sábado, 14 de janeiro de 2012

(XX) Alors Que faire?

                         Prática de ACTUAÇÃO VIGÉSIMA:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895)

Lendo (avisadamente), a nossa Humanidade política segundo o animalismo...

(1)           Não há dúvida nenhuma, que a figura naturalizada do homem, se (ela), determina uma nova atenção para com os animais (designadamente no atinente ao seu bem-estar como outrossim aos seus sofrimentos), tem para efeito despolitizar os conceitos inventados para pensar as relações de domínio entre os homens, como “liberação”, “exploração”, até “exterminação”. Estes vocábulos são (cada vez mais e mais), utilizados (frequentemente), para caracterizar as relações dos homens com os animais, como se nada que fora “político”, que não fosse (entretanto), de (um lado ao outro), “ético”. É o que (aliás), se pode ver em “letras gordas”, em certas e determinadas teorias que induzem (logicamente), as ideias de “exploração” e (por conseguinte), de “libertação” animal até às suas últimas consequências.
(2)           E, já agora (e antes de mas), para principiar (assertivamente), esta nossa Peça ensaística, vale a pena, lançar o seguinte parágrafo para uma Reflexão pertinente e oportuna: Com efeito: Os animais não são nem objetos (como os corpos de DESCARTES), nem como sujeitos (como os homens), nem portadores de vida “iguais”, visto que existe milhões de espécies e quase tantas formas de ser agente no Mundo. A criatura moral denominada “Animal” não existe! É (todavia), sobre este ser quimérico que são edificadas as morais animalistas contemporâneas, revelando (destarte), a imagem que (elas), fazem da nossa Humanidade.
(3)           Todas as teorias acerca dos “direitos do animal” não são tão “puras”. No entanto, todas (elas), implicam um singular conceito político da Humanidade. Elas supõem uma “essencialização” do Animal (em geral), assim como uma reinterpretação “liberal” (ou mesmo), subjetivista, da ideia dos “direitos do Homem”. Os direito do Homem afirmavam o necessário reconhecimento de um território de independência dos indivíduos/sujeitos no que diz respeito ao poder soberano ou da omnipotência dos Estados. Eles supunham (correlativamente e outrossim), a afirmação (extraordinária), da igualdade fundamental de todos os Homens e proclamavam (por conseguinte), que todas as formas de discriminação racial, religiosa, sexual, etc. Deviam ser combatidas.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

REGRESSO

Regressado há menos de um dia de Cabo Verde ― para a civilização do divertimento permanente, do mau governo e das nomeações de amigos ― iniciei a leitura de mais um livro de Umberto Eco, Construir o Inimigo, após pouco mais de um mês em que estive em total blackout informativo, pelo que só nestas últimas horas dei-me conta do desenvolvimento da questão “nuclear” entre o Ocidente e o Irão.

E nem de propósito ― logo a páginas 12 do seu livro, Eco escreve:

«Ter um inimigo é importante, não apenas para definir a nossa identidade, mas também para arranjarmos um obstáculo em relação ao qual seja medido o nosso sistema de valores, e para mostrar, no afrontá-lo, o nosso valor. Portanto, quando o inimigo não existe, há que construí-lo. Eis que, nesta ocasião, não nos interessa tanto o fenómeno quase natural de identificar um inimigo que nos ameaça, quanto o processo de produção e demonização do inimigo

Virá aí um novo Iraque, no engano de que desta vez é que será?!...

(XIX) Alors Que faire?

                                                       Prática de ACTUAÇÃO Décima Nona:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895).

            En effet (et pour cause):
                                    “Le médecin lui-même n’échappe pas à la mort” (...).

(I)
            Nunca é demais insistir sobre a questão que se prende com a acumulação (sem par), do saber médico, nos nossos dias de hoje, a sua excepcional diversificação, o seu excepcional aprofundamento (do mesmo modo), que se impõe insistir (de modo reiterado), sobre a consolidação (sem rival), da sua institucionalização, da sua rede considerável e fora de fronteiras. Todavia, se afigura (assaz necessário, outrossim), avaliar as consequências desta deslocação, encarando os seus efeitos, os mesmos que não dependem (unicamente), de alguma conquista assegurada. Este triunfo é portador de ambivalência! E (outrossim), fonte de desafios maiores e (bem assim), de problemas temíveis (e novos).

(II)
            Que as expectativas tenham sido incrementadas pelos triunfos dos saberes médicos, que estes êxitos/triunfos (eles próprios), tenham (paradoxalmente), incrementados (por seu turno), o sentimento do risco, que os cidadãos de uma sociedade individualista (vivendo uma relativa “desvinculação”), tenham investido (mais que nunca), na proteção oriunda da comunidade, constituem (efetivamente), tantas pressões e renovações que desmultiplicaram as fontes possíveis de insatisfações, senão de contradições.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

AVISO IMPORTANTE

De partida para uma cimeira de alto nível fora da piolheira, este blogue entra em 'marinagem' até quando seja possível uma ligação à Net que permita dar notícias.

Até lá, um abraço aos leitores e amigos.

(XVIII) Alors Que faire?

                                    Prática de ACTUAÇÃO Décima Oitava:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895).

                        NP:
                                    Dos homens das cavernas às células progenitoras, os progressos da Medicina são (na verdade), assaz espetaculares. Todavia, a história da disciplina não se resume à este percurso glorioso. Com efeito, a Medicina põe em jogo os nossos corpos, a sua representação, o modo como (eles), se inscrevem, num contexto social, político e cultural. Demais e, acima de tudo (ela), redefine (presentemente), as fronteiras do seu uso/utilização.
                                    Eis porque, se impõe (mais que nunca), estudar (adequada e avisadamente), os desafios/reptos das conexões do Homem com a Medicina. Ou seja:
                                    ---Como gerir o ônus/peso/encargos das despesas
da segurança social, preservando
(integralmente), a igualdade de todos ante à Saúde?
---Pode-se evitar que a tecnicidade acrescida dos
cuidados não prejudique à atenção ao paciente e à
psicologia?
---Que lugar outorgar às terapias alternativas e complementares?
---Qual seria a trâmite ética responsável ante os progressos das Ciências do vivo?

E (antes de mais), para refletir avisadamente:
                        En effet:
                        “L’ouverture du corps, faisant passer les organes de la nuit         à la clarté, est un des gestes  fondateurs de la médecine “moderne”. Les anatomistes ont su présenter leur atlas avec une précision croissante, y apportant quelquefois même une sensibilité esthétique. La medicine pourtant ne saurait se limiter au regard. La compréhension du fonctionnement des organes a représenté une autre exigence, un défi tout aussi central. Mais cette aproche, qui restera la représentation  d’une image ou d’un mécanisme, se heurtera toujours à l’obstacle du réel.”

domingo, 4 de dezembro de 2011

O ÁLVARO EM APUROS

Em vez de governar está a preparar o campo para entregar o ouro ao bandido e deixar o lixo para os contribuintes. Mas tudo a ser feito com o argumento da boa gestão, das boas contas, da racionalização de custos e mais merdas a que estamos habituados a ouvir. Tudo uma mentira pegada a caminho da destruição do Estado.

sábado, 3 de dezembro de 2011

LAMENTO

Leio a notícia de que Muhammad Ali foi levado de emergência para o hospital esta madrugada.

Quando todos os meus ídolos de juventude ― no domínio familiar, das artes, das letras e do desporto ― se forem, eu já não me importarei muito por aí além de seguir o mesmo caminho.

Agnelo Henriques, Pablo Picasso, Leonardo Bernstein, Vinícios de Morais, Jean Paul Sartre, Miles Davis, George Best,  Pablo Neruda ― para só citar alguns ― deixaram-me exaurido com a sua ausência.

Ficaram ainda: minha santa mãe, Chico Buarque, Muhammad Ali, Umberto Eco, Keith Jarret ― também para só citar alguns ―, e são eles que me prendem ainda à vida. Seguro-me às obras, às palavras e às memórias que aqueles deixaram e os ainda vivos vão deixando; mas sem a presença de todos eles, o mundo não é a mesma coisa.

Não tivesse eu descendência... retirar-me-ia para uma palhota alcandorada lá bem no alto da serra do Fogo para morrer como um condor.

(XVII) Alors Que faire?

                         Prática de ACTUAÇÃO Décima Sétima:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895).

            Com efeito (et pour cause)
MUNDO BENBA KA PUR’SI!...

                        NP:

                                    Numa época em que (concomitantemente), asseveramos que o Mundo é (efetivamente), sempre, cada vez mais “globalizado”(leia-se outrossim e por conseguinte: unificado) e que os nossos modos de vida, de cultura, são (sempre), mais heterogéneos, se impõe recolocar em obra esta questão: continuamos à considerar-nos como vivo num Mundo enquanto, já não é evidente e seguro que possamos usar (ainda), estas expressões/termos?
                                    Com efeito, já não nos encontramos, nem “em”, nem “perante” o Mundo, porém este extorque e degreda de forma vertiginosa a consistência da sua realidade “em si”. E (quiçá, aliás), já não vivemos num Mundo ou em vários mundos que (o) ou os mundos não se manifestam, divergem ou se recortam em (nós) e (por nós).

                                    Mas (na verdade), “em que mundo vivemos?” Antes de mais, convém sublinhar, que (a maior parte das vezes), no âmbito da problemática que enforma, em substância, esta questão, o ponto de interrogação vale tanto como um ponto de exclamação. Ela ressoa (concomitantemente), no modo da revolta e na resignação. Na prática (deste modo), faz vocábulo (ou ideia) de “mundo”, escondendo o valor (mais robusto), a que se lhe possa vincular: O do Cosmos, conjunto harmonioso de corpos celestes cujas órbitas carreiam as conexões da ordem universal, isto é voltado para uma unidade integral. É o sentido e a metamorfose desta ordem e deste (um), que se encontram (por conseguinte, implicitamente), interrogados (ipso facto), por esta magna Questão.

sábado, 26 de novembro de 2011

STEVE JOBS SEGUNDO WALTER ISAACSON

Era um indivíduo profunda e permanentemente afectado pelo facto de ter sido abandonado para adopção ― facto que lhe foi dado a conhecer ainda em criança, logo que teve entendimento para isso ― e afectado ainda por não ter conhecido os seus pais biológicos. Era afectivamente bastante insensível, pouco ou mesmo nada ‘reconhecedor’ ou agradecido dos enormes esforços pessoais, familiares e económicos que seus pais adoptivos despenderam para oferecer-lhe a esmerada educação que teve nos melhores colégios e universidades privadas da época; e ara também pouco escrupuloso ou mesmo desonesto em alguns negócios (mesmo para com um amigo íntimo e colega de profissão, Wosniak, que o ajudou muito sob o ponto de vista profissional); e pouco ou mesmo nada amigo do banho e da higiene pessoal. ― Neste último aspecto, muitas foram as queixas de que ele «cheirava muito mal» e não o queriam por perto.

No que está escrito pelo biógrafo (por enquanto sobre a vida de Jobs até aos 19 anos) há que destacar algo que aquele confirmou em Steve Jobs  algo por que Jobs veio depois a ser conhecido no mundo inteiro ―: o facto de ter sido, desde muito jovem, um visonário “efectivo” que idealizou ao longo da vida muitos produtos novos para vender às pessoas.

«Era um mau engenheiro», disseram alguns entrevistados que foram seus colegas e ou amigos, mas sabia melhor que ninguém «embrulhar e vender caro» um produto. Jobs punha os outros a conceber "o miolo" daquilo que imaginava, punha-os a fabricar e a “embrulhar” da forma a mais apelativamente concebível os produtos que ele idealizava apenas na forma, para que estes fossem bonitos e userfriendly, e, depois de obtida a criação dos produtos, era ele quem se encarregava da venda dos mesmos. Sempre teve um enormíssimo “faro” para o negócio e para fazer dinheiro.

Abro um parêntesis para dizer que na biografia em questão, W. Isaacson diz que Jobs, na juventude, era consumidor de drogas alucinogénias, sendo o LSD talvez a mais consumida. E nestas primeiras páginas por mim lidas (71 páginas, ou seja, 10% apenas do livro original, em Inglês), o biógrafo “deu-me a entender” (subjectividade minha?!) que Jobs nunca deixou totalmente esse consumo.

Nota: Walter Isaacson escreveu, na introdução deste livro, que impusera (e Jobs aceitara) como condição para escrever esta biografia, que Jobs não teria acesso ao que ia sendo escrito e não lhe seria permitido fazer qualquer alteração ao texto a publicar logo que este ficasse pronto e lhe fosse dado a conhecer.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

ESTETOSCÓPIO

O povo português está mais que bem preparado para voltar a ser miserável como fora no passado.

Para isso bastará que o governo ― qualquer um ― decrete a pobreza em Portugal. Como, aliás, este governo tem estado a fazer: na maior das calmas e com total tranquilidade.

CONCATENANDO DADOS

1. Os bancos portugueses, de cofres praticamente vazios e próximos da bancarrota, classificados como “lixo” pelas agências de rating, prometem taxas de juro que nalguns casos chegam aos 6,2% para depósitos a prazo de três anos (não é possível encontrar taxas de juro tão altas em mais nenhum banco estrangeiro sério).

2. Segundo notícias de jornais e televisões, desde Julho passado os bancos portugueses já captaram depósitos a prazo no valor de €17.000.000.000 (dezasssete mil milhões de euros).

Alguém já se perguntou onde irão os bancos arranjar dinheiro para pagar esses juros e reembolsar o capital investido? Alguém já se perguntou o que acontecerá àqueles depósitos a prazo caso Portugal saia do euro ― coisa praticamente inevitável ― e volte ao escudo que poderá ser desvalorizado a bel-prazer dos governos?

Ai pobre povo, nação dormente...!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

O HUMOR EM CABO VERDE

Nos EUA:
iPhone, iMac, iPad, iPod....

Em Cabo Verde:
Ai Electra, Ai TACV, Ai Telecom,
Ai Kasu Body, Ai c'afronta,
Ai mintroso, Ai Vida di pobre...


[Enviado pelo Djibla]

(XVI) Alors Que faire?

Prática de ACTUAÇÃO Décima Sexta:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895).

            Neste nosso Estudo, vamos abordar, numa base (assumidamente) pedagógica, as duas funções do preço do mercado, visando à um melhor entendimento da problemática, que temos vindo a analisar e estudar, nas “postas” anteriores.

(1)           Grosso modo, podemos afirmar que os Preços do mercado possuem duas funções (logicamente assaz distintas), a saber: Uma função de Informação e uma outra função de Motivação. E, explicitando (adequadamente), as nossas ideias, temos (então), que:
a.     Por um lado (elas), mostram quanto se está disposto à sacrificar para se procurar tais ou tais bens de consumo e indicam (deste modo), o que convém produzir.
b.    E (por outro), os Preços servem de Motivação para fornecer aos consumidores os bens em questão: O mercador/comerciante procura encaixar (por sua conta própria), o que os clientes estão dispostos a desembolsar.
c.     Estas duas funções seguem (não unicamente), uma lógica independente, entretanto (por vezes), uma opera sem a outra, como no caso de um administrador de organismo caritativo que procura maximizar o rendimento do seu fundo de dotação, no entanto, não alardeia a menor intenção de encher os bolsos, pois que (ele), não deve conservar os excedentes e (a maior parte das vezes), o seu próprio capital permanece o mesmo (leia-se outrossim, sem alteração nenhuma), sejam quais forem os resultados do fundo que (ele), gere.
(2)           E, tendo em conta, as falhas, no âmbito do planeamento global (por um lado), e da injustiça dos resultados do mercado e da moralidade duvidosa da motivação do mercado (por outro), é natural, perguntar: Se é realizável (na prática), preservar a função de Informação do mercado, continuar a encaixar os benefícios que (ela), procura quanto à geração e a gestão da Informação em relação ao que deve ser produzido (asfixiando integralmente), os seus pressupostos motivacionais normais e as suas consequências distributivas (respectivas)?
Lisboa, 17 Novembro 2011
KWAME KONDÉ
(Intelectual/Internacionalista --- Cidadão do Mundo):

domingo, 20 de novembro de 2011

(XV) Alors Que faire?

Prática de ACTUAÇÃO Décima Quinta:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895).


            Uma oportuna Análise da questão que se prende com a exequibilidade/viabilidade do Socialismo:

(A)
            Há (efetivamente), duas razões distintas para as quais o socialismo (à escala da Sociedade, no seu todo), pode ser reputado, como algo de irrealizável. Uma primeira razão está vinculada aos limites da Natureza humana e uma outra à da tecnologia social. Eis porque, se nos afigura (assaz relevante), distingui-las (simultaneamente), no plano intelectual e político. E, explicitando (de modo dialecticamente consequente), se nos oferece, exarar o seguinte:
            --- A primeira razão  para a qual o socialismo é imaginado e suposto impraticável, prende-se com o facto, que os homens são (como se diz amiúde), por natureza demasiado (pouco generosos e solidários), para satisfazer aos seus critérios (quão generosos e solidários), sobretudo, no quadro pontual e íntimo de uma tal dinâmica de viver e existir em sociedade.
            --- Por seu turno, a segunda razão, é que, mesmo se os homens, podem se transformar, no âmbito de uma  cultura idónea, se coloca a pertinente questão, como fazer com que, através de regras e de incitações apropriadas, esta generosidade faça funcionar o maquinismo da economia. Todavia (em contrapartida), sabe-se muito bem (desgraçadamente), tirar partido do egoísmo humano!

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

TRAIÇÃO

Paulo Macedo, ministro da saúde, disse ontem no parlamento: «Há mil especialistas a mais nos hospitais».

Dizer isto é de uma gravidade, de uma ignorância, de uma insensatez, inauditas. É próprio de quem não percebe mesmo nada (ou não quer saber nada) do que é a Saúde e o seu funcionamento.

É absolutamente indigente e criminoso reduzir ainda mais o número de profissionais de saúde dos serviços públicos; criminoso porque vai morrer gente à conta de "medidas" que podem vir a ser tomadas em conformidade.

A História está cheia de nomes de gente que um dia desgovernou o seu país para desgraça deste e do seu povo ― começando pelos menos maus, como Salazar ou Franco, passando por Mussolini e por Hitler, até terminar em Pol Pot (na Ásia), temos exemplos de todas as nuances de desgovernança possíveis de imaginar.

Sou da opinião de que este actual desgoverno de Portugal é um desgoverno formado por gente perigosa para o seu país e para o seu povo. Se cumprir a legislatura toda, destruirá ruinosamente o património material e cultural deste povo.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

(XIV) Alors Que faire?

                        Prática de Atuação Décima Quarta:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895)

(1)           Visto que a Arte é o que transforma e “trans-valia” o imotivado em motivos (leia-se, sobretudo em motivos de viver e de amar, em motivos do desejo). Já agora, por exemplo, o imotivado da língua é o que a “poesia”, faz o seu motivo sublime. De feito, a sublimação é (sempre), uma tal espécie “de transformação do chumbo em ouro”. Dir-se-á (precisamente),  que a Arte já não é (tão pouco), um objecto de amor. Aliás, diz-se, identicamente (amiúde), das obras de arte contemporânea, que (elas), são “interessantes”, sem  (para tanto), asseverar amá-las...Sem comentários!...
(2)           De sublinhar (antes de mais), que este estado de facto (que é da mais elevada relevância e outrossim um fabuloso enigma), constitui (ele também), um facto do domínio do modelo do consumo acerca do que se denomina (tão pouco, como consequência), as obras de arte ou do espírito. Sim, a “cultura”, o que para o qual, já não se trata, desde lá vão, mais de três décadas, apenas reivindicar um mísero orçamento ao Estado. Pobre ambição!
(3)           Com efeito, não há processo de individuação psíquica, colectiva e técnica possível na ausência do superego e sem sublimação. De anotar (por outro), que o que constitui a possibilidade da individuação do psíquico, do colectivo e do técnico é a trans-individuação como constituição de um (nós), que deseja e em os (eu), que desejam (singularmente), todavia (uns com os outros e uns para os outros).
(4)           Eis porque (tendo em conta o arrazoado, acima exposto), uma política do espírito, que projeta a necessidade do superego, num plano dissemelhante do que sobre o da repressão, é indispensável e só pode constituir uma política da sublimação. De anotar (outrossim), que  sociedade alguma, jamais assentou sobre algo diferente que sobre este “poder de fazer Um com o Múltiplo”, o que constitui a primeira e (quiçá), a única “questão da filosofia”. É o que os “profissionais da política” confundem com a religião e que constitui apenas uma época e uma modalidade da organização, das conexões do Um e do Múltiplo. De salientar (aliás), que esta “confusão” constitui para a nossa época, a própria miséria espiritual (uma miséria quão confusa), da qual o Papa Bento XVI (ele mesmo), apenas pretende louvar os benefícios da laicidade.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

(XIII) Alors Que faire?

 Prática de ACTUAÇÃO Décima Terceira:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895).

                        “Supposons que la chose soit faite, que la tempête
                        révolutionnaire, l’épave sur laquelle nous flottons
                        ait enfim touché le rivage”. LOUISE MICHEL, L’Ére
                        nouvelle, souvenirs de Calédonne, Paris, Librairie socialiste
                        inter.nationalle,1887.


                        E, já agora
                                    E (antes de mais), em jeito de
                                                ALERTA OPORTUNA: Um lúcido
AVISO À NAVEGAÇÃO, em tempo útil e oportuno!...

                        Posto isto, em jeito de breve EXÓRDIO, eis:

(1)           Com efeito, quando, no início do século XVI, THOMAS MORE (1478-1535), escreve a sua famigerada UTOPIA, aparece pela primeira vez, a promessa de uma Cidade maravilhosa. Utopia, cidade justa e harmoniosa, em parte alguma, existe. Todavia, descrevendo-a, nos seus ínfimos pormenores como o contrário perfeito de onde vive, THOMAS MORE cria um instrumento de sátira social jamais igualado.
(2)           De anotar, que a despeito da riqueza crítica e criativa deste “idealismo” (ele), contém os seus perigos (concretamente) e sobretudo, quando serve para justificar “as doutrinas e as políticas extremistas”.
(I)
            Na verdade, como o falsário/falsificador em matéria de moeda falsa, o “utopista” produz falsa sociedade, conquanto (aparentemente), muito bem imitada. Contrafação (leia-se, outrossim: imitação fraudulenta), necessária para experimentar a fiabilidade de princípios societários (não usitados), para justificar resultados de uma experiência jamais ainda perpetrada. De facto, pela magia da ficção se anima grupos de indivíduos cujos desejos de paz e de felicidade (amiúde mal afirmados), vêem-se submersos por vagas de beleza, abundância e harmonia.

domingo, 13 de novembro de 2011

VEJAM SÓ...

Pertencemos a um mesmo ramo filogenético
― não há a menor dúvida nisso, ―
mas a mulher é um outro ser!

Bar Rafaeli