sábado, 10 de abril de 2010

CONSTATAÇÕES “À LÁ MINUTE”

De misógino a machista já me chamaram um pouco de tudo (mas pouco) por causa da posta, mesmo aqui em baixo, do “VEDOR”; mas até agora ninguém se dignou falar-me sobre “módico”. Esta gente só quer falar de coisas sérias.


Entretanto continuo a constatar ― ainda não tinha falado nisso? ― que os jornais diários tradicionais, bem como os semanários, no que à qualidade da “opinião” diz respeito, estão hoje muitas milhas atrás de um razoável número de blogues que felizmente leio com regularidade.


Para finalizar: VLX acordou e desta vez FNV absteve-se (pelo menos até agora) de lhe mostrar o fundo do tanque. Talvez porque os comentários à posta de VLX já bastem como castigo.


BOM DIA! E BOM FIM-DE-SEMANA.

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sexta-feira, 9 de abril de 2010

PROVEDOR DO VEDOR


Gosto de ver aquele programa da RTPN (não interessa agora o nome) onde aparecem o Rangel (o do assalto com berbequim às instalações da TSF), o CAA (Carlos Abreu Amorim) e a Joana Amaral Dias. Regra geral desligo o som do televisor e fico à espera dos momentos da Joana em silêncio. Às tantas dou por mim a pensar: ― não seria melhor mostrarem só a Joana (sem pivô sequer) num programa com três horas de duração?

BOM DIA!
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quinta-feira, 8 de abril de 2010

A SÉRIO

Estive sempre convencido que a palavra “módico” era apenas um adjectivo; e que por isso quem a usa como substantivo ― dizendo, por exemplo, “um módico de” ― estaria a cometer um erro gramatical (bastante frequente, diga-se de passagem).

Mas fiquei na dúvida quando li esta posta do escritor FJV. Nela se escreve «um módico de controle sobre a informação da televisão pública». Investiguei de novo e perguntei aos poucos papéis sérios que existem aqui em casa como era isso de “módico”; ao que restolhando me responderam ― “módico” é apenas adjectivo.

Então rapei da caneta e escrevi um email a FJV pedindo-lhe iluminação para o meu espírito. Deve ter achado que eu estava a armar-me em cocó de cabra e não me respondeu (logo a mim que respeito muito os escritores que não me ligam nenhuma).

Contudo, e porque continuo com dúvidas, agradeço a quem de sabedoria sobre esta poda tenha a bondade de me esclarecer.
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ELOCUBRAÇÃO QUADRAGÉSIMA SEXTA:

Ser culto es el único modo de ser libre

José MARTÍ (1853-1895).

Da Esperança de vida e o Envelhecimento:


Para Principiar:

Não há dúvida nenhuma, que a progressão da População irá, a par, com um efectivo incremento da esperança de vida, acarretando, ipso facto, um Envelhecimento da População. Este facto demográfico coloca aos dirigentes políticos, questões acutilantes, no plano económico e social, assaz cruciais, designadamente no que diz respeito aos magnos problemas de Saúde, pois que a procura de cuidados vai crescer e aumentar e, simultaneamente, o incremento dos progressos das técnicas médicas abrem novas perspectivas.


(I)

Na Civilização Africana, por exemplo, a questão que se prende com o Envelhecimento da população não se coloca. Não tanto, aliás, porque a esperança de vida aí é menor, sobretudo, porém, porque os velhos se encontram relativamente bem integrados na Sociedade. De feito, em África, o diminuído, continua, de um determinado modo, a fazer parte integrante do círculo social e a ser respeitado.

Em contrapartida, nas civilizações pós industriais e urbanas, é forçoso observar, que se comporta, por vezes, de forma escandalosa com as pessoas idosas, em particular, os mais diminuídos. Há que reconhecê-lo, se criou, neste tipo de civilização uma espécie de ostracismo para com os idosos, ao ponto de os acantonar em ghettos. Não se quis outorgar os meios que lhes permite continuar a viver (com qualidade), no seio das suas famílias.

Com efeito, em África, existem vínculos/elos tradicionais que desempenham um papel socializante. Eis porque, se assevera que: “a morte de um velho, é uma biblioteca que arde”.


(II)

Antes de mais, vale a pena abordar, avisadamente os relevantes problemas filosóficos ligados ao envelhecimento:

a) O que é, actualmente da noção de família? Enquanto se assiste à sua atomização, os idosos que detinham um papel necessário, no âmbito da Educação, de entreajuda e de cimento no seio das famílias modelo antigo, quase já não ocupam lugar algum, no seio das famílias (soit-disant) modernas recompostas.

b) Por outro, a Urbanização contemporânea tende a isolar, cada vez mais e mais, os idosos.

c) Enfim, existe presentemente um “economicismo” ambiente. Ou seja: as interrogações acerca da qualidade e o sentido da vida foram mescladas com percepções totalmente económicas. Nesta óptica, o idoso é o improdutivo, para o qual os outros pagam e trabalham. É um fenómeno, assaz recente e, pelo menos, inquietante.

E, já agora acerca da Urbanização, vale a pena, tecer alguns considerandos sobre o Dia Mundial da Saúde, data que se comemora, anualmente desde o remoto Ano de 1948 (Data da criação da OMS, em 07 Abril). O Dia Mundial da Saúde surgiu da preocupação de seus integrantes, visando manter o bom estado de Saúde da População e alertar sobre os principais problemas que podem afectá-la. Demais, aliás, segundo a própria Organização de Saúde (OMS) ter Saúde é garantir a condição de bem-estar das pessoas, mantendo os aspectos físicos, mentais e sociais das mesmas, em harmonia.

Para este Ano 2010, a OMS escolheu como “tema chave da Saúde global”: “Urbanização e Saúde” sendo o “tema escolhido em reconhecimento pelo efeito que a urbanização tem na nossa Saúde colectiva global e, em cada um de nós, individualmente”.

Com efeito, com a Campanha de 1000 (mil) Cidades, 1000 vidas, os eventos serão organizados, em todo o Mundo, durante a semana de 7-11 Abril 2010. Os objectivos globais da Campanha são:

(1) 1000 Cidades: para abrir os espaços públicos para a Saúde, quer se trate de actividades em parques, Câmaras Municipais, Reuniões, quer, outrossim e, ainda de campanhas de limpeza, ou encerramento de porções de ruas para veículos motorizados.

(2) 1000 Vidas: para colectar as histórias de campeões de Saúde urbana, que tomaram medidas e tiveram um impacto significativo na Saúde das suas Cidades.


(III)

De sublinhar, que, nos primórdios, as pessoas idosas podiam se extinguir junto dos seus, porque os ritmos de vida eram dissemelhantes e, outrossim a superfície das habitações o permitia e as mulheres trabalhavam pouco. Há todas as espécies de explicações de ordem material, que se pode avançar. Todavia, se assistiu, outrossim, à uma evolução das mentalidades, que, mais ou menos, acabou por desconsiderar os velhos. Isto sendo, não é de acreditar, absolutamente, que compete ao Sistema de cuidados trazer uma resposta a este problema, eminentemente cultural, social e económica.

Enfim, demais, não se deve e nem se pode pedir a Medicina e ao Sistema de cuidados de prendre en charge” e gerir eles mesmos o Envelhecimento da população. Na verdade, efectivamente, o Envelhecimento da população não é uma mera questão, relevando da Saúde. Mesmo se, claro, a Medicina esteja interessada na questão que se prende com o aumento da esperança de vida.


Finalmente, o Sistema de cuidados não pode ser concebido, por exemplo, como substituto do ambiente familiar, o que não impede, todavia, que a organização do Sistema de cuidados esteja interessado pelo envelhecimento da população. De anotar, que a primeira enfermidade mortal sexualmente transmissível, é a vida e, eis porque, se impõe aceitá-la como o destino/desígnio da condição humana. Donde, aliás, acreditar, que se deveria, de algum modo (por assim dizer), poder curar o envelhecimento releva da aberração. Porém, tendo em conta, o Envelhecimento da população, o Sistema de cuidados deveria consagrar, na nossa óptica e perspectiva, uma parcela substancial para o que se denomina, apropriadamente de Medicina de acompanhamento.


Lisboa, 07 Abril 2010

KWAME KONDÉ

(Intelectual/Internacionalista --- Cidadão do Mundo)

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É SÓ SAÚDE

Nisto, o que interessa ao governo é saber que vai reduzir os gastos com ordenados no SNS (Serviço Nacional de Saúde). Se os doentes portugueses ficam pior e alguns sem médico de família... isto são peanuts!

Desde que as estatísticas fiquem mais compostas em termos de dinheiro, verbas, orçamentos ― está tudo bem; não é por os portugueses viverem pior que o governo, o PS, os grupos económicos beneficiários, se vão sentir incomodados. Antes pelo contrário.

O afundamento da Pátria às mãos de tecnocratas incompetentes e incultos vai continuar. O desconhecimento de que é aos filósofos que se deve ir buscar ideias para trabalhar o futuro tornou patente nos dias de ontem e de hoje a desgraça que disso advém. Inexoravelmente.
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ELOCUBRAÇÃO QUADRAGÉSIMA QUINTA:

Ser culto es el único modo de ser libre

José MARTÍ (1853-1895)

PEÇA SEGUNDA:


Nesta Peça vamos apresentar algumas precisões pertinentes e oportunas no âmbito da conexão existente entre Saúde e Médias:

(A) Os Médias desempenharam papel relevante na evolução geral da Medicina, no atinente ao relacionamento entre médicos e enfermos e, outrossim na interdependência entre o Sistema de Saúde e a Sociedade. Esta evolução, assinalando uma mudança notável se cumpriu no término do século XX pretérito. Eis porque, por causa dos Médias, doravante a Medicina se exerce sob o olhar público. Antes, a Medicina era um campo hermético de opacidade, arrogância e segredo em nome de uma deontologia de solidariedade confraternal. Constituía, efectivamente um mundo misterioso de saber não posta em causa e, outrossim, não partilhada, tendo o sistema funcionado, deste modo. Nestas condições, os Médias, em conformidade com as evoluções da sociedade, desempenharam um papel relevante para reconduzir o campo da Saúde, a Medicina e o corpo médico como o da investigação, sob o olhar de todos com as noções de informação, transparência e prestação de contas.

(B) Vale a pena, trazer à colação a famigerada lei HURIET (o símbolo desta evolução) sobre a questão que se prende com os Ensaios terapêuticos, implantada em França. Trata-se de uma Lei ética, que preenche um vazio jurídico, que foram os Médias que a tornaram possível e necessária. Impõe uma informação, uma reflexão e uma verídica concertação.

(C) De anotar, que nestes anos, que estamos a estudar, temos a salientar um evento, assaz negativo (em que os Médias desempenharam o seu papel respectivo). Estamos a referir, obviamente ao escândalo do sangue contaminado. Este caso marca, particularmente, a mudança de atitude da França acerca do seu sistema de cuidados e de Investigação. Com efeito, o “grand patron” perdeu a sua omnisciência, a ciência pode se induzir em erro, os médicos podem cometer erros e mesmo, por vezes, ser perigosos. Trata-se de uma autêntica subversão dos valores vinculados à Medicina.

(D) Substituem os Médias a Educação e a Cultura? Não! Evidentemente, não. Aliás, com certeza! Os Médias são, antes de tudo, utensílios de Informação. Todavia, o problema actual, é que os Médias, em particular no Ocidente obedecem a critérios, símbolos, modos de funcionamento, que não correspondem aos da Medicina e da Metodologia Científica. Existe, por conseguinte, um robusto e enorme debate entre Informação e Educação. Demais, por outro, a sobre informação, não representa a cultura, antes pelo contrário. Acrescentar sempre mais informação, não se traduz, obrigatoriamente, por incremento do nível de cultura como a Educação consegue promover, porquanto se encontra, longe de colmatar as necessidades reais da Sociedade, neste sentido. Ora a Imprensa se encontra, num estado de incultura científica, médica e cívica, pelo menos, incómodo quando, se está ante clínicos, que quotidianamente, se ocupam de enfermos portadores de cancro.


E, um tanto ou quanto à guisa de REMATE:

Na verdade e, sem dúvida nenhuma, a Ciência e a Medicina constituem actividades de uma complexidade extrema. O funcionamento dos Médias, por seu turno, se rege pela simplicidade e pela esquematização, enquanto se fala de assuntos complexos, exigindo o recurso a um húmus de conhecimentos não adquirido pelo público.

De feito, a esquematização, que é, muito provavelmente, uma ferramenta indispensável da informação, todavia, já não é, um bom utensílio para a compreensão dos problemas médicos. Esta situação não melhora o nível de cultura e de educação científica.

Actualmente, os adolescentes que dissecam rãs, ou examinam borboletas não conhecem os genes ou o ADN. E, de um modo geral, existe uma incultura catastrófica dos cidadãos ante a Ciência, donde o corolário lógico é que a maioria esmagadora dos cidadãos não podem compreender quando se experimenta falar um pouco mais profundamente da Medicina, visto que se os habituou a mera “engomadela” do complexo. Eis porque, são confrontados com “brejeirasamálgamas, que contribuem para o clima de ansiedade e de desconfiança perante a Ciência.


Finalmente, os Médias, por outro, privilegiando o indivíduo e o vedetismo enquanto a Medicina actualmente e a Ciência constituem sistemas de equipa com multidisciplinaridade e partilha dos conhecimentos. Nada já se faz, completamente só, em Medicina. Donde e daí o carácter fragmentado da Informação, que não consegue fazer compreender o papel das equipas ou de um “hospital empresa”. Por seu turno, a Medicina hospitalar se assemelha muito a uma orquestra. Trata-se de uma noção que não se consegue fazer passar nos Médias. Enfim, no âmbito do sistema geral de Informação, no momento presente, se é, imediatamente ou bem acusado, ou bem sacrificado, o que se tornou muito grave para o conhecimento científico, visto que o progresso do saber, da técnica e da “prise en charge” do paciente é um processo lento, complicado e colectivo.


Lisboa, 06 Abril 2010

KWAME KONDÉ

(Intelectual/Internacionalista --- Cidadão do Mundo)

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terça-feira, 6 de abril de 2010

DA DIMENSÃO DOS EGOS

Não há cão nem gato que não pense o mesmo. Está na nossa natureza.


Mas convenhamos que o sujeito nisso é um pouco diferente ― pede meças ao batráquio da fábula O Sapo e o Boi.


BOM DIA!

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BICHO HOMEM

Há cerca de vinte anos mais ou menos, num debate tele-visionado entre pessoas de variados quadrantes políticos, um “representante” da esquerda, julgando encurralar Jaime Nogueira Pinto numa pretensa contradição, disparou-lhe o seguinte: ― Pelo que o Dr. Nogueira Pinto acaba de dizer ENTÃO só posso concluir que não acredita na bondade do Homem ―. Ao que Nogueira Pinto lhe respondeu com toda a calma ― tem razão, de facto eu não acredito na bondade do Homem. Na altura fiquei com muitas dúvidas. Dúvidas que a observação e a experiência de vida depois esclareceram: Nogueira Pinto tinha e tem razão.


Este vídeo figura já em vários blogues (Delito de Opinião, Corta Fitas e muitos outros). Não resisti a publicá-lo também, sobretudo para o poder recordar muitas vezes no futuro.
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segunda-feira, 5 de abril de 2010

LAST BUT NOT LEAST

VOCÊ NÃO PODE TROCAR A BATERIA DO SEU iPAD

Quem a pode trocar é a Apple,
nas suas oficinas
e por um preço que se desconhece por ora.
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