terça-feira, 28 de junho de 2011

BALSEMÃO DISTARÍDO!? OU SENIL?!

Ao ler isto lembrei-me dos tempos da ditadura salazarista/marcelista em que o Regime fabricou os famigerados "Tribunais Plenários" que quase invariavelmente decidiam que os acusados presos pela PIDE eram «contra a Nação», pelo que eram “normalmente” condenados a pesadas penas de prisão.

Vá lá que o jornal Expresso ainda admite que o preso acusado possa ter alguma chance de sair absolvido. Mas lá que constituiu o seu Tribunal Plenário Privado... Ai constituiu, constituiu!!!

BOM DIA!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

APRENDAMOS COM QUEM SABE

Álvaro Santos Pereira, ministro da economia e mais uns pozinhos, quer que lhe chamem Álvaro porque um dia conheceu um Mark a quem chamavam Mark.

Perguntais:  onde está a sabedoria?!

Resposta: ― Está no facto de até do óbvio Álvaro ter retirado uma importante lição. Pois então!...

ATENÇÃO ATENÇÃO


HOJE É O PRIMEIRO DIA

DO RESTO DA VIDA DESTE GOVERNO


BOM DIA!

UMA OBRA-PRIMA


domingo, 26 de junho de 2011

HAVERÁ GATO AQUI?!

Venho manifestar um desejo. Que haja no semanário Expresso alguém com suficiente coragem e noção do que é o interesse público, que ao menos faça um “leak” da última crónica de Nuno Crato intitulada Números e Letras, que deveria sair no último número do jornal e não foi publicada «em virtude de o autor ter sido nomeado ministro da Educação».

Deve ser muito interessante ler essa crónica pois não estou a ver porquê um autor tem de se autocensurar até à exclusão só pelo facto de ter sido nomeado ministro.

sábado, 25 de junho de 2011

O FENÓMENO

[Julgavam que eu vinha falar do futebolista brasileiro, Ronaldo? Pois enganaram-se! Vou falar é de alguém bem mais importante do que esse.]

Ainda há pouco, na cozinha, frigindo um bife para um jantar solitário, liguei o receptor de rádio na Antena 1 e ouvi logo o Armando Carvalhêda em início de conversa com Paulo de Carvalho.

Armando Carvalhêda é daquelas pessoas que acho que ― mais que uma medalha; mais que uma condecoração; mais que um prémio; mais que uma estátua ― merece que se construa uma catedral em sua honra.

Este homem, ao longo de anos e anos, já apresentou quase quinze milhões de canções e entrevistou setecentos mil “artistas” perguntando-lhes sempre as mesmas coisas do costume: «quando começou», «como é que foi», «o que sentiu naquele dia tal», terminando com a mais repetida de todas as perguntas: «e agora, o que é que vem a seguir?»

Mas o que é verdadeiramente genial em Armando Carvalhêda, e muito me admira até à minha proposta da catedral, é que ele faz essas perguntas utilizando sempre as mesmas palavras ― e nunca correram com ele dessa função de apresentador de canções e de “artistas” (fórmula que ele usa para tratar, tanto quem canta como qualquer um que gargareja)!...

CRÓNICA TRÁGICO-MARÍTIMA (2)

DO BARCO E SUA TRIPULAÇÃO

O capitão estabelece um alvo para o barco ― um porto seguro ― o barco sai de um porto "A" em direcção a um porto seguro "B";

O piloto observa o roteiro da viagem, bem como os desvios do rumo ideal causados pelos ventos, pelas correntes marítimas, etc., e decide a cada momento quais as modificações do roteiro para corrigir os desvios;

O timoneiro executa as correcções decididas pelo piloto, a fim de manter o barco na rota certa;

Os remadores fornecem a energia propulsora do barco.

«A arte de governar navios (kibernetiky) seria um atributo do piloto e não do capitão, do timoneiro ou do remador. O piloto é o processador da informação entre o alvo e o meio-ambiente, para conduzir a acção. A própria raiz grega deu origem à palavra latina "cubernatur", que serviria para designar a arte tanto de governar navios como Estados.»

Num navio o piloto é um homem. Num Estado, o piloto é o conselho de ministros, pois, um só homem não conseguiria processar todos os dados e decidir os desvios do rumo ideal causados por tantos ventos cruzados, por tantas correntes marítimas de sentidos diversos, etc., e decidir a cada momento quais as modificações do roteiro para corrigir os desvios;

O timoneiro é toda a máquina do Estado constituída pelas instituições que dele fazem parte e pelos funcionários dessas instituições;

E os remadores, somos todos nós trabalhadores e contribuintes.

Daí que: se se espreme e mata à fome o remador ― o barco ficará à mercê das tormentas.

E despedaçar-se-á!

E por mais seguro que seja o porto que o capitão Coelho tenha escolhido como destino, o naufrágio não se evitará nestas circunstâncias.

AGENDA CULTURAL

da Associação Cultural/Grupo Cénico: TCHON DI KAUBERDI para o Mês de Julho 2011:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895).


                        Dia 07 Julho 2011:
                                    Lançamento Público, no Centro Cultural da Mala-posta (Odivelas) do Décimo terceiro livro de Poesia do Escritor, MÁRIO MÁXIMO, estando a apresentação da Obra a cargo do Dr. Francisco FRAGOSO, com colaboração artística e cultural do Grupo Cénico: TCHON DI KAUBERDI. Evento com início agendado para as 18,30 Horas.

                        Dia 11 Julho 2011:
                                    Estreia da peça Teatral: “A lua muito pequena e a caminhada perigosa”, pelo Grupo Cénico TCHON DI KAUBERDI, na Sala dos Espelhos do Palácio Foz, em Lisboa, a partir das 18,30 horas.
                                    Metro Restauradores.

                        Dia 25 Julho 2011:
                                    A Associação Cultural/Grupo Cénico: TCHON DI KAUBERDI, leva a cabo, numa cerimónia Pública, uma singela Homenagem ao distinto músico cabo-verdiano, Armando Tito, na Sala dos Espelhos (Palácio Foz), em Lisboa, em colaboração com o Conjunto musical cabo-verdiano, MORABEZA, do qual, Armando Tito faz parte.
                                    O Evento está agendado para iniciar, a partir das 18,30 horas. Desde já estão convidados todos e todos, sem excepção.

                        Informação Importante:
                        A partir do dia 26 Julho 2011, o TCHON DI KAUBERDI vai estar, em Cabo Verde, a convite da Universidade de Santiago (US), para levar a cabo um conjunto de actividades cénicas e teatrais.

Lisboa, 23 Junho 2011
Francisco FRAGOSO

CRÓNICA TRÁGICO-MARÍTIMA

Portugal tem hoje um governo jovem formado por ministros jovens, muitos deles adolescentes à data da Revolução dos Cravos (dois deles nascidos depois do 25 de Abril de 1974). Oiço dizer e leio que são ministros "ultra-bem-preparados" ― bem preparados teórica, técnica e politicamente (neste último aspecto só alguns, dizem).

Toda a gente espera um desempenho excepcional ― talvez mesmo miraculoso ― deste governo.

Daqui a dois dias, já na próxima segunda-feira, dia 27, a máquina infalível do governo começará a rodar e a botar cá para fora os resultados das suas decisões e deliberações sob a forma de orientações internas, decretos, portarias e o mais que é da praxe.

E não pensem os senhores ministros e o próprio governo, que nunca viveram uma convulsão social ― como o 25 de Abril e todas as que se lhe seguiram, por exemplo ―, não pensem, dizia eu, que a sociedade está sossegadinha, sentadinha e paradinha para, agradecida e obedientemente, colocar a cabeça no cepo e entregar-se para decapitação às mãos dos bancos nacionais e internacionais que lhe querem sugar a pouca linfa que lhe resta no corpo.

Como diria o jornalista Carlos Fino, esta «calma tensa» em que se vive desde a queda merecidíssima de Sócrates, não prenuncia nada de bom para o futuro.

Vai haver muita luta, muita contestação social, muito distúrbio, muita coisa feia em Portugal nos próximos tempos. Feliz ou infelizmente.

Este é o último fim-de-semana tranquilo deste governo e dos seus ministros! Veremos até quando o capitão (ao qual Cavaco Silva, no seu desconhecimento das coisas náuticas, um dia chamou timoneiro) e demais marinheiros deste governo manterão o barco à tona e se manterão no mesmo.

A BÚSSOLA GELATINOSA DE ASSIS

Francisco Assis só pode estar com a bússola avariada quando produz afirmações destas:


Quer dizer: No governo é com o PSD e o CDS!... Para a Câmara do Porto ― é com os inimigos à esquerda!

Pelo sim pelo não, lá vai tentando deixar crescer aquela amostra de barba pouco abonada que, ao que parece, não cresce porque lhe falta o estrume ideológico adequado.

Vai ser trucidado por Seguro nas eleições internas do PS. Com Assis o PS nunca mais se levantaria sob o ponto de vista de identidade ideológica.

Parafraseando Manuel Maria Carrilho: Francisco Assis «é pura gelatina política».

Nota (às 20:18): O que ficou escrito acima não quer dizer que com António José Seguro o PS recuperará a pouca ideologia que Mário Soares lhe tinha transmitido. Seguro é uma abóbora que precisa ser aberta para se contar as pevides que até hoje ninguém viu e nem se sabe se as tem.

terça-feira, 21 de junho de 2011

GRANDE COMEÇO



O bufão da última campanha eleitoral legislativa terminou ontem a sua representação levando no cu o tiro que pretendia na cabeça.

domingo, 19 de junho de 2011

MANUEL CARVALHO DA SILVA

Revejo-me inteiramente no que abaixo transcrevo deste artigo de Carvalho da Silva:

«Juan Somavia disse, com grande a-propósito, que as pessoas estão "descrentes e decepcionadas" porque percebem que as grandes instituições financeiras são consideradas pelo poder político como "demasiado fortes para quebrar", enquanto a maior parte das pessoas são consideradas, por esse mesmo poder, "demasiado pequenas para terem importância". Quando conseguiremos, na Grécia ou em Portugal, ter governos que invertam estas importâncias?

Porquê a OIT não acompanhou, em pé de igualdade com o FMI, a elaboração do chamado programa de apoio a Portugal? A resposta está na denúncia de Somavia!

Em Portugal, neste tempo de cada vez maiores sacrifícios aos trabalhadores e ao povo, quão importante seria se o novo Governo, em vez de adoptar as receitas da troika, analisasse o conteúdo daquele relatório e seguisse as suas recomendações e propostas!

No relatório já citado, afirma-se: "está emergindo numa nova era mundial" e "a experiência histórica mostra-nos que as novas eras começam com o colapso dos dogmas e das estruturas de poder dominantes", mas "as alternativas não nos vêm oferecidas como um produto acabado. Há que construí-las". Essa construção tem de ser feita com a participação dos trabalhadores e dos povos, criando e valorizando o emprego.

Como afirmei na conferência, é necessário dizer não a políticas de dominação estrangeira, à imposição dos interesses do poder financeiro e económico, à humilhação dos trabalhadores e do povo. É preciso produzir bens e serviços úteis ao desenvolvimento da sociedade e compromissos de um futuro melhor para os jovens em vez de os maltratar. Pelo futuro, é necessário vencer a hipocrisia.»

sábado, 18 de junho de 2011

CURA IMEDIATA E DEFINITIVA

Não tenho a mínima dúvida de que Paulo Macedo, o ora apontado futuro Ministro da Saúde, vai de certeza tratar da saúde à Saúde.

Com este currículo, quem é que terá a coragem de duvidar!?



[Jorna "PUBLICO" de 17-06-2011]

Temas para Reflexão:

Peça Ensaística Terceira:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1883-1895)
            Prosseguindo (avisada e pedagogicamente), o nosso Estudo Ensaístico, temos (então), que:
(A)      O Capitalismo Mundial (entendido como) a possibilidade de frutificar o seu capital pelo investimento ou colocação económica, se porta (por conseguinte), muito bem. As Sociedades (elas), para retomar a separação do social e do económico, com a qual (vivemos, desde mais de um século), vão (antes, sobremaneira mal). Os dados (neste ponto), são muito conhecidos, com ênfase, para o desemprego (designadamente):
a.     A curva francesa do desemprego se assume do seguinte modo: 3% da população activa em 1973; 6,5% em 1998 e cerca de 12% (presentemente). Em Fevereiro 1998, contava-se (um pouco mais) de 3 (três) milhões de desempregados (no sentido) da categoria 1 da ANPE, a qual está longe fazer a conta, de todos os (que andam à procura de emprego), conhecidos na ANPE e não englobam (tão pouco), os desempregados dispensados da procura de emprego, pelo facto da sua idade, os que se encontram, na situação de pré-reforma, os que beneficiam de uma formação ou de um contrato do tipo CES ou assimilado. Donde, o número das pessoas “privadas de emprego”deve (por conseguinte), ser estimado a 5 (cinco), milhões, em 1995 contra 2,45 em 1981 (CERC-Association, 1997 a).
b.    Todavia (infelizmente), a situação média da Europa é quase nada melhor.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

ACOSSADOS

Já que não é possível tomar de imediato o poder às poderosas agências de rating de que vive o capitalismo moderno neoliberalão - É isto mesmo que é preciso fazer: acossar os políticos para que se mude de paradigma na Europa.

domingo, 12 de junho de 2011

FIGURA SINISTRA

Não foi só com a corrida de Sócrates que exultei após as eleições; também gostei imenso que esta figura sinistra de «malhador»-mor tenha saído pela porta dos fundos em direcção ao caixote do lixo dos eleitores.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

VIVA! PORRA! FINALMENTE!

Finalmente o Sócrates foi corrido e agora vai para o leme o (timoneiro, como um dia disse Cavaco) Passos Coelho.

Acredito que o homem não mente como o outro e por isso exulto com as promessas de ontem no Marquês de Pombal:

1) «Trabalharemos para que os nossos jovens não tenham que sair para procurar trabalho no estrangeiro».

2) «Vamos ajudar [cinco milhões de portugueses] os que mais sofrem e mais precisam».

Para começo - isto é todo um programa revolucionário que espantará o mundo.

Veremos!...

domingo, 5 de junho de 2011

ENTOMOLOGIA

Preciso equacionar com brevidade o meu regresso a Lisboa.
Já estou nos limites da minha capacidade para conviver com a nossa enorme variedade e profusão de insectos aqui em Cabo Verde.
Para mais quero ir conhecer em primeira mão o País Novo que vai sair das eleições de hoje - neste aspecto estou em pulgas (mais um insecto).

sábado, 4 de junho de 2011

Temas de Reflexão:

Peça Ensaística Segunda:


Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895).


                        NP:

                        O capitalismo prospera; a Sociedade se degrada. O lucro cresce, como a exclusão. A verdadeira crise não é do capitalismo. Sim (efectivamente), a verdadeira crise é a crise da crítica do capitalismo.
                        Demasiado (frequentemente), vinculada a vetustos esquemas de análise, a crítica conduz muitos protestadores a retrair sobre modalidades de defesa eficazes, no passado, porém doravante (amplamente) inadaptadas às novas formas do capitalismo arvorado (de novo).
OOO

                        Antes de mais, vale a pena lembrar o seguinte:
                        É que (a partir) dos meados da década dos anos setenta do século XX pretérito, o capitalismo renuncia ao princípio fordista da organização hierárquica do trabalho para desenvolver uma nova organização em rede, edificada sobre a iniciativa dos actores e da autonomia relativa do seu trabalho (todavia), ao preço da sua segurança material e psicológica.

                        Entretanto (o que é facto), é que:
                        Este novo espírito do capitalismo triunfou graças a formidável recuperação da “crítica artista” (a que após Maio-68, sem interrupção denunciou) a alienação da vida quotidiana pela aliança estabelecida entre o capital e a burocracia. Uma recuperação que matou a “crítica artista”. No mesmo lapso de tempo, a “crítica social” errava a viragem do neo-capitalismo e se quedando imobilizado aos vetustos esquemas da produção hierarquizada. Deste modo, se a encontra (por conseguinte), assaz atenuada (aquando da chegada do Inverno da crise).

                        Posto isto, se nos afigurou, pertinente e oportuno, estudar estas duas críticas complementares do capitalismo.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

BOLETIM CLÍNICO

Como habitante, contribuinte fiscal e eleitor em Portugal, sentir-me-ei aliviado, contente mesmo, se Sócrates for derrotado no domingo.

Ausente não poiderei votar; mas espero que o PCP segure o seu eleitorado e mantenha assim a sua capacidade reivindicativa e de movimentação de massas, que bem precisas vão ser nos próximos anos.