quinta-feira, 25 de agosto de 2011

VÍCTOR GASPAR



Este tipo inspira-me profunda desconfiança. E dá-me a impressão de que é um passarão que se desvendará, surpreendentemente para muitos, num futuro não muito distante.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

DESAPARECIDO


DÃO-SE ALVÍSSARAS A QUEM O ENCONTRAR

Vestia fato escuro, camisa branca e gravata vermelha quando foi visto pela última vez.

Favor entregar na sede do PS, ao Largo do Rato, caso seja encontrado.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

EM CABO VERDE CUMPRIU-SE A DEMOCRACIA...


Mais uma vez! Em eleições nacionais realizadas ontem, para a presidência da República, ganhou Jorge Fonseca, candidato apoiado pelo partido da oposição. Na mesma noite, conhecidos que foram os resultados eleitorais, Manuel Inocêncio, candidato do partido no poder, reconheceu a derrota e felicitou o seu opositor.


País pequeno, onde todos nos conhecemos ― Inocêncio foi meu colega de turma nos anos do liceu; e com Jorge Fonseca brincava quando este ia passar as férias grandes, em casa de sua avó, no Fogo ―, é obrigatório que nos entendamos todos, mantenhamos a unidade social e combatamos pelos mesmos objectivos. Estou certo que o novo Presidente, bem como o actual Governo, têm esse entendimento e assim actuarão.

Parabéns Cabo Verde!

domingo, 21 de agosto de 2011

Alors, Que faire?

Prática de actuação primeira:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895).

                        Marcas para uma Ponderação adequada:
(1)     Um Pensamento só tem sentido se tiver a força de abrir ao novo a indeterminação de um porvir. Todavia, este porvir só pode engendrar novos modos de vida se estas vidas constituem novos modos de existências: A Vida Humana é uma Existência. (…).
(2)     O Homem pode (sem dúvida), subsistir sem existir. Todavia (de anotar), que esta subsistência não é duradoura, pois que (ela), se torna (rapidamente), psíquica e socialmente insuportável, porque conduz (inexoravelmente) à liquidação do narcisismo primordial.
(3)     Sim (efectivamente), a crítica do capitalismo contemporâneo, enquanto hegemonia da subsistência e negação da existência, deve colocar a questão da consistência e (enquanto tal), da crença que (nisso) se constitui, ou seja, que nisso consiste.

Donde,
Na verdade (já não se trata) de se opor ao processo capitalista, mas sim, conduzi-lo ao seu término natural!...

(I)
                        Combater a tendência à liquidação do político, se assume (por conseguinte), no âmbito desta conjuntura, combater uma tendência do Capitalismo (tal como este), que pertence a uma época da individuação/individualização psíquica e colectiva Ocidental e (ulteriormente), a sua “mundialização”, isto é (outrossim), a sua desocidentalização. Eis a componente do que (nesta individuação), prossegue ao nível Planetário a “gramatização”, que deve ser (epocalmente), temível.

sábado, 20 de agosto de 2011

MOURINHO - 3 VALORES

PRATICAMENTE INDESCULPÁVEL

O gesto de Mourinho, metendo um dedo no olho direito de Tito Vilanova, segundo treinador do Barcelona, vai deixá-lo (a Mourinho) marcado negativamente, e diminuído moralmente, por muito tempo.

Mourinho cedeu ao arrivista que há dentro dele, está visto. E não foi a primeira vez - e isto é que lhe é trágico!
O melhor é ficar calado a partir de agora.


A local do jornal Marca mereceu este comentário por parte de um leitor, que acho por bem publicar:

«Dificil de creer algo asi, el daño esta hecho y este personaje no tiene vuelta lamentablemente, este tipo no tiene valores ëticos, e ahi sus reacciones, que mas se puede esperar de un tipo asi?, todas esas reacciones son de impotencia, pues no puede ganar. esto es como el cancer.»

MAIS CORREIA DE CAMPOS ― DESCULPEM



Pergunta o i: ― Os médicos não vão colocar muitos entraves? [a despedimentos advogados po CC]

Responde CC: ― Não tem muita contestação, porque houve muitas saídas de médicos para a reforma nestes dois últimos anos porque justamente não viam perspectivas dentro do hospital. E depois houve aquele pânico de que os serviços de saúde ficassem sem médicos e arranjou-se aquela fórmula artificial de ir buscar médicos à reforma. Tudo isso foi um processo de péssima gestão, mas enfim, não quero falar sobre um passado em que não sou responsável

p.q.p.!

VENDILHÃO DESESPERADO

Ouvi hoje Correia de Campos, ex-ministro socialista da Saúde, verberar ter sido criticado por António Arnaut e Manuel Alegre (que provocaram a sua queda do poder), pois, dizia, sem qualquer pudor e sem pinta de vergonha na cara, Correia de Campos: ― Isso impediu-nos [a ele, a Sócrates e sus muchachos] de levar à prática uma política de "racionalização de recursos" na Saúde, levando ao  aumento da dívida e levando a que haja agora o desmantelamento do Serviço Nacional de Saúde.

É preciso ter muita lata e muita pouca-vergonha para dizer isso!

Haja memória! ― Ó ‘Nobre Povo’! ― António Correia de Campos aplicou na Saúde, enquanto foi ministro, uma agenda escondida (que ninguém nunca conheceu) em que «as medidas» saíam a conta-gotas, desgarradas umas das outras e sempre ― mas sempre! ― no sentido de fechar e desmantelar Serviços, ‘obrigar’ a pedir e empurrar médicos e enfermeiros para a reforma, e...

E... com essa política beneficiou as empresas privadas do sector da Saúde proporcionando-lhes a obtenção de pessoal especializado experiente que abandonava o sector público e a obtenção de contratos de prestação de serviços que eram extintos nos hospitais públicos.

E mais. António Correia de Campos cometeu, quanto a mim, o despudorado acto de, mal sair do lugar de ministro, ter assumido o cargo de administrador do ‘ramo Saúde’ de uma seguradora bancária.

E agora que Paulo Campos, actual ministro da Saúde, ameaça só aceitar que o Estado pague aos privados apenas quando os doentes não encontrem resposta nos hospitais públicos ― eis que Correia de Campos se aviva e aparece na rádio (e provavelmente a partir de agora nos jornais e nas TVs) a fazer campanha pelo “Não-desmantelamento” do Serviço Nacional de Saúde.

Isto é muito pouco sério!!!

BOM DIA!

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

MOURINHO - 17 VALORES


Mourinho acabou por provar que é um grandíssimo treinador. Desde logo é o primeiro que encontrou a melhor táctica para jogar contra o Barça: equipa subida no terreno, rápida e agressiva, controlando o meio-campo adversário e atacando a baliza sempre que possível ― nenhum outro treinador (nem o próprio Mourinho) fez isto antes destas duas mãos da supertaça espanhola .

Sabemos o resultado do jogo: Barcelona 3-2 ao Real Madrid. 

Pergunta lógica: ― então porque é que o Real não ganhou o jogo?

Resposta: O Real não ganhou o jogo porque os jogadores do Barça são, maioritariamente, melhores que os do Real. E o Barça joga com 15 jogadores pois Messi vale por 5. Messi é uma aberração anatomofisiológica, pois não tem pés.

Messi tem quatro mãos, e joga fabulosamente com as duas “mãos de baixo”. Quando é assim, não há nada a fazer.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

FUMAR MATA




Esteve 20 anos sem fumar.
Recomeçou o vício há 11 anos. 
Nessa altura ele tinha já 56 e eu avisei-o: ― Vais-te matar com o tabaco ―. Não ligou nenhuma... Ontem encontrei-o num café e tivemos este diálogo.



― É pá, não consigo respirar, passo a vida com falta de ar.
― Continuas a fumar, não é?
― Sim, a médica deu-me uma bomba que eu aspiro de manhã e à noite e fico melhor.
― Pois, ela ajuda-te a morrer mais depressa.
― Porquê?
― Porque assim vais continuar a fumar.
― ...

Mal saímos do café acendeu mais um cigarro e lá fomos falando até ao estacionamento...

terça-feira, 16 de agosto de 2011

DEDICADO À SENHORA MERKEL

Dormi ontem com O Cemitério de Praga, de Umberto Eco. E foi com imenso gozo ― o de: sempre que o leio ― que me aguentei até que o sono me cerrou as pálpebras. O narrador do romance diz logo nas primeiras páginas caracterizando os alemães:

«O alemão vive num estado de perpétuo embaraço intestinal. Um alemão produz, em média, o dobro das fezes de um francês. Hiperactividade da função intestinal em prejuízo da cerebral, que demonstra a sua inferioridade fisiológica. Nos tempos das invasões bárbaras, as hordas germânicas cobriam o percurso com montões desrazoáveis de matéria fecal. Por outro lado, também nos séculos passados, um viajante francês percebia imediatamente se já tinha atravessado a fronteira alsaciana pela anormal dimensão dos excrementos abandonados ao longo das estradas. Mas se fosse só isso: é típica do alemão a bromidrose, ou seja, o odor repugnante do suor, e está provado que a urina de um alemão contém vinte por cento de azoto, enquanto a das outras raças apenas quinze.»


BOM DIA!

Tema para Reflexão:

Peça Ensaística Décima Primeira:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895)

“[…] A realidade psíquica é uma forma de existência particular,
que não é preciso confundir com a realidade material”.
Sigmund FREUD (1856-1939)
In: A Interpretação dos Sonhos.

A dialéctica não toma férias: as coisas possuem o seu nome e os fenómenos a sua Lei”.


                        L’explication des phénomènes pathologiques doit être déduite des mêmes lois que régissent les phénomènes normaux de la vie » : Claude BERNARD, In Introduction à l’étude de la médecine expérimentale.

                                                Et pour cause : O Terapêutico (quiçá) não é (sempre) médico?

(1)    Na verdade, esta vetusta história do sujeito/indivíduo ético no Ocidente percorre o conjunto da obra do filósofo francês, Michel FOUCAULT (1926-1984), como percorre (identicamente), as obras do filósofo alemão, Martin HEIDEGGER (1889-1976) ou da pensadora norte-americana de origem alemã, Hannah ARENDT (1906-1975).
(2)    Por seu turno, a instrumentação do vivo colocada sob a tutela de um “taylorismo” médico faz a saúde (voar em estilhaços). Ela medicaliza (de modo excessivo), o sofrimento psíquico, conduzindo a uma profissionalização da ética, à uma avaliação sanitária dos comportamentos, à transformação do paciente em consumidor (conhecedor) e em “bebé sábio”. Inaugura (outrossim), a angústia das solidões singulares naufragadas na “massa”, na homogeneização do vivo biológico dos “plurais singulares” votados em se tornar peças destacadas da espécie. Deste modo, a prática médica se transforma em actividade de engenheiro e queda na objectivação do “cuidado de si”, no “ubuesque” e no grotesco da Psiquiatria e da Psicologia contemporâneas.
(3)    Com efeito (et pour cause), temos que:

domingo, 14 de agosto de 2011

EM AVALIAÇÃO

Ao declarar-se "The Special One", Mourinho entrou em observação permanente. Hoje tem a sua segunda oportunidade de avaliação frente ao Barça de Pepe Guardiola; Barça que comete o desplante de se apresentar no Bernabéu com um Leo Messi que não se treinou uma única vez que fosse com os colegas desde que terminou a última época futebolística em Espanha.

BOM DIA!

sábado, 13 de agosto de 2011

MAIS UM IMPOSTO ENCAPOTADO?



Se o Estado vai poder vender o nosso sangue - por que raio de razão não havemos de passar a cobrar quando no-lo tiram numa colheita?

Qualquer dia quem não der sangue terá que pagar um "Imposto de Existência" pelos consumos (de oxigénio, calorias, etc.) que faz para sobreviver.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

UM CANECO TRANSBORDANTE DE NOJO


Sílvia Caneco, na sua qualidade de "jornalista", bolçou esta nojenta 'crónica' em que achincalha a dignidade de um desgraçado condenado por condução sem carta.

O que mais choca e me causa repulsa nesta 'crónica' é o tom chocarreiro e de baixíssimo nível em que a mesma está escrita.

Tema para Reflexão:

Peça Ensaística Décima:


Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895).

Algumas Ideias acerca da Ideologia e Racionalidades médicas:

                                    En règle générale, les entreprises de l’histoire des sciences indisposent facilement les scientifiques. Le chercheur n’aime pas se sentir objet de recherche. Charlie Nicolle couvre d’ironie ces historiens incapables d’originalité qui s’adjugent le soin d’expliquer les œuvres des génies. Le travail de l’historien des sciences est donc extrêmement délicat et, contrairement à ce qu’on pourrait être tenté de croire, exige une grande humilité intellectuelle ». MRKO GRMEK, Claude Bernard et la méthode expérimentale (1991).
(I)
                                    (1) A Medicina procede (nada menos, nada mais que) da Ciência do seu tempo como da Arte terapêutica da sua Clínica. A medicina científica permitiu progressos espectaculares, no âmbito da luta racional contra as enfermidades. Por seu turno, as técnicas donde esta medicina procede prestou (actualmente) incomensuráveis serviços à Humanidade.
                                    (2) Por outro lado, os estudos estatísticos, a Epidemiologia e a Medicina edificada sobre provas participam (sem dúvida nenhuma), no avanço das técnicas científicas. Por conseguinte, Acto! Aqui ainda, o que se condena releva de uma ideologização desta dimensão científica e técnica (que tende) a impor a sua lei sobre as práticas clínicas (ao ponto) de renegar a sua missão terapêutica.
                                    (3) De anotar, que esta denegação não se faz sem beneficiários políticos e económicos cuja indústria da Saúde drena as magnificências (ao ponto; que o paciente se encontra reconhecido em direitos de consumidor esclarecido e conhecedor por falta de ser acolhido como sujeito/indivíduo (em aflição), ou convidado a exercer a sua função política.
                                    (4) Solicita-se-lhe (o máximo, quando muito), na nossa cultura moderna, se transformar em sujeito/indivíduo “psicológico moral”, apto a fazer prova da sua conformidade biográfica ás normas dos comportamentos. Esta “normalização” das condutas (em benefício) dos governos das condutas e do mercado do vivo, cumpre uma paixão da ordem (que constrange), o indivíduo/sujeito ao conformismo individual.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

PURA BUFARIA

HÁ PELO MENOS UMA DÉCADA

Desde há pelo menos 10 anos que somos bombardeados constante e ininterruptamente com longos noticiários, mesas redondas, fóruns, programas de ‘análise’ e previsões de índole ECONÓMICA. E no entanto estamos hoje «na mesma como a lesma»: não compreendemos nada, não sabemos nada, não vemos nada a acontecer como dizem os ‘economistas’.

A economia, no campo das previsões a médio longo prazo, é uma ciência tão certa como a meteorologia o era há vinte ou trinta anos. Mas a economia pode ser, se houver honestidade e um pouco de independência por parte dos economistas, uma ciência capaz de analisar o presente e prever com um mínimo de rigor aquilo que pode acontecer no curto prazo. Mas em Portugal, não se entende o que dizem os economistas porque estes não são nem isentos nem honestos ― falo dos que aparecem nas televisões e escrevem nos jornais, propriedade dos grupos económicos ―, são escolhidos a dedo e têm como missão fazer passar a mensagem que convém a quem lhes paga, lhes fornece benesses e sinecuras, e financia partidos políticos no poder.

Este fenómeno não é exclusivamente português; também acontece no estrangeiro: mas só que no estrangeiro os economistas ‘opinadores’ estão perfeitamente identificados sob o ponto de vista político e de interesses (estou a lembrar-me de Paul Krugman e de Goerge Soros, por exemplo) por isso as suas opiniões são facilmente confrontáveis com as opiniões dos que estão em campos diferentes (senão opostos) podendo assim o leitor confrontá-las e tirar daí as suas conclusões [leitor este que, obviamente, tem as suas opções filosóficas e políticas próprias e está interessado em ver satisfeitas as suas ‘teses’ e até os seus anseios e palpites baseados nessas opções ― é que às vezes temos a mania de que somos todos isentinhos que nem anjinhos tenrinhos do paraíso. E isso não é verdade!]. Só entenderemos alguma coisa no dia em que os portugueses começarem a nascer com esqueleto minimamente rígido.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

O ÁLVARO AFINAL ESTÁ VIVO


Revela hoje o jornal “i”.

Como se sabe, as famílias mais pobres são as que têm o salário mínimo (€475); ou pensões de €336 ou mesmo de €270.

Onde é que essas famílias metem o combustível? É no c. ???...

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Tema para Reflexão:

Peça ensaística Nona:


Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895)

                        Nesta Terceira Peça ensaística, no âmbito da Temática, que vimos tratando, que se prende com a medicalização da existência humana, uma vez, chegado a este ponto crítico, à partir do qual a Psicanálise foi descoberta e (por outro), tende (actualmente), a ser toldada pelo retorno de um neocentismo mais técnico, mais pragmático, mais oportunista e mais imoral que o que se desenvolvera, no século XIX (um verdadeiro teocentismo), vamos delinear os fundamentos primordiais da Psicanálise.

(I)
                        A Psicanálise nasceu de uma crise da representação do objecto (o sofrimento psíquico), na linguagem da razão, da cognição (dir-se-ia, presentemente). Esta crise provém do cumprimento da lógica médica até ao seu ponto de batente, no reencontro com a histeria. Eis porque, os médicos se encontram (então) constrangidos em voltar a ser “terapeutas” e reconciliar com uma ética do “cuidado de si”.
                        Ora (evidentemente), isto não se faz (sem causar mal), sem rupturas e sem hesitação. Todavia, asseveremos, que o facto psíquico se encontrou (histórica e simbolicamente), inscrito na cultura moderna pelo gesto e pela descoberta freudiana. Outrossim e (por seu turno), a paixão da ordem actual que sevicia nas lógicas da Saúde mental e procede (a este respeito, sob esta perspectiva), como um verdadeiro “revisionismo” e “negacionismo” deste objecto. Donde, a afinidade deste revisionismo do facto psíquico com a extrema-direita e as ideologias totalitárias de governo das condutas (mais ou menos), temperadas pelas preocupações hipócritas de um “liberalismo mole”, que dissimula mal um “oportunismo” político (sempre), mais “duro”, arrogante e ofensivo. Trata-se (nem mais nem menos), de reduzir o sofrimento psíquico e social a “perturbações do comportamento” (mais ou menos) conectadas aos seus suportes biológicos para os dissolver (em seguida), em soluções químicas ou reeducações psico-educativas.
                        De anotar, que se trata (aliás), de cumprir um passo suplementar, no âmbito desta medicalização da existência humana, que desde o século XVIII nos coloca em “Estados médicos abertos”, nos quais a medicalização é sem limites”, servindo-se dos ensinamentos da autoria de Michel FOUCAULT (Dits et écrits III-1976-1979).

sábado, 30 de julho de 2011

Tema para Reflexão:

Peça Ensaística Sétima:


Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895)


                        Nous sommes les héritiers de ces cent années qui ont changé la biologie et la médicine. La métamorphose ne fut pas le fait d’un homme ou d’une génération, mais bien d’une cohorte de travailleurs acharnés, d’une chaîne d’intelligences qui se donnaient le mot de génération en génération et d’un pays à l’autre. Et l’héritage n’est pas un édifice achevé, mais bien au contraire invitation à travailler davantage, à aguicher notre imagination, à pénétrer plus avant les secrets de la vie et livrer d’autres batailles contre la maladie ».
                        JEAN HAMBURGER, Demain, les autres. L’aventure médicale en contrepoint de l’aventure humaine (1979, Paris).

                                    Continuação da Posta precedente editada, no dia 26/07/2011.

(A)
                        Prosseguindo, o nosso Estudo, temos (então), que:
                        Este tema de “transparência” se impôs (correlativamente), no século XVIII com o advento da “manipulação”. Eis porque, o historiador francês (e especialista da propaganda pela imagem e da manipulação), Fabrice d’ALMEIDA (n-1963), escreveu o seguinte acerca deste tema, em apreço: “A manipulação é face escondida da transparência sonhada pelos filósofos liberais. Como se a força do liberalismo possuía o seu lado obscuro. Porém, foi a industrialização das normas que a tornou possível”. E, acrescenta, mais adiante, na sua obra: “A banalização do vocábulo após a Segunda Guerra Mundial traduz uma inquietação perante a dificuldade do direito para reformar os comportamentos”.

(B)
                        Com efeito, este desejo de transparência, de ver mais que de saber ou compreender, desqualifica a fé na palavra e exige as provas formais da Ciência, da Técnica e dos processos jurídicos. De facto (e, por outro), este desejo de ver desautoriza o mistério, o sonho, a história, os efeitos de contexto tanto como os da cultura. O indivíduo/sujeito se encontra reduzido à sua evidência (em primeiro plano), a sua forma individualizada, como às formas visíveis que o constituem. Não obstante, as dificuldades epistemológicas (que suscitam o problema do indivíduo), esta ideologia científica postula um positivismo, que (apenas) reteria os factos materiais, olvidando os dispositivos que os fabricam e os revelam, no primeiro lugar dos quais pertencem (evidentemente), a linguagem e a palavra.

TOTAL FALTA DE OBJECTIVIDADE E INDEPENDÊNCIA


Sobre o debate, ontem, no Parlamento, em que intervieram António José Seguro e Passos Coelho, os chamados “comentadores políticos” dividiram-se rachados ao meio; assim: os da área do PSD acharam que Seguro esteve fraco ou mesmo mal, e Passos ― bem ou muito bem ―; já os da área do PS, acharam o contrário disso.
Olhem só que grande porra!...

Estando em casa hoje, vi quase todos os principais programas noticiosos e de “comentário político” das TVs. Por isso pode-se achar que sou masoquista, pois já devia saber de ginjeira o que cada um dos “comentadores” ia dizer. Mas a verdade é que por mais convencido que eu esteja sobre o meu conhecimento da natureza do povo português, bem aqui no fundo sinto de vez em quando uma ténue esperança de que a redenção é possível. Mas não é!!!

terça-feira, 26 de julho de 2011

Córtex Frontal: Uma distância discreta

Córtex Frontal: Uma distância discreta

Mais um Tema para Reflexão:

Peça Ensaística Sexta:


Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895).

                        Nota preambular:

                                    Vivemos (presentemente), na Era da Sobremedicalização da existência humana, cujo corolário lógico se assume na sua capacidade de fazer da vida uma enfermidade, o que vai contra a ética e deontologia médica, na sua assunção nobre, que exige “reconhecer no enfermo a chacra/sítio e as próprias operações da vida”.
                                    De imediato, se impõe perguntar (avisada e assertivamente): Como se pode ser doente (actualmente), com uma medicina que transforma o paciente em consumidor, sem ter uma preocupação autêntica para o seu sofrimento psíquico? De feito, é um facto relevante, que o olvido do enfermo, no âmbito da medicina contemporânea parece constituir o “preço a pagar para cuidados (sempre), cada vez mais e mais, racionais e científicos”.
                                    A exploração do corpo humano, o diagnóstico precoce das enfermidades, o encarniçamento/obstinação em as combater por tratamentos dolorosos e invasivos, expropriam (“para o seu bem”), o paciente do seu corpo.
                                    De anotar (antes de mais), que através dos protocolos de diagnóstico e de cuidados (muito estandardizados), através do controlo social das nossas existências por uma vigilância médica incrementada em nome da Saúde Pública, os nossos modos de vida se ressurgem (sempre), normalizados.
                                    Donde e daí: As seguintes (quão pertinentes e oportunos) questionamentos:
                                    --- Como restituir (então) ao paciente o seu valor de sujeito e os seus direitos para evitar o transformar em mercadoria em benefício das indústrias de saúde?
                                    --- Como conciliar as exigências da Medicina científica e a sua necessária vocação “terapêutica” (isto é), humanista?

                                    Eis porque (nesta perspectiva), mais que nunca, os Médicos têm o dever ético e político de estar vigilante contra as derivas e subterfúgios desta medicalização generalizada e a “paixão da ordem”, que (ela) parece ocultar.

A DESPROPÓSITO

Que é feito do «Álvaro»?

Sabem dizer-me se há ministro da economia?!...

COMEÇA BEM

Quanto à parte administrativa, já se esperava e espera-se um bom desempenho do actual ministro da Saúde.

E esta medida, de divulgar mensalmente o desempenho dos hospitais públicos, vai no bom sentido: para já combate a bandalheira implantada por certos directores de serviço que estão mais a pensar no que têm a fazer lá fora do que no hospital público. Para além disso obriga ainda os boys das administrações hospitalares a trabalhar e a apresentar serviço.  Será então nessa altura, a de apresentar serviço, que se descobrirá toda a incompetência existente nas administrações hospitalares, pois há boys que só sabem fazer negócios, traficar influências e beneficiar amigos.

Chapeaux ao minsitro!

O busílis será a gestão de pessoal. Aí é que eu quero ver o que vai acontecer; é aí que eu prevejo o afundamento do ministro. Mas se ele der a volta a esta situação, aqui estarei para o aplaudir e até incensar, se for caso disso.

domingo, 24 de julho de 2011

O ABORTO ORTOGRÁFICO

Acabei de ouvir isto na rádio, há poucos minutos.

«Este Acordo Ortográfico só pode ter sido feito por quem não sabe ler nem escrever

[Embaixador José Cutileiro – Programa Visão Global, Antena1]

A CIVILIZAÇÃO OCIDENTAL

Não haverá muitas dúvidas de que o código de conduta da Civilização Ocidental (os povos cristãos, entenda-se) se construiu sobre o Decálogo, ou seja, sobre Os 10 Mandamentos da Bíblia. E não haverá muitas dúvidas de que os 10 mandamentos ‘nasceram’ para obrigar a turba; sendo que a fiscalização do cumprimento dos mandamentos sempre coube ao poder ― primeiro ao poder religioso, e depois, ao secular e político.

Curioso é verificar o rumo que a condução dos povos segundo os 10 mandamentos foi tomando ao longo do tempo. Recapitulemos rapidamente esses 10 mandamentos antes de tirarmos qualquer conclusão:

§  1º - Amar a Deus sobre todas as coisas.
§  2º - Não usar o nome de Deus em vão.
§  3º - Guardar domingos e festas de guarda
§   4º - Honrar pai e mãe (e os outros legítimos superiores).
§  5º - Não matarás.
§  6º - Guardar castidade nas palavras e nas obras.
§  7º - Não roubar (nem injustamente reter ou danificar os bens do próximo).
§  8º - Não levantar falsos testemunhos.
§  9º - Guardar castidade nos pensamentos e nos desejos.
§  10º- Não cobiçar as coisas do outro.

Está bem de ver ― e hoje é claríssimo como água ― que a governação dos povos assenta actualmente ― completamente; mas completamente! ―  sobre a antítese do Decálogo: pratica-se hoje em dia tudo o que está (estava?) proibido nos 10 mandamentos.

É, de facto, uma “evolução” prodigiosa...!

A MISSA FAZ MAL À SAÚDE

A ASAE QUE INTEVENHA

Com o rádio da cozinha sempre sintonizado na Antena1 (desde a idade da pedra), aos domingos, às nove da manhã, lá tenho que ouvir, entre o incomodado, o perplexo e o teimoso, um pouco da ‘missa em directo’ enquanto preparo e tomo o pequeno-almoço.

Trata-se invariavelmente de ‘missa cantada’. É uma sensaboria que roça a indigência intelectual: as palavras são as mesmas, as orações são as mesmas, os cânticos são os mesmos e são interpretados por coros desafinadíssimos; tudo aquilo cheira a mofo de há largas décadas ― talvez até mais que um século ―. Mas o que há ainda de pior na ‘missa cantada’ é sobretudo a sua indigência musical: não há uma única partitura que mereça esse nome; ou se há, ela é tão primária que gera uma cacofonia de sons capaz de arrepiar os cabelos a uma pedra.

Eu acho que a Igreja católica, ao consentir que assim seja servida uma ‘missa cantada’, demonstra um laxismo e uma bandalheira tais que me levam a pensar que essa Igreja detesta Cristo, detesta Deus e tem infinita raiva dos ‘fiéis’ que aparecem nas igrejas e que com isso só vão chatear os padres cuja maioria bem poderia ocupar esse tempo a gizar negócios, a fazer intrigas sociais e profissionais ou a dar golpes comerciais, políticos e ou de falta de ética e de moral.

 Mesmo como reunião de ‘fiéis’ para confraternização em nome de Cristo ou de Deus, a ‘missa cantada’ de domingo é um fracasso completo; uma sensaboria e um suplício intelectual e físico que nos transporta a baixos níveis de convívio gregário roçando, talvez, a escala dos animais superiores mais próximos dos humanos.

Façam o sacrifício de, aos domingos, ligarem a rádio na Antena1 e constatem então por vós mesmos a ‘categoria’ dessa chachada que ocupa uma hora de espaço de antena de uma rádio que todos nós contribuintes pagamos.

BOM DIA!