quinta-feira, 3 de novembro de 2011

BRINCANDO COM O FOGO

O mundo está a ser conduzido para uma verdadeira catástrofe, por uma dúzia de pessoas de pouca cultura e qualificações, incapazes e aventureiras, dentre quem se destacam políticos ingleses, franceses, alemães e alguns americanos na oposição no seu país.

Esta Europa neoliberal, sem ideias e obviamente sem rumo, não descansará enquanto não desencadear uma verdadeira terceira guerra mundial tendo por base mais uma cruzada (de há muito em curso, diga-se) contra os países islâmicos e o seu direito à defesa, tendo por motor dessa cruzada a cobiça de petróleo gratuito. E forjará todos os 'documentos' que forem necessários para inculpar os islamitas da inevitabilidade da guerra.

Não está é a reparar que a China se coloca de fora e 'faz contas' à parte!...

DESENGANOS


Julgava!

terça-feira, 1 de novembro de 2011

MANIFESTO À JUVENTUDE

«Não há alternativa». Ouve-se dizer isto amiúde. E quer-se com isso dizer que: ou se faz aquilo que querem a troika e os paladinos dos “sacrifícios”, da “austeridade”, dos “cortes” injustos e discriminatórios, e das “medidas” de empobrecimento dos pobres e de enriquecimento dos ricos, ou será a miséria completa, o beco sem saída, o caos social.

Ora isso de não haver alternativa não é verdade! Há alternativas, sim senhor!

Por isso tenho uma enorme esperança de que a crise grega evolua no sentido da desagregação do actual projecto europeu, do desaparecimento do euro e da actual ordem económica mundial em que os egoísmos das “lojas” atiraram borda fora os direitos dos povos, e os sequestradores das fortunas das nações se entretêm em jogos de poder perigosíssimos e sádicos, com total indiferença perante o sofrimento de praticamente mais de 90% da população do globo, retirando, aparentemente em definitivo, o futuro às novas gerações às quais sequer algum sonho é hoje permitido.

Pessoalmente estou mais que disposto a sofrer perda significativa (total se tiver que o ser), por exemplo, da minha pensão, para que se mude de paradigma, pois, a História já nos mostrou à saciedade que há sempre alternativas (ao que está) e que muitas vezes a melhor alternativa é a revolução dos costumes, das práticas, das políticas e dos pressupostos dos poderes instituídos; que há casos em que só a destruição de um modelo permitirá a construção de outro modelo diferente e justo para a maioria; que do caos emerge sempre a ordem. Que, por isso, esta juventude terá mais a ganhar com a desagregação do actual projecto europeu do que com a sua continuação.

Assim como ao longo dos últimos trinta anos houve grupos organizados que sequestraram o dinheiro; que retiraram poder e direitos aos povos; que privatizaram Estados, Serviços Públicos e a Economia global, meios essenciais ao bem-estar dos povos ― porque é disso que se trata! Privatização de bens públicos ― assim também é possível haver uma verdadeira revolução que conduza a um novo paradigma ― Socializando Estados, Serviços Públicos e a Economia, libertando-os, através de nacionalizações (não tenhamos medo das palavras!), das garras da minoria que agora detém  tudo isto que é essencial à vida de todos e foi sendo privatizado ao longo destes últimos trinta anos.

É precisa uma revolução em larga escala para que se encontrem alternativas ao estado actual em que vivem povos inteiros subjugados aos sacrossantos “mercados”.

QUE A GRÉCIA NÃO VOLTE ATRÁS! QUE SAIA DO EURO!
QUE O PROJECTO EUROPEU SE DESMORONE!
QUE SOBRE A NOSSA DESGRAÇA A JUVENTUDE POSSA CONSTRUIR UM MUNDO NOVO!

GRANDE JOGADA POLÍTICA DE PAPANDREU

E A ALEMANHA VAI PERDER A SUA TERCEIRA ‘GUERRA MUNDIAL’

Dependendo dramaticamente a credibilidade do Projecto Europeu do que vier a acontecer na Grécia, o primeiro-ministro grego, Sr. Georges Papandreu, resolveu que era chegada a hora de cobrar à Sra. Merkel e ao Sr. Sarkozy as humilhações por que têm feito passar a Grécia, e declarou ontem ao mundo que vai pôr a democracia a funcionar em pleno, pois, «vai chamar o povo grego a pronunciar em referendo sobre o novo acordo» que a troika lhes quer impor. Perante esta ‘ameaça’, Sarkozy está em pânico e a senhora Merkel diz-se «muito preocupada».

A Grécia tem sido humilhada até ao tutano pelos senhores Merkel & Sarkozy. Este senhor até veio publicamente, há poucos dias, chamar os gregos de aldrabões pois terão fornecido «des chiffres faux» (números falsos) para poderem entrar para a União Europeia; e rematou com desprezo ― «a Grécia nunca deveria ter entrado para a União».

E agora que o Senhor Papandreu quer fazer funcionar a democracia ― e nunca nos esqueçamos que foi na Grécia Antiga que nasceu o conceito de Democracia, sendo a Grécia o berço da civilização europeia actual ― agora que o povo soberano grego poderá ter a oportunidade de ser ele a decidir directamente do seu destino (se fica dentro ou sai da União), os dois democratas, a alemã e o francês, não querem que isso aconteça.

Dá para entender?... Dá, dá!  Pois, não há democracia na Europa.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

CONTEM COMIGO, CONTEM!

Sendo a educação o que é, o coitado do cidadão é sempre enganado! Por isso, quando o (des)governo diz que os contribuintes podem deduzir, na declaração de IRS do próximo ano, 5% do IVA que pagarem (se pedirem factura), o pagode pensa que valerá a pena ‘perseguir’ os comerciantes pois assim só pagará 18% de IVA. O pagode pensa que os 5% serão subtraídos aos 23% do IVA a pagar.

Claro que as contas são outras ― o contribuinte só recuperará 5% de 23%, ou seja, 1,15% do valor do IVA pago.


É óbvio que para alguns valerá a pena dar-se ao trabalho de pedir factura ― se comprarem p’raí um automóvel Ferrari por ano...!


Porque se, por exemplo, cada família gastar três mil euros por ano em compras (que é o que se indica como a média de gastos sujeitos a IVA das famílias portuguesas), cada FAMÍLIA abaterá 34,5 euros POR ANO nos seus impostos, ou seja DEZ CÊNTIMOS POR DIA POR FAMÍLIA. Se, por exemplo, for uma família de quatro elementos isto representará dois cêntimos e meio por dia por cabeça.

E para receber esta fortuna e assim poder levar a família de férias com esse dinheiro, cada família média terá que arquivar e compilar uma tonelada de facturas de pequenas importâncias e declará-las no IRS.


TUDO MUITO FÁCIL! E VALE A PENA!!!

(XI) Alors Que faire?

Prática de ACTUAÇÃO DÉCIMA PRIMEIRA:


“Ser culto es el único modo de ser libre”
José MARTÍ (1853-1895).


No cerne da ecologia das conexões entre Humanos e não-humanos:
NP:
É (efetivamente), na segunda metade do século XIX que as abordagens e os domínios (respectivos) das Ciências da Natureza e das Ciências da Cultura deixaram de ser delimitados. Esta delimitação fora conseguida (em teoria), pelo desenvolvimento dos trabalhos epistemológicos (fazendo ressaltar) as diferenças de método entre os dois campos de estudo e (na prática), pela afinação da organização compartimentada das Universidades e das Instituições de Investigação (tal como), a conhecemos (presentemente). 
De anotar (no entanto), que como em todo processo de especialização, esta divisão das competências teve efeitos positivos por ter concentrado, no seio de comunidades eruditas “savoir-faire” e automatismos de pensamento, sistemas de qualificação, meios de trabalho e dispositivos de avaliação comuns (que desmultiplicam), deste modo, as condições ideais de elaboração dos saberes. Todavia, esta divisão institucional (reforçada entre as Ciências e as Humanidades), teve (outrossim), como consequência tornar-se (muito mais difícil), a compreensão das situações de interface entre fenómenos materiais e fenómenos morais. 
Eis porque, das ciências que se fixaram como objecto as conexões entre as dimensões físicas e as dimensões culturais das atividades humanas (a Geografia, a Psicologia ou Etologia, por exemplo), se encontraram (finalmente), cindidas no interior (delas mesmas), facto que se anuncia nos defensores de uma ou de outra abordagem, cada uma (acabando), por se resolver, num divórcio (amigável), no melhor dos casos.


Posto isto, vamos abordar (então),  a questão que  se prende com o Universalismo e o Relativismo:

domingo, 30 de outubro de 2011

A ÁRVORE E A FLORESTA

Sempre se defendeu aqui a filosofia do nivelamento por cima e não por baixo; mas o português sempre praticou e pratica o contrário. Daí aparecerem agora na comunicação social tantas notícias sobre este assunto das pensões, ordenados e subvenções de algumas personagens.

Isto das notícias de ordenados e pensões altos, são faits divers para entreter o pagode e afastá-lo da discussão do que é essencial ― que é saber onde foram parar os milhares de milhões que faltam nas contas do Estado.

É que o que empobreceu e empobrece Portugal são os roubos e as negociatas de milhões, e de dezenas de milhões, praticados ao longo dos anos a coberto dos partidos do centrão (PS e PSD) e com a conivência do CDS. Praticados nos gabinetes ministeriais; nos escritórios dos advogados avençados; através das empresas públicas e das parcerias público privadas; e nas autarquias. É com isto que as pessoas devem preocupar-se. E os faits divers servem para que as pessoas não discutam isto e andem atrás de pensões, subvenções e ordenados chorudos deste e daquele, em que, tudo somado, se obtém um rato a que se dá a maior importância estando-se ao pé de uma montanha para a qual não se olha.

Nunca demos nem damos para este peditório.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

terça-feira, 25 de outubro de 2011

PLENAMENTE DE ACORDO!!!

MUTATIS MUTANDIS



Este homem, Muammar al Kadhafi, foi um ditador e um criminoso com largas centenas de mortes no seu cadastro. Morreu como homem ― preservando a compostura e a dignidade pessoais até ao último suspiro. E morreu como mártir ― com a quase total similitude com que a Bíblia descreve a captura, a tortura, o sofrimento e a crucificação de Jesus Cristo.

Era Presidente de um país, a Líbia. Nessa qualidade, foi perseguido e assassinado pela NATO, por interpostos bombardeamentos aéreos e interpostos terroristas apelidados de “rebeldes”. É que em nada os terroristas que eliminaram Kadhafi se distinguem daqueles que Kadhafi terá utilizado para eliminar os seus inimigos.

Estes episódios recentes na Líbia, mostrados ao mundo na sua quasi completa nudez e crueza, constituem ― longe de uma solução de um ou vários problemas; longe de um ‘aviso’ dissuasor dirigido a regimes ditatoriais ― um aviso e um alerta perversos cujos “frutos” haveremos infelizmente de ver no futuro próximo.

E este alerta perverso consiste em dizer aos ditadores no poder e aos pretendentes a ditadores futuros que:
1) Não sendo eles nem presidente dos Estados Unidos, nem da China ou da Rússia ― os únicos que podem mandar matar impunemente ― o seu fim não será muito diferente do de Muammar al Kadhafi;
2) Que por isso a ditadura por eles praticada deverá ser cada vez mais sanguinária, cada vez mais terrorista e mais desrespeitadora dos direitos humanos, no que deverão preocupar-se em eliminar fisicamente todos os seus opositores, reais ou potenciais, ou mesmo imaginários, como único meio de se manterem no poder e não virem a ter o fim de Kadhafi.

Longe de estarem a trazer paz ao mundo, a NATO e o Ocidente cristão, em nome do petróleo e do dinheiro, não têm o menor pejo em se aliarem a terroristas islâmicos (quando isso lhes convém) para, juntos ― em acções concertadas e desenvolvidas mano-a-mano, ― praticarem os actos mais bárbaros e mais terroristas que se pode imaginar.

As mãos da NATO estão tão sujas como estão as da Al Qaeda e tão sujas como estiveram as de Bin Laden. Qualquer diferença é mero pormenor.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

(X) Alors Que faire?

Prática de ACTUAÇÃO DÉCIMA:

“Ser culto es el único modo de ser libre”
José MARTÍ (1853-1895)

ET POUR CAUSE
A Tendência para sublimar é (com efeito), irresistível!...


(A) Com efeito (et pour cause), a tendência para sublimar é assaz irresistível (positiva ou negativamente) e isto porque (ela) constitui o desígnio primordial de toda individuação (precisamente), enquanto (ela) for sempre (simultaneamente), psíquica e colectiva, salvo em se tornar o Processo de individuação. 
(B) Temos, nestes nossos Estudos ensaísticos, tentado pensar o nós, em termos não (unicamente), de processo de individuação psíquica e colectiva, mas (outrossim e ainda), como processo de individuação técnica (as retenções terciárias e os hypomnémata em quê elas consistem), quando as sociedades se elevam ao estado de civilizações, estando (estas) submetidas a este regímen de individuação.
(C) De facto, o sistema de hiperpotência (que é outrossim, híper-vulnerável e híper-impotente), advém quando no âmbito do processo de individuação psíquica, colectiva e técnica, a técnica (estando transformada em Tecnologia), torna-se (outrossim), tecnologia de controlo, isto é, adopta novas formas de hypomnémata (hegemonicamente submetida), aos imperativos de uma sociedade híper-industrial de serviços. Ou seja: Que da captação da atenção e de controlo comportamental visa fazer desaparecer os “savoir-faire” e os “savoir-vivre”, em benefício dos modos de emprego e procedimentos definidos pelo marketing para a adopção (soit disant), apropriada de produtos da inovação tecnológica (sempre mais miniaturizadas), o que engendra um imenso processo de desindividulização psíquica e colectiva, processo, que se denomina (identicamente), de estádio da proletarização generalizada, cuja assunção conduz (ipso facto) à perda do sentimento de existir. E dito (de modo mais consequente), esta situação leva ao desespero óbvio! É (aliás), neste contexto, que se produz a miséria espiritual, que (por seu turno), engendra a tendência para sublimar (negativamente), um sistema tecnológico híper-vulnerável. Eis porque, uma tal situação é (manifestamente), explosiva! Óbvia e absolutamente!

domingo, 23 de outubro de 2011

(IX) Alors Que faire?

Prática de ACTUAÇÃO NONA:

“Ser culto es el único modo de ser libre”
José MARTÍ (1853-1895).

Com efeito
O populismo industrial engendra uma 
Sociedade incontrolável assombrada 
Pelo espírito do mártir e combate-lo
Constitui a prioridade política absoluta.

(1) Se é verdade, que a hiperpotência do racional se revela ser (outrossim), uma híper-vulnerabilidade (em particular), quando os que acreditam (já nada têm a perder), adoptam comportamentos “irracionais” de destruição (mutatis mutandis), se é verdade, que uma tal sociedade (em que), o poder tecnológico é (apenas uma potencia em acto), na base de uma confiança e no seu funcionamento, pode inverter-se, numa hiperpotência (uma vez que), tal confiança desapareça, então o sistema mimético que intima o populismo industrial assume (supremamente) perigoso mesmo se a gente espera que os “responsáveis políticos” (sejam quais forem), extraem as devidas consequências., por motivos óbvios.
(2) Demais (e por outro), não há dúvida nenhuma, que a captação da atenção é o que destrói as razões de esperar enquanto  a expectativa é o que supõe a atenção. Ou seja: A captação da atenção é o que destrói as razões de atingir algo, no âmbito do desenvolvimento social. Ela é (por conseguinte), inevitavelmente o que engendra desespero, o qual (por seu turno), induz comportamentos incontroláveis. E (dito por outras palavras): Ela produz uma sociedade incontrolável!

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

DIGNIDADE NA MORTE

Um homem quer-se homem até ao último momento da sua vida. Quer seja santo, quer seja um ditador e assassino como foi Muammar al-Kadhafi, ou como revelou ser George W. Bush. Não interessa nada: que há sete meses aqui tenha previsto que Kadhafi não morreria cobardemente enforcado ― como o foi Saddam Hussein que foi apanhado, como a um coelho, escondido numa toca ― ou humilhado, como um miserável, à frente dos juízes do Tribunal Penal Internacional que só julga ditadores derrotados e não persegue nem prende para julgamento os criminosos internacionais por interpostos exércitos, como George Bush, por exemplo.

Kadhafi morreu dignamente, de armas na mão e pisando o solo onde nascera, Sirte. Eu apreciei a coragem, a coerência e a dignidade pessoal deste homem nos seus últimos momentos de vida.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

ESTA É UMA MISSÃO

É preciso começar a lembrar aos militares e aos polícias que eles são filhos do povo e não filhos da grande finança nem de grandes empresários e banqueiros.

Lembrar-lhes que a sua missão não é ir p’rá rua dar porrada nos seus pais e demais familiares, vizinhos  e amigos quando estes se manifestarem em defesa dos seus direitos actualmente discricionária, desigual e brutalmente atingidos pelas decisões dos que estão no poder.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

VIAGENS JUSTIFICADAS

Acabo de ler a crónica de hoje, de Manuel António Pina, no JN, e não sei porquê deu-me logo para ir a esta página de Alberto Pimenta que, em forma de poema, a certa altura escreve:

o grande filho da puta
também em certos casos começa
por ser
um pequeno filho da puta,
e não há filho da puta,
por pequeno que seja,
que não possa
vir a ser
um grande filho da puta,
diz o grande filho da puta.

domingo, 16 de outubro de 2011

(VIII) Alors Que faire?

                         Prática de Actuação Oitava:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895)

Algumas ideias (quão pertinentes) sobre o Processo de redefinição dos conceitos de culturas nacionais homogéneas e de...

            Não há dúvida nenhuma, que os Conceitos de:
                        ---Culturas nacionais homogéneas
                        ---De transmissão consensual ou contiguidade de tradições históricas
                        ---(Ou ainda), de Comunidades étnicas “orgânicas”(como o próprio esteio do comparativismo cultural)
                        Atravessam (atualmente), um profundo Processo de redefinição. E explicitando (adequadamente) as ideias, temos que:
a)     O hediondo (e levado ao extremo), nacionalismo sérvio demonstra que a própria ideia de uma identidade nacional pura (“etnicamente limpa”), só se pode atingir pela morte (na acepção literal ou figurada), do entrelaçamento complexo da História e das fronteiras (culturalmente), contingentes da nação moderna. De sublinhar (antes de mais), que este aspecto da psicose de fervor patriótico, leva a pensar (sobremaneira), visto que se trata de uma prova manifesta de um sentimento mais tradicional e de transição do hibridismo das comunidades imaginadas.
b)    O teatro SRI-LANKA contemporâneo representa o conflito (mortalmente) entre tâmules e cingaleses, por referencias alegóricas à brutalidade do Estado na África do Sul e na América Latina
c)     O cânone anglo-celta da literatura e do cinema australianos é (presentemente), reescrito (do ponto de vista), dos imperativos políticos e culturais aborígenes

sábado, 15 de outubro de 2011

CONVITE ESPECIAL

(VII) Alors Que faire?

Prática de Actuação Sétima:

No cerne dos termos do
“engajamento” cultural:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895)

“Hello America
this is the voice of Gran Vato Cherollero
broadcasting from the deserts of Nogales, Arizona
zona de libre cogercio
2000 megahertz en todas direciones

you are celebrating Labor Da in Seattle
while the klan demonstrates
against Mexicans in Georgia
ironia, 100% ironia
                                    GUILLERMO GOMEZ-PENA
(Artista de performance que vive---designadamente entre outros tempos e lugares---na fronteira do México e dos Estados Unidos).

(A)       Não há dúvida nenhuma, que os termos do compromisso cultural (antagonistas ou filiados), são produzidos, num modo performativo. Eis porque, a representação da diferença não deve ser lida (precipitadamente), como o reflexo de caracteres culturais ou étnicos preexistentes, gravados no mármore da tradição estabelecida. De anotar (aliás), que (do ponto de vista da minoria), a articulação social da diferença constitui uma negociação complexa e incessante que envida em autorizar hibridações sociais (que emergem), nos momentos de transformação histórica.

(VI) Alors Que faire?

                        Prática de Actuação Sexta:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895)

Quiçá a “arte do presente”!

(1)           É o tropo do nosso tempo: Situar a questão da cultura  no domínio do além. Na viragem do século, encontramo-nos menos preocupados com o exício (a morte do autor) ou com a epifania (o nascimento do sujeito). A nossa existência é marcada (presentemente), por um sentimento obscuro da sobrevivência, uma vida nas mãos do “presente” para a qual (se nos afigura), não ter outro nome que astúcia (tão clássica) como controvertida do prefixo “pós”: pós-moderno, pós-colonialismo, pós-feminismo...
(2)           Com efeito (et pour cause), o “além” não é (nem) um novo horizonte (nem) um modo de deixar atrás de si o passado... O princípio e o fim podem ser mitos núncios  para os anos medianos. Todavia, neste fim de século, encontramos (neste momento de trânsito): Em que o espaço e o tempo se intersectam para produzir figuras complexas de diferença e de identidade (de passado e de presente), de interior e de exterior (de inclusão e de exclusão). Existe (com efeito), no “além” um sentimento de desorientação, uma perturbação da direcção: um movimento incessante de exploração. Ou seja: (aqui e acolá, de todos os sentidos, aqui e ali, para frente e para trás).
(3)           Por seu turno, o abandono das singularidades de “classe” ou de “género”, enquanto categorias conceptuais e organizacionais primárias acarretou uma tomada de consciência das posições do sujeito(raça, género, geração, posicionamento institucional, lugar geopolítico, orientação sexual), que perseguem toda afirmação de identidade do mundo hodierno.