quarta-feira, 7 de setembro de 2011

«NUNO CRATO NÃO SABE DO QUE FALA»

É O SOCIAL-DEMOCRATA VASCO GRAÇA MOURA QUEM O DIZ.

Na sua entrevista à "Única" do Expresso de 3 de Setembro, o ministro da Educação escamoteia deploravelmente a questão do Acordo Ortográfico, dizendo que este "é um facto". Não é. Os factos são os seguintes: O Acordo Ortográfico não está em vigor. Angola e Moçambique não o ratificaram. Não existe o vocabulário comum que o AO exige como condição prévia. O ministro não estudou o problema, nem no aspecto jurídico nem no científico. Não leu a documentação existente. Não sabe quanto custa ao país a precipitação criminosa em aplicar um instrumento inaplicável e calamitoso. O facto é que Nuno Crato infelizmente não sabe do que fala. Se as reformas que ele prepara para o ensino forem tão levianamente abordadas como esta, então a Educação em Portugal não irá muito longe. Custa ver uma personalidade da sua envergadura intelectual e da sua intransigente seriedade ceder assim à lei do menor esforço.

Leia aqui isto e mais observações discordantes de Vasco Graça Moura em relação à política deste governo(?).

terça-feira, 6 de setembro de 2011

UM COITADO ― UM NÁUFRAGO ACIDENTAL

Está à vista que Passos Coelho não tem estofo para governar Portugal em momento tão delicado. E é precisamente essa falta de estofo (profissional e político, no mínimo ― para não falar do que não está ainda provado: se também intelectual e cultural) que fez com que cometesse o erro, que será trágico para Portugal, de entregar a uma única pessoa, Miguel Relvas, as rédeas de tudo que tem a ver com o negócio das privatizações e o exercício efectivo do poder.

Fazendo um balanço do que transparece da actuação de Passos Coelho à frente do governo(?) concluo que Portugal não tem um verdadeiro primeiro-ministro. Passos parece-me antes um mestre-de-cerimónias contido, envergonhado e humilde, e não o homem que detém as rédeas do poder de um Governo.

Fica-me a sensação de que quem manda (interna e externamente) são outras pessoas; e de que as acções de Passos se resumem ao papel de representante de qualquer coisa, com direito às benesses ‘folclóricas’ e materiais de primeiro-ministro.

No fundo, Passos não manda nada.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

INCONFIDÊNCIA

Henrique Sousa publicou um livro que guardou para si. Um ensaio intitulado ‘O Implacável Tempo’. Li este livro e achei-o muito interessante e complementar de vários outros livros de divulgação científica que tenho lido. Nele Henrique Sousa concentra a sua atenção no que convencionalmente se chama Tempo.

Ora, o Tempo tem-nos sido apresentado por muitos autores e divulgadores científicos como uma ‘entidade’ cuja existência o leitor deve encarar como um dado adquirido. É aqui que o livro de Henrique Sousa inova, pois, desperta-nos para a discussão sobre a ― não só essência do Tempo, como ainda a consideração da ― possibilidade de a natureza do Tempo e a própria existência do Tempo poderem ser uma consequência e não algo preexistente desde sempre. Daí eu aconselhar a leitura deste livro às pessoas dadas a estas preocupações e curiosidades filosóficas e físicas (mas fundamentalmente às pessoas que tenham conhecimento da Teoria da Relatividade Geral e da Teoria da Relatividade Restrita de Einstein; bem como de rudimentos de Mecânica Quântica e Cosmologia ― de outro modo o livro será um texto um tanto ou quanto estéril porque especializado; mas nunca incompreensível, pelo que outros tipos de leitores encontrarão nele algo de interessante sobre que pensar).

PARABÉNS HENRIQUE SOUSA!

Email do autor: sousa.henrique@facebook.com

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

UM PRINCÍPIO TRÁGICO ― IGNORAR A HISTÓRIA

Há uma enorme caterva de gente da política que ignora completamente a História de Portugal e julga que se pode viver e ― mais que isso ― julga que pode dispensar-se desse conhecimento histórico para legislar ou governar o país.

O ‘plantel’ do actual governo(?) é um caso paradigmático disso: desconhece por inteiro o que foi e porque aconteceu a Patuleia; não sabe quem foi Maria da Fonte e acredita piamente nos falsos “brandos costumes” deste povo.

E com isso, vai lixar esta merda toda.

«O paciente resistirá até ao momento oportuno, mas depois a alegria brotará para ele.»
["Eclesiastes 1,23"]

domingo, 28 de agosto de 2011

CAVACO ― MAIS-VALIAS, HERANÇAS E DOAÇÕES

Assumo-o: Não é uma insinuação. É uma teoria de conspiração.



Pergunto:

1 ― Quanto dinheiro tem a família de Cavaco Silva (o próprio, a mulher e os filhos) investido em acções e obrigações?

2 ― Em nome de quem estão os bens, de Cavaco Silva e mulher, susceptíveis de serem herdados (casas, propriedades, etc.)?

É que isso é muito importante para percebermos melhor que presidente é este que Portugal tem. Que interesses defende este homem.

Não tenhamos medo das palavras.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

JOÃO DUQUE

Quanto a mim, este personagem é um sonso. Promovido por Mário Crespo, ambos sempre estiveram ― como quem não quer a coisa ― ao serviço do PSD.

João Duque terá certamente um "excelente" desempenho à frente do grupo de trabalho encarregado de definir o serviço público de televisão (mais um grupo de apaniguados do PSD bancando tachos em paga de favores, com o dinheiro dos contribuintes).

Como João Duque percebe tanto como eu de comunicação social, será certamente Mário Crespo, o pivot da SIC Notícias, a sua musa inspiradora. Da tarefa que o grupo desempenhará, há todas as condições para sair merda!

VÍCTOR GASPAR



Este tipo inspira-me profunda desconfiança. E dá-me a impressão de que é um passarão que se desvendará, surpreendentemente para muitos, num futuro não muito distante.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

DESAPARECIDO


DÃO-SE ALVÍSSARAS A QUEM O ENCONTRAR

Vestia fato escuro, camisa branca e gravata vermelha quando foi visto pela última vez.

Favor entregar na sede do PS, ao Largo do Rato, caso seja encontrado.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

EM CABO VERDE CUMPRIU-SE A DEMOCRACIA...


Mais uma vez! Em eleições nacionais realizadas ontem, para a presidência da República, ganhou Jorge Fonseca, candidato apoiado pelo partido da oposição. Na mesma noite, conhecidos que foram os resultados eleitorais, Manuel Inocêncio, candidato do partido no poder, reconheceu a derrota e felicitou o seu opositor.


País pequeno, onde todos nos conhecemos ― Inocêncio foi meu colega de turma nos anos do liceu; e com Jorge Fonseca brincava quando este ia passar as férias grandes, em casa de sua avó, no Fogo ―, é obrigatório que nos entendamos todos, mantenhamos a unidade social e combatamos pelos mesmos objectivos. Estou certo que o novo Presidente, bem como o actual Governo, têm esse entendimento e assim actuarão.

Parabéns Cabo Verde!

domingo, 21 de agosto de 2011

Alors, Que faire?

Prática de actuação primeira:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895).

                        Marcas para uma Ponderação adequada:
(1)     Um Pensamento só tem sentido se tiver a força de abrir ao novo a indeterminação de um porvir. Todavia, este porvir só pode engendrar novos modos de vida se estas vidas constituem novos modos de existências: A Vida Humana é uma Existência. (…).
(2)     O Homem pode (sem dúvida), subsistir sem existir. Todavia (de anotar), que esta subsistência não é duradoura, pois que (ela), se torna (rapidamente), psíquica e socialmente insuportável, porque conduz (inexoravelmente) à liquidação do narcisismo primordial.
(3)     Sim (efectivamente), a crítica do capitalismo contemporâneo, enquanto hegemonia da subsistência e negação da existência, deve colocar a questão da consistência e (enquanto tal), da crença que (nisso) se constitui, ou seja, que nisso consiste.

Donde,
Na verdade (já não se trata) de se opor ao processo capitalista, mas sim, conduzi-lo ao seu término natural!...

(I)
                        Combater a tendência à liquidação do político, se assume (por conseguinte), no âmbito desta conjuntura, combater uma tendência do Capitalismo (tal como este), que pertence a uma época da individuação/individualização psíquica e colectiva Ocidental e (ulteriormente), a sua “mundialização”, isto é (outrossim), a sua desocidentalização. Eis a componente do que (nesta individuação), prossegue ao nível Planetário a “gramatização”, que deve ser (epocalmente), temível.

sábado, 20 de agosto de 2011

MOURINHO - 3 VALORES

PRATICAMENTE INDESCULPÁVEL

O gesto de Mourinho, metendo um dedo no olho direito de Tito Vilanova, segundo treinador do Barcelona, vai deixá-lo (a Mourinho) marcado negativamente, e diminuído moralmente, por muito tempo.

Mourinho cedeu ao arrivista que há dentro dele, está visto. E não foi a primeira vez - e isto é que lhe é trágico!
O melhor é ficar calado a partir de agora.


A local do jornal Marca mereceu este comentário por parte de um leitor, que acho por bem publicar:

«Dificil de creer algo asi, el daño esta hecho y este personaje no tiene vuelta lamentablemente, este tipo no tiene valores ëticos, e ahi sus reacciones, que mas se puede esperar de un tipo asi?, todas esas reacciones son de impotencia, pues no puede ganar. esto es como el cancer.»

MAIS CORREIA DE CAMPOS ― DESCULPEM



Pergunta o i: ― Os médicos não vão colocar muitos entraves? [a despedimentos advogados po CC]

Responde CC: ― Não tem muita contestação, porque houve muitas saídas de médicos para a reforma nestes dois últimos anos porque justamente não viam perspectivas dentro do hospital. E depois houve aquele pânico de que os serviços de saúde ficassem sem médicos e arranjou-se aquela fórmula artificial de ir buscar médicos à reforma. Tudo isso foi um processo de péssima gestão, mas enfim, não quero falar sobre um passado em que não sou responsável

p.q.p.!

VENDILHÃO DESESPERADO

Ouvi hoje Correia de Campos, ex-ministro socialista da Saúde, verberar ter sido criticado por António Arnaut e Manuel Alegre (que provocaram a sua queda do poder), pois, dizia, sem qualquer pudor e sem pinta de vergonha na cara, Correia de Campos: ― Isso impediu-nos [a ele, a Sócrates e sus muchachos] de levar à prática uma política de "racionalização de recursos" na Saúde, levando ao  aumento da dívida e levando a que haja agora o desmantelamento do Serviço Nacional de Saúde.

É preciso ter muita lata e muita pouca-vergonha para dizer isso!

Haja memória! ― Ó ‘Nobre Povo’! ― António Correia de Campos aplicou na Saúde, enquanto foi ministro, uma agenda escondida (que ninguém nunca conheceu) em que «as medidas» saíam a conta-gotas, desgarradas umas das outras e sempre ― mas sempre! ― no sentido de fechar e desmantelar Serviços, ‘obrigar’ a pedir e empurrar médicos e enfermeiros para a reforma, e...

E... com essa política beneficiou as empresas privadas do sector da Saúde proporcionando-lhes a obtenção de pessoal especializado experiente que abandonava o sector público e a obtenção de contratos de prestação de serviços que eram extintos nos hospitais públicos.

E mais. António Correia de Campos cometeu, quanto a mim, o despudorado acto de, mal sair do lugar de ministro, ter assumido o cargo de administrador do ‘ramo Saúde’ de uma seguradora bancária.

E agora que Paulo Campos, actual ministro da Saúde, ameaça só aceitar que o Estado pague aos privados apenas quando os doentes não encontrem resposta nos hospitais públicos ― eis que Correia de Campos se aviva e aparece na rádio (e provavelmente a partir de agora nos jornais e nas TVs) a fazer campanha pelo “Não-desmantelamento” do Serviço Nacional de Saúde.

Isto é muito pouco sério!!!

BOM DIA!

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

MOURINHO - 17 VALORES


Mourinho acabou por provar que é um grandíssimo treinador. Desde logo é o primeiro que encontrou a melhor táctica para jogar contra o Barça: equipa subida no terreno, rápida e agressiva, controlando o meio-campo adversário e atacando a baliza sempre que possível ― nenhum outro treinador (nem o próprio Mourinho) fez isto antes destas duas mãos da supertaça espanhola .

Sabemos o resultado do jogo: Barcelona 3-2 ao Real Madrid. 

Pergunta lógica: ― então porque é que o Real não ganhou o jogo?

Resposta: O Real não ganhou o jogo porque os jogadores do Barça são, maioritariamente, melhores que os do Real. E o Barça joga com 15 jogadores pois Messi vale por 5. Messi é uma aberração anatomofisiológica, pois não tem pés.

Messi tem quatro mãos, e joga fabulosamente com as duas “mãos de baixo”. Quando é assim, não há nada a fazer.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

FUMAR MATA




Esteve 20 anos sem fumar.
Recomeçou o vício há 11 anos. 
Nessa altura ele tinha já 56 e eu avisei-o: ― Vais-te matar com o tabaco ―. Não ligou nenhuma... Ontem encontrei-o num café e tivemos este diálogo.



― É pá, não consigo respirar, passo a vida com falta de ar.
― Continuas a fumar, não é?
― Sim, a médica deu-me uma bomba que eu aspiro de manhã e à noite e fico melhor.
― Pois, ela ajuda-te a morrer mais depressa.
― Porquê?
― Porque assim vais continuar a fumar.
― ...

Mal saímos do café acendeu mais um cigarro e lá fomos falando até ao estacionamento...

terça-feira, 16 de agosto de 2011

DEDICADO À SENHORA MERKEL

Dormi ontem com O Cemitério de Praga, de Umberto Eco. E foi com imenso gozo ― o de: sempre que o leio ― que me aguentei até que o sono me cerrou as pálpebras. O narrador do romance diz logo nas primeiras páginas caracterizando os alemães:

«O alemão vive num estado de perpétuo embaraço intestinal. Um alemão produz, em média, o dobro das fezes de um francês. Hiperactividade da função intestinal em prejuízo da cerebral, que demonstra a sua inferioridade fisiológica. Nos tempos das invasões bárbaras, as hordas germânicas cobriam o percurso com montões desrazoáveis de matéria fecal. Por outro lado, também nos séculos passados, um viajante francês percebia imediatamente se já tinha atravessado a fronteira alsaciana pela anormal dimensão dos excrementos abandonados ao longo das estradas. Mas se fosse só isso: é típica do alemão a bromidrose, ou seja, o odor repugnante do suor, e está provado que a urina de um alemão contém vinte por cento de azoto, enquanto a das outras raças apenas quinze.»


BOM DIA!

Tema para Reflexão:

Peça Ensaística Décima Primeira:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895)

“[…] A realidade psíquica é uma forma de existência particular,
que não é preciso confundir com a realidade material”.
Sigmund FREUD (1856-1939)
In: A Interpretação dos Sonhos.

A dialéctica não toma férias: as coisas possuem o seu nome e os fenómenos a sua Lei”.


                        L’explication des phénomènes pathologiques doit être déduite des mêmes lois que régissent les phénomènes normaux de la vie » : Claude BERNARD, In Introduction à l’étude de la médecine expérimentale.

                                                Et pour cause : O Terapêutico (quiçá) não é (sempre) médico?

(1)    Na verdade, esta vetusta história do sujeito/indivíduo ético no Ocidente percorre o conjunto da obra do filósofo francês, Michel FOUCAULT (1926-1984), como percorre (identicamente), as obras do filósofo alemão, Martin HEIDEGGER (1889-1976) ou da pensadora norte-americana de origem alemã, Hannah ARENDT (1906-1975).
(2)    Por seu turno, a instrumentação do vivo colocada sob a tutela de um “taylorismo” médico faz a saúde (voar em estilhaços). Ela medicaliza (de modo excessivo), o sofrimento psíquico, conduzindo a uma profissionalização da ética, à uma avaliação sanitária dos comportamentos, à transformação do paciente em consumidor (conhecedor) e em “bebé sábio”. Inaugura (outrossim), a angústia das solidões singulares naufragadas na “massa”, na homogeneização do vivo biológico dos “plurais singulares” votados em se tornar peças destacadas da espécie. Deste modo, a prática médica se transforma em actividade de engenheiro e queda na objectivação do “cuidado de si”, no “ubuesque” e no grotesco da Psiquiatria e da Psicologia contemporâneas.
(3)    Com efeito (et pour cause), temos que:

domingo, 14 de agosto de 2011

EM AVALIAÇÃO

Ao declarar-se "The Special One", Mourinho entrou em observação permanente. Hoje tem a sua segunda oportunidade de avaliação frente ao Barça de Pepe Guardiola; Barça que comete o desplante de se apresentar no Bernabéu com um Leo Messi que não se treinou uma única vez que fosse com os colegas desde que terminou a última época futebolística em Espanha.

BOM DIA!

sábado, 13 de agosto de 2011

MAIS UM IMPOSTO ENCAPOTADO?



Se o Estado vai poder vender o nosso sangue - por que raio de razão não havemos de passar a cobrar quando no-lo tiram numa colheita?

Qualquer dia quem não der sangue terá que pagar um "Imposto de Existência" pelos consumos (de oxigénio, calorias, etc.) que faz para sobreviver.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

UM CANECO TRANSBORDANTE DE NOJO


Sílvia Caneco, na sua qualidade de "jornalista", bolçou esta nojenta 'crónica' em que achincalha a dignidade de um desgraçado condenado por condução sem carta.

O que mais choca e me causa repulsa nesta 'crónica' é o tom chocarreiro e de baixíssimo nível em que a mesma está escrita.