Por aquilo que julgo conhecer do passado profissional da senhora ministra da Saúde, e admitindo que a senhora não tomou nenhum xarope que lhe tenha alterado a personalidade e as ideias, desde que foi para o governo, não entendo como a mesma pode estar a fazer uma política de Saúde tão contrária àquilo que seria de esperar!
Claro que sei que os ministros não fazem políticas pessoais, mas sim as políticas dos governos a que pertencem.
Mas, caramba! Uma coisa é flexibilidade de opiniões e de posições; e outra bem diferente é mudança de carácter (por obrigação ou por conveniência, tanto faz) ― coisa que, como é mais que óbvio, é sempre de recusar por parte de qualquer espírito independente que se preza ―. Por isso espero que a senhora ministra da Saúde tenha presente que há uma figura chamada “Pedido de Demissão”.
Nas actuais circunstâncias, longe de significar cobardia política ou pessoal, pedir a demissão do cargo de ministra da Saúde só pode enobrecer a senhora.
Com a demissão, sairia do pântano governamental em que se está atolando e iria tentar salvar o que resta do seu não muito antigo Serviço de Pediatria do Hospital Garcia de Orta que, pelo que sei, está hoje pelas ruas da amargura.
Vá reocupar o seu antigo cargo, senhora ministra, e mostre-nos como é que é possível ter um Serviço Hospitalar seguro, fiável e eficiente nos dias que correm e nas condições que o governo, o PS e a direita criaram e agravam a cada dia, a cada hora, a cada minuto.
Vá e mostre-nos que conseguirá trabalhar em condições normais e não será levada a pedir reforma antecipada ou a afastar-se do cargo por qualquer motivo.
«O serviço de urgência da Maternidade do Hospital Garcia de Orta, em Almada, activou entre as 00h00 de quinta-feira e as 08h00 de domingo o plano de contingência para reencaminhar doentes para outros hospitais.»
«O bastonário da Ordem dos Médicos discorda. Pedro Nunes diz que o problema não é a falta de médicos, mas a ausência de condições atractivas para os profissionais de saúde. "A culpa é de quem transformou os hospitais em empresas e criou esta cultura gestionária. Os médicos não têm interesse em trabalhar nas urgências. Quem decide devia ter tido a preocupação de conservar os médicos no Serviço Nacional de Saúde (SNS), em vez desta alegre ignorância", sublinha o bastonário.»
«O bastonário considera que é uma questão simples: "O problema não se resolve colocando mais alunos nas faculdades de medicina. A maturidade e a aproximação da reforma de alguns profissionais, em contraste com as condições oferecidas pelo SNS, justificam a fraca adesão às vagas no Serviço Nacional de Saúde", refere.»
Fôra um cirurgião português a suturar um antebraço daquela maneira ― caía o Carmo e a Trindade ―. E todas as televisões, os jornais e demais mentideros sociais clamariam pelo enforcamento ou lapidação do médico que tal atentado teria cometido. Porque Portugal foi transformado pelos “socialistas” deste PS numa arena onde todos lutam contra todos permitindo assim que os políticos medíocres se mantenham incólumes no poder e possam delapidar metodicamente a pouca riqueza que ainda resta.
(A)A imagem do Negro preguiçoso é amplamente espalhada. Se quedamos nos clichés, veiculados, por vezes, pelos próprios interessados, os Negros Africanos passam o seu tempo todo a palavrear, a cantar e a dançar, na maior indiferença. Eis nos, bem, uma vez mais ainda, ante uma crassa ilustração do desconhecimento da sua filosofia de vida. Visto que, o indivíduo só existe, realmente ao serviço da Comunidade, tudo quanto diz respeito ao outro, no seio da Comunidade, o diz respeito, identicamente. Com efeito, ele participa, em todos os casamentos, baptismos e funerais. Que espectáculo, assaz revelador, que estas mulheres correndo quase para não chegar atrasada à uma cerimónia! Pelo contrário, não se chega aí, jamais bastante antecipadamente! Demais, ninguém pretende, sobretudo ser colocado no índex…
(B)Na África Negra, o critério fundamental não é, nem a riqueza, nem o talento, sim, efectivamente, em primeiro lugar e, antes de tudo, a Sociabilidade. Que se seja rico ou pobre, a dignidade consiste em partilhar com o outro (em dar, como se recebeu e receberá todo ao longo da vida). Sim, efectivamente (reiterando, com ênfase): Quem não tem tempo para outrem, por conseguinte, não merece consideração!...
(C)Seguramente, eles cantam e dançam muito os Negros, porém, se afigura pertinente lembrar que o tantã jamais retumba gratuitamente, pois que acompanha sempre um evento da vida comunitária, triste ou alegre. Deste modo, evidentemente, o canto e a dança se tornam parte integrante da vida e da existência dos cidadãos. Naturalmente, o tempo, não sendo extensível, alguns aspectos do quotidiano sofrem com este comunitarismo, designadamente o próprio trabalho. Enfim e, em suma: Ninguém irá trabalhar, nem continuará a fazê-lo, se o seu vizinho ou um seu parente (mesmo, muito afastado), baptiza o seu filho, se casa o seu “rebento”, ou falece. Com efeito, quanto mais vasto for a comunidade, tanto mais o indivíduo parece, por conseguinte, constrangido, em virtude do pacto, a viver numa espécie de improvisação permanente.
(D)Evidentemente, sem sombra de dúvida, para o estrangeiro, aos olhos de quem o trabalho tem tendência a se tornar um fim em si, um tal mundo é exactamente incompreensível. Donde: E cedo se fez assimilar a atitude do Negro Africano à da preguiça. Ora, salvo em caso de conflito armado ou de calamidade natural extrema, os Negros Africanos não morrem de fome. Isto significa, que trabalham para se nutrir e não como meros escravos do trabalho. Contrariamente, às ideias recebidas, os vagabundos e os mendigos que morrem por inanição, não são legião em África Negra.
E, finalmente em jeito de Remate, se nos afigura pertinente, trazer à colação, algumas ideias bases:
(1) Se tudo for em honra de uma comunidade, no desígnio de se preocupar a este ponto com outrem, isto apresenta, a despeito de tudo, só vantagens.
(2) A questão, que se prende com as conexões entre o indivíduo e a comunidade deveu ter sido colocada, desde os primórdios da Humanidade. Com efeito, entregue à si próprio, o indivíduo (o Ser humano) é, efectivamente, débil e frágil. Donde, por conseguinte, não teve outra escolha que ceder uma parte da sua liberdade contra a protecção e apoio do grupo, cuja a autoridade está incarnada no chefe. Porém, de anotar, que as nossas sociedades actuais funcionam, de outro modo? Hèlas!...
(3) Se a Solidariedade nasceu no Continente Africano, na medida em que este é considerado como o Berço da Humanidade, ela (a Solidariedade, obviamente), não é uma invenção dos Negros Africanos. Ela assumiu, aliás, formas variadas ao longo dos séculos e, consoante, os elos, em que se estabeleceram os grupos humanos. Porém, o que é facto, presentemente (nos dias de hoje), não se consegue sobreviver fora deste Pacto primordial entre o indivíduo e a Comunidade.
Finalmente e, de modo, dialecticamente assertivo: Na verdade, em vez de se surpreender com a Solidariedade Negra Africana, convém indagar como Ela se apresenta ou pretende se apresentar, presentemente (nos nossos dias que corre, sob o signo da incerteza), após a escravatura e a colonização, na era da mundialização.
Lisboa, 17 Julho 2010
KWAME KONDÉ
(Intelectual/Internacionalista --- Cidadão do Mundo).
A Microsoft passou a vender todas as versões pré-instaladas de Windows 7 com a possibilidade de downgrade (marcha atrás) para Windows XP. A isto não é indiferente o facto de ainda hoje 74% dos utilizadores do XP se manterem fiéis a este sistema operativo ignorando, portanto, o Windows 7.
A Microsoft diz estar já a trabalhar no novo Windows 8 com o qual pensa levar-nos a abandonar definitivamente o XP. Aguardemos!
Aqui a malta do XP nuca embarca à primeira passagem dos novos navios preferindo experimentá-los e observá-los em viagem a ver como enfrentam as tempestades antes de sequer pensar em os adoptar. Cá o XP (nas versões SP2 e SP3) é hoje um dos mais estáveis e fiáveis sistemas operativos que se pode encontrar. E tem milhares de aplicações capazes de satisfazer todo e qualquer gosto por mais esquisito que seja.
Obviamente que como cabo-verdiano que sou é com muito orgulho que dou esta excelente quão bizarra notícia a todos os internautas.
TEMOS O MAIOR FÍSICO NUCLEAR DO MUNDO.
Está escondido... (lá saberá porquê)... mas temo-lo.
Numa entrada de árvore genealógica que encontrei neste endereço na Net, com fotografia e tudo do contemplado, e em que se afiança que o que lá está escrito é «Testemunho da própria pessoa, enviado por correio electrónico.», lê-se na autobiografia do grande senhor físico o seguinte (transcrevo com gralhas e tudo): «desenvolveu um projeto, já concluído, para geração limpa, ilimitada e barata de energia, para qualquer potência, tendo sido o único físico no mundo a transformar, com modelagem matemática, o movimento retilínio horizontal em velovidade angular e velocidade tyangencial, devidamenyte registrado no órgão competente.»
É interessante comparar isso com o conteúdo de um email que me foi passado pelo respectivo receptor, e no qual este nosso conhecido físico escreveu (transcrevo com erro de Português e tudo): «este teu primo foio único físico que transformou o movimento ascencional vertical em movimento horizontal, com potencialização de 2 elevado à 4ª potência na velocidade tangencial e controle absoluto da velocidade angular.»
Reparem que o que antes era a transformação do movimento retilínio horizontal em velovidade angular e velocidade tyangencial (uma treta sem pés nem cabeça, mas muito imaginosa: transformar movimento em velocidade) passou agora a ser a transformação do movimento ascencional vertical em movimento horizontal, com potencialização de 2 etc., etc., etc. (o resto vocês já sabem: é outra treta do mesmo teor que a anterior, mas mais rebuscada e mais pateta ainda); são duas enormes baboseiras que nada querem dizer. É pior que um cão a ladrar.
Mas continuemos.
No mesmo email antes referido, o grandessíssimo físico escreveu também: «Coordeno uma equipe de cinco engenheiros eletricistas além de mime já estamos quase lançando para o mundo inteiro um processo de geração de eletricidade da minha autoria que vai baratear o custo da energia elétrica em 16 (dezasseis) vezes.»
Mas há três anos aqui neste endereço na Net encontra-se um comentário enviado a alguém, pelo mesmo nosso querido físico, em que este escreve: «Não se trata de energia eólica (muito cara), nem de fotovoltaica ou solar (muito pouco e cara), nem maremotriz muito pouco provável, muito menos nuclear e nem hidrelétrica (com problemas ambientais). Trata-se de geração de eletricidade em qualquer potência e por um custo duzentas vezes mais barato que a matriz energética hidrelétrica. A matriz energética por mim pesquisada, desenvolvida e COM PROTÓTIPO JÁ EM FUNCIONAMENTO, revolucionará o mundo.»
Caramba! Isto é um prodígio (só que ao contrário): Em três anos, a energia criada pela maquineta do nosso mais que querido físico passou de 200 vezes mais barata para somente 16 vezes mais barata; quer dizer: quanto mais esse crânio oco da ciência “investiga”, pior é o resultado.
Nota: Senhor físico, não vale a pena mandar alterar ou retirar a sua entrada da árvore genealógica referida porque a mesma está em cache no Google e por outro lado está já gravada por mim no disco duro do meu PC; também e pelas mesmas razões não vale a pena mandar retirar a fotografia. Deixe estar tudo assim como está para que todo o mundo o conheça e admire.
«A direcção clínica e os três directores de serviço da Maternidade Bissaya Barreto, em Coimbra, pediram a demissão em bloco na sequência de várias decisões do conselho de administração.»
A incompetência reinante e governante, perante o descalabro que é hoje a Saúde em Portugal (situação da exclusiva responsabilidade dos governos de Durão Barroso e José Sócrates), em que se programou e se levou a cabo a destruição do Serviço Nacional de Saúde em favor dos interesses privados nesta área ― essa incompetência reinante e governante quer fugir com o rabo à seringa, sacudir a água do capote e dizer ao Zé Povinho:
― O culpado de tudo és tu!
E que solução a “incompetência” saloia, analfabeta, negocista, vendilhona e aciganada descobriu? Descobriu que se levar o Zé Povinho a ter um ou mais representantes nos conselhos de administração dos hospitais, facilmente passará a responsabilidade da má gestão e de todas as tropelias já feitas para o coitado do Zé; porque lhe dirá no fim quando a casa vier abaixo: Tu também és responsável porque não soubeste administrar.
Tanto fará que o Zé se deixe enganar ou não. Encontrarão sempre um boy partidário ou um aventureiro desonesto que será nomeado ou coopetado, ou “eleito” como representante do Zé. Será uma aldrabice de todo o tamanho, mas não do tamanho a que já não se esteja habituado a ver em Portugal
VAI UMA APOSTA???
Nota: Todas as vezes que um qualquer filho da puta quer conquistar o apoio ingénuo do Zé Povinho (contra os interesses do próprio Zé) lembra-se logo de dizer ao mesmo Zé: Anda cá que vamos lixar os médicos. Desta vez a proposta é o engano de que o Zé poderá «avaliar os médicos»...
Eu já o disse ontem ― e desculpem a escatologia da frase ― Os médicos estão e vão-se cagar para essas merdas todas. E no fim o grande sofredor e prejudicado será o Zé Povinho.
«Há centros de saúde no País onde todos os médicos de família pediram a reforma. É o caso do de Penela, na zona de Coimbra, que pode ficar vazio. No do Bombarral, em oito clínicos, seis fizeram o mesmo pedido. A situação na zona de Lisboa e Vale do Tejo é das mais preocupantes. A falta de médicos já deixou milhares de utentes sem resposta. Em seis anos, esta região devia ter ganho 50 clínicos, mas acabou por ficar sem cerca de 200. E a situação vai piorar. Em todo o País, vão ser mais três mil médicos a deixar a profissão.»
O estado de negação, o autismo e a compulsão em dizer que tudo está a melhorar, quando é precisamente o contrário que sucede, vão levar Portugal à cepa torta e à falência de instituições basilares do Estado ― como as da Saúde, por exemplo.
É o abismo mesmo ali à frente de todos e o governo e a ministra da saúde a fingirem que têm a situação controlada dizendo que vão nascer soluções a rodos e por todo o lado.
MENTIRA!
Os portugueses estão a ficar sem assistência qualificada na doença e o futuro é o agravamento dramático desta situação; a pobreza e a doença esperam pelos portugueses de mais baixos recursos já nas próximas curvas do caminho.
Desenha-se a perpetração de um crime a conta-gotas no que à saúde em Portugal diz respeito.
Plus que l’Afrique n’est une terre particulière ».
« En Afrique, chaque vieillard qui meurt est une
Bibliothèque qui brûle ». AMADOU HAMPATÉ BÂ
(Escritor malinês – 1901-1991).
(1)O lugar do idoso, nas Sociedades Africanas é um dos raros aspectos destas Culturas a ser, quase unanimemente reverenciado. Eis porque, só se pode entendê-lo, sobremaneira, se recordando que, sobre terra a velhice marca a derradeira etapa, na esfera dos avoengos, guardiães da identidade dos Povos, dos quais se tornam, desde então (por essa razão) os referentes.
(2)De anotar, que esta “idade avançada” (leia-se, outrossim, velhice) não possui a mesma significação que no Ocidente. A partir dos cinquenta, ou seja, à partir do momento em que o individuo se encontra na idade de se tornar avô, os Negros Africanos se classificam eles mesmos, entre “pessoas idosas”. Adoptam determinados princípios no atinente à indumentária (é o retorno os vestuários tradicionais ou supostos como tais) e frequentam a Mesquita ou a Igreja, de modo, muito mais assíduo que antes.
(3)Qualquer que seja a sua idade, o velho é a criança e o adulto de ontem. A velhice confere novas funções e novas prerrogativas ao indivíduo, no seio da Comunidade. A pessoa idosa, todavia, só merece consideração se cumpriu convenientemente a sua tarefa de adulto. Aquele que recebeu e não retribuiu não é, com efeito, digno de respeito.
(4)Ao longo do tempo, o indivíduo adquire uma experiência e um savoir-faire bastante significativos. Não se casa, não se baptiza uma criança, não se sepulta um semelhante, não importa como (de qualquer modo). Sem a presença de das pessoas idosas, estas cerimónias são sem interesse e, sobretudo, sem fundamento. Há gestos a executar, fórmulas a recitar, uma prática ancestral a perpetuar da qual apenas se reconhece a direcção unicamente à pessoa idosa. Ela constitui caução de verdadeiro, de legitimidade e de conformidade com o pacto ancestral, pois que pela sua longevidade, conhece a história de cada família da Comunidade, as convenções não escritas que regem esta última. De feito, o idoso é o nó fundamental que liga a criança ao ancião, para que o anel seja fechado.
(5)Não há dúvida nenhuma, que é, em virtude deste papel excepcional, que ele merece ficar sob o encargo dos familiares e parentes mais chegados e, outrossim e, ainda pela própria Comunidade. Existe, aliás, sempre alguém ao pé delepara o apoiar e superar as suas dificuldades inerentes à sua idade.
(6)Em suma: a idade, em África, não poderia constituir (antes pelo contrário), um motivo de exclusão, como acontece no Ocidente. E, visto que a pessoa idosa constitui um elo fundamental da cadeia de vida, a reforma não existe. Donde, se impõe, sublinhar, com ênfase, que, no dia em que as “casas de reformados”aparecerão em África, os Negros Africanos terão mudado de Filosofia e de modelo de Sociedade, obviamente.
(7)E como Remate assertivo: todavia, não se preserva toda a idealização, visto que, como todo o comportamento humano, o respeito acordado à idade, conquanto ética moralmente louvável, se torna problemático à partir do momento, em que, ignorando o tempo e a evolução, se tem tendência a apresentar como um princípio imutável, até na forma. Eis, com efeito, o grande repto/desafio que deve releva a África. Ou seja: adaptar o lugar e o papel dos idosos na evolução da Sociedade, sem lesar ao respeito, que lhe são devidos.
Lisboa, 13 Julho 2010
KWAME KONDÉ
(Intelectual/Internacionalista --- Cidadão do Mundo).
OU O P.R.E.C. NOS HOSPITAIS OU A ÚLTIMA MACHADADA OU ESTÁ TUDO DOIDO
Claro, claríssimo para mim que se essa merda for avante, os médicos vão cagar para isso tudo, as "administrações" (que não sabem administrar sequer uma taberna) vão ficar a falar sozinhas e os doentes e utentes vão tratar-se uns aos outros.
Eu não sei que género de gente é essa que integra esse tal de Grupo Técnico para a Reforma da Organização Interna dos Hospitais. Espero bem que o meu amigo e colega Luís Campos não faça parte do mesmo pois penso o pior daquelas cabecinhas e não creio que nesse "grupo" exista sequer um médico que seja verdadeiramente médico. Deve ser gente "apanhada" pertencente à geração sócrates: essa que aparece licenciada e doutorada não se sabe como, donde, nem porquê; que dá frequentes pontapés na Língua e na gramática portuguesas, vive deslumbrada com as novas tecnologias e vive o presente escavacando e destruindo os alicerces já frágeis deste pobre e depenado país que não merecia cair em mãos de choldras de analfabetos funcionais.
Não tenho hoje grandes esperanças ― já houve tempo em que as tive ― de que a Ministra Ana Jorge deite para o caixote do lixo as "propostas" desse "grupo", pois, a senhora Ministra tem-se revelado cada dia menos lembrada de como era quando trabalhava nos hospitais, e está cada vez mais burocratizada e transformada em defensora de decisões indefensáveis deste moribundo governo sócrates.
― Querem apostar comigo que a senhora Ministra (depois de deixar de o ser) irá para casa ou para um exílio dourado, não regressando já ao seu Hospital Garcia de Orta que na altura estará por certo totalmente escavacado no que à constituição dos seus quadros médicos diz respeito?
PREPAREM-SE PARA O PIOR!
Nota: De início Medina Carreira parecia um tremendista fora do seu perfeito juízo prevendo catástrofes imaginárias impossíveis de acontecer; hoje em dia constata-se a certeza das suas previsões bem como a brandura que utilizava para chamar os bois (ou os boys?) pelos seus nomes.
(1)Com efeito et pour cause, não há dúvida nenhuma, que na realidade, um elo constitutivo une às Ciências, um modo particular de pensar, que é a Filosofia. De anotar, todavia, que o primeiro passo, no âmbito da démarche científica, não poderia ser cumprido, sem ter previamente retirado a sua adesão às pretensões explicativas das narrativas mitológicas em respeito do seu tempo.
(2)Donde, evidentemente, mais questões se deparam, visando explicar adequadamente as ideias e conceitos, designadamente:
a.Os eclipses de Sol aos caprichos de Deus “permutando, meio-dia por meia-noite”, segundo o poeta grego, ARQUÍLOCO (712-664 a. C.), ou os tremores de terra à cólera dos Ciclopes e dos Titãs encarcerados nas entranhas da Terra. Sabe-se, que o sábio grego, Tales de Mileto (VII-VI a. C.), conquistou uma enorme celebridade, ao predizer o eclipse de 585 a. C., baseando-se em cálculos efectuados à partir de observações.
b.Uma tal retirada de adesão pode ser tido como um primeiro passo para o advento da Filosofia, porém, sem que estivesse constituída como tal.
c.De feito, o termo/expressão, Filosofiaapenas faz ingresso para utilização, no século V (a. C.), tendo o filósofo grego, PLATÃO (428-348) lhe conferido as suas cartas de nobreza.
(3)De sublinhar, foi no âmbito desta dinâmica, que PLATÃO mandou inscrever, no frontão da Academia (a Escola que edifica, em Atenas cerca de 387 a. C.), o seguinte: “Que ninguém, aqui entre, se não for Geómetra”. Todavia, a sua ambição ultrapassa, de muito longe, a da maioria dos PHYSIOLOGUÏ, visto que ele propõe, na realidade, um novo modo de pensar.
(4)Vejamos, um pouco mais em pormenor, neste particular, este aspecto do erudito Magistério de PLATÃO:
a.Nos Diálogos: A personagem de Sócrates (470-399 a. C.) coloca, com efeito, metodicamente em causa (por sua conta e risco), o conjunto de valores religiosos, morais e políticos aceites pela Cidade ateniense. E fá-lo, em nome de uma concepção da razão (LOGOS), que extrai (por uma parte essencial) da démarche dos Matemáticos que frequenta. Enfim e, em suma: A sua utilização do mito desarruma as formas tradicionais da adesão às narrativas mitológicas.
Porém, ulteriormente, ARISTÓTELES (384-322 a. C.) rompe com o idealismo platónico, propondo, deste modo, pela primeira vez, a ideia de uma Física. Impõe, assim, para séculos, uma teoria do movimento metafísico edificada sobre uma concepção nova do Ser, que joga com as noções de matéria e de forma, de potência e de acto. Lança a mão de um Pensamento, que tenta, deste modo, pensar, em conjunto (concomitantemente) a Física, o Conjunto dos Saberes sobre a Natureza, a Teologia, a Arte e a Política.
Demais e, por outro, os Pensadores da tradição atomista, desacreditados, outrossim e, aliás, por PLATÃO como por ARISTÓTELES não procedem, de outro modo, por mais opostas que sejam, as suas concepções da Natureza e as tomadas de posição morais e políticas. Temos a referir, neste particular, por exemplo, o caso protagonizado pelo filósofo grego, EPICURO (341-270 a. C.), que elabora expressamente uma Física para contrariar as teses morais e políticas que ARISTÓTELESapoiava às bases metafísicas da sua.
Finalmente, por seu turno, o Teólogo Italiano, São Tomás de Aquino (1225-1274) tenta transferir para o Cristianismo o crédito da Ciência aristotélica, readaptando a sua metafísica no sentido dos Textos Sagrados. A sua doutrina visava reconciliar, deste modo, a razão e a fé. A sua adopção pela Igreja, inicialmente reticente (de anotar, aliás, que a sua doutrina, foi, primeiramente condenada pela Igreja, em 1277, tendo sido, canonizado, só, no ano de 1923), tinha como resultado comprometer a Instituição a favor da Física finalista e de uma Cosmologia geocentrista, no próprio momento, em que não tardaria a ser posta em causa.
(II)
Prosseguindo, avisadamente, este nosso bosquejo histórico, no âmbito desta problemática, que se prende com o já enunciado vínculo/elo constitutivo, que vincula às Ciências omodo particular de pensar, que é, na realidade e, na verdade, a Filosofia, se nos antolha percuciente, abordar o Magistério científico/filosófico do matemático/físico francês, René DESCARTES (1596-1650), pois que nos conduz para a Ciência moderna
De feito, DESCARTES se entrega, precisamente, na primordial tarefa de elaborar a Metafísica que poderá sustentar a Nova Ciência do movimento, sem por essa razão, contrariar e contradizer as verdades reveladas pela Religião cristã. Deplora, outrossim, que GALILEU (1564-1642), “bon savant”, se tenha mostrado (“medíocre filósofo”), desencadeando o confronto, que se sabe, com as autoridades eclesiásticas. Propõe, então, em 1644, baseando-se, na sua própria doutrina, um manual destinado a suplantar, nas escolas, os tratados escolásticos, então em uso. E, na Carta prefácio que o acompanha, professa que:
“Toute la philosophie est comme un arbre,
dont les racines sont la métaphysique, le tronc est
la physique, et les branches qui sortent de ce
tronc sont toutes les autres sciences, qui se
réduisent à trois principales, à savoir la médecine
la mécanique et la morale ; j’entends la plus
haute et la plus parfaite la morale qui,
présupposant une entière connaissance des autres
sciences, est le dernier degré de la sagesse ».
Eis porque, ipso facto, DESCARTES filósofo não poderia, deste modo, ser DESCARTES erudito.
Demais, nesta perspectiva, o que vale para DESCARTES vale identicamente para o matemático, físico, filósofo e escritor francês, BLAISE PASCAL (1623-1662), ou para o filósofo e matemático alemão, Gottfried Wilhem LEIBNIZ (1646-1716), conquanto estes últimos extraem conclusões dissemelhantes da Ciência do seu tempo, baseando-se, em interpretações e tomadas de posição, por vezes, opostas, sem, no entanto, adulterar a essência de fundo, obviamente.
Lisboa, 11 Julho 2010
KWAME KONDÉ
(Intelectual/Internacionalista --- Cidadão do Mundo).
Quem conhece minimamente a tua tristíssima história pessoal e leia todas as aldrabices que tens escrito (em português de pé quebrado e em crioulo coxo), nos emails e cartas que dirigiste e diriges frequentemente a pessoas conhecidas ― quem, como eu, por exemplo, conhece isto tudo ―, não pode senão ter imensa pena de ti (coisa que eu sei bem que não mereces minimamente) pois revelas-te naqueles escritos, muito para além do mentiroso compulsivo que sempre foste, um indivíduo abandonado, frágil, psiquicamente muito doente, perto da valeta social (senão já nela) e do lixo dos asilos de velhos que existem no Brasil.
Penso que já é tempo de: em vez de continuares a andar por estes caminhos do pequeno crime (pequeno pelo menos no Brasil onde só há lugar na cadeia para os criminosos de alto coturno); da tentativa permanente de burlar tudo e todos; do chorrilho de asneiras e mentiras que escreves e julgas que os outros engolem sem darem por isso ― em vez disso tudo ―;
Ouve bem o conselho que te vou dar: escolhe quem te possa ajudar, “rapa da caneta” e pelo menos por uma vez na tua vida diz a verdade sobre o desgraçado que tu és e a vida desgraçada que tens tido; pede a alguém que te acolha em Cabo Verde para viveres pelo menos os teus últimos dias com alguma dignidade e sossego, pois, na tua idade, como podes calcular, já não tens muito que esperar da vida.
E sobretudo ― deixa de escrever coisas ridículas, parvas, mentirosas, falsíssimas, erradíssimas, loucas até pelo desconchavo e inverosimilhança que contêm ― deixa de escrever disparates que dão vontade de rir e são motivo de mofa por parte de toda a gente; disparates e coisas absurdas próprias de um louco, como estas por exemplo que bem poderiam ser intituladas, com muito a propósito
“Autobiografia de Um Burlão”:
«Estou no Brasil, Rio de Janeiro, desde 1965, [...] Estudei e me formei em medicina, que abandonei em 1980, e fiz concurso para a universidade, como professor da faculdade de medicina. Como médico, prestei provas e fui escolhido para fazer um curso de pós-graduação em BIOSFÍSICA, mestrado, na ex-União Soviética. Arrumei, mais uma vez, as malas e segui para Tashkent para fazer um curso de 18 meses. Quando cheguei lá, na primeira semana vi que os meus conhecimentos de matemática avançada não davam para acompanhar aqueles “bam-bam-bans”. Terminaria o curso, mas vi que faltariam muita coisa, pois, sou extremamente exigente comigo mesmo. Fui no decanato e tranquei a matrícula em Biofísica e me matriculei como calouro em FÍSICA. Resumindo: - Em vez de ficar os 18 meses previstos, fiquei 100 meses (=8 anos e 4 meses). Fiz a graduação, mestrado e doutorado em Física e, quando defendi a tese de doutorado, voltei para o Brasil, porque eu já era professor universitário que entrei por concurso. Transferi a minha matrícula funcional da área de biomédicas para a área de exatas e, como já era PhD, assumi a cadeira de Mecânica Quântica até a minha aposentadoria. Hoje sou professor universitário federal aposentado e diretor do Centro de Investigação que vês no fim, na área de “geração de eletricidade”. Coordeno uma equipe de cinco engenheiros eletricistas além de mim e já estamos quase lançando para o mundo inteiro um processo de geração de eletricidade da minha autoria que vai baratear o custo da energia elétrica em 16 (dezasseis) vezes. Quer dizer, se pagas, por exemplo, 120,°° euros, passarás a pagar 7,50 euros. Isso se deve a que este teu primo foi o único físico que transformou o movimento ascencional vertical em movimento horizontal, com potencialização de 2 elevado à 4ª potência na velocidade tangencial e controle absoluto da velocidade angular. Por causa disso, tenho resgistrados 30 livros todos didático-pedagógicos no Ministério da Cultura.»
Vê só isto, meu caro: de médico passas rapidamente a Professor Catedrático; mas logo a seguir vais fazer um mestrado. Então achas normal que a um engenheiro, por exemplo, se peça que depois de ser engenheiro vá fazer o exame da 4ª classe? Francamente V.!
E de médico passas a biofísico, de biofísico a físico, de físico a engenheiro, de engenheiro a professor de mecânica quântica, etc.???!!! Porra que estás mesmo louco, rapaz!...
E então aquela do “movimento ascencional transformado em movimento horizontal” é mesmo de um burlão de taberna! É que nem sabes escrever a palavra “ascensional” (que é como eu acabo de a escrever: com “s” e não com “c”), seu grande físico da treta!
Mas também gostei muito da potencialização de 2 elevado à 4ª potência na velocidade tangencial e controle absoluto da velocidade angular.
Até pareces um grande piloto de fórmula 1 conduzindo seu bólide numa curva apertadíssima. DENTRO DE UMA CAIXA DE FÓSFOROS.
Para além de burlão és aquilo a que em crioulo se chama “um gajo lendário”. É que isto só lido mesmo!...
É que até electricidade barata já fabricas?! Imagina! E a partir dessa cabecinha de malandro, não é?!
Noutro passo escreves:
[...] «fui operado 2 vezes no músculo cardíaco, uma vez para implante de 3 veias safena e pela segunda vez, 2 veias mamárias. Fizeram duas cirurgias porque o meu coração estava 96% comprometido: - Ele já não batia, apanhava... Ah!Ah!Ah!Ah!»
Mas como é isso, ó meu caro?! Então foste operado porque tinhas o coração 96% comprometido?... Ó meu caro sacana! Aquilo não era um coração, aquilo era uma autêntica merda incompatível com a vida.
Ah seu grande médico de merda! ― desculpa que te chame isso; mas, médico com coração de merda, só pode ser médico de merda. Mas também como não és médico nem nada esta ofensa não te atinge, não é?!
Eu sei que não vais parar com isso. Porque estás mentalmente doente.
Mas não posso dizer-te mais nada senão isto:
Pára com isso rapaz!!!
P.S. Last but not least. O já falecido e saudoso escritor Luís Romano, que era Cônsul de Cabo Verde no Brasil, contou-me as vezes que teve que ir a esquadras da polícia intervir para te libertarem. E até me contou da vez que te arranjou um emprego como maqueiro num hospital (deve ter sido dessa vez que te "formaste" em medicina; só pode!).