quarta-feira, 6 de julho de 2011

NOVO MODELO DE REACÇÃO

Governo e Bruxelas inauguraram esta semana o N.M.R. (Novo Modelo de Reacção) aos acontecimentos e à realidade:  "LAMENTAM" que as coisas aconteçam.

Terão, portanto, ensaiado em coro a "Lamentosa" de Mozart.

Querem ver que estão já a ensaiar para o futuro a "Lacrimosa" deste compositor?!...

UM LIVRO DE KWAME KONDÉ


domingo, 3 de julho de 2011

O ARROZ DE PERDIZES

Do livro de José Quitério, já mostrado e falado:
A palavra para Mestre Fialho [Fialho de Almeida - escritor], ou melhor, para o mestre-cuco José Valentim [primeiro e segundo nomes de Fialho de Almeida]:

O meu arroz já por várias vezes mereceu as honras da Imprensa, e não admiro, porque ele é obra íntegra e cientificamente criada para lisonja dos mais subtis requintes gustativos.
V. quer que eu lhe mande por escrito a receita. Quando eu era médico acontecia pedirem-me também receitas por escrito; vai, não nas mandavam aviar...

[E vem então a receita do arroz de perdizes de Fialho. E continua a seguir José Quitério reintroduzindo Fialho]:

Receitado o pitéu, salte a historieta. Fialho de Almeida afirmou que este seu arroz de perdizes fez antecipar a Páscoa. Ouçamo-lo em diálogo com um amigo:

― E é então maravilhoso esse petisco?
Tão maravilhoso que uma vez antecipei a Páscoa com ele, de três dias.
― Como assim?
Estava a prepará-lo na rua da Condeça, em Sexta de Paixão, e nisto quatro argoladas na porta, de tremer. Vai a criada... era Nossa Senhora da Soledade, que saída na processão do enterro, vira de repente erguer-se do esquife o Salvador do Mundo, gritando «parem! parem!» ― mal lhe chegaram às ventas os perfumes ressurreccionais do meu arroz.
― Ressuscitou. E a respeito de subir ao céu?
Qual subiu ao céu! Jantou connosco. Sabe que sou médico. Pois muito à puridade lhe digo que foi também o único sucesso clínico na minha vida de doutor.

AI CORAÇÃO!...

Maria Sharapova, ontem, no torneio de Wimbledon

A MENTIRA EM DÓ MAIOR



Sócrates mentia gesticulando e fazendo nhé-nhé-nhés.
Nisto passos é efectivamente diferente – Mente com voz de barítono, em Dó-maior e afagando a melena à la Guterres.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

ROSANA SORIANO


Ganhei inesperadamente uma amiga importante. A pintora espanhola, natural de Mérida, Rosana Soriano. Gosto imenso de conviver com artistas plásticos. São pessoas com quem normalmente tenho enorme empatia.

Veja aqui alguns dados desta artista.

JOSÉ QUITÉRIO

Este é daqueles livros de alto valor cultural infelizmente consumidos apenas em pequenos nichos de mercado por não merecerem publicidade nem críticas favoráveis promocionais visto não serem "populares" e não servirem, por isso, para entretenimento, pois, o que mais se quer nesta enganada sociedade de plástico que os poderes dominantes criaram é divertir-se e esquecer as agruras do quotidiano com histórias do "jet seis" nacional, relatos de namoros, divórcios, cenas patetas e acidentes e funerais de "artistas" e ídolos de grandes massas suburbanas.

Para quem gostaria de ler este livro direi: procure-o, mas muna-se de muita, muita sorte! É que o livro está esgotado e ainda não é suficientemente velho (é de 2005) para se encontrar nos alfarrabistas. Tive a sorte de adquirir o último exemplar disponível na editora (por um grande favor do livreiro pois já estava classificado para recolher à estante das sobras únicas).

Fica aqui este cheirinho:

«Completaram-se em 18 de Outubro de 1989 duzentos e cinquenta anos sobre a morte, na fogueira, de António José da Silva, O Judeu. Assassinado pela Santa Inquisição. Tinha 34 anos de idade.
... O que é que uma coluna de gastronomia tem a ver com isso? Em primeiro lugar, feita por um homem livre, num espaço livre, tem liberdade para evocar esta ou quejanda efeméride. Depois, também aqui há matéria alimentícia a justificar o enquadramento.»

E começa então José Quitério a falar-nos acerca da alimentação dos encarcerados nas masmorras da Inquisição, passando a seguir para o autêntico regabofe que «os senhores inquisidores, apaniguados e demais funcionários do aparelho do ofício santo» protagonizavam «antes e durante os monstruosos espectáculos que encenavam.» Dizendo ainda: «Talvez até o cheiro a carne humana queimada lhes fosse estímulo para o luxo de iguarias e doces com que se banqueteavam nessas alturas.»

quinta-feira, 30 de junho de 2011

A 4ª MENTIRA DE PASSOS COELHO

À ATENÇÃO DE “O JUMENTO”
Na blogosfera “O Mentirómetro de Passos Coelho”, colocado no blog O Jumento, já registou até agora 3 mentiras do primeiro-ministro. Eu acabei HÁ POUCO de registar a então 4ª mentira: O primeiro-ministro disse há bocado no Parlamento que uma das razões para os despedimentos nos Estaleiros de Viana do Castelo prende-se com «a falta de encomendas» a essa empresa.
Honório Novo, deputado do PCP (não desmentido por ninguém no Parlamento) disse ao senhor primeiro-ministro que a afirmação deste era «uma mentira» visto que aqueles estaleiros navais «têm uma carteira de encomendas num valor superior a 500 milhões de euros, até 2014».

quarta-feira, 29 de junho de 2011

O MOMENTO “X”

Todos os dias acontecem coisas extraordinárias. Todos os dias rebentam autênticas bombas atómicas nos corações de pessoas. A vulgarmente chamada “relação a dois” deveria antes chamar-se, na grande maioria dos casos, com todo o a-propósito, “RAlação a dois”.

Ao longo da vida conheci largas dúzias de “parelhas” que me levaram a perguntar-me: ― mas será que as pessoas se juntam mais para se destruírem do que para outro fim diferente qualquer positivo?!

É normalmente no remanso do lar, entre as trocas de fraldas dos filhos, o banho e as refeições dos miúdos; de carnavalescas férias familiares na praia ou no campo, que acontecem as coisas mais sórdidas entre as pessoas.

Sem trazer p’raqui casos mais extremos de crimes de sangue e crimes sexuais hediondos, trago crimes mais comezinhos e menos espectaculares, mas nem por isso menos destrutivos ― as tais bombas atómicas nos corações ―.

Desde o rebuscar devassador de gavetas, de carteiras, malas e forros de malas; de buscas a caixotes no sótão, na arrecadação ou na despensa; colocação de gravadores em casa ou nos automóveis ― até à sofisticação da compra de “material de espionagem” em lojas especializadas e na Net ―, de tudo se serve para fazer a “guerra surda” declarada, muitas vezes inconscientemente, entre “dois seres que se amam”. Declaração mor da vezes feita na presença de um conservador ou de um padre, ou apenas na companhia de amigos, à qual quase invariavelmente se seguem “copos de água” e festas do mais variado cariz celebrando a união do par.

Saiba-se que para além dos métodos clássicos hoje obsoletos de espionagem acima descritos, há já muito tempo que é possível “equipar” a vítima oferecendo-lhe, normalmente por alturas do Natal ou do aniversário, por exemplo: um lindo telemóvel ou smartphone armadilhado ― toda a actividade do aparelho é fielmente monitorizada por um outro aparelho que o/a ofertante também adquiriu para o efeito.

Mas há mais. É possível, há mais de uma década, comprar um software, um programinha chamado “keylogger”, que se instala no computador da vítima e que regista toda a actividade do teclado desse computador; a leitura pode depois ser feita por uma visita que o/a armadilhador(a) faça a esse mesmo computador em altura mais conveniente. Mas há também keyloggers instalados em hardware (um pequeno dispositivo que se liga entre o terminal do fio do teclado e o computador) que não obriga o/a “pirata” a ligar o computador para ter acesso ao registo: bastar-lhe-á retirar o dispositivo e levá-lo para outro computador que lá consultará o registo de toda a actividade da vítima durante todo o tempo que esta utilizou o seu computador ― os keyloggers têm espaço para gravar meses, anos de actividade de um computador se for preciso ― e depois é só ter a paciência de ir à procura “do que interessa" (correspondência, passwords, etc.).

Aparentemente tranquilo(a) e arrumadinho(a) no seu lugar, desempenhando na perfeição o seu lugar na família, o/a armadilhador(a) faz vida de santo(a) e vai compilando o seu explosivo dossiê.

Quando chegar o “momento X” ― com calma aparente e espírito fervente (muitas vezes destroçado(a) e humilhado(a)) o/a armadilhador(a) retira a cavilha da bomba... e PUMMM...!

JÁ ESTÁ!

terça-feira, 28 de junho de 2011

"O CARIL DO AGNELO"

O meu caril ― que me dá tanto trabalho a fazer e cuja confecção costuma contar com a presença, na cozinha, de amigos que vão trocando brindes entre copos de bebidas várias e muita conversa interessante, enquanto eu me concentro na cocção do repasto ― levou-me ultimamente a viver um episódio arrepiante que vou contar a seguir.

Não sei se sabem, mas a minha receita de caril - tão afamada entre os meus amigos que vivem em Lisboa – nem sempre fez o sucesso que eu acho que merece. Numas férias por mim gozadas fora de Lisboa, fiz uma vez questão de levar todos os ingredientes que costumo utilizar no “Caril do Agnelo" para deliciar um grupo de pessoas.

Qual não foi a minha decepção quando, mais tarde, certo dia, fiquei a saber directamente da boca de um das pessoas, de um dos comensais, que o meu caril “não prestava” porque «tinha os camarões mergulhados no molho que era muito» (como deve ser, aliás!).

A reprovação era sustentada na impressão visual primitiva “optométrística” do comensal: a quem não interessavam os sabores, os cheiros, a temperatura e a textura dos alimentos apresentados; a sábia utilização do picante, a conjugação do caril com o arroz branco Basmati puro cozido sem sal (como é da praxe) e servido logo após ter sido escorrido ― nada disso interessava!

O caril “não prestava” porque «o molho era muito» (em quantidade e para a medida da pessoa, entenda-se ― caramba, ela até podia doseá-lo a gosto, não é!?); mas não: definitivamente «aquilo não era caril».

Muito se sofre neste mundo, Meu Deus! Tende piedade de mim! E a essa pessoa e a outras que tais... perdoai-lhes porque não sabem o que são: a Culinária, a Gastronomia, a Enologia, por exemplo. E estou em crer que se alguém um dia tiver a desdita de se lhes apresentar como sendo um gourmet – ou zangam-se a valer, ou sacam da pistola e abatem-no.

São pessoas para quem a vida é muito simples; são pessoas simplórias, é isso mesmo: comem para enfardar e bebem para se embebedarem... Para elas “degustação” é uma palavra sem significado.
Triste vida...!

"EMOÇÕES BÁSICAS"

Foi introduzido mais um "link" na lista de Blogues favoritos, na coluna do lado direito. O novo "linkado" é o excelente blogue "Emoções Básicas".

Clique, visite e dê por bem empregue o seu tempo.

E PORQUE A MEMÓRIA É FRACA



E TAMBÉM PORQUE A JUVENTUDE NÃO ESTUDA HISTÓRIA

Leiamos esta evocação dos famigerados "Tribunais Plenários" do Regime Salazarista/Marcelista, feita pelo Prof. Borges Coelho nos idos de 2006.

«Os Tribunais Plenários integravam-se no sistema de terror, legitimando-o.»

BALSEMÃO DISTARÍDO!? OU SENIL?!

Ao ler isto lembrei-me dos tempos da ditadura salazarista/marcelista em que o Regime fabricou os famigerados "Tribunais Plenários" que quase invariavelmente decidiam que os acusados presos pela PIDE eram «contra a Nação», pelo que eram “normalmente” condenados a pesadas penas de prisão.

Vá lá que o jornal Expresso ainda admite que o preso acusado possa ter alguma chance de sair absolvido. Mas lá que constituiu o seu Tribunal Plenário Privado... Ai constituiu, constituiu!!!

BOM DIA!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

APRENDAMOS COM QUEM SABE

Álvaro Santos Pereira, ministro da economia e mais uns pozinhos, quer que lhe chamem Álvaro porque um dia conheceu um Mark a quem chamavam Mark.

Perguntais:  onde está a sabedoria?!

Resposta: ― Está no facto de até do óbvio Álvaro ter retirado uma importante lição. Pois então!...

ATENÇÃO ATENÇÃO


HOJE É O PRIMEIRO DIA

DO RESTO DA VIDA DESTE GOVERNO


BOM DIA!

UMA OBRA-PRIMA


domingo, 26 de junho de 2011

HAVERÁ GATO AQUI?!

Venho manifestar um desejo. Que haja no semanário Expresso alguém com suficiente coragem e noção do que é o interesse público, que ao menos faça um “leak” da última crónica de Nuno Crato intitulada Números e Letras, que deveria sair no último número do jornal e não foi publicada «em virtude de o autor ter sido nomeado ministro da Educação».

Deve ser muito interessante ler essa crónica pois não estou a ver porquê um autor tem de se autocensurar até à exclusão só pelo facto de ter sido nomeado ministro.

sábado, 25 de junho de 2011

O FENÓMENO

[Julgavam que eu vinha falar do futebolista brasileiro, Ronaldo? Pois enganaram-se! Vou falar é de alguém bem mais importante do que esse.]

Ainda há pouco, na cozinha, frigindo um bife para um jantar solitário, liguei o receptor de rádio na Antena 1 e ouvi logo o Armando Carvalhêda em início de conversa com Paulo de Carvalho.

Armando Carvalhêda é daquelas pessoas que acho que ― mais que uma medalha; mais que uma condecoração; mais que um prémio; mais que uma estátua ― merece que se construa uma catedral em sua honra.

Este homem, ao longo de anos e anos, já apresentou quase quinze milhões de canções e entrevistou setecentos mil “artistas” perguntando-lhes sempre as mesmas coisas do costume: «quando começou», «como é que foi», «o que sentiu naquele dia tal», terminando com a mais repetida de todas as perguntas: «e agora, o que é que vem a seguir?»

Mas o que é verdadeiramente genial em Armando Carvalhêda, e muito me admira até à minha proposta da catedral, é que ele faz essas perguntas utilizando sempre as mesmas palavras ― e nunca correram com ele dessa função de apresentador de canções e de “artistas” (fórmula que ele usa para tratar, tanto quem canta como qualquer um que gargareja)!...

CRÓNICA TRÁGICO-MARÍTIMA (2)

DO BARCO E SUA TRIPULAÇÃO

O capitão estabelece um alvo para o barco ― um porto seguro ― o barco sai de um porto "A" em direcção a um porto seguro "B";

O piloto observa o roteiro da viagem, bem como os desvios do rumo ideal causados pelos ventos, pelas correntes marítimas, etc., e decide a cada momento quais as modificações do roteiro para corrigir os desvios;

O timoneiro executa as correcções decididas pelo piloto, a fim de manter o barco na rota certa;

Os remadores fornecem a energia propulsora do barco.

«A arte de governar navios (kibernetiky) seria um atributo do piloto e não do capitão, do timoneiro ou do remador. O piloto é o processador da informação entre o alvo e o meio-ambiente, para conduzir a acção. A própria raiz grega deu origem à palavra latina "cubernatur", que serviria para designar a arte tanto de governar navios como Estados.»

Num navio o piloto é um homem. Num Estado, o piloto é o conselho de ministros, pois, um só homem não conseguiria processar todos os dados e decidir os desvios do rumo ideal causados por tantos ventos cruzados, por tantas correntes marítimas de sentidos diversos, etc., e decidir a cada momento quais as modificações do roteiro para corrigir os desvios;

O timoneiro é toda a máquina do Estado constituída pelas instituições que dele fazem parte e pelos funcionários dessas instituições;

E os remadores, somos todos nós trabalhadores e contribuintes.

Daí que: se se espreme e mata à fome o remador ― o barco ficará à mercê das tormentas.

E despedaçar-se-á!

E por mais seguro que seja o porto que o capitão Coelho tenha escolhido como destino, o naufrágio não se evitará nestas circunstâncias.

AGENDA CULTURAL

da Associação Cultural/Grupo Cénico: TCHON DI KAUBERDI para o Mês de Julho 2011:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895).


                        Dia 07 Julho 2011:
                                    Lançamento Público, no Centro Cultural da Mala-posta (Odivelas) do Décimo terceiro livro de Poesia do Escritor, MÁRIO MÁXIMO, estando a apresentação da Obra a cargo do Dr. Francisco FRAGOSO, com colaboração artística e cultural do Grupo Cénico: TCHON DI KAUBERDI. Evento com início agendado para as 18,30 Horas.

                        Dia 11 Julho 2011:
                                    Estreia da peça Teatral: “A lua muito pequena e a caminhada perigosa”, pelo Grupo Cénico TCHON DI KAUBERDI, na Sala dos Espelhos do Palácio Foz, em Lisboa, a partir das 18,30 horas.
                                    Metro Restauradores.

                        Dia 25 Julho 2011:
                                    A Associação Cultural/Grupo Cénico: TCHON DI KAUBERDI, leva a cabo, numa cerimónia Pública, uma singela Homenagem ao distinto músico cabo-verdiano, Armando Tito, na Sala dos Espelhos (Palácio Foz), em Lisboa, em colaboração com o Conjunto musical cabo-verdiano, MORABEZA, do qual, Armando Tito faz parte.
                                    O Evento está agendado para iniciar, a partir das 18,30 horas. Desde já estão convidados todos e todos, sem excepção.

                        Informação Importante:
                        A partir do dia 26 Julho 2011, o TCHON DI KAUBERDI vai estar, em Cabo Verde, a convite da Universidade de Santiago (US), para levar a cabo um conjunto de actividades cénicas e teatrais.

Lisboa, 23 Junho 2011
Francisco FRAGOSO