António José Seguro votando o Orçamento para 2012
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
(XII) Alors Que faire?
“Ser culto es el único modo de ser libre”
José MARTÍ (1853-1895)
“Um grande vento sopra nas árvores, de todas as partes
tombam frutos – verdades. É a louca generosidade de
um Outono demasiado opulento: tropeça-se à cada passo
sobre verdades, se esmaga algumas – Il y en a trop”.
(NIETZSCHE, ECCE HOMO)
Uma abordagem da Questão que se prende com a apologia do mercado, tendo em conta que: “Os vícios privados engendram o bem público”:
NP:
Não há dúvida nenhuma, que a cupidez/ganância e o medo permanecem os principais motores do mercado. Com efeito, mesmo quando as nossas preocupações ultrapassam a nossa minúscula pessoa, o mercado nos torna ávidos e cobardes, apresentando os nossos concorrentes como eventuais fontes de proveito ou como ameaças ao triunfo.
Todavia (antes de mais), convém referir, que não é ao capitalismo que se deve a invenção da cupidez e do medo, pois que (efetivamente), estes sentimentos estão (profundamente) ancorados na nossa natureza humana. De sublinhar (com ênfase), que a diferença da civilização feudal (que o precedeu), e que tinha a delicadeza (cristã ou outra), de condenar a cupidez, o capitalismo fez dela uma apologia evidente.
(1) Para principiar (avisadamente), este nosso Estudo, se nos afigura pertinente e oportuno, asseverar que (na verdade), toda tentativa de realização do Ideal socialista embate (concomitantemente) contra o império do capitalismo e o egoísmo dos homens. Eis porque, se (se) pretende levar (a sério) a política, deve-se contar com estes obstáculos (obviamente). Todavia, esta evidência não deve constituir razão para trair este nobre ideal (antes pelo contrário). De feito, renunciar à isso, sob pretexto que se tropeça neste duplo obstáculo, é sinónimo de ir em debandada, mesmo quando é possível defendê-lo (quiçá, um tanto ou quanto menos resolutamente), que se o deveria, visto que terá perdido de vista a sua própria definição primordial.
(2) E, numa tentativa (de índole eminentemente pedagógica), no desígnio de assentar (assertivamente), as ideias, que enformam (em substância), o húmus desta temática (que estamos a estudar), visando a assunção de uma práxis eficaz e afirmativa, susceptível de levar á bom porto este nobre Ideal, se impõe (antes de mais), anunciar (assertivamente), que o “Socialismo tem por ambição aplicar a comunidade e a justiça ao conjunto da nossa vida económica”. De anotar, todavia, que, conquanto se afigure assaz difícil (à primeira vista), levar a cabo, com êxito esta árdua e ingente tarefa não constitui motivo para renunciar à este nobre Ideal. Bien sûr, au contraire! É a Hora de todas as Verdades!
terça-feira, 8 de novembro de 2011
MEDICAMENTOS GENÉRICOS
Não os tomo! Desde logo porque estou inserido numa economia de mercado ― e para bom entendedor...
Mas há mais duas razões dentre muitas.
Primeira. Se o chef de cozinha, Luís Suspiro, confeccionar um Lombo de bacalhau com molho de queijo da serra e frutos secos, batatinha a murro e miga crocante de broa de milho com grelos e servi-lo a Domingos Duarte Lima, este, depois de o degustar (ao bacalhau, ao bacalhau!), exclamará certamente ― «Divinal, meu caro Suspiro, divinal!». Mas se, por acaso, você se lembrar de levar à cozinheira de uma casa de pasto ― ali da Baixa de Lisboa, por exemplo, ― os mesmos ingredientes utilizados pelo chef Suspiro, nas mesmas proporções, acompanhados de uma receita minuciosa sobre o modo de confecção do prato, quando você regressar umas horas depois para consumir o seu bacalhau, não resistirá por certo a exclamar ― «Uma bosta! Peço desculpas D. Emília, mas isto está uma bosta».
Segunda. Aí há pouco mais de um ano, a minha médica detectou-me dislipidémia (trocado por miúdos, constatou que eu tinha os triglicéridos, a gordura no sangue, elevados); deu-me então um medicamento de marca para eu tomar. Passados dois meses repeti análises e o problema estava controlado ― «vais ter que manter esta terapêutica, meu caro! Nós também adoecemos, não é?» ― disse-me ela. Mantive a terapêutica bem como os mesmos hábitos alimentares. Um segundo controlo voltou a revelar a eficácia da terapêutica instituída. Foi aí que resolvi então substituir o medicamento de marca por um genérico “equivalente”, com a mesma dosagem e posologia, mantendo os mesmos hábitos alimentares. Passados três meses fiz análises ― Jesus! Os triglicéridos tinham trepado que nem um tigre atrás de um macaco por uma árvore acima. Preocupado, voltei de novo ao medicamento de marca ― dois meses depois tinha de novo o problema controlado (análises feitas há uma semana).
Admiro, por isso e por outras razões, quem acha que «divinal» e «bosta» são sinónimos.
Nota importante: As patentes dos medicamentos não são «receitas minuciosas» como a do bacalhau.
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
HOJE ESTOU MUITO CONTENTE
Estou contente porque a economia italiana se afunda; contente porque a França começou a tomar medidas de austeridade: a idade da reforma vai subir dos 60 para os 62 anos e o IVA vai subir dos 5% para os 7% ― imaginem! ― Mas vai ser ainda pior, vão ver! isto é, vai ser melhor, na minha perspectiva: os franceses vão provar da receita que, quais cãezinhos domados pela senhora Merdel, deram aos países periféricos da União; e vão sentir como é bom e como é fácil viver com dificuldades e na injustiça social e política.
Mas mais contente ainda fico quando penso que a China e os países emergentes (Índia e Brasil) mandaram a União Europeia à fava, há três dias, na Cimeira do G20. A presidente do Brasil, Dilma Russef, essa então, não teve papas na língua ― se vocês europeus não confiam uns nos outros para emprestarem dinheiro entre vós, porque haveremos nós de vos financiar e confiar em vós???!!!...
São tudo boas notícias! Significam que o actual sistema económico-político europeu vai ter de mudar. Para desgosto dos cantigas esteves, medinas carreiras, joões duques & Cia.
Eu sei que vou ficar de tanga; que vou ter de trabalhar até morrer para manter um nível de vida decente. Mas terei todo o prazer nisso! Tanto quanto tive quando pelo 25 de Abril assisti ao derrube do fascismo e do colonialismo em Espanha e em Portugal. E mais tarde na Grécia.
E olé!...
ATENÇÃO ANGOLANOS
ATENÇÃO INVESTIDORES ANGOLANOS
ATENÇÃO BENFIQUISTAS ANGOLANOS
ATENÇÃO BENFIQUISTAS ANGOLANOS
Alan, brasileiro jogador do Sporting Clube de Braga, acusa Javi Garcia, jogador espanhol do Benfica, de o ter ofendido chamando-lhe «preto» de forma depreciativa.
No que me cabe, a mim, como cidadão do mundo, digo a Javi Garcia que se ele de facto fez isso, ele, para mim, não passa de uma cavalgadura; e não merece jogar no clube de Mário Wilson, Mário Coluna, Eusébio e Mantorras.
Se isso for verdade, vocês angolanos o que é que fazem? Apoiam Garcia e pintam-se de outra cor? Ou apoiam Alan e pedem o esclarecimento cabal do caso e uma mão forte do Benfica contra o racismo dentro da sua equipa?!...
domingo, 6 de novembro de 2011
O PLÁGIO “NATURALIZA-SE”
Alberto Gonçalves, aqui no DN, desanca (e bem) um artigo de Jorge Messias, no jornal Avante. Mas peca logo por utilizar para isso, sem fazer a devida citação, palavras e informações colhidas no livro O Cemitério de Praga do escritor italiano, Umberto Eco ― o que é plágio, ― pretendendo então “explicar-nos” (a nós, pobres iliterados), o que se entende por «Protocolo de Sião».
Já antes tomáramos conhecimento de uma pseudo polémica em que, através do Secretariado Nacional Pastoral da Cultura, a Igreja católica critica e ataca o último livro do apresentador televisivo, José Rodrigues dos Santos, livro em que este defenderia que Jesus Cristo não era hebreu.
Ora, longe de polemizar com um entrevistador televisivo, penso que talvez fosse melhor a Igreja católica tentar desmascarar Rodrigues dos Santos perguntando-lhe onde terá ele ido buscar a ideia de questionar a identidade tribal ou rácica de Jesus; se não terá sido a páginas 441 de O Cemitério de Praga (traduzido), obra do medievalista, historiador, filósofo, linguista, ensaísta, professor e muito mais que isso, Umberto Eco! Perguntar a Rodrigues dos Santos se não acha que fez, no caso, um plágio descarado!
O Cemitério de Praga é um livro cuja recensão não tenho, como é mais que óbvio, a veleidade de fazer. Mas sempre digo que, entre outros assuntos históricos importantíssimos para o conhecimento da História das Civilizações, sobretudo para o conhecimento da cultura ocidental, esse livro aborda a questão de «documentos forjados» que terão servido de base a movimentações históricas espantosamente importantes e de proporções gigantescas, que mudaram várias vezes o curso da História Universal (mas sobretudo a do Ocidente) e moldaram a civilização ocidental tal como a conhecemos.
Após ter lido esse livro, há bem poucas semanas, constatei vários plágios descarados e muitas “inspirações” não declaradas, por parte de alguns “escritores” e de escribas de jornais e revistas, dessa obra de Umberto Eco ― até a capa do livro de Rodrigues dos Santos é, no meu entender, uma descarada, oportunista e pornográfica cópia quase fiel da capa de O Cemitério de Praga de Umberto Eco.
É assim que estamos em Portugal ― Aqui não há só políticos péssimos, ladrões que não são julgados e assassinos à solta. Há também plagiadores descarados armados em grandes intelectuais.
O plágio é, quanto a mim, um dos crimes mais hediondos que se pode cometer. Roubar as ideias de outro é roubar-lhe também a alma. É mais grave que tirar a vida a alguém!
sábado, 5 de novembro de 2011
HUMOR MATINAL
Cada país tem o artista que merece
O Brasil tem o Lima Duarte
E Portugal tem o Duarte Lima...
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
KARL POPPER E OS “ESPECIALISTAS”
Neste tempo de verdades únicas, saídas únicas, caminhos únicos, soluções únicas ― em que mal ligamos a rádio ou o televisor ouvimos uma caterva de “especialistas” escolhidos a dedo pregando ao povo “inevitabilidades” e certezas, de que sobressai o autoritário «Não há outra alternativa!» ― lembrei-me de trazer-vos aqui Karl Popper.
Admito que os actuais protagonistas do poder já tenham ouvido falar deste filósofo, mas duvido que o tenham lido e muito menos ainda que o tenham estudado; mas isso é outra história. Vamos então a Karl Popper. E cito.
Hoje, o apelo à autoridade dos peritos é de algum modo desculpado pela imensidão do nosso conhecimento especializado. E é por vezes defendido por teorias filosóficas que falam de ciência e racionalidade em termos de especializações, peritos e autoridade. Mas, do meu ponto de vista, o apelo à autoridade dos peritos não deveria ser nem desculpado nem defendido. Deveria sim, pelo contrário, ser reconhecido pelo que é — uma moda intelectual — e deveria ser atacado pelo reconhecimento franco de quão pouco sabemos e de quanto esse pouco se deve a pessoas que trabalharam ao mesmo tempo em muitos campos. E dever-se-ia também combater pelo conhecimento de que a ortodoxia produzida por modas intelectuais, pela especialização e pelo apelo às autoridades, constitui a morte do conhecimento, e que o desenvolvimento do conhecimento depende inteiramente do desacordo.
Não deverá ter sido antes de 1933 ― ano em que Hitler subiu ao poder na Alemanha ― que um jovem da Caríntia, membro do Partido Nacional-socialista, que não era nem soldado nem polícia, mas que usava um uniforme do partido e andava armado, me disse: «O quê, quer discutir? Eu não discuto, disparo!». Mais de sessenta anos decorreram desde esta experiência.
O ataque do irracionalismo à argumentação tem continuado, durante estes sessenta anos, de mais de sessenta maneiras diferentes.
O futuro está em aberto. Não é predeterminado e, deste modo, não pode ser previsto - a não ser por acaso. As possibilidades contidas no futuro são infinitas. Quando digo «é nosso dever permanecermos optimistas», isto inclui não só a abertura ao futuro, mas também o facto de que todos contribuímos para ele mediante todos os nossos actos: somos todos responsáveis por aquilo que o futuro nos reserva.
É, assim, nosso dever, não profetizar o mal, mas lutar por um mundo melhor.
Fim de citação.
E a luta por um mundo melhor, no meu entender, passa actualmente e antes de mais por apoiar a juventude sacrificando-nos em seu benefício, no que nos compete inalienavelmente desmascarar todos e cada um desses soldados disfarçados de “especialistas”, que recusam argumentos alheios e... «Não discutem, disparam!» ― disparam, entre outras, esta bala irracional: «Não há alternativa!».
E a luta por um mundo melhor, no meu entender, passa actualmente e antes de mais por apoiar a juventude sacrificando-nos em seu benefício, no que nos compete inalienavelmente desmascarar todos e cada um desses soldados disfarçados de “especialistas”, que recusam argumentos alheios e... «Não discutem, disparam!» ― disparam, entre outras, esta bala irracional: «Não há alternativa!».
Nota. Os negritos e itálicos no texto são da minha responsabilidade.
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
BRINCANDO COM O FOGO
O mundo está a ser conduzido para uma verdadeira catástrofe, por uma dúzia de pessoas de pouca cultura e qualificações, incapazes e aventureiras, dentre quem se destacam políticos ingleses, franceses, alemães e alguns americanos na oposição no seu país.
Esta Europa neoliberal, sem ideias e obviamente sem rumo, não descansará enquanto não desencadear uma verdadeira terceira guerra mundial tendo por base mais uma cruzada (de há muito em curso, diga-se) contra os países islâmicos e o seu direito à defesa, tendo por motor dessa cruzada a cobiça de petróleo gratuito. E forjará todos os 'documentos' que forem necessários para inculpar os islamitas da inevitabilidade da guerra.
Não está é a reparar que a China se coloca de fora e 'faz contas' à parte!...
Esta Europa neoliberal, sem ideias e obviamente sem rumo, não descansará enquanto não desencadear uma verdadeira terceira guerra mundial tendo por base mais uma cruzada (de há muito em curso, diga-se) contra os países islâmicos e o seu direito à defesa, tendo por motor dessa cruzada a cobiça de petróleo gratuito. E forjará todos os 'documentos' que forem necessários para inculpar os islamitas da inevitabilidade da guerra.
Não está é a reparar que a China se coloca de fora e 'faz contas' à parte!...
terça-feira, 1 de novembro de 2011
MANIFESTO À JUVENTUDE
«Não há alternativa». Ouve-se dizer isto amiúde. E quer-se com isso dizer que: ou se faz aquilo que querem a troika e os paladinos dos “sacrifícios”, da “austeridade”, dos “cortes” injustos e discriminatórios, e das “medidas” de empobrecimento dos pobres e de enriquecimento dos ricos, ou será a miséria completa, o beco sem saída, o caos social.
Ora isso de não haver alternativa não é verdade! Há alternativas, sim senhor!
Por isso tenho uma enorme esperança de que a crise grega evolua no sentido da desagregação do actual projecto europeu, do desaparecimento do euro e da actual ordem económica mundial em que os egoísmos das “lojas” atiraram borda fora os direitos dos povos, e os sequestradores das fortunas das nações se entretêm em jogos de poder perigosíssimos e sádicos, com total indiferença perante o sofrimento de praticamente mais de 90% da população do globo, retirando, aparentemente em definitivo, o futuro às novas gerações às quais sequer algum sonho é hoje permitido.
Pessoalmente estou mais que disposto a sofrer perda significativa (total se tiver que o ser), por exemplo, da minha pensão, para que se mude de paradigma, pois, a História já nos mostrou à saciedade que há sempre alternativas (ao que está) e que muitas vezes a melhor alternativa é a revolução dos costumes, das práticas, das políticas e dos pressupostos dos poderes instituídos; que há casos em que só a destruição de um modelo permitirá a construção de outro modelo diferente e justo para a maioria; que do caos emerge sempre a ordem. Que, por isso, esta juventude terá mais a ganhar com a desagregação do actual projecto europeu do que com a sua continuação.
Assim como ao longo dos últimos trinta anos houve grupos organizados que sequestraram o dinheiro; que retiraram poder e direitos aos povos; que privatizaram Estados, Serviços Públicos e a Economia global, meios essenciais ao bem-estar dos povos ― porque é disso que se trata! Privatização de bens públicos ― assim também é possível haver uma verdadeira revolução que conduza a um novo paradigma ― Socializando Estados, Serviços Públicos e a Economia, libertando-os, através de nacionalizações (não tenhamos medo das palavras!), das garras da minoria que agora detém tudo isto que é essencial à vida de todos e foi sendo privatizado ao longo destes últimos trinta anos.
É precisa uma revolução em larga escala para que se encontrem alternativas ao estado actual em que vivem povos inteiros subjugados aos sacrossantos “mercados”.
QUE A GRÉCIA NÃO VOLTE ATRÁS! QUE SAIA DO EURO!
QUE O PROJECTO EUROPEU SE DESMORONE!
QUE SOBRE A NOSSA DESGRAÇA A JUVENTUDE POSSA CONSTRUIR UM MUNDO NOVO!
GRANDE JOGADA POLÍTICA DE PAPANDREU
E A ALEMANHA VAI PERDER A SUA TERCEIRA ‘GUERRA MUNDIAL’
Dependendo dramaticamente a credibilidade do Projecto Europeu do que vier a acontecer na Grécia, o primeiro-ministro grego, Sr. Georges Papandreu, resolveu que era chegada a hora de cobrar à Sra. Merkel e ao Sr. Sarkozy as humilhações por que têm feito passar a Grécia, e declarou ontem ao mundo que vai pôr a democracia a funcionar em pleno, pois, «vai chamar o povo grego a pronunciar em referendo sobre o novo acordo» que a troika lhes quer impor. Perante esta ‘ameaça’, Sarkozy está em pânico e a senhora Merkel diz-se «muito preocupada».
A Grécia tem sido humilhada até ao tutano pelos senhores Merkel & Sarkozy. Este senhor até veio publicamente, há poucos dias, chamar os gregos de aldrabões pois terão fornecido «des chiffres faux» (números falsos) para poderem entrar para a União Europeia; e rematou com desprezo ― «a Grécia nunca deveria ter entrado para a União».
E agora que o Senhor Papandreu quer fazer funcionar a democracia ― e nunca nos esqueçamos que foi na Grécia Antiga que nasceu o conceito de Democracia, sendo a Grécia o berço da civilização europeia actual ― agora que o povo soberano grego poderá ter a oportunidade de ser ele a decidir directamente do seu destino (se fica dentro ou sai da União), os dois democratas, a alemã e o francês, não querem que isso aconteça.
Dá para entender?... Dá, dá! Pois, não há democracia na Europa.
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
CONTEM COMIGO, CONTEM!
Sendo a educação o que é, o coitado do cidadão é sempre enganado! Por isso, quando o (des)governo diz que os contribuintes podem deduzir, na declaração de IRS do próximo ano, 5% do IVA que pagarem (se pedirem factura), o pagode pensa que valerá a pena ‘perseguir’ os comerciantes pois assim só pagará 18% de IVA. O pagode pensa que os 5% serão subtraídos aos 23% do IVA a pagar.
Claro que as contas são outras ― o contribuinte só recuperará 5% de 23%, ou seja, 1,15% do valor do IVA pago.
É óbvio que para alguns valerá a pena dar-se ao trabalho de pedir factura ― se comprarem p’raí um automóvel Ferrari por ano...!
Porque se, por exemplo, cada família gastar três mil euros por ano em compras (que é o que se indica como a média de gastos sujeitos a IVA das famílias portuguesas), cada FAMÍLIA abaterá 34,5 euros POR ANO nos seus impostos, ou seja DEZ CÊNTIMOS POR DIA POR FAMÍLIA. Se, por exemplo, for uma família de quatro elementos isto representará dois cêntimos e meio por dia por cabeça.
É óbvio que para alguns valerá a pena dar-se ao trabalho de pedir factura ― se comprarem p’raí um automóvel Ferrari por ano...!
Porque se, por exemplo, cada família gastar três mil euros por ano em compras (que é o que se indica como a média de gastos sujeitos a IVA das famílias portuguesas), cada FAMÍLIA abaterá 34,5 euros POR ANO nos seus impostos, ou seja DEZ CÊNTIMOS POR DIA POR FAMÍLIA. Se, por exemplo, for uma família de quatro elementos isto representará dois cêntimos e meio por dia por cabeça.
E para receber esta fortuna e assim poder levar a família de férias com esse dinheiro, cada família média terá que arquivar e compilar uma tonelada de facturas de pequenas importâncias e declará-las no IRS.
TUDO MUITO FÁCIL! E VALE A PENA!!!
TUDO MUITO FÁCIL! E VALE A PENA!!!
(XI) Alors Que faire?
Prática de ACTUAÇÃO DÉCIMA PRIMEIRA:
No cerne da ecologia das conexões entre Humanos e não-humanos:
NP:
É (efetivamente), na segunda metade do século XIX que as abordagens e os domínios (respectivos) das Ciências da Natureza e das Ciências da Cultura deixaram de ser delimitados. Esta delimitação fora conseguida (em teoria), pelo desenvolvimento dos trabalhos epistemológicos (fazendo ressaltar) as diferenças de método entre os dois campos de estudo e (na prática), pela afinação da organização compartimentada das Universidades e das Instituições de Investigação (tal como), a conhecemos (presentemente).
De anotar (no entanto), que como em todo processo de especialização, esta divisão das competências teve efeitos positivos por ter concentrado, no seio de comunidades eruditas “savoir-faire” e automatismos de pensamento, sistemas de qualificação, meios de trabalho e dispositivos de avaliação comuns (que desmultiplicam), deste modo, as condições ideais de elaboração dos saberes. Todavia, esta divisão institucional (reforçada entre as Ciências e as Humanidades), teve (outrossim), como consequência tornar-se (muito mais difícil), a compreensão das situações de interface entre fenómenos materiais e fenómenos morais.
Eis porque, das ciências que se fixaram como objecto as conexões entre as dimensões físicas e as dimensões culturais das atividades humanas (a Geografia, a Psicologia ou Etologia, por exemplo), se encontraram (finalmente), cindidas no interior (delas mesmas), facto que se anuncia nos defensores de uma ou de outra abordagem, cada uma (acabando), por se resolver, num divórcio (amigável), no melhor dos casos.
Posto isto, vamos abordar (então), a questão que se prende com o Universalismo e o Relativismo:
“Ser culto es el único modo de ser libre”
José MARTÍ (1853-1895).
No cerne da ecologia das conexões entre Humanos e não-humanos:
NP:
É (efetivamente), na segunda metade do século XIX que as abordagens e os domínios (respectivos) das Ciências da Natureza e das Ciências da Cultura deixaram de ser delimitados. Esta delimitação fora conseguida (em teoria), pelo desenvolvimento dos trabalhos epistemológicos (fazendo ressaltar) as diferenças de método entre os dois campos de estudo e (na prática), pela afinação da organização compartimentada das Universidades e das Instituições de Investigação (tal como), a conhecemos (presentemente).
De anotar (no entanto), que como em todo processo de especialização, esta divisão das competências teve efeitos positivos por ter concentrado, no seio de comunidades eruditas “savoir-faire” e automatismos de pensamento, sistemas de qualificação, meios de trabalho e dispositivos de avaliação comuns (que desmultiplicam), deste modo, as condições ideais de elaboração dos saberes. Todavia, esta divisão institucional (reforçada entre as Ciências e as Humanidades), teve (outrossim), como consequência tornar-se (muito mais difícil), a compreensão das situações de interface entre fenómenos materiais e fenómenos morais.
Eis porque, das ciências que se fixaram como objecto as conexões entre as dimensões físicas e as dimensões culturais das atividades humanas (a Geografia, a Psicologia ou Etologia, por exemplo), se encontraram (finalmente), cindidas no interior (delas mesmas), facto que se anuncia nos defensores de uma ou de outra abordagem, cada uma (acabando), por se resolver, num divórcio (amigável), no melhor dos casos.
Posto isto, vamos abordar (então), a questão que se prende com o Universalismo e o Relativismo:
domingo, 30 de outubro de 2011
A ÁRVORE E A FLORESTA
Sempre se defendeu aqui a filosofia do nivelamento por cima e não por baixo; mas o português sempre praticou e pratica o contrário. Daí aparecerem agora na comunicação social tantas notícias sobre este assunto das pensões, ordenados e subvenções de algumas personagens.
Isto das notícias de ordenados e pensões altos, são faits divers para entreter o pagode e afastá-lo da discussão do que é essencial ― que é saber onde foram parar os milhares de milhões que faltam nas contas do Estado.
É que o que empobreceu e empobrece Portugal são os roubos e as negociatas de milhões, e de dezenas de milhões, praticados ao longo dos anos a coberto dos partidos do centrão (PS e PSD) e com a conivência do CDS. Praticados nos gabinetes ministeriais; nos escritórios dos advogados avençados; através das empresas públicas e das parcerias público privadas; e nas autarquias. É com isto que as pessoas devem preocupar-se. E os faits divers servem para que as pessoas não discutam isto e andem atrás de pensões, subvenções e ordenados chorudos deste e daquele, em que, tudo somado, se obtém um rato a que se dá a maior importância estando-se ao pé de uma montanha para a qual não se olha.
É que o que empobreceu e empobrece Portugal são os roubos e as negociatas de milhões, e de dezenas de milhões, praticados ao longo dos anos a coberto dos partidos do centrão (PS e PSD) e com a conivência do CDS. Praticados nos gabinetes ministeriais; nos escritórios dos advogados avençados; através das empresas públicas e das parcerias público privadas; e nas autarquias. É com isto que as pessoas devem preocupar-se. E os faits divers servem para que as pessoas não discutam isto e andem atrás de pensões, subvenções e ordenados chorudos deste e daquele, em que, tudo somado, se obtém um rato a que se dá a maior importância estando-se ao pé de uma montanha para a qual não se olha.
Nunca demos nem damos para este peditório.
sábado, 29 de outubro de 2011
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
terça-feira, 25 de outubro de 2011
MUTATIS MUTANDIS
Este homem, Muammar al Kadhafi, foi um ditador e um criminoso com largas centenas de mortes no seu cadastro. Morreu como homem ― preservando a compostura e a dignidade pessoais até ao último suspiro. E morreu como mártir ― com a quase total similitude com que a Bíblia descreve a captura, a tortura, o sofrimento e a crucificação de Jesus Cristo.
Era Presidente de um país, a Líbia. Nessa qualidade, foi perseguido e assassinado pela NATO, por interpostos bombardeamentos aéreos e interpostos terroristas apelidados de “rebeldes”. É que em nada os terroristas que eliminaram Kadhafi se distinguem daqueles que Kadhafi terá utilizado para eliminar os seus inimigos.
Estes episódios recentes na Líbia, mostrados ao mundo na sua quasi completa nudez e crueza, constituem ― longe de uma solução de um ou vários problemas; longe de um ‘aviso’ dissuasor dirigido a regimes ditatoriais ― um aviso e um alerta perversos cujos “frutos” haveremos infelizmente de ver no futuro próximo.
E este alerta perverso consiste em dizer aos ditadores no poder e aos pretendentes a ditadores futuros que:
1) Não sendo eles nem presidente dos Estados Unidos, nem da China ou da Rússia ― os únicos que podem mandar matar impunemente ― o seu fim não será muito diferente do de Muammar al Kadhafi;
2) Que por isso a ditadura por eles praticada deverá ser cada vez mais sanguinária, cada vez mais terrorista e mais desrespeitadora dos direitos humanos, no que deverão preocupar-se em eliminar fisicamente todos os seus opositores, reais ou potenciais, ou mesmo imaginários, como único meio de se manterem no poder e não virem a ter o fim de Kadhafi.
1) Não sendo eles nem presidente dos Estados Unidos, nem da China ou da Rússia ― os únicos que podem mandar matar impunemente ― o seu fim não será muito diferente do de Muammar al Kadhafi;
2) Que por isso a ditadura por eles praticada deverá ser cada vez mais sanguinária, cada vez mais terrorista e mais desrespeitadora dos direitos humanos, no que deverão preocupar-se em eliminar fisicamente todos os seus opositores, reais ou potenciais, ou mesmo imaginários, como único meio de se manterem no poder e não virem a ter o fim de Kadhafi.
Longe de estarem a trazer paz ao mundo, a NATO e o Ocidente cristão, em nome do petróleo e do dinheiro, não têm o menor pejo em se aliarem a terroristas islâmicos (quando isso lhes convém) para, juntos ― em acções concertadas e desenvolvidas mano-a-mano, ― praticarem os actos mais bárbaros e mais terroristas que se pode imaginar.
As mãos da NATO estão tão sujas como estão as da Al Qaeda e tão sujas como estiveram as de Bin Laden. Qualquer diferença é mero pormenor.
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
(X) Alors Que faire?
Prática de ACTUAÇÃO DÉCIMA:
“Ser culto es el único modo de ser libre”
José MARTÍ (1853-1895)
ET POUR CAUSE
A Tendência para sublimar é (com efeito), irresistível!...
(A) Com efeito (et pour cause), a tendência para sublimar é assaz irresistível (positiva ou negativamente) e isto porque (ela) constitui o desígnio primordial de toda individuação (precisamente), enquanto (ela) for sempre (simultaneamente), psíquica e colectiva, salvo em se tornar o Processo de individuação.
(B) Temos, nestes nossos Estudos ensaísticos, tentado pensar o nós, em termos não (unicamente), de processo de individuação psíquica e colectiva, mas (outrossim e ainda), como processo de individuação técnica (as retenções terciárias e os hypomnémata em quê elas consistem), quando as sociedades se elevam ao estado de civilizações, estando (estas) submetidas a este regímen de individuação.
(C) De facto, o sistema de hiperpotência (que é outrossim, híper-vulnerável e híper-impotente), advém quando no âmbito do processo de individuação psíquica, colectiva e técnica, a técnica (estando transformada em Tecnologia), torna-se (outrossim), tecnologia de controlo, isto é, adopta novas formas de hypomnémata (hegemonicamente submetida), aos imperativos de uma sociedade híper-industrial de serviços. Ou seja: Que da captação da atenção e de controlo comportamental visa fazer desaparecer os “savoir-faire” e os “savoir-vivre”, em benefício dos modos de emprego e procedimentos definidos pelo marketing para a adopção (soit disant), apropriada de produtos da inovação tecnológica (sempre mais miniaturizadas), o que engendra um imenso processo de desindividulização psíquica e colectiva, processo, que se denomina (identicamente), de estádio da proletarização generalizada, cuja assunção conduz (ipso facto) à perda do sentimento de existir. E dito (de modo mais consequente), esta situação leva ao desespero óbvio! É (aliás), neste contexto, que se produz a miséria espiritual, que (por seu turno), engendra a tendência para sublimar (negativamente), um sistema tecnológico híper-vulnerável. Eis porque, uma tal situação é (manifestamente), explosiva! Óbvia e absolutamente!
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