País pequeno, onde todos nos conhecemos ― Inocêncio foi meu colega de turma nos anos do liceu; e com Jorge Fonseca brincava quando este ia passar as férias grandes, em casa de sua avó, no Fogo ―, é obrigatório que nos entendamos todos, mantenhamos a unidade social e combatamos pelos mesmos objectivos. Estou certo que o novo Presidente, bem como o actual Governo, têm esse entendimento e assim actuarão.

Parabéns Cabo Verde!