quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

UMA VALSA A DOIS TEMPOS

1º Tempo: Pacheco Pereira "arrasa" jornalistas e jornalismo portugueses ― Plenamente de acordo com Pacheco.

2º Tempo: Jornalistas portugueses "arrasam" campanha eleitoral para as presidenciais ― Plenamente de acordo com os jornalistas (mas aqui Pacheco põe em acção o outro lado do cérebro e não concorda).

Despacho: «Chame-se António Damásio!»*

(*) Esta do "despacho" é um plágio descarado a O Jumento (blogue que muito aprecio).

A CRISE E O EURO

Cheguei aqui via 31 da Armada; e permito-me realçar esta parte do artigo de Ian Traynor no jornal inlês The Guardian de ontem:

«Key fund managers, especially in the US, have signalled that they fear the euro's days are numbered, that they are unimpressed by Europe's response to the crisis, and that they are divesting*.»

«"The markets don't trust the package. Some Americans give the euro only a few years," said a senior EU official. After challenging the Germans to react more quickly and decisively – and being told to keep quiet – Barroso is to go to Berlin next week ahead of an EU summit in a fortnight.»

(*) A divestment is the opposite of an investment.

A PARTILHA DO GLOBO

Ora então vamo-nos sentar e comer um bom jantarinho que depois já nos trarão o globo para o repartimos com toda a minúcia.

Pergunta ingénua: ― E nisto onde é que cabe a Europa???

TANTO PALAVREADO FOLCLÓRICO E AFINAL...

Vender Bilhetes do Tesouro
Emitir Dívida
Colocar Dívida
Vender Dívida
Aumentar Dívida
Leilão da Dívida
Ir a Leilão nos Mercados

Tudo isto significa tão-somente:

PEDIR DINHEIRO EMPRESTADO.

Francamente...!

BOM DIA!

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

GIZ NO QUADRO PRETO! MAIS NADA!


Na Primavera de 2008 (atenção: 2008. Há menos de dois anos, portanto) leccionava-se assim ― à moda antiga ― no MIT (Massachusetts Institute of Technology) nos Estados Unidos da América.

À MODA ANTIGA! Senhores (des)governantes; senhores putativos gurus da educação; senhores defensores acéfalos dos disparates contidos nas metodologias de ensino inventadas nos diferentes ministérios da (des)educação que tem havido em Portugal;

POVO enganado de Portugal!

Na melhor universidade (científica) dos Estados Unidos da América (e talvez a melhor do mundo)...
...não há computadores (não há "Magalhães") nas aulas; não há brincadeiras nem há aulas lúdicas para “interessar” e não cansar os pobres alunos. E muito menos há licenciaturas falcatruadas, ao domingo e por fax.

Talvez seja por se levar lá o ensino a sério que a América tem estado na vanguarda do conhecimento, da ciência, da técnica, e em muitos mais campos de actividade.

Ou estarei a dizer disparates?!

BOM DIA!

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

REGISTO HUMORÍSTICO



[Clara Ferreira Alves in O Eixo do Mal 16_01_2011]

Clap, clap, clap (isto sou eu a aplaudir com um sorriso nos lábios).

(*) Sonso: adj. Que oculta a malícia com ar de tolo ou de ingénuo. DISSIMULADO, HIPÓCRITA, MANHOSO, VELHACO.

[Dicionário da Academia, II Vol. pg. 3454]

domingo, 16 de janeiro de 2011

PERPLEXO, OU NEM TANTO?!...

Cheguei a este vídeo através de O Jumento
E através do vídeo cheguei ao blogue Tabus de Cavaco
(Consulte-os e forme a sua opinião)

BEM, MUDEMOS DE "FOGO"

JUDY DURKIN

NÃO AGUENTO O MEU "FOGO"...

Demitiu-se como prova de incompetência; mas mais grave ainda (e é bem feita para os sócios totós aprenderem a escolher as pessoas que se propõem dirigir o clube) é ter provado que de sportinguista ele era e é NADA e de sportinguismo sabe tanto como uma eventual p.q.p. saberia.

Acabaram-se de há muito os clubes de futebol; hoje são autênticas empresas/albergues de oportunistas como certas empresas públicas o são para os boys dos partidos.

Merda para os chamados "dirigentes"! O falecido, Sr. José de Alvalade, fundador do S.C.P., deve estar quase a sair da tumba para reaver a fortuna que deixara ao seu Sporting.

Desculpa os palavrões. ***

[Extracto da resposta a um email matutino de uma filha minha, sportinguista como eu.]

BANDIDOS!

Tenho andado alheado do futebol doméstico pois a piolhice (o dirigismo sem verdadeira filiação e paixão clubísticas, e sem objectivos desportivos) que o invadiu há mais que uma boa meia dúzia de anos, expandiu-se qual praga fatal e aqui temos uma das consequências inevitáveis ― O Sporting Clube de Portugal abandonado (imagine-se ao que isto chegou...!) por um “presidente profissional” (sempre achei isto esquisitíssimo) na altura em que o clube acelera descendo o plano inclinado da desgraça rumo à extinção.

Mas hoje que o meu querido Sporting sofre as consequências de traições, incompetências, oportunismo e “rapacice” de alguns que por lá passaram, não consigo ficar indiferente a isso tudo; por isso trago aqui o meu desabafo (sem nenhuma dúvida inconsequente).

MERDALHÕES DE “dirigentes”!

sábado, 15 de janeiro de 2011

Epístola Décima Terceira:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895).

(A)     Na verdade, se o presidente francês se permite ter perante todo um areópago de decisores políticos, intelectuais e estudantes o seu elóquio sobre o “homem africano”, é porque (ele) sabe que a situação se encontra sob controlo. Aliás, (ele) não se preocupou com a resistência dos Africanos quando (ela) se manifesta, como foi o caso, em Bamako e em Cotonou, aquando da sua estadia, enquanto ministro do Interior: “Lorsque je me suis rendu en mai dernier au Mali et au Benin, l’accueil que j’y ai reçu a été excellent. Il y a peut-être eu trente porteurs de pancartes à Cotonou et trente-cinq à Bamako », sublinhou, desta forma, em Novembro 2006.
(B)     Donde, pertinente, se nos afigura, trazer (à colação), a elucidação, neste âmbito, da lavra de James WOOLSEY, no atinente ao desígnio dissimulado das nações “ricas” e “civilizadas”, designadamente dos Estados Unidos, cujo presidente Nicolas Sarkozy se pretende e se mostra tão próximo: “À présent que les forces américaines se trouvent dans Bagdad, qu’il nous soit permis de placer les événements actuels dans une perspective historique […] plus que une guerre contre le terrorisme, l’enjeu est d’entendre la démocratie aux parties du monde arabe et musulman qui menacent la civilisation libérale, à la construction et à la défense de laquelle nous avons ouvré tout au long du XXª, lors de la première, puis de la deuxième guerre mondiale, suivies de la guerre froide—ou troisième guerre mondiale. […] Nous sommes conscients d’inquiéter les terroristes, les dictateurs et les autocrates. Nous voulons qu’ils soient inquiets » (In « L’Amérique va gagner la quatrième guerre mondiale », Le Monde, 9 avril 2003).

PARABÉNS A VOCÊ!

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Epístola Décima Segunda:

Oh! Lá! Lá! Lá!...
Sim, efectivamente, mas
A quem beneficia o
Crescimento em África?

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895).

La “démocratie” ne Peut être ni exploitée
(Par l’Europe) ni imposée (par les USA).
« Elle ne peut être le produit de la conquête
Des peuples du Sud à travers leurs luttes pour
Le progrès social, comme cela fut (et est) le cas en
Europe »
SAMIR AMIN


(1)    Com efeito, o Crescimento é um destes vocábulos de ordem (e, aliás, vocábulos chaves) em que os Africanos gargarejam, acreditando (piamente) que possuem a mesma significação e as mesmas bases para os investidores e para os próprios Africanos. Não, não é nada disso! As empresas estrangeiras se enriquecem e permitem aos seus interlocutores e aliados locais fazer o mesmo em detrimento da imensa maioria dos Africanos e do próprio Ambiente.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

DE BRADAR AOS CÉUS


Como é possível que se escreva num jornal ― ou seja lá onde for ― ainda por cima como subtítulo de uma notícia:

«A tortura terá ocorrido após a morte»

Mas que raio de escrevinhadores são estes e como conseguiram obter uma carteira profissional?! Já não há revisores competentes nos jornais; ou já não há revisores nos jornais?!

E ainda querem que Portugal tenha bons governantes e não se afunde na Europa...! Eu explico esta observação: é que a escola é a mesma. 

Epístola Décima Primeira:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895).

                        Política Cultural e Democracia: (1990-2000):

            ---A queda do Muro de Berlim, que consagra o fim da “guerra-fria”, a perestroïka na Rússia, o discurso de François MITERRAND em Baule sobre “democratie et bonne gouvernance”, a vaga das Conferências nacionais soberanas em África libertam as energias e encorajam as tentativas democráticas no Continente.
            ---No seio dos Estados Africanos, a Sociedade civil assume, cada vez mais e mais, corpo e se posiciona como contrapeso, como contra-poder. Identicamente, que as ocasiões de concertação intelectual se multiplicam à escala do Continente (Congresso dos intelectuais e dos homens de Ciência, em Brazaville, Congresso das artes e da cultura, em Dakar, Nairobi, Joanesburgo, Addis-Abeba...), do mesmo modo, as manifestações sub regionais e regionais renascem, designadamente:
                        -Festival pan-africano do Cinema e da Televisão em Ougadougou (Capital de Burkina Faso);
                        -Festival pan-africano de Música, em Brazaville;
                        -Écrans noirs à Yaoundé (Capital dos Camarões);
                        -Salão Internacional da Arte e do Artesanato à Ougadougou (Burkina Faso);
                        -Salão da fotografia à Bamako (Capital da República do Mali);
                        -Festival Internacional do actor em Kinshasa;
                        -DAK’ART sobre as Artes plásticas a Dakar (Senegal);
                        -Festival de Cinema de Cartago;
                        -Salão Internacional de moda à Niamey (Capital do Níger);
                        -Mercado das artes e dos espectáculos africanos à Abidjan, etc.

MINHA ÚLTIMA PAIXÃO CABO-VERDIANA



terça-feira, 11 de janeiro de 2011

E AGORA UM BÁLSAMO

MARIA SHARAPOVA

EPIFANIA DE UM ELEITOR

Acabei agora mesmo de ouvir uma entrevista do candidato presidencial Francisco Lopes à Antena 1. O entrevistado mostrou nesta entrevista ser o mais inteligente, o mais político, o mais sincero, o mais bem-intencionado e o mais bem preparado teoricamente, de todos os candidatos presentes a este pleito eleitoral.

Acaba de ser uma grande surpresa (pela positiva) para mim, e eu ― que iria anular o meu voto colando uma fotografia do meu gato no boletim de voto e pondo nele uma cruz votando no Picasso ― mudei de posição e vou votar Francisco Lopes. Não porque acredito que este candidato vai ganhar a eleição; mas porque, tendo, como cidadão eleitor, o direito e o dever de votar, acho que com o meu voto válido em Francisco Lopes estarei a votar na sinceridade, na coerência para o bem, na competência, na dedicação e no trabalho de um homem a favor do equilíbrio da sociedade que de outro modo caminharia inexoravelmente para o abismo do totalitarismo e do primado do dinheiro concentrado em poder absoluto de uma meia dúzia sobre a vastíssima massa humana domesticada e submetida aos caprichos e à tortura dos “mercados” e do poder financeiro. Com este voto estarei a lutar contra certos preconceitos que injusta e “carneiralmente” vinha alimentando sobre este candidato.

É a minha epifania de 2011? Será um acto meu de contrição? Talvez seja as duas coisas. E não me envergonho de as trazer a público apesar de serem coisas de somenos na vida de qualquer um.

Mas também, e como dizia Narciso Miranda: ― eu sou um homem simples!

Epístola Décima:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ  (1853-1895)


                        Acerca da Promoção das Políticas Culturais Africanas (1970-1980):
                        --- O regímen de partido único, que se impõe, no conjunto da África (na década dos anos 1970), como modelo de governo, confere aos dissemelhantes regimes implantados uma legalidade de facto. Sem dúvida, por preocupação de dotar esta legalidade arrancada pela força de uma legitimidade popular, os regímenes militares implantados se fazem investir por eleições disfarçadas, sobretudo (porém), por um elóquio de mobilização, de inspiração cultural.
                        --- É um período caracterizado (efectivamente), por uma espécie de fuga para a frente em todos os géneros. Ou seja:
                                    - Plano de Monróvia,
                                    - Plano de Lagos,
                                    - Autenticidade,
                                    - Carta cultural de Porto Louis.
                        Tantas expressões formalizadas de uma prospectiva magicada minuciosamente, nas suas torres de marfim por super-estruturas burocráticas e políticas, quer ao nível dos Estados, quer ao nível da Organização da unidade africana. Aliás, a segunda edição do Festival das Artes negras, em Lagos (Nigéria), em 1977 é uma recuperação militarizada de um Evento, não obstante, altamente cultural, por razões de legitimação política e geopolítica.