quarta-feira, 16 de março de 2011

Epístola Vigésima Quinta:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895)


Da pertinente questão que se prende com as Hemorragias cerebrais do Continente Africano:

(1)       As políticas migratórias, no Norte, são perspicazes em reconhecer as suas necessidades em migrantes qualificados que braços para embalar os seus pimpolhos e acompanhar os mais velhos. Contudo, não se pode dizer que o rendimento cerebral dos políticos europeus da “imigração escolhida” seja (sobremaneira) competitivo.
(2)       Os estudos estimam (presentemente) um incremento acentuado de migrantes educados, designadamente provenientes da África sub sariana para o Norte. A metade dos migrantes originários da Nigéria e da África do Sul e (aproximadamente) um terço dos migrantes originários do Quénia, do Gana ou da Etiópia possuem um nível de educação terciário. Todavia, muitos destes Africanos qualificados exercem nos países de acolhimento actividades não qualificadas, o que representa (à evidência) uma alocação (sub óptima) das competências à escala internacional.
(3)       De sublinhar, que o impacto deste êxodo de competências no desenvolvimento dos países de origem coloca-lhes um problema enorme. Em parte nenhuma, esta “fuga de cérebros” não é mais chocante que, no âmbito do sector médico, numa época em que médicos, farmacêuticos e enfermeiras fazem (cruelmente) falta em África. De feito, o panorama não é nada brilhante (antes pelo contrário). Vejamos então a situação:
a.     Enquanto em França 209 000 médicos tratam 62 milhões de habitantes, estão recenseados (apenas) 96 000 no Sul do Sara para uma população de 860 milhões de habitantes, seja um ratio de cobertura de mais de um a vinte entre a França e a África.
b.    Duas vezes mais de médicos angolanos exercem em Portugal que em Angola e quase tantos clínicos senegaleses exercem em França que no Senegal.
c.     No entanto (de sublinhar), que a França como o essencial dos países industrializados, continua a recrutar médicos Africanos, investindo somas importantes, no âmbito da Saúde Pública do sub continente.

terça-feira, 15 de março de 2011

UMA LIÇÃO DE SOARES A PACHECO PEREIRA

SOBRE O FENÓMENO “GERAÇÃO À RASCA"
«Foram manifestações perfeitamente ordeiras que mostraram o desespero que se vive e em que participaram muitos milhares de pessoas de todas as idades. Curiosamente tantos idosos e gente de meia-idade, mulheres e homens, como jovens. Em certos momentos, com um ar de festa, a lembrar as manifestações espontâneas do 25 de Abril. Os jovens mais pobres - desempregados e imigrantes - dos arredores das grandes cidades, poucos participaram, estranhamente, em comparação com os jovens com cursos superiores, sem emprego, filhos em geral das classes médias, que disseram querer emigrar. Foi uma manifestação que merece um estudo sociológico aprofundado e isento. Mas que o Governo, nas dificuldades do presente, não pode nem deve menosprezar. É um sinal tremendo que deve ser tomado em conta. Tanto mais que, estrategicamente, os professores também se manifestaram, no mesmo dia; os condutores de veículos pesados entraram em greve no dia seguinte e por tempo indeterminado; e no dia 19, salvo erro, a Intersindical (CGTP/IN) tem convocada uma grande manifestação. Perante tais sinais os responsáveis não devem encolher os ombros, como habitualmente. São expressões múltiplas de um mal-estar social e político que está a levedar, vai intensificar-se, mas contém energias que podem ser úteis. Pode ser muito perigoso.

SOARES DEIXA CAIR O MENINO

segunda-feira, 14 de março de 2011

CONTRA PONTO

Assisti ontem a uma actuação bizarra de Pacheco Pereira no seu (dele) programa, Ponto Contra Ponto, na Sic Notícias. Bizarra porque actuou como um verdadeiro transformer: Do produto genuíno do Maio 68 que foi até certa altura (década de setenta pelo menos), transformou-se, politicamente falando, indo buscar uma entrevista de Raymond Aron (um opositor dos protagonistas de Maio 68) ― um opositor que Pacheco, ao tempo, deveria certamente ter abominado ― para MUITO SUBTILMENTE se carregar de razão na sua sanha actual contra os jovens a quem já apelida de portadores da “ideologia deolindista”, tentando com isso apoucá-los claramente, sem se dar conta da enorme contradição em que cai. E apresenta a esta juventude, como condição primeira para obterem dele a chancela de “gente válida”, a exigência de um programa de acção, quando não de uma ideologia clara.

Estamos a assistir em Pacheco a uma metamorfose intelectual que terá tanto de triste como de surpreendente. Será talvez um sinal da idade; também da experiência e da sabedoria que se adquirem com a idade; mas também é sinal de conservadorismo e de reaccionarismo que não têm obrigatoriamente que ver com a idade.

Pacheco não aceita que os jovens que se manifestaram não tenham um programa de acção escrito ― se calhar aprovado no Parlamento, digo eu ― como base dos protestos.

Que se saiba, a única revolução que se baseou num programa escrito, melhor num tratado político escrito mais de seis décadas antes, o Manifesto do Partido Comunista, foi a Revolução Russa de 1917. Mas Pacheco não ignora que a Revolução Russa se inspirou e se baseou numa revolta, num protesto contra o regime absolutista do Czar Nicolau II, havida em 1905 na Rússia, o Domingo Sangrento, revolta esta cuja importância é conhecida na preparação da Revolução de 1917, mas que não tinha (a revolta também não tinha) qualquer programa escrito que a sustentasse organicamente.

E Pacheco quer agora exigir aos nossos jovens “à rasca” o que não se pode exigir-lhes!...

Lá que se queira armar em Raymond Aron dos nossos dias, é lá com ele; em certa medida já foi Lenine, já foi Estaline e já foi Mao; agora também já pode apresentar-se como Raymond Aron que ninguém leva a mal.

Veja a parte do vídeo subtilmente apresentada como “dinamite cerebral”, a partir do minuto 9:15


O JAPÃO EM VEZ DE SÓCRATES

Jornais e televisões portugueses (este é só um exemplo) salivam já a existência da “iminência de uma catástrofe nuclear no Japão” e estão ansiosos de noticiar a toda a hora a maior catástrofe nuclear de sempre; com isso desviam as atenções do pagode relativamente ao governo autista de Portugal hoje resumido a um buraco negro chamado José Sócrates.


Não procurem mais desgraças para servir aos leitores e telespectadores: filmem Sócrates e o governo socialista de Portugal e apresentem apenas as imagens (num filme mudo) que isso só por si é uma enorme desgraça que, infelizmente, longe de ameaçar os portugueses ― já lhes caiu em cima com todo o fragor.

BOM DIA!

domingo, 13 de março de 2011

VAI RECOMEÇAR O BEIJA-MÃO???

PORCA MISÉRIA

ENTÃO, FANFARRÕES! MATA-SE KADHAFI OU NÃO?!

Parece que já há gente com o rabinho entre as pernas.

As notícias sobre a Líbia são cada vez mais escassas. Qualquer dia os países ocidentais que pediram a cabeça de Kadhafi estarão em Trípoli, na tenda deste (outra vez) Chefe de Estado, a prestar homenagem ao (outra vez) «grande estadista» e parceiro comercial seguro.

Isto demonstra cruamente o grau de incompetência que subiu ao poder na Europa; e que essa incompetência não se fica pelos governantes: também alastrou-se aos serviços secretos e aos gabinetes de estratégia e análise geopolítica ― isto é: só dá merda mesmo.

Portugal, que tem fortes relações comerciais com a Líbia, e que também alinhou no coro ocidental de “morra Kadhafi, morra já”, deve estar todo arrependido da sua tesura prematura ainda por cima forçado que foi a presidir à comissão da ONU que vai aprovar sansões à Líbia.

O ministro Luís Amado deve já estar feito num oito de tanto contorcer-se de arrependimento, frustração e medo das consequências pelas atitudes e palavras hostis por ele produzidas sobre Kadhafi.

Até eu, que nada percebo destas coisas, previ aqui que Kadhafi não se renderia nem se renderá, pois, quem conhece minimamente o personagem sabe que ele pode ser tudo menos cobarde.

Esperavam encontrar um Ben Ali medroso ou um Mubarak velho e subjugado pelos militares, quando toda a prudência mandava consultar os dossiês sobre Kadhafi antes de agir: é uma velha raposa ainda com energia suficiente para manter o poder nas suas mãos.


Eu já brinquei com isso noutro lado dizendo que na Líbia também há sondagens; mas sobre a Europa; que uma sondagem de um jornal líbio apurou que uma maioria significativa dos líbios é de opinião que se deve ir ao c. ao premier britânico.

UMA ENORMIDADE? NEM TANTO

Mas mesmo que o seja, é o que eu penso neste verdadeiro estado de emergência nacional a que se chegou em Portugal.

É chegada a hora de o Presidente da República trabalhar a rápida demissão do actual governo substituindo-o por um Governo de iniciativa presidencial formado por um grupo de notáveis como Miguel Cadilhe e outros com provas positivas dadas no passado e ao longo das suas carreiras profissionais.

Há-os em Portugal, felizmente!

Neste aspecto creio que Passos Coelho é, de facto, um empecilho a uma iniciativa tão necessária como esta―  mas trate-se esta questão sem qualquer rebuço:  em tempo de guerra, como já é o caso, não se limpam armas ―.

Trata-se de uma missão patriótica que compete a Cavaco Silva desempenhar para salvar Portugal da bancarrota e da miséria.

BOM DIA!

sábado, 12 de março de 2011

SINCERAMENTE



Pacheco não dá qualquer crédito, o mínimo beneplácito, o mais pequeno "desconto" ao conteúdo do manifesto dos que convocaram dita manifestação.

É caso para dizer que Pacheco nunca terá sido jovem. Parece até que Pacheco terá nascido já com a barba e a barriga crescidas tendo na mão um canudão frondoso de historiador emérito, intelectual completo e brilhante, político de refinadíssimas ideias e imaculada doutrina, etc., etc.

Faça-lhe bom proveito! Mas sabe que a História não pára lá porque um acontecimento não agrada a Pacheco.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Epístola Vigésima Quarta:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895)

A Hora do Continente Africano
(O Continente Berço da Humanidade):


                        NP:
                        O século XXI será o da África. Eis uma asserção que (na verdade), se impõe (mais que nunca), estudar adequadamente.
            De facto, julgava-se a África: vazia, rural, animista, pobre, olvidada do Mundo.
            Todavia, cinco décadas após as Independências, eis que (ela) se apresenta (a rebentar pelas costuras), urbana, monoteísta. Se miséria e a violência aí causam (ainda) estragos, no entanto, o crescimento económico recuperou sobremaneira. As classes médias se desenvolvem. (Ela) se encontra (doravante), no centro de novos egrégios desafios Mundiais.
            Enfim e, em suma: (Ela) estava “mal partie”. Eis de retorno: à grande velocidade!

                        De feito (sem sombra de dúvidas), a Europa gorou a mudança de direcção de um Continente, que já não a espera (antes pelo contrário).     
                        Estamos (efectivamente) ante uma “nova África” (dentro de pouco tempo), multimilionária (a meio caminho) do processo de povoamento (o mais fulgurante), que tenha conhecido a Humanidade. Donde e daí, que sem passar (sob silêncio), os riscos da sua metamorfose, faz sobressair as forças e as esperanças, que (ela) encerra.

(I)
            Um facto é certo. Ou seja:
            Inúmeras obras tratam da África (a da História europeia). Donde, as de leitura (obviamente europeias) estão (presentemente) ultrapassadas, pois que não conduzem à uma descodificação (consequente) dos Eventos que abalam o sub continente e o transforma (à olhos vistos). Dois sub Sarianos sobre três têm menos de 25 anos.
            Ao contrário das sociedades europeias (adormecidas), o dinamismo demográfico Africano assume uma cadência desenfreada às mutações do sub continente.

(II)
            A África muda (por conseguinte), precipitadamente de escala e de cabo. Eis porque, tendo em conta, a velocidade e a amplidão da metamorfose em curso, deve-se esquadrinhar a estrada, vários quilómetros para frente. Na verdade, a decalage é impressionante entre o olhar que se assesta sobre a África (quedada como entorpecida), no século último e nas suas realidades coevas.

quinta-feira, 10 de março de 2011

JANO “À RASCA”

Acho que tem passado um pouco despercebido que neste “fenómeno” da auto intitulada “Geração à Rasca” se misturam dois grupos de jovens (sei que ao dizer isto pareço maniqueísta; mas é apenas para simplificar as coisas e ater àquilo que é mais importante): por um lado os jovens provenientes e pertencentes às classes mais desfavorecidas, jovens com pouca preparação escolar e profissional, à procura de trabalho e sobrevivência para si e para suas famílias; por outro lado os jovens mais bem preparados escolar e profissionalmente, muitos deles licenciados, muitos deles bacharelados pelas “licenciaturas bolonhesas” (o embrião de uma futura classe média), também à procura de emprego e de uma saída profissional e social com benefício maioritariamente para eles próprios e já não para toda a família.

Ao que parece a iniciativa da manifestação do próximo dia 12 terá partido deste segundo grupo de jovens; mas acontece (como sempre aconteceu no passado) que os jovens do grupo dos mais desfavorecidos ganharam peso na organização da manifestação e transmitiram um carácter “perigoso” ao fenómeno pois o seu enquadramento natural na esquerda político-partidária não augura nada de apenas folclórico (o tal «é carnaval, ninguém leva a mal») à contestação que se inicia no próximo sábado.

Os partidos à direita do espectro político português (PSD e CDS) estão na expectativa e temem que se forme o embrião de uma “revolução” esquerdista a partir deste movimento de início amalgamado; os partidos à esquerda também estão na expectativa; mas de saberem com que linhas e com que força os jovens aparecerão, pois, o “controlo” do movimento é uma tentação forte, quase irresistível.

O Presidente da República, por sua vez, após ter apresentado a guia de marcha do governo, precisa de “uma razão” para a assinar e mandar embora essa trupe sócretina; e na impossibilidade de negociar essa “razão” com o PSD (cuja direcção não lhe é fiel) na forma de uma moção de censura no Parlamento, arrisca “surfar” a onda “à Rasca” pois pode sair-lhe a lotaria com que sonha.

MISÉRIA DE “JORNALISMO”

O Jornal sócretino, Diário de Notícias, noticia na sua edição online, com destaque, que «Bagão Félix diz que Sócrates foi mal-educado com Cavaco». Esta foi a asserção mais importante que esse jornal conseguiu produzir sobre a tomada de posse do Presidente da República.

Pelos vistos nenhum dos seus “jornalistas” se lembrou ou teve permissão para noticiar (muito menos com alguma minúcia) o conteúdo do discurso de tomada de posse de Cavaco.

Eu preferiria ir p’rá rua vender bolos do que ser jornalista do DN, caso fosse esta a minha profissão; é que há uma coisa que se chama dignidade pessoal, e felizmente para mim eu sei o que isso é.

quarta-feira, 9 de março de 2011

CLARO CLARINHO

Cavaco mostrou hoje no Parlamento, a Guia de Marcha do governo que já trazia preenchida. Agora já só falta nesta a assinatura do Presidente da República. E, ou Sócrates se demite enquanto é tempo, ou a breve prazo ser-lhe-á apontada a porta da rua por Cavaco.

Não creio que um Governo de direita venha a dar boa conta do recado; mas também... ficar neste espectáculo de ilusionismo e funambulismo que Sócrates montou em Portugal é que não é mesmo vida!

DO OCIDENTE, DA NATO E DE KADAFI

Coloquei há pouco no facebook de outra pessoa as seguintes duas opiniões que gostaria de partilhar aqui convosco.

1) Por mais que queiramos a queda de Kadafi  o problema líbio é interno e nele há muitas mãos estrangeiras  a NATO ou seja lá quem for, se seguir a lei internacional, não deve intervir na Líbia. Por outro lado, se Kadafi for apeado vivo e capturado, espero que tenha ao seu lado, a ser julgado no Tribunal Penal Internacional, o Sr. George W. Bush que é tão criminoso como o próprio Kadafi. Já quanto ao Presidente Obama - não quer ser criminoso como W. Bush, por exemplo, e embora defenda os interesses americanos fá-lo como democrata e como homem justo que é. Ele sabe que os chamados "rebeldes" são tão maus como os chamados "homens de Kadafi". Este mundo é complexo e não vamos lá com análises simplistas feitas à mesa do café. Por fim: sempre achei que Kadafi não sobreviverá à perda do poder pois não é cobarde como era Saddam Hussein que se escondeu num buraco para depois morrer como uma rês às mãos dos seus ex-amigos e parceiros militares e políticos americanos. Kadafi é um terrorista genuíno que venderá caríssimo a sua rendição - gostemos ou não disto (eu não gosto, mas sou realista e é o que eu faria se estivesse na sua pele).


2) Perguntemos: Porque a NATO não defende as populações do Tibete contra os ataques chineses? Porque a NATO não defende as populações somalis contra os chamados “senhores da guerra” que os dizimam há quase duas décadas; as populações do Zimbabwe, da República Centro africana, do Iémen, do Irão do Irão, os palestinos e os libaneses, etc., etc., etc.? Não confundamos a cobiça do petróleo com o respeito pela Moral e o Direito; desde sempre que os interesses dos Estados não contemplam a Moral e o Direito. Leiamos um pouquinho da História Universal e concluamos que na Líbia estamos perante um caso de tentativa do exercício do “direito ancestral de rapina” da riqueza de um território pelo “vizinho” mais forte (“vizinho” entre aspas porque hoje as distâncias deixaram de contar). Kadafi sabe disso e comporta-se como seria de esperar – aqui não há novidade.

BOM DIA A TODOS!

terça-feira, 8 de março de 2011

COISAS QUE NÃO SE COMPREENDE

Se gestores de clubes de futebol e de empresas passaram a ser penalizados por má gestão, por que raio é que um primeiro-ministro ― que por maioria de razão não devia escapar a isso ― escapa a esta lei?

“GERAÇÃO À RASCA” NÃO SABE REAGIR


Não quero dar uma de velho fanfarrão; mas recordei outros tempos ― fora nos anos setenta... outro galo cantaria naquele jantar!...

E a reacção de Sócrates perante as câmaras diz tudo do estado a que este homem chegou: ao de total negação da realidade; aquilo foi, segundo ele, «uma brincadeira de Carnaval»...

O Presidente de República tem que agir perante o que se passa! Por menos, Santana Lopes foi “dissolvido” por Jorge Sampaio.

O que eu temo é que depois o PSD faça pior! Mas ao menos experimente-se esta dose de cicuta a ver no que dá, pois, o inginhêro está em permanente Carnaval e já levou isto ao precipício.

ESTA GENTE É PERIGOSA

Esta medida de "actualização anual" dos dados de crianças até dois anos e idosos acima dos 75 anos, nos centros de saúde, longe de racionalizar a prestação de cuidados de saúde  aos cidadãos, tem em vista “desbastar” a lista de utentes dos centros de saúde para que a falta de médicos pareça menos óbvia compondo assim as estatísticas da Saúde no país. Esta medida insere-se na cosmética a que o governo já habituou os cidadãos: mascarar a realidade construindo um mundo virtual onde Sócrates já se habituou a viver e para onde pretende levar os portugueses.

Com truques e ciganadas sucessivas, embrulhadas na maior desfaçatez, a cada dia que passa o Governo anuncia mais e mais “medidas” de desorganização social como se estivesse a governar quando do que se trata é de camuflar o descalabro nos apoios sociais. A barafunda em que mergulharam ministros e ministérios; a bancarrota iminente que espreita Portugal a cada pedido de empréstimo de dinheiro ao estrangeiro disfarçado de “colocação da dívida” constituem razões mais que sobejas para que o Presidente da República tome a decisão de pôr fim a este estado de coisas dissolvendo o Parlamento.

É que o homem está a ficar cada vez mais perigoso. E construiu(-se) à sua volta um sem número de máquinas maquilhadoras da realidade em que aquela que o assessora no domínio da saúde é das mais sofisticadas, eficientes e inovadoras (conheço bem alguns dos seus servidores).

Qualquer dia lembrar-se-ão de pôr os utentes da saúde a correr os cem metros planos, em eliminatórias sucessivas, até que restem poucos finalistas que se inscreverão nos centros de saúde. Qualquer método de “desbastamento” servirá desde que a maquilhagem estatística seja conseguida.

Este homem está a ficar cada vez mais perigoso!

sábado, 5 de março de 2011

UM CASE STUDY (OU UM CASO PERDIDO)

Este homem está contra a divulgação da manifestação convocada pela “Geração à Rasca”, para o próximo dia 12 deste mês, pelos meios de comunicação social.

De há muito que sabemos que Pacheco Pereira se considera o único ser terráqueo perfeito: o único verdadeiro iluminado, o mais culto, o mais sábio, o mais perfeitamente politizado, etc., etc.

O que Pacheco ainda não nos tinha dito é que só ele mesmo e tudo que dele sai cá para fora (esperemos que não tudo) merecem as atenções da comunicação social.

Sendo Pacheco um produto genuíno e exclusivo da comunicação social, talvez se entenda que ― sendo ele o único terráqueo perfeito ― não queira que os média dêem atenção aos outros pois só ele merece o exclusivo da exposição mediática.

XIÇA...!

quinta-feira, 3 de março de 2011

Epístola Vigésima Terceira:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895).


A OMC e a África:


(1)      O Acordo Geral sobre Pautas Aduaneiras e Comércio ou Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio (em inglês: General Agreement on Tariffs Trade, GATT) foi estabelecido em 1947, tendo em vista harmonizar as políticas aduaneiras dos Estados signatários. Está na base da criação da Organização Mundial do Comércio (OMC).É um conjunto de normas e concessões tarifárias, criado com a função de impulsionar a liberalização comercial e combater práticas proteccionistas, regular (provisoriamente), as relações comerciais internacionais.
(2)      Com efeito, após a Segunda Guerra Mundial, vários países decidiram regular as relações económicas internacionais, não só, com o objectivo de melhorar a qualidade de vida de seus cidadãos, mas (outrossim) por entenderem que os problemas económicos influíam (seriamente) nas relações entre os Governos. Para regular aspectos financeiros e monetários, foram criados o BIRD (Banco Mundial) e o FMI e, no âmbito comercial, foi discutida a criação da Organização Internacional do Comércio (OIC), que funcionaria, como uma agência especializada das Nações Unidas.
(3)      Donde o GATT teria (por missão primordial) favorecer o multilateralismo comercial por redução dos obstáculos tarifários e não tarifários ao Comércio Internacional. Assenta sobre determinados Princípios, designadamente:
a.     A Regra da não discriminação (Cláusula da Nação mais favorecida);
b.    A Procura da diminuição das tarifas aduaneiras e a interdição das restrições quantitativas. O Princípio da Igualdade dos tratamentos comportava (todavia) excepções tais como as uniões aduaneiras e as zonas de livre troca ou a aceitação da reciprocidade e de tratamento diferenciados para os países em vias de desenvolvimento. Admite-se, que a abertura externa constitua um factor (primordial) de crescimento.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

TREINADOR DE BANCADA

Inteiramente de acordo com Johan Cruyff . As cavalgadas intermináveis dos jogadores do Real Madrid em cada jogo são isso mesmo – cavalgadas desgastantes – mais para cavalos que para homens; daí a superioridade do Barcelona e o fiasco relativo que está sendo o Real de Mourinho.

«Donde el Barça domina y marca los tiempos gracias a su posesión de balón, el Madrid se desgasta infinitamente más porque siempre, siempre, recupera el balón muy lejos del área rival. Y esto es sinónimo de correr muchos más kilómetros, y hacerlo a mucha más velocidad, tanto hacia adelante como hacia atrás. Para atacar y si no acabas la jugada, luego para defender", afirma el holandés.»

SEM COMENTÁRIOS


Era para ser sem comentários; mas não resisto:

13 ANOS PARA RECONSTITUIR 1 DIA!...

É OBRA!!!

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Epístola Vigésima Segunda:

Estudando a
África, no âmbito das relações com a
Sociedade Internacional:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895).


(I)
            As obras consagradas as Relações Internacionais distinguem (correntemente) dois modelos de Ordens:
            --- As Ordens internas, em que se exprimem poderes do Estado (que dispõem) do monopólio da violência legal sobre um território e
            --- Uma Ordem Internacional em que ostentam potências assimétricas (que dispõem) de relações de força dissemelhantes.
            A África escapa (amplamente) à esta representação dualista por vários motivos. De feito (sem dúvida nenhuma) a Ordem interna é (amplamente) assegurada por potências estrangeiras e (inversamente), a desordem interna retroage numa medida menor, sobre as Relações Internacionais.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

TAL COMO CÁ

A Espanha «liberta» (esta aprendi-a há pouco com o João Marcelino), por estes dias de crise, vapores legislativos preocupantes no que à inteligência e “bagagem” intelectual dos seus governantes diz respeito; mas sobretudo vai-se descobrindo a careca de uma economia que se julgava menos fraca do que agora parece claramente ser:


Quando leio estas coisas fico quase sempre com a sensação de que Vasco Gonçalves voltou ao poder. E de que um Frank Carlucci qualquer o anda a tramar nas chancelarias dos Estados Unidos e da Alemanha.

AI É!?...

Olha que grande novidade nos traz João Marcelino neste fim-de-semana:


Para além da novidade, temos poesia: «Se vão libertando».

Clap, clap, clap. Eu quero aplaudir...

BOM DIA E BOM FIM-DE-SEMANA!

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Epístola Vigésima Primeira:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895)


            Sim, efectivamente, explosões não controladas ou fogos do mato podem se propalar à partir de algumas faíscas, na ausência de acções pro-activas ou pré-activas consoante estratégias. Uma deficiência pode relevar do desafio e do trunfo, como mostra (aliás), o exemplo das pressões demográficas nos planaltos Bamiléké ou Quenianos. Identicamente, um trunfo pode se tornar uma deficiência. Estamos a pensar, na “maldição petrolífera”, na Nigéria, no Chade, na Guiné Equatorial, em Angola, na República Democrática do Congo (RDC), que constituem um exemplo (assaz) convincente.
            De facto (sem dúvida nenhuma), o desenvolvimento consiste (como o afirma, avisadamente), o influente economista alemão, A. HIRSCHMAN (n-1915), em 1958 em “navegar por zig-zag para atingir o cabo escolhido, utilizando ventos favoráveis e contrários”. Donde, efectivamente, a questão de fundo se prende com o gerir passos de tempo dissemelhantes: Deste modo, a Política indispensável de domínio da fecundidade só terá efeitos significativos para além de três (3) lustros (aproximadamente).

(II)
            Todavia, o que é facto é que os actores que pesam (fortemente), no devir da África são (em parte) do exterior da África (Instituições Internacionais, antigas potências coloniais, firmas transnacionais, redes das diásporas…) e que actuam (fundamentalmente), dentro dos próprios países, onde exercem o seu peso hegemónico. Donde, se afigura pertinente colocar as interrogações seguintes:
            --- Haverá conversão do capital mercantil em capital produtivo?
            --- Os micros produtores tornar-se-ão pequenos empreendedores, com o desenvolvimento de uma rede de PME-PMI?

sábado, 19 de fevereiro de 2011

A RECEITA


O remate final do mesmo é talvez mais um lamento do que uma receita para a diminuição da (demasiada) entropia em que vivem as sociedades actuais vítimas da globalização:

«Como faz falta voltar aos clássicos! Para acabar com a mentira e ir além da sofística.» ― escreve Anselmo Borges.

(Para ser receita era preciso que os protagonistas actuais tivessem algum dia visitado os clássicos; não tendo isso sucedido, como é evidente, estamos condenados a aturar e a sofrer o exercício do poder pelos oportunistas e charlatães, gente indiferenciada que assaltou a política e destrói a polis, até que a História gere uma saída).

Diz-se que os intelectuais não governam porque pensam demais e com isso perdem o timing das decisões. Mas isso só é verdade num mundo em que os timings são definidos precisamente por essa corja que se apossou do poder em vários países e regiões do globo.

E se a solução não pode ser encontrada por essa via pacífica, confie-se então que o aumento imparável da desordem económica e social seja a receita que impelirá as novas gerações a empreender a revolução ― mais uma ― cumprindo de novo as leis da dialéctica marxista.

BOM DIA!

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

ALFREDO BARROSO ESMIFROU JOSÉ LELLO



Mas estou convencido que José Lello não tem pedalada "caximonial" suficiente para perceber o que Alfredo Barroso escreveu neste texto de opinião.

Hoje com 67 anos, Lello tem um curriculum com muitos zeros à esquerda: retratando fielmente um verdadeiro apparatchik (também não deve saber o que isto quer dizer).

E assim se vai percebendo porque o PS chegou ao estado em que está!...

DE RIR ATÉ ÀS LÁGRIMAS



BOM FIM-DE-SEMANA!

Semana de Cabo Verde:

Convite Oportuno:

Prezados Amigos e Conterrâneos:

            No próximo dia 23 Fevereiro 2011 terá lugar, na Biblioteca, Dom Diniz, em Odivelas, a Cerimónia de Abertura da Semana de Cabo Verde. Vimos por este meio (em nome da Organização e, em nosso nome pessoal), vos convidar a todos para estarem (presentes) para que, deste modo, este relevante Evento Cultural dedicado ao nosso País Arquipélago, possa constituir um momento de alegria, de elevação e de dignidade.

            Saudações Culturais!
            Viva Cabo Verde!

                        Um robusto abraço a todos,
Lisboa, 17 Fevereiro 2011
Francisco FRAGOSO

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

SEM PONTA DE VERGONHA

SEM SERIEDADE ALGUMA

O Governo confunde, de propósito, o número das pessoas à procura de emprego com o número total de desempregados em Portugal, muitos dos quais, descrentes do Estado e do Governo, nem aparecem à porta dos centros de emprego.

E manda um secretário de estado vir enganar o pagode com truques aciganados usando uns bugalhos do Instituto do Emprego para contrariar os alhos (estes sim, importantes) do Instituto Nacional de Estatística.

Epístola Vigésima:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895).


(1)     No âmbito dos reptos internos (assaz numerosos), a crise, a ruptura e a mutação acentuaram a ambiguidade de uma África contrastada. Donde, se afigura (bastante) difícil discernir os eventos construtores do futuro “que avançam com passos de rolas”, parafraseando o filósofo alemão, Friedrich NIETZSCHE (1844-1900) e (outrossim), os factos significativos que farão que, nos múltiplos encaminhamentos, um se tornará história. Demais, a retro prospectiva mostra que o Asio pessimismo dominava (há alguns decénios), em nome das particularidades sociais e culturais. O desenvolvimento se coloca (todavia), em termos de gerações.
(2)     As Sociedades africanas têm (efectivamente) a gerir uma duplicação da sua população e uma triplicação da sua população urbana daqui 2040. Elas devem reconstituir ecossistemas, realizar os investimentos colectivos e produtivos necessários para o crescimento e se reposicionar (positivamente), no âmbito da divisão internacional do Trabalho.
(3)     De sublinhar (antes de mais), que estes dissemelhantes desafios implicam progressos de produtividade e uma acumulação (a longo prazo). Donde, se afigura necessário multiplicar (por mais de dois os rendimentos) e por mais de três a produtividade do Trabalho daqui 25 anos. É (outrossim), necessário responder ao desafio da pressão demográfica, do crescimento urbano, da concorrência das agriculturas protegidas, da liberalização e da importância dos riscos ambientais.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

A OBJECTIVIDADE A TROCO DE PROTAGONISMO

A notícia é sobre o «ataque sexual brutal» que a jornalista australiana ao serviço da cadeia americana CBS terá sofrido na praça Tahir, no Cairo, aquando da resignação de Mubarak.

Mas o que me chamou a atenção é o final da notícia em que quem a escreveu dá-se ares terminando dramaticamente assim: «Pelo menos 140 jornalistas foram feridos ou mortos enquanto cobriam os acontecimentos no Egipto, desde 30 de Janeiro, segundo o Comité de Protecção de Jornalistas.»

Ai é?! “140 feridos ou mortos”?...

Isso quererá dizer 1 morto e 139 feridos, ou antes 1 ferido e 139 mortos? Fica-se por saber que é o que terá pretendido o bravo que escreveu a coisa.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

A FÓRMULA CERTA

O Diário de Notícias descobriu a fórmula certa para fornecer aos seus leitores um produto jornalístico escorreito, simples, eficaz e mesmo nada time-consuming.

Como agora, para além da edição online, têm também uma edição epaper (para leitores digitais portáteis), a somar à preexistente e tradicional edição em papel, resolveram reformular a edição online apresentando nela apenas os tópicos principais e resumos das notícias, mantendo (ainda?) os artigos de opinião completos (embora “tranchados” e “fatiados” em pequenas páginas).

Lê-se assim, aqui pela Net, o jornal em dois tempos ficando-se dispensado do habitual “parlapié” em português de pé quebrado da maioria dos seus “redactores” e “jornalistas” de cordel.

Os meus parabéns ao Diário de Notícias.

Nota. O Jornal de Notícias, que pertence ao mesmo grupo socrático que detém o DN, também já segue o critério minimalista online por já ter também edição epaper. ― Enquanto publicarem os textos completos das crónicas de Manuel António Pina, tudo estará bem pois o Jornal de Notícias é isso e pouco mais. Quer dizer, o resto é dispensável.

Epístola Décima Nona:

Uma Leitura das perspectivas e prospectivas geopolíticas da África:


Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895).


                        NP:

            A África tornou-se um actor geopolítico emergente, no âmbito das relações internacionais. Concretamente, à escala do Continente Africano se nos depara como matéria de análise e estudo, uma diversidade de actores (que, neste ponto se relacionam), os seus campos económicos, sociopolíticos e culturas.
            Tudo isto nos conduz (ipso facto) aos actuais relevantes desafios, designadamente:
            Paz e Segurança;
            Reptos/desafios alimentares;
            Desenvolvimento sustentável.

(I)
            A expressão Geopolítica (está na moda), após ter sido desvalorizado, corolário dos seus vínculos com o Imperialismo germânico. A Geopolítica (stricto sensu) é o estudo da influência dos factores geográficos sobre a Política. Pode, no entanto, de modo (mais lato) ser definida, como o estudo das forças (que operam), no campo político. Faz parte das relações internacionais. E, de um modo, mais explícito. Ou seja.
            Relações entre nações, entidades colectivas distintas, que se reconhecem (reciprocamente), o direito à existência.
            Relações, que dizem respeito a, uma pluralidade de actores não estatais, designadamente:
            Colectividades territoriais, firmas multinacionais, Organismos de solidariedade internacional (OSI), Igrejas, Migrantes, Diásporas (em interacção), num Espaço transnacional.

            E, finalmente, no atinente às relações assimétricas entre a África e as grandes potências, o hard power (que se exprime, historicamente), pela coerção e pela força (designadamente), militar tende à se combinar com um soft power, que persuade pela negociação, a propaganda, as ideias, as instituições e a sedução pelos valores e pela cultura.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

AUM€NTA O M€U M€DO D€ST€ €STADO ACTUAL


«Finalmente, as finanças penhoraram uma casa e venderam-na sem que o respectivo proprietário fosse citado. Como é que é possível num país civilizado penhorar e vender a habitação de uma pessoa, aliás, por uma dívida insignificante, sem que essa pessoa seja citada para contestar? Sem que ninguém se certifique de que o visado tomou conhecimento desse processo? Como é possível comprar uma casa sem a avaliar, sem sequer a ver por dentro? Quem avaliou a casa? Quem fixou o seu preço?

Claro que agora aparecem todos a dizer que cumpriram a lei e, portanto, ninguém poderá ser responsabilizado porque a culpa, na nossa justiça, é sempre das leis. É esta generalizada irresponsabilidade (ninguém responde por nada) que está a tornar este país cada vez mais insuportável.»