quinta-feira, 14 de julho de 2011

DUROU MUITO POUCO A ILUSÃO

Portugal é o país mais envelhecido da Europa; um lugar onde as pessoas não querem ter (mais) filhos. Quando assim é, os governos costumam dar incentivos à natalidade.

Pois, esta "coisa" que se pensava que era um governo, coisa formada por ministros que não são políticos, decide fazer esta merda contra as grávidas: acabar com a isenção das taxas moderadoras de que beneficiam.

A ilusão de que ter uns putos a-políticos nos ministérios é a chave do sucesso governativo, está-se a revelar precocemente um "flop" de consequências previsivelmente catastróficas.

Melhor talvez seja dar um brinquedo a cada um dos ministrinhos e convidar pessoas com experiência para os seus lugares a ver se ainda se salva alguns cacos antes da bancarrota e da miséria que aí vêm.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

AI COMO ESTÁ A FICAR GRANDE A SERINGAAAA...



Logo ele que dissera, ainda há poucas semanas, que conhecia bem a situação do país e «não irei desculpar-me com o passado».

Por este rápido andar para trás, qualquer dia ainda o ouviremos queixar-se de D. Afonso Henriques.

Volta Sócrates, serás perdoado!

DE CATALOGADOR A CATALOGADO

Numa viagem incrível que o levou de catalogador de «alforrecas» à condição de alforreca, João Gonçalves, actual assessor do ministro Miguel Relvas, leva o blogue dele, Portugal dos Pequeninos, à cambalhota mais venal que imaginar se possa.

SOCIEDADE ABERTA

Hoje em dia, a estandardização existente nas sociedades contemporâneas permite e determina que cada um de nós conheça aproximadamente a valia da carteira da cada um dos nossos próximos.

Isso leva muitas vezes a que sejamos repudiados ― quer quando aparecemos aos amigos como sendo o pobretanas forreta do século dezanove; como quando lhes aparecemos como o Rupert Murdoch da Reboleira.

Quer dizer: hoje em dia, mais que nunca, exige-se verdade à actuação das pessoas ― sobretudo no seu círculo mais estreito de amizades.

E, ou entendemos isto, ou estamos condenados ao ostracismo.

LEITOR DE JORNAIS

É assim que leio diariamente, de manhã, os primeiros jornais online: começo pelo Diário de Notícias e passo depois e sucessivamente, por esta ordem, aos outros jornais: Jornal de Notícias, jornal “i”, o Expresso e o jornal Sol.

Depois de lidos os fait divers, os “escândalos”, e um ou outro artigo sério deste ou daquele colaborador que eu aprecio ― passo então a ler a imprensa estrangeira começando pelo El País, o New Yort Times, o Le Monde e Financial Times, para, então sim, saber o que de verdadeiramente importante acontece no mundo.

É depois de terminada a leitura do último jornal estrangeiro, que verifico quão pobre, rastejante e indigente é essa lixeirada que se publica aqui no burgo.

SERVIÇO PÚBLICO


Como os jornais noticiaram; mas nenhum que eu tenha visto mostrou o «Rochedo Gago Coutinho», da praia de Olhos dÁgua, que «desapareceu» engolido pelo mar ― aqui vos trago a fotografia desse ex-ex-libris do Algarve.

terça-feira, 12 de julho de 2011

A LER, A LER

A EUROPA EM BANHO-MARIA

OU A ALEMANHA METIDA NO BUNKER

O Presidente dos Estados Unidos, Barak Obama, cuja administração necessita da aprovação do Congresso americano para aumentar o limite da dívida e aplicar um conjunto de medidas tendo em vista a resolução dos problemas da economia americana, já declarou, e está a cumpri-lo, que reunirá, em debate, todos os dias, com os congressistas até se chegar a uma conclusão favorável sobre o problema.

Pois bem, vejamos agora o que está a acontecer na Europa. Necessitando a Europa de tomar decisões urgentes face aos problemas dos países endividados, aos quais se juntou agora a Itália ― perfilando-se a Espanha como a cliente que se segue ―, reuniu ontem o Euro grupo e em poucas horas ficou decidido... adiar a tomada de uma decisão lá para Outono próximo.

Eu estou aqui a tentar perceber como é que esse adiamento pode ser benéfico para a Alemanha. Porque só este motivo poderá estar na base do adiamento.

BOM DIA!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

MUTATIS MUTANDIS

«UM MURRO NO ESTÔMAGO»

Resumo porque já a contei aqui uma vez. Em 1970 fui à minha primeira reunião política partidária clandestina. Cerca das 23 horas alguém bateu à porta da casa devoluta, ali ao Rêgo, onde, sentados no chão, prosseguíamos a reunião.

É a PIDE, rasguem os papéis! ― ordenou Sita Vales, que dirigia a reunião. Acto contínuo todos os outros seis camaradas presentes se levantaram e fugiram para quartos vizinhos desfazendo-se cada um como podia dos papéis que tinha entre mãos.

Eu ficara sentado no mesmo sítio e olhava calmamente para tudo o que se passava em meu redor ― fora literalmente paralisado por um enorme cagaço que de mim se apoderara.

Afinal não era a PIDE, é o nosso camarada Jorge que perdera o comboio que o trazia de Coimbra e por isso se atrasou, vamos recomeçar! ― disse Sita Vales. E continuou ― mas primeiro quero felicitar aqui o camarada Agnelo que demonstrou enorme sangue frio e coragem nesta situação ―. Fiquei calado. E durante largos anos não contei isso a ninguém.

Pois querem saber uma coisa? Acho que a tão elogiada reacção (que foi nenhuma) de Passos Coelho e do Governo Português, à decisão da Moody’s de atirar Portugal p’ró lixo, foi idêntica à minha ― De um cagaço paralisante.

“COMONSENSE”

Numa das minhas habituais deambulações blogosféricas fui parar ao blogue Commonsense do Professor Pedro Pais de Vasconcelos. Gostei do que li e por isso o linkei (ao blogue, claro) aqui na coluna do lado direito, e convido os meus leitores a passarem por lá pois darão por bem empregue o seu tempo.

HOSPITAIS PÚBLICOS


Sim, sim! Eu também defendo isso. Mas não é mantendo a maioria dos actuais administradores. E defendo que se pode administrar os hospitais com menos de metade do número actual de administradores hospitalares em funções.

Uma larguíssima maioria dos administradores é constituída ainda por boys partidários que não percebem patavina daquilo que deveriam gerir. Muitos parecem lá estar apenas para “criar” obras de construção civil e promover a aquisição de mobiliário e equipamentos informáticos novos sob a fachada de estarem a fazer ‘reestruturações’ de serviços quando o que fazem é dar a ganhar muito dinheiro às ‘empresas’ contratadas para executar essas ‘reestruturações’, as quais sugam assim o dinheiro que deveria ser canalizado para outros fins ― para meios de diagnóstico, medicamentos, instrumentos cirúrgicos e outro material consumível necessário ao tratamento dos doentes, por exemplo ―.

Muitas das administrações dão a ideia de estarem-se nas tintas para a falta de pessoal (falta para a qual contribuem activamente criando propositadamente condições de trabalho cada vez mais insustentáveis para os profissionais obrigando-os assim a pedirem a demissão, a cessarem os contratos ou a irem para reformas antecipadas e daí para os hospitais privados); e outras administrações ainda estar-se-ão nas tintas para a escassez de recursos terapêuticos e humanos dos hospitais públicos que administram(?).

Mas!... As administrações estão sempre muito atentas às sacrossantas Obras: pinturas de corredores e enfermarias, reconstruções de gabinetes, halls de entrada, balcões, etc.; construção de novos compartimentos e edifícios anexos; aquisição de novos equipamentos informáticos para fins administrativos (novos equipamentos que vêem substituir muitas vezes outros equipamentos ainda novos e que funcionam bem) tudo isto dando a impressão e a ideia de que estes gastos ― não só são desnecessários, como ainda são ‘criados’ do nada apenas para dar a ganhar dinheiro a terceiros sem que isso reverta de facto, directa ou indirectamente, para benefício do doente e promoção da Saúde ― mas lá que beneficiará alguém... sem dúvida que beneficia ―. Estes últimos dois aspectos ― beneficiar o doente e promover a Saúde ― que deveriam ser a preocupação principal de qualquer administração hospitalar, só “de boca” estão presentes.

Nunca mais me esqueço de Correia de Campos no Parlamento declarando solene e veementemente que defendia o fecho de maternidades porque «queria dar mais segurança às grávidas» ― na mesma altura em que se promovia nos hospitais de referência em Lisboa, a poda nas equipas obstétricas de urgência diminuindo-lhes o número de elementos, fragilizando-as e tornando-as menos seguras para as grávidas.

Eu vi e vivi, então, por dentro, o terrorismo selectivo que, no Serviço Público de Saúde, precedeu a debandada (superiormente promovida) dos profissionais de saúde para estabelecimentos privados similares.

Nunca dantes vira tamanha incompetência na gestão de hospitais! Ou, se calhar, tamanha competência na execução de uma agenda oculta!

O BEM PÚBLICO DESTE PAÍS ESTÁ A SER DESTRUÍDO, DE FORMA PROGRAMADA, DESDE HÁ JÁ QUASE UMA DÉCADA.

Os historiadores que cumpram depois o seu papel!...


Nota: Lanço daqui um desafio ao Senhor Ministro da Saúde: Convide-me para um dos cargos de administrador de qualquer um dos hospitais públicos de Lisboa (desde que substituída a actual administração); pague-me apenas o que eu vinha ganhando como especialista antes da reforma antecipada para que fui empurrado e exija depois um bom desempenho ao colectivo responsabilizando-o em conformidade com a Lei.

UMA INDECÊNCIA


Claro que é uma indecência!

E explico porquê: ao "oferecer" aos mais pobres as misericórdias (estas, pobres em recursos humanos, em meios e em especialização) o que acontece é que a via fica aberta para a degradação, o desmantelamento e o fecho de hospitais públicos: uma vez que quem tem mais dinheiro irá para os hospitais privados onde será tratado condignamente.


A conversa de Cavaco esconde a realidade e serve para dar cobertura às maldades do governo contra os mais fracos, os mais pobres e os mais desprotegidos. É a direita em todo o seu esplendor maquiavélico utilizando sofismas e mentiras com o rabo de fora para enganar o pagode.

BARAFUNDA NAUSEABUNDA


Este (des)governo já se revela incompetente porque inconstante nas suas ideias e convicções (antes apoiava as agências de 'rating' ― nunca esquecer disto) e dentre em pouco surgirão outras trapalhadas vindas de vários ministérios cujos titulares têm estado caladinhos que nem ratos deixando falar o seu "primeiro".

Aguardemos pelas "novidades" que surgirão dos ministérios da 'educação'; da 'saúde' e do da 'economia e trabalho (este um ministério que é uma autêntica salada que nem ao diabo lembraria).



A procissão ainda nem saiu da igreja e a barafunda já abunda.

sábado, 9 de julho de 2011

A OSTRA

EIS O HOMEM

João Gonçalves, realizador, produtor e intérprete do blogue Portugal dos Pequeninos, era, até há pouquíssimos meses, um crítico feroz de Pedro Passos Coelho, a quem chamou vários nomes feios ao longo do tempo, tendo ficado para a posteridade o nome de “Alforreca”.

Pois bem, Miguel Relvas, ministro de Passos Coelho, convidou João Gonçalves para assessor do governo...

E aqui temos João Gonçalves ― miudinho, reverentíssimo, agradecido e obrigado ― obrigado com este convite a engolir todos os sapos e demais fauna que trouxera à blogosfera como avatares de Passos Coelho.

Quem lesse (como eu li) as diatribes passadas de João Gonçalves, era levado a ver no escriba um ser com coluna vertebral de aço (no mínimo) capaz de arrostar com todas as contrariedades e maus ventos para manter princípios, opiniões, apreciações políticas, etc.

Pois... O homem é o que podem ver agora: parece uma ostra amestrada...

Comprada ao preço de um ordenadinho mensal...!

Nota: O blogue, Câmara Corporativa, apoiante incondicional de Sócrates e do PS, publica aqui uma pequena recensão sobre os ‘escritos’ de João Gonçalves.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

FELÍCIA CABRITA

Gosto muito de Felícia Cabrita; mas não entendo esta notícia, melhor não entendo o miolo - a história à volta do cadastrado - se calhar é uma história óbvia de mais para a minha complicada cabeça...

quinta-feira, 7 de julho de 2011

O SALMO 23 AOS QUE ACREDITAM

Pacheco Pereira dedica ao governo e aos portugueses o Salmo 23 (de pernas para o ar - como uma vez fizera às setas do PSD).

« • O Senhor é o meu pastor, nada me faltará.»

AGENDA CULTURAL (Relembrando)


Dia 07 Julho 2011:

Lançamento Público, no Centro Cultural da Mala-posta (Odivelas) do Décimo terceiro livro de Poesia do EscritorMÁRIO MÁXIMO, estando a apresentação da Obra a cargo do Dr. Francisco FRAGOSO, com colaboração artística e cultural do Grupo Cénico: TCHON DI KAUBERDI. Evento com início agendado para as 18,30 Horas.

APRENDENDO

Neste último ano e meio, depois da assunção plena da crise em todo o seu esplendor, fiquei mais rico em bagagem lexical tendo aprendido dois novos termos, duas novas palavras hoje por hoje mais representativas daquilo a que se chama eufemismo. E estas palavras são “Imparidade” e “Resiliência”.

Uma imparidade não é mais que o resultado, obviamente negativo e funesto, de uma falcatrua.

E a resiliência, significa tão-só: resistência à queda, ao fracasso, ao colapso.

Da próxima vez que ouvirem um economista ou um banqueiro, armados em carapaus-de-corrida, falar em resiliência ou imparidades, chamem-lhe embusteiro.

― Volta Sócrates, serás perdoado!

CURIOSA ESTRATÉGIA DE “JOGO”

A formação dos PVLE (países vítimas do liberalismo económico) é esta: Grécia à baliza; Portugal e Espanha à defesa; Irlanda, Bélgica e Itália... também à defesa...!

No final do jogo teremos: Estados Unidos 10-0 Europa...

Com a incorrigível Alemanha mais uma vez a recolher os cacos de mais uma tentativa de se apoderar da Europa.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

A IMORALIDADE NA POLÍTICA

Há menos de cinco meses, o PSD socorria-se das notações sucessivamente baixas que as agências de rating davam a Portugal para atacar o governo Sócretino e o PS.

Hoje o PSD socorre-se do PS para, juntos, carpirem mágoas, lamentarem-se e esconjurarem os males que essas agências estão a causar a Portugal. Este é todo um Tempo Novo em que o travesti e o dito por não dito voltam a florescer na política portuguesa, no Parlamento e no governo.

Ora, as agências de rating estão a cumprir o seu papel numa economia capitalista e de mercado... É para isso que elas existem: classificar as economias de vários países e darem a sua “notação” a cada uma delas. Sem interferências desses mesmos países.

Não se entende, por isso, as lamentações governamentais e PSDísticas.

Ou são liberais ou não são! Não podem é ser liberais às segundas, quartas e sextas, e não sê-lo às terças, quintas e sábados.

Pornografia, não!? Um liberal é um liberal e, lá por estar no governo, não deve começar a criticar-se e a pretender assumir posições de esquerda. Se as agências de rating eram boas até há cinco meses atrás ― e não tendo elas modificado o seu comportamento ― só podem continuar a ser aplaudidas pelo PSD quando fazem as notações dos países com economia de mercado, como é Portugal.

Teixeira dos Santos já os tinha avisado! Mas não quiseram saber de nada ― «o poder, o poder, o poder»... «Mas onde é que está o poder! Eu quero o poder» ― era o que diziam até há bem poucos meses os PSDs: os Passos, os Relvas, os, os e os....