quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Segunda Parte da Peça Quinquagésima Sexta:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895).


            E, em complemento oportuno e necessário, vamos abordar os Traços estruturais que especificam a Excepção Sueca, designadamente:
            --- A estabilidade do capital das empresas;
            --- A responsabilidade dos emprestadores;
            --- A autonomia da política monetária.

(A)     As Empresas Suecas dispõem da estabilidade do capital, o que constitui um factor de superioridade estratégica para os seus beneficiários. Procurada pela importância maciça do grupo de accionistas familiar e o compromisso das Instituições financeiras, ela desbloqueia o horizonte dos dirigentes de empresas que possuem, deste modo, a faculdade de programar projectos eventualmente promissores, todavia, mais dispendiosos e de associar a isso o seu pessoal técnico e comercial, sem exercer uma pressão constante sobre os corpos e os espíritos deste pessoal.
(B)     Os economistas europeus (vinculados, ortodoxamente às ideias de Bruxelas) não viram ou, tão pouco, quiseram ver que os emprestadores suecos conservavam as suas responsabilidades de emprestadores, evitando praticar a desintermediação e a intitulação. Singularidade suplementar da Suécia que permaneceu na sombra até que ela se revela aos olhos de todos (sem se esconder). As autoridades suecas se regozijaram então publicamente do seu país ter permanecido ao abrigo da borrasca que tinha abanado os outros mercados ocidentais do crédito, infectados pelas crenças suspeitas e duvidosas oriundas do mercado hipotecário norte-americano. Eis porque, no âmbito desta dinâmica, o Governador adjunto do Banco Central da Suécia emitiu a seguinte observação: “Como as nossas instituições financeiras só colocaram no mercado um montante não significativo dos empréstimos nas suas contas, elas não viram subir para (elas) estes créditos desvalorizados que criaram as dificuldades que conheceram outros países”.
(C)     Porém, por consequência e, enfim, a Suécia repudiou a moeda comum europeia. O Povo sueco não viu a necessidade de se incorporar no magma monetário criado à instigação e incitação da França, angustiada pela perspectiva fantasmagórica de uma Alemanha cuja reunificação devia se tornar super-potente (leia-se, outrossim, muito poderosa). Se revela, presentemente beneficiar da sua excentricidade. O Banco Central da Suécia, tendo conservado a responsabilidade da política monetária, pôde modular este instrumento fundamental de política económica, em função dos parâmetros da economia Sueca, enquanto o “grande” BCE jamais soube que atitude adoptar face à heterogeneidade crescente das economias membros, ilustrada, deplorável e lastimavelmente pelo sub consumo (italiano e germânico), por um lado e as bulas imobiliárias (espanhola e irlandesa), por outro.
(D)     Enfim e, em suma:
a.     O elevado grau de internacionalização das suas empresas (as mais importantes, diga-se de passagem), não impede a Suécia de manter uma rota monetária que lhe é própria.
b.    A exiguidade do território e a débil população não constituem obstáculo (antes pelo contrário) parece, na manutenção da soberania nacional, num domínio crucial para o mercado geral da Economia.
c.     Finalmente, por seu turno, o Banco Central de Estocolmo, o mais antigo do Mundo pôde conservar um poder que serve os interesses do conjunto dos agentes económicos locais. Com efeito (facto que vale a pena sublinhar, com ênfase), esta derradeira bússola da excepção Sueca completa a lição que ela oferece, ao invés do breviário económico e financeiro em uso nos recintos de Bruxelas.


Lisboa, 20 Outubro 2010
KWAME KONDÉ
(Intelectual/Internacionalista --- Cidadão do Mundo).

terça-feira, 19 de outubro de 2010

De DURÃO para Durão

Hnnnnn!...

Se calhar ele não tem só o rei e a rainha na barriga... Deve ter lá, mas é a realeza toda!

Contudo, com esta postura e palavreado, aposto que não vai longe na política.

É aproveitar agora que a imprensa e a televisão estão pródigas, para aparecer e fazer-se ouvir, porque o futuro candidato presidencial, Durão Barroso, não lhe vai facilitar a vida daqui para a frente.

Vai uma aposta?

JÁ ESTÁ – PARTO SEM DOR

Acabei de regressar da minha aventura no Metro; custou um pouco mais do que o previsto ―  €1,70 em vez de €1,45.

Mas por mais €2,00 tive direito a um saquinho com uma dúzia de castanhas assadas bem quentinhas.

Achei tudo muito barato. Penso que assim o governo não vai sobreviver. É preciso aumentar e muito o preço dos transportes: uma ida e volta de Metro, mesmo dentro de uma zona só, devia custar p’raí cinco euros ou mesmo mais.

Aquele dos comboios... ai...!  Aquele da “praia de Madrid” ― devia ir já a correr rectificar o Orçamento aumentando o preço dos transportes melhorando assim as receitas do Estado, até para cumprir aquela máxima de Almeida Santos: «O povo tem que sofrer as crises como o governo as sofre»

É que assim não vai dar ― está tudo muito barato e as pessoas  vão ficar com o dinheiro todo em casa, o que é muito perigoso!

Não pode ser ― tem que se tirar mais dinheiro às pessoas!

DE LEITE(S)

Este anda com o rei e a rainha na barriga. Lá saberá por que razão.

Talvez lhe baste aparecer na TV botando faladura, de fato cinzento e barriga proeminente para se sentir feliz e poderoso.

“A cada um segundo as sua necessidades” ― quem é que disse isto?

É ASSIM QUE SE COMEÇA

Seguindo as sugestões do Guia do Cidadão Pró Activo vou daqui a pouco inaugurar as viagens nos transportes públicos: vou andar de Metro.

Já fiz as contas ― vou gastar €1,45 em vez de gastar 8 a 10 em combustível e sobretudo em parques de estacionamento.

Com a vantagem ainda de poder ler um bocadinho enquanto sou transportado.

Pensamento positivo: Nada mau, não é!?
Realismo: de carro talvez fosse mais cómodo...!

(Ai esta cabeça burguesa do caraças!!!)

NENHUM PRECONCEITO APENAS INDIGNAÇÃO

O autor e dinamizador da página do facebook, intitulada “Não Acreditamos Nele”, criou este mês um blogue com o mesmo nome e a mesma intenção daquela página cuja, como noticiámos em tempo, “desapareceu” do facebook após os seus aderentes terem em poucos dias ultrapassado em número os apoiantes de Carlos Cruz cuja página há mais de três meses tentava ganhar apoios que servissem de respaldo à campanha de Cruz contra a decisão do tribunal de primeira instância que o condenou a pena de prisão efectiva por crime de pedofilia.

Trazemos aqui e agora esta notícia, e com isto abordamos pela segunda vez apenas o Processo Casa Pia, pela única razão de nos ter indignado profundamente o facto de o dinheiro das nossas contribuições e dos nossos impostos, que paga o funcionamento da RTP, ter sido muitíssimo mal gasto ao proporcionar horários nobres a Carlos Cruz para atacar os juízes e a Justiça, vilipendiar vítimas de abusos sexuais, que eram menores na altura dos abusos e que apresentam ainda hoje sinais e sequelas físicas e mentais desses crimes, crimes que em matéria de facto o tribunal de primeira instância deu como provados (ler as páginas 151, §106 e seguintes do acórdão produzido pelo tribunal e aqui oficialmente publicado).

Nada nos move contra Carlos Cruz senão o facto de, à custa do nosso dinheiro, ter entrado em nossa casa, em horários nobres da TV pública, tentando manipular grosseiramente a nossa opinião sobre a sua condenação por crime de pedofilia.

Foi Carlos Cruz quem nos obrigou a vir falar da sua condenação. Tivesse agido de outra forma e por meios próprios ou privados ― nada diríamos sobre a sua vida e o seu destino. Como, aliás, nada dissemos contra os restantes condenados no mesmo processo.

O que andaram ou não andaram a fazer com os miúdos da Casa Pia, é lá com eles e com a Justiça. Mas se nos quiserem meter ao barulho, então terão que nos ouvir também.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

UM DILEMA COM SOLUÇÃO

É claríssimo que a governação do PS socrático é e será algo trágico para Portugal. Governar Contra nunca trouxe bons resultados. E governar contra e com mentiras, pior é e será. E esta coisa já dura vai para 8 anos...

É também claro que hoje a política está completamente ao serviço da alta finança e não ao serviço das pessoas, dos povos, das nações.

Eu acredito inteiramente no que dizem os juízes; mas será que os juízes, dizendo isto assim tão publicamente e separado de alguma acção, estarão no caminho certo na luta contra os políticos? Porque é disso que se trata: muitos governos por este planeta fora estão a tornar-se verdadeiros inimigos públicos. E será que chegarão apenas as palavras  para efectivar o combate que se impõe?

Fica a pergunta.

E ouso dizer aos juízes: reparem como os médicos têm resolvido os seus problemas profissionais e laborais, e o seus diferendos com os políticos, quanto à política de Saúde e quanto às investidas contra a classe médica, por parte de diferentes governos, diz respeito:

Muito com acções. E pouco com palavras. Uma espécie de política de terra queimada.

Os médicos, distraidamente acreditando em governos para o povo (que é como quem diz, governos que governam pelo e para o interesse nacional), conceberam que era possível trazer a classe política à razão através do diálogo; depois, quando perceberam que quem governa totalmente a política, sobretudo nesta última década, são os banqueiros e os financeiros, para quem interessa muito pouco a sorte da maralha estupidificada que trabalha, aí fizeram o que é mais inteligente  "aliaram-se" aos banqueiros e financeiros e deixaram os políticos a falar sozinhos em pleno deserto do SNS e a fazer os trabalhos que lhes foram encomendados. Assim como assim, estes não são mais que testas de ferro e moços de recados dos financeiros. Não são gente que se recomende ou com quem se possa conviver. Pode dizer-se que foi um acto ignóbil, o dos médicos; mas estaremos porventura num mundo de santinhos...?

Agora é a vez de outros agirem. E tenho a esperança de que um dia o povão "falará".

Pois então...!

HOJE O DIA COMEÇA CEDO


A bonita intenção de tornar o Direito acessível a toda a gente anima o anexo de uma recente resolução do Conselho de Ministros fixando as "regras de legística" a que, a partir de 2012, obedecerá a "elaboração de actos normativos pelo XVII Governo Constitucional".

A ideia de pôr o Direito (e tudo em geral) ao alcance de todos começou com as licenciaturas à bolonhesa, movidas pelo louvável e democrático propósito de proporcionar a todos os "falantes escolarizados" um curso superior, sem discriminações fundadas na raça, no sexo ou nos conhecimentos científicos. Agora pretende-se que o legislador use frases "simples, claras e concisas", em artigos de apenas um período e verbos no presente e na voz activa, evitando complexidades inúteis como pontos e vírgulas e "terminologia técnica", como se os leitores do "Diário da República" fossem muito burros (meu Deus, e se calhar são) ou juristas pós-Bolonha.

Mas o Maligno jurídico está sempre à espreita. No caso, fez com que a "fatwa" contra a complexidade e a "terminologia técnica" tropeçasse desastradamente nos próprios pés e se precipitasse, também ela, nos pecados abissais das palavras e frases "complexas e obscuras", semeando as pobres "regras de legística" de coisas incompreensíveis como "proémios", "acrónimos" e "menções formulatórias" e de conceitos misteriosos como "repristinação" ou "vacatio legis". Já não se pode ser bem intencionado.

[Manuel António Pina – Jornal de Notícias, 18/10/2010]

BOM DIA!

Nota:Destaques no texto de minha autoria e responsabilidade.

domingo, 17 de outubro de 2010

DO NAZISMO À DEMOCRACIA

É preocupante que em tão pouco tempo a Alemanha tenha conseguido, através do controlo da economia dos 27, aquilo que não conseguira com os fornos crematórios e as tentativas de subjugação da Europa pelo nazismo.

Ainda se ficassem só pela economia... vá que não vá!

AI POVO, POVO...

QUE ÉS LEVADO PELO RIO.


E eu agarro-me a essa esperança ténue. Veremos no que dará.

UMA BANDA DO SÉCULO XXII


Usando apenas iPhones.

BOM DIA!

sábado, 16 de outubro de 2010

OS GRANDES EDUCADORES SÃO ASSIM

Este não é o único ex-maoista que se esqueceu do seu passado.

Fala em “eles” excluindo-se com a maior desfaçatez de uma realidade a que pertenceu e ajudou a criar: a facção maoista da esquerda dos anos 70 (que deixou resquícios indeléveis no mundo político português actual).

Atendendo ao que diz e escreve, sabemos que ele considera-se o único ser perfeito do planeta.

Eu também vou deixar crescer a barriga a ver se chego à perfeição.

NÃO ME ESQUEÇO NÃO

Joana Amaral Dias

OLÁ, JOANA! BOM DIA!

DEVIA ESTAR CALADA


Para já, Ana Jorge está a meter-se onde não lhe compete. Devia preocupar-se é com o Ministério da Saúde cuja política errada, errática e desconchavada já escavacou completamente o Serviço Nacional de Saúde.

 A esperança de vida de um trabalhador é apenas um entre muitos parâmetros a considerar para se decidir da idade da reforma. Os outros parâmetros competem aos ministérios do trabalho, da economia, das finanças e às confederações dos trabalhadores e dos empresários. Estes outros parâmetros têm a ver com as condições e o tipo de trabalho, os seus riscos para a saúde e para a vida do trabalhador, o tipo de assistência dispensada ao trabalhador, tanto no activo como depois de reformado, etc.

Ana Jorge, disso perceberá tanto como eu percebo de lagares de azeite. Devia estar calada.

Se calhar pensa (não pensa, tem uma vaga ideia) que toda a gente que trabalha anda como ela andava, de estetoscópio ao pescoço, a auscultar os pulmões e o coração de criancinhas, de manhã à noite. Se assim fosse, de certeza que os trabalhadores não se importariam que a idade da reforma subisse para os 80 anos.

Com governantes destes não há PEC nem Orçamento que endireite Portugal.

Olhem que ele há cada uma...!

Um tipo prepara-se para pagar mais impostos e receia continuar a ser esmifrado pela incompetência dos governos do centrão ― vénia aqui ao prof. Maltez ― e ainda por cima vê-se seringado com disparates, até ao fim-de-semana em que deviam dar-lhe tréguas e permitir-lhe descansar.

É que não há pachorra!!! Grande porra!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

GUIA DO CIDADÃO PRÓ ACTIVO

SAIBA LIDAR COM A “CAFAGESTÃO” NACIONAL

MEDIDAS A TOMAR

Comunicações
Mude SEMPRE de canal ou feche o som (também na rádio) sempre que começar a “Publicidade”.
Não veja, não oiça, ganhe raiva à publicidade. Seja fundamentalista neste ponto.
Se tem telemóvel, cancele o telefone fixo (mesmo que lhe digam que aquilo é de graça ou que até dá dinheiro).
Não compre novo telemóvel.
Se não é imprescindível para si, deixe o telemóvel em casa quando sair.
Cancele os “aditivos” a que aderiu para o telemóvel.
Assine apenas os canais básicos de televisão.
Não adira à “mania das velocidades” que publicitam a toda a hora acerca da televisão e da Internet.
Mande-os meter a “Fibra” naquele sítio.
A Internet com 24 Megas é suficiente.
Quando chegar a Televisão Digital Terrestre (TDT), não hesite, arranje a antenazita e cancele o contrato por cabo.

Jornais e revistas
Não compre jornais ou revistas.
Cancele todas as assinaturas activas de revistas que tem, TODAS.
Oiça a rádio e veja noticiários na televisão.

Alimentação
Coma frugalmente, não se empanturre.
Aprenda a beber água à refeição (ganha saúde e deixa de gastar dinheiro em bebidas).
Carne de vaca: coma uma vez por semana ou de 15 em 15 dias.
Peixe: coma uma vez por semana.
Coma de preferência vegetais crus e cozidos, fruta, arroz, feijão, batatas, ovos, leite, grão, frango, salsicha e coisas pouco dispendiosas.
Não frequente restaurantes e bares.
Se gosta muito, beba o seu copinho em casa (pode poupar um balúrdio).

Consumo pessoal e doméstico
Faça a maior parte das suas compras na cadeia LIDL e em mercados tradicionais.
Vá aos hipermercados e supermercados normais comprar apenas o que não encontrou na LIDL.
Adquira alimentos que não exijam muito tempo de cozedura (poupa assim na energia).
Tome no máximo um banho por dia.
Acabe com as idas frequentes ao cabeleireiro.
Use cremes baratos para a pele (têm o mesmo efeito que os cremes “milagrosos”).

Energia
Faça um contrato "Bi Horário Ciclo Semanal" com a EDP.
Use as máquinas de lavar roupa e loiça quando tiver carga máxima para elas e no período nocturno e aos fins-de-semana que é mais barato.
Não deixe luzes acesas em divisões onde não estão pessoas.
Dê preferência ao uso do gás em vez da electricidade para cozinhar e aquecer a água do banho.

Transporte
Esqueça que tem carro.
Ande a pé o mais que puder.
Sempre que precise e possa, ande de transportes públicos.

Lazer
Vá passear para os jardins e espaços verdes.
Acabe com a mania de “IR AO CHÓPING”.
Não vá a shopping nenhum, não vá, não vá, não vá!
Não faça férias no estrangeiro e não vá para hotéis em Portugal.
Troque férias e visitas com familiares e amigos.

Cuidado especial
Vem aí o Natal:
Não se deixe “maravilhar” pelo fenómeno natalício no que ele tem de comercial:
Combine com todas as pessoas com quem costuma trocar prendas, não o fazer este ano. Troquem apenas cartões de Boas Festas e refeições caseiras.

Remédios
Pergunte ao seu médico se pode suprimir algum medicamento menos necessário que costuma tomar.

Crédito e poupança
Sacrifique-se ao máximo, não faça compras desnecessárias.
Não compre nada a crédito. Nada!
Se necessário, em último caso, use o cartão de crédito; mas somente em casos extremos.
Não faça depósitos bancários a prazo.
Não jogue na Bolsa de Valores.
Guarde o seu dinheiro em casa, se isso for seguro.

Estas três últimas medidas levarão os bancos a procurá-lo e a subir os juros dos depósitos a prazo até valores justos e atractivos. O que é preciso é saber resistir à publicidade bancária e não meter lá o dinheiro durante o tempo necessário a que mudem de posição. Resistir sempre. Ao máximo.

Política
Ainda não aprendeu? Olhe que já vai sendo tempo!...
Não eleja ninguém.
Vote em branco.
Não vote em nenhum partido.
Vote sempre em branco.

Agora pode perguntar-me: ― e você vai fazer estas coisas todas?

― Vou-lhe ser sincero: ― Tudo farei para cumprir ao máximo esta cartilha! Pode estar seguro disso! Não conseguirei ver-me ao espelho se assim não fizer.

Nota: Este texto está permanentemente sujeito a alterações que eu considere poderem melhorá-lo.

COISA HORRÍVEL

Claro que é mau haver gente desta.
Mas o pior é termos a qualidade das nossas vidas
entregue à “cafagestão” dessa gente.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

DN AJUDA PS A DESACREDITAR PSD

“Noticiando” o caso do assassinato, no Brasil, de uma cliente do advogado Duarte Lima, o Diário de Notícias não achou melhor fotografia para ilustrar a sua “notícia” senão esta que mostra Duarte Lima no ambiente laranja de um congresso do PSD.

Você que me lê, acredita em coincidências? Para mim isto é uma vergonha e mostra a que ponto reles desceram certos indivíduos que se apelidam “jornalistas”.

Vómito para cima deles!

A PARTITURA QUEIMADA

O PSD tem actualmente um mal que não é pequeno. Abstraindo das enormíssimas pressões escandalosamente feitas sobre Passos Coelho para viabilizar o Orçamento, continua a haver no PSD um mal que tem a ver com os autores principais da partitura política que Passos Coelho está a interpretar (umas vezes com fífias evidentes, outras com desafinações inadmissíveis, outras ainda usando o instrumento errado).

Dos três autores (Ângelo Correia, Nogueira Leite e Miguel Relvas) só um merece, ao que parece, o benefício da dúvida ― falo de Nogueira Leite em relação a quem apenas se anota como algo intrigante o facto de não ter uma boa relação com a Língua Portuguesa (escrita) apesar de ser doutorado.

Pode-se perguntar: ― mas o que é que isso tem a ver com a competência técnica do indivíduo? ― Nada senão isto, digo eu, e continuo a resposta usando como minhas as palavras que uma vez o saudoso Prof. Brito Cardeira (Dermatologista) disse um dia a um aluno que chumbara no exame:

“Senhor Pedro, tenho imensa pena, mas não posso aprovar um aluno que esteja na universidade e não saiba falar bem Português; o senhor não pode começar as respostas com uma palavra que é conclusiva (a palavra “portanto”); vá aprender a responder a perguntas e venha cá na segunda época, está bem?!”

É isso! ― Melhorando o discurso, acho Nogueira Leite credível e ministeriável, sem nenhum problema.

Ângelo Correia é bem conhecido. É o homem da celebérrima “Revolução dos Pregos”; gosta de se ouvir e de se ver ao espelho e, como se costuma dizer, “nunca deu nada para a caixa” das vezes que passou pelo governo. É um entertainer. E Portugal, do que menos precisa é de entertainers ― já os tem a mais.

E agora, Miguel Relvas. Uma metralhadora falante, com silenciador; que tem um modo de falar, uma dicção, tipo máquina de lamber mortalhas: alguém que gosta de passar freneticamente a língua “cusposa” pelas mortalhas dos cigarros de tabaco de enrolar. Fala, fala, fala... e no fim nada fica do que diz, apenas se fica com a sensação de que andou a enrolar uma carteira de mata-ratos só porque é essa a sua função.

Para vendedor de banha da cobra Sócrates é de longe muitíssimo melhor que Miguel Relvas: Sócrates é capaz de nos vender o nosso próprio relógio sem darmos por isso. Relvas é diferente. Para muito pior. É do tipo que quando começa a falar e a mostrar a máquina fotográfica que traz no saco plástico, a gente diz logo: “é pá, eu já conheço esta, não chateies!”

Fica-se então com Passos Coelho e dois terços de Nogueira Leite. É muito pouco para governar um país ― Eis o problema actual do PSD ―. A equipa é fraquíssima e ainda por cima está a ser perseguida por uma catrefada de empresários e banqueiros, de isqueiros acesos prontos para queimarem a partitura e deixarem no ar a musiquinha que o PS de Sócrates tem dado ao povo e ao país.

Se Passos Coelho quer fazer alguma coisa de jeito e que se veja, dê ordem de chumbo do Orçamento. Não há mais nada que possa fazer. Qualquer que seja o desfecho ― vai, vão de certeza, para casa, antes das próximas legislativas. É certinho como o destino!

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

COMO SEMPRE – NÃO SE PERDEU TUDO

Tanto tempo gasto a defender o comunismo durante a juventude e até bem tarde...!

Para depois lermos coisas tristes desta natureza:


Mas... vá lá que ao menos naqueles tempos, pelas mesmas razões ideológicas, se namorou muito e muito bem.

Foi ou não foi, ó...

Uma vez perdi uma namorada esquerdista quando me viu certo dia com um poster do Cunhal...
Eu tinha também o célebre poster do Che Guevara e uma foto ampliada de Amílcar Cabral; mas a gaja embirrou foi com o Cunhal.

Paciência! Azares!

VÓMITO

Depois de mais de meio mundo o ter já sob pressão extrema; depois de três ex-presidentes da República terem ido ao Prós & Prós fazer o frete ao bloco central; hoje é o dia em que Passos Coelho vai receber a visita do presidente da Associação Nacional de Bancos.

Porra, pá! O homem não vai aguentar tanta pressão! Como é mais que evidente.

É que, em última instância haverá uma rebelião do grupo parlamentar do PSD viabilizando o Orçamento e chutando Passos Coelho para o caixote dos ex-líderes. Mas, no meu entender, isto é o melhor que pode acontecer-lhe.

Neste momento Passos Coelho já perdeu a luta pelas suas exigências de não aumento dos impostos e por cortes nos subsídios aos parasitas do regime tão descaradamente à vista nas pressões todas que tem havido.

Então que seja homem e dê a ordem de chumbo ao Orçamento. Perderá certamente. Será desobedecido por muitos deputedos. Mas ao menos preservará a sua dignidade pessoal e política e a possibilidade de mais tarde poder reemergir para a luta política.

Vómito! É o sentimento que me fica deste teatro todo.

CHULARIA LAPAL (De lapa)

Agarrados e alapados às tetas do Estado, mamando os dinheiros dos impostos, uivam e ameaçam Pedro com chuvas de fogo e chagas eternas. 


[José Adelino Maltez no "Albergue Espanhol"]

terça-feira, 12 de outubro de 2010

MOURINHO LAPIDAR

Eu sentia isso (do futebol inglês) de há muito, mas não pensara bem na causa:


[José Mourinho ao jornal AS ― à pergunta “porque gosta do futebol inglês?”]

ANTÓNIO DAMÁSIO

Estou quase a acabar de ler O Livro da Consciência de António Damásio. É um livro que se destina a todo e qualquer leitor visto que está escrito numa linguagem muito simples, mas bela e de estilo empolgante.

Se o leitor tiver tido na vida, por acaso, o feliz acidente de fazer um curso de Medicina, então é um privilegiado. Para ele O Livro da Consciência transforma-se num livro maravilhoso e fantástico como nenhum outro lido até hoje: até as certezas de certas funções do cérebro, já estudadas e verificadas, lhe parecerão ficção e sonho.

Este livro, afirmando inequivocamente o primado da Matéria na construção da Vida, é, ao mesmo tempo e talvez por isso mesmo, uma viagem para Deus; um passo enorme na procura e talvez no encontro com Deus ― Mas um Deus outro que não o Deus das religiões. Talvez o Deus de Spinosa, de que falava Albert Einstein em resposta ao rabino H. Goldstein, de New York:

«Acredito no Deus de Spinoza, que se revela por si mesmo na harmonia de tudo o que existe, e não no Deus que se interessa pela sorte e pelas acções dos homens».

Ouso afirmar que O Livro da Consciência deve fazer obrigatoriamente parte dos curricula dos cursos de Medicina. É imperativo e um dever do Ministro Mariano Gago, tratar deste assunto.

Nota: Aconselho os leitores não médicos a começarem a leitura do livro pelo fim ― a lerem e estudarem primeiro as 21 páginas do “Apêndice” do livro em causa, para tomarem um brevíssimo mas muito importante conhecimento da arquitectura do cérebro, o que lhes permitirá ir um pouco mais fundo na matéria explanada na obra.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

F-I-N-I-T-O (XAFURDICE DA PIOR)

Fui do Mar Salgado até à fonte e obtive estes cinco links. E como sabemos que as pessoas não mudam, para mim o primeiro e o segundo links são suficientes para não mais ver jogos do campeonato português de futebol. Os programas desportivos sobre o mesmo, de há muito que não os vejo.

DE OLHO NO OSSO

Ela é estrangeira e tradutora. De vez em quando pede-me uma ou outra opinião. No outro dia mandou-me uma mensagem perguntando o que queria dizer «Eu quero-te tanto».

― O gajo diz que quer “comer-te”, pá! ― Respondi-lhe.

MAQUIAVEL PEREIRA AVISA PASSOS COELHO

Maquiavel fora do contexto até dá para advertir Passos Coelho dos males do bem do maquiavelismo.

ÀS FATIAS OU SALAMISADO DÓI MENOS

Primeiro foram os subsistemas de protecção social do Ministério da Justiça e o dos militares; veio a seguir o fundo de pensões da CGD; a “caixa dos jornalistas”; e agora o fundo de pensões da PT.

À excepção dos funcionários do Ministério da Justiça, tudo isso foi ao molho para a Segurança Social. Agora já só faltam o sistema dos bancários e talvez o dos advogados.

Ficarão no terreno apenas a Segurança Social que manterá o nome de SNS e financiará o sistema público que estão a construir (que eu chamo para indigentes) e a ADSE para garantir o financiamento dos privados ― é por isso que vão aumentar em 1% os descontos para a ADSE.

Estratégia mais clarinha do que esta não há.

Agora que verificaram na prática que esta malta come e cala, perderam a vergonha e ganharam coragem.

Bora lá todos para os centros de saúde. Eu vou abrir um serviço remunerado de “cunhas”.

Peça Ensaística Quinquagésima Sexta, no âmbito de

Na Peugada de NOVOS RUMOS:

Ser culto es el único modo de ser libre
José MARTÍ (1853-1895).

Nota Proemial:
                                A procura do risco máximo que se manifestou no Sistema financeiro obedece a uma lógica inversa das empresas pioneiras da modernidade. Os editores, os grossistas, os seguradores procuravam reduzir a intensidade do risco económico para dilatar o campo ao benefício da actividade económica, os inovadores (de toda a espécie e de todo o tipo) da nova finança procuram disseminar os riscos que eles desmultiplicam pelas suas inovações financeiras. Aproximadamente, quatro (4) séculos após o delineamento da Economia hodierna ter feito o seu aparecimento, os operadores cujo o charlatanismo o disputa à pretensão e ao necrotério, desviaram a noção de risco económico para criar, de raiz os novos jazigos de riquezas nos quais eles acreditam ter necessidade.
                                Isto revela (de passagem), a que ponto, tanto os economistas, como os dirigentes económicos, olvidaram as origens da Economia moderna, pois que um verdadeiro retorno às fontes os teria levado a afastar as práticas que engendraram as grandes bancarrotas cuja a experiência neo-liberal demarcou.

                Por outro, de sublinhar, como, efectivamente a vulgata tenta impor a crença num triunfo definitivo do modelo anglo-americano, muitos são inclinados a pensar que não existe outra saída que se acomodar, reformando-o no limite, ou, senão, inventar uma forma radicalmente nova de organização financeira. Ora, a Europa económica e financeira receia ter no seu seio, uma economia que, tendo recusado seguir o comboio da experiência neo-liberal, soube preservar dos seus vícios e dos seus perigos.
                De feito e, na realidade (sem dúvida nenhuma), a Suécia se manteve, numa trajectória económica favorável, conservando as instituições económicas e financeiras que lhe tinha proporcionado os seus êxitos precedentes.

Posto isto e, já agora et pour cause, vamos abordar a temática deste nosso Estudo Ensaístico:
Uma breve leitura da excepção Sueca:

Parte Primeira

(1)      Os economistas bruxelenses não possuem vocábulos suficientes, aquando se trata de elogiar as economias escandinavas e, sobretudo, a da Suécia e de as recomendar como exemplo a seguir. Com efeito, a Suécia apresentaria, desde actualmente as características de um País, que, adaptado à mundialização se tornou capaz de extrair benefícios dessa posição privilegiada.
(2)      Em Bruxelas, avançam-se os esforços consentâneos para reduzir as despesas públicas, reforçando, simultaneamente as despesas consagradas à Educação e à Investigação, a taxa de equipamento das empresas e dos lares em computadores, outrossim e, ainda a concentração das actividades industriais em espaços a forte teor tecnológico e a forte potencial exportadora. Consistiria, por conseguinte, colocando os seus passos nos dos seus amigos suecos como os outros Europeus poderiam, por sua vez, cumprir a sua parte das promessas que lhes oferece a mundialização das permutas.
(3)      De feito, se a Suécia apresenta características que a coloca, na situação de excepção e o faz um verdadeiro objecto e motivo de reflexão para o necessário reenquadramento das economias europeias, é que estas características não são as que se podem encontrar na propaganda quotidiana das burocracias da União. Primeiramente, além disso (de resto) e, em suma: os factos que estas burocracias avançam devem ser restituídas às suas legítimas propostas, obviamente.
(4)      Tratando-se, efectivamente das despesas públicas, a tarefa de reduzir, aparecia mais fácil e mais cómoda, quando estas se situavam, antes numa taxa constituindo o recorde Mundial. Com efeito, o esforço relevante dos dirigentes suecos, sustentado e suportado pela população, logrou como resultado final, a aproximação desta taxa da que representa a média dos países membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e, não de fazer dela, o padrão (leia-se, BENCHMARK) da menor despesa pública no Mundo, para participar no palmarés oficial da competitividade outorgada pelo júri de DAVOS.
(5)      No atinente à problemática que se prende com a adaptação às novas tecnologias, nenhum país pode pretender conservar indefinidamente o seu avanço, senão no limite. A própria natureza das novas tecnologias que evoluem para uma maior convivência e um menor custo das suas ferramentas de exploração, leva a pensar que as regiões mais recuadas do Planeta, em breve, terão capacidades de utilização que constituíam o apanágio das Nações mais avançadas no término do século passado.

E no que diz respeito à R & D (ou a capacidade exportadora), é reconhecida a eloquente capacidade sueca, nestes domínios. Todavia, além do facto de se tratar de um evento, na verdade, novo, um estudo embrionário demonstra que a Suécia extrai, sobretudo proveito do seu comércio com os seus parceiros tradicionais: A Alemanha, a Noruega, os Estados Unidos (que procuram neles sozinho, a metade do excedente comercial do país), a Rússia.
Quando fazem elogio da performance deste País meritório, subentendendo que ela é fruto de uma adaptação conseguida na extensão dos mercados planetários, os economistas da União encenam uma Suécia imaginária destinada a fortalecer os postulados da mundialização feliz.

Lisboa, 11 Outubro 2010
KWAME KONDÉ

(Intelectual/Internacionalista --- Cidadão do Mundo).

USE-SE A VASSOURA, JÁ!

Prof. Cantiga Esteves no “Plano Inclinado”: «não se compreende que as pessoas se reformem aos cinquenta e tal anos.»

Medidas dos governos Sócrates: produção de legislação específica facilitando e incentivando a reforma antecipada a quem a queira.

Palavras de Cavaco e de Sócrates: Estabilidade, Estabilidade, Estabilidade. «Não se consegue governar sem estabilidade». «O país só se aguenta economicamente se houver estabilidade».

Acções dos governos Sócrates: Promoção da instabilidade social pela promoção deliberada da debandada de funcionários públicos através, não só, das reformas antecipadas; mas sobretudo da hostilização das classes profissionais, nomeadamente médicos, juízes, magistrados e professores; aumento generalizado e cego de impostos; diminuição drástica de apoios sociais aos mais carenciados; extinção em curso do Serviço Nacional de Saúde.

Assiste-se a isto tudo como que a uma peça burlesca representada por vários “Tiriricas”, qual deles mais habilidoso que o outro; mas com a certeza (hoje absoluta) de que estão f*der-nos com F grande e de que não têm a mínima preocupação com os destinos que cavaram e para onde se caminha.

Pretendem apenas manter o poder nas mãos.

Chumbe-se o Orçamento!
Deite-se o Governo abaixo!

Ficará pior, é certo; mas será a única forma de poder melhorar, depois, e haver uma regeneração em Portugal.

VENHA A VASSOURA!

domingo, 10 de outubro de 2010

ARGUIDO CONDENA OPINIÃO PÚBLICA?

Já tínhamos assistido à pornográfica e vergonhosa campanha de Carlos Cruz contra o colectivo de juízes que o condenou como pedófilo em primeira instância.

Vasco Lobo Xavier, sobre isso até escreveu com muita piada uma frase certeira no Mar Salgado: «JUÍZES DO PROCESSO CASA PIA CONDENADOS PELOS ARGUIDOS».

Pois agora sabem o que aconteceu? Aconteceu que, tendo os “amigos” de Carlos Cruz uma página no facebook, uma página de apoio ao condenado, intitulada “Movimento de Apoio a Carlos Cruz”, coisa de que o condenado se socorreu em campanha mediática para dizer que milhares de portugueses (apenas 2106 até há pouco) acreditavam na sua inocência;

Alguém resolveu abrir, também no facebook, uma página intitulada “Não Acreditamos Nele” para criar para o público uma balança para aferir da decisão da opinião pública sobre o caso.

Pois, logo que a página “Não Acreditamos Nele” superou em número (em menos de 14 dias ― a página dos que apoiam Carlos Cruz (já velhinha de mais de três meses e que não recolhe mais apoio há já muitos dias)... Sabem o que é que aconteceu?

Aconteceu que a página que considera Carlos Cruz culpado “Não Acreditamos Nele” ― pura e simplesmente desapareceu da Net!

Acho que isso diz muito ou mesmo tudo acerca da personagem e daqueles que a rodeiam.

ISTO NÃO É TESE, É TESÃO


BOM DIA!