quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

REDES SOCIAIS

Não se contesta a utilidade das redes sociais. Que é muita. Mas elas também têm “utilidades” que nos podem chamuscar e torrar em dois tempos. Porque, por exemplo, estimulam directa e indirectamente os incautos a fornecer informação pessoal e íntima à rede.

Quer-se saber tudo de um indivíduo: “pedem” para mostrar as suas fotos, dos familiares e amigos; os seus endereços de email, o número de telefone e o local de trabalho; querem saber dos hábitos alimentares; quantos dentes furados; se costuma andar de cuecas rotas ou se não usa mesmo cuecas; se sofre ou não de hemorróidas; se tem alguma hérnia inguinal ou comichão nas partes, ou ainda lombrigas; se é homem e se tem ejaculação precoce ou se é mulher e atinge o orgasmo ou só finge que; etc., etc.

Às tantas o cidadão incauto apanha-se nu e sem qualquer segredo pessoal pois acabou por tornar público tudo o que lhe diz respeito. Fica sem “alma para o negócio” e com a sua alma pendurada em computadores alheios.

Não sei se pode haver um “eu” são (o que digo!) sem segredo; mas quer-me bem parecer que um “eu” forte, equilibrado ou não ― quer-se lá saber disso para o caso! ―, só na base de muitos segredos pessoais.

Na próxima incarnação serei psiquiatra e falarei com autoridade. Mas por ora, pelo sim pelo não, tenham cuidadinho com as informações que fornecem na Net.

Aconteceu-me "apagar" a minha página no facebook saindo de lá com a notícia de que "se quisesse reactivá-la no futuro era só entrar nela de novo com a mesma password"; fiz isso e lá reencontrei toda a informação que julgava apagada (mensagens, fotos, etc.). Tive que as apagar uma a uma antes de desactivar de novo a conta. E agora espero que a operação tenha tido sucesso; embora saiba que lá nos "armazéns" da Google fica tudinho arrumadinho para os inteligentes dos serviços de inteligência usarem se for caso disso.
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ELOCUBRAÇÃO TRIGÉSIMA QUARTA:

“Ser culto es el único modo de ser libre”
José MARTÍ (1853-1895)

Uma breve Nota acerca da Poligamia em África:

Antes de mais, um pertinente Ponto Prévio:
Antropologicamente, exprimindo, o vocábulo Poligamia designa o matrimónio de uma pessoa com várias. Teoricamente, este termo aplica-se ao facto de alguém desposar vários homens (Poliandria, extremamente rara) ou várias mulheres (Poliginia, vocábulo pouco usado).
A poligamia, neste sentido de poliginia, praticada pelos Hebreus dos tempos bíblicos, foi condenada pela Antiguidade greco-romana e ulteriormente pelos cristãos. De anotar, que uma seita protestante, os Mórmones, tentou repô-la em uso, no século XIX, porém, o Congresso norte-americano declarou a poligamia ilegal, no ano de 1862.
Admitida, actualmente, por um grande número de povos, a Poligamia não implica forçosamente a rivalidade das esposas. Muitas vezes aliás, é a mulher mais velha quem escolhe as outras companheiras do marido. E, com muita frequência, outrossim a dos filhos.
De consignar, que se denomina Polígamo o ou o homem casado ao mesmo tempo com mais de uma mulher.

(1) Com efeito, nas aldeias africanas é, em princípio, útil que o homem desposa, pelo menos, duas mulheres. Permitem ao homem ter um número importante de filhos, a despeito das condições difíceis de vida e as epidemias respectivas que explicam uma taxa de mortalidade infantil, assaz elevada. Estas crianças, em crescimento ou desde a tenra idade, constituem para as suas mães, uma “mão-de-obra” da qual depende a sobrevivência da família em sociedades, onde os meios de produção são ainda, em termos gerais bastantes rudimentares. Para as mulheres, conquanto a presença de uma co-esposa seja, frequentemente frustrante, a poligamia possui aspectos positivos que a justificam.

(2) Na verdade, quando são duas mulheres (ao menos) para o mesmo homem, cada uma das esposas, vê na sua co-esposa respectiva, uma colaboradora, uma espécie de ajuda para o conjunto dos trabalhos domésticos e campestres. Ela pode viajar, caso seja necessário. Pode, outrossim, repartir junto dos seus pais, por um longo lapso tempo, se isto se tornar útil. Ela sabe que haverá uma mulher para se ocupar do marido e de todas as crianças. Se estiver enferma, a sua co-esposa se ocupa dela, evidentemente.

(3) Quando ela dá a luz, pode amamentar o seu bebé até à idade de dois anos, até mais, sem ser coagida a ter relação sexual com o seu marido. Este aceita ou impõe tanto mais, facilmente, um longo período de abstinência sexual à mãe do bebé, pois que dispõe de uma outra (disponível). As condições de vida e de produção nas aldeias são, em geral, bastantes difíceis e a poligamia permanece aí uma solução para determinados problemas. Deste modo, muitas mulheres consideram as congéneres urbanas, que criticam este sistema, como autênticas transviadas, como as que nada compreenderam, obviamente. Aliás, não é, por acaso, que algumas esposas obrigam o seu marido a desposar uma segunda mulher. Elas lha escolhem, (elas próprias), por vezes, por razões óbvias.

(4) A Sociedade rural considera, outrossim a poligamia como uma prática normal, por que não, até mesmo, obrigatória. Eis porque, em determinadas circunstâncias, a situação de um homem monógamo não seja bem visto, pelo contrário. A sua família, pode até exercer pressão sobre ele para que despose, pelo menos, duas mulheres. Senão, se o considera, como um homem que a esposa dominou, ao ponto de o impedir de desposar uma segunda. Aliás, a poligamia e os “casamentos forçados” permitem às sociedades rurais de manter uma determinada ordem, oferecendo a todas as mulheres e a todos os homens a possibilidade de se casar. O celibato praticado aí é bastante escasso, para que não dizer mesmo nulo.

(5) De anotar, que quaisquer que sejam as taras físicas de uma mulher ou de um homem, encontrar-se-lhe um homem ou uma mulher. Mesmo, que exista mais mulheres em idade de se casar que homens adultos, cada uma delas terá um marido, pois que, um único homem pode desposar várias mulheres. De feito, permitindo à todas as mulheres a possibilidade de se casar, previne-se a decomposição do tecido social pela degenerescência dos costumes. Eis porque, se pode concluir que, na verdade, o desregramento sexual seria mais elevada nas cidades, por causa, outrossim do número elevado de mulheres assumindo o celibato.

(6) Se o Islão (sendo, este, grosso modo, religião e civilização dos muçulmanos, pregada pelo profeta MAOMÉ e edificada sobre o Alcorão), teve muito êxito em África é porque sobre este ponto, não se opôs as práticas locais. Outorgou-lhes, antes, pelo contrário um quadro novo, uma nova dimensão. Deste modo, se tornou corrente asseverar, presentemente, que quando se fala, em Africanos, significa dizer, que o Islão lhes permite possuir quatro mulheres cada um. De anotar, contudo, que todos os Africanos não são muçulmanos. Demais, mesmo se considerássemos o caso preciso dos muçulmanos, verificar-se-á, que as coisas não são sempre tão simples. De feito, na verdade, o Islão só autoriza a poligamia em determinadas condições, assaz difíceis de cumprir, na prática por um homem. O Alcorão proíbe, por exemplo, a poligamia, a todo homem, não podendo ser considerado “justo”, no respeitante as suas esposas. Na realidade e, na verdade, o Islão, que não se encontra, absolutamente, na origem da poligamia em África, teria antes limitado as possibilidades por causa das novas restrições que esta prática acarreta. Com efeito, é claramente afirmado no Alcorão o seguinte:
a. “Outorgai os vossos bens aos órfãos; não substituis o bom pelo mau.
b. “Não comeis os seus bens com os vossos; é um grande pecado, realmente!
c. “E, se receais não poder ser rigoroso com os órfãos, pois bem, aceitai esposas, por dois, por três, por quatro, entre as mulheres que vos agradam. Porém, se receeis não ser justo, então, uma única, ou as escravas que possuis.
d. “Outorgai as esposas o seu salário como de direito.

Enfim e, em suma: A prática da Poligamia nas Sociedades africanas que se referem actualmente ao Islão é, por conseguinte, por vezes, não conforme às regras desta religião. De feito, em determinados meios muçulmanos, há homens que desposam duas mulheres, pelo menos e se mostram a este respeito, abertamente injustos. Preferem uma e menosprezam a outra ou as outras. Alguns de entre eles, são muito pobres e sustentados pelas suas esposas, enquanto o Alcorão exige deles que, por seu turno, sustentem decentemente estas últimas.

Lisboa, 24 Fevereiro 2010
KWAME KONDÉ
(Intelectual/Internacionalista --- Cidadão do Mundo).
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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

PURA PORNOGRAFIA EM SUMA

O Prof. António Hespanha, ontem no Prós & Prós, desalinhou e resumiu genialmente a questão em poucas palavras que cito de cor; mas que não andam longe disto:

Portugal é dominado por cerca de 1500 a 2000 pessoas que funcionam em circuito fechado ― passam da oposição para a situação, depois para o Governo de onde saltam para empresas públicas, para bancos, para empresas privadas ligadas ao Estado, para conselhos de administração de televisões e empresas de média, para a direcção de jornais, voltam de novo ao Governo, etc. ― sempre as mesmas pessoas em animado carrossel, que falam entre si e para si, e tratam fundamentalmente dos seus interesses, enquanto o resto dos habitantes de Portugal são a Gleba a quem tudo é retirado e nada tem.
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DA JUSTIÇA EM PORTUGAL

Alguém falou mal da Justiça?
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domingo, 21 de fevereiro de 2010

UM FÓSSIL

Na década de setenta, no Serviço de Propedêutica Cirúrgica do Hospital de Santa Maria, dirigido então pelo Prof. Cândido da Silva, o Filipe (um belíssimo cirurgião que perdeu a vida num acidente de viação) chamava-lhe «o fala-barato». Claro que de lá para cá evoluiu muito. Muitíssimo. Como hoje se ouve e se vê, aliás.

Na altura todo o mundo era seu «amigo». Hoje ainda mantém o tique ― só pode ser tique ― toda a gente continua a ser «o meu amigo» fulano, «o meu amigo» sicrano, e por aí fora... com nenhum “Darwinismo” de permeio.

Enfim... Pavonices provincianas!
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sábado, 20 de fevereiro de 2010

ESTRAGOU TUDO

É um excelente jornalista.
Que não resistiu à vaidade.
Por isso (mas não só por isso),
prefiro a Felícia Cabrita.
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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

IMPRESSIONANTE. REVELADOR.


Quantidade de CO2 emitido.
Nascimentos e falecimentos.
Em todo o mundo.
No momento.
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ISTO NÃO PÁRA

MAIS UMA NÓDOA. MAIS UMA DOR DE CABEÇA.


Hoje em dia tudo se descobre; tudo se sabe.

Começou o levantamento das identidades dosAbrantes”.


Será "calhandrice"?...

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domingo, 14 de fevereiro de 2010

TOLERÂNCIA / INTOLERÂNCIA

«Voltaire fundamenta a tolerância no facto de devermos desculpar uns aos outros as asneiras que fazemos. Há todavia uma tolice muito expandida, a da intolerância, que Voltaire, com razão, considera difícil de tolerar. De facto é aqui que a tolerância esbarra nos seus limites. Se reconhecermos à intolerância o direito de ser tolerada, acabamos por destruir quer a tolerância quer o estado de direito. Foi o destino da República de Weimar.» [Karl Popper - citando Voltaire]


(Popper diz o mesmo da arrogância).


Pena Portugal não ter governantes cultos... ou que ao menos lessem um pouco; um pouquinho todos os dias!...


BOM DIA.

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sábado, 13 de fevereiro de 2010

ESPELHO MEU

«O que o senhor primeiro-ministro prometeu aos portugueses foi fazer gelo quente, mas eu lamento senhor primeiro-ministro, gelo quente não existe
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POIS É


No dia 31 de Março de 1974, Marcelo Caetano foi aplaudido pelo estádio de Alvalade em peso. Fora lá "assistir" a um Sporting Benfica.

24 dias depois foi apeado do poder pelo "25 de Abril".

E sabe-se que o povo não gostou nada, pois não?!
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EL-REI D. CARLOS



Seja polvo, marisco ou tremoço, o que é preciso é mudar de prato; mesmo que depois seja fel. Vale bem correr este risco porque de outro modo se pode correr outro bem pior ― o de isto transformar-se, como dizia o rei D. Carlos, em: «Um país de bananas governado por sacanas».



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EU TAMBÉM!...

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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

EU APOIO O SR. INGINHÊRO

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OH SANTA PACIÊNCIA!...

SEMPRE O MESMO TRUQUE DE LINGUAGEM...


Repetido pela enésima vez.

Está bem, já ouvimos! «O governo não deu nenhuma instrução à PT para a aquisição da TVI».

OK!... E o primeiro-ministro, José Sócrates ― deu ou não deu?!
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CAUSA PERDIDA

Na política não há limites para a camalionice;
nem sequer o ridículo e o anedótico funcionam como travão.
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É O FIM

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A NEBULOSA

11:04 AM
Acabei de ler o semanário “Sol”. E a impressão (conclusão) que fica é a de que houve uma grande conspiração para controlar importantes órgãos de comunicação social (jornais, rádio, televisão).

Com uma curiosidade escondida (oculta, nebulosa) no meio daquela trupe de marionetas, manipuladores e estrategas: trata-se da figura, do papel e da movimentação de José Eduardo Moniz naquela caldeirada toda.

É preciso dar a devida relevância a isso pois tem passado despercebido.
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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

ISTO ANDA NA NET

Na sala oval, Bush discute calorosamente com Bin Laden, quando chega um repórter e pergunta o que eles estão a discutir.
Bin Laden responde:
― Estamos a planear mais um atentado.
O Repórter espantado pergunta:
― Mais um? Onde?
Bush responde:
― Vamos lançar uma bomba em Portugal e matar os tais pseudo 6 milhões de benfiquistas, e apenas 1 Sportinguista.
O repórter surpreso pergunta:
― Mas porquê 1 Sportinguista?
Bin Laden vira-se então para Bush e diz:
― Tás a ver, eu não disse que ninguém se iria importar com os 6 milhões de lampiões!...

P.S. Esta é dedicada ao FNV (Sans rancune, mec).
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«DESENCONTROS»

Há desencontros, é facto
Alguns mais dolorosos que os outros
Alguns mais definitivos que outros
Alguns que implicam em despedidas
Outros que só implicam em distância
Outros, ainda, que intensificam a saudade
Mas existem aqueles desencontros que só aumentam a
vontade.
Não é?


[Fernando Pessoa]
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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

THE NEW YORK TIMES



Uma opinião muito interessante.

No mínimo curiosa.

Sobre o futuro nuclear do Irão.


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ISTO É FANTÁSTICO

Desenterrado pelo Blasfémias. Não resisto a publicá-lo.


É UM ARTISTA PORTUGUÊS
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«UM ERRO TRÁGICO» ― disse ele.

Se isto não é uma conspiração, então vou já para a urgência do Miguel Bombarda.
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O VERDADEIRO ARTISTA

UM AUTÊNTICO PROFESSOR.

Controlo!... Qual controlo?
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ELOCUBRAÇÃO TRIGÉSIMA TERCEIRA:

“Ser culto es el único modo de ser libre”
José MARTÍ (1853-1895)


E, prosseguindo este nosso estudo sobre o TRABALHO, vendo bem com olhos de ver, não é para encontrar esta essência pura do trabalho que se deve mudar o trabalho, sim, simplesmente para o tornar sempre mais suportável e sempre mais humano.
De feito, evidentemente, querer que o Trabalho deixe de constituir a arena, onde os indivíduos se confrontam e a fonte principal da identidade, relativizar o lugar do trabalho e lhe acordar idêntico valor como as demais outras actividades humanas em que os indivíduos e as sociedades têm, outrossim necessidade para viver, afirma que o trabalho não é o nosso único destino, isto não significa, de modo nenhum, que seja preciso renunciar em melhorá-lo e em humanizá-lo, sem parar e, porque não, continuamente.

E, em jeito de Remate:
O ingente objectivo que visa melhorar e humanizar o Trabalho, exige, obviamente uma dupla Revolução:
---Primeiro: a extensão da securisação das trajectórias profissionais, isto é, do trabalho “decente”, protegido, enquadrado, garantido, remunerado decentemente, integrado no restante da Vida.
---Segundo: uma melhoria das condições de exercício do trabalho, que permitiria aos indivíduos encontrar um sentido nesta actividade. Isto supõe que a utilidade desta, para uma comunidade humana dada, fosse inequívoca e clara que possa haver, para os indivíduos, partes recebedoras nesta acção, uma conexão entre a sua contribuição e o resultado final.
Demais, de sublinhar, com ênfase, na verdade, desde sempre, não é anódino, o Trabalho manual e que, o do Artesão tenha sido tomado por modelo explícito do trabalho conseguido, visto que o artesão domina a integralidade do processo disponibilizado para ter como resultado o fabrico de um bem ou de um serviço. Eis porque, deste modo, a sua contribuição e a sua utilidade respectiva não geram dúvida. Todavia, o trabalho artesanal não esgota, infelizmente o conjunto das actividades de trabalho e, não mais do que, a autogestão ou a propriedade dos meios de produção, deste modo, não é susceptível de transformar o conjunto de actividades concretas de trabalho em acções plenas de sentido.
Donde e daí, no âmbito desta dinâmica e perspectiva respectiva, se assume quão pertinente trazer à Reflexão uma dupla questão (assaz central), menosprezada, em geral, pelos adeptos e defensores da reabilitação do trabalho. Ou seja:
(A) Pode-se, ainda fazer escapar o trabalho das lógicas economicistas e mercantis nas quais se encontra inextrincavelmente enredado desde o século XVIII (visto que foi definido, desde o princípio, como o “factor de produção” e, por conseguinte, visando a outra coisa que o seu desenvolvimento próprio) e promover um trabalho “para si” socialmente útil e dotado de sentido?
(B) É possível, no caso contrário, gerir, no próprio seio das lógicas mercantes e capitalistas, um espaço próprio para o trabalho, permitindo à maioria dos indivíduos encontrar no exercício de uma tal actividade, expressão de si e contribuição para a utilidade social? Nada é menos evidente, efectivamente! Tal é actualmente o Desafio/Repto lançado às nossas “Sociedades edificadas sobre o Trabalho”.

Lisboa, 09 Fevereiro 2010
KWAME KONDÉ
(Intelectual/Internacionalista --- Cidadão do Mundo
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FLATULÊNCIA

Coitado, de vez em quando ainda dá puns deste e deste calibres.
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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

O «BURACO DA FECHADURA»

NEM SEMPRE O RESULTADO É ESTE


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DESCOBERTA "AFRICANA"

Descobrimos a fonte de inspiração para o nome do blogue.
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ELOCUBRAÇÃO TRIGÉSIMA SEGUNDA:

“Ser culto es el único modo de ser libre”.
José MARTÍ (1853-1895)


QUATRO MARCAS:

(1) O desenvolvimento do desemprego mostrou, que Trabalhar é uma norma. Nas sociedades Ocidentais, o trabalho constitui o principal meio de subsistência, outrossim, porém, uma parcela fundamental das ocupações de cada um. Eis porque, deste modo, a Ordem Social se organiza em torno dele. Donde e daí, a necessidade imperiosa de interrogar acerca da nossa conexão com o trabalho, visando repensar, de modo dialecticamente consequente, a sua natureza respectiva, assim como, o lugar que assume, no âmbito das nossas vidas.
(2) O Cidadão consciente vive o Trabalho e o Repouso como um dom transcendental, livre da ansiedade de produzir e da avidez de possuir, que cegam o coração e levam a explorar os mais fracos. Partilha, generosamente os seus bens com os outros. Empenha-se por que a dignidade e os direitos da Pessoa Humana sejam considerados a Base da Ordem económica e por que se respeite a Ordem harmoniosa da Natureza.
(3) O Trabalho é, concomitantemente, necessidade vital e afirmação de Liberdade, sinal de dependência e Transcendência em relação à Natureza. Só o Homem trabalha porque, ao contrário, dos demais outros animais é Sujeito inteligente, capaz de projectar e operar criativamente. Enquanto “produz” coisas úteis, desenvolve, outrossim, a sua Humanidade e um conjunto de valores relevantes, como a iniciativa, a coragem, realismo, tenacidade, ordem e solidariedade. Sim, efectivamente: Exprime e realiza a sua Dignidade de Pessoa.
(4) Enfim e, em suma: “O Trabalho é para o Homem e não o homem para o trabalho”. O Homem não vale pelo que produz, possui ou consome. Sim, efectivamente, por si próprio.


(I)
Por muito, que se queira ou não, a REALIDADE se encontra, sempre, na calha dos Acontecimentos. É a lei da Verdade Universal a se impor, assertivamente os seus ditames.
Demais, não há dúvida nenhuma, que pressões contraditórias se exercem sobre o Trabalho. Ou seja:
---Por um lado, numerosos elementos se conjugam para ir para um trabalho mais “moderno”, isto é, um Trabalho de conteúdo mais interessante, permitindo aos trabalhadores desenvolver trajectórias ascendentes, fazendo mais apelo às suas competências e, permitindo-lhes continuar a aprender, todo ao longo da sua vida, um trabalho melhor integrado na vida e, de algum modo, mais formulado, no âmbito da sua organização, mesmo, tomando em conta os outros papéis dos assalariados, um Trabalho dotado de mais sentido e, susceptível de permitir aos indivíduos de poder exprimir os seus talentos respectivos.
E, explicitando assertivamente:
a) Na qualidade dos elementos que militam para tais mudanças, para um trabalho mais “moderno”, mais decente, mais sustentável, temos em consideração a irresistível vontade das mulheres de se inserir, se manter e progredir no emprego (enquanto são portadoras de uma conexão, necessariamente mais equilibrada no trabalho por causa das outras funções que lhes foram, até aqui, incumbidas) e a necessidade de elevadas taxas de actividade feminina para financiar a protecção social e contribuir para o crescimento.
b) Consideremos, identicamente como um elemento favorável as possibilidades as quais abrem as mudanças demográficas anunciadas que poderiam transmitir aos assalariados margens de negociação e incitar os empregadores a propor postos mais em conformidade com as aspirações das pessoas. Neste mesmo tipo de argumentação, temos em conta, por conseguinte, outrossim, o desejo das jovens gerações de possuir um trabalho “interessante”, permitindo um verdadeiro equilíbrio entre vida profissional e vida familiar com a recusa relativa dos jovens, desde presentemente, de assumir qualquer tipo de trabalho, designadamente os que em que as condições de trabalho e os salários respectivos são pouco alternativos, os ofícios em cadeia, fatigantes, repetitivos, dotados de pouco sentido ou permitindo pouca oportunidade para desenvolver a criatividade.

(II)
De anotar e sublinhar, por outro, que numerosos elementos se conjugam, identicamente para fazer do trabalho uma mera variável de ajustamento, cada vez menos protegida e, cada vez mais e mais, dócil, flexível, maleável. De acrescentar, que a globalização, o financiamento da Economia, a persistência de um desemprego massivo, a inadaptação do direito, o predomínio das lógicas económicas, a ausência de demonstração dos custos humanos e sociais engendrados pelo facto de tratar o trabalho como uma “coisa”, alimentam esta tendência.

(III)
De feito, aparece (claramente), presentemente que o novo rosto do Trabalho dependerá para muitos da capacidade dos países europeus em construir novo modelo social virado para bens e serviços de elevado valor acrescentado, a mobilização de trabalhadores altamente educados e, tanto mais produtivos como o seu próprio trabalho será bem integrado na sua vida, apoiado em trajectórias e mobilidades profissionais facilitadas, realimentadas por etapas de formação todo ao longo da vida, permitindo garantir a sua prospecção. Todavia, dependerá, outrossim, da capacidade da Europa em relançar o crescimento, um crescimento de qualidade durável, por conseguinte, da sua capacidade em se tornar efectivo um verdadeiro direito ao trabalho para todos, direito objectivo apoiado em instituições e políticas activas, como acontece, por exemplo, no caso concreto, nos Países do Norte.

(IV)
Conquanto, alguns países europeus, designadamente, a França se esforça, por vezes, em considerar o que se faz nos países do Norte, como uma curiosidade impossível de se aclimatar num “grande País”, estes últimos constituem uma oportunidade para reflectir, visto que apresentam elevadas taxas de actividades femininas, uma verdadeira integração do trabalho e da vida e uma capacidade para assegurar, ao maior número um direito real ao trabalho ao longo da vida: As razões desta excelência são, evidentemente a procurar, por um lado, na elevadíssima taxa de sindicalização dos assalariados e na capacidade em passar amplos compromissos sociais e, por outro, do lado do modelo específico de protecção social, modelo “social-democrático”, modelo, aliás, que visa não unicamente a indemnizar as pessoas na ocorrência de um risco, outrossim, porém, em “equipá-las” para toda a sua vida, outorgando-lhes a possibilidade concreta para exercer um trabalho através de políticas activas e de uma oferta importante, no âmbito de serviços sociais.
Dos três (3) tipos de regímen de protecção social, é o que acorda aos indivíduos a mais elevada capacidade para se libertar da dependência do mercado, por direitos sociais amplos. Neste modelo, as prestações são financiadas por imposto, sendo o objectivo central deste regímen de protecção social: o de uma redistribuição igualitária.
Exerce, por conseguinte, um efeito unificador sobre a estrutura social. De consignar, todavia, neste particular, se permite a cada (homem e mulher) exercer o seu direito ao trabalho, não se afirma menos excessivamente preocupado com reconhecer aos indivíduos a possibilidade concreta de possuir outras fontes de identidades, outras ancoragens para exercer outras actividades.
Paradoxalmente, a promoção de um trabalho de qualidade poderá, obviamente, ser obtida, concomitantemente que uma determinada relativização do trabalho, considerado menos como uma fonte de prestígio e de poder, uma arena, onde os indivíduos se confrontam e estão em competição, que (como um dos modos de participar na vida social) se realizar e ser útil.

(V)
O Conteúdo de verdade, que emana, em substância, do arrazoado, ora, acima, enunciado, significa que não se atinge, sem dúvida, a uma visão mais cooperativa e mais apaziguada do trabalho se não revemos, em profundidade, os indicadores que servem para medir a riqueza das nossas sociedades e os progressos do seu desenvolvimento respectivo. De feito, não estar a par das evoluções de uma sociedade que pelo auxílio do único PIB (por conseguinte, do único incremento do volume e do preço dos bens e serviços permutados no mercado), dá, evidentemente uma ideia substancialmente empobrecida do que é a vida social e a vida “tout court”. De consignar, no entanto, que possuir um robusto PIB, ou uma robustíssima produção jamais permitirá, a cada momento, ter uma sociedade relativamente igualitária, possibilidades para todos de ter acesso ao emprego, possibilidades reais de tempo para participar na vida pública ou na vida familiar, um ambiente de qualidade, relações sociais pacificada, um elevado nível de Educação e de Cultura para todos.
Com efeito, mensurar os Progressos de uma Sociedade (apenas pelo aumento da produção), é olvidar que esta pode, concomitantemente deteriorar ou destruir uma parcela da riqueza desta sociedade. A actividade, que faz a produção, o Trabalho, importa, no mais elevado grau. Todavia, as demais outras actividades, outrossim e, ainda, os outros “patrimónios colectivos”, identicamente e, quiçá é preciso que a lógica se saia bem e se recordar que, no fim de contas, o Trabalho é para o Homem e as Sociedades nas quais vive, apenas um meio e não um fim.

(VI)
Donde e daí, de sublinhar, que ele importa, por conseguinte, absolutamente, não apenas para tornar o Direito ao Trabalho (e, ao trabalho decente), efectivo e melhorar, continuadamente as condições de trabalho das pessoas (sendo este expressão, entendida, na sua acepção mais lata). No entanto, ele importa, identicamente se desfazer de uma ilusão que poderia nos ser fatal, que consiste em pensar que, graças em melhorar estas condições, quiçá, repelindo o TAYLORISMO, poder-se-ia reencontrar o TRABALHO, na sua pureza, que seria o equivalente do lazer e, para melhor dizer, que seria pura potência de expressão de si, pura cooperação, pura produção da sociedade, sem constrangimentos.
(Em tempo útil, de anotar que TAYLORISMO é sistema de organização do trabalho concebido pelo engenheiro norte-americano, Frederick Winslow TAYLOR (1856-1915), com o qual se pretende alcançar o máximo de produção e rendimento com o mínimo de tempo e de esforço)
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Trata-se, no caso presente, nada mais, nada menos que uma ilusão, visto que atrás do TAYLORISMO e as actuais condições de trabalho, nenhuma época áurea que se poderia encontrar, em que o trabalho seria exclusivamente manual, exclusivamente intelectual ou totalmente autógeno e mudaria, desde então de natureza.

Continua na próxima ELOCUBRAÇÃO, ou seja na TRIGÉSIMA TERCEIRA.

Lisboa, 07 Fevereiro 2010
KWAME KONDÉ
(Intelectual/Internacionalista --- Cidadão do Mundo).
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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

RAZÕES DA CEPA TORTA

Um pensador centrifugado, deliberadamente, pelo incómodo que vinha causando à malta inculta que dirige o seu partido.

Centrifugado segundo a máxima: Se és medíocre e queres que te vejam, livra-te dos mais capazes.
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HITLER E ESTALINE

Com o andar da carruagem vou descobrindo cada vez mais defensores da liberdade de expressão à direita do que à esquerda. Pelo menos é assim que a coisa me parece.

Maria José Nogueira Pinto diz, aqui nesta coluna de opinião do DN, tudo o que me parece relevante sobre o "Caso Mário Crespo".

Estarei a ficar de direita? Ou será que a "asfixia" reinante se colocou tão no ponto onde os extremos se tocam que acabou por empurrar tudo para a direita?

Não nos esqueçamos que Hitler e Estaline viveram no mesmo quarto no que à repressão dizia respeito.
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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

ALGUMA DÚVIDA?

Vasco Graça Moura, um «cavaquistíssimo» (a frase é do próprio), escreve hoje uma crónica no DN ― na minha opinião uma das melhores caracterizações ultimamente feitas do actual estado a que Portugal chegou ― prevendo aquilo cuja possibilidade é tão real quanto a de haver calor num dia de Verão.

Diz VGM:
«Num país que está descaracterizado e de rastos, em que muito poucos valores são respeitados, a economia não produz, a justiça não funciona e a autoridade não existe, está-se mesmo a ver o que pode acontecer.»

Antes de fazer este aviso, VGM mostra muito acertadamente não acreditar numa possível maioria absoluta do PS caso se realizassem eleições agora (medo que entretanto parece existir nos directórios partidários do PSD e do CDS).

De facto, é hoje manifesto que grande parte das pessoas que passam pelo espaço público (sem fazerem qualquer análise política, jogando apenas com o que vêm e sentem na pele) diz, aparentemente esperançada, coisas como esta que já ouvi centenas de vezes: «Isto não pode continuar assim, qualquer dia vai haver um golpe de Estado». Não sabem, claro está, que a integração de Portugal na União Europeia desfez literalmente essa possibilidade; mas a verdade é que essa integração não desfez a possibilidade admitida pelo Sr. Presidente da República: a da tal «situação explosiva».

E Graça Moura termina a sua crónica assim:
«Desde 1974 que não se via, como hoje, tanta descrença e tanta desconfiança no espírito do cidadão comum. Ele sabe que a política actual não lhe vai dar mais nada. E na sua vida o resto é silêncio e desencanto.»
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sábado, 30 de janeiro de 2010

DISSE HERR CAZOTTE:

[...] «Por mais admirável que seja, a mulher que não desperta no homem o instinto do sedutor é como o cavalo do Chevalier de Kerguelen, que tinha todas as boas qualidades, mas que estava morto.» [...]
[Karen Blixen - Ehrengarda a Ninfa do Lago]

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CABO VERDE



ELOCUBRAÇÃO TRIGÉSIMA PRIMEIRA:

“Ser culto es el único modo de ser libre”.
José MARTÍ (1853-1895).


Antes de mais e, para principiar, vale a pena, apresentar três (3) marcas, quão pertinentes e oportunas:

(I)
Paradoxalmente, vale melhor, para idêntico serviço, utilizar 2KWh de energia solar que 1KWh de petróleo. De feito, a Energia proveniente do petróleo possui dois (2) inconvenientes. Primeiramente, se levanta antecipadamente num stock finito, por conseguinte, os recursos em petróleo se esgotam. Em segundo lugar, a combustão do petróleo gera CO2 e aumenta, por conseguinte, o efeito de estufa.
Já, no atinente, à Energia Solar apresenta a vantagem de não emitir Gás de efeito de estufa, aquando da sua utilização e, por outro, é inesgotável e durará tanto quanto a nossa Estrela (o Sol) brilhará. Acontece, com efeito, que, todos os anos, o Sol nos fornece, uma quantidade de energia (mais de 10 000 vezes superior) que a nossa Civilização consome durante este período, em apreço.

(II)
No Futuro, ter-se-á necessidade de mais Electricidade, visto que vão aparecer, designadamente:
--- Um desenvolvimento assaz relevante das bombas a calor para o Aquecimento ou para Climatização;
--- A recarga das baterias dos Veículos híbridos recarregáveis;
--- O Fabrico de Hidrogénio por Electrólise para os Biocarburantes de segunda geração e a Petroquímica.

(III)
O Veículo eléctrico não emite CO2, localmente. Todavia, globalmente, tudo depende da forma como se fabrica a Electricidade. (…).

(A) Grosso modo, são Três (3), os Grandes Usos da Electricidade, a saber: A Produção da Electricidade, para os Transportes e para a Produção de Calor ou de Frio.
a. Da electricidade, em si. A Electricidade é, fundamentalmente um Vector energético, particularmente cómodo e adequado para numerosos usos e pode ser produzida à partir de praticamente todas as fontes de Energia. O incremento do consumo eléctrico Mundial é muito mais célere que a da própria Energia Primária o que mostra o seu interesse, cada vez mais, assaz crescente. Se a utilização da Electricidade não produz Gás a efeito de estufa, a sua produção pode ser, mais ou menos, poluente consoante a Tecnologia escolhida.
b. Em complemento consentâneo, vamos tecer algumas considerações acerca do modo como a Electricidade é produzida em dissemelhantes Países, nomeadamente:
i. Estados Unidos da América (USA). Neste País a maior parte da Electricidade aí é produzida à partir dos combustíveis fósseis e, muito, frequentemente com Centrais a Carvão. As emissões de CO2 por KWH produzidas são, por conseguinte, sobremaneira relevantes.
ii. Alemanha: Produz, identicamente mais de 60% da sua Electricidade à partir de combustíveis fósseis cujas as centrais utilizam a linhite (um carvão muito jovem), cuja a combustão é particularmente poluidora.
iii. Dinamarca. Conquanto se cita, frequentemente a Dinamarca como um dos países, onde o eólico é muito importante, este último processo representa apenas 17% da produção da Electricidade, sendo o remanescente produzido com combustíveis fósseis, por conseguinte, poluidores.
iv. França. Este país europeu escolheu o nuclear para produzir uma grande parte da sua electricidade, completando, deste modo, a hidráulica que produzia a maioria da Electricidade francesa na década de 1950-1960. De anotar, aliás, que em 1960, 56% da Electricidade era, ainda produzida pela hidráulica. Importante sublinhar: A França produz 90% da sua Electricidade sem emitir Gás a efeito de estufa.
(B) Donde e daí, para atenuar as emissões de Gás a efeito de estufa e economizar os combustíveis fósseis será necessário no futuro produzir o máximo de electricidade à partir das Energias renováveis e do Nuclear.
(C) Deste modo, como para a Indústria, são, por vezes, necessárias grandes potências, o nuclear tem neste caso, em concreto, todo o seu lugar respectivo. Entre as Energias renováveis, a Hidráulica é particularmente competitiva, todavia, os sítios possíveis são limitados.
(D) Enfim e, em suma: A Energia solar fotovoltaica se assume como uma Energia do futuro, conquanto actualmente seja demasiado dispendiosa. E, com a escalada do preço dos combustíveis fósseis e os progressos tecnológicos no domínio das camadas finas fotovoltaicas, esta fonte de energia de futuro será, em breve (dentro de pouco tempo, aliás), assaz competitiva, mesmo que seja difícil precisar qual o prazo.


DOS TRANSPORTES:
Os Transportes são indispensáveis para toda a permuta económica, dependem, porém, quase exclusivamente do petróleo. Esta dependência constitui uma fraqueza, porquanto todo aumento importante do preço do petróleo possui uma robusta influência nos transportes e estes poderiam ser bloqueados, em caso de interrupção do abastecimento deste. Para suavizar isto, os Estados constituem reservas estratégiacas.
Com efeito, relevantes progressos estão já feitos e continuam a ser feitos no domínio dos motores e dos carburantes. O objectivo primordial, visando atingir um consumo de 3 a 4l/100KM é acessível em viaturas de grande série. Todavia, é necessário ir mais além.

No curto e médio prazo, é preciso recorrer, em parte, à Electricidade para diminuir a dependência em combustível fóssil. No longo prazo, o hidrogénio e as pilhas a combustíveis poderiam constituir uma solução por essa razão e que o hidrogénio fosse preparado sem emissão de gás de efeito de estufa, por conseguinte, por electrólise à partir de electricidade produzida pelas energias renováveis ou pelo nuclear.
A viatura eléctrica tem tido dificuldade para se desenvolver por causa da sua autonomia que quase não ultrapassa (até agora) uma centena de KM com a condição ter o pé leve e suave sobre o acelerador. Das novas tecnologias de baterias podem esperar que duplique mais esta autonomia. Todavia, alguns problemas de segurança com as baterias LI-ION devem ainda ser resolvidos, visto que algumas tecnologias podem, por vezes, explodir ou pegar fogo, como foi observado com baterias de telemóveis portáteis ou de computadores. A viatura eléctrica se encontra bem adaptada à cidade, porquanto permite, outrossim, suprimir a poluição local, assim como para as frotas cativas como as pertencendo a grandes empresas fazendo curtas distâncias, como é o caso dos correios, por exemplo. Para grandes distâncias, seria necessário poder mudar rapidamente de bateria, pois que o tempo de carregamento é redibitório. Contudo, o peso da bateria é importante, o que torna a permuta pouco cómoda.
Já a Viatura híbrida recarregável constitui uma boa solução, no médio prazo. Com efeito, como maioria dos trajectos quotidianos são, em geral, inferiores a 30-40 KM, uma bateria, tendo esta autonomia permitiria rolar à electricidade, a maior parte do ano. Utilizando, além disso, biocarburantes da segunda geração, para o motor térmico, poder-se-ia esperar dispor de veículos que consomem, em média, ao ano, da ordem de 1L de petróleo aos 100 KM, o que reduziria, substancialmente as emissões de CO2.
E, rematando, assertivamente, na verdade, se a electricidade utilizada nos Veículos eléctricos híbridos permite reduzir as poluições locais e diminuir as emissões de CO2, ela (a electricidade), se afigura, se produzida, na verdade, sem emissão de CO2 (utilizando as energias renováveis ou/e nuclear), senão, apenas se faz deslocar o local da Poluição.


DA ENERGIA TÉRMICA:
Não há dúvida nenhuma, que é, ao nível da Energia Térmica que se pode, mais facilmente melhorar a situação, em termos de substituição dos Combustíveis fósseis e das emissões de CO2.
Deste modo, no âmbito desta perspectiva, se impõe, no Futuro, proscrever, a pouco e pouco, a utilização de fuel doméstico ou do gás natural, em benefício de fontes de Energia que não emitem CO2, aquando do seu funcionamento. Donde, aliás, o habitat se assumir como um domínio de aplicação, assaz importante.
Demais, enfim e, em suma: existem, desde presentemente, Soluções Técnicas para substituir os combustíveis fósseis. Estamos a referir, nomeadamente:
--- As bombas de calor, utilizando como fonte fria o ar, a água ou o solo;
--- Os esquentadores solares associados a um soalho eléctrico no caso dos alojamentos modernos;
--- A madeira energia. Neste caso, em concreto, é necessário, ser prudente, caso não seja utilizada em dispositivos de combustão (performants), etc.
De feito, o domínio do habitat é caracterizado por uma escala de tempo longa, visto que é preciso, aproximadamente, um século para renovar o parque. Deste modo, efectivamente, a renovação dos alojamentos antigos constitui, por conseguinte, um assunto relevante, pois que é graças a esta melhoria que poder-se-á substituir, progressivamente os Combustíveis fósseis por Energias menos poluidoras para o Ambiente.

Lisboa, 29 Janeiro 2010
KWAME KONDÉ
(Intelectual/Internacionalista --- Cidadão do Mundo)
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BOM DIA!

Não é desde o início que os Deuses revelam tudo aos mortais.
Mas com o correr do tempo descobrimos, procurando, o melhor.

A verdade certa jamais homem algum a soube ou saberá
Sobre os Deuses e sobre as coisas de que falo.
Se alguém alguma vez proclamasse a mais perfeita das verdades
Não o poderia saber: tudo está entretecido de conjectura.

[Xenófanes - ano 500 a.C.]
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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

MEDITAÇÕES

Fomos expulsos do Paraíso, mas o Paraíso não foi destruído por isso. Esta expulsão é de algum modo uma possibilidade, pois se não tivéssemos siso expulsos, o Paraíso acabava destruído.

[Franz Kafka]
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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

EU HOJE ESTOU ASSIM

PRESSENTIMENTO

Sou como uma bandeira rodeada de distâncias.
Pressinto os ventos vindouros e tenho de vivê-los,
enquanto as coisas em baixo ainda nem se tocam:
as portas ainda se fecham suaves e há silêncio nas chaminés;
as janelas não vibram ainda e o pó ainda é pesado.

Mas eu já conheço as tempestades e agito-me como o mar.
E estendo-me e afundo-me dentro de mim
e lanço-me à terra e estou completamente só
na tempestade imensa.

[Rainer Maria Rilke - in O Livro das Imagens]
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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

E ENQUANTO ISSO...

O BANCO LÁ CONTINUA.

O Filipe, que costuma usar o divã, que analise essa coisa.
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MAU PASSO E COM MUITA MÁ-FÉ

O “amor” de Sá Pinto pelo Sporting acaba sempre por contemplar “festinhas carinhosas” que consistem em socos e cabeçadas. O currículo de Sá Pinto não é o que a imprensa desmemoriada e impreparada de hoje faz crer.

Esta conferência de imprensa é mais um exemplo disso. Vem reabrir uma ferida que convinha manter-se fechada. E reabre-a com nítida má-fé.

Reabre a ferida porquanto, perante o que diz Sá Pinto, Liedson tem todo o direito de não ficar calado.

Má-fé porque Sá Pinto, ao fingir pedir «o máximo de apoio de todos os sócios e adeptos ao Levezinho», dizendo cinicamente que «Liedson tem grande qualidade e é muito importante para o Sporting», não se esqueceu de frisar bem frisado ― para lixar Liedson perante os sócios e adeptos, digo eu ― que «Liedson disse que nunca mais iria saudar os adeptos, reagindo de forma insultuosa e inaceitável».

― Se isto não é má-fé, então sou eu que sou burro!

E mais. Ao trazer agora à imprensa um comunicado escrito (e portanto pensado e repensado), Sá Pinto não tem desculpa e confirma a sua má-fé, pois, demonstra claramente que premeditou esta última “porrada verbal" (que acaba de dar agora em Liedson e no Sporting), da mesma maneira que premeditara e concretizara a agressão a Artur Jorge.

É isso e muito mais: Sá Pinto não consegue engolir (mas vai ter de o fazer) o facto de Liedson se ter transformado (depois de Travassos, Victor Damas, Yazalde, Manuel Fernandes e Jordão) num ícone do Sporting. E quem sabe se também não o virá a ser da selecção nacional portuguesa.
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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

AQUI HÁ UM PROBLEMA



A notícia não diz se os homossexuados votaram.
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AGORA SIM...

Agora é que se começa a falar verdade sobre a famosíssima Gripe Suína, ou Gripe A, ou H1N1.

O jornal "i" traz hoje mais uma notícia que, esta sim, é esclarecedora. Transcrevo:

«Wolfgang Wodarg, presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, diz que a Gripe A foi uma falsa pandemia e que é “um dos maiores escândalos médicos do século.”
O Conselho da Europa discute hoje o modo como a Organização Mundial de Saúde encarou a gripe A e o presidente da comissão parlamentar teceu duras críticas ao modo como o mundo gastou dinheiro na compra das vacinas.
O médico, especialista em epidemiologia, disse em declarações à TSF que “o diagnóstico era falso e custou muito dinheiro.” Wolfgang Wodarg considera que este foi um negócio par aa indústria farmacêutica e que é escandaloso.
Segundo o responsável europeu, a resposta dos governos fez com que os cidadãos perdessem “a confiança na OMS” que deve agora repensar as respostas a este tipo de situações dado que em relação à gripe A foi dado “um alarme desnecessário.”
Wolfgang Wodarg diz ainda que é desnecessário vacinar grávidas e crianças porque “deve encarar-se como uma gripe normal.”»
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domingo, 24 de janeiro de 2010

O FUTURO HOJE

CHOQUE TECNOLÓGICO



E se houvesse uma coisa parecida
para para fazer Orçamentos de Estado?
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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

ANTES O GUARDA ABEL


Toda a gente conhece de há muito o cadastro de Sá Pinto;
menos o presidente do Sporting.

A culpa do que sucedeu ontem em Alvalade, entre Sá Pinto e Liedson,
vai inteirinha para quem convidou e nomeou Sá Pinto Director Desportivo
― José Eduardo Bettencourt.

Nota: Caricatura (nem por isso) premonitória publicada aqui em Novembro passado.

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NUNCA É TARDE

Concordo em absoluto com Marinho Pinto, Bastonário da Ordem dos Advogados:

«É preciso acabar rapidamente com o segredo de Justiça»

PARA SE SABER A TEMPO COISAS DESTAS:

Clique e oiça aqui.

E também aqui.

Editado para colocar os URLs em vez dos clips pois parece que o padrinho vai levar a coisa a tribunal.
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ELOCUBRAÇÃO TRIGÉSIMA:

“Ser culto es el único modo de ser libre”.
José MARTÍ (1853-1895)


Nos meandros da Utilização da Energia:

(A)
Consumir Energia e emitir CO2 não são sinónimos. Determinadas energias são virtuosas, tendo em conta as emissões de gazes de efeito de estufa, outras, não as são. A fraca tributação sobre as emissões de carbono que existem, presentemente (da ordem de 20 dólares a tonelada) não vai, no sentido de uma atenuação rápida das emissões de CO2. Um preço mais realista deveria ser, pelo menos, dez (12) vezes superior para que se utilize mais amplamente as energias renováveis. Isto conduzia, contudo, a uma subversão da Economia.
Não é necessário, se sentir culpado por consumir energia se esta não emite CO2 e, se as reservas forem suficientes. É o caso das energias renováveis e do nuclear. Em compensação, é preciso, cada vez mais, que seja possível, diminuir o nosso consumo de combustíveis fósseis, designadamente, em todos os casos, onde outras energias podem se revelar mais performantes e economicamente competitivas.

(B)
Pensa-se, frequentemente que reduzir as emissões de CO2 para lutar contra a mudança climática equivale a reduzir o nosso consumo energético. De sublinhar, todavia, que nem sempre existe equivalência e, por vezes, reduzir o consumo de energia não reduz as emissões de CO2. É o caso, por exemplo, quando se utiliza energias renováveis ou se a electricidade produzida pelo nuclear. Eis porque, em contrapartida, se afigura assaz indispensável reduzir o consumo de combustíveis fósseis, visto que emitem CO2, queimando-os. Em cada um dos grandes sectores da Economia: Electricidade, Transportes e Calor, procura-se reduzir a nossa dependência perante os combustíveis fósseis.

(C)
Não deixa de ser assaz pertinente, afirmar que utilizar a Energia é francamente indispensável à Vida e ao desenvolvimento económico. No entanto, o Problema é que a População aumentou sobremaneira (um factor 6 em dois séculos) e que as necessidades em energia se incrementaram, outrossim activa e significativamente (um factor da ordem de 20 em dois séculos).
Cada fonte de energia encerra em si, as suas vantagens e os seus inconvenientes. Qualquer que seja a fonte de energia, uma utilização massiva desta tem sempre um impacto sobre o Ambiente. Alguns destes impactos não possuem consequência sobre a Saúde, outros, pelo contrário, possuem riscos visíveis. Não são forçosamente, os mais perigosos, porquanto conhecendo o risco se pode tomar medidas apropriadas.
No entanto, mais embaraçantes são as poluições que possuem um efeito diferido e difuso, de que se realiza, amiúde, demasiado tardiamente, o seu impacto negativo sobre a Saúde ou sobre o Ambiente. Temos, outrossim e, ainda, os acidentes que convém prevenir em todos os ramos da Energia.

O

O O

(1) A Energia é, na verdade, assaz indispensável ao desenvolvimento económico. Permite se aquecer, se deslocar, produzir trabalho e muitas outras coisas. O consumo de Energia tem aumentado, sempre, no decurso das épocas. Paralelamente, o nível de vida dos homens se melhorou e a esperança de vida incrementou. Esta atinge um plateau quando se consome aproximadamente 2 a 3 TEP (tonelada equivalente petróleo) por ano e por habitante. Consumir mais Energia não alonga a duração de vida. Em contrapartida, consumir muito abaixo deste valor conduz a esperanças de vida inferiores às dos países desenvolvidos.
(2) A Humanidade se encontra, actualmente confrontado com dois problemas, no âmbito e domínio energético, designadamente:
a. O Primeiro se encontra vinculado ao esgotamento progressivo dos combustíveis fósseis (petróleo, gás e carvão).
b. O Segundo, por seu turno, é devido ao facto, que a utilização destes combustíveis fósseis liberta gás carbónico e aumenta o efeito de estufa natural. Este facto pode conduzir a uma mudança climática de uma amplidão que não se sabe, actualmente avaliar, de modo preciso, visto que depende, outrossim da forma da qual vamos consumir a energia no futuro. E se deve, outrossim, ao forte aumento da População Mundial desde o início da Era Industrial. Ou seja: passou-se, de um pouco menos de 1 mil milhões de habitantes em 1800 para, aproximadamente, 6,5 mil milhões presentemente.
c. Eis porque, se afigura necessário, por conseguinte, por um lado, diminuir o nosso consumo de energias fósseis a fim que as reservas durem, o mais demasiado tempo possível e diminuir, outrossim, (robustamente) as nossas emissões de gás com efeito de estufa.
d. Enfim e, em suma: se afigura, quão pertinente e oportuno, consignar, que existe actualmente uma tendência para correlacionar o consumo de energia e as emissões de CO2. Em outras palavras e, para melhor dizer, muitos pensam que para diminuir as nossas emissões de CO2, basta diminuir o nosso consumo de energia e que consumir energia nos torna culpado perante o Ambiente.
(3) Antes de mais, se impõe, sublinhar, que os combustíveis fósseis constituem uma herança da Natureza. Formaram-se, há centenas de milhões de anos à partir da Biomassa (massa de matéria viva, animal ou vegetal, que vive em equilíbrio numa determinada área da superfície terrestre), utilizando a energia solar, o gás carbónico presente, na atmosfera e da água do solo. O mecanismo de formação se estendeu por cerca de milhões de anos e os consumimos, hodiernamente, numa escala de tempo, muito mais curta, já que deveriam constituir, para uma boa parte, ser esgotados em alguns séculos, no máximo (quando muito). Os combustíveis fósseis continuam a se formar, presentemente, no entanto, numa velocidade tão lenta que não pode compensar o que é explorado, cada ano.
(4) De anotar, que, na verdade, os combustíveis fósseis permitiram um desenvolvimento rápido da nossa Civilização. Representam, presentemente, aproximadamente 80% do consumo em energia primária (isto é, disponível sem transformação) do Planeta e, não se poderá se passar disso, de um dia para o outro, salvo, colocando gravemente em causa a Civilização Hodierna e a sua estabilidade respectiva. Eis porque, no âmbito desta dinâmica, seja o que façamos, os combustíveis fósseis esgotar-se-ão, a pouco e pouco, o petróleo (barato) e o gás natural antes do fim do século, o carvão, um pouco mais tarde. Uma crise, isto é, uma ruptura na evolução da Civilização, se afigura, por conseguinte, assaz inevitável, obviamente. Quando se dilapida uma herança, chega um dia em que não existirá, nada, absolutamente. Donde, se formos bastante económicos, o término se encontra longínquo. Caso contrário, como é o caso (infelizmente) para a nossa Civilização, o prazo é, sobremaneira, mais curto.
(5) Finalmente, de sublinhar, com ênfase, que à esta crise energética anunciada se acrescenta o Problema que se situa, numa escala de tempo, mais curta. Estamos a referir, obviamente, à luta contra o incremento do efeito de estufa devido às actividades humanas.
(6) E, em jeito de Remate avisado: Assevera-se, amiúde, que para atenuar as emissões de CO2 no Sector energético, basta consumir menos energia. Estamos, efectivamente, ante uma asserção, que nem sempre, é verdadeira. Diminuindo o consumo de energia oriunda de fontes de energia, não emitindo CO2, funcionando como as energias renováveis ou o nuclear, não se atenua as emissões. Donde:
a. Para a Energia produzida pelo nuclear é bom diminuir o consumo de energia. Isto permite economizar os recursos em Urânio, que são, outrossim finitos, mesmo se os recursos podem, ainda durar dezenas de milhares de anos graças às futuras tecnologias de reactores a neutrões rápidos.
b. E, no atinente, às Energias renováveis, pode, se afigurar, interessante, economizar a electricidade produzida por uma barragem, porquanto permite preservar as reservas em água, que poderão ser melhor utilizadas, em caso de solicitação, assaz robusta, nas horas de ponta. Isto, evitará, identicamente, em pôr em funcionamento, Centrais, operando com combustíveis fósseis.
NOTA BEM: A continuação deste assunto virá, na “Posta” seguinte, ou seja: In ELOCUBRAÇÃO TRIGÉSIMA PRIMEIRA.

Lisboa, 20 Janeiro 2010
KWAME KONDÉ
(Intelectual/Internacionalista --- Cidadão do Mundo).
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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

PAVIO QUEIMADO

Afinal, fui eu que piorei da cabeça.

Reli novamente (isso mesmo: li, duas, três vezes) as teses de JCN (João César das Neves) e reparei então que ele escreveu coisas que eu não lera ― ou porque o DN editou o texto em causa e lá as pôs durante o dia de hoje, ou porque após comer peixe de escabeche estragado fiquei passado dos miolos. Vá lá, saiu-me um ponto de interrogação naquela posta!...

Então não é que JCN escreveu estas pérolas cintilantes e não as vi à primeira? Talvez me tenham ofuscado com o seu brilho, só pode ser isso!

«As novas gerações queixam-se do sistema sem futuro que os pais criaram na revolução.»

Esta é mesmo para mim: botando faladura, no dia 27 de Abril de 74, do palanque improvisado no I.S. Técnico, tendo mesmo a meus pés (é verdade: na fila à minha frente, no chão, fora do palanque) Saldanha Sanches que acabara de ser libertado na véspera, creio, da prisão de Caxias, aplaudindo o discurso do “camarada das colónias” (euzinho aqui) ― foi ali que começámos a tramar o futuro de Portugal e dos nossos filhos. Toma que já almoçaste, seu revolucionário de uma figa!...

«Apela-se a um Salazar que venha pôr isto na ordem.»

Esta não deve ser comigo. De certeza.

«As oposições, grupos de pressão, classe política não passam de folclore.»
«Mesmo a crise financeira e questões internacionais são acidentes menores.»

Tendo em conta, claro está, este grande império que é Portugal, digo eu.

«Portugal pode vencer todas as dificuldades, menos uma: o povo desanimado.»

Bem, eu vou parar por aqui. Já percebi: César das Neves é colaborador de Sócrates ― não é este que está sempre a dizer que é preciso «fazer um discurso de esperança para o pais»? ― pois é!

Posso assinar esta posta?

a) Desanimado.
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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

PELA PRIMEIRA VEZ...

Concordo de fio a pavio com uma opinião de João César das Neves (vale a pena ler).

― Fui eu que melhorei da cabeça?

― Ou terei piorado?

― Ou foi ele?

― Ou não foi nada disso?


Começo a ficar preocupado: ontem concordei com Pacheco.
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domingo, 17 de janeiro de 2010

A “EXPLOSÃO” DE PACHECO

Para quem se queixa dos «amigos de Sócrates na comunicação social e nos blogues» não está nada mau este diagnóstico preditivo e predicativo de que faço ressaltar o seguinte:

«E quanto mais Sócrates se enterra na negação do real, mais este lhe bate à porta. Até o próprio parece começar a aperceber-se disto, e a responder a este fim dos tempos numa fuga em frente obstinada, porque é da sua natureza, mas confusa e caótica. Já toda a gente percebeu tudo isto menos os intelectuais orgânicos "socráticos", um conjunto modernaço de gente que tem o coração no Bloco de Esquerda, mas a carteira no PS, ou melhor, no gabinete do primeiro-ministro. Gente que pouco preza a liberdade mas que tem acima de tudo um enorme fascínio pelo poder como ele se exerce nos dias de hoje, entre o culto da imagem, o pedantismo das causas "fracturantes", o vanguardismo social, o "diabo que veste Prada" ou Armani, e o "departamento dos truques sujos" à Richard Nixon, tudo adaptado à mediania provinciana da capital. A ascensão ao poder de uma geração de diletantes embevecidos com os gadgets, pensando em soundbites, muito ignorantes e completamente amorais, que se promovem uns aos outros e geram uma política de terra queimada à sua volta, é a entourance que o "socratismo" criou e vai deixar órfã.»
[JPP in Abrupto]

Concordo plenamente com tudo o que JPP escreveu e acabei de transcrever, com sublinhados de minha responsabilidade. E concordo com quase tudo o que JPP escreveu na posta toda... não fosse aquela de o «real» (de realidade) ser «cavaquista e leitista»... Isso já não é aceitável pois parece que só os gerontes do PSD é que têm criticado a governação socratina pelas razões que JPP aduz ― e Pacheco bem sabe que isso não é verdade.

Mas... se concordo nisso com Pacheco ― já me recuso a engolir o xarope que aquele albergue espanhol que é o PSD tem por remédio dos males da pátria.

Enquanto não passarem o partido por um filtro incinerador (acho que isto não existe ― fabrique-se, então! ―) que lhe dê um mínimo de reconhecimento, respeitabilidade e credibilidade, não é de se confiar o poder ao PSD.

Tenho dito.
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