domingo, 7 de março de 2010
sábado, 6 de março de 2010
«CONTROLO DA MEMÓRIA»
Publicamo-lo na íntegra pelo seu interesse e actualidade; mas também por espelhar de forma cristalina a liberdade de expressão e de opinião num país com apenas 35 anos de existência, Cabo Verde, onde, felizmente, a sociedade vive em democracia e em liberdade.
Obsessão pelo controlo da memória.
Em 1986, o jornal governamental, o Voz di Povo proclamou em manchete: “Aos 50 anos Claridade entra oficialmente na História de Cabo Verde”. O regime de partido único finalmente tinha decidido integrar na historiografia oficial o Movimento Claridoso de Baltasar Lopes da Silva, Manuel Lopes, Jorge Barbosa e António Aurélio Gonçalves. Ao fim de dez anos o regime já se sentia suficientemente seguro para cooptar, na sua versão da história das Ilhas, essas personalidades e as suas contribuições fundamentais para a afirmação da caboverdianidade.
Aristides Pereira, o então Presidente da República, discursando no Simpósio Claridade, mostrou como as coisas deviam ser vistas: “o Movimento Claridoso encontra as suas raízes num terreno laborado por uma plêiade sucessiva de homens de cultura, que vinha pugnando pela afirmação da caboverdianidade, (...) cuja obra se deve apreciar e acarinhar até chegar a Amilcar Cabral (..). A lenta mas segura gestação do nacionalismo caboverdiano”Dessa e de outras muitas declarações similares fica claro que, para o Regime, o ponto de confluência da história do País é Amilcar Cabral e, por extensão, o PAIGC e o PAICV. Também fica claro que factos históricos só têm significado e são reconhecidos como tais quando servem, justificam e confirmam a luta de libertação, apresentada como ponto de origem de tudo: da Nação e do Estado.
O Partido único, enquanto força dirigente, precisa dessa validação permanente para se legitimar no Poder e para negar aos cidadãos a Liberdade e o direito de escolher quem os deve governar. Nesse sentido, memórias devem ser rearranjadas, outras memórias extirpadas, outras ainda implantadas, para que a realidade e a ficção se confundam e ninguém saiba quando termina uma e começa a outra. È uma luta permanente. Daí a obsessão pelo controlo, o policiamento do que é dito e feito, a substituição da informação pela propaganda e o assenhorear das iniciativas e de tudo o que é inovador.
O controlo de memórias foi mais penoso para Cabo Verde do que noutras paragens. A badalada luta de libertação não aconteceu em Cabo Verde. Aristides Pereira, no Relatório aos órgãos superiores do PAIGC em Agosto de 1976, em Bissau, deixou claro qual era a real situação do Partido, antes do 25 de Abril de 74: “Pouco implantado no arquipélago, a organização resumia-se a algumas células em Santiago, no Mindelo e em S.Antão. “(…) a massa militante englobava, por ordem decrescente de importância, estudantes, alguns pequenos funcionários e poucos trabalhadores”. Imagine-se o esforço titânico necessário para incutir numa população que a sua história passada é só aquela que justifica e conduz inevitavelmente à luta de libertação. Uma luta que lhe dizem ter acontecido a mais de 600Km de distância mas que não viveu nem sentiu de forma directa. Relatos fidedignos apontam para um máximo de quarenta caboverdianos numa organização que se gabava de ter mais de 12 mil guerrilheiros. É quase surreal.
A instauração de um Poder absoluto logo após a independência imprimiu a esse esforço carácter urgente e impiedoso. Extraia-se legitimidade dos mitos criados à volta de Amílcar Cabral e da luta na Guiné. Nada podia contrariá-los. Nem o seu inevitável choque contra uma história de séculos e uma vivência social e cultural, distinta de onde o PAIGC nasceu e cresceu como organização político-militar. A pressão ideológica do Estado sobre a sociedade desembocou, pontualmente, em violência explícita, particularmente contra as elites intelectuais, culturais e sócio-económicas do País.
Prisões, humilhações, torturas e mortes verificadas em 1977, 1979, 1980 e 1981 em S. Antão, S. Vicente, Santiago e Brava são exemplos do muito que aconteceu nos primeiros anos de independência. Como também são certas leis, em particular a lei de Boato, 37/1975, e a lei 97/1976 dos cinco meses de prisão sem culpa formada, que só viriam a ser revogadas em Maio de 1990. São anos que não deviam orgulhar ninguém, muito menos o primeiro-ministro de um governo democraticamente eleito. A iniciativa infeliz do Sr. Primeiro Ministro de organizar a conferência “Os primeiro anos de independência”, tendo como conferencista o então primeiro-ministro e actual presidente da República, Pedro Pires, revela o quão ainda se insiste na legitimidade histórica. Implicitamente está-se a reiterar que votos não chegam para governar. E que o País deve estar é com o partido demiurgo, o partido do fundador da Nação, o partido que trouxe a independência, construiu o Estado e, quinze anos depois, concedeu a democracia.
Por isso, é que para as crianças de quarta classe a história de 550 anos de Cabo Verde é resumida no seguinte: “O arquipélago de Cabo Verde foi durante séculos governado por Portugal. Era uma colónia. No dia 19 de Setembro de 1956, Amílcar Cabral fundou o PAIGC. Em 1963, o PAIGC começou a luta armada na Guiné. No dia 5 de Julho 1975 Cabo Verde tornou-se um país independente. No dia 13 de Janeiro realizaram-se as primeiras eleições legislativas” (pags. 44, 45 do manual de Ciências integradas 4º ano). É o mesmo simplismo de motivação ideológica que orienta o Governo quando encomenda um Monumento à Liberdade. Quer que se retrate a história do país em dois períodos: primeiro como país-vítima, nos temas colonização, escravatura, fome, emigração forçada seguido do período da redenção nos temas luta armada, independência, reconstrução e desenvolvimento. Significativamente fica ausente dessa interpretação da história a exaltação do processo de emergência de uma nova nação dentro do império português, sem complexos de vítima e capaz de conservar o seu carácter e desejo de liberdade mesmo confrontando-se com mais de seis décadas de regimes inimigos da liberdade e do pluralismo: os 45 anos do regime autoritário de Salazar/Caetano e os 15 anos do regime totalitário do PAIGC/PAICV.
A insistência na validade da legitimidade histórica, mesmo na era da democracia e do pluralismo, significa que o esforço para manter vivos os mitos anteriores não diminuiu. Pelo contrário, aumentou, pois agora, não só tem que manter a memória fictícia do envolvimento de Cabo Verde na luta armada, como também há que fazer acreditar que o partido/Estado em Cabo Verde era benigno e único do género no planeta. Ficções corroboradas por António Correia e Silva, no artigo do jornal “anação” de 25 de Fevereiro, ao afirmar que foi de vontade própria que o PAICV fez a abertura política. “Vontade” que só se manifestou quando todos tinham bem presente que dominós caiam por todo o planeta, na sequência das políticas de perestroika e glasnost de Gorbatcev, e que a queda do Muro de Berlim a 9 de Novembro de 1989 veio acelerar ainda mais o desmoronar de regimes de inspiração leninista. Alguém acredita que o PAICV, a 19 de Fevereiro de 1990, tenha dito: vamos cair também, mas não somos um dominó nem nos revemos em Lenine!?.
Manter esse nível de ficção, de fuga à realidade dos factos exige um esforço tremendo que se manifesta pelo menos a três níveis: da propaganda, da restrição da liberdade intelectual e de luta política constrangedora do pluralismo.
Da propaganda qualquer observador fica elucidado com o desabafo da jornalista Margarida Fontes no seu blog, odiaquepassa.blogspot.com: “A questão é: para quê silenciar, se a propaganda é liberada nos mais públicos meios de difusão? Num país onde a propaganda flui com naturalidade, perante o silêncio da oposição que sonha fazer o mesmo quando ocupar o Palácio, o jornalista não passa de um lacaio vencido pelo cansaço… daí que eu defendo, criem um Gabinete de Propaganda do Governo (GPG) com legitimidade para ludibriar os cabo-verdianos e as cabo-verdianas, e extinguem (melhor, mudem os estatutos) dos órgãos públicos de comunicação, começando pela TV pública” (1/03/2010).
Quanto á liberdade intelectual, o violentíssimo ataque que publicamente o presidente da Fundação Amílcar Cabral desferiu contra a tese de doutoramento, “Em Busca da Nação” do investigador Gabriel Fernandes, no jornal “asemana” de 2 de Março de 2007, foi aviso claro para todos os estudiosos: Qualquer um pode correr o risco de ver uma tese ou um estudo acusado de “emprestar chancela académica a teses partidárias” se algum mito, dos que pululam na sociedade caboverdiana, for de alguma forma beliscado por factos, análises ou teorias.
Quanto à luta contra o pluralismo, ela é diária e violenta. Assume várias formas de acordo com as circunstâncias. Ás vezes é aberta, outras vezes é dissimulada, quase subtil. Os alvos preferenciais são o parlamento, o sistema de partidos e a credibilidade pessoal de quem tem ideias diferentes. Aos ataques seguem-se apelos a consensos. Mas a luta nunca pára. Mesmo quando o meio político adversário, de alguma forma, capitula perante a pressão dos mitos, a ofensiva continua. O PAICV não permite que Amílcar Cabral descanse acima dos interesses partidários de hoje. Proclama-se partido de Cabral e depositário dos seus ensinamentos e insiste que todos o devem aceitar na forma mitológica da sua preferência.
A política em Cabo Verde parece cativa da História. E é. Porque estranhamente, mesmo 19 anos após eleições livres e plurais, a ideia da legitimidade popular, como legitimidade única e válida na República, ainda não foi completamente aceite. Muitos procuram capitalizar sobre a legitimidade histórica para ganhar votos. O início das Comemorações do 35º Aniversário da Independência a 1 de Março para se prolongaram até Outubro, em ano pré eleitoral, deixa imediatamente a suspeita do aproveitamento dos recursos, das instituições e da autoridade do Estado para exaltar o papel do partido que se auto intitula partido da independência, com fins claramente eleitorais.
Isso é de facto inadmissível particularmente porque é acompanhado de uma ofensiva ideológica e propagandística com vista a liquidar a memória da década de noventa. Precisamente a década, em que o País conquistou a Liberdade e construiu as suas instituições democráticas. O uso abusivo do Estado para controlar as memórias e servir agendas partidárias tem que acabar. Para que haja real liberdade de expressão, liberdade de informação, liberdade intelectual e pluralismo verdadeiro em Cabo Verde.
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POIS É VÊ-SE...

O que eles querem é mesmo igualdade.
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«MASSACRE» DE LIVROS
A notícia, dada assim, choca, e choca muito «É prática comum das editoras destruírem livros que estão em armazém.» Mas por acaso ouvi ontem à tarde, na rádio, Paulo Teixeira Pinto, chairman do grupo editor BABEL (que nada tem a ver com a destruição dos livros), explicar o porquê do acontecido.
É que se o grupo editor LeYa quisesse doar os livros a qualquer instituição, biblioteca, etc., teria que pagar para isso: em primeiro lugar teria que pagar IVA às Finanças sobre cada livro doado; e teria que pagar direitos de autor à Sociedade Portuguesa de Autores. E em certos casos ainda teria que pagar o transporte dos livros ao seu destino pois muitas vezes a entidade receptora não tem dinheiro para isso.
Então, entre: gastar dinheiro para doar os livros; ou destruí-los pura e simplesmente; é muito menos dispendiosa a destruição ― até porque ainda se faz algum dinheiro reciclando o papel.
Paulo Teixeira Pinto disse que o Estado não abdica de receber o IVA e que a Sociedade Portuguesa de Autores também não abdica de receber os direitos de autor quando os livros são doados.
Aí está!
Nota: Como em Portugal quem não aponta um CULPADO não sabe escrever, eu direi ao menos isto: não me parece que o culpado seja a LeYa.
ELOCUBRAÇÃO TRIGÉSIMA SEXTA:
“Ser culto es el único modo de ser libre”.
José MARTÍ (1853-1895)
Para além das dificuldades oriundas desta situação, quão nova, a expressão (em si mesma) de “eutanásia” se afigura carregado e pleno de ambiguidades. Se o termo, habitualmente designa os procedimentos destinados em tornar a morte mais suave, diversas práticas se inspiram nisso, que podem ser radicalmente opostas, de um ponto de vista ético. Gesto de liberdade individual, “suicídio”, homicídio ou libertação, a violência dos argumentos propala à do repto.
Assevera-se, habitualmente que o mal se vence a partir de dentro, vivendo. Nesse fracasso aparente realizamo-nos, cada vez mais e mais. No entanto, é necessário assumir conscientemente a nossa situação. Eis porque, em linha de princípio, é bom que um enfermo conheça a “dura” verdade da sua enfermidade. Quiçá a prudência aconselhe que ela lhe seja manifestada gradualmente e por alusões, procurando prevenir, o mais possível, o perigo de desânimo e de depressão.
Não se devem confundir com a “eutanásia”, os cuidados terminais que visam aliviar a dor, mesmo que indirectamente possam abreviar a vida. São lícitos, por motivos proporcionados. Todavia, não se deve olvidar que a melhor ajuda para os moribundos, consiste no acompanhamento pessoal, pleno de carinho, de devoção e esperança. Com efeito, os aparelhos, por mais sofisticados, jamais poderão substituir um “rosto e uma mão amiga”
Não se pode e, não se deve confundir a renúncia a chamada “obstinação terapêutica/encarniçamento terapêutico” com a eutanásia. É lícito e obrigatório omitir os tratamentos muitíssimo dispendiosos e sem vantagens reais para o paciente. Na verdade, o doente tem direito a morrer com dignidade.
Enfim, demais, a “boa morte” não constitui a propriedade dos que pretendem possuir o direito de decidir. Ela caracteriza o, ou a, que se extingue chegado o dia rodeado dos cuidados adequados e apropriados ao seu estado, exonerado das dores que o abate, rodeado de afecção e compaixão, com o seu reconhecimento como um ser vivo até ao término da sua vida e existência respectiva.
Esta questão assaz grave constitui o objecto de discussões apaixonadas, não unicamente no meio dos profissionais de Saúde, outrossim e, ainda, em circuitos filosóficos, religiosos, políticos ou jurídicos. Muitos se permitem em emitir uma opinião, porém, raros são os que podem, à luz de uma experiência pessoal e de uma reflexão aprofundada e colectiva, formular um juízo que diligencia constituir algo de objectivo e propor, ipso facto, um comportamento, à medida da dignidade da pessoa humana perante o inelutável e fatal termo que nos vigia (melhor dito, nos espera) a todos, sem excepção, evidentemente.
Eis porque, com efeito, se impõe ultrapassar o calor do debate e, por extensão, esvaziar adequadamente as paixões, um tanto ou quanto, ineptas de toda a sua carga emotiva, assaz deletéria.
Na verdade, na Sociedade ocidental “hodierna” (decadente), o debate que se vem entabulando em torno da problemática respeitante à eutanásia faz parte dos temas e matérias que, regularmente reaparecem… Com efeito, por ocasião de tal ou tal acontecimento, os Médias se apropriam do mesmo, durante algumas semanas, através da imprensa escrita e audiovisual, para fazer disso um tema vedeta. Isto proporciona a oportunidade para “tal” professor célebre, tal homem da política (leia-se, outrossim, “profissional da política”), ou tal vedeta do “Showbiz” pensar ser o momento asado ao qual, enfim, tendo vencido o espírito “retardatário” da tradição judaico cristã, a sociedade “hodierna” estatuir os benefícios e vantagens respectivas da “eutanásia”e legislar para autorizar a sua prática.
De sublinhar, avisadamente que, no âmbito destas discussões recorrentes e, até certo ponto, estéreis, dois elementos relevantes chamam a atenção, designadamente:
A) Por um lado, a quase totalidade das opiniões emitidas, no decurso de tais debates constituem o facto de pessoas em boa saúde. Obviamente, tal ou tal pode trazer a experiência de um próximo que se encontrou pessoalmente confrontado com o problema, porém a polémica jamais se coloca “em situação”. De feito, a experiência mostra, de modo constante, a diferença radical que existe entre uma tomada de posição teórica, abstracta acerca da questão que se prende com “se suicidar” ou de concedê-la a outrem e a passagem ao acto, quando uma enfermidade grave conduz a se aproximar muito perto, no âmbito de uma relação, pessoa a pessoa. Esta oposição aparece, de forma óbvia, aquando de entrevistas levadas a cabo perto de pessoas, em geral longe de um problema personalizado, donde ignoram o sentido dos vocábulos utilizados. Sim, efectivamente, mostram as mudanças radicais de comportamento (leia-se, outrossim, revira voltas) e de opinião e a inversão dos pedidos de “eutanásia” quando um término de vida se aproxima.
B) Por outro, é, assaz manifesto que a maioria destes debates são guiados por paixões. Obviamente, argumentos racionais são avançados de cada lado, designadamente: o respeito da dignidade da pessoa deteriorada pela enfermidade, a liberdade para cada um de dispor da sua própria vida, para os defensores do direito à prática da eutanásia, como se fosse para os seus detractores, o respeito intangível da vida, etc. Todavia, esta troca de argumentos (leia-se, outrossim, discussão acesa) se desenrolam, em geral, num clima, de tal modo, em sobre tensão, marca de um tal ardor, que não permite lograr uma reflexão serena, no âmbito de um tema quão sério e, assaz relevante.
C) Obviamente, “suicidar” ou “se suicidar” não é um acto anódino. A psicologia mostra muito bem tudo quanto revela de violência contida no inconsciente de cada um. Esta violência, solicitada pela interrogação acerca da “eutanásia”, só se encontra a se exprimir através da paixão que cada um traz para o debate. De sublinhar, assertivamente, que esta paixão não facilita a discussão e não ajuda à uma tomada de decisões serenas, que a problemática enformadora da temática Eutanásia exige e merece, obviamente.
KWAME KONDÉ (Intelectual/internacionalista: Cidadão do Mundo)
sexta-feira, 5 de março de 2010
DELÍRIO PERSECUTÓRIO
Mas ultimamente, como disse, a EDINFOR tem inspeccionado sistemática e exaustivamente este blogue fazendo visitas semanais, cada conjunto delas com duração de cinquenta e tal minutos (53, 56, 52 e por aí fora).
O quadro a seguir mostra a actividade da EDINFOR no dia de hoje: 6 visitas entre as 9:34 e as 13:38, com a duração total de 53 minutos e 43 segundos.

Isto é-nos indiferente. Vivemos outrora nos "tempos da PIDE"; conhecemos esse tipo de ambiente ― não de ouvir falar mas de o sentir, cheirá-lo e sofrê-lo na pele ― pelo que os calos já ganhos não nos permitem sentir comichões.
Um abraço a essa maltosa toda aí da EDINFOR.
Viva o senhor inginhêro mail'o seu amor à liberdade!
Vivam os papistas do socratismo moribundo!
DE MOTOR A CARRASCO?
A Alemanha, o principal fundador da União, e também conhecida desde o seu início como «o motor da União Europeia», certamente não teria sido uma coisa e outra se não tivesse em mente uma “boa ideia de futuro” que lhe fosse favorável (digo “favorável” para ser benigno).Parece ter chegado a hora de começar a meter no saco, um a um (começando pelos mais fracos), os membros dessa mesma União.
Agora se percebe porque é que os ingleses ― nação experiente e matreira ― não embarcaram na euforia do Euro:
Aquilo que Hitler não conseguira com as bombas voadoras, sê-lo-ia através da União Monetária caso os ingleses não tivessem ficado de fora.
Como não lembrar as palavras ortodoxas e sem sentido do retrógrado Álvaro Cunhal que, há mais de vinte anos, previu a extinção da agricultura, das pescas e da indústria portuguesas dizendo que, entrando na então CEE, Portugal iria ser no futuro «apenas um país de serviços»; a sopeira da Europa ― digo eu agora.
Atenção. Não se fique com a ideia de que se defende hoje a saída de Portugal da União.
Uma vez caçado e depenado (precisamente da agricultura da pesca e da indústria) como Portugal está neste momento, não é agora, nestes propósitos, que tem possibilidades de existir fora da União e do Euro ― fora da Alemanha, em suma ―.
Agora o que há a fazer é pegar nos binóculos e ir para a fronteira ver se «vêm aí os alemães».
E, muito humildemente e sem complexos, ir-se preparando, a tempo e com rigor, o “regresso a África”. À África hoje independente e parceira.
O futuro de Portugal independente é africano ― a «jangada» de Saramago terá que mudar de rumo.
quinta-feira, 4 de março de 2010
NUNCA FIANDO

Por menos do que isto ― se isto reflecte de alguma maneira uma ideia alemã ― começou a Segunda Grande Guerra.
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SÃO BUGALHOS SENHOR
A direcção de informação da TVI já desmentiu Manuela Moura Guedes através de um comunicado que diz que «neste momento não há nenhuma peça pronta sobre o caso Freeport».Lembre-se que Moura Guedes só disse que há na TVI material não divulgado sobre o caso Freeport; o que é outra coisa, como é bom de ver.
Mas o hábito já se entranhou nos portugueses: a alhos responde-se com bugalhos e fica tudo esclarecido.
Mais ou menos assim:
― Dizem que você é o assassino e tem armas em casa.
― Eu? Isso é mentira! Em minha casa não há uma única arma carregada.
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segunda-feira, 1 de março de 2010
PASSAPORTE EMITIDO

No rescaldo do estripamento do fóculporto* pelo Sporting (três secos), FJV já assinou o passaporte do Pasta Medicinal Couto, Jesualdo Ferreira.
Falta agora o Manuel Serrão emitir-lhe o bilhete de viagem.
E que tal também enviar um par de algemas lá para cima!?...
* Esta paga direito de autor: é de FNV.
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domingo, 28 de fevereiro de 2010
SIMPLESMENTE PORNOGRÁFICO
mais seis milhões de melões aos destinatários habituais.
Mas agora todos os melões vão
Assim:
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JORNALISMO COMPARADO
Ontem o Chelsea perdeu em casa por 2 a 4 com o Manchester City. Um jornalista inglês escreveu esta crónica no tablóide The Sun.Como se pode constatar o jornalista limita-se a descrever o que viu acontecer ante si. Por uma única vez sequer faz juízos de valor sobre os intervenientes no espectáculo: não especula, por exemplo (como aposto se faria por cá até à exaustão), com o facto de na baliza do Chelsea ter estado Hilário e não Petra Cech; sobre a arbitragem nada sabemos senão indirectamente quando refere ter havido duas expulsões de jogadores do Chelsea (mas não questiona a justiça ou não dessas expulsões e sequer diz porque as houve); pois não foi para lá julgar o árbitro e não era isso que interessava, mas sim aquilo a que Gabriel Alves chama «as incidências do jogo». O nome do árbitro só é referido uma vez, no fim da crónica, na ficha do jogo.
É toda uma outra forma de fazer jornalismo de modo a trazer ao leitor o espectáculo desportivo e não as questiúnculas que dele se pode retirar com o espírito julgador do (por exemplo) “jornalista” português que passa a vida e procurar os “culpados” disto e daquilo.
Enfim, uma lição que ninguém vai aprender. Depois do Sporting Porto de hoje, tentem seguir os ditos e os escritos dos chamados “jornalistas desportivos” e vão ver o que se discutirá e se dirá do jogo. É bem capaz de ser transformado num novo “caso Casa Pia”.
ELOCUBRAÇÃO TRIGÉSIMA QUINTA:
José MARTÍ (1853-1895)
(2) A Sexualidade, se for bem orientada, não fica, ipso facto, ao mero nível do instinto. As qualidades jamais interessam por si mesmas, sim, efectivamente, como qualidades da Pessoa. O Amor integra em si e espiritualiza a atracção e a satisfação sexual.
(3) “O amor é a vocação fundamental e natural de todos os seres humanos”. Aliás, efectivamente, o “homem não pode viver sem amor. Continua a ser para si, um ser incompreensível e a sua vida não terá sentido, se não encontrar o amor, se não o experimentar e não fizer seu, se não participar nele vivamente”.
(4) E, rematando assertivamente: A Pessoa existe como homem e como mulher, para que cada um saia da sua solidão e entre, num diálogo de amor pleno e efectivo. De feito, além do mero facto biológico, a sexualidade é capacidade (competência) de relação espiritual e corporal. Exige, ipso facto, que seja vivida como sinal e parte de um Dom total recíproco.
Donde e daí, se impõe reflectir sobre as seguintes questões:
a) Não estamos ante um sonho que o Islão permite, presentemente a alguns homens realizar legalmente?
b) Não estamos, outrossim, perante este sonho que certas e determinadas culturas permitem aos homens realizar?
Com efeito, de consignar, que, mesmo nos Estados Unidos puritanos, aproximadamente cem mil homens encontram em UTAH, a possibilidade de serem polígamos, sustentar haréns em nome da religião. São mórmones fundamentalistas. A Igreja mórmones fundamentalista os coage a desposar, pelo menos, três (3) mulheres, a imagem do Deus que veneram. Muitos de entre eles, aliás, possuem até treze (13), e até, por vezes mais… Possuem muitos filhos, porque os mórmones fundamentalistas devem ter muitos filhos. Entre os mórmones dos Estados Unidos da América do Norte (brancos, na sua maioria), só os polígamos irão para o Paraíso.
Enfim e, em suma: Que a poligamia seja o caminho do Paraíso ou não, permite-lhes realizar o sonho de muitos homens: Possuir todas as mulheres possíveis!
Sim, efectivamente, (ser ir) até admitir que o homem sonha possuir todas as mulheres, pode-se reconhecer que muitos homens sentem-se tentados em cometer o adultério ou, aliás, o cometem regularmente. Demais, a sua legitimação social, cultural, económica e religiosa, a Poligamia corresponder-se-ia aos seus desejos (os mais arcanos). Oferece-lhes, outrossim e, ainda, a possibilidade de desejar e amar outras mulheres, além da primeira esposa.
--- Garante ao homem uma variedade de escolha para o seu desenvolvimento sexual e lhe outorga o ensejo de exercer um “poder” sobre várias mulheres. Habitualmente, estas obedecem-lhe e o tratam como se tivesse sido o seu “senhor”, não economizando nenhum esforço para o tornar feliz.
--- Deste modo, sem as dificuldades económicas e todas as espécies de outros obstáculos, se reencontra à frente de um harém.
--- Na verdade, quem não estaria interessado numa tal felicidade?
--- Quem não estaria interessado no prazer de ser servido por várias mulheres que fazem, cada uma, tudo quanto possam para suscitar o desejo do homem?
Eis porque, muitos homens invejam, naturalmente as vantagens sexuais do polígamo.
Entre os KOTOKOLI do Togo, os turnos da cozinha principiam geralmente por um jantar. Donde, temos, por exemplo: A Senhora A começa o seu turno de cozinha, numa Segunda-feira (à noite). E, no caso de famílias em que o almoço se toma (em família), ela ocupará do almoço na Terça, depois do jantar da Terça e termina o seu turno de cozinha pelo almoço da Quarta-feira. Por sua vez, a Senhora B assumirá o revezamento pelo jantar da Quarta-feira.
E, no atinente, aos turnos do leito, a Senhora A assume os seus turnos (na noite da Segunda e da Terça, respectivamente), enquanto a Senhora B assumirá o revezamento no leito conjugal ou, então, receberá, no seu próprio quarto, o marido que cumpre os seus turnos. De anotar, que em todos os casos, regra geral, a mulher que preparou o jantar beneficiará, outrossim, da companhia do marido, salvo se determinadas condições, designadamente: Menstruação, enfermidade ou a existência de um bebé de tenra idade, a impedem, neste sentido.
De referir, todavia, que, em certos lares polígamos, as co-esposas não se coabitam. Cada uma vive, sozinha com os seus filhos. É o caso, por exemplo, do que acontece, no Senegal com algumas senegalesas. É, por conseguinte, o homem que vai a casa de cada uma das suas esposas ou as acolhe, no seu domicílio, cada uma na sua vez (ora uma, ora outra). E, partilha, com cada uma delas, em princípio, o mesmo número de dias.
Na verdade, estas “morais” em nome das quais as práticas sexuais relativamente livres foram combatidas estão, elas mesmas relativizadas em nome de novas formas de liberdade. No âmbito dos comportamentos sexuais dos homens e das mulheres, são estas liberdades que se exprimem em parte.
Enfim, o que é facto, mesmo quando os comportamentos femininos, presentemente se assemelham, na aparência, aos que se pôde observar no passado, mudaram, no entanto, de significação, obviamente.
KWAME KONDÉ
(Intelectual/Internacionalista --- Cidadão do Mundo).
sábado, 27 de fevereiro de 2010
NEM DE PROPÓSITO

Até as pedras da calçada devem estar a perceber as razões deste fenómeno!...
Claro que é uma coisa boa para Portugal: são os médicos a ajudarem o governo a cortar na despesa com salários.
E certamente o Zé Povinho agradece muito que assim seja.
Mais palavras para quê?
BOM DIA.
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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
«TARDE PIASTE»
Não é que esteja a tratar a Senhora Ministra da Saúde com menos respeito; estou apenas a citar uma frase popular em reacção a esta notícia. Tenho o maior respeito pela Senhora Ministra pois sei (sei mesmo) que não a deixam (nunca a deixaram) fazer o que era e é preciso.
Desde há 6 anos que venho batendo na mesma tecla denunciando o "crime" que se vem cometendo, qual seja o de acabar com as carreiras médicas e fazer recurso a médicos tarefeiros para os hospitais públicos. Basta consultar os arquivos deste blogue para constatar isso.
Como sempre disse e mantenho ― e isto levou-me a ser considerado e apelidado de «mau feitio» por três administrações hospitalares sucessivas, que só não correram comigo porque não tinham como fazê-lo ―, a "política" do fim das carreiras médicas e do ataque aos médicos, foi deliberada e teve como finalidade (com sucesso) esvaziar os hospitais públicos dos médicos mais experientes e mais competentes, "obrigando-os" a passar para instituições hospitalares privadas. Disse isso várias vezes em reuniões de serviço, algumas vezes na presença de administradores hospitalares, e cheguei até a preveni-los que se mantivessem essa política transformariam muitos médicos em verdadeiros mercenários.
Julgue-me neste pormenor quem conhece o estado actual da contratação externa e do trabalho médico no sector público hospitalar, nomeadamente nas urgências.
Em seis anos apenas conseguiu-se, não só despovoar os hospitais públicos, como ainda transmitir (admito que não intencionalmente) aos mais novos a filosofia do valor supremo do dinheiro em detrimento do humanismo, do rigor, da responsabilidade e da dedicação aos doentes. Mandou-se a Causa Pública às malvas e glorificou-se o sucesso material e individual.
Tudo isso foi feito com a aceitação tácita de uma população anestesiada e invejosa que se exultava e exulta com cada ataque que se faz à classe médica. População que nunca percebeu e muito menos aceitou esta verdade simples: em última instância, com os ataques aos médicos, quem acaba por sofrer é o doente, é o Zé Povinho. O médico sair-se-á sempre bem; cada vez melhor, à medida que se corta os benefícios sociais ao Zé.
[Esta é só para para fazer espumar de raiva os zés-ninguém militantes anti-médicos: hoje em dia, apenas fazendo urgências, há médicos que chegam a ganhar por mês €22,000.00 (é isso mesmo: vinte e dois mil euros)].
Mas continuemos a historiar mais um bocadinho a desgraça a que assistimos. Numa reunião com a presença de administradores hospitalares, em que se pretendia que o pessoal médico de determinado Serviço desse o seu "contributo" para a resolução de problemas do mesmo, após eu ter acabado de dar a minha opinião, o presidente do conselho de administração comentou virando-se para mim: «Você a falar assim qualquer dia é Ministro».
Sempre quiseram encenações e yes-men; ao estilo, aliás, do actual e anterior governos socráticos (e também do de Barroso com Luís Filipe Pereira a ministro). Nunca aceitaram ou aceitam opiniões diversas (não é preciso ser contrária) à deles; é bola p'rá frente e fé em Deus.
E pelos vistos o modelo actual é o da Grécia: o que interessa são os números e as estatísticas, mesmo que seja tudo aldrabado (é o caso das listas de espera de consultas de certos Serviços ― pura mentira). Deixou-se de gastar (diminuiu-se até muitíssimo as despesas) em horas extraordinárias com os médicos; e no orçamento isso é lindo de se ler; mas tiveram que fazer aparecer nuns casos, e de aumentar noutros, a rubrica aquisição de serviços. Foi para esta coluna do orçamento (que hoje é cerca de cinco vezes maior que a das "horas extraordinárias") que se empurrou o lixo que não se queria ver e talvez não conviesse que Bruxelas visse, não se importando de com esta medida aumentar a despesa pois as horas extraordinárias eram muito mais baratas que o recurso aos tarefeiros.
Esta política aplicada por pessoas pouco competentes (os chamados boys) vai acabar muito mal.
Nessa altura penso já estar a colher café na Ilha do Fogo, em Cabo Verde. Onde, pelo menos por enquanto, não há construção em leitos de cheia (estou a falar da Ilha do Fogo).
Passar bem.
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ÚLTIMA HORA
A fábrica de melões de Alvalade não tem mãos a medir. De ontem à noite até agora já expediu quatro dos seis milhões de melões a destinatários privilegiados do universo desportivo português.Por sugestão minha só um dos melões não será expedido: o que iria para o Mário Évora, em Macau, pois este é um gentleman que só não é do Sporting porque foi “traído” pela família e amigos quando ainda era pequenino.
Um abraço, Mário.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
REDES SOCIAIS
Não se contesta a utilidade das redes sociais. Que é muita. Mas elas também têm “utilidades” que nos podem chamuscar e torrar em dois tempos. Porque, por exemplo, estimulam directa e indirectamente os incautos a fornecer informação pessoal e íntima à rede.Quer-se saber tudo de um indivíduo: “pedem” para mostrar as suas fotos, dos familiares e amigos; os seus endereços de email, o número de telefone e o local de trabalho; querem saber dos hábitos alimentares; quantos dentes furados; se costuma andar de cuecas rotas ou se não usa mesmo cuecas; se sofre ou não de hemorróidas; se tem alguma hérnia inguinal ou comichão nas partes, ou ainda lombrigas; se é homem e se tem ejaculação precoce ou se é mulher e atinge o orgasmo ou só finge que; etc., etc.
Às tantas o cidadão incauto apanha-se nu e sem qualquer segredo pessoal pois acabou por tornar público tudo o que lhe diz respeito. Fica sem “alma para o negócio” e com a sua alma pendurada em computadores alheios.
Não sei se pode haver um “eu” são (o que digo!) sem segredo; mas quer-me bem parecer que um “eu” forte, equilibrado ou não ― quer-se lá saber disso para o caso! ―, só na base de muitos segredos pessoais.
Na próxima incarnação serei psiquiatra e falarei com autoridade. Mas por ora, pelo sim pelo não, tenham cuidadinho com as informações que fornecem na Net.
Aconteceu-me "apagar" a minha página no facebook saindo de lá com a notícia de que "se quisesse reactivá-la no futuro era só entrar nela de novo com a mesma password"; fiz isso e lá reencontrei toda a informação que julgava apagada (mensagens, fotos, etc.). Tive que as apagar uma a uma antes de desactivar de novo a conta. E agora espero que a operação tenha tido sucesso; embora saiba que lá nos "armazéns" da Google fica tudinho arrumadinho para os inteligentes dos serviços de inteligência usarem se for caso disso.
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ELOCUBRAÇÃO TRIGÉSIMA QUARTA:
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
PURA PORNOGRAFIA EM SUMA
O Prof. António Hespanha, ontem no Prós & Prós, desalinhou e resumiu genialmente a questão em poucas palavras que cito de cor; mas que não andam longe disto:Portugal é dominado por cerca de 1500 a 2000 pessoas que funcionam em circuito fechado ― passam da oposição para a situação, depois para o Governo de onde saltam para empresas públicas, para bancos, para empresas privadas ligadas ao Estado, para conselhos de administração de televisões e empresas de média, para a direcção de jornais, voltam de novo ao Governo, etc. ― sempre as mesmas pessoas em animado carrossel, que falam entre si e para si, e tratam fundamentalmente dos seus interesses, enquanto o resto dos habitantes de Portugal são a Gleba a quem tudo é retirado e nada tem.
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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
domingo, 21 de fevereiro de 2010
UM FÓSSIL


Na década de setenta, no Serviço de Propedêutica Cirúrgica do Hospital de Santa Maria, dirigido então pelo Prof. Cândido da Silva, o Filipe (um belíssimo cirurgião que perdeu a vida num acidente de viação) chamava-lhe «o fala-barato». Claro que de lá para cá evoluiu muito. Muitíssimo. Como hoje se ouve e se vê, aliás.Na altura todo o mundo era seu «amigo». Hoje ainda mantém o tique ― só pode ser tique ― toda a gente continua a ser «o meu amigo» fulano, «o meu amigo» sicrano, e por aí fora... com nenhum “Darwinismo” de permeio.
Enfim... Pavonices provincianas!
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sábado, 20 de fevereiro de 2010
ESTRAGOU TUDO
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
ISTO NÃO PÁRA
MAIS UMA NÓDOA. MAIS UMA DOR DE CABEÇA.
Hoje em dia tudo se descobre; tudo se sabe.
Começou o levantamento das identidades dos “Abrantes”.
Será "calhandrice"?...
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terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
domingo, 14 de fevereiro de 2010
TOLERÂNCIA / INTOLERÂNCIA
«Voltaire fundamenta a tolerância no facto de devermos desculpar uns aos outros as asneiras que fazemos. Há todavia uma tolice muito expandida, a da intolerância, que Voltaire, com razão, considera difícil de tolerar. De facto é aqui que a tolerância esbarra nos seus limites. Se reconhecermos à intolerância o direito de ser tolerada, acabamos por destruir quer a tolerância quer o estado de direito. Foi o destino da República de Weimar.» [Karl Popper - citando Voltaire]
(Popper diz o mesmo da arrogância).
Pena Portugal não ter governantes cultos... ou que ao menos lessem um pouco; um pouquinho todos os dias!...
BOM DIA.
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sábado, 13 de fevereiro de 2010
ESPELHO MEU
POIS É
EL-REI D. CARLOS
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
OH SANTA PACIÊNCIA!...
SEMPRE O MESMO TRUQUE DE LINGUAGEM...
Está bem, já ouvimos! «O governo não deu nenhuma instrução à PT para a aquisição da TVI».
OK!... E o primeiro-ministro, José Sócrates ― deu ou não deu?!
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CAUSA PERDIDA
nem sequer o ridículo e o anedótico funcionam como travão.
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A NEBULOSA

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
ISTO ANDA NA NET
«DESENCONTROS»
Alguns mais dolorosos que os outros
Alguns mais definitivos que outros
Alguns que implicam em despedidas
Outros que só implicam em distância
Outros, ainda, que intensificam a saudade
Mas existem aqueles desencontros que só aumentam a
vontade.
Não é?
[Fernando Pessoa]
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