sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

OH SANTA PACIÊNCIA!...

SEMPRE O MESMO TRUQUE DE LINGUAGEM...


Repetido pela enésima vez.

Está bem, já ouvimos! «O governo não deu nenhuma instrução à PT para a aquisição da TVI».

OK!... E o primeiro-ministro, José Sócrates ― deu ou não deu?!
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CAUSA PERDIDA

Na política não há limites para a camalionice;
nem sequer o ridículo e o anedótico funcionam como travão.
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É O FIM

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A NEBULOSA

11:04 AM
Acabei de ler o semanário “Sol”. E a impressão (conclusão) que fica é a de que houve uma grande conspiração para controlar importantes órgãos de comunicação social (jornais, rádio, televisão).

Com uma curiosidade escondida (oculta, nebulosa) no meio daquela trupe de marionetas, manipuladores e estrategas: trata-se da figura, do papel e da movimentação de José Eduardo Moniz naquela caldeirada toda.

É preciso dar a devida relevância a isso pois tem passado despercebido.
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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

ISTO ANDA NA NET

Na sala oval, Bush discute calorosamente com Bin Laden, quando chega um repórter e pergunta o que eles estão a discutir.
Bin Laden responde:
― Estamos a planear mais um atentado.
O Repórter espantado pergunta:
― Mais um? Onde?
Bush responde:
― Vamos lançar uma bomba em Portugal e matar os tais pseudo 6 milhões de benfiquistas, e apenas 1 Sportinguista.
O repórter surpreso pergunta:
― Mas porquê 1 Sportinguista?
Bin Laden vira-se então para Bush e diz:
― Tás a ver, eu não disse que ninguém se iria importar com os 6 milhões de lampiões!...

P.S. Esta é dedicada ao FNV (Sans rancune, mec).
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«DESENCONTROS»

Há desencontros, é facto
Alguns mais dolorosos que os outros
Alguns mais definitivos que outros
Alguns que implicam em despedidas
Outros que só implicam em distância
Outros, ainda, que intensificam a saudade
Mas existem aqueles desencontros que só aumentam a
vontade.
Não é?


[Fernando Pessoa]
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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

THE NEW YORK TIMES



Uma opinião muito interessante.

No mínimo curiosa.

Sobre o futuro nuclear do Irão.


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ISTO É FANTÁSTICO

Desenterrado pelo Blasfémias. Não resisto a publicá-lo.


É UM ARTISTA PORTUGUÊS
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«UM ERRO TRÁGICO» ― disse ele.

Se isto não é uma conspiração, então vou já para a urgência do Miguel Bombarda.
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O VERDADEIRO ARTISTA

UM AUTÊNTICO PROFESSOR.

Controlo!... Qual controlo?
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ELOCUBRAÇÃO TRIGÉSIMA TERCEIRA:

“Ser culto es el único modo de ser libre”
José MARTÍ (1853-1895)


E, prosseguindo este nosso estudo sobre o TRABALHO, vendo bem com olhos de ver, não é para encontrar esta essência pura do trabalho que se deve mudar o trabalho, sim, simplesmente para o tornar sempre mais suportável e sempre mais humano.
De feito, evidentemente, querer que o Trabalho deixe de constituir a arena, onde os indivíduos se confrontam e a fonte principal da identidade, relativizar o lugar do trabalho e lhe acordar idêntico valor como as demais outras actividades humanas em que os indivíduos e as sociedades têm, outrossim necessidade para viver, afirma que o trabalho não é o nosso único destino, isto não significa, de modo nenhum, que seja preciso renunciar em melhorá-lo e em humanizá-lo, sem parar e, porque não, continuamente.

E, em jeito de Remate:
O ingente objectivo que visa melhorar e humanizar o Trabalho, exige, obviamente uma dupla Revolução:
---Primeiro: a extensão da securisação das trajectórias profissionais, isto é, do trabalho “decente”, protegido, enquadrado, garantido, remunerado decentemente, integrado no restante da Vida.
---Segundo: uma melhoria das condições de exercício do trabalho, que permitiria aos indivíduos encontrar um sentido nesta actividade. Isto supõe que a utilidade desta, para uma comunidade humana dada, fosse inequívoca e clara que possa haver, para os indivíduos, partes recebedoras nesta acção, uma conexão entre a sua contribuição e o resultado final.
Demais, de sublinhar, com ênfase, na verdade, desde sempre, não é anódino, o Trabalho manual e que, o do Artesão tenha sido tomado por modelo explícito do trabalho conseguido, visto que o artesão domina a integralidade do processo disponibilizado para ter como resultado o fabrico de um bem ou de um serviço. Eis porque, deste modo, a sua contribuição e a sua utilidade respectiva não geram dúvida. Todavia, o trabalho artesanal não esgota, infelizmente o conjunto das actividades de trabalho e, não mais do que, a autogestão ou a propriedade dos meios de produção, deste modo, não é susceptível de transformar o conjunto de actividades concretas de trabalho em acções plenas de sentido.
Donde e daí, no âmbito desta dinâmica e perspectiva respectiva, se assume quão pertinente trazer à Reflexão uma dupla questão (assaz central), menosprezada, em geral, pelos adeptos e defensores da reabilitação do trabalho. Ou seja:
(A) Pode-se, ainda fazer escapar o trabalho das lógicas economicistas e mercantis nas quais se encontra inextrincavelmente enredado desde o século XVIII (visto que foi definido, desde o princípio, como o “factor de produção” e, por conseguinte, visando a outra coisa que o seu desenvolvimento próprio) e promover um trabalho “para si” socialmente útil e dotado de sentido?
(B) É possível, no caso contrário, gerir, no próprio seio das lógicas mercantes e capitalistas, um espaço próprio para o trabalho, permitindo à maioria dos indivíduos encontrar no exercício de uma tal actividade, expressão de si e contribuição para a utilidade social? Nada é menos evidente, efectivamente! Tal é actualmente o Desafio/Repto lançado às nossas “Sociedades edificadas sobre o Trabalho”.

Lisboa, 09 Fevereiro 2010
KWAME KONDÉ
(Intelectual/Internacionalista --- Cidadão do Mundo
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FLATULÊNCIA

Coitado, de vez em quando ainda dá puns deste e deste calibres.
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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

O «BURACO DA FECHADURA»

NEM SEMPRE O RESULTADO É ESTE


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DESCOBERTA "AFRICANA"

Descobrimos a fonte de inspiração para o nome do blogue.
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ELOCUBRAÇÃO TRIGÉSIMA SEGUNDA:

“Ser culto es el único modo de ser libre”.
José MARTÍ (1853-1895)


QUATRO MARCAS:

(1) O desenvolvimento do desemprego mostrou, que Trabalhar é uma norma. Nas sociedades Ocidentais, o trabalho constitui o principal meio de subsistência, outrossim, porém, uma parcela fundamental das ocupações de cada um. Eis porque, deste modo, a Ordem Social se organiza em torno dele. Donde e daí, a necessidade imperiosa de interrogar acerca da nossa conexão com o trabalho, visando repensar, de modo dialecticamente consequente, a sua natureza respectiva, assim como, o lugar que assume, no âmbito das nossas vidas.
(2) O Cidadão consciente vive o Trabalho e o Repouso como um dom transcendental, livre da ansiedade de produzir e da avidez de possuir, que cegam o coração e levam a explorar os mais fracos. Partilha, generosamente os seus bens com os outros. Empenha-se por que a dignidade e os direitos da Pessoa Humana sejam considerados a Base da Ordem económica e por que se respeite a Ordem harmoniosa da Natureza.
(3) O Trabalho é, concomitantemente, necessidade vital e afirmação de Liberdade, sinal de dependência e Transcendência em relação à Natureza. Só o Homem trabalha porque, ao contrário, dos demais outros animais é Sujeito inteligente, capaz de projectar e operar criativamente. Enquanto “produz” coisas úteis, desenvolve, outrossim, a sua Humanidade e um conjunto de valores relevantes, como a iniciativa, a coragem, realismo, tenacidade, ordem e solidariedade. Sim, efectivamente: Exprime e realiza a sua Dignidade de Pessoa.
(4) Enfim e, em suma: “O Trabalho é para o Homem e não o homem para o trabalho”. O Homem não vale pelo que produz, possui ou consome. Sim, efectivamente, por si próprio.


(I)
Por muito, que se queira ou não, a REALIDADE se encontra, sempre, na calha dos Acontecimentos. É a lei da Verdade Universal a se impor, assertivamente os seus ditames.
Demais, não há dúvida nenhuma, que pressões contraditórias se exercem sobre o Trabalho. Ou seja:
---Por um lado, numerosos elementos se conjugam para ir para um trabalho mais “moderno”, isto é, um Trabalho de conteúdo mais interessante, permitindo aos trabalhadores desenvolver trajectórias ascendentes, fazendo mais apelo às suas competências e, permitindo-lhes continuar a aprender, todo ao longo da sua vida, um trabalho melhor integrado na vida e, de algum modo, mais formulado, no âmbito da sua organização, mesmo, tomando em conta os outros papéis dos assalariados, um Trabalho dotado de mais sentido e, susceptível de permitir aos indivíduos de poder exprimir os seus talentos respectivos.
E, explicitando assertivamente:
a) Na qualidade dos elementos que militam para tais mudanças, para um trabalho mais “moderno”, mais decente, mais sustentável, temos em consideração a irresistível vontade das mulheres de se inserir, se manter e progredir no emprego (enquanto são portadoras de uma conexão, necessariamente mais equilibrada no trabalho por causa das outras funções que lhes foram, até aqui, incumbidas) e a necessidade de elevadas taxas de actividade feminina para financiar a protecção social e contribuir para o crescimento.
b) Consideremos, identicamente como um elemento favorável as possibilidades as quais abrem as mudanças demográficas anunciadas que poderiam transmitir aos assalariados margens de negociação e incitar os empregadores a propor postos mais em conformidade com as aspirações das pessoas. Neste mesmo tipo de argumentação, temos em conta, por conseguinte, outrossim, o desejo das jovens gerações de possuir um trabalho “interessante”, permitindo um verdadeiro equilíbrio entre vida profissional e vida familiar com a recusa relativa dos jovens, desde presentemente, de assumir qualquer tipo de trabalho, designadamente os que em que as condições de trabalho e os salários respectivos são pouco alternativos, os ofícios em cadeia, fatigantes, repetitivos, dotados de pouco sentido ou permitindo pouca oportunidade para desenvolver a criatividade.

(II)
De anotar e sublinhar, por outro, que numerosos elementos se conjugam, identicamente para fazer do trabalho uma mera variável de ajustamento, cada vez menos protegida e, cada vez mais e mais, dócil, flexível, maleável. De acrescentar, que a globalização, o financiamento da Economia, a persistência de um desemprego massivo, a inadaptação do direito, o predomínio das lógicas económicas, a ausência de demonstração dos custos humanos e sociais engendrados pelo facto de tratar o trabalho como uma “coisa”, alimentam esta tendência.

(III)
De feito, aparece (claramente), presentemente que o novo rosto do Trabalho dependerá para muitos da capacidade dos países europeus em construir novo modelo social virado para bens e serviços de elevado valor acrescentado, a mobilização de trabalhadores altamente educados e, tanto mais produtivos como o seu próprio trabalho será bem integrado na sua vida, apoiado em trajectórias e mobilidades profissionais facilitadas, realimentadas por etapas de formação todo ao longo da vida, permitindo garantir a sua prospecção. Todavia, dependerá, outrossim, da capacidade da Europa em relançar o crescimento, um crescimento de qualidade durável, por conseguinte, da sua capacidade em se tornar efectivo um verdadeiro direito ao trabalho para todos, direito objectivo apoiado em instituições e políticas activas, como acontece, por exemplo, no caso concreto, nos Países do Norte.

(IV)
Conquanto, alguns países europeus, designadamente, a França se esforça, por vezes, em considerar o que se faz nos países do Norte, como uma curiosidade impossível de se aclimatar num “grande País”, estes últimos constituem uma oportunidade para reflectir, visto que apresentam elevadas taxas de actividades femininas, uma verdadeira integração do trabalho e da vida e uma capacidade para assegurar, ao maior número um direito real ao trabalho ao longo da vida: As razões desta excelência são, evidentemente a procurar, por um lado, na elevadíssima taxa de sindicalização dos assalariados e na capacidade em passar amplos compromissos sociais e, por outro, do lado do modelo específico de protecção social, modelo “social-democrático”, modelo, aliás, que visa não unicamente a indemnizar as pessoas na ocorrência de um risco, outrossim, porém, em “equipá-las” para toda a sua vida, outorgando-lhes a possibilidade concreta para exercer um trabalho através de políticas activas e de uma oferta importante, no âmbito de serviços sociais.
Dos três (3) tipos de regímen de protecção social, é o que acorda aos indivíduos a mais elevada capacidade para se libertar da dependência do mercado, por direitos sociais amplos. Neste modelo, as prestações são financiadas por imposto, sendo o objectivo central deste regímen de protecção social: o de uma redistribuição igualitária.
Exerce, por conseguinte, um efeito unificador sobre a estrutura social. De consignar, todavia, neste particular, se permite a cada (homem e mulher) exercer o seu direito ao trabalho, não se afirma menos excessivamente preocupado com reconhecer aos indivíduos a possibilidade concreta de possuir outras fontes de identidades, outras ancoragens para exercer outras actividades.
Paradoxalmente, a promoção de um trabalho de qualidade poderá, obviamente, ser obtida, concomitantemente que uma determinada relativização do trabalho, considerado menos como uma fonte de prestígio e de poder, uma arena, onde os indivíduos se confrontam e estão em competição, que (como um dos modos de participar na vida social) se realizar e ser útil.

(V)
O Conteúdo de verdade, que emana, em substância, do arrazoado, ora, acima, enunciado, significa que não se atinge, sem dúvida, a uma visão mais cooperativa e mais apaziguada do trabalho se não revemos, em profundidade, os indicadores que servem para medir a riqueza das nossas sociedades e os progressos do seu desenvolvimento respectivo. De feito, não estar a par das evoluções de uma sociedade que pelo auxílio do único PIB (por conseguinte, do único incremento do volume e do preço dos bens e serviços permutados no mercado), dá, evidentemente uma ideia substancialmente empobrecida do que é a vida social e a vida “tout court”. De consignar, no entanto, que possuir um robusto PIB, ou uma robustíssima produção jamais permitirá, a cada momento, ter uma sociedade relativamente igualitária, possibilidades para todos de ter acesso ao emprego, possibilidades reais de tempo para participar na vida pública ou na vida familiar, um ambiente de qualidade, relações sociais pacificada, um elevado nível de Educação e de Cultura para todos.
Com efeito, mensurar os Progressos de uma Sociedade (apenas pelo aumento da produção), é olvidar que esta pode, concomitantemente deteriorar ou destruir uma parcela da riqueza desta sociedade. A actividade, que faz a produção, o Trabalho, importa, no mais elevado grau. Todavia, as demais outras actividades, outrossim e, ainda, os outros “patrimónios colectivos”, identicamente e, quiçá é preciso que a lógica se saia bem e se recordar que, no fim de contas, o Trabalho é para o Homem e as Sociedades nas quais vive, apenas um meio e não um fim.

(VI)
Donde e daí, de sublinhar, que ele importa, por conseguinte, absolutamente, não apenas para tornar o Direito ao Trabalho (e, ao trabalho decente), efectivo e melhorar, continuadamente as condições de trabalho das pessoas (sendo este expressão, entendida, na sua acepção mais lata). No entanto, ele importa, identicamente se desfazer de uma ilusão que poderia nos ser fatal, que consiste em pensar que, graças em melhorar estas condições, quiçá, repelindo o TAYLORISMO, poder-se-ia reencontrar o TRABALHO, na sua pureza, que seria o equivalente do lazer e, para melhor dizer, que seria pura potência de expressão de si, pura cooperação, pura produção da sociedade, sem constrangimentos.
(Em tempo útil, de anotar que TAYLORISMO é sistema de organização do trabalho concebido pelo engenheiro norte-americano, Frederick Winslow TAYLOR (1856-1915), com o qual se pretende alcançar o máximo de produção e rendimento com o mínimo de tempo e de esforço)
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Trata-se, no caso presente, nada mais, nada menos que uma ilusão, visto que atrás do TAYLORISMO e as actuais condições de trabalho, nenhuma época áurea que se poderia encontrar, em que o trabalho seria exclusivamente manual, exclusivamente intelectual ou totalmente autógeno e mudaria, desde então de natureza.

Continua na próxima ELOCUBRAÇÃO, ou seja na TRIGÉSIMA TERCEIRA.

Lisboa, 07 Fevereiro 2010
KWAME KONDÉ
(Intelectual/Internacionalista --- Cidadão do Mundo).
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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

RAZÕES DA CEPA TORTA

Um pensador centrifugado, deliberadamente, pelo incómodo que vinha causando à malta inculta que dirige o seu partido.

Centrifugado segundo a máxima: Se és medíocre e queres que te vejam, livra-te dos mais capazes.
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HITLER E ESTALINE

Com o andar da carruagem vou descobrindo cada vez mais defensores da liberdade de expressão à direita do que à esquerda. Pelo menos é assim que a coisa me parece.

Maria José Nogueira Pinto diz, aqui nesta coluna de opinião do DN, tudo o que me parece relevante sobre o "Caso Mário Crespo".

Estarei a ficar de direita? Ou será que a "asfixia" reinante se colocou tão no ponto onde os extremos se tocam que acabou por empurrar tudo para a direita?

Não nos esqueçamos que Hitler e Estaline viveram no mesmo quarto no que à repressão dizia respeito.
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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

ALGUMA DÚVIDA?

Vasco Graça Moura, um «cavaquistíssimo» (a frase é do próprio), escreve hoje uma crónica no DN ― na minha opinião uma das melhores caracterizações ultimamente feitas do actual estado a que Portugal chegou ― prevendo aquilo cuja possibilidade é tão real quanto a de haver calor num dia de Verão.

Diz VGM:
«Num país que está descaracterizado e de rastos, em que muito poucos valores são respeitados, a economia não produz, a justiça não funciona e a autoridade não existe, está-se mesmo a ver o que pode acontecer.»

Antes de fazer este aviso, VGM mostra muito acertadamente não acreditar numa possível maioria absoluta do PS caso se realizassem eleições agora (medo que entretanto parece existir nos directórios partidários do PSD e do CDS).

De facto, é hoje manifesto que grande parte das pessoas que passam pelo espaço público (sem fazerem qualquer análise política, jogando apenas com o que vêm e sentem na pele) diz, aparentemente esperançada, coisas como esta que já ouvi centenas de vezes: «Isto não pode continuar assim, qualquer dia vai haver um golpe de Estado». Não sabem, claro está, que a integração de Portugal na União Europeia desfez literalmente essa possibilidade; mas a verdade é que essa integração não desfez a possibilidade admitida pelo Sr. Presidente da República: a da tal «situação explosiva».

E Graça Moura termina a sua crónica assim:
«Desde 1974 que não se via, como hoje, tanta descrença e tanta desconfiança no espírito do cidadão comum. Ele sabe que a política actual não lhe vai dar mais nada. E na sua vida o resto é silêncio e desencanto.»
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