CLARO QUE AGREDIU
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
PONTAPÉ NA GRAMÁTICA
A falta de preparação dos “jornalistas” em Língua Portuguesa está a tornar-se já tão banal que qualquer dia nasce-se jornalista e só depois se escolhe uma profissão.
Eis um título de hoje no Diário de Notícias:
A frase não tem sentido algum da forma como está escrita. O que o coitado “jornalista” queria mesmo dizer é isto:
"Não é mau-perder, é ser coerente"
Mas como poderia o pobre escriba saber usar aquele tardicionalmente denominado "tracinho" que se chama hífen se as escolas de há muito não ensinam estas coisas? Nem as escolas primárias, nem as secundárias, nem mesmo a escola superior de jornalismo, pelos vistos.
E tenho esta dúvida: saberá lá o coitado a diferença que há entre "mau perder" e "mau-perder"?
ERA MELHOR NÃO TER OUVIDO
Acabei por ouvir o discurso de Cavaco. Foi certamente o pior discurso que alguma vez ouvi a um candidato vencedor ― ressabiado, vingativo destilando fel por todos os poros ―. Mas também o discurso de um homem com medo: com medo do escrutínio que já se começou a fazer sobre o seu passado e os seus negócios pois sabe que esse escrutínio vai continuar e vai chegar tão fundo e tão extensamente quanto foi e ainda é o escrutínio que se fez e se faz a José Sócrates.
Cavaco Silva era e é um homem animicamente seco e amargo, já se sabia. A partir de agora ele parece ser o próprio fel.
Isto não vai ser nada bom para a tão propalada estabilidade que ele tanto gosta de invocar quando lhe convém. Porque, de facto, no actual estado das coisas em Portugal, sobretudo da economia e da coesão social, era preciso em Belém um presidente com outro estilo e outra personalidade.
Apertem os cintos, baixem a cabeça e fechem os olhos que o avião parece que vai passar por zonas de altíssima turbulência.
domingo, 23 de janeiro de 2011
CAVACO SILVA
Vai uma chusma de "jornalistas" e de repórteres seguindo a caravana cavacal desde a residência do candidato eleito ao Centro Comercial de Belém onde Cavaco falará.
NÃO VOU OUVI-LO!
NÃO VOU OUVI-LO!
JOSÉ MANUEL COELHO
Fala agora da Madeira.
Contra Cavaco, contra Sócrates, contra os corruptos e contra o capital financeiro.
Diz que Cavaco deve defender a Justiça e não os ladrões que roubam os impostos.
Cortaram-lhe a ligação.
Não estava a ser cómico e humorista; e como do que os jornalistas gostam é de folclore, acharam que já era falar a sério de mais.
Contra Cavaco, contra Sócrates, contra os corruptos e contra o capital financeiro.
Diz que Cavaco deve defender a Justiça e não os ladrões que roubam os impostos.
Cortaram-lhe a ligação.
Não estava a ser cómico e humorista; e como do que os jornalistas gostam é de folclore, acharam que já era falar a sério de mais.
ALEGRE VAI FALAR AGORA
Oiço pela rádio.
Assume pessoalmente a derrota.
Fez bem (o derrotado é mesmo ele).
Sauda Sócrates.
Isto é hipocrisia.
Saúda o Bloco de Esquerda.
Aqui é genuíno.
Incentiva as pessoas a lutar pelo Serviço Nacional de Saúde.
Contra Sócrates ou com Sócrates? Isto é a quadratura do círculo.
Acabou.
Fez bem. Alegre já não existe (como disse aqui mais abaixo).
Assume pessoalmente a derrota.
Fez bem (o derrotado é mesmo ele).
Sauda Sócrates.
Isto é hipocrisia.
Saúda o Bloco de Esquerda.
Aqui é genuíno.
Incentiva as pessoas a lutar pelo Serviço Nacional de Saúde.
Contra Sócrates ou com Sócrates? Isto é a quadratura do círculo.
Acabou.
Fez bem. Alegre já não existe (como disse aqui mais abaixo).
EQUÍVOCOS PÓS ELEITORAIS
Passos Coelho está neste preciso momento, nas rádios e televisões, a cavalgar a "Onda Cavaco".
Ainda é capaz de chegar à praia sem prancha e sem fato. É que ao que parece Rui Rio já se treina em piscinas há já muito tempo à espera da mesma "Onda".
Adenda (24/01/2011 - 11:19 AM)
É no que dá falar em cima do acontecimento. Se no início parecia que Passos Coelho iria cavalgar a "Onda Cavaco", manda a verdade reconhecer que isso não aconteceu. Passos Coelho até se demarcou subtilmente de Cavaco e manteve a coerência pois nunca "gostaram" um do outro.
PRESIDENCIAIS - OS PROTAGONISTAS
Manuel Alegre
Cá se fazem, cá se pagam. A candidatura de Alegre, há cinco anos, contra Mário Soares, foi uma sacanice inqualificável que merecia a resposta que agora teve por parte do ex-amigo traído (Soares), por interposta candidatura de Fernando Nobre, a qual resultou plenamente na vasta poda que Nobre acabou por fazer no eleitorado do Senhor poeta que um dia sonhou, qual Menino que Pregava Pregos num Caixão, que era dono absoluto, certo e vitalício das opções e do voto do milhão de portugueses que votara nele há cinco anos, e não mais se preocupou em manter a coerência política relativamente ao passado (mesmo ao passado recente em que se manifestava contra Sócrates e o governo). Agora tramou-se. Alegre já não existe.
Fernando Nobre
Um servidor. Fez um serviço pessoalmente desprestigiante, a Mário Soares, consubstanciado numa campanha manhosa e bizarra de que restará apenas a memória do servicinho prestado a Soares e a frase «Dêem-me um Tiro na Cabeça», frase esta que por certo será recordada para sempre como constituindo e representando uma ilustração acabada de que na falta de ideias até se chega a dar puns com o convencimento de que com isso se está a dizer, não só alguma coisa, como ainda, alguma coisa relevante e séria. Nobre passou já à história. Adiante.
MARCAÇÃO BLOGUÍSTICA
Pacheco, no Abrupto, já está a arranjar argumentos para nomear as causas de uma eventual taxa alta da abstenção que é sempre provável em qualquer eleição.
É pena a lei me proibir de dizer mais qualquer coisa (do que eu tenho para dizer) sobre isto, pelo menos até ao fecho das urnas.
Mas estejam atentos à blogosfera mais ou menos politicamente interessada pois o que se vai escrevendo pode revelar aqui e ali a temperatura nas sedes partidárias (não é gafe, não: estou mesmo a falar em partidos, e não em sedes de candidatura).
DIÁLOGO COM A MESA DE VOTO
Fui votar vestindo fato e sobretudo azul-escuro, camisa branquíssima, gravata vermelha flamejante e um longuíssimo e vermelhíssimo cachecol de lã descendo pelo sobretudo abaixo até mesmo a meio da canela.
Identificado que fui, recebi o meu boletim de voto. E então começou o diálogo com uma "elementa" da mesa.
Eu ― posso marcar o meu voto com caneta de tinta vermelha?
Mesa ― Não pode. Há uma caneta na cabine de voto.
Eu ― Mas a lei obriga a usar aquela caneta? Não posso usar a minha?
Mesa ― Pode; eu votei com a minha; mas com tinta vermelha não pode.
Eu ― Tem a certeza que isto está na lei?
Mesa ― Certeza não tenho, mas acho que não pode.
Eu ― Ah! Se é a senhora que acha, importa-se então de se informar junto de quem de direito e dizer-me se posso ou não usar tinta vermelha?
... Lá foram três dos quatro ou cinco elementos da mesa consultar uns regulamentos. Depois fizeram um telefonema não sei para quem ou que organismo eleitoral. E por fim disseram-me:
Mesa ― Pode sim, afinal a lei não proíbe o uso de tinta vermelha. Mas não fica bonito.
Eu ― Mas eu não venho fazer arte, minha senhora, eu venho votar. Muito obrigado! E podem ter a certeza que fico muito feliz por poder usar tinta vermelha. Obrigado mais uma vez!
sábado, 22 de janeiro de 2011
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
UM CERTO FEELING
Mudemos de assunto e passemos então a coisas mais sérias.
Não me perguntem porquê pois não saberia responder:
Hoje, quando li que a enfermeira, mãe do rapaz que se diz que assassinou Carlos Castro, pôs à venda uma casa, em Cantanhede, por €170.000 a €175.000euros;
Pensei logo: É enfermeira de Obstetrícia.
Acertei, portanto.
COMENTÁRIO "QUADRÁTICO"
Mais uma Quadratura do Círculo, ontem na SIC Notícias, analisando as incidências da campanha eleitoral em curso.
António Costa mostrou-se satisfeito pela facto de a aura divina de Cavaco não se ter aguentado e ter-se estilhaçado em mil bocados nesta campanha, mercê das revelações de documentos sobre os negócios deste candidato; mas também pelo estalar do verniz de Cavaco, o qual se tornou agora tão arrivista, desbocado e populista quanto os demais (excepção feita a Francisco Lopes ― um senhor político dos quatro costados).
Lobo Xavier, qual cortiça boiante no mar tempestuoso do desmoronar da santidade de Cavaco, lá se desfez e se escondeu em (des)conversas várias de sentido dúbio, coisa a que já nos habituou sempre que o tema lhe seja incómodo. Quando assim é, deita a mão à paleta ― e lá vai disto: mistura as cores todas na tela e já se sabe no que dá.
Pacheco Pereira, verdade se diga: mais uma vez não teve pejo em dizer o que pensa confirmando a mudança (para pior) operada estes últimos dias em Cavaco Silva. Criticou, por exemplo, o candidato por ir a Lousã fazer demagogia e populismo sobre a linha férrea daquela região e por andar como que enganado a comportar-se ultimamente como se fosse candidato a primeiro-ministro em vez de o ser à presidência da República.
De facto Cavaco acabou por cair na contradição evidente de estar agora a criticar diariamente um governo que sempre se vangloriou de apoiar. E se dantes queria a estabilidade a todo o preço, agora até parece que uma crise política (lhe) seria benéfica.
Nota à margem. Percebeu-se finalmente por que razão Cavaco Silva criticou os administradores da CGD “destacados” para gerir o buraco do BPN (buraco cavado por uma quadrilha de (ex-)amigos de Cavaco, não o esqueçamos). É que, ao que se diz, as informações ora usadas para “desmascarar” a santidade de Cavaco, terão sido compiladas e saídas ultimamente daquele banco esburacado entregue àqueles administradores.
BOM DIA!
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
ISTO NÃO É SÉRIO
É a minha opinião.
Cavaco alertou que uma segunda volta das eleições presidenciais «iria causar “uma contracção do crédito e uma subida das taxas de juros.»
Vejam quão inteligente se mostra agora este homem a prever o futuro a curto prazo (da economia ligada à sua excelsa pessoa), quando não conseguiu, em cinco anos de mandato presidencial, "dar uma única para a caixa" no que respeita ao mesmo assunto.
Esta pregação de Cavaco aos papalvos, para lhes instilar o medo, é um tiro muito perigoso que talvez lhe saia pela culatra e o obrigue mesmo a ir a uma segunda volta.
Por mim, voto Francisco Lopes visto que quero que haja um PC forte em Portugal ― é que esta gente do centrão dos interesses e da direita dos arranjinhos não é de fiar. E um PC forte que mobilize grandes massas de trabalhadores em defesa de direitos sociais, etc., é um excelente travão à orgia e à embriaguez irresponsável das forças da direita e do centrão.
Se houver segunda volta, lá estarei para votar no outro candidato. Qualquer que ele seja.
Tudo menos este Cavaco!
[Confesso, entretanto, que o Cavaco anterior até me merecia crédito]
QUESTÕES DE HONESTIDADE
Por aquilo que se vai sabendo sobre os negócios e os dinheiros de Cavaco Silva, posso afirmar com toda a certeza e bom som:
PARA SER MAIS HONESTO DO QUE EU,
CAVACO SILVA
«TERIA DE NASCER DUAS VEZES!»
DIA AMARGO, ESTE
Os cortes brutais nos salários da Função Pública começaram hoje a ser conhecidos e vaticina-se grande descontentamento popular e tumultos sérios a nível nacional no dia em que forem generalizados ao sector privado.
Desde já diminui-se a produtividade e aumentam a corrupção e os desperdícios. A isso leva o descontentamento dos funcionários cuja resposta é sempre dada em primeira instância no local de trabalho através de comportamentos no sentido do aumento da desordem no funcionamento da “máquina” por eles constituída ― não haja ilusões quanto a isso! Falo pela minha experiência profissional de três décadas e meia ― pelo que vaticino o pior para o futuro imediato de Portugal e de outros países europeus espartilhados pelo colete do aumento das suas dívidas soberanas.
Em última instância degrada-se o funcionamento da máquina do Estado, desorganiza-se e empobrece o país em nome e por força da manutenção da actual ordem económica mundial em que as instituições financeiras são hoje o Deus único que vai morrer empanturrado de dinheiro se não for antes decapitado ― o que é mais certo ― por manifestações violentas de desespero das populações mais atingidas.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
UMA VALSA A DOIS TEMPOS
1º Tempo: Pacheco Pereira "arrasa" jornalistas e jornalismo portugueses ― Plenamente de acordo com Pacheco.
2º Tempo: Jornalistas portugueses "arrasam" campanha eleitoral para as presidenciais ― Plenamente de acordo com os jornalistas (mas aqui Pacheco põe em acção o outro lado do cérebro e não concorda).
Despacho: «Chame-se António Damásio!»*
(*) Esta do "despacho" é um plágio descarado a O Jumento (blogue que muito aprecio).
A CRISE E O EURO
Cheguei aqui via 31 da Armada; e permito-me realçar esta parte do artigo de Ian Traynor no jornal inlês The Guardian de ontem:
«Key fund managers, especially in the US, have signalled that they fear the euro's days are numbered, that they are unimpressed by Europe's response to the crisis, and that they are divesting*.»
«"The markets don't trust the package. Some Americans give the euro only a few years," said a senior EU official. After challenging the Germans to react more quickly and decisively – and being told to keep quiet – Barroso is to go to Berlin next week ahead of an EU summit in a fortnight.»
(*) A divestment is the opposite of an investment.
A PARTILHA DO GLOBO
Ora então vamo-nos sentar e comer um bom jantarinho que depois já nos trarão o globo para o repartimos com toda a minúcia.
Pergunta ingénua: ― E nisto onde é que cabe a Europa???
TANTO PALAVREADO FOLCLÓRICO E AFINAL...
Vender Bilhetes do Tesouro
Emitir Dívida
Colocar Dívida
Vender Dívida
Aumentar Dívida
Leilão da Dívida
Ir a Leilão nos Mercados
Tudo isto significa tão-somente:
PEDIR DINHEIRO EMPRESTADO.
Francamente...!
BOM DIA!
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