terça-feira, 26 de julho de 2011

Mais um Tema para Reflexão:

Peça Ensaística Sexta:


Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895).

                        Nota preambular:

                                    Vivemos (presentemente), na Era da Sobremedicalização da existência humana, cujo corolário lógico se assume na sua capacidade de fazer da vida uma enfermidade, o que vai contra a ética e deontologia médica, na sua assunção nobre, que exige “reconhecer no enfermo a chacra/sítio e as próprias operações da vida”.
                                    De imediato, se impõe perguntar (avisada e assertivamente): Como se pode ser doente (actualmente), com uma medicina que transforma o paciente em consumidor, sem ter uma preocupação autêntica para o seu sofrimento psíquico? De feito, é um facto relevante, que o olvido do enfermo, no âmbito da medicina contemporânea parece constituir o “preço a pagar para cuidados (sempre), cada vez mais e mais, racionais e científicos”.
                                    A exploração do corpo humano, o diagnóstico precoce das enfermidades, o encarniçamento/obstinação em as combater por tratamentos dolorosos e invasivos, expropriam (“para o seu bem”), o paciente do seu corpo.
                                    De anotar (antes de mais), que através dos protocolos de diagnóstico e de cuidados (muito estandardizados), através do controlo social das nossas existências por uma vigilância médica incrementada em nome da Saúde Pública, os nossos modos de vida se ressurgem (sempre), normalizados.
                                    Donde e daí: As seguintes (quão pertinentes e oportunos) questionamentos:
                                    --- Como restituir (então) ao paciente o seu valor de sujeito e os seus direitos para evitar o transformar em mercadoria em benefício das indústrias de saúde?
                                    --- Como conciliar as exigências da Medicina científica e a sua necessária vocação “terapêutica” (isto é), humanista?

                                    Eis porque (nesta perspectiva), mais que nunca, os Médicos têm o dever ético e político de estar vigilante contra as derivas e subterfúgios desta medicalização generalizada e a “paixão da ordem”, que (ela) parece ocultar.

A DESPROPÓSITO

Que é feito do «Álvaro»?

Sabem dizer-me se há ministro da economia?!...

COMEÇA BEM

Quanto à parte administrativa, já se esperava e espera-se um bom desempenho do actual ministro da Saúde.

E esta medida, de divulgar mensalmente o desempenho dos hospitais públicos, vai no bom sentido: para já combate a bandalheira implantada por certos directores de serviço que estão mais a pensar no que têm a fazer lá fora do que no hospital público. Para além disso obriga ainda os boys das administrações hospitalares a trabalhar e a apresentar serviço.  Será então nessa altura, a de apresentar serviço, que se descobrirá toda a incompetência existente nas administrações hospitalares, pois há boys que só sabem fazer negócios, traficar influências e beneficiar amigos.

Chapeaux ao minsitro!

O busílis será a gestão de pessoal. Aí é que eu quero ver o que vai acontecer; é aí que eu prevejo o afundamento do ministro. Mas se ele der a volta a esta situação, aqui estarei para o aplaudir e até incensar, se for caso disso.

domingo, 24 de julho de 2011

O ABORTO ORTOGRÁFICO

Acabei de ouvir isto na rádio, há poucos minutos.

«Este Acordo Ortográfico só pode ter sido feito por quem não sabe ler nem escrever

[Embaixador José Cutileiro – Programa Visão Global, Antena1]

A CIVILIZAÇÃO OCIDENTAL

Não haverá muitas dúvidas de que o código de conduta da Civilização Ocidental (os povos cristãos, entenda-se) se construiu sobre o Decálogo, ou seja, sobre Os 10 Mandamentos da Bíblia. E não haverá muitas dúvidas de que os 10 mandamentos ‘nasceram’ para obrigar a turba; sendo que a fiscalização do cumprimento dos mandamentos sempre coube ao poder ― primeiro ao poder religioso, e depois, ao secular e político.

Curioso é verificar o rumo que a condução dos povos segundo os 10 mandamentos foi tomando ao longo do tempo. Recapitulemos rapidamente esses 10 mandamentos antes de tirarmos qualquer conclusão:

§  1º - Amar a Deus sobre todas as coisas.
§  2º - Não usar o nome de Deus em vão.
§  3º - Guardar domingos e festas de guarda
§   4º - Honrar pai e mãe (e os outros legítimos superiores).
§  5º - Não matarás.
§  6º - Guardar castidade nas palavras e nas obras.
§  7º - Não roubar (nem injustamente reter ou danificar os bens do próximo).
§  8º - Não levantar falsos testemunhos.
§  9º - Guardar castidade nos pensamentos e nos desejos.
§  10º- Não cobiçar as coisas do outro.

Está bem de ver ― e hoje é claríssimo como água ― que a governação dos povos assenta actualmente ― completamente; mas completamente! ―  sobre a antítese do Decálogo: pratica-se hoje em dia tudo o que está (estava?) proibido nos 10 mandamentos.

É, de facto, uma “evolução” prodigiosa...!

A MISSA FAZ MAL À SAÚDE

A ASAE QUE INTEVENHA

Com o rádio da cozinha sempre sintonizado na Antena1 (desde a idade da pedra), aos domingos, às nove da manhã, lá tenho que ouvir, entre o incomodado, o perplexo e o teimoso, um pouco da ‘missa em directo’ enquanto preparo e tomo o pequeno-almoço.

Trata-se invariavelmente de ‘missa cantada’. É uma sensaboria que roça a indigência intelectual: as palavras são as mesmas, as orações são as mesmas, os cânticos são os mesmos e são interpretados por coros desafinadíssimos; tudo aquilo cheira a mofo de há largas décadas ― talvez até mais que um século ―. Mas o que há ainda de pior na ‘missa cantada’ é sobretudo a sua indigência musical: não há uma única partitura que mereça esse nome; ou se há, ela é tão primária que gera uma cacofonia de sons capaz de arrepiar os cabelos a uma pedra.

Eu acho que a Igreja católica, ao consentir que assim seja servida uma ‘missa cantada’, demonstra um laxismo e uma bandalheira tais que me levam a pensar que essa Igreja detesta Cristo, detesta Deus e tem infinita raiva dos ‘fiéis’ que aparecem nas igrejas e que com isso só vão chatear os padres cuja maioria bem poderia ocupar esse tempo a gizar negócios, a fazer intrigas sociais e profissionais ou a dar golpes comerciais, políticos e ou de falta de ética e de moral.

 Mesmo como reunião de ‘fiéis’ para confraternização em nome de Cristo ou de Deus, a ‘missa cantada’ de domingo é um fracasso completo; uma sensaboria e um suplício intelectual e físico que nos transporta a baixos níveis de convívio gregário roçando, talvez, a escala dos animais superiores mais próximos dos humanos.

Façam o sacrifício de, aos domingos, ligarem a rádio na Antena1 e constatem então por vós mesmos a ‘categoria’ dessa chachada que ocupa uma hora de espaço de antena de uma rádio que todos nós contribuintes pagamos.

BOM DIA!

terça-feira, 19 de julho de 2011

PÉROLAS DO "JORNALISMO" PORTUGUÊS


Título de notícia no jornal "i", de hoje.

«Temperaturas vão continuar-se mais baixas que o normal para Julho»

Mais um escriba inimigo da gramática.
Desconhece o que são verbos transitivos e verbos intransitivos.
Sei lá se sabe ao menos o que é uma transição...!

Pois! E isto vai continuar. Ou será «continuar-se»?

Temas para Reflexão:

Peça ensaística Quinta:


Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895).

                                    Prosseguindo o nosso Estudo, temos (então), a expender (ainda), o seguinte:

(1)    O acesso a condições de vida (e de existência), da qual a burguesia dava o exemplo constituiu, desde o século XIX, um dos estimulantes (mais relevantes), para tornar suportável o esforço exigido às outras classes e o efeito desmoralizador desta ordem nova das coisas (repercutido pelos médias sob a forma de reportagens, romances, filmes, ficções televisivas), é algo (assaz), comum.
(2)    De sublinhar (por outro), que a escalada de um cepticismo crescente quanto a capacidade das instituições capitalistas (como a OCDE, o FMI ou o Banco Mundial), das multinacionais ou dos mercados financeiros em manter para as gerações (actualmente), escolarizadas, o nível de vida económico e (mais usualmente), o estilo de vida, que foi o dos seus pais, é (disso), uma das manifestações (mais evidentes). Ela se acompanhou (particularmente), no decurso dos três últimos anos de uma exigência social crescente de pensamento crítico susceptível de dar expressão à esta inquietação difusa e do mesmo modo fornecer (pelo menos), ferramentas/utensílios de inteligibilidade (o melhor possível), uma orientação para a acção. Ou seja: Neste caso (em concreto), uma Esperança!
(3)    Ora, forçoso é verificar, que a crença no progresso (associada ao capitalismo desde o início do século XIX, no entanto, sob formas variáveis), que tinha constituído, desde a década de cinquenta do século XX, o credo das classes medias, que se afirmaram de “esquerda” ou de “direita”, não encontrou substituto, excepto um chamamento (pouco entusiasmante) “das duras leis da economia” (rapidamente) estigmatizado sob a denominação de “pensamento único”. Ao mesmo tempo, as vetustas ideologias críticas anti-sistémicas (para retomar o vocábulo) de IMMANUEL WALLERSTEIN malogravam, na sua função de destabilização da ordem capitalista e (já não) apareciam como portadoras de alternativas credíveis.

DIÁRIO DA CRISE

Só há uma categoria de pessoas sérias que não vai precisar de consultas de psiquiatria, de ansiolíticos e antidepressivos; de uma corda para se enforcar ou de uma bala ou um veneno para pôr termo à vida. É a categoria das pessoas que tiveram sempre juízo, souberam agir proactivamente e se encontram na situação de empregadas ou aposentadas, sem dívida alguma e com a educação dos filhos resolvida. Isto quanto a pessoas sérias.

Sendo que os aldrabões encartados, os empresários protegidos do poder, os banqueiros agiotas e os políticos e boys dos partidos, estes estão em boa posição e também não vão precisar de assistência para a sobrevivência, o suicídio ou a eutanásia.

― E o Povo, pá?!...
― Bem, o Povo... ou será transformado em sabão alemão, ou adverte a sério os governantes e os poderosos fazendo-os saber que estes também são boa matéria-prima para fazer sabão macaco.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

ROSSINI

Gioacchino Rossini teve uma enorme popularidade e notoriedade no seu tempo compondo 39 óperas em apenas 19 anos.

Aos 37 anos de idade, rico e abastado, Rossini retirou-se das “lides” artísticas (operáticas e compositoriais) e durante os 39 seguintes longos anos eclipsou-se quase totalmente tendo composto apenas 2 óperas.

Foi Wagner quem mais tarde viria a revelar o segredo: Rossini ter-se-ia despedido da carreira de compositor para se dedicar aos «seus dilectos prazeres de cozinheiro e de gourmet».

Há várias historietas sobre esta fascinante personagem que acabou os seus últimos dias ― tal como Marlon Brando, já no nosso tempo, escolheu fazer, em parte (não cozinhava) ― retirado na sua casa, gordo, desfrutando abundantemente os prazeres da boa mesa e o convívio com os seus convidados para quem cozinhava.

José Quitério, no seu livro, Histórias e Curiosidades Gastronómicas conta-nos a seguinte historieta sobre Rossini:

«O compositor só chorou três vezes na vida: aquando da estreia de Il Barbiere de Siviglia (que foi um tremendo fracasso); ao ouvir, certa vez, uma ária cantada pelo tenor Caraffa; e num dia em que passeava de barco num lago, em boa companhia, e um descuido infeliz fez com que caísse à água o peru trufado da merenda.»

PORTUGUÊS DE ‘JORNALISTA’

Titula hoje o Diário de Notícias:


Quer dizer: os medicamentos foram utilizados por alguém... que os expeliu depois naturalmente! Foram de novo administrados a alguém... e voltaram a sair pela segunda vez, expelidos naturalmente, tornando-se assim “medicamentos reutilizados”!

E agora o (des)governo pretende distribui-los para que alguém volte a tomá-los... pela terceira vez.
― É isso, ou não é isso!?...

Devem ser comprimidos de aço ou de titânio! Ou uma invenção qualquer mais sofisticada que algum ministro 'estrangeiro' trouxe para o país.

Nunca se sabe...!

domingo, 17 de julho de 2011

UM SER ÚNICO (Por assim dizer)

Não! Não estou a falar de Jorge Lima Barreto.
Estou a falar de Pacheco Pereira.
Obviamente.

O músico, Jorge Lima Barreto, morreu no passado dia 9. Antes de lhe fazer o elogio, de lhe retratar o carácter, a genialidade e a “marginalidade” do trajar Pacheco Pereira tratou de enxotar as moscas para ficar sozinho em cena e dizer-nos, a nós seres desprezíveis: ― «Estejam calados, se fazem o favor! Eu, sim, fui verdadeiramente amigo dele».

Faça-lhe bom proveito, pá!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Temas para Reflexão:

Peça Ensaística Quarta:


Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895).

(I):

                        Na verdade:
                                    O compromisso estabelecido (nos anos do após guerra), em torno do Tema da escalada das “classes médias” e dos “quadros”, que tinha constituído uma escapatória aceitável às inquietações da pequena burguesia, se vê posta em perigo pelas profundas mudanças operadas na dinâmica evolutiva do modelo de Sociedade vigente.
                                    De feito, “pequenos patrões e independentes empobrecidos” (até arruinados), pela crise de 1929 ou ocupantes de empregos intermediários nas empresas (ameaçados pelo desemprego), os membros de categorias sociais médias, amedrontados (além disso) pela escalada do “comunismo” cujas greves de 1930 tinham tornado a ameaça tangível, tinham sido numerosos, na segunda metade da década dos anos 1930, a ver no fascismo, o único baluarte contra os excessos do Liberalismo.
                                    Por seu turno, o desenvolvimento do papel do Estado no término da Segunda Guerra Mundial e o advento das grandes empresas, ofereceram uma nova possibilidade de viver (“burguesmente”) e compatível com o assalariamento crescente da Economia.

(II)
                                    Sabe-se (com efeito), que, até meados do entremeio das guerras (aproximadamente), o ordenado/vencimento constitui (escassamente), o recurso único ou mesmo o recurso principal dos membros da burguesia, que beneficiavam (outrossim), de relevantes rendimentos patrimoniais e que o dinheiro que recebiam (na qualidade) da sua pertença à uma organização privada e (por isso mesmo), não eram considerados como um “salário”. Aliás, os termos de “salário” e de “assalariados”, estavam (praticamente), apenas reservados aos operários.


                                    De feito, estes patrimónios, compostos por bens imobiliários (sobretudo) e (outrossim e ainda), por uma fracção crescente (durante o período, que decorre entre as duas Grandes Guerras), de valores imobiliários (rendas, obrigações), a pouco e pouco, são laminados (em primeiro lugar), pela desvalorização da moeda, nos anos 1920, depois pela crise dos anos de 1930.
                                    Os engenheiros e (com eles), fracções (cada vez mais e mais), extensas da burguesia, entram (então); na esfera do assalariamento (o que), corresponde (antes de mais), para eles a uma baixa importante de nível de vida, período que vai até à implantação (nos anos do após Guerra), de uma nova ordenação dos recursos económicos, que acarreta um novo estilo de vida para as profissões superiores, apoiadas em novos dispositivos de segurança (não mais), patrimoniais, porém sociais. Ou seja: reforma dos quadros, importância crescente dos diplomas na determinação dos salários e das carreiras, incremento singular das carreiras, no decurso da vida e da existência (que facilita o acesso ao crédito), sistemas de Segurança Social reforçados por mutualidades, estabilidade dos rendimentos salariais pela institucionalização de procedimentos de revisão dos salários (em função) da evolução passada dos preços ao consumo, quase garantia do emprego em grandes organizações (que asseguram) aos seus quadros “planos de carreira”, ofertando serviços sociais (cantinas, cooperativas de compra, colónias de férias. clubes desportivos). Deste modo, despontou uma nova possibilidade de viver (“burguesmente”), desta vez, no interior do assalariamento.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

EUROBONDS

No AlbergueEspanhol, Vasco Campilho explica-nos sucintamente quais os «três elementos constitutivos» dos eurobonds que os poderão tornar credíveis e merecedores de um uma classificação AAA das agências de rating.



Ora bem, não sendo nós ingénuos, pelo que temos visto de reacções dos países da União Europeia, uns em relação aos outros (tentando cada um estigmatizar e afastar os leprosos de si); verificando os ganhos fabulosos que os bancos alemães têm conseguido com as dívidas da Grécia, Irlanda e Portugal; está bem de concluir que só se algum dia o bunker alemão estiver sob fogo serrado, haverá eurobonds que se veja.

DUROU MUITO POUCO A ILUSÃO

Portugal é o país mais envelhecido da Europa; um lugar onde as pessoas não querem ter (mais) filhos. Quando assim é, os governos costumam dar incentivos à natalidade.

Pois, esta "coisa" que se pensava que era um governo, coisa formada por ministros que não são políticos, decide fazer esta merda contra as grávidas: acabar com a isenção das taxas moderadoras de que beneficiam.

A ilusão de que ter uns putos a-políticos nos ministérios é a chave do sucesso governativo, está-se a revelar precocemente um "flop" de consequências previsivelmente catastróficas.

Melhor talvez seja dar um brinquedo a cada um dos ministrinhos e convidar pessoas com experiência para os seus lugares a ver se ainda se salva alguns cacos antes da bancarrota e da miséria que aí vêm.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

AI COMO ESTÁ A FICAR GRANDE A SERINGAAAA...



Logo ele que dissera, ainda há poucas semanas, que conhecia bem a situação do país e «não irei desculpar-me com o passado».

Por este rápido andar para trás, qualquer dia ainda o ouviremos queixar-se de D. Afonso Henriques.

Volta Sócrates, serás perdoado!

DE CATALOGADOR A CATALOGADO

Numa viagem incrível que o levou de catalogador de «alforrecas» à condição de alforreca, João Gonçalves, actual assessor do ministro Miguel Relvas, leva o blogue dele, Portugal dos Pequeninos, à cambalhota mais venal que imaginar se possa.

SOCIEDADE ABERTA

Hoje em dia, a estandardização existente nas sociedades contemporâneas permite e determina que cada um de nós conheça aproximadamente a valia da carteira da cada um dos nossos próximos.

Isso leva muitas vezes a que sejamos repudiados ― quer quando aparecemos aos amigos como sendo o pobretanas forreta do século dezanove; como quando lhes aparecemos como o Rupert Murdoch da Reboleira.

Quer dizer: hoje em dia, mais que nunca, exige-se verdade à actuação das pessoas ― sobretudo no seu círculo mais estreito de amizades.

E, ou entendemos isto, ou estamos condenados ao ostracismo.

LEITOR DE JORNAIS

É assim que leio diariamente, de manhã, os primeiros jornais online: começo pelo Diário de Notícias e passo depois e sucessivamente, por esta ordem, aos outros jornais: Jornal de Notícias, jornal “i”, o Expresso e o jornal Sol.

Depois de lidos os fait divers, os “escândalos”, e um ou outro artigo sério deste ou daquele colaborador que eu aprecio ― passo então a ler a imprensa estrangeira começando pelo El País, o New Yort Times, o Le Monde e Financial Times, para, então sim, saber o que de verdadeiramente importante acontece no mundo.

É depois de terminada a leitura do último jornal estrangeiro, que verifico quão pobre, rastejante e indigente é essa lixeirada que se publica aqui no burgo.

SERVIÇO PÚBLICO


Como os jornais noticiaram; mas nenhum que eu tenha visto mostrou o «Rochedo Gago Coutinho», da praia de Olhos dÁgua, que «desapareceu» engolido pelo mar ― aqui vos trago a fotografia desse ex-ex-libris do Algarve.

terça-feira, 12 de julho de 2011

A LER, A LER

A EUROPA EM BANHO-MARIA

OU A ALEMANHA METIDA NO BUNKER

O Presidente dos Estados Unidos, Barak Obama, cuja administração necessita da aprovação do Congresso americano para aumentar o limite da dívida e aplicar um conjunto de medidas tendo em vista a resolução dos problemas da economia americana, já declarou, e está a cumpri-lo, que reunirá, em debate, todos os dias, com os congressistas até se chegar a uma conclusão favorável sobre o problema.

Pois bem, vejamos agora o que está a acontecer na Europa. Necessitando a Europa de tomar decisões urgentes face aos problemas dos países endividados, aos quais se juntou agora a Itália ― perfilando-se a Espanha como a cliente que se segue ―, reuniu ontem o Euro grupo e em poucas horas ficou decidido... adiar a tomada de uma decisão lá para Outono próximo.

Eu estou aqui a tentar perceber como é que esse adiamento pode ser benéfico para a Alemanha. Porque só este motivo poderá estar na base do adiamento.

BOM DIA!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

MUTATIS MUTANDIS

«UM MURRO NO ESTÔMAGO»

Resumo porque já a contei aqui uma vez. Em 1970 fui à minha primeira reunião política partidária clandestina. Cerca das 23 horas alguém bateu à porta da casa devoluta, ali ao Rêgo, onde, sentados no chão, prosseguíamos a reunião.

É a PIDE, rasguem os papéis! ― ordenou Sita Vales, que dirigia a reunião. Acto contínuo todos os outros seis camaradas presentes se levantaram e fugiram para quartos vizinhos desfazendo-se cada um como podia dos papéis que tinha entre mãos.

Eu ficara sentado no mesmo sítio e olhava calmamente para tudo o que se passava em meu redor ― fora literalmente paralisado por um enorme cagaço que de mim se apoderara.

Afinal não era a PIDE, é o nosso camarada Jorge que perdera o comboio que o trazia de Coimbra e por isso se atrasou, vamos recomeçar! ― disse Sita Vales. E continuou ― mas primeiro quero felicitar aqui o camarada Agnelo que demonstrou enorme sangue frio e coragem nesta situação ―. Fiquei calado. E durante largos anos não contei isso a ninguém.

Pois querem saber uma coisa? Acho que a tão elogiada reacção (que foi nenhuma) de Passos Coelho e do Governo Português, à decisão da Moody’s de atirar Portugal p’ró lixo, foi idêntica à minha ― De um cagaço paralisante.

“COMONSENSE”

Numa das minhas habituais deambulações blogosféricas fui parar ao blogue Commonsense do Professor Pedro Pais de Vasconcelos. Gostei do que li e por isso o linkei (ao blogue, claro) aqui na coluna do lado direito, e convido os meus leitores a passarem por lá pois darão por bem empregue o seu tempo.

HOSPITAIS PÚBLICOS


Sim, sim! Eu também defendo isso. Mas não é mantendo a maioria dos actuais administradores. E defendo que se pode administrar os hospitais com menos de metade do número actual de administradores hospitalares em funções.

Uma larguíssima maioria dos administradores é constituída ainda por boys partidários que não percebem patavina daquilo que deveriam gerir. Muitos parecem lá estar apenas para “criar” obras de construção civil e promover a aquisição de mobiliário e equipamentos informáticos novos sob a fachada de estarem a fazer ‘reestruturações’ de serviços quando o que fazem é dar a ganhar muito dinheiro às ‘empresas’ contratadas para executar essas ‘reestruturações’, as quais sugam assim o dinheiro que deveria ser canalizado para outros fins ― para meios de diagnóstico, medicamentos, instrumentos cirúrgicos e outro material consumível necessário ao tratamento dos doentes, por exemplo ―.

Muitas das administrações dão a ideia de estarem-se nas tintas para a falta de pessoal (falta para a qual contribuem activamente criando propositadamente condições de trabalho cada vez mais insustentáveis para os profissionais obrigando-os assim a pedirem a demissão, a cessarem os contratos ou a irem para reformas antecipadas e daí para os hospitais privados); e outras administrações ainda estar-se-ão nas tintas para a escassez de recursos terapêuticos e humanos dos hospitais públicos que administram(?).

Mas!... As administrações estão sempre muito atentas às sacrossantas Obras: pinturas de corredores e enfermarias, reconstruções de gabinetes, halls de entrada, balcões, etc.; construção de novos compartimentos e edifícios anexos; aquisição de novos equipamentos informáticos para fins administrativos (novos equipamentos que vêem substituir muitas vezes outros equipamentos ainda novos e que funcionam bem) tudo isto dando a impressão e a ideia de que estes gastos ― não só são desnecessários, como ainda são ‘criados’ do nada apenas para dar a ganhar dinheiro a terceiros sem que isso reverta de facto, directa ou indirectamente, para benefício do doente e promoção da Saúde ― mas lá que beneficiará alguém... sem dúvida que beneficia ―. Estes últimos dois aspectos ― beneficiar o doente e promover a Saúde ― que deveriam ser a preocupação principal de qualquer administração hospitalar, só “de boca” estão presentes.

Nunca mais me esqueço de Correia de Campos no Parlamento declarando solene e veementemente que defendia o fecho de maternidades porque «queria dar mais segurança às grávidas» ― na mesma altura em que se promovia nos hospitais de referência em Lisboa, a poda nas equipas obstétricas de urgência diminuindo-lhes o número de elementos, fragilizando-as e tornando-as menos seguras para as grávidas.

Eu vi e vivi, então, por dentro, o terrorismo selectivo que, no Serviço Público de Saúde, precedeu a debandada (superiormente promovida) dos profissionais de saúde para estabelecimentos privados similares.

Nunca dantes vira tamanha incompetência na gestão de hospitais! Ou, se calhar, tamanha competência na execução de uma agenda oculta!

O BEM PÚBLICO DESTE PAÍS ESTÁ A SER DESTRUÍDO, DE FORMA PROGRAMADA, DESDE HÁ JÁ QUASE UMA DÉCADA.

Os historiadores que cumpram depois o seu papel!...


Nota: Lanço daqui um desafio ao Senhor Ministro da Saúde: Convide-me para um dos cargos de administrador de qualquer um dos hospitais públicos de Lisboa (desde que substituída a actual administração); pague-me apenas o que eu vinha ganhando como especialista antes da reforma antecipada para que fui empurrado e exija depois um bom desempenho ao colectivo responsabilizando-o em conformidade com a Lei.

UMA INDECÊNCIA


Claro que é uma indecência!

E explico porquê: ao "oferecer" aos mais pobres as misericórdias (estas, pobres em recursos humanos, em meios e em especialização) o que acontece é que a via fica aberta para a degradação, o desmantelamento e o fecho de hospitais públicos: uma vez que quem tem mais dinheiro irá para os hospitais privados onde será tratado condignamente.


A conversa de Cavaco esconde a realidade e serve para dar cobertura às maldades do governo contra os mais fracos, os mais pobres e os mais desprotegidos. É a direita em todo o seu esplendor maquiavélico utilizando sofismas e mentiras com o rabo de fora para enganar o pagode.

BARAFUNDA NAUSEABUNDA


Este (des)governo já se revela incompetente porque inconstante nas suas ideias e convicções (antes apoiava as agências de 'rating' ― nunca esquecer disto) e dentre em pouco surgirão outras trapalhadas vindas de vários ministérios cujos titulares têm estado caladinhos que nem ratos deixando falar o seu "primeiro".

Aguardemos pelas "novidades" que surgirão dos ministérios da 'educação'; da 'saúde' e do da 'economia e trabalho (este um ministério que é uma autêntica salada que nem ao diabo lembraria).



A procissão ainda nem saiu da igreja e a barafunda já abunda.

sábado, 9 de julho de 2011

A OSTRA

EIS O HOMEM

João Gonçalves, realizador, produtor e intérprete do blogue Portugal dos Pequeninos, era, até há pouquíssimos meses, um crítico feroz de Pedro Passos Coelho, a quem chamou vários nomes feios ao longo do tempo, tendo ficado para a posteridade o nome de “Alforreca”.

Pois bem, Miguel Relvas, ministro de Passos Coelho, convidou João Gonçalves para assessor do governo...

E aqui temos João Gonçalves ― miudinho, reverentíssimo, agradecido e obrigado ― obrigado com este convite a engolir todos os sapos e demais fauna que trouxera à blogosfera como avatares de Passos Coelho.

Quem lesse (como eu li) as diatribes passadas de João Gonçalves, era levado a ver no escriba um ser com coluna vertebral de aço (no mínimo) capaz de arrostar com todas as contrariedades e maus ventos para manter princípios, opiniões, apreciações políticas, etc.

Pois... O homem é o que podem ver agora: parece uma ostra amestrada...

Comprada ao preço de um ordenadinho mensal...!

Nota: O blogue, Câmara Corporativa, apoiante incondicional de Sócrates e do PS, publica aqui uma pequena recensão sobre os ‘escritos’ de João Gonçalves.