Carrilho fala de Jaques Attali cujo último livro, publicado este Setembro último em Portugal, por acaso acabei de ler e de que darei nota brevemente pois lendo Attali verifica-se que ele é o "cartilhador" mais plagiado e, claro, nunca citado, pelos "comentadores" de economia e economistas de "renome" da televisão portuguesa.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
O SAPO PANÇUDO
Tornou-se especialmente penoso entrar no Albergue Espanhol, desde há cerca de dois meses; mas agora a coisa está pior. Posso estar enganado, mas creio que o problema se prende com a "empanturrice" dos servidores do sapo.pt.
Não sei o porquê da escolha de alojamentos anfíbios quando existe alojamento de luxo e gratuito no Blogger que ainda por cima ostenta a garantia Google!
A escolha anfíbia pode ser uma questão de nacionalismo; mas eu sempre pensei que uma empresa portuguesa de serviços online tem sempre maiores riscos de extinção que uma empresa americana do calibre da Google.
De qualquer forma, boas sapadas para quem mergulhou no lodaçal.
MISTÉRIO DE POLICHINELO
Alguém, algum papagaio dos que estão sempre nas televisões a falar de economia, já explicou aos portugueses por que razão têm medo do FMI?
Era bom que o dissessem para se ficar a saber quem é que mais sofrerá com a entrada do FMI em cena - os banqueiros e os financeiros, os políticos negociantes, os partidos que se financiam através das empresas, as empresas de regime que mamam os impostos e levam os portugueses ao endividamento e à falência, etc.
Este é o maior mistério por detrás do medo ao FMI.
Cambada de aldrabões!
Nota: É preciso dizer também claro e bom som que tanto o Bloco de Esquerda como ainda o PCP (menos) dependem das tetas do Estado.
COISAS QUE NUNCA ENTENDI
PORQUE SE DEMORA TANTO:
1) A comprar uma passagem aérea ao balcão;
2) A fazer compras numa casa de ferragens;
3) A comprar peças de automóvel;
4) A ser atendido numa farmácia…
sábado, 27 de novembro de 2010
Peça Ensaística Sexagésima Sexta; no âmbito de
Na Peugada de
NOVOS RUMOS:
“Ser culto es el único modo de ser culto”
José MARTÍ (1853-1895).
É hora da criação de uma opinião pública africana participativa:
Marcas pertinentes para principiar o ofício:
(1) Numerosos países de África celebram o quinquagésimo Aniversário da sua Independência em 2010.Trata-se de um Evento assaz relevante. Com efeito, o Continente, que atravessou séculos de sofrimentos físicos e morais durante dois “Grandes Abalos” (Tráfico negreiro e colonização, em seguida), (parece) enfim, dirigido pelos seus filhos.
(2) É tempo, todavia, de proceder à análise do sentido destas independências e à reflexão assisada sobre o balanço do exercício do poder pelos próprios Africanos. É, outrossim e, ainda o ensejo para se interrogar sobre o intolerável paradoxo da África: Continente abarrotado de riquezas humanas e naturais, todavia, continente empobrecido, assistido e fragilizado…
(3) Na verdade, é tempo que os Intelectuais (dos quais os dirigentes políticos, amiúde, minimizaram ou receiam o papel, mantendo-os à distância) se empenham no debate e contribuem, activamente na criação de uma opinião pública africana participada (sumamente credível) sem a qual o verdadeiro e autêntico desenvolvimento permanecerá hipotético.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
MORTE INGLÓRIA
Foi a frase sucessivamente repetida, até ao último suspiro, pelo malogrado escritor cabo-verdiano, António Aurélio Gonçalves (nhô Roque), quando se apanhou no hospital do Mindelo em S. Vicente, vítima de atropelamento por um automóvel em despiste que galgou o passeio e lhe tirou a vida. Isto foi-me contado pela médica que o recebeu no banco de urgências naquele dia fatídico.
Pois bem. Hoje, aqui na pacatíssima cidade de S. Filipe, na ilha do Fogo, estando em amena cavaqueira com dois amigos, sentados em mochos colocados à porta, no passeio público (aqui ainda é assim: à tarde há pouquíssimo movimento de viaturas e pessoas e por isso se desfruta deste prazer, sobretudo quando devido ao sol inclemente o calor se faz sentir mais em casa que na rua); mas dizia, estando nós os três conversando, eis que um automóvel em despiste nos ia esmifrando a todos contra a parede, não fora o “rabo” de um outro automóvel que estava estacionado um pouco mais acima, que recebeu o primeiro choque e fez rodopiar o carro assassino em meio pião, impedindo assim a acção do matador encartado.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Peça Ensaística Sexagésima Quinta, no âmbito de
Na Peugada de NOVOS RUMOS:
“Ser culto es el único modo de ser libre”
José MARTÍ (1853-1895).
NP:
A crise financeira provocou, em 2009, uma forte contracção da actividade nos países desenvolvidos, que impeliu os Bancos Centrais e os Governos a coordenar os seus esforços para limitar os efeitos deletérios da recessão. No entanto, esta está doravante terminada, porém, a actividade, apenas lerdamente levanta o ferro e ao preço de um pesadíssimo endividamento público. Donde, com efeito, o seguinte panorama:
--- Na Europa, a crise da dívida soberana ameaça esta retoma frágil, acelerando o calendário do ajustamento orçamental.
--- Nos Estados Unidos da América do norte, a procura interna se contrista para assumir o revezamento das despesas públicas.
--- Enfim e, em suma: Por toda a parte, o aumento do desemprego e o acesso, cada vez mais, difícil ao mercado do crédito limitam as perspectivas do crescimento.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Peça Ensaística Sexagésima Quarta, no âmbito de
Na Peugada de NOVOS RUMOS:
“Ser culto es el único modo de ser libre”
José MARTÍ (1853-1895).
Acerca da Língua portuguesa:
“Os portugueses teriam renunciado à cruz e ao gládio, confiando o sexo, as tarefas da colonização”. In ROGER BASTIDE: Anthropologie appliquée, Paris, PAYOT, 1971.
“A língua portuguesa nunca foi considerada pelos próprios portugueses como um agente suficiente, ou sequer indispensável, para assegurar as operações coloniais. É certo, que aqui e ali, os portugueses procuravam assegurar a difusão da língua, mas esse impulso era limitado e não tardou a esvair-se, sem deixar quase traço algum. Os locutores autóctones foram sempre considerados incapazes de respeitar a norma linguística e, ainda hoje, tal continua a verificar-se”. Alfredo MARGARIDO (1928-2010).
domingo, 21 de novembro de 2010
ENTÃO BOA NOITE!
Joana Amaral Dias
Por ter estado num "refúgio" onde não há electricidade e muito menos Internet, publico já tarde, mas publico, a habitual fotografia semanal da nossa querida Joana.
Peça Ensaística Sexagésima Terceira, no âmbito de
Na Peugada de NOVOS RUMOS:
“Ser culto es el único modo de ser libre”
José MARTÍ (1853-1895).
“Não há educação fora das sociedades humanas e não há homem no vazio”.
Paulo FREIRE (1921-1997).
(1)
É um facto, assaz pertinente, que, na verdade, é inconcebível pensar a Educação fora do Primeiro espaço, no qual a Criança é concebida e educada: a Família. De facto, é impensável um tal procedimento! (Quiçá!...).
De feito, esta espécie de “Sociedade natural”, que apresenta a particularidade de conjugar o biológico e o social, foi, muito tempo, concebida como a fonte e o esteio de toda a Comunidade organizada.
(2)
Eis porque, deste modo, até meados do século XIX, numerosos eram os que não concebiam outra instância de Educação que a Família. Sendo, esta, o suporte e a origem do vínculo social. É a ela, que incumbe, ipso facto, assegurar o fundamental da Educação, com ênfase, na infância e na adolescência (sobretudo). Todavia, as coisas mudam à partir do momento em que a Organização política já não se pode conceber como o espelho ampliado de uma família subordinada a um chefe que protege, proíbe e autoriza.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
domingo, 14 de novembro de 2010
Peça Ensaística Sexagésima Segunda, no âmbito de
Na Peugada de NOVOS RUMOS:
“Ser culto es el único modo de ser libre”
José MARTÍ (1853-1895).
“A educação é uma resposta da finitude da infinitude. A educação é possível para o homem, porque este é inacabado e sabe-se inacabado. Isto leva-o à sua perfeição. A educação, portanto, implica uma busca realizada por um sujeito que é o homem. O homem deve ser o sujeito de sua própria educação. Não pode ser objecto dela. Por isso, ninguém educa ninguém”.
Paulo Freire (1921-1997).
Nos meandros do Diagnóstico do Estado actual da EDUCAÇÃO:
--- De feito, presentemente, são as próprias condições de possibilidade do Empreendimento Educativo que vêem postas em causa pela Evolução das nossas Sociedades.
--- Na verdade, toda uma série de dados que se afiguravam quão evidentes e que serviam de supedâneo e esteio à Instituição Escolar foram abalados e, até estão em via de desaparecer. Não se trata de lastimar o desvanecimento de um passado para o qual nenhum retorno não seja imaginável, nem desejável. Trata-se, sim, de evidenciar (tornar explícito) uma série de transformações relevantes e fazer sobressair o repto que representam. É apenas a este nível que se pode, verdadeiramente compreender as dificuldades às quais a Educação é alvo e se acautelar ante a tarefa de refundação que se encontra a nossa frente.
sábado, 13 de novembro de 2010
INVIÁVEL NÃO DIGO; MAS É PROBLEMÁTICO
Grosso modo a organização e o funcionamento social em Cabo Verde estão ao nível de uma Amadora ou de uma Reboleira, isto é, de um subúrbio lisboeta prenhe de imigrantes do que de um país um pouquinho mais evoluído como seria de exigir após tantos anos de independência e tantos dinheiros próprios e de cooperantes gastos na educação e em tudo o resto que tem a ver com maior civilidade para os supostos beneficiários que são afinal todo o povo; sobretudo os jovens – os menos bem preparados moral e civicamente em Cabo Verde.
Como sou um desbocado indiferente a qualquer mordomia ou sinecura, digo-o assim, à boca cheia, não só por ser verdade mas também porque me envergonha profundamente ver os meus concidadão comportarem-se tão incivilizadamente como ora acontece.
E quando digo isso comparo Cabo Verde ao Ocidente civilizado; não à África profunda onde infelizmente condicionalismos vários de que Cabo Verde nunca sofreu ou sofre levaram à sua condição de atraso civilizacional.
Merecemos outro país. Este povo necessita ter dirigentes cultos e instruídos.
É que aqui também há muita gente como que “licenciada por fax” em cargos de responsabilidade e de direcção no país.
E o pior é que todo e qualquer habitante destas ilhas julga-se um grande doutor com direito a tudo do melhor sem ter que trabalhar. Até há quem acha que o dinheiro que o emigrante transfere ou traz no bolso lhe pertence por inteiro, a ele habitante local, não tendo sequer que agradecer para o gastar em benefício próprio.
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
PODE SER MINISTRO
O cão aqui de casa, esta coisinha minúscula mais pequena que o meu gato, o Picasso, que toda a gente conhece, não se cala à noite e não deixa ninguém dormir enquanto minha mãe não lhe deseja, em voz alta, as boas noites – então cala-se, retira-se do espaço de convívio e procura o seu lugar para descansar.
António Damásio está farto de nos dizer que estes mamíferos (a par da maioria dos outros) não só pensam como têm sentimentos sociais e tomam decisões conscientes.
Eu diria que este cão cabo-verdiano, pertença de minha mãe, está mais que preparado para fazer uma licenciatura por fax.
BOM DIA!
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
ÊXITO ESTRONDOSO NA EXPORTAÇÃO…
De doses maciças do mesmo palavreado, repisado pela enésima vez, sobre “economia”.
Há seis ou sete anos que Portugal é “economia” do nascer ao pôr-do-sol.
Não há cu que aguente…!
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Peça Ensaística Sexagésima Primeira, no âmbito de
Na Peugada de NOVOS RUMOS:
“Ser culto es el único modo de ser libre”
José MARTÍ (1853-1895)
“Les nations sont des universaux, une sorte de moyen terme entre la vie de l’individu et la vraie vie du genre humain. Ce sont des essais d’individualisations collectives ».
Jules MICHELET (1798-1874), historiador francês (In Journal, 7 juin 1842
(1) Se o Estado é o herdeiro de séculos de monarquia ou de despotismo, a Nação (por seu turno) é admitida e utilizada, no século XIX, na sequência da impulsão revolucionária e do modelo francês. De anotar, com efeito, que o despertar das nacionalidades se edificou sobre o tema da conquista da Liberdade Política. Eis porque, deste modo, a República não é um sonho abstracto da razão. Aliás, ela não é dada por um direito ou uma lei natural. Sim, efectivamente, ela constrói historicamente uma Identidade Colectiva por um imaginário específico
sábado, 6 de novembro de 2010
DESCUIDO DE EMIGRANTE ASSIMILADO
E MAIS UMA LIÇÃO RECEBIDA DA NATUREZA
Na primeira noite, no campo, tendo as janelas do quarto abertas, acendi a luz... e poucos minutos depois tinha o quarto invadido por centenas ou mesmo milhares de insectos voadores nocturnos de espécies e tamanhos variados; dentre eles descobri uma “mosquinha” do tamanho de um ponto feito no papel por uma BIC de ponta fina – mosquinha com corpo equipado com asas; cabeça com olhos e provavelmente aparelho de audição; dotada de um sistema nervoso, certamente rudimentar, mas capaz de lhe permitir a orientação, a coordenação do voo, a adaptação às condições do ambiente, a regulação da sua fisiologia, a resolução de problemas surgidos no espaço habitado, etc., etc.
Ah! Já me esquecia – dotada também de capacidade de reprodução.
Senti-me então mais pequenino que aquela mosquinha. Mas continuo teimosa e ridiculamente a pensar que valho alguma coisa. Imaginem só o disparate…!
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Peça Ensaística Sexagésima, no âmbito de
Na Peugada de NOVOS RUMOS:
“Ser culto es el único modo de ser libre”
José MARTÍ (1853-1895).
“Que les oiseaux et les sources sont loin!
Ce ne peut être que la fin du monde, en
Avance ».
ARTHUR RIMBAUD (Poeta francês : 1854-1891).
Acerca da Actividade Filosófica…
(A)
Não há dúvida nenhuma, que, se a Actividade Filosófica quer ser outra coisa mais que uma mera assunção museográfica, se ela pode resistir à tentação de se entrincheirar numa mera conservação de antiguidades espirituais, ela deve correr o risco de pensar este Evento e a Era que inaugura. No entanto, precisamente a dificuldade neste ponto consiste em reconhecer o ponto de vista peculiar e próprio ao Pensamento, deste modo, atribuído ao seu site. Ou seja: a colocação em situação do Pensamento (que só lhe pode dar o há para pensar) deve, singelamente assumir a sua contextualização, que explicita as ferramentas com as quais ela pode pensar esta situação.
Peça Ensaística Quinquagésima Nona, no âmbito de
Na Peugada de NOVOS RUMOS:
“Ser culto es el único modo de ser libre”
José MARTÍ (1853-1895).
2008, Ano em que a População Mundial se tornou maioritariamente Urbana (…):
(I)
Não há dúvida nenhuma, que (nós) somos os coetâneos da mais profunda mutação que tenha conhecido a Humanidade desde o Neolítico. Donde e daí, que seria quimérico, pueril e ilusório comportar-se e agir como se os mesmos problemas se colocassem em termos idênticos, no âmbito de um colóquio secular de filósofos desvinculados destas contingências. De feito este Evento, de uma rapidez fulminante, tem, com efeito, transformado, de alto a baixo, a Existência Humana, a tal ponto que se afigura, assaz difícil identificar o que permanece da História Antiga. Ou seja: numa época em que a Igreja Católica submete as mais santas das suas relíquias a testes de datação ao carbono 14 e análises palinológicas, a própria religião sofreu o domínio da Técnica e se encontra abalada pelo facto.
Enfim e, em suma: A vida de um Homem, presentemente, já só possui uma remota conexão com o que era a vida dos seus avoengos (dois séculos mais cedo) e o até na intimidade das suas crenças.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
NAVEGAR NAVEGAR
Navegar navegar
Mas ó minha cana verde
Mergulhar no teu corpo
Entre quatro paredes
Dar-te um beijo e ficar
Ir ao fundo e voltar
Ó minha cana verde
Navegar navegar
[Fausto]
Então, até já! Pois, navegar é preciso.
Mas ó minha cana verde
Mergulhar no teu corpo
Entre quatro paredes
Dar-te um beijo e ficar
Ir ao fundo e voltar
Ó minha cana verde
Navegar navegar
[Fausto]
Então, até já! Pois, navegar é preciso.
Peça Ensaística Quinquagésima Oitava, no âmbito de
Na Peugada de NOVOS RUMOS:
“Ser culto es el único modo de ser libre”
José MARTÍ (1853-1895).
Acerca do Domínio Técnico, no âmbito da Sociedade Hodierna:
Diga-se o que se disser, na verdade, presentemente (nos nossos dias de hoje), ninguém pode contestar a vastidão do Domínio Técnico imperante, em todos os aspectos da nossa existência. Donde, a urgência consiste em assumir, sem demais delongas, o desafio/repto lançado.
À tese segundo a qual a modernidade é fundamentalmente sinónimo de “época técnica” (consoante exarou, o filósofo alemão, Martin HEIDEGGER (1889-1976), se opõe, logo à primeira, o facto que a técnica é, outrossim, quão vetusta como o próprio Homem. Trata-se, por conseguinte, de definir o estatuto da técnica hodierna em relação ao uso milenar de ferramentas.
De consignar, avisadamente, que a divulgação da essência originária da Técnica foi conduzida pelo estudo do mundo helénico: Descobre na ferramenta um prolongamento da mão, pelo qual o Homem se configura um ambiente maneável e assegura, deste modo, a sua penhora sobre o Mundo. De feito, a Técnica antiga é, na sua essência primordial uma prestidigitação (leia-se, outrossim, manobra) e é ela que torna o Homem “como mestre e possessor da Natureza”, racionando, criticamente com o filósofo e matemático francês, René DESCARTES (1596-1650).
PLENAMENTE DE ACORDO
«O pior dos inimigos, que agora domina Portugal, é a suprema hipocrisia de certos políticos, alguns até auto-intitulados "socialistas", que perante um aperto financeiro por razões alheias ao sistema esquecem as juras de solidariedade e cortam nos apoios aos mais necessitados para manterem benesses dos grupos de pressão.»
sábado, 30 de outubro de 2010
PARABÉNS “EL PIBE”
O Indiscutivelmente melhor futebolista de todos os tempos:
Diego Armando Maradona (El Pibe de Oro).
Faz hoje 50 anos.
É o único futebolista, de que se recorda, que sozinho era uma equipa.
Ele foi o Nápoles duas vezes campeão de Itália na década de 80*.
Ele foi a Argentina Campeã do mundo em 1986.
Hoje, no dia do aniversário de Maradona, nem sequer me recordo do nome do outro; daquele que comprou nas secretarias das máfias do futebol mundial o título que todos nós (aficionados que vimos jogar aos dois astros) nunca hesitámos em atribuir a El Pibe.
Parabéns Maradona!
(*) As duas únicas vezes que a até então modesta equipa do Nápoles foi campeã de Itália.
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
FIM AO MITO DO “MEDO”
VENHA JÁ O FMI
Das duas vezes que O Fundo Monetário Internacional veio a Portugal, depois do 25 de Abril, muita coisa e muito desmando foi corrigido no funcionamento da máquina do Estado.
Todos aqueles que têm aparecido estes dias a meter medo à população portuguesa com a vinda do FMI, têm-no feito porque sabem que o FMI representa o fim do festim em que se têm banqueteado com total desprezo pelos contribuintes e eleitores.
Da minha parte estou pronto a pagar a minha quota com os apertos e os sacrifícios que forem exigidos; sabendo contudo que o FMI obrigará qualquer Governo a ter de:
1 - Acabar com O regabofe dos bancos os quais comem a maior fatia dos empréstimos externos através da sua actividade prestamista (desde logo prestamista do próprio Estado) e comem boa parte da pouca riqueza que os portugueses geram, através de juros altíssimos escandalosos quando emprestam a particulares, mas servem sobretudo para financiar operações financeiras especulativas de curto e chorudos retornos. Isto para não falar das negociatas dos amigos, apoiadas à socapa. Aliás, os bancos são quem mais teme a vinda do FMI; até porque já ouviram António Borges, o novo Presidente do FMI para a Europa, dizer clarinho, clarinho, que «O principal responsável por esta crise é a banca portuguesa».
2 - Acabar com os sorvedouros dos dinheiros públicos, como são:
Os Institutos públicos,
As empresas públicas participadas (EPP),
As Entidades Públicas Empresariais (EPE),
As Parcerias Público-privadas (PPP),
As consultorias milionárias das sociedades de advogados amigas do governo,
A central de comunicação, espionagem, propaganda e contra-informação do governo;
Isso e mais uns quantos organismos Públicos onde se acoitam os boys, os parasitas políticos, os desempregados partidários, os bufos, os incapazes e os serventuários menores dos partidos do poder.
Tudo isto foi criado e é mantido à custa do dinheiro dos impostos dos contribuintes. Criado e mantido para alimentar vários canalhas e muitos sacanas.
Até muitos dos chamados “comentadores”, “analistas”, “politólogos”, "especialistas em economia", etc., embora traçando cenários catastrofistas sobre a economia portuguesa, abominam, contudo, a vinda do FMI, pois, entre outras coisas sabem que com isso terão que pagar mais impostos. É que a “fuga legal” ao pagamento de uma boa parte dos impostos, que praticam declarando à colecta certos rendimentos como “rendimentos resultantes de trabalho intelectual” (um eufemismo que nada quer dizer e só serve para fugirem a pagar parte das suas obrigações fiscais: o IRS sobre alguns dos seus rendimentos do trabalho), terá os seus dias contados com a vinda do FMI.
Como pode um indivíduo desses, intitulando-se “trabalhador intelectual", pagar menos impostos que qualquer outro trabalhador se se não conhece um único trabalho humano que não envolva o intelecto das pessoas ― seja essa pessoa um médico ou um simples trabalhador agrícola! ―. Onde pára a honestidade dos "intelectuais" deste país?
Esta é a parte visível do iceberg constituído pelo “MEDO DO FMI” propalado aos quatro ventos pelos interessados na manutenção do estado actual das coisas (os mamadores do regime), os quais já quase fizeram, com o Orçamento que querem aprovar a toda a pressa, a cama aos mais fracos e aos mais necessitados para poderem manter para si, por mais algum tempo, as fontes públicas de rendimentos donde sempre sugaram e sugam quem trabalha e ainda produz alguma coisa neste Portugal de fim de regime.
Chumbe-se o Orçamento! Já!
Noto com satisfação: Mesmo que o Orçamento não seja chumbado, felizmente que a incompetência reinante acabará por, a breve trecho (uns meses apenas), determinar a vinda do FMI.
BOLAS PARA ISTO
Já estou mais que baralhado; já admito tudo e o seu contrário. E se se trata da PSP, então ― por aquilo que transpira de certas notícias ―, já não se sabe bem quem é o malfeitor e quem é que cumpre um dever social.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Para AMantes
«Presunçosa, tu nada sabes do amor. Não sabes sofrer nem preservar. Porque ao menor contacto com a chama, foges. Eu fico, para por ela ser consumido. Se o fogo do amor te queima um pouco a asa, olha, ousa ao menos nele arder inteiro!»
(Lido hoje no Acto Falhado de Rita Ferro)
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
GOSTARIA DE TER ESCRITO ISTO:
«Esta proposta de Orçamento de Estado para 2011 é semelhante a estranhezas como exames por fax e ao Domingo. Este governo não quer resolver os problemas do país mas sim os problemas da sua máquina tentacular espalhada pelo aparelho do Estado. Este governo não quer acabar com o verdadeiro regabofe das parcerias público-privadas preferindo, antes, castigar os contribuintes. Este governo confunde o Estado com o partido e confundo os negócios de estado com as negociatas privadas confundindo, igualmente, o Ministério das Obras Públicas com o Departamento de Obras Públicas de uma qualquer empresa privada com administrador do tipo “quem se mete com o PS leva”.»
Peça Ensaística Quinquagésima Sétima, no âmbito de
Na Peugada de NOVOS RUMOS:
Um breve apontamento acerca da Nova Filosofia do Ambiente:
“Ser culto es el único modo de ser libre”
José MARTÍ (1853-1895).
Uma necesaria Nota proemial:
--- A urbanização planetária pela obra transforma profundamente as conexões dos homens com a Natureza: ela chega a cercar o ambiente, com as suas auto-estradas, os seus centros comerciais, o seu habitat esparso, os seus parques de lazeres, etc. Evidentemente, permanecem florestas, montanhas elevadas, parques naturais, campos cultivados. Todavia, estes espaços não são, praticamente poupados, visto que se tornaram destinos turísticos, investimentos imobiliários, dependências urbanas e por vezes lixeiras…
--- A constituição de vários “meios urbanos”, desarrumam as antigas relações Cidade/Campo e Humano/Natureza e impõe uma “paragem”no âmbito da Filosofia do Ambiente afim de avaliar a sua dimensão e analisá-la.
(…)
UMA EXPLICAÇÃO AOS LEITORES
Retiro agora a fotografia do condenado, Carlos Cruz, que esteve quase um mês na barra direita deste blogue porque o que pretendi foi apenas e só tomar uma posição explícita sobre o que penso da sua condenação como pedófilo, pelo tribunal de primeira instância, dizendo: "Não Acredito Nele" (Carlos Cruz).
Retiro a fotografia porque não pretendia nem pretendo fazer campanha contra o cidadão condenado; mas apenas pretendi dar-lhe uma lição abominando a sua (dele) campanha contra a Justiça e os tribunais; mas sobretudo o que eu quis foi abominar aquela obscenidade de andar a dizer que os depoimentos das vítimas foram uma orquestração e peça de uma cabala.
Que fique bem claro: não recebi qualquer ameaça, pressão ou pedido, fosse de quem fosse, para retirar a fotografia. Se qualquer uma dessas coisas tivesse acontecido, denunciá-la-ia e manteria a fotografia onde estava.
É que aqui mora um homem do Fogo!
DA BARBÁRIE
A Wikileaks divulgou no passado dia 22 do corrente mês 39.832 documentos secretos sobre a “Guerra do Iraque”. Dentre esses documentos, consta este vídeo que ofereço principalmente a Pacheco Pereira, Durão Barroso e José Manuel Fernandes (ex-director do jornal PUBLICO).
Mas este vídeo destina-se também a todos nós pois deveremos meditar bastante sobre a violência (muitas vezes gratuita e animalesca) existente nos palcos de guerra ― e sobretudo no palco das mal denominadas “guerras”, como se apelidou a invasão e ocupação do Iraque pelos americanos e ingleses, por exemplo.
Eu sei que para se ser justo se deve também publicar as atrocidades cometidas do outro lado da barricada (mas não disponho de material para o fazer) pois ninguém fica ilibado do cometimento de atrocidades sobre o “inimigo”. E sobre isso quero dizer que não condeno os americanos absolvendo os islamitas: condeno a ambos. Mas condeno em primeiro lugar a invasão estúpida, “bushiana” do Iraque por parte dos criacionistas americanos, ao tempo no poder na América.
Tenho comigo o vídeo da decapitação deste jornalista americano, Daniel Perl, raptado e morto no Paquistão por um grupo de homens fardados da Al Qaeda ― constituindo esse vídeo, quanto a mim, a cena mais horrorosa e chocante até hoje vista pelos meus olhos. Dou graças a Deus ter podido ver e ter este vídeo para o resto da minha vida pelo que me ensinou e ensina de cada (rara) vez que o revejo por qualquer motivo que me leve a pensar sobre o Homem e sobre a natureza humana.
E só não publico esse vídeo porque o mesmo foi quase imediatamente retirado da Net, logo a seguir à sua publicação ― ao que constou a pedido da família de Daniel Pearl.
Esse vídeo foi “substituído” por este logo aqui em baixo cuja explicitude se aproxima da verdade, mas fica a milhas do horror expresso no vídeo verdadeiro.
Desejo que o seja, mas hoje não digo BOM DIA.
sábado, 23 de outubro de 2010
A DIGNIDADE EM DIRECTO
O jornalista brasileiro, Paulo Beringhs, mostra aos recadeiros políticos e moços de fretes que sob a capa de "jornalista" servem o poder em Portugal, que vai uma grande diferença entre um homem digno e um cagameco.
Mas os cagamecos não vão aprender nada com isto.
BOM DIA! Mais uma vez.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
A VIDA NAS CAVERNAS
Não me arrependo do meu passado na UEC (União dos Estudantes Comunistas), organização do PCP para a juventude, e das actividades que nela desempenhei como militante político até cinco meses depois do 25 de Abril de 1974.
Mas quando leio, hoje, em pleno século XXI, coisas destas, sinto-me triste e angustiado; mas também revoltado contra o grupo de pessoas que hoje manda no PCP.
Escreve Albano Nunes no Avante, órgão oficial do PCP:
Concordamos no económico e discordamos no resto. E se perguntarmos pelas “Amplas Liberdades” de que o PCP tem a patente registada ― então disso nem queiram saber a resposta...!
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
ESPATIFANÇO À VISTA
E não está a ver que Durão mandou construir uma parede na arriba da Nazaré.
Chame-se já o INEM. Prepare-se o bloco operatório e os cuidados intensivos. E pelo sim pelo não, contacte-se uma funerária.
Agora falemos de coisas sérias. Acham que dá credibilidade a quem quer ser ministro das finanças andar com “bocas” e recadinhos destes?!...
Imaturidade! É o mínimo que se pode dizer disto.
JORNALISMO DE MERDA
Notícia provavelmente encomendada ao jornal do amigo Joaquim ou então da autoria espontânea de qualquer “jornalista” de vão-de-escada cumprindo mais um “servicinho” ao PS:
«Abstenção do PSD custa mais de mil milhões.
A inclusão das condições de Passos Coelho no Orçamento do Estado representa a perda de 600 milhões de euros com o IVA e 450 milhões de receita que o Estado conta arrecadar com os limites às deduções e aos benefícios fiscais. Valores a que podem ainda acrescer os custos com a suspensão de obras públicas.»
A inclusão das condições de Passos Coelho no Orçamento do Estado representa a perda de 600 milhões de euros com o IVA e 450 milhões de receita que o Estado conta arrecadar com os limites às deduções e aos benefícios fiscais. Valores a que podem ainda acrescer os custos com a suspensão de obras públicas.»
O f.d.p. não diz, não informa, manipula, goza connosco, sente-se impune com esta meia mentira e não diz aquilo que é importante e que felizmente toda agente já ouviu e já percebeu:
Que o PSD propõe ir buscar ao corte na despesa os mil milhões de euros que o governo quer vir buscar aos nossos bolsos.
Que o governo, por sua parte, prefere não mexer na despesa e prefere meter-nos as mãos nos bolsos para continuar com dinheiro disponível para engordar os seus boys, amigos e comparsas de negócios.
BOM DIA, À MESMA!
Segunda Parte da Peça Quinquagésima Sexta:
“Ser culto es el único modo de ser libre”
José MARTÍ (1853-1895).
E, em complemento oportuno e necessário, vamos abordar os Traços estruturais que especificam a Excepção Sueca, designadamente:
--- A estabilidade do capital das empresas;
--- A responsabilidade dos emprestadores;
--- A autonomia da política monetária.
(A) As Empresas Suecas dispõem da estabilidade do capital, o que constitui um factor de superioridade estratégica para os seus beneficiários. Procurada pela importância maciça do grupo de accionistas familiar e o compromisso das Instituições financeiras, ela desbloqueia o horizonte dos dirigentes de empresas que possuem, deste modo, a faculdade de programar projectos eventualmente promissores, todavia, mais dispendiosos e de associar a isso o seu pessoal técnico e comercial, sem exercer uma pressão constante sobre os corpos e os espíritos deste pessoal.
(B) Os economistas europeus (vinculados, ortodoxamente às ideias de Bruxelas) não viram ou, tão pouco, quiseram ver que os emprestadores suecos conservavam as suas responsabilidades de emprestadores, evitando praticar a desintermediação e a intitulação. Singularidade suplementar da Suécia que permaneceu na sombra até que ela se revela aos olhos de todos (sem se esconder). As autoridades suecas se regozijaram então publicamente do seu país ter permanecido ao abrigo da borrasca que tinha abanado os outros mercados ocidentais do crédito, infectados pelas crenças suspeitas e duvidosas oriundas do mercado hipotecário norte-americano. Eis porque, no âmbito desta dinâmica, o Governador adjunto do Banco Central da Suécia emitiu a seguinte observação: “Como as nossas instituições financeiras só colocaram no mercado um montante não significativo dos empréstimos nas suas contas, elas não viram subir para (elas) estes créditos desvalorizados que criaram as dificuldades que conheceram outros países”.
(C) Porém, por consequência e, enfim, a Suécia repudiou a moeda comum europeia. O Povo sueco não viu a necessidade de se incorporar no magma monetário criado à instigação e incitação da França, angustiada pela perspectiva fantasmagórica de uma Alemanha cuja reunificação devia se tornar super-potente (leia-se, outrossim, muito poderosa). Se revela, presentemente beneficiar da sua excentricidade. O Banco Central da Suécia, tendo conservado a responsabilidade da política monetária, pôde modular este instrumento fundamental de política económica, em função dos parâmetros da economia Sueca, enquanto o “grande” BCE jamais soube que atitude adoptar face à heterogeneidade crescente das economias membros, ilustrada, deplorável e lastimavelmente pelo sub consumo (italiano e germânico), por um lado e as bulas imobiliárias (espanhola e irlandesa), por outro.
(D) Enfim e, em suma:
a. O elevado grau de internacionalização das suas empresas (as mais importantes, diga-se de passagem), não impede a Suécia de manter uma rota monetária que lhe é própria.
b. A exiguidade do território e a débil população não constituem obstáculo (antes pelo contrário) parece, na manutenção da soberania nacional, num domínio crucial para o mercado geral da Economia.
c. Finalmente, por seu turno, o Banco Central de Estocolmo, o mais antigo do Mundo pôde conservar um poder que serve os interesses do conjunto dos agentes económicos locais. Com efeito (facto que vale a pena sublinhar, com ênfase), esta derradeira bússola da excepção Sueca completa a lição que ela oferece, ao invés do breviário económico e financeiro em uso nos recintos de Bruxelas.
Lisboa, 20 Outubro 2010
KWAME KONDÉ
(Intelectual/Internacionalista --- Cidadão do Mundo).
terça-feira, 19 de outubro de 2010
De DURÃO para Durão
Hnnnnn!...
Se calhar ele não tem só o rei e a rainha na barriga... Deve ter lá, mas é a realeza toda!
Contudo, com esta postura e palavreado, aposto que não vai longe na política.
É aproveitar agora que a imprensa e a televisão estão pródigas, para aparecer e fazer-se ouvir, porque o futuro candidato presidencial, Durão Barroso, não lhe vai facilitar a vida daqui para a frente.
Vai uma aposta?
JÁ ESTÁ – PARTO SEM DOR
Acabei de regressar da minha aventura no Metro; custou um pouco mais do que o previsto ― €1,70 em vez de €1,45.
Mas por mais €2,00 tive direito a um saquinho com uma dúzia de castanhas assadas bem quentinhas.
Achei tudo muito barato. Penso que assim o governo não vai sobreviver. É preciso aumentar e muito o preço dos transportes: uma ida e volta de Metro, mesmo dentro de uma zona só, devia custar p’raí cinco euros ou mesmo mais.
Aquele dos comboios... ai...! Aquele da “praia de Madrid” ― devia ir já a correr rectificar o Orçamento aumentando o preço dos transportes melhorando assim as receitas do Estado, até para cumprir aquela máxima de Almeida Santos: «O povo tem que sofrer as crises como o governo as sofre»
É que assim não vai dar ― está tudo muito barato e as pessoas vão ficar com o dinheiro todo em casa, o que é muito perigoso!
Não pode ser ― tem que se tirar mais dinheiro às pessoas!
Não pode ser ― tem que se tirar mais dinheiro às pessoas!
DE LEITE(S)
Este anda com o rei e a rainha na barriga. Lá saberá por que razão.
Talvez lhe baste aparecer na TV botando faladura, de fato cinzento e barriga proeminente para se sentir feliz e poderoso.
“A cada um segundo as sua necessidades” ― quem é que disse isto?
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