ONDE PARECE HAVER BOM E MAU ANONIMATO
Há uma curiosa guerra aberta entre Vital Moreira e uns “mabecos” e “biltres” anónimos da blogosfera que têm tentado «morder-lhe as canelas».
Essa guerra curiosa tem como evidente e aguerrido contendor a GLQL; sendo que, a dar uma mãozinha a Vital Moreira, tenha entrado na liça J. P. Henriques do Glória Fácil.
A GLQL pretende que o conflito se situe nos limites da confrontação política Esquerda/Direita (valendo tudo menos tirar olhos); enquanto que Vital Moreira e J. P. Henriques pretendem, primeiro, situá-lo nos campos ético pessoal e ético-profissional exigindo antes de mais aos “anónimos” que abandonem o anonimato “cobarde” e se identifiquem claramente quando escrevem, antes que se dê atenção ao campo estritamente político.
J. P. Henriques, mais que insinua, quase informa que os “anónimos” são jornalistas que se servem de material de trabalho dos seus jornais, antecipando anonimamente notícias e veiculando opiniões que não teriam a coragem ou a permissão de escrever nas páginas dos jornais onde trabalham.
“Enfiando a carapuça”, josé, da GLQL, acaba por confirmar o que afirma J.P.H. e tenta justificar (o que de certa forma consegue) o anonimato na blogosfera contrapondo-o à alastradíssima e conhecidíssima prática de utilização e “protecção das fontes anónimas” que é seguida habitual e quotidianamente pela classe dos jornalistas portugueses.
E é aí que se descobre uma contradição insanável na posição de J.P.H. que se declara jornalista - e a não ser que nos diga que é diferente de todos os outros da sua classe, a contradição existe -.
J.P.H. condena o anonimato dos seus colegas (“anónimos”) da blogosfera; mas não nos diz se ele, como jornalista que é, "protege" ou não as habituais fontes anónimas que - todos o admitimos - “manancialmente” lhe fornecerão “informações” para serem por si trabalhadas e divulgadas no jornal onde escreve; fontes que tradicionalmente nunca vêem a suas identidades reveladas!
- Em que ficamos, então, J.P.H.?! Divulga sempre, ou não, as suas fontes?
- Ou será que o anonimato só é mau quando nos querem “morder as canelas”?
- Passando a ser bom, ou mesmo muito bom, quando nos permite “morder” qualquer outra parte anatómica de alguém; de uma instituição; de um partido político; etc., etc.!
- Quer responder-nos a isto, J.P.H.?
sábado, 10 de setembro de 2005
SPORTING vs BENFICA
Hoje é o dia em que o timoneiro cego de Alvalade, mais conhecido por “o monga de Alvalade”, conhecido ainda por José Peseiro, demonstrará, mais uma vez, ao mundo, os resultados do estranho labor de uma mente paralizada.
O Sporting jogará mais logo, no seu terreno, contra o Benfica.
O que me aflige, como sportinguista, não é a qualidade dos jogadores do Sporting, pois, neste pormenor o Sporting possui dos melhores jogadores do campeonato português.
O que me aflige é a omelete que o monga fará com esses bons ovos que tem entre mãos.
É que tão depressa pode-nos servir uma omelete de camarão com ervas finas, como uma omelete de anzóis com sorvete de orégãos.
Veremos o que nos está reservado.
Editado às 18:15PM de 11/09/2005:
Já sabemos como é que acabou o jogo: Sporting-2 Benfica-1.
Desta vez foi-nos servido uma omelete simples com salada de alface. Poderia ser melhor; mas quando o cozinheiro não prima pelo domínio da arte... é melhor comer e ficar calado visto que não utilizou anzóis na confecção do prato.
O Sporting jogará mais logo, no seu terreno, contra o Benfica.
O que me aflige, como sportinguista, não é a qualidade dos jogadores do Sporting, pois, neste pormenor o Sporting possui dos melhores jogadores do campeonato português.
O que me aflige é a omelete que o monga fará com esses bons ovos que tem entre mãos.
É que tão depressa pode-nos servir uma omelete de camarão com ervas finas, como uma omelete de anzóis com sorvete de orégãos.
Veremos o que nos está reservado.
Editado às 18:15PM de 11/09/2005:
Já sabemos como é que acabou o jogo: Sporting-2 Benfica-1.
Desta vez foi-nos servido uma omelete simples com salada de alface. Poderia ser melhor; mas quando o cozinheiro não prima pelo domínio da arte... é melhor comer e ficar calado visto que não utilizou anzóis na confecção do prato.
sexta-feira, 9 de setembro de 2005
A BATATA DA DIREITA
Costuma se dizer que a Matemática não é uma batata.
Mas para a Direita a matemática política é mesmo uma batata; se não, vejamos:
Segundo o Portugal Diário, uma sondagem da Universidade Católica dá os seguintes resultados para os actuais candidatos que se perfilam para a próxima eleição presidencial:
Primeira volta da eleição:
Cavaco Silva ------------- 49%
Mário Soares ------------ 32%
Jerónimo de Sousa ----- 11%
Francisco Louçã ---------- 7%
(Total -------------------- 99%)
Segunda volta entre Mário Soares e Cavaco Silva:
Cavaco Silva ------------- 65%
Mário Soares ------------- 36%
(Total -------------------- 101%)
Bem, descasquemos agora esta batata política que ora mede 99%, ora mede 101%:
admitindo que quem votar Mário Soares na primeira volta manterá o seu voto na segunda volta;
só se pode concluir, da distribuição acima feita das percentagens pelos candidatos, o seguinte:
os eleitores comunistas que votarem Jerónimo de Sousa na primeira volta, e os eleitores bloquistas que votarem Francisco Louçã, transferir-se-ão, na sua quase totalidade (88%), para Cavaco Silva;
isto é, será a esquerda da Esquerda (os eleitores de Jerónimo e Louçã) que elegerá Cavaco Silva ao cargo de Presidente da República.
Digam lá se isto não é mesmo uma grande batata política!
Mas para a Direita a matemática política é mesmo uma batata; se não, vejamos:
Segundo o Portugal Diário, uma sondagem da Universidade Católica dá os seguintes resultados para os actuais candidatos que se perfilam para a próxima eleição presidencial:
Primeira volta da eleição:
Cavaco Silva ------------- 49%
Mário Soares ------------ 32%
Jerónimo de Sousa ----- 11%
Francisco Louçã ---------- 7%
(Total -------------------- 99%)
Segunda volta entre Mário Soares e Cavaco Silva:
Cavaco Silva ------------- 65%
Mário Soares ------------- 36%
(Total -------------------- 101%)
Bem, descasquemos agora esta batata política que ora mede 99%, ora mede 101%:
admitindo que quem votar Mário Soares na primeira volta manterá o seu voto na segunda volta;
só se pode concluir, da distribuição acima feita das percentagens pelos candidatos, o seguinte:
os eleitores comunistas que votarem Jerónimo de Sousa na primeira volta, e os eleitores bloquistas que votarem Francisco Louçã, transferir-se-ão, na sua quase totalidade (88%), para Cavaco Silva;
isto é, será a esquerda da Esquerda (os eleitores de Jerónimo e Louçã) que elegerá Cavaco Silva ao cargo de Presidente da República.
Digam lá se isto não é mesmo uma grande batata política!
sexta-feira, 2 de setembro de 2005
UMA “ANÁLISE” MANIPULADORA
MAIS UMA PEÇA DE CAMPANHA
Pacheco Pereira, com razão ou sem ela (dou de barato este aspecto no que concerne à estratégia da campanha de Soares ), faz hoje esta prosa em que indirectamente acusa Mário Soares e seus companheiros de jornada (e aqui cabe uma enorme parte da Esquerda) de adoptarem uma conduta de campanha eleitoral em que se faz «terraplanagem moral» (dos candidatos, Cavaco e Soares) com a finalidade de – depois de ambos “igualados” nesse campo – propiciar a vitória de Soares com base no marketing (político e publicitário); na venda fácil da imagem sedutora de Soares…
… “para que nada mude”
… e para que «o mesmo Portugal que se diz não desejar» «fique tão sólido como betão».
Estas duas conclusões já me interessam mais e é sobre elas que quero pronuncia-me para dizer apenas o seguinte:
Não parece à turba que Mário Soares esteja na disposição de aceitar (e muito menos contribuir) para a “betonização” deste actual Portugal tecnocrático, negocista, merceeiro e insensível à pobreza real dos seus cidadãos.
O que Mário Soares quer é precisamente o contrário: é MUDAR esta forma maquinal de "o Poder de hoje" olhar para os cidadãos como se fossem meros números e parcelas de somar e subtrair.
Quem está satisfeito com o caminho actual trilhado pelos governos de Durão Barroso e José Sócrates, em que o que conta é apenas a economia, as empresas e o capital; transformando as pessoas, os portugueses e as portuguesas, em meros contribuintes fiscais; em apenas contribuintes fiscais com cada vez menos direitos sociais (direitos que se vêem diminuidos a cada dia que passa);
quem quer que este Portugal sem alma «fique tão sólido como betão»
é Aníbal Cavaco Silva.
É por isso que todos os arautos da Direita não se cansam de tentar desmobilizar o PS no apoio a Mário Soares dizendo que «Soares será um problema para o Governo» e que «para Sócrates é melhor que Cavaco venha a ser Presidente da República».
- Porque Cavaco tem a mesma visão tecnocrática e desalmada que hoje se pratica no exercício do Poder .
- E porque sabem que Mário Soares forçará uma mudança desta política de trituração dos direitos de cidadania e estará contra a "coisificação" dos portugueses.
As coisas, portanto, não são bem como Pacheco Pereira quer que sejam.
QUEM QUER “BETONAR” É A DIREITA – É CAVACO SILVA
E QUEM QUER MUDAR É A ESQUERDA – É MÁRIO SOARES
P.S. (post scriptum - não confundir com Partido Socialista) - Já quanto à estratégia da campanha de Soares: JPP pode até ter alguma razão; mas não será por aí que o gato irá às filhoses.
Pacheco Pereira, com razão ou sem ela (dou de barato este aspecto no que concerne à estratégia da campanha de Soares ), faz hoje esta prosa em que indirectamente acusa Mário Soares e seus companheiros de jornada (e aqui cabe uma enorme parte da Esquerda) de adoptarem uma conduta de campanha eleitoral em que se faz «terraplanagem moral» (dos candidatos, Cavaco e Soares) com a finalidade de – depois de ambos “igualados” nesse campo – propiciar a vitória de Soares com base no marketing (político e publicitário); na venda fácil da imagem sedutora de Soares…
… “para que nada mude”
… e para que «o mesmo Portugal que se diz não desejar» «fique tão sólido como betão».
Estas duas conclusões já me interessam mais e é sobre elas que quero pronuncia-me para dizer apenas o seguinte:
Não parece à turba que Mário Soares esteja na disposição de aceitar (e muito menos contribuir) para a “betonização” deste actual Portugal tecnocrático, negocista, merceeiro e insensível à pobreza real dos seus cidadãos.
O que Mário Soares quer é precisamente o contrário: é MUDAR esta forma maquinal de "o Poder de hoje" olhar para os cidadãos como se fossem meros números e parcelas de somar e subtrair.
Quem está satisfeito com o caminho actual trilhado pelos governos de Durão Barroso e José Sócrates, em que o que conta é apenas a economia, as empresas e o capital; transformando as pessoas, os portugueses e as portuguesas, em meros contribuintes fiscais; em apenas contribuintes fiscais com cada vez menos direitos sociais (direitos que se vêem diminuidos a cada dia que passa);
quem quer que este Portugal sem alma «fique tão sólido como betão»
é Aníbal Cavaco Silva.
É por isso que todos os arautos da Direita não se cansam de tentar desmobilizar o PS no apoio a Mário Soares dizendo que «Soares será um problema para o Governo» e que «para Sócrates é melhor que Cavaco venha a ser Presidente da República».
- Porque Cavaco tem a mesma visão tecnocrática e desalmada que hoje se pratica no exercício do Poder .
- E porque sabem que Mário Soares forçará uma mudança desta política de trituração dos direitos de cidadania e estará contra a "coisificação" dos portugueses.
As coisas, portanto, não são bem como Pacheco Pereira quer que sejam.
QUEM QUER “BETONAR” É A DIREITA – É CAVACO SILVA
E QUEM QUER MUDAR É A ESQUERDA – É MÁRIO SOARES
P.S. (post scriptum - não confundir com Partido Socialista) - Já quanto à estratégia da campanha de Soares: JPP pode até ter alguma razão; mas não será por aí que o gato irá às filhoses.
quinta-feira, 1 de setembro de 2005
UMA MÁ DECISÃO
Previsíveis consequências de uma má decisão.
Ficou-se a saber hoje que A pílula contraceptiva pode deixar de ser comparticipada. Em contrapartida, o Ministério da Saúde quer reforçar o acesso aos anticoncepcionais nos centros de saúde, onde são fornecidos gratuitamente, segundo a edição desta quinta-feira do Público. O Infarmed já se pronunciou a favor da descomparticipação, mas apenas com algumas garantias.
Eis, quanto a mim, as principais consequências que esta má decisão vai trazer:
1. Aumento substancial do número de consultas nos Centros de Saúde - é que nem me passa pela cabeça que quem receita a pílula e controla os seus efeitos a longo prazo não seja o médico mas sim a utente que a toma ou um funcionário do Centro de Saúde encarregado, em substituição do médico, da sua distribuição.
2. Aumento do número de gravidezes indesejadas, pois, certamente haverá utentes que, não tendo tempo para se dirigirem ao Centro de Saúde, não comprarão a pílula pagando-a a 100%.
3. Consequente aumento do número de abortos por gravidez indesejada, inflacionando mais ainda todo o chorrilho de problemas que esta questão tem suscitado na sociedade portuguesa.
4. Necessidade de aprovar a Lei do Aborto para que o aborto legal, a pedido da mulher, passe a ser um autêntico método anticoncepcional, método mais vantajoso que todos os outros, pois que, GRATUITO.
5. Aumento substancial das despesas do Ministério da Saúde que passará a pagar os abortos legais, a pedido da mulher, em hospitais e clínicas privadas, a um preço muitíssimo superior ao que gastaria comparticipando a pílula nos moldes actuais.
É nisto que dá, muitas vezes, os Governos terem uma visão estritamente economicista dos problemas sociais: aumenta-se a factura quando se pretendia a sua diminuição.
Estamos aqui para assistir ao desenrolar desta novela.
Ficou-se a saber hoje que A pílula contraceptiva pode deixar de ser comparticipada. Em contrapartida, o Ministério da Saúde quer reforçar o acesso aos anticoncepcionais nos centros de saúde, onde são fornecidos gratuitamente, segundo a edição desta quinta-feira do Público. O Infarmed já se pronunciou a favor da descomparticipação, mas apenas com algumas garantias.
Eis, quanto a mim, as principais consequências que esta má decisão vai trazer:
1. Aumento substancial do número de consultas nos Centros de Saúde - é que nem me passa pela cabeça que quem receita a pílula e controla os seus efeitos a longo prazo não seja o médico mas sim a utente que a toma ou um funcionário do Centro de Saúde encarregado, em substituição do médico, da sua distribuição.
2. Aumento do número de gravidezes indesejadas, pois, certamente haverá utentes que, não tendo tempo para se dirigirem ao Centro de Saúde, não comprarão a pílula pagando-a a 100%.
3. Consequente aumento do número de abortos por gravidez indesejada, inflacionando mais ainda todo o chorrilho de problemas que esta questão tem suscitado na sociedade portuguesa.
4. Necessidade de aprovar a Lei do Aborto para que o aborto legal, a pedido da mulher, passe a ser um autêntico método anticoncepcional, método mais vantajoso que todos os outros, pois que, GRATUITO.
5. Aumento substancial das despesas do Ministério da Saúde que passará a pagar os abortos legais, a pedido da mulher, em hospitais e clínicas privadas, a um preço muitíssimo superior ao que gastaria comparticipando a pílula nos moldes actuais.
É nisto que dá, muitas vezes, os Governos terem uma visão estritamente economicista dos problemas sociais: aumenta-se a factura quando se pretendia a sua diminuição.
Estamos aqui para assistir ao desenrolar desta novela.
terça-feira, 30 de agosto de 2005
QUE GRANDE CHATICE

«O furacão «Katrina» perdeu na segunda-feira grande parte do seu vigor e tornou-se numa tempestade tropical, embora permaneça perigoso, indicou o Centro Nacional de Furacões (NHC)».
É assim, neste tom fúnebre, que a imprensa relata este desgostoso acontecimento.
Mas resta ainda alguma esperança. É que a notícia também diz que «O 'Katrina' é actualmente uma tempestade tropical, mas os ventos fortes e as chuvas torrenciais continuam a ser um perigo».
Seria muito melhor se o Katrina, em vez de perder força, se tivesse revigorado em terra e devastasse completamente New Orleans e varresse literalmente do mapa o Estado do Mississippi onde só matou 54 pessoas.
– o que é isso para a imprensa sensacionalista sempre à espera de grandes desgraças para relatar? Peanuts, apenas peanuts.
Venham daí uns tsunamis valentes para animar essa malta da imprensa e então sim: teremos grandes parangonas noticiosas reveladoras do incansável afã dos jornalistas em dar a "Boa Nova" ao mundo.
A este mundo que está tão perigoso.
Editado às 10:31 AM do dia 3 de Setembro:
Deus satisfez o desejo da imprensa sensacionalistas e deu à catástrofe a dimensão que aquela esperava. Pena foi que Ele não se tivesse lembrado dos pobres de New Orleans. - Acontece -. Nem Ele é perfeito, está visto.
domingo, 28 de agosto de 2005
BOLAS PARA ISTO
Em futebol, como todos nós sabemos, José Mourinho tem trinta dedos de testa.
Mas basta ter dois dedos de testa, no que ao futebol diz respeito, para se ver, como aliás meio mundo vem demonstrando, que José Peseiro é incompetente.
E até mesmo um insuspeito "vago simpatizante", como se confessa Vital Moreira, se sente na obrigação de vir a público manifestar o seu descontentamento pela manutenção desse “cozinheiro” à frente da equipa técnica do Sporting.
No sábado passado, na edição da Record DEZ, Mourinho passou-se com os disparates de Peseiro e vai daí não esteve com meias medidas: disse que José Peseiro, ao dizer que «o Sporting é a equipa que melhor faz “pressão alta”», «está a confundir culinária com futebol».
Sejamos claros: Mourinho chamou burro, incompetente e palerma a José Peseiro.
E gozou claramente com ele e com os dirigentes do Sporting.
É que já se chegou ao ponto em que ninguém mais aguenta ficar calado.
Como é possível que se permita que José Peseiro continue a exercer um cargo para o qual, provadamente, não está minimamente preparado?
É que o coitado não percebe mesmo nada do que é ser treinador de futebol.
Bolas para isto!
Editado às 10:15 PM:
A vitória do Sporting, hoje, por 2-1, frente ao Marítimo, não disfarça minimamente a necessidade de substituição do treinador. A abissal diferença de qualidade dos dois contendores era suficiente para justificar o resultado. Os problemas surgem é quando o adversário tem valia equivalente à do Sporting. Nesses casos exige-se sempre uma mais-valia do treinador – coisa que o Sporting não tem – verificando-se então as derrotas humilhantes como as que têm acontecido.
Mas basta ter dois dedos de testa, no que ao futebol diz respeito, para se ver, como aliás meio mundo vem demonstrando, que José Peseiro é incompetente.
E até mesmo um insuspeito "vago simpatizante", como se confessa Vital Moreira, se sente na obrigação de vir a público manifestar o seu descontentamento pela manutenção desse “cozinheiro” à frente da equipa técnica do Sporting.
No sábado passado, na edição da Record DEZ, Mourinho passou-se com os disparates de Peseiro e vai daí não esteve com meias medidas: disse que José Peseiro, ao dizer que «o Sporting é a equipa que melhor faz “pressão alta”», «está a confundir culinária com futebol».
Sejamos claros: Mourinho chamou burro, incompetente e palerma a José Peseiro.
E gozou claramente com ele e com os dirigentes do Sporting.
É que já se chegou ao ponto em que ninguém mais aguenta ficar calado.
Como é possível que se permita que José Peseiro continue a exercer um cargo para o qual, provadamente, não está minimamente preparado?
É que o coitado não percebe mesmo nada do que é ser treinador de futebol.
Bolas para isto!
Editado às 10:15 PM:
A vitória do Sporting, hoje, por 2-1, frente ao Marítimo, não disfarça minimamente a necessidade de substituição do treinador. A abissal diferença de qualidade dos dois contendores era suficiente para justificar o resultado. Os problemas surgem é quando o adversário tem valia equivalente à do Sporting. Nesses casos exige-se sempre uma mais-valia do treinador – coisa que o Sporting não tem – verificando-se então as derrotas humilhantes como as que têm acontecido.
sábado, 27 de agosto de 2005
O PIOR APOIO
Segundo os cronistas desta noite, há uma tarja de "apoio" a Ricardo, o Mãos Furadas, no estádio da Luz, rezando o seguinte:
«LAGARTOS, RESPEITEM O RICARDO».
Ora bem:
a) Essas tarjas custam dinheiro.
b) Não se vê que interesse têm os adeptos do Benfica, conhecidos, aliás, como analfabetos compulsivos, congenitamente acéfalos e pobres de espírito por natureza, em gastar não pouco dinheiro para apoiar um guarda-redes do Sporting.
É claro que isso cheira a “trabalho” do empresário de Ricardo, que não sei quem seja, no sentido de “pressionar” os responsáveis de Alvalade no que respeita à decisão correcta (tardiamente tomada) de retirar o Mãos Furadas da baliza do Sporting.
É caso para dizer que "apoios" destes só servem para enterrar ainda mais o Frangueiro de Alvalade. E vindo esse "apoio" do próprio empresário de Ricardo, trata-se de um caso de selvático e inconsciente sadismo, e de uma manifestação inquestionável de pura burrice - de um primarismo confrangedor e pacóvio.
Coitado do Ricardo que tem um empresário de tão baixo nível intelectual.
Já não lhe bastava dar um frango por jogo; agora também é preciso lembrar isso nos campos de futebol dos adversários do Sporting.
«LAGARTOS, RESPEITEM O RICARDO».
Ora bem:
a) Essas tarjas custam dinheiro.
b) Não se vê que interesse têm os adeptos do Benfica, conhecidos, aliás, como analfabetos compulsivos, congenitamente acéfalos e pobres de espírito por natureza, em gastar não pouco dinheiro para apoiar um guarda-redes do Sporting.
É claro que isso cheira a “trabalho” do empresário de Ricardo, que não sei quem seja, no sentido de “pressionar” os responsáveis de Alvalade no que respeita à decisão correcta (tardiamente tomada) de retirar o Mãos Furadas da baliza do Sporting.
É caso para dizer que "apoios" destes só servem para enterrar ainda mais o Frangueiro de Alvalade. E vindo esse "apoio" do próprio empresário de Ricardo, trata-se de um caso de selvático e inconsciente sadismo, e de uma manifestação inquestionável de pura burrice - de um primarismo confrangedor e pacóvio.
Coitado do Ricardo que tem um empresário de tão baixo nível intelectual.
Já não lhe bastava dar um frango por jogo; agora também é preciso lembrar isso nos campos de futebol dos adversários do Sporting.
sexta-feira, 26 de agosto de 2005
E O NELSON, É BOM GUARDA-REDES?
Nelson não é um mau guarda-redes; mas também não é um bom guarda-redes.
O defeito principal de Nelson é que ele é lento a pensar. E por isso, é lento a agir. Costuma hesitar demasiadas vezes quando se lhe exigiria decisões rápidas e definitivas. Nos cantos e nos cruzamentos para a pequena área, por exemplo, fica muitas vezes a meio da viagem criando situações embaraçosas para toda a defesa e facilitando a vida aos atacantes adversários.
Concordo com alguém, que eu ouvi ou li, de que o que o Sporting precisava mesmo neste momento era de um Peter Schemeichel na baliza.
E como Peter Schmeichel já não joga, que tal a direcção do Sporting mostrar alguma inteligência fazendo-lhe um telefonema a pedir-lhe o conselho sobre que guarda-redes contratar para substituir o Mãos Furadas?!
Termino como comecei: o Nelson não é guarda-redes à altura do Sporting. Exige-se muito melhor. Nelson não tem suficiente fibra, agilidade e inteligência para defender a baliza do Sporting.
Mas mesmo que o Sporting encontrasse agora o tal Schmeichel de que necessita - permanecendo o incompetente José Peseiro como treinador – a mesma desgraça que tem acontecido continuaria a acontecer.
O que é preciso é enterrar de vez a “Dupla Infernal”.
O defeito principal de Nelson é que ele é lento a pensar. E por isso, é lento a agir. Costuma hesitar demasiadas vezes quando se lhe exigiria decisões rápidas e definitivas. Nos cantos e nos cruzamentos para a pequena área, por exemplo, fica muitas vezes a meio da viagem criando situações embaraçosas para toda a defesa e facilitando a vida aos atacantes adversários.
Concordo com alguém, que eu ouvi ou li, de que o que o Sporting precisava mesmo neste momento era de um Peter Schemeichel na baliza.
E como Peter Schmeichel já não joga, que tal a direcção do Sporting mostrar alguma inteligência fazendo-lhe um telefonema a pedir-lhe o conselho sobre que guarda-redes contratar para substituir o Mãos Furadas?!
Termino como comecei: o Nelson não é guarda-redes à altura do Sporting. Exige-se muito melhor. Nelson não tem suficiente fibra, agilidade e inteligência para defender a baliza do Sporting.
Mas mesmo que o Sporting encontrasse agora o tal Schmeichel de que necessita - permanecendo o incompetente José Peseiro como treinador – a mesma desgraça que tem acontecido continuaria a acontecer.
O que é preciso é enterrar de vez a “Dupla Infernal”.
REVOLUÇÃO EM ALVALADE?
Finalmente parece que tocou uma sineta lá pelos lados de Alvalade. Noticia-se que Ricardo, o da “Dupla Infernal”, vai ser substituído por Nelson, no próximo jogo do Sporting contra o Marítimo, sendo a recuperação psicológica do "Mãos Furadas" certamente uma tarefa de psiquiatras e psicólogos.
Falta ainda é enviar José Peseiro pela porta fora para ser acolhido por uma qualquer associação de apoio a pessoas com deficiência.
E Dias da Cunha? – perguntarão –. Dias da Cunha será contratado por uma cadeia de televisão, não só para falar dos célebres complots “das arbitragens” contra o Sporting, mas também para adivinhar o futuro dos resultados das partidas de futebol em função desses mesmos complots. Gaguejará, é certo, mas isso já não incomodará a nação sportinguista que finalmente terá uma equipa, um treinador e um presidente decentes.
Falta ainda é enviar José Peseiro pela porta fora para ser acolhido por uma qualquer associação de apoio a pessoas com deficiência.
E Dias da Cunha? – perguntarão –. Dias da Cunha será contratado por uma cadeia de televisão, não só para falar dos célebres complots “das arbitragens” contra o Sporting, mas também para adivinhar o futuro dos resultados das partidas de futebol em função desses mesmos complots. Gaguejará, é certo, mas isso já não incomodará a nação sportinguista que finalmente terá uma equipa, um treinador e um presidente decentes.
terça-feira, 23 de agosto de 2005
UMA DUPLA QUE AFINAL É TRIPLA
Já havia aquele grupo de pândegos que se chamava “Trio los Dos”.
Este grupo de pândegos do Sporting chama-se “Duo los Tres”.
Ei-los que se perfilam:



Pândego nº 1: Peseiro, o Monga da Segunda Circular - é tão inteligente, tão inteligente, que se engana sempre na táctica a seguir. Tem é uma grande vantagem sobre os outros treinadores; reparem na fotografia: ele vê o jogo de olhos fechados.
Pândego nº 2: Ricardo, o Mãos Furadas – é tão bom guarda-redes, tão bom, que sofre os golos com toda a naturalidade, demonstrando uma calma e uma insegurança impressionantes no seu posto. Dos três golos que "comeu", um foi uma grande penalidade por ele cometida; outro foi um habitual frangalhão de todo o tamanho; e o terceiro foi meio frango, ou, se quisermos: um franguinho).
Pândego nº 3: Dias da Cunha, o Gaguejador Mor – é tão bom dirigente, tão bom, tão bom, que consegue convencer todo o planeta sportinguistas de que a equipa pratica o melhor futebol do mundo, sendo uma vítima crónica de um vastíssimo complot “das arbitragens”.
No fim – já todos nós sabemos como foi:
UDINESE – 3 SPORTING –2
Este grupo de pândegos do Sporting chama-se “Duo los Tres”.
Ei-los que se perfilam:



Pândego nº 1: Peseiro, o Monga da Segunda Circular - é tão inteligente, tão inteligente, que se engana sempre na táctica a seguir. Tem é uma grande vantagem sobre os outros treinadores; reparem na fotografia: ele vê o jogo de olhos fechados.
Pândego nº 2: Ricardo, o Mãos Furadas – é tão bom guarda-redes, tão bom, que sofre os golos com toda a naturalidade, demonstrando uma calma e uma insegurança impressionantes no seu posto. Dos três golos que "comeu", um foi uma grande penalidade por ele cometida; outro foi um habitual frangalhão de todo o tamanho; e o terceiro foi meio frango, ou, se quisermos: um franguinho).
Pândego nº 3: Dias da Cunha, o Gaguejador Mor – é tão bom dirigente, tão bom, tão bom, que consegue convencer todo o planeta sportinguistas de que a equipa pratica o melhor futebol do mundo, sendo uma vítima crónica de um vastíssimo complot “das arbitragens”.
No fim – já todos nós sabemos como foi:
UDINESE – 3 SPORTING –2
PARTICULARIADES DA AJUDA EXTERNA
Esta não vai agradar a todos
Recebi-a por email, de uma pessoa amiga, e reza assim:
«A AJUDA AO DESENVOLVIMENTO É UM EXCELENTE MÉTODO
DE TRANSFERIR DINHEIRO DOS POBRES DOS PAÍSES RICOS,
PARA OS RICOS DOS PAÍSES POBRES »
Recebi-a por email, de uma pessoa amiga, e reza assim:
«A AJUDA AO DESENVOLVIMENTO É UM EXCELENTE MÉTODO
DE TRANSFERIR DINHEIRO DOS POBRES DOS PAÍSES RICOS,
PARA OS RICOS DOS PAÍSES POBRES »
ATENÇÃO GALERA
O ESPECTÁCULO VAI COMEÇAR


Logo mais, pela tarde-noite, em Udine, na Itália, a dupla infernal, Ricardo & Peseiro Lda, vai atacar tentando inscrever o nome do Sporting, em letras de oiro, nos Anais da História Contemporânea do Futebol.
Estaremos atentos a mais este feito histórico que a autista direcção do Sporting, presidida pelo gaguejador-mor, Dias de Cunha - o homem que justifica, anedoticamente, todos os desaires desportivos do clube culpando “as arbitragens” - se prepara para apresentar ao mundo.
Será logo mais à noitinha.


Logo mais, pela tarde-noite, em Udine, na Itália, a dupla infernal, Ricardo & Peseiro Lda, vai atacar tentando inscrever o nome do Sporting, em letras de oiro, nos Anais da História Contemporânea do Futebol.
Estaremos atentos a mais este feito histórico que a autista direcção do Sporting, presidida pelo gaguejador-mor, Dias de Cunha - o homem que justifica, anedoticamente, todos os desaires desportivos do clube culpando “as arbitragens” - se prepara para apresentar ao mundo.
Será logo mais à noitinha.
TROCA POR TROCA
O Governo preconiza a formação de uma Força Comum Europeia de Combate aos Incêndios Florestais.
Claro que é do interesse de Portugal que tal força exista dividindo assim pelos restantes países de União a factura do combate aos incêndios florestais.
Mas para fazer interessar os outros países de União na criação dessa Força, será preciso que eles também se transformem em imensos braseiros churrascantes, tal como Portugal orgulhosamente já é.
Para isso será preciso que Portugal envide, desde já, todos os esforços no sentido de exportar para o resto da União Europeia esta alta tecnologia de fogo posto que tão bem os portugueses sabem utilizar.
Claro que é do interesse de Portugal que tal força exista dividindo assim pelos restantes países de União a factura do combate aos incêndios florestais.
Mas para fazer interessar os outros países de União na criação dessa Força, será preciso que eles também se transformem em imensos braseiros churrascantes, tal como Portugal orgulhosamente já é.
Para isso será preciso que Portugal envide, desde já, todos os esforços no sentido de exportar para o resto da União Europeia esta alta tecnologia de fogo posto que tão bem os portugueses sabem utilizar.
segunda-feira, 22 de agosto de 2005
PREOCUPA-TE CONNOSCO Ó EUROPA
Noticia a TSF:
«MAI [Ministro da Administração Interna, António Costa] defende construção de avião bombardeiro de água europeu.»
Acho bem. A Europa deve preocupar-se muito em despejar água nos incêndios que os pirómanos portugueses, em total impunidade, desportivamente, ateiam, todos os Verões, de lés-a-lés, por este país fora.
É que se a Europa não fizer nada, Portugal fará a ameaça de exportar os fogos para lá e então ver-se-á se a Europa não começa logo a agir.
«MAI [Ministro da Administração Interna, António Costa] defende construção de avião bombardeiro de água europeu.»
Acho bem. A Europa deve preocupar-se muito em despejar água nos incêndios que os pirómanos portugueses, em total impunidade, desportivamente, ateiam, todos os Verões, de lés-a-lés, por este país fora.
É que se a Europa não fizer nada, Portugal fará a ameaça de exportar os fogos para lá e então ver-se-á se a Europa não começa logo a agir.
domingo, 21 de agosto de 2005
DOIS FENÓMENOS ESPANTOSOS
1) Pampilhosa da Serra deve ser a maior floresta do mundo. É que há dez anos (10) que Pampilhosa da Serra arde, todos os anos, de 1 a 31 de Agosto. Este ano não é excepção: todas as televisões do mundo têm passado imagens do gigantesco incêndio florestal que consome as infinitas matas de Pampilhosa da Serra. E o espanto do facto é que ainda há muita Pampilhosa onde deitar lume.
2) Os noticiários desta última madrugada deixavam-nos saber que havia quarenta fogos florestais (40) por controlar em Portugal. Sabendo-se, através dos vários noticiários sobre o caso, que a maioria dos incêndios é de origem criminosa, temos que concluir que o povo pirómano português não descansará enquanto não fizer arder a totalidade do País. E é nisso que reside o espanto: há um povo que quer churrascar-se à viva força não lhe importando o futuro, qualquer que ele seja; o importante mesmo é fazer fogo e deleitar-se com o espectáculo do fogo.
Coisa linda! Não é?!
2) Os noticiários desta última madrugada deixavam-nos saber que havia quarenta fogos florestais (40) por controlar em Portugal. Sabendo-se, através dos vários noticiários sobre o caso, que a maioria dos incêndios é de origem criminosa, temos que concluir que o povo pirómano português não descansará enquanto não fizer arder a totalidade do País. E é nisso que reside o espanto: há um povo que quer churrascar-se à viva força não lhe importando o futuro, qualquer que ele seja; o importante mesmo é fazer fogo e deleitar-se com o espectáculo do fogo.
Coisa linda! Não é?!
sexta-feira, 19 de agosto de 2005
ASSIM COMO ASSIM...
Esta semana comecei a ler jornais desportivos.
– Aquilo não tem nada de jeito para ler – dir-me-ão.
Pois é! Mas os outros jornais também não.
A propósito de desporto: viram por acaso aquele frangalhão da silva que o guarda-redes do Sporting, Ricardo, hoje deu contra o Belenenses?
Foi uma das partes da "Dupla Infernal" a dar o seu "contributo" para o resultado do Jogo. Esperemos que na próxima terça-feira a dupla não ande ainda melhor e enterre de vez as aspirações dos leões quanto à sua presença na Liga dos Campeões.
– Aquilo não tem nada de jeito para ler – dir-me-ão.
Pois é! Mas os outros jornais também não.
A propósito de desporto: viram por acaso aquele frangalhão da silva que o guarda-redes do Sporting, Ricardo, hoje deu contra o Belenenses?
Foi uma das partes da "Dupla Infernal" a dar o seu "contributo" para o resultado do Jogo. Esperemos que na próxima terça-feira a dupla não ande ainda melhor e enterre de vez as aspirações dos leões quanto à sua presença na Liga dos Campeões.
quarta-feira, 17 de agosto de 2005
LEITURAS DE FÉRIAS
Fui hoje dar um dos meus passeios habituais à Livraria FNAC do Chiado; e encontrei, a uma das esquinas daquelas ruas ladeadas de prateleiras com livros, um conjunto de três breves histórias do quotidiano, ficcionadas por um autor muito conhecido de meio mundo leitor - não direi, com pretensiosismo, “de meio mundo leitor de boas leituras”, mas direi: “de meio mundo leitor de autores interessantes”.
E a primeira história começa assim:
«No inicio de uma noite de Agosto, quando a maioria das pessoas já tinha abandonado o parque, dois homens ainda se defrontavam num tabuleiro de xadrez no pavilhão no extremo noroeste do jardim do Luxemburgo. A partida era seguida por uma boa dezena de espectadores, e com tanta concentração que, embora já estivesse quase na hora do aperitivo, ninguém queria deixar o local antes de a luta determinar um vencedor. O alvo do interesse da pequena multidão era o autor do desafio, o homem mais jovem, de cabelos pretos, face pálida e olhos escuros e altivos. Não dizia palavra e não deixava transparecer qualquer expressão, apenas fazia rolar de vez em quando um cigarro apagado entre os dedos e era, todo ele, a "nonchalance" em pessoa. Ninguém o conhecia e nunca o tinham visto jogar. E, no entanto, desde que se sentara para colocar as peças no tabuleiro, emanava da sua figura pálida, altiva e muda um magnetismo tão forte que todos que o viam ficavam subitamente com a inabalável certeza de se tratar de uma personalidade absolutamente excepcional, de um talento genial. Talvez fosse apenas o seu ar atraente e simultaneamente inatingível, a roupa elegante, o corpo bem constituído; talvez fosse a calma e a segurança dos seus gestos; ou talvez a aura de estranheza e singularidade que o envolvia - em todo o caso, e ainda antes de o primeiro peão ter sido lançado, já o público estava profundamente convencido de que este homem era um jogador de xadrez de primeira, aquele que iria cumprir o milagre secretamente desejado por todos de assistir à derrota do "matador" de xadrez local.»
Pelo acima transcrito, quem é que se aventura a tentar identificar este perfumado Patrick que tão bem escreve?
Outros livros comprados para férias:
O Fim da Aventura, de Graham Greene
O Outono em Pequim, de Boris Vian
Os Relógios de Einstein e os Mapas de Poincaré, de Peter Galison
BOA LEITURA PARA SI TAMBÉM
E a primeira história começa assim:
«No inicio de uma noite de Agosto, quando a maioria das pessoas já tinha abandonado o parque, dois homens ainda se defrontavam num tabuleiro de xadrez no pavilhão no extremo noroeste do jardim do Luxemburgo. A partida era seguida por uma boa dezena de espectadores, e com tanta concentração que, embora já estivesse quase na hora do aperitivo, ninguém queria deixar o local antes de a luta determinar um vencedor. O alvo do interesse da pequena multidão era o autor do desafio, o homem mais jovem, de cabelos pretos, face pálida e olhos escuros e altivos. Não dizia palavra e não deixava transparecer qualquer expressão, apenas fazia rolar de vez em quando um cigarro apagado entre os dedos e era, todo ele, a "nonchalance" em pessoa. Ninguém o conhecia e nunca o tinham visto jogar. E, no entanto, desde que se sentara para colocar as peças no tabuleiro, emanava da sua figura pálida, altiva e muda um magnetismo tão forte que todos que o viam ficavam subitamente com a inabalável certeza de se tratar de uma personalidade absolutamente excepcional, de um talento genial. Talvez fosse apenas o seu ar atraente e simultaneamente inatingível, a roupa elegante, o corpo bem constituído; talvez fosse a calma e a segurança dos seus gestos; ou talvez a aura de estranheza e singularidade que o envolvia - em todo o caso, e ainda antes de o primeiro peão ter sido lançado, já o público estava profundamente convencido de que este homem era um jogador de xadrez de primeira, aquele que iria cumprir o milagre secretamente desejado por todos de assistir à derrota do "matador" de xadrez local.»
Pelo acima transcrito, quem é que se aventura a tentar identificar este perfumado Patrick que tão bem escreve?
Outros livros comprados para férias:
O Fim da Aventura, de Graham Greene
O Outono em Pequim, de Boris Vian
Os Relógios de Einstein e os Mapas de Poincaré, de Peter Galison
BOA LEITURA PARA SI TAMBÉM
sábado, 13 de agosto de 2005
MEMÓRIAS CONTADAS (1)
Esta foi-me contada como sendo verídica por um ex-pára-quedista:
Um destacamento do exército colonial português prendera o chefe de uma aldeia em cujas imediações eram constantes as emboscadas às tropas portuguesas na Guiné, e submetera o homem a torturas várias no intuito de extrair dele confissões sobre os “turras” dessa aldeia.
Irritado com o obstinado silêncio do velho, o comandante mandou amarrá-lo a uma árvore, privado de qualquer alimento, e mesmo de água.
De vez em quando ia lá um tropa indagar da “vontade” do ancião em falar, e, regra geral, o soldado voltava com a mesma resposta: «continua a recusar falar, comandante».
Um dia depois este mandou obrigar o velhote a ingerir sal e continuou a aguardar a quebra da resistência do prisioneiro.
Passados dois dias, finalmente já moribundo, o prisioneiro confiou a um soldado que o fora interrogar: «falo sim senhor, mas com o senhor comandante».
O comandante, triunfante, dirigiu-se ao local onde mantinha o inimigo e encontrou um farrapo humano amarrado a uma árvore, única condição que ainda mantinha em pé o velhote.
- Então! Já quer falar ou ainda não? - indagou o comandante.
- Já quero falar, já - respondeu o torturado.
- E o que é que tem para me dizer? – volveu o comandante.
- PUTA QUE O PARIU!
E o ancião recebeu o tiro da misericórdia.
Um destacamento do exército colonial português prendera o chefe de uma aldeia em cujas imediações eram constantes as emboscadas às tropas portuguesas na Guiné, e submetera o homem a torturas várias no intuito de extrair dele confissões sobre os “turras” dessa aldeia.
Irritado com o obstinado silêncio do velho, o comandante mandou amarrá-lo a uma árvore, privado de qualquer alimento, e mesmo de água.
De vez em quando ia lá um tropa indagar da “vontade” do ancião em falar, e, regra geral, o soldado voltava com a mesma resposta: «continua a recusar falar, comandante».
Um dia depois este mandou obrigar o velhote a ingerir sal e continuou a aguardar a quebra da resistência do prisioneiro.
Passados dois dias, finalmente já moribundo, o prisioneiro confiou a um soldado que o fora interrogar: «falo sim senhor, mas com o senhor comandante».
O comandante, triunfante, dirigiu-se ao local onde mantinha o inimigo e encontrou um farrapo humano amarrado a uma árvore, única condição que ainda mantinha em pé o velhote.
- Então! Já quer falar ou ainda não? - indagou o comandante.
- Já quero falar, já - respondeu o torturado.
- E o que é que tem para me dizer? – volveu o comandante.
- PUTA QUE O PARIU!
E o ancião recebeu o tiro da misericórdia.
HÁ GOSTOS PARA TUDO
Deslumbrado com a Ilha Terceira, nos Açores, Vital Moreira acha que estas duas tetas vertendo leite são um "Lugar de Encanto".
quarta-feira, 10 de agosto de 2005
FINAL DA PARTIDA
SPORTING - 0
UDINESE - 1
Não há a menor dúvida de que José Peseiro é o melhor treinador de futebol do mundo.
Ele é memso a inteligência em pessoa.
Perante ele José Mourinho não passa de um reles aprendiz de feiticeiro.
Como se sabe, o que Peseiro tem feito aos comandos da equipa do Sporting é digno de figurar em todos os livros de recordes e em todos os anais do futebol.
E - coisa inédita! - Peseiro tem um comportamento que alguns acham bizarro mas que é muito apreciado nesse mundo único que é "O Mundo do Futebol". Se não vejamos:
1. Durante os jogos, torce-se como um doente de paralisia cerebral cativando com isso milhões de telespectadores sensíveis às deficiências dos humanos - espectadores que têm enchido os cofres de Alvalade com inscrições para sócios, sendo por isso que Dias da Cunha defende Peseiro com unhas e dentes, contra tudo e contra todos.
2. E depois das habituais derrotas estrondosas em jogos que era suposto ganhar, aparece à imprensa, todo lampeiro, com um sorriso de atrasado mental afivelado nos lábios, debitando as maiores banalidades como se nada fosse com ele.
Por tudo isso há já quem tenha tentado cloná-lo, com o sucesso, aliás, que se pode ver aqui em baixo, para oferecer esta raridade a outros clubes de futebol, não vá alguém lembrar-se de o raptar deixando o Sporting na orfandade deste verdadeiro pai das maiores anedotas que existem no futebol português.
Olhem para eles


Não são dignos da ovelha Dolly?
Nota: editado às 7:18 AM, de 13 de Agosto, para refazer o texto introduzindo a novidade da clonagem de Peseiro.
UDINESE - 1
Não há a menor dúvida de que José Peseiro é o melhor treinador de futebol do mundo.
Ele é memso a inteligência em pessoa.
Perante ele José Mourinho não passa de um reles aprendiz de feiticeiro.
Como se sabe, o que Peseiro tem feito aos comandos da equipa do Sporting é digno de figurar em todos os livros de recordes e em todos os anais do futebol.
E - coisa inédita! - Peseiro tem um comportamento que alguns acham bizarro mas que é muito apreciado nesse mundo único que é "O Mundo do Futebol". Se não vejamos:
1. Durante os jogos, torce-se como um doente de paralisia cerebral cativando com isso milhões de telespectadores sensíveis às deficiências dos humanos - espectadores que têm enchido os cofres de Alvalade com inscrições para sócios, sendo por isso que Dias da Cunha defende Peseiro com unhas e dentes, contra tudo e contra todos.
2. E depois das habituais derrotas estrondosas em jogos que era suposto ganhar, aparece à imprensa, todo lampeiro, com um sorriso de atrasado mental afivelado nos lábios, debitando as maiores banalidades como se nada fosse com ele.
Por tudo isso há já quem tenha tentado cloná-lo, com o sucesso, aliás, que se pode ver aqui em baixo, para oferecer esta raridade a outros clubes de futebol, não vá alguém lembrar-se de o raptar deixando o Sporting na orfandade deste verdadeiro pai das maiores anedotas que existem no futebol português.
Olhem para eles


Não são dignos da ovelha Dolly?
Nota: editado às 7:18 AM, de 13 de Agosto, para refazer o texto introduzindo a novidade da clonagem de Peseiro.
FIM DA PRIMEIRA-PARTE
SPORTING - 0
UDINESE – 1
Ou Deus esteve distraído ou não quis ouvir as nossas preces.
Mas estamos certos que aquela cabeça inteligente de Peseiro vai fazer alterações fantásticas à táctica e à disposição da equipa em campo, e então sim: vamos ter uma segunda-parte fabulosa do Sporting.
Que se lixe Deus! Temos José Peseiro.
UDINESE – 1
Ou Deus esteve distraído ou não quis ouvir as nossas preces.
Mas estamos certos que aquela cabeça inteligente de Peseiro vai fazer alterações fantásticas à táctica e à disposição da equipa em campo, e então sim: vamos ter uma segunda-parte fabulosa do Sporting.
Que se lixe Deus! Temos José Peseiro.
BENZEI COMIGO SPORTINGUITAS
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Benzei comigo porque daqui a pouco o Sporting vai jogar com os italianos da Udinese...
...contando com a dupla infernal do ano passado:
Ricardo & Peseiro, Lda.
Que Deus nos guarde.
Benzei comigo porque daqui a pouco o Sporting vai jogar com os italianos da Udinese...
...contando com a dupla infernal do ano passado:
Ricardo & Peseiro, Lda.
Que Deus nos guarde.
sábado, 6 de agosto de 2005
O DIA DA BARBÁRIE

A 6 de Agosto de 1945, faz hoje precisamente sessenta anos, os Estados Unidos inauguraram à escala planetária o uso das armas de destruição massiva que tanto fingem querer combater agora.
Com efeito, nesse dia, de bordo do avião militar, Enola Gay, era lançada sobre a cidade japonesa de Hiroshima e os seus inocentes habitantes a primeira bomba atómica que causou um dos maiores holocaustos até hoje vistos ao cimo da Terra - quarenta mil mortos (40.000). Há documentos que falam em oitenta mil.
Não contentes com essa barbárie inominável, os americanos repetiram a dose, passados dois dias, sobre a cidade japonesa de Nagasaki, provocando mais trinta mil (30.000) vítimas inocentes. Há também documentos que falam em setenta mil.
Serve esta lembrança não para comemorar o incomemorável, mas tão simplesmente para relembrar que a barbárie e o terrorismo têm raízes bem profundas, raízes que chegam bem longe onde certas mentes teimam em não querer chegar.
Tentou-se justificar a atitude americana - e tenta-se ainda hoje fazê-lo pois há quem nunca consiga engolir essa justificação - com o desespero que se apoderara da nação quando os kamikases japoneses fizeram despejar os seus aviões de combate, carregados de explosivos, sobre a esquadra americana do Pacífico (um alvo inteiramente militar).
Mas essa tentativa de justificação leva-nos a fazer algumas perguntas:
- Quanto desespero não estará na base dos inaceitáveis e condenáveis actos terroristas a que temos vindo a assistir desde a invasão do Iraque até hoje? (Isso para não irmos mais longe).
- Vamos por isso aceitar o terrorismo? Não!!!
Condenemos então a barbárie americana no Japão.
- Ou teremos que admitir que há desesperos legítimos e desesperos ilegítimos?
quarta-feira, 3 de agosto de 2005
CHURRASCADA EM PERSPECTIVA
Uma parte do exército da Guiné Bissau já se desligou da chefia de Tagmé Na Waié e autonomamente faz a protecção de Nino Vieira, com grande aparato, chegando a cortar o trânsito automóvel, todas as noites, na rua por que se acede à residência deste candidato eleitoral.
Resta saber se a outra parte do exército que ainda está com Tagmé Na Waié está pelos ajustes sendo capaz de entrar em confronto com os defensores de Nino Vieira.
Tudo parece indiciar, neste momento, a existência de preparativos para uma autêntica churrascada à moda da Guiné.
Aguardemos.
Até lá leia aqui mais sobre este assunto.
Resta saber se a outra parte do exército que ainda está com Tagmé Na Waié está pelos ajustes sendo capaz de entrar em confronto com os defensores de Nino Vieira.
Tudo parece indiciar, neste momento, a existência de preparativos para uma autêntica churrascada à moda da Guiné.
Aguardemos.
Até lá leia aqui mais sobre este assunto.
domingo, 31 de julho de 2005
O CURRÍCULO DE NINO VIEIRA
Transcrevo, com a devida vénia, um excerto deste artigo de luís Miguel Viana no Diário de Notícias de hoje:
«É muito provável que o regresso de Nino Vieira à Presidência da Guiné-Bissau signifique uma melhoria da situação económica do país e da sua estabilidade interna. Nino Vieira é um ladrão e um assassino, mas sabe mandar e atrair negócios. Colocará naquele desgraçado país um mínimo de ordem, normalizará as Forças Armadas (talvez à custa de mortes e de tortura, como no passado) e, mal se instale, começará a receber empresários no seu palácio em Bissau.»
Os realces no texto são de minha autoria e responsabilidade.
«É muito provável que o regresso de Nino Vieira à Presidência da Guiné-Bissau signifique uma melhoria da situação económica do país e da sua estabilidade interna. Nino Vieira é um ladrão e um assassino, mas sabe mandar e atrair negócios. Colocará naquele desgraçado país um mínimo de ordem, normalizará as Forças Armadas (talvez à custa de mortes e de tortura, como no passado) e, mal se instale, começará a receber empresários no seu palácio em Bissau.»
Os realces no texto são de minha autoria e responsabilidade.
FALTA DE ASSUNTO
Blá-blá-blá-blá-blá... pum!
Blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá... pum! pum!
Blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá…
... Piuuuuuuuu!
Blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá... pum! pum!
Blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá-blá…
... Piuuuuuuuu!
quinta-feira, 28 de julho de 2005
HÁ FESTA NA GUINÉ
Segundo o jornal Expresso On-line
«Considerando que se vive na Guiné-Bissau "um momento crucial da história do país", o CEMGFA [isto é, Tagmé Na Waié, o homem que jurou matar Nino Viera] avisa que o exército agirá "com firmeza e de forma pronta" contra quem quer que seja(*), em defesa dos valores da liberdade e independência dos guineenses.»
«Um grupo de fuzileiros do Batalhão da Marinha de Guerra começou, entretanto, a patrulhar algumas ruas do centro de Bissau, onde jovens apoiantes de «Nino» Vieira e de Bacai Sanhá se envolveram em confrontos, levando a uma intervenção da polícia para os dispersar.
Os fuzileiros mantêm uma espécie de cordão de divisão entre os apoiantes, na sua maioria jovens, das duas candidaturas.
O perímetro que dá acesso à residência do presidente da CNE, Malam Mané, está fortemente vigiado por fuzileiros navais, armados com espingardas e lança-foguetes (bazucas).»
Digam lá se há festa maior que esta para comemorar o resultado de umas eleições!?
(*) É importante reter esta frase de Tagmé Na Waié: «o exército agirá contra quem quer que seja».
«Considerando que se vive na Guiné-Bissau "um momento crucial da história do país", o CEMGFA [isto é, Tagmé Na Waié, o homem que jurou matar Nino Viera] avisa que o exército agirá "com firmeza e de forma pronta" contra quem quer que seja(*), em defesa dos valores da liberdade e independência dos guineenses.»
«Um grupo de fuzileiros do Batalhão da Marinha de Guerra começou, entretanto, a patrulhar algumas ruas do centro de Bissau, onde jovens apoiantes de «Nino» Vieira e de Bacai Sanhá se envolveram em confrontos, levando a uma intervenção da polícia para os dispersar.
Os fuzileiros mantêm uma espécie de cordão de divisão entre os apoiantes, na sua maioria jovens, das duas candidaturas.
O perímetro que dá acesso à residência do presidente da CNE, Malam Mané, está fortemente vigiado por fuzileiros navais, armados com espingardas e lança-foguetes (bazucas).»
Digam lá se há festa maior que esta para comemorar o resultado de umas eleições!?
(*) É importante reter esta frase de Tagmé Na Waié: «o exército agirá contra quem quer que seja».
quarta-feira, 27 de julho de 2005
GUINÉ – RESULTADOS ELEITORAIS
OU A CONJUGAÇÃO DO VERBO MATAR
A Comissão Nacional de Eleições da Guiné Bissau, não cumprindo o prazo estabelecido que termina hoje, adiou para o dia de amanhã a divulgação dos resultados das eleições presidenciais naquele território.
Mas a mesma Comissão Nacional de Eleições já fez saber que os resultados definitivos estão apurados.
Isto só quer dizer que, prevendo borrasca, metralha e mortes, a comissão Nacional de Eleições adiou a divulgação dos resultados com o intuito de permitir que se negoceie com o candidato perdedor e com os seus apoiantes a aceitação dos mesmo resultados.
Mas de nada vai valer esta pausa de 24 horas (que bem poderá ainda ser maior) - aquela gente não sabe fazer nada sem ser à força de balas e da eliminação física, uns dos outros.
É assim que funciona a política na Guiné Bissau. Lá, o verbo mais conjugado pelos "políticos" é:
Eu mato
Tu matas
Ele mata
Nós matamos
Vós matais
Eles matam.
A Comissão Nacional de Eleições da Guiné Bissau, não cumprindo o prazo estabelecido que termina hoje, adiou para o dia de amanhã a divulgação dos resultados das eleições presidenciais naquele território.
Mas a mesma Comissão Nacional de Eleições já fez saber que os resultados definitivos estão apurados.
Isto só quer dizer que, prevendo borrasca, metralha e mortes, a comissão Nacional de Eleições adiou a divulgação dos resultados com o intuito de permitir que se negoceie com o candidato perdedor e com os seus apoiantes a aceitação dos mesmo resultados.
Mas de nada vai valer esta pausa de 24 horas (que bem poderá ainda ser maior) - aquela gente não sabe fazer nada sem ser à força de balas e da eliminação física, uns dos outros.
É assim que funciona a política na Guiné Bissau. Lá, o verbo mais conjugado pelos "políticos" é:
Eu mato
Tu matas
Ele mata
Nós matamos
Vós matais
Eles matam.
segunda-feira, 25 de julho de 2005
CONFIRMADA A COBARDIA DO EX-VALENTÃO
O Diário de Notícias de hoje confirma aqui o que dissemos ontem de Alberto João Jardim na festa do Chão da Lagoa. Com efeito, aquele jornal escreve:
«Quanto à polémica com a comunidade chinesa, Jardim nem um som produziu. Jaime Ramos fez o serviço. Explicou que "aquilo" que Jardim disse -"não queremos chineses na Madeira" - é "aquilo" que todos pensam e não dizem. Sendo assim, "não podemos ter pessoas aí com produtos feitos por crianças de 10 anos".»
«Quanto à polémica com a comunidade chinesa, Jardim nem um som produziu. Jaime Ramos fez o serviço. Explicou que "aquilo" que Jardim disse -"não queremos chineses na Madeira" - é "aquilo" que todos pensam e não dizem. Sendo assim, "não podemos ter pessoas aí com produtos feitos por crianças de 10 anos".»
domingo, 24 de julho de 2005
QUEM PODE, PODE
EMBAIXADOR CHINÊS CALOU JARDIM
Ficou hoje confirmado: o embaixador chinês foi ao Funchal mandar calar Alberto João Jardim, quando este disse que não queria chineses na Madeira. E foi obedecido pelo troglodita local.
Quando se deu a deslocação do embaixador chinês ao Funchal dissemos que esperaríamos pela festa do PSD, do Chão da Lagoa, para sabermos se aquele embaixador conseguiria aquilo que ninguém - nenhum Governo, nenhum líder do PSD e nenhum Presidente da República - conseguira até hoje: fazer calar Alberto João Jardim.
Pois bem, a festa aconteceu hoje e, como habitualmente, Jardim debitou as suas conhecidas diatribes contra o “contenente”, contra Lisboa, contra os socialistas, contra a Constituição da República - mas não falou dos chineses; quem falou foi Jaime Ramos, que deu o recado, mas apenas para dizer que o que antes Jardim dissera dos chineses não constituía xenofobia nem racismo mas tratava-se apenas de uma tentativa de defender a economia da Madeira.
Jardim meteu de facto a viola no saco e o rabo entre as pernas, e não teve a coragem de voltar a dizer que não queria os chineses na Madeira.
Fica provado que é tendo poder e falando grosso que se consegue fazer-se ouvir e obedecer pelo primata da Madeira.
Ficou hoje confirmado: o embaixador chinês foi ao Funchal mandar calar Alberto João Jardim, quando este disse que não queria chineses na Madeira. E foi obedecido pelo troglodita local.
Quando se deu a deslocação do embaixador chinês ao Funchal dissemos que esperaríamos pela festa do PSD, do Chão da Lagoa, para sabermos se aquele embaixador conseguiria aquilo que ninguém - nenhum Governo, nenhum líder do PSD e nenhum Presidente da República - conseguira até hoje: fazer calar Alberto João Jardim.
Pois bem, a festa aconteceu hoje e, como habitualmente, Jardim debitou as suas conhecidas diatribes contra o “contenente”, contra Lisboa, contra os socialistas, contra a Constituição da República - mas não falou dos chineses; quem falou foi Jaime Ramos, que deu o recado, mas apenas para dizer que o que antes Jardim dissera dos chineses não constituía xenofobia nem racismo mas tratava-se apenas de uma tentativa de defender a economia da Madeira.
Jardim meteu de facto a viola no saco e o rabo entre as pernas, e não teve a coragem de voltar a dizer que não queria os chineses na Madeira.
Fica provado que é tendo poder e falando grosso que se consegue fazer-se ouvir e obedecer pelo primata da Madeira.
GRANDE IMBRÓGLIO, SEM DÚVIDA
Um leitor devidamente identificado dá-nos, por e-mail, esta importante achega para a compreensão do imbróglio político por que passa hoje a Guiné Bissau:
«A grande dúvida não será o que acontecerá após as eleições.
Para mim a grande dúvida será qual o papel dos dois “sub-capitães” de Nino (Ialá e Fadul) caso o ex-presidente ganhe.
E aí sim; teremos um triunvirato tipo romano em que só após a eliminação física dos outros dois o poder estabilizará? E qual será o papel dos militares. Esses mesmos que, como muito bem ressalva, um deles ameaçou matar Nino?
Guiné está numa encruzilhada tal que a Comunidade Internacional não se pode alhear.»
NOTA: Editado às 23:56 para identificar o autor do e-mail, que nos escreveu de novo autorizando-nos a fazê-lo: trata-se de Eugénio Almeida, do blogue Pululu.
«A grande dúvida não será o que acontecerá após as eleições.
Para mim a grande dúvida será qual o papel dos dois “sub-capitães” de Nino (Ialá e Fadul) caso o ex-presidente ganhe.
E aí sim; teremos um triunvirato tipo romano em que só após a eliminação física dos outros dois o poder estabilizará? E qual será o papel dos militares. Esses mesmos que, como muito bem ressalva, um deles ameaçou matar Nino?
Guiné está numa encruzilhada tal que a Comunidade Internacional não se pode alhear.»
NOTA: Editado às 23:56 para identificar o autor do e-mail, que nos escreveu de novo autorizando-nos a fazê-lo: trata-se de Eugénio Almeida, do blogue Pululu.
MAIS DESCGRAÇAS PARA A GUINÉ BISSAU?
Hoje é dia de eleições presidenciais na Guiné Bissau.
De um lado está o candidato Nino Vieira e do outro Malam Bacai Sanhá.
A campanha eleitoral, ao que rezam as crónicas, foi tensa com acusações graves de parte a parte. Pelo meio houve algumas mortes para apimentar a coisa.
O grande trunfo exibido por Malam Bacai, contra Nino, vem descrito no caderno “Internacional” do semanário Expresso (pg. 29):
«Eu nunca matei um adversário» - Esta é a frase lapidar atribuída a Bacai Sanhá.
Para o senhor da La Palice essa frase significa: “eu nunca matei ninguém, mas o Nino já matou”.
Belo currículo para um presidenciável. Belíssimo currículo para Nino se ele vier de novo a ser Presidente da Guiné Bissau.
Ao que consta, o chefe máximo do exército, Tagme Na Wai, apoia Malam Bacai. Como já disséramos anteriormente, Tagme Na Wai escapou ao fuzilamento em 1985 quando Nino mandou executar várias pessoas acusadas de tentativa de conspiração visando o seu derrube do poder. Como também se sabe, Tagme Na Wai, após escapar ao fuzilamento, terá jurado “um dia matar Nino Vieira”.
Pensem agora como será a convivência destes dois homens no poder, em Bissau, caso Nino seja hoje eleito Presidente.
Mas os problemas de Nino não se ficam por aí: apesar de ter apoiantes dentro do partido do poder, Nino tem ainda contra si a maioria dos deputados eleitos pelo PAIGC para o Parlamento da Guiné; e, mesmo que o actual executivo se demita, caberá ao PAIGC indicar outro Primeiro Ministro. Portanto, para tentar ter um Governo da sua confiança, Nino terá que dissolver o Parlamento e convocar novas eleições legislativas. Mas com que bases legais e com que argumentos políticos fará ele isso? E se o fizer, o exército ficará quietinho a abanar a cauda? E a facção anti-Nino, do PAIGC, ficará de rabo entre as pernas assistindo à sua própria aniquilação política?
Consta também que a segunda figura do exército é apoiante de Nino Vieira. Assim sendo, se Nino ganhar as eleições, ele terá ou não a tentação de, desta vez, cumprir a sentença que em 1985 decretara contra Tagme Na Wai eliminando-o fisicamente para poder ter a totalidade do exército nas mãos?
E se ganhar Malam Bacai Sanhá? É de crer que os apoiantes de Nino não aceitarão os resultados eleitorais e sairão para as ruas tentando aí legitimar o poder de Nino.
Conclusão: as piores previsões são capazes de se verificar após as eleições presidenciais na Guiné Bissau. Prevê-se que venha aí mais confusão, mais metralha, mais mortes e mais desgraça e pobreza.
Que Deus os perdoe.
De um lado está o candidato Nino Vieira e do outro Malam Bacai Sanhá.
A campanha eleitoral, ao que rezam as crónicas, foi tensa com acusações graves de parte a parte. Pelo meio houve algumas mortes para apimentar a coisa.
O grande trunfo exibido por Malam Bacai, contra Nino, vem descrito no caderno “Internacional” do semanário Expresso (pg. 29):
«Eu nunca matei um adversário» - Esta é a frase lapidar atribuída a Bacai Sanhá.
Para o senhor da La Palice essa frase significa: “eu nunca matei ninguém, mas o Nino já matou”.
Belo currículo para um presidenciável. Belíssimo currículo para Nino se ele vier de novo a ser Presidente da Guiné Bissau.
Ao que consta, o chefe máximo do exército, Tagme Na Wai, apoia Malam Bacai. Como já disséramos anteriormente, Tagme Na Wai escapou ao fuzilamento em 1985 quando Nino mandou executar várias pessoas acusadas de tentativa de conspiração visando o seu derrube do poder. Como também se sabe, Tagme Na Wai, após escapar ao fuzilamento, terá jurado “um dia matar Nino Vieira”.
Pensem agora como será a convivência destes dois homens no poder, em Bissau, caso Nino seja hoje eleito Presidente.
Mas os problemas de Nino não se ficam por aí: apesar de ter apoiantes dentro do partido do poder, Nino tem ainda contra si a maioria dos deputados eleitos pelo PAIGC para o Parlamento da Guiné; e, mesmo que o actual executivo se demita, caberá ao PAIGC indicar outro Primeiro Ministro. Portanto, para tentar ter um Governo da sua confiança, Nino terá que dissolver o Parlamento e convocar novas eleições legislativas. Mas com que bases legais e com que argumentos políticos fará ele isso? E se o fizer, o exército ficará quietinho a abanar a cauda? E a facção anti-Nino, do PAIGC, ficará de rabo entre as pernas assistindo à sua própria aniquilação política?
Consta também que a segunda figura do exército é apoiante de Nino Vieira. Assim sendo, se Nino ganhar as eleições, ele terá ou não a tentação de, desta vez, cumprir a sentença que em 1985 decretara contra Tagme Na Wai eliminando-o fisicamente para poder ter a totalidade do exército nas mãos?
E se ganhar Malam Bacai Sanhá? É de crer que os apoiantes de Nino não aceitarão os resultados eleitorais e sairão para as ruas tentando aí legitimar o poder de Nino.
Conclusão: as piores previsões são capazes de se verificar após as eleições presidenciais na Guiné Bissau. Prevê-se que venha aí mais confusão, mais metralha, mais mortes e mais desgraça e pobreza.
Que Deus os perdoe.
terça-feira, 19 de julho de 2005
RIR É O MELHOR REMÉDIO
Socorro-me deste antigo título de uma secção das Selecções do Reader’s Digest para abordar o seguinte assunto:
Carlos Gervásio Tavares e Amílcar Botelho Santos, cada um por sua vez, enviaram-me um email verberando o conteúdo do texto satírico publicado aqui em baixo sob o título "Cabo Verde".
Carlos Gervásio pede a publicação do que escreve, mas há-de desculpar-me não lhe satisfazer o pedido pois em cada três palavras, duas são obscenidades contra o autor da sátira.
Já Amílcar Botelho é um pouco menos desbocado, mas como não se pronuncia sobre se devo ou não dar à estampa a sua prosa, limito-me a dizer que, no entanto, acaba por cometer o mesmo erro que Carlos: ambos têm imensa dificuldade em compreender o papel da sátira e - longe de admitirem que o texto de Emmanöel Karl D'Oliveiren é oportuno e desempenha em pleno a sua função – sentiram-se profundamente ofendidos com o "turista bandido" que resolveu falar tão mal da sua querida Praia.
É preciso lembrar aos dois (e a mais uns quantos que têm a mesma posição mas não a manifestam) que a sátira é um género que usa uma linguagem corrosiva e implacável, sendo utilizada por aqueles que demonstram a sua capacidade de indignação, de forma divertida, para fulminar abusos; castigar, rindo, os costumes; denunciar determinados defeitos; melhorar situações aberrantes; vingar injustiças… Umas vezes é brutal, outras mais subtil. E tem por finalidade despertar consciências para certas anormalidades sem nunca pretender ofender seja quem for.
O literato brasileiro, Roberto de Sousa Causo é claro quando escreve:
«A sátira é um género relativamente difícil. Sua estratégia é levantar o que há de bizarro ou censurável na sociedade, retirando o leitor do "conformismo" de pensar que a realidade em que vive é "normal" e inalterável. Os excessos são bem vindos nessa tarefa, e as melhores sátiras são as que lidam melhor com uma "economia de excessos" que incluem linguagem, enredo, e caracterização dos personagens.»
Helena Vasconcelos, por sua vez escreve:
«Todos nós sabemos que não há nada como o riso para enfrentar os momentos mais terríveis da vida e da História, uma vez que a sátira é a única forma inteligente de lidarmos com a tragédia.»
Ora bem, acho que me cumpre dizer agora o que penso do texto em causa e porquê o publiquei.
Penso que o texto do Emmanöel cumpre na perfeição a função de denúncia de várias situações anormais que constituem a “normalidade” da vida na cidade da Praia e que se desejaria que fossem alteradas:
1. É verdade a actividade no mínimo curiosa dos “bagageiros” no aeroporto da Praia.
2. É verdade que as bagagens costumam sofrer atrasos significativos na chegada; por vezes três a quatro dias (o que é muito para quem vai, por exemplo, passar uma semana).
3. É verdade que as estradas são más; que há carros caros e em bom número; e que o fosso entre “ricos” e pobres é gritante.
4. É verdade que as lojas chinesas estão em toda a parte e que os produtos chineses sendo baratos são também facilmente perecíveis.
5. Toda a gente sabe que há bares e cafés de todo o género e com todos os graus possíveis de higiene e que há funcionários públicos que os frequentam regularmente durante as horas normais de serviço.
6. O furto por esticão é frequente e às vezes a vítima é maltratada.
7. Os “vendedores ambulantes”, mais propriamente os chamados “mandjacos”, pululam na cidade e fazem a cabeça em água a qualquer pessoa com ar de turista que tenha a infeliz ideia de se sentar numa esplanada ou de ir à praia. Vendem de tudo: canivetes, óculos, imitações de relógios de marca, etc., etc..
8. O tratamento do lixo, quer pelas autarquias, quer sobretudo pela população de Santiago (aqui não é só na Praia), é extremamente deficiente. A paisagem do lado esquerdo da estrada que liga a Praia a São Domingos é um exemplo acabado de agressão ecológica com a sua exposição monumental de embalagens e sacos de plástico de todas as cores e tamanhos, atirados ao vento, cobrindo a paisagem, presos contra os ramos de milhares de arbustos espinhosos, numa longa extensão de quilómetros.
Se para dizer estas verdades Emmanöel resolveu usar a sátira, que tem uma eficácia terrível – como, aliás, estamos a ver pelas reacções havidas – acho que escolheu bem esse meio eficaz de se fazer ouvir por quem ele pretendeu interpelar; e foi por isso e para isso mesmo que esse texto foi aqui publicado.
Àqueles que o não compreenderam e àqueles que teimam em não compreendê-lo só me resta desejar uma boa digestão. E lembrar-lhes uma coisa: um pouco de frieza na análise pode fazer muito pela inteligência das pessoas. Não vale a pena praguejar. Essa atitude é própria de mentes primárias que se manifestam em função da emoção em vez da razão.
Sendo o texto satírico em causa datado do ano de 2003 é natural que esteja desactualizado.
Talvez a cidade da Praia de hoje seja uma autêntica Singapura.
Quem sabe?!...
Carlos Gervásio Tavares e Amílcar Botelho Santos, cada um por sua vez, enviaram-me um email verberando o conteúdo do texto satírico publicado aqui em baixo sob o título "Cabo Verde".
Carlos Gervásio pede a publicação do que escreve, mas há-de desculpar-me não lhe satisfazer o pedido pois em cada três palavras, duas são obscenidades contra o autor da sátira.
Já Amílcar Botelho é um pouco menos desbocado, mas como não se pronuncia sobre se devo ou não dar à estampa a sua prosa, limito-me a dizer que, no entanto, acaba por cometer o mesmo erro que Carlos: ambos têm imensa dificuldade em compreender o papel da sátira e - longe de admitirem que o texto de Emmanöel Karl D'Oliveiren é oportuno e desempenha em pleno a sua função – sentiram-se profundamente ofendidos com o "turista bandido" que resolveu falar tão mal da sua querida Praia.
É preciso lembrar aos dois (e a mais uns quantos que têm a mesma posição mas não a manifestam) que a sátira é um género que usa uma linguagem corrosiva e implacável, sendo utilizada por aqueles que demonstram a sua capacidade de indignação, de forma divertida, para fulminar abusos; castigar, rindo, os costumes; denunciar determinados defeitos; melhorar situações aberrantes; vingar injustiças… Umas vezes é brutal, outras mais subtil. E tem por finalidade despertar consciências para certas anormalidades sem nunca pretender ofender seja quem for.
O literato brasileiro, Roberto de Sousa Causo é claro quando escreve:
«A sátira é um género relativamente difícil. Sua estratégia é levantar o que há de bizarro ou censurável na sociedade, retirando o leitor do "conformismo" de pensar que a realidade em que vive é "normal" e inalterável. Os excessos são bem vindos nessa tarefa, e as melhores sátiras são as que lidam melhor com uma "economia de excessos" que incluem linguagem, enredo, e caracterização dos personagens.»
Helena Vasconcelos, por sua vez escreve:
«Todos nós sabemos que não há nada como o riso para enfrentar os momentos mais terríveis da vida e da História, uma vez que a sátira é a única forma inteligente de lidarmos com a tragédia.»
Ora bem, acho que me cumpre dizer agora o que penso do texto em causa e porquê o publiquei.
Penso que o texto do Emmanöel cumpre na perfeição a função de denúncia de várias situações anormais que constituem a “normalidade” da vida na cidade da Praia e que se desejaria que fossem alteradas:
1. É verdade a actividade no mínimo curiosa dos “bagageiros” no aeroporto da Praia.
2. É verdade que as bagagens costumam sofrer atrasos significativos na chegada; por vezes três a quatro dias (o que é muito para quem vai, por exemplo, passar uma semana).
3. É verdade que as estradas são más; que há carros caros e em bom número; e que o fosso entre “ricos” e pobres é gritante.
4. É verdade que as lojas chinesas estão em toda a parte e que os produtos chineses sendo baratos são também facilmente perecíveis.
5. Toda a gente sabe que há bares e cafés de todo o género e com todos os graus possíveis de higiene e que há funcionários públicos que os frequentam regularmente durante as horas normais de serviço.
6. O furto por esticão é frequente e às vezes a vítima é maltratada.
7. Os “vendedores ambulantes”, mais propriamente os chamados “mandjacos”, pululam na cidade e fazem a cabeça em água a qualquer pessoa com ar de turista que tenha a infeliz ideia de se sentar numa esplanada ou de ir à praia. Vendem de tudo: canivetes, óculos, imitações de relógios de marca, etc., etc..
8. O tratamento do lixo, quer pelas autarquias, quer sobretudo pela população de Santiago (aqui não é só na Praia), é extremamente deficiente. A paisagem do lado esquerdo da estrada que liga a Praia a São Domingos é um exemplo acabado de agressão ecológica com a sua exposição monumental de embalagens e sacos de plástico de todas as cores e tamanhos, atirados ao vento, cobrindo a paisagem, presos contra os ramos de milhares de arbustos espinhosos, numa longa extensão de quilómetros.
Se para dizer estas verdades Emmanöel resolveu usar a sátira, que tem uma eficácia terrível – como, aliás, estamos a ver pelas reacções havidas – acho que escolheu bem esse meio eficaz de se fazer ouvir por quem ele pretendeu interpelar; e foi por isso e para isso mesmo que esse texto foi aqui publicado.
Àqueles que o não compreenderam e àqueles que teimam em não compreendê-lo só me resta desejar uma boa digestão. E lembrar-lhes uma coisa: um pouco de frieza na análise pode fazer muito pela inteligência das pessoas. Não vale a pena praguejar. Essa atitude é própria de mentes primárias que se manifestam em função da emoção em vez da razão.
Sendo o texto satírico em causa datado do ano de 2003 é natural que esteja desactualizado.
Talvez a cidade da Praia de hoje seja uma autêntica Singapura.
Quem sabe?!...
domingo, 17 de julho de 2005
PARA QUE SERVE O EXÉRCITO DA GUINÉ?
Serve para tudo. Talvez só não sirva para defender o país de uma invasão estrangeira como, aliás, se viu há tempos quando os senegaleses entraram por lá adentro em Bissau e fizeram o que bem entenderam.
No passado recente já víramos um levantamento militar com sequestro do Governo e ameaça de golpe de Estado apenas para exigir o pagamento de salários em atraso.
Ontem cerca de vinte militares pegaram em armas para exigirem a resolução imediata do problema do familiar de um deles que fora detido pela polícia. Pelo sim pelo não, abriram fogo contra a polícia e lá se deu o habitual - eu diria mesmo: lá se deu o necessário na Guiné – dois mortinhos para vincar bem que aquilo não era uma brincadeira.
Qualquer dia (se não o fazem já e a gente é que não sabe) os militares guineenses usarão as armas para fazerem “levantamentos” bancários, “comprarem” carros gratuitamente e obterem crédito ilimitado no comércio local, fazerem pedidos de casamento, etc., etc..
De facto não pode ser a Guiné aquilo a que verdadeiramente se denomina de País enquanto tiver esse simulacro de elite local completamente analfabeta, irresponsável e sanguinária, como são os militares que formam o seu exército.
É que aquilo não é propriamente um exército; é uma choldra; um bando armado que tem o poder político e a população da Guiné sob chantagem, sequestro e ameaças várias.
Só será possível meter a Guiné-Bissau na linha se a Comunidade Internacional resolver tomar a seu cargo a tarefa de desarmar esse bando de patifes e permitir que a sociedade guineense se reorganize da base, começando por privilegiar a educação dos jovens e a organização do trabalho.
De outro modo, a única solução seria permitir que o território da Guiné fosse repartido pelos países vizinhos que se encarregariam de meter na ordem esses bandidos do gatilho.
No passado recente já víramos um levantamento militar com sequestro do Governo e ameaça de golpe de Estado apenas para exigir o pagamento de salários em atraso.
Ontem cerca de vinte militares pegaram em armas para exigirem a resolução imediata do problema do familiar de um deles que fora detido pela polícia. Pelo sim pelo não, abriram fogo contra a polícia e lá se deu o habitual - eu diria mesmo: lá se deu o necessário na Guiné – dois mortinhos para vincar bem que aquilo não era uma brincadeira.
Qualquer dia (se não o fazem já e a gente é que não sabe) os militares guineenses usarão as armas para fazerem “levantamentos” bancários, “comprarem” carros gratuitamente e obterem crédito ilimitado no comércio local, fazerem pedidos de casamento, etc., etc..
De facto não pode ser a Guiné aquilo a que verdadeiramente se denomina de País enquanto tiver esse simulacro de elite local completamente analfabeta, irresponsável e sanguinária, como são os militares que formam o seu exército.
É que aquilo não é propriamente um exército; é uma choldra; um bando armado que tem o poder político e a população da Guiné sob chantagem, sequestro e ameaças várias.
Só será possível meter a Guiné-Bissau na linha se a Comunidade Internacional resolver tomar a seu cargo a tarefa de desarmar esse bando de patifes e permitir que a sociedade guineense se reorganize da base, começando por privilegiar a educação dos jovens e a organização do trabalho.
De outro modo, a única solução seria permitir que o território da Guiné fosse repartido pelos países vizinhos que se encarregariam de meter na ordem esses bandidos do gatilho.
sábado, 16 de julho de 2005
CABO VERDE
O Paralelo 14 publicou o seguinte texto satírico que reproduzo sem comentários:
NOTAS DE UM TURISTA DE PASSAGEM PELA PRAIA NO ANO DA GRAÇA DE 2003
Eu gostar muito de Cabo Verde, gente muito dinâmica. Chegada aeroporto de capital tem muito actividade cultural, taxistas discutir muito alto, fingir brigar e dar soco para ver quem levar para hotel. Bagageiro só ajudar branco, juntar quatro na um, somente para colocar na táxi e cada cobrar pouco dinheiro.
Milior viajar com dois conjunto roupa vestido e não esquecer canivete de Suíça, por vezes bagagi só chega na hora de voltar casa. Remédios, óculos, escova de dentes, agenda, telemóvel, máquina fotografia, calcinha, truz, bom sandálias, repelente de mosquito, computador, meia, toalhas, equipamento de mergulho, saco-dormir, tenda, pranchas de surf, etc. que fazem falta no tudo dia de uma curta estadia devem ficar como bagagem de mão. Esta situação ser muito divertido e ser grande experiência e grande oferta turística às ilhas paradisíacas do atlântico: Venham, venham às ilhas das aventuras sem controlo...
Praia tem mau estrada mas bonitos carros. Sempre limpo, muito lavar na rua. Existir carro estado, carro emigrante, carro cooperante carro padaria e carro normal, tudo custar muito caro, provar que Cabo Verde não tem pitroli mas tem muito dinheiro e esquemas. Gente pobre sem casa nem comida não reclamar, confortado, gostar ver gente importante e rico feliz a brincar com big jeep, moto de água, barco e colecção de casa.
Centro histórico de capital pouco ano mais virar chinatown ou china-trade-center. Muito negócio chinês desenvolver ali com bom comércio. Chinês vender produto cabale mas sempre balato, por isso cliente não queixar quando gerente de loja chintar e por pé riba balcão, comer frente tudo mundo, compor peixe na passeio, desconfiar de tudo gente que compra e sanhar neles.
Programa de bar ser muito variado em Cabo Verde. Anda cada vinte metro encontrar um. Possuir grande colecção de bar como bar-quiosque, bar-explanada, bar-ristorante, bar-escola, bar-jardim, bar-desporto, bar-hotel, bar-bar, bar-rulote, bar-bidon, bar-ambulante, bar-infantil, bar-liceu, bar-despertador, bar-disco, bar-confusao, bar-vizinho, bar-boite, bar-pub, bar-cantina, bar-escritorio, bar-becue, bar-praia, bar-praça, bar-ulho, etc. Tudo junto dividido em três grande categoria: 1-com casa de banho sem água; 2- sem casa de banho com água e; 3- sem casa de banho nem água. Todos com hora de abrir e sem hora de fechar, vontade de cliente manda sempre.
Café-bar sempre cheio de funcionários de Estado na hora de expediente. Eles falar necessário discontrair porque muito trabalho mas pouco dinheiro. Igualmente bom organização para beber café, quem mais ganhar, mais tempo lá ficar. Somente contínuo, serventa, chofer e guarda ficar na escritório porque possível ser necessário resolver problema urgente e importante e aguentar a barra.
Cabo Verde é rei-di-sabi como falar os nativos. Quando caminhar isolado, possível encontrar ladrão que não mata, só maltrata. Quebrar apenas cabeça e corta mão para levar pequena mochila com documento, câmara digital e pouco dinheiro. Ladrão muito experto, policia nunca conhecer, gostar usar grande paralelo e pequeno camuga.
Na estrada genti sempre sorridente gritar: boleeeeia, boleeeeia..... Nós contente responder Hellooo!!! e cumprimentar com mão e eles responder: bamocabumaaaai. Possível isso significar boa viagem na língua crioula moderna, eu não encontrar nada na dicionário.
Bom hospital, igual antigamente para preservação da tradição. Muito paciente-doente mas pouco doutor-paciente. Telefone urgência não funcionar, expecial para doente andar banco de boleia ou de Hiace. Ambulância bom só para levar Dr casa para jantar antes de novela.
Animação ser a toda a hora, na rua, na praça, dentro restaurante, na praia, etc. Não possível andar, nadar, comer, bronzear ou dormir sem ajuda de simpáticos vendedores, sempre a oferecer negócio. Possível comprar rolex, rayban, marfim, navalha pontimola, spray-gas, pistola 6.35, corta-unhas, padjinha, bracelete, AX, gajas, totó, brinco, gajos, crack e mentolato.
Democracia muito bom funcionar em Cabo Verde. Bandido ter igual direito que tudo mundo, sofre acidente de trabalho, vai televisão demonstrar descontentamento. Quando fugir di cadeia nunca mostrar foto na jornal ou tv, tem sempre facilidade na rua, banco, esquadra, tribunal, parlamento e governo. Quando mata genti, jornal somente mostrar foto de morto, não possível conhecer quem fez crime. Direitos humanos sempre garantido para coitado de criminoso. Bom cidadão não necessário protecção de lei, deus tomar conta.
Aqui não possível andar sem camisa, mesmo na cidade perto mar e com muito calor, mas possível tirar mangueira urinaria e chichir em qualquer lado: rua, praça, escola, campo jogo e parede de casa. Para pupur de dia andar rápido para dentro de pardieiro, trás de casa ou cobon mais perto, de noite possível debaixo de qualquer poste de luz apagado, ca tem problema.
Mercado e ruas muito bonito, muito cor, muito vida, muito barulho e muito lixo. Sociedade tem bom organização para lixo. Sempre Fazer selecção para reciclagem. Pedra, caixote, pineu vai para dentro de contentor e depois para lixeira. Fraldas de criança e penso de mulher, catchorr brinca com ele na rua. Saco plástico e garrafa de água vai na vento para decorar becos e ladeiras. Cabras e vacas urbanas comer tudo papel. Garrafas di cerveja quebra na calcetada para cortar pés e depois misturar com terra outra vez. Genti pobre cata resto di comida para pork, mais coitado ainda e doido comer para não morrer di fomi... portanto nada perde, igual Europa. Possível um pouco melhor porque resto andar lume e ser transformado em fumo que vai ajudar grande países poluir atmosfera.
Policia fazer muito bom trabalho na trânsito. Mandar parar sempre mulheres ou genti qui parecer dreto. Não perde tempo em parar vassalados qui não paga multa ou qui arranja confusão. Não é pirmitido andar sem seguro de carro, mas no problems si travão não existe, si piscapisca não funciona, si matricula caiu ou si pineu está careca. Igualmente não problema quando material construção dentro de estrada e caboco estar ali sem sinal. Condutor parar meio estrada para longa conversa, gente muito educada esperar na bicha com paciência para não interromper. Andar sem cinto di segurança pagar multa di dez conto, com excepção de quem viajar na carroçaria a fingir di carga. Policia igualmente rigorosa com conversa na telemóvel quando guiar carro, mas si pegar garrafa di cerveja ou torresma, eles falar catemproblema, país pobre, pecador necessário gozar també.
Quando voltar meu terra, eu falar toda gente que Cabo Verde ser sabi, um paraíso estranho onde necessário muito dinheiro e paciência, bom compreender cultura e tradição, non tirar gente foto sem pagar, melhor também não virar doente ou dar pancada. Muitas vezes gente falar na rua "branco! bai bo terra", eu compreender isso significar "welcome" ou "nice to meet you" ou "thank you for your help"... outra vez eu nada encontrar na dicionário.
Emmanöel Karl D'Oliveiren
(in :www.paralelo14.com)
Praia, Maio 2003
NOTAS DE UM TURISTA DE PASSAGEM PELA PRAIA NO ANO DA GRAÇA DE 2003
Eu gostar muito de Cabo Verde, gente muito dinâmica. Chegada aeroporto de capital tem muito actividade cultural, taxistas discutir muito alto, fingir brigar e dar soco para ver quem levar para hotel. Bagageiro só ajudar branco, juntar quatro na um, somente para colocar na táxi e cada cobrar pouco dinheiro.
Milior viajar com dois conjunto roupa vestido e não esquecer canivete de Suíça, por vezes bagagi só chega na hora de voltar casa. Remédios, óculos, escova de dentes, agenda, telemóvel, máquina fotografia, calcinha, truz, bom sandálias, repelente de mosquito, computador, meia, toalhas, equipamento de mergulho, saco-dormir, tenda, pranchas de surf, etc. que fazem falta no tudo dia de uma curta estadia devem ficar como bagagem de mão. Esta situação ser muito divertido e ser grande experiência e grande oferta turística às ilhas paradisíacas do atlântico: Venham, venham às ilhas das aventuras sem controlo...
Praia tem mau estrada mas bonitos carros. Sempre limpo, muito lavar na rua. Existir carro estado, carro emigrante, carro cooperante carro padaria e carro normal, tudo custar muito caro, provar que Cabo Verde não tem pitroli mas tem muito dinheiro e esquemas. Gente pobre sem casa nem comida não reclamar, confortado, gostar ver gente importante e rico feliz a brincar com big jeep, moto de água, barco e colecção de casa.
Centro histórico de capital pouco ano mais virar chinatown ou china-trade-center. Muito negócio chinês desenvolver ali com bom comércio. Chinês vender produto cabale mas sempre balato, por isso cliente não queixar quando gerente de loja chintar e por pé riba balcão, comer frente tudo mundo, compor peixe na passeio, desconfiar de tudo gente que compra e sanhar neles.
Programa de bar ser muito variado em Cabo Verde. Anda cada vinte metro encontrar um. Possuir grande colecção de bar como bar-quiosque, bar-explanada, bar-ristorante, bar-escola, bar-jardim, bar-desporto, bar-hotel, bar-bar, bar-rulote, bar-bidon, bar-ambulante, bar-infantil, bar-liceu, bar-despertador, bar-disco, bar-confusao, bar-vizinho, bar-boite, bar-pub, bar-cantina, bar-escritorio, bar-becue, bar-praia, bar-praça, bar-ulho, etc. Tudo junto dividido em três grande categoria: 1-com casa de banho sem água; 2- sem casa de banho com água e; 3- sem casa de banho nem água. Todos com hora de abrir e sem hora de fechar, vontade de cliente manda sempre.
Café-bar sempre cheio de funcionários de Estado na hora de expediente. Eles falar necessário discontrair porque muito trabalho mas pouco dinheiro. Igualmente bom organização para beber café, quem mais ganhar, mais tempo lá ficar. Somente contínuo, serventa, chofer e guarda ficar na escritório porque possível ser necessário resolver problema urgente e importante e aguentar a barra.
Cabo Verde é rei-di-sabi como falar os nativos. Quando caminhar isolado, possível encontrar ladrão que não mata, só maltrata. Quebrar apenas cabeça e corta mão para levar pequena mochila com documento, câmara digital e pouco dinheiro. Ladrão muito experto, policia nunca conhecer, gostar usar grande paralelo e pequeno camuga.
Na estrada genti sempre sorridente gritar: boleeeeia, boleeeeia..... Nós contente responder Hellooo!!! e cumprimentar com mão e eles responder: bamocabumaaaai. Possível isso significar boa viagem na língua crioula moderna, eu não encontrar nada na dicionário.
Bom hospital, igual antigamente para preservação da tradição. Muito paciente-doente mas pouco doutor-paciente. Telefone urgência não funcionar, expecial para doente andar banco de boleia ou de Hiace. Ambulância bom só para levar Dr casa para jantar antes de novela.
Animação ser a toda a hora, na rua, na praça, dentro restaurante, na praia, etc. Não possível andar, nadar, comer, bronzear ou dormir sem ajuda de simpáticos vendedores, sempre a oferecer negócio. Possível comprar rolex, rayban, marfim, navalha pontimola, spray-gas, pistola 6.35, corta-unhas, padjinha, bracelete, AX, gajas, totó, brinco, gajos, crack e mentolato.
Democracia muito bom funcionar em Cabo Verde. Bandido ter igual direito que tudo mundo, sofre acidente de trabalho, vai televisão demonstrar descontentamento. Quando fugir di cadeia nunca mostrar foto na jornal ou tv, tem sempre facilidade na rua, banco, esquadra, tribunal, parlamento e governo. Quando mata genti, jornal somente mostrar foto de morto, não possível conhecer quem fez crime. Direitos humanos sempre garantido para coitado de criminoso. Bom cidadão não necessário protecção de lei, deus tomar conta.
Aqui não possível andar sem camisa, mesmo na cidade perto mar e com muito calor, mas possível tirar mangueira urinaria e chichir em qualquer lado: rua, praça, escola, campo jogo e parede de casa. Para pupur de dia andar rápido para dentro de pardieiro, trás de casa ou cobon mais perto, de noite possível debaixo de qualquer poste de luz apagado, ca tem problema.
Mercado e ruas muito bonito, muito cor, muito vida, muito barulho e muito lixo. Sociedade tem bom organização para lixo. Sempre Fazer selecção para reciclagem. Pedra, caixote, pineu vai para dentro de contentor e depois para lixeira. Fraldas de criança e penso de mulher, catchorr brinca com ele na rua. Saco plástico e garrafa de água vai na vento para decorar becos e ladeiras. Cabras e vacas urbanas comer tudo papel. Garrafas di cerveja quebra na calcetada para cortar pés e depois misturar com terra outra vez. Genti pobre cata resto di comida para pork, mais coitado ainda e doido comer para não morrer di fomi... portanto nada perde, igual Europa. Possível um pouco melhor porque resto andar lume e ser transformado em fumo que vai ajudar grande países poluir atmosfera.
Policia fazer muito bom trabalho na trânsito. Mandar parar sempre mulheres ou genti qui parecer dreto. Não perde tempo em parar vassalados qui não paga multa ou qui arranja confusão. Não é pirmitido andar sem seguro de carro, mas no problems si travão não existe, si piscapisca não funciona, si matricula caiu ou si pineu está careca. Igualmente não problema quando material construção dentro de estrada e caboco estar ali sem sinal. Condutor parar meio estrada para longa conversa, gente muito educada esperar na bicha com paciência para não interromper. Andar sem cinto di segurança pagar multa di dez conto, com excepção de quem viajar na carroçaria a fingir di carga. Policia igualmente rigorosa com conversa na telemóvel quando guiar carro, mas si pegar garrafa di cerveja ou torresma, eles falar catemproblema, país pobre, pecador necessário gozar també.
Quando voltar meu terra, eu falar toda gente que Cabo Verde ser sabi, um paraíso estranho onde necessário muito dinheiro e paciência, bom compreender cultura e tradição, non tirar gente foto sem pagar, melhor também não virar doente ou dar pancada. Muitas vezes gente falar na rua "branco! bai bo terra", eu compreender isso significar "welcome" ou "nice to meet you" ou "thank you for your help"... outra vez eu nada encontrar na dicionário.
Emmanöel Karl D'Oliveiren
(in :www.paralelo14.com)
Praia, Maio 2003
sexta-feira, 15 de julho de 2005
TEMOS QUE ATURAR ISTO CALADOS?
João Miguel Tavares escreve hoje no Diário de Notícias esta patetice contra Mário Soares, intitulada «Já não se atura o Dr. Mário Soares».
Farto de ler disparates deste jaez, enviei o seguinte e-mail a J.M.T.
«O que já não se atura é jornalismo de sarjeta.
É gente como você que desacredita hoje os jornais.
Toda esta garotice (porque faz afirmações sem qualquer fundamento) que você escreve hoje no DN, usando a escola de Alberto João Jardim (a má-criação) para se dirigir a Mário Soares – um símbolo da Liberdade e da Democracia no País; uma voz sensata e com autoridade na matéria, no que diz respeito ao terrorismo de grupo e ao terrorismo de Estado a que ele sempre se refere quando fala nos desesperados, nas vítimas inocentes, etc., advogando que toda essa gente deve ser compreendida e que com ela se deve «dialogar» (não é “negociar” como você mentirosa e levianamente escreve) – toda essa garotice, repito, escrita por si no DN, que já foi um jornal de referência, só serve para nos levar a concluir que quando um jornal (no caso o DN) desce ao nível da sua patética, leviana e garota prosa, perde perigosamente credibilidade e, a ir por esse caminho: a pagar a patetas como você para nele dizerem baboseiras do estilo do que você diz, qualquer dia não merecerá que os leitores o comprem senão para papel de embrulho.
Leia muito, estude e investigue os assuntos antes de sobre eles escrever (que são coisas que muitos de vocês “jornalistas” jovens não fazem); adquira cultura antes de se abalançar a escrever sobre assuntos sérios como este e verá que se arriscará a ter quem um dia aprecie aquilo que você escreve, independentemente de qual seja a opinião (fundamentada) que tiver.
Tome juízo, assoe-se, limpe o catarro e vá fazer trabalho de casa antes de voltar ao jornal para escrever algo.
Agnelo S. Monteiro
P.S. Imagine que para responder-lhe (importância que Soares, por certo, não lhe dará) Mário Soares desceria ao seu nível, ao nível da má-criação de Alberto João Jardim que você agora usou!… Se assim sucedesse desconfio muito que lá teríamos nós que ler a palavra feia que jardim disse: "bastardos".»
NOTA: depois de pesquisar na Internet descobri que J.M.T. não é jornalista mas talvez colaborador do Diário de Notícias e que há mais quem o considera um indivíduo de juízo fácil e precipitado, que não fundamenta o que diz e que não tem pejo de ser injusto para com aqueles que pretensamente critica.
Farto de ler disparates deste jaez, enviei o seguinte e-mail a J.M.T.
«O que já não se atura é jornalismo de sarjeta.
É gente como você que desacredita hoje os jornais.
Toda esta garotice (porque faz afirmações sem qualquer fundamento) que você escreve hoje no DN, usando a escola de Alberto João Jardim (a má-criação) para se dirigir a Mário Soares – um símbolo da Liberdade e da Democracia no País; uma voz sensata e com autoridade na matéria, no que diz respeito ao terrorismo de grupo e ao terrorismo de Estado a que ele sempre se refere quando fala nos desesperados, nas vítimas inocentes, etc., advogando que toda essa gente deve ser compreendida e que com ela se deve «dialogar» (não é “negociar” como você mentirosa e levianamente escreve) – toda essa garotice, repito, escrita por si no DN, que já foi um jornal de referência, só serve para nos levar a concluir que quando um jornal (no caso o DN) desce ao nível da sua patética, leviana e garota prosa, perde perigosamente credibilidade e, a ir por esse caminho: a pagar a patetas como você para nele dizerem baboseiras do estilo do que você diz, qualquer dia não merecerá que os leitores o comprem senão para papel de embrulho.
Leia muito, estude e investigue os assuntos antes de sobre eles escrever (que são coisas que muitos de vocês “jornalistas” jovens não fazem); adquira cultura antes de se abalançar a escrever sobre assuntos sérios como este e verá que se arriscará a ter quem um dia aprecie aquilo que você escreve, independentemente de qual seja a opinião (fundamentada) que tiver.
Tome juízo, assoe-se, limpe o catarro e vá fazer trabalho de casa antes de voltar ao jornal para escrever algo.
Agnelo S. Monteiro
P.S. Imagine que para responder-lhe (importância que Soares, por certo, não lhe dará) Mário Soares desceria ao seu nível, ao nível da má-criação de Alberto João Jardim que você agora usou!… Se assim sucedesse desconfio muito que lá teríamos nós que ler a palavra feia que jardim disse: "bastardos".»
NOTA: depois de pesquisar na Internet descobri que J.M.T. não é jornalista mas talvez colaborador do Diário de Notícias e que há mais quem o considera um indivíduo de juízo fácil e precipitado, que não fundamenta o que diz e que não tem pejo de ser injusto para com aqueles que pretensamente critica.
terça-feira, 12 de julho de 2005
NÚMEROS QUE PREOCUPAM
Segundo informações colhidas em documentos oficias publicados no ano de 2003 em cabo Verde «apenas 39% da população possui casa de banho com retrete» (ver aqui, página 25).
«Cerca de 61% da população do país não tem acesso a um serviço mínimo adequado de evacuação de excreta, recorrendo à natureza para satisfação das suas necessidades fisiológicas» (ver aqui, página 25).
Apenas as cidades do Mindelo e da Praia têm rede de esgotos. Mas enquanto que no Mindelo 50% da população beneficia dessa rede, na Praia apenas 8% da população é beneficiada (ver aqui, página 9).
No interior das ilhas e no campo 90% da população livra-se dos excrementos directamente para o meio ambiente (ver aqui, página 9).
Sendo que em Santiago se concentra 50% dos habitantes do arquipélago, atingindo essa concentração, no ano de 2000, segundo números fornecidos pelo Município da Praia, a cifra de 236.352 pessoas (ver aqui) ;
Sendo que os excrementos de cerca de 60% desses habitantes são directamente depositados no meio físico ambiental, sem qualquer tratamento;
Sabendo-se que o excretado em causa é de cerca de 450 gramas diários por habitante;
Conclui-se que na ilha de Santiago é depositado, por dia, cerca de 63 toneladas de excrementos humanos, sem qualquer tratamento, no meio físico ambiental.
«Cerca de 61% da população do país não tem acesso a um serviço mínimo adequado de evacuação de excreta, recorrendo à natureza para satisfação das suas necessidades fisiológicas» (ver aqui, página 25).
Apenas as cidades do Mindelo e da Praia têm rede de esgotos. Mas enquanto que no Mindelo 50% da população beneficia dessa rede, na Praia apenas 8% da população é beneficiada (ver aqui, página 9).
No interior das ilhas e no campo 90% da população livra-se dos excrementos directamente para o meio ambiente (ver aqui, página 9).
Sendo que em Santiago se concentra 50% dos habitantes do arquipélago, atingindo essa concentração, no ano de 2000, segundo números fornecidos pelo Município da Praia, a cifra de 236.352 pessoas (ver aqui) ;
Sendo que os excrementos de cerca de 60% desses habitantes são directamente depositados no meio físico ambiental, sem qualquer tratamento;
Sabendo-se que o excretado em causa é de cerca de 450 gramas diários por habitante;
Conclui-se que na ilha de Santiago é depositado, por dia, cerca de 63 toneladas de excrementos humanos, sem qualquer tratamento, no meio físico ambiental.
segunda-feira, 11 de julho de 2005
PORQUE A FUNDAÇÃO GULBENKIAN É DE TODOS
PORQUE A CULTURA É UM BEM UNIVERSAL QUE NÃO CONHECE FRONTEIRAS;
Pela sua importância transcrevo na íntegra esta posta colocada no blogue Crítico Musical.
(Os negritos sublinhados são da minha responsabilidade):
«Ballet Gulbenkian - Contrariar o Medo De Existir
Recebido por email:
Encontro de cidadania contra a extinção do Ballet Gulbenkian.
Nos jardins da Fundação Calouste Gulbenkian, Av.de Berna, 4.ªfeira, 13 de Julho, pelas 19h30.
Parece-me bem, o Ballet Gulbenkian já não pertence a 9 membros de um conselho de Administração, pela sua história já é um património Português e Mundial. Pelo facto de uma Fundação ser privada não lhe assiste o direito moral para a destruição gratuita de algo que é de todos. Existem limites para a barbárie. Aliás qualquer conselho de Administração é apenas isso, um conselho de Administração. A decisão destes 9 bonzos que se pretendem hieráticos, mas que actuam de forma visivelmente incompetente não só afecta a Fundação Gulbenkian como o país e o mundo e é apenas a decisão de um grupo de ex-políticos reformados e de ex-banqueiros sem visão e sem rasgo que nem sequer sabem manter o legado que lhes foi transmitido como o desbaratam e destroem. Repare-se que apenas Mikhael Essayan e Eduardo Lourenço não estão na categoria dos gestores profissionais ou de políticos reformados. Todos os restantes membros passaram pela política ou tiveram como profissão pertencer a conselhos de administração de empresas e bancos.
Dir-se-há que a lógica política e empresarial presidiu à decisão da destruição. Mas não se percebe que não se pode aplicar a algo como o Ballet Gulbenkian uma lógica empresarial? O corte indiscriminado dos ramos de uma árvore como a Gulbenkian, seja por falta de imaginação, seja por falta de capacidade de gestão, levará invariavelmente à destruição da mesma Fundação.
Evidentemente que os senhores administradores serão os últimos a perder o ordenado e as prebendas que subirão invariavelmente todos os anos.
Desconfio largamente de gente como Isabel Mota (que tem um penteado magnífico), Teresa Gouveia (que prima pela ausência de penteado), Marçal Grilo (parece que anda bem de bicicleta), Rui Vilar (nunca percebi se este senhor percebe alguma coisa de cultura) ou do engenheiro-economista-etc Diogo de Lucena (ex- Banco Mello) como administradores executivos ou André Gonçalves Pereira (fazia umas festas porreiras no Algarve) e Artur Santos Silva (um dos (i)responsáveis do tristemente célebre Porto 2001) como administradores não executivos. Infelizmente os tempos de Azeredo Perdigão já passaram à história, como se percebe pela composição actual da administração da Fundação. A lógica que percebo na administração de uma Fundação que acaba por ser património de Portugal e do Mundo é de gente que pertence a um esquema que tem destruido o país e o levado para o abismo. São exactamente os mesmos em todo o lado, os miasmas do pântano invadiram toda a cúpula da sociedade portuguesa.
Em Portugal o tempo dos leões também já passou à história, hoje em dia é mais o tempo das hienas. E permanece o nevoeiro.
P.S. E se a Fundação Gulbenkian resolvesse vender os quadros do seu museu ou do Centro de Arte Moderna num leilão para financiar os jovens pintores e as novas correntes da arte? Para financiar a rapaziada que sai da Escola de Artes? E já agora aproveitava a receita para assegurar ordenados ao conselho de administração por mais cinquenta anos? Quadros que seriam espalhados pelas quatro partes do mundo? Será que a Fundação tinha esse direito? Será que o Governo poderia intervir? Não seria um escândalo?»
Para além do que aqui ficou dito quero apenas acrescentar que de facto todos temos hoje a plena sensação (e alguns de nós, a certeza) de que as instituições que constituem os pilares essenciais da sociedade Portuguesa foram ocupadas paulatinamente por gente incompetente que perpetra quotidianamente a destruição cultural, económica e social do País ameaçando assim de extinção oito séculos de cultura de um povo que pelo seu passado não merecia este fim.
Todos nós que vivemos em Portugal sentimo-nos como que entregues ao arbítrio de um gigantesco conselho de administração povoado por economistas, gestores e políticos sem cultura e sem sensibilidade para os valores espirituais e intelectuais.
Sentimo-nos entregues a uma chusma de duendes loucos que decidiram deitar fogo à floresta porque acham que a floresta não é senão madeira para queimar.
Qualquer que seja a sua nacionalidade, assine esta petição contra a extinção do Ballet Gulbenkian.
Pela sua importância transcrevo na íntegra esta posta colocada no blogue Crítico Musical.
(Os negritos sublinhados são da minha responsabilidade):
«Ballet Gulbenkian - Contrariar o Medo De Existir
Recebido por email:
Encontro de cidadania contra a extinção do Ballet Gulbenkian.
Nos jardins da Fundação Calouste Gulbenkian, Av.de Berna, 4.ªfeira, 13 de Julho, pelas 19h30.
Parece-me bem, o Ballet Gulbenkian já não pertence a 9 membros de um conselho de Administração, pela sua história já é um património Português e Mundial. Pelo facto de uma Fundação ser privada não lhe assiste o direito moral para a destruição gratuita de algo que é de todos. Existem limites para a barbárie. Aliás qualquer conselho de Administração é apenas isso, um conselho de Administração. A decisão destes 9 bonzos que se pretendem hieráticos, mas que actuam de forma visivelmente incompetente não só afecta a Fundação Gulbenkian como o país e o mundo e é apenas a decisão de um grupo de ex-políticos reformados e de ex-banqueiros sem visão e sem rasgo que nem sequer sabem manter o legado que lhes foi transmitido como o desbaratam e destroem. Repare-se que apenas Mikhael Essayan e Eduardo Lourenço não estão na categoria dos gestores profissionais ou de políticos reformados. Todos os restantes membros passaram pela política ou tiveram como profissão pertencer a conselhos de administração de empresas e bancos.
Dir-se-há que a lógica política e empresarial presidiu à decisão da destruição. Mas não se percebe que não se pode aplicar a algo como o Ballet Gulbenkian uma lógica empresarial? O corte indiscriminado dos ramos de uma árvore como a Gulbenkian, seja por falta de imaginação, seja por falta de capacidade de gestão, levará invariavelmente à destruição da mesma Fundação.
Evidentemente que os senhores administradores serão os últimos a perder o ordenado e as prebendas que subirão invariavelmente todos os anos.
Desconfio largamente de gente como Isabel Mota (que tem um penteado magnífico), Teresa Gouveia (que prima pela ausência de penteado), Marçal Grilo (parece que anda bem de bicicleta), Rui Vilar (nunca percebi se este senhor percebe alguma coisa de cultura) ou do engenheiro-economista-etc Diogo de Lucena (ex- Banco Mello) como administradores executivos ou André Gonçalves Pereira (fazia umas festas porreiras no Algarve) e Artur Santos Silva (um dos (i)responsáveis do tristemente célebre Porto 2001) como administradores não executivos. Infelizmente os tempos de Azeredo Perdigão já passaram à história, como se percebe pela composição actual da administração da Fundação. A lógica que percebo na administração de uma Fundação que acaba por ser património de Portugal e do Mundo é de gente que pertence a um esquema que tem destruido o país e o levado para o abismo. São exactamente os mesmos em todo o lado, os miasmas do pântano invadiram toda a cúpula da sociedade portuguesa.
Em Portugal o tempo dos leões também já passou à história, hoje em dia é mais o tempo das hienas. E permanece o nevoeiro.
P.S. E se a Fundação Gulbenkian resolvesse vender os quadros do seu museu ou do Centro de Arte Moderna num leilão para financiar os jovens pintores e as novas correntes da arte? Para financiar a rapaziada que sai da Escola de Artes? E já agora aproveitava a receita para assegurar ordenados ao conselho de administração por mais cinquenta anos? Quadros que seriam espalhados pelas quatro partes do mundo? Será que a Fundação tinha esse direito? Será que o Governo poderia intervir? Não seria um escândalo?»
Para além do que aqui ficou dito quero apenas acrescentar que de facto todos temos hoje a plena sensação (e alguns de nós, a certeza) de que as instituições que constituem os pilares essenciais da sociedade Portuguesa foram ocupadas paulatinamente por gente incompetente que perpetra quotidianamente a destruição cultural, económica e social do País ameaçando assim de extinção oito séculos de cultura de um povo que pelo seu passado não merecia este fim.
Todos nós que vivemos em Portugal sentimo-nos como que entregues ao arbítrio de um gigantesco conselho de administração povoado por economistas, gestores e políticos sem cultura e sem sensibilidade para os valores espirituais e intelectuais.
Sentimo-nos entregues a uma chusma de duendes loucos que decidiram deitar fogo à floresta porque acham que a floresta não é senão madeira para queimar.
Qualquer que seja a sua nacionalidade, assine esta petição contra a extinção do Ballet Gulbenkian.
sábado, 9 de julho de 2005
A CHINA E O RACISMO DE JARDIM
(SERÁ DESTA QUE JARDIM SE TRAMOU?)
Quem conhece minimamente os chineses sabe o que vai acontecer à Madeira e a Alberto João Jardim depois das declarações racistas do líder troglodita daquela região autónoma portuguesa que disse, há dias, não querer lá os chineses.
Em Pequim, agora, a palavra de ordem para os seus emigrantes deve ser esta:
- Para a Madeira e em força.
É que a estratégia chinesa de “povoar o mundo” - visando: influenciar primeiro e dominar depois a economia de países terceiros - é uma estratégia que o Governo de Pequim assume e pratica com todo o vigor e determinação pois está inscrita como um dos desígnios prioritários da Grande China no mundo.
É precisamente essa determinação e esse vigor que explicam, aliás, a atitude fortíssima que o embaixador chinês em Lisboa teve, logo que tomou conhecimento das declarações racistas desbocadas de Jardim, impondo de imediato a este uma “visita” (por certo irrecusável pelos termos em que terá sido comunicada) ao Governo Regional da Madeira.
Visita que o governo de Jardim aceitou de imediato, e de bico calado – quem diria!!! -, e durante a qual, entre os habituais célebres sorrisos cínicos dos diplomatas chineses, o embaixador lhes deverá ter posto em sentido com um vigoroso protesto diplomático que deverá levar Jardim a calar-se de vez no que diz respeito à imigração chinesa.
Veremos se Jardim terá aprendido a lição e metido a viola no saco e o rabo entre as pernas, ou se vai continuar com as suas tiradas racistas contra os chineses. Para já parece que ficou amedrontado, pois, ao ver as suas declarações condenadas pelo líder do PSD, Marques Mendes, Jardim apenas disse de mansinho que «mantém tudo o que disse». Mas não teve a coragem de repetir o que dissera.
Esperemos pela prova dos nove: o habitual discurso "alcoólico" de Jardim, no Chão da Lagoa, neste Verão.
Será aí que teremos a indicação clara do poder da China.
Será aí que saberemos se finalmente houve alguém capaz de mandar calar Jardim.
Digamos que se isso vier a acontecer será triste concluir que o diplomata chinês foi capaz de conseguir o que o Presidente da República Portuguesa e o Governo Português nunca foram capazes de fazer ao longo de anos:
Mandar calar Alberto João Jardim.
P.S. Mas mesmo que Jardim não se cale, uma verdade, contudo, é certa: é agora que os chineses vão invadir o comércio da Madeira.
Quem conhece minimamente os chineses sabe o que vai acontecer à Madeira e a Alberto João Jardim depois das declarações racistas do líder troglodita daquela região autónoma portuguesa que disse, há dias, não querer lá os chineses.
Em Pequim, agora, a palavra de ordem para os seus emigrantes deve ser esta:
- Para a Madeira e em força.
É que a estratégia chinesa de “povoar o mundo” - visando: influenciar primeiro e dominar depois a economia de países terceiros - é uma estratégia que o Governo de Pequim assume e pratica com todo o vigor e determinação pois está inscrita como um dos desígnios prioritários da Grande China no mundo.
É precisamente essa determinação e esse vigor que explicam, aliás, a atitude fortíssima que o embaixador chinês em Lisboa teve, logo que tomou conhecimento das declarações racistas desbocadas de Jardim, impondo de imediato a este uma “visita” (por certo irrecusável pelos termos em que terá sido comunicada) ao Governo Regional da Madeira.
Visita que o governo de Jardim aceitou de imediato, e de bico calado – quem diria!!! -, e durante a qual, entre os habituais célebres sorrisos cínicos dos diplomatas chineses, o embaixador lhes deverá ter posto em sentido com um vigoroso protesto diplomático que deverá levar Jardim a calar-se de vez no que diz respeito à imigração chinesa.
Veremos se Jardim terá aprendido a lição e metido a viola no saco e o rabo entre as pernas, ou se vai continuar com as suas tiradas racistas contra os chineses. Para já parece que ficou amedrontado, pois, ao ver as suas declarações condenadas pelo líder do PSD, Marques Mendes, Jardim apenas disse de mansinho que «mantém tudo o que disse». Mas não teve a coragem de repetir o que dissera.
Esperemos pela prova dos nove: o habitual discurso "alcoólico" de Jardim, no Chão da Lagoa, neste Verão.
Será aí que teremos a indicação clara do poder da China.
Será aí que saberemos se finalmente houve alguém capaz de mandar calar Jardim.
Digamos que se isso vier a acontecer será triste concluir que o diplomata chinês foi capaz de conseguir o que o Presidente da República Portuguesa e o Governo Português nunca foram capazes de fazer ao longo de anos:
Mandar calar Alberto João Jardim.
P.S. Mas mesmo que Jardim não se cale, uma verdade, contudo, é certa: é agora que os chineses vão invadir o comércio da Madeira.
domingo, 3 de julho de 2005
UM MERCENÁRIO PARA PRESIDENTE
Acabei de ouvir e de ver, há pouco, na televisão, o primeiro ministro da Guiné-Bissau declarar a jornalistas, em Cabo Verde onde esteve de visita, que se demitirá do cargo que ocupa caso Nino Vieira ganhe as próximas eleições presidenciais.
E acrescentou: «Nino é um mercenário».
Pensem bem e digam-me lá uma coisa:
Achariam normal que um primeiro ministro de qualquer outro país do mundo viesse a público referir-se desta maneira a um candidato à presidência do seu país?
Claro está que não achariam normal.
Mas… tratando-se da Guiné…
É normalíssimo, não é?
E acrescentou: «Nino é um mercenário».
Pensem bem e digam-me lá uma coisa:
Achariam normal que um primeiro ministro de qualquer outro país do mundo viesse a público referir-se desta maneira a um candidato à presidência do seu país?
Claro está que não achariam normal.
Mas… tratando-se da Guiné…
É normalíssimo, não é?
BLOGUE REDIMENSIONADO
Satisfazendo o pedido de alguns leitores redimensionámos a página do blogue por forma a que este possa ser visualizado correctamente em monitores com a resolução 800 x 600 pixel.
Esperamos ter resolvido este problema.
Caso, apesar desta modificação, continuar a haver dificuldade no enquadramento da página agradecemos que no-lo comuniquem.
Esperamos ter resolvido este problema.
Caso, apesar desta modificação, continuar a haver dificuldade no enquadramento da página agradecemos que no-lo comuniquem.
DIVULGAÇÃO
É com muito prazer que divulgamos este programa de representação teatral da peça “O Intruso”, de Gabriel Mariano, integrada nas comemorações dos 30 anos da Independência de Cabo Verde.
A Burbur apresenta
O INTRUSO de GABRIEL MARIANO

Com encenação e dramaturgia de RUI DUARTE
e que conta com um elenco constituído por:
ODETE MÕSSO, FLÁVIO HAMILTON, ADORADO MARA
DJÔ ÉVORA, ELI MONTEIRO e LEO ÉVORA.
Este espectáculo significa uma ESTREIA ABSOLUTA
da encenação deste conto de Gabriel Mariano
e a Burbur orgulha-se de oferecer quatro apresentações
uma em cada quarta-feira ao longo do mês de JULHO
na cidade do PORTO.
ENTRADA LIVRE
22H
RIVOLI, CAFÉ·CONCERTO · DIA 6 JUL
MAJESTIC CAFÉ, PÁTIO EXTERIOR · DIA 13 JUL
CAFÉ GUARANY · DIA 20 JUL
FNAC STA.CATARINA · DIA 27 JUL
O texto é encenado em 3 actos:
uma pequena introdução que contextualiza a acção culturalmente mas que
evita a temporalidade - interessa saber que se fala de Cabo Verde mas
menos, no caso, de que época se trata. Depois O INTRUSO propriamente
dito, respeitando a integridade do texto original. E em conclusão, uma
síntese dramatúrgica de O PRIMOGÉNITO.
"(...) Galgando os limites impostos pela insularidade, a obra de
Gabriel Mariano conduz-nos sempre a um lugar onde todos os homens de
todas as condições, se reúnem: o "lugar" da família. Pela presença ou
pela ausência, a família é o eixo (mais) vital da obra de Gabriel
Mariano, como se (pres)sente em todo o paralelismo familiar oculto de
"O rapaz doente". Esta "presença familiar", para usar uma expressão do
autor ("Ti Lobo"), é aliás tão poderosa, que passa para o tom
coloquial do próprio texto, coadjuvando um narrador fincado na
oralidade. Ao lermos os contos de Gabriel Mariano, ouvimos aquela voz,
familiar, intemporal, sem lugar nem condição particulares. Transpondo
as barreiras da intimidade, Gabriel Mariano dispõe-se a enfrentar os
demónios das múltiplas separações, propondo-nos, neste âmbito, uma
obra de absoluta vanguarda na literatura cabo-verdiana.
Numa sociedade marcada pela fractura, pelo afastamento e pelo
desaparecimento das figuras parentais, Gabriel Mariano reedifica este
espaço, costura a cicatriz, na busca permanente do pai, o
prolongamento de si. O duelo de sentimentos narrados em "O Intruso",
colocam-nos perante uma evidência a que nenhum olhar lúcido se pode
furtar. Todos sabemos o preço de viver "em sociedade" com o lugar do
morto, na campa de um qualquer cemitério ou no retrato que se espalha
pelas paredes e móveis da casa. As inúmeras separações que marcam as
nossas vidas quotidianas e frágeis estão magistralmente reflectidas
nos textos de Gabriel Mariano onde, por muitas máscaras que possamos
colocar, a família nunca se decompõe.
Por isso os filhos esperam sempre o pai.
Quer ele volte no navio quer ele nunca volte. (...)"
Dra. Maria Armandina Maia
in Programa de O INTRUSO
A BURBUR inicia assim o seu programa de comemoração
dos 30 anos da Independência de CABO VERDE
e convida todos os cabo-verdianos e amigos em geral
a assistirem ao seu mais recente espectáculo.
Com os nossos cumprimentos,
agradecemos a difusão desta informação
e prestamo-nos a qualquer esclarecimento pretendido
pela Burbur,
Odete Môsso,
Presidente da BURBUR Associação Cultural
BURBUR AC
R. ADOLFO CASAIS MONTEIRO, 94·3º. 4050-013 PORTO
TM 968941766 · burbur@gmail.com
A Burbur apresenta
O INTRUSO de GABRIEL MARIANO

Com encenação e dramaturgia de RUI DUARTE
e que conta com um elenco constituído por:
ODETE MÕSSO, FLÁVIO HAMILTON, ADORADO MARA
DJÔ ÉVORA, ELI MONTEIRO e LEO ÉVORA.
Este espectáculo significa uma ESTREIA ABSOLUTA
da encenação deste conto de Gabriel Mariano
e a Burbur orgulha-se de oferecer quatro apresentações
uma em cada quarta-feira ao longo do mês de JULHO
na cidade do PORTO.
ENTRADA LIVRE
22H
RIVOLI, CAFÉ·CONCERTO · DIA 6 JUL
MAJESTIC CAFÉ, PÁTIO EXTERIOR · DIA 13 JUL
CAFÉ GUARANY · DIA 20 JUL
FNAC STA.CATARINA · DIA 27 JUL
O texto é encenado em 3 actos:
uma pequena introdução que contextualiza a acção culturalmente mas que
evita a temporalidade - interessa saber que se fala de Cabo Verde mas
menos, no caso, de que época se trata. Depois O INTRUSO propriamente
dito, respeitando a integridade do texto original. E em conclusão, uma
síntese dramatúrgica de O PRIMOGÉNITO.
"(...) Galgando os limites impostos pela insularidade, a obra de
Gabriel Mariano conduz-nos sempre a um lugar onde todos os homens de
todas as condições, se reúnem: o "lugar" da família. Pela presença ou
pela ausência, a família é o eixo (mais) vital da obra de Gabriel
Mariano, como se (pres)sente em todo o paralelismo familiar oculto de
"O rapaz doente". Esta "presença familiar", para usar uma expressão do
autor ("Ti Lobo"), é aliás tão poderosa, que passa para o tom
coloquial do próprio texto, coadjuvando um narrador fincado na
oralidade. Ao lermos os contos de Gabriel Mariano, ouvimos aquela voz,
familiar, intemporal, sem lugar nem condição particulares. Transpondo
as barreiras da intimidade, Gabriel Mariano dispõe-se a enfrentar os
demónios das múltiplas separações, propondo-nos, neste âmbito, uma
obra de absoluta vanguarda na literatura cabo-verdiana.
Numa sociedade marcada pela fractura, pelo afastamento e pelo
desaparecimento das figuras parentais, Gabriel Mariano reedifica este
espaço, costura a cicatriz, na busca permanente do pai, o
prolongamento de si. O duelo de sentimentos narrados em "O Intruso",
colocam-nos perante uma evidência a que nenhum olhar lúcido se pode
furtar. Todos sabemos o preço de viver "em sociedade" com o lugar do
morto, na campa de um qualquer cemitério ou no retrato que se espalha
pelas paredes e móveis da casa. As inúmeras separações que marcam as
nossas vidas quotidianas e frágeis estão magistralmente reflectidas
nos textos de Gabriel Mariano onde, por muitas máscaras que possamos
colocar, a família nunca se decompõe.
Por isso os filhos esperam sempre o pai.
Quer ele volte no navio quer ele nunca volte. (...)"
Dra. Maria Armandina Maia
in Programa de O INTRUSO
A BURBUR inicia assim o seu programa de comemoração
dos 30 anos da Independência de CABO VERDE
e convida todos os cabo-verdianos e amigos em geral
a assistirem ao seu mais recente espectáculo.
Com os nossos cumprimentos,
agradecemos a difusão desta informação
e prestamo-nos a qualquer esclarecimento pretendido
pela Burbur,
Odete Môsso,
Presidente da BURBUR Associação Cultural
BURBUR AC
R. ADOLFO CASAIS MONTEIRO, 94·3º. 4050-013 PORTO
TM 968941766 · burbur@gmail.com
terça-feira, 28 de junho de 2005
ALMOCREVE DAS PETAS
Quero hoje elogiar aqui aquele que considero ser um excelente blogue, e o blogue em português com mais bonito visual: o Almocreve das Petas
Já nos idos de Julho de 2004 JPP fizera, aqui no seu magazine Abrupto, um rasgado elogio ao quadro (que ele chamou de "logótipo") que ornamenta o cabeçalho do Almocreve. Daí partiu para a (psic)análise ao anónimo "masson" servindo-se do conteúdo do blogue que classifica de «mistura de surrealismo com bibliofilia... mistura de radicalismo político com memória».
Concordo inteiramente com JPP quanto ao elogio do "logótipo"; mas quanto ao conteúdo textual e imagético do Almocreve (que, ao contrário do que acho, JPP terá de certa forma considerado datado), para além da sua valia como produto intelectual, oferece-se-me ressaltar a harmonia com que as imagens jogam com o texto contribuindo de forma decisiva para a transmissão da mensagem.
Quero aqui felicitar "masson" - que me faz lembrar alguém que escuto de há muitos anos na Antena 2 da RDP -, homem de fina ironia e sólida cultura, por nos proporcionar bons momentos de leitura e informações culturais valiosas.
Parabéns "masson", e muito obrigado.
Já nos idos de Julho de 2004 JPP fizera, aqui no seu magazine Abrupto, um rasgado elogio ao quadro (que ele chamou de "logótipo") que ornamenta o cabeçalho do Almocreve. Daí partiu para a (psic)análise ao anónimo "masson" servindo-se do conteúdo do blogue que classifica de «mistura de surrealismo com bibliofilia... mistura de radicalismo político com memória».
Concordo inteiramente com JPP quanto ao elogio do "logótipo"; mas quanto ao conteúdo textual e imagético do Almocreve (que, ao contrário do que acho, JPP terá de certa forma considerado datado), para além da sua valia como produto intelectual, oferece-se-me ressaltar a harmonia com que as imagens jogam com o texto contribuindo de forma decisiva para a transmissão da mensagem.
Quero aqui felicitar "masson" - que me faz lembrar alguém que escuto de há muitos anos na Antena 2 da RDP -, homem de fina ironia e sólida cultura, por nos proporcionar bons momentos de leitura e informações culturais valiosas.
Parabéns "masson", e muito obrigado.
domingo, 26 de junho de 2005
MUDANÇA DE VISUAL
Uma anomalia no "Newblogger.com", onde está alojado este blogue, obrigou-nos a ter de fazer a mudança do "template" do mesmo. Pelo inconveniente pedimos desculpas aos nossos leitores e esperamos que rapidamente se habituem a este novo visual.
sexta-feira, 24 de junho de 2005
ELEIÇÕES E MORTOS (o habitual na Guiné)
Na Guiné é assim: se não há mortos a coisa não é normal.
Já estávamos a ficar admirados de os guineenses terem adoptado em tão curto espaço de dois meses uma postura da povo adulto, sereno, habituado à vivência em democracia, sendo, por isso, respeitador das decisões do eleitorado.
Mas eis que, mal ainda vai a meio a eleição do novo presidente, e nos chega uma notícia de algo que a ninguém causa admiração, algo que já esperávamos que acontecesse mais cedo do que tarde; vem nos jornais:
«A calma regressou à cidade de Bissau onde esta sexta-feira de manhã se registaram confrontos entre a polícia e manifestantes afectos a Kumba Ialá, de que resultaram três mortos, cinco feridos e 12 detidos.»
Resta só acrescentar que Kumba Ialá diz não aceitar o resultado da primeira volta das eleições de que ficou excluído. Aguardemos para ver como reagirá o perdedor da segunda volta; e sobretudo esperemos para ver como os militares tratarão o futuro presidente.
Estamos curiosos de o saber.
Já estávamos a ficar admirados de os guineenses terem adoptado em tão curto espaço de dois meses uma postura da povo adulto, sereno, habituado à vivência em democracia, sendo, por isso, respeitador das decisões do eleitorado.
Mas eis que, mal ainda vai a meio a eleição do novo presidente, e nos chega uma notícia de algo que a ninguém causa admiração, algo que já esperávamos que acontecesse mais cedo do que tarde; vem nos jornais:
«A calma regressou à cidade de Bissau onde esta sexta-feira de manhã se registaram confrontos entre a polícia e manifestantes afectos a Kumba Ialá, de que resultaram três mortos, cinco feridos e 12 detidos.»
Resta só acrescentar que Kumba Ialá diz não aceitar o resultado da primeira volta das eleições de que ficou excluído. Aguardemos para ver como reagirá o perdedor da segunda volta; e sobretudo esperemos para ver como os militares tratarão o futuro presidente.
Estamos curiosos de o saber.
sábado, 18 de junho de 2005
UMA TERTÚLIA NO MINDELO

A tertúlia do Sassá
Aqui estamos nós de visita à tertúlia que se reúne quotidianamente na esplanada do bar do Sassá, no Mindelo, Em S. Vicente. A reunião deu-se no rescaldo das eleições presidenciais em Cabo Verde, ganhas pelo Comandante Pedro Pires. Nesta fotografia reconhece-se o actual embaixador de Cabo Verde em Lisboa, Dr. Onésimo Silveira (de casaco).
sexta-feira, 17 de junho de 2005
ALÔ, ALÔ, LUANDA. SERÁ ISTO VERDADE?
Esta ouvi eu, esta tarde, no Rossio, em Lisboa
- Então! fulano já regressou de Luanda?
- Era para vir agora em Junho mas o gajo diz que só em Dezembro. O gajo diz que está maluco com as “catorzinhas”.
- Que é isso das “catorzinhas”?
- São miúdas de 14 anos. Um gajo vai até Lubango, paga o “alambamento”, e traz uma miúda de 14 anos. Sem problemas.
Diga-me que é mentira, oh Luanda!
Ou então meta essa gente na cadeia.
Já!
- Então! fulano já regressou de Luanda?
- Era para vir agora em Junho mas o gajo diz que só em Dezembro. O gajo diz que está maluco com as “catorzinhas”.
- Que é isso das “catorzinhas”?
- São miúdas de 14 anos. Um gajo vai até Lubango, paga o “alambamento”, e traz uma miúda de 14 anos. Sem problemas.
Diga-me que é mentira, oh Luanda!
Ou então meta essa gente na cadeia.
Já!
quarta-feira, 15 de junho de 2005
DIZERES DE AMOR
Há textos cuja beleza se nos impõe com tal força que não podemos deixar de os exaltar e fazer com que outros os leiam para, de alguma forma, contribuirmos para o alargamento do universo daqueles que gostam intimamente de celebrar a graça dos momentos felizes que permitiram a concepção dos mesmos.
Tal é o caso deste pequeno texto "carta não assinada encontrada no espólio de um poeta" que nos foi enviado por email; certamente um fragmento de obra maior que infelizmente não nos foi dado identificar.
«Padeço, amor, porque me falta a sensualidade dos teus lábios carnudos nessa tua boca de romã onde cada beijo era uma aventura indescritível que acabava sempre em êxtase deixando-me no desejo louco de te possuir até à completa diluição de nossos corpos e seres.
Padeço porque me falta teu corpo de Afrodite, de mulher-cosmos, de mulher-sensualidade, corpo em que me perdia inebriado pela sinfonia de aromas exóticos que o povoam e do qual eu saía sempre renascido pois que, no dizer do poeta, tu és sol, ambrósia e mel.
Padeço, enfim, porque me falta a presença da tua doce e sedutora personalidade de Eva bíblica com quem cometi o pecado original que me estigmatizou definitivamente mas do qual nunca me arrependerei pois que sem ele o significado da Vida seria um equívoco histórico de aceitação impossível.
Padeço por não te ter, minha Mulher, minha Amiga, minha Amante.
Padeço.»
Pela beleza que encontrámos nele, este texto foi arquivado n’O Baú de Salmoura juntando-se lá a uma narrativa excelente e belíssima de Enrique Lanza, republicada há quase um ano naquele blogue-arquivo. Vá até O Baú e delicie-se com a escrita de Lanza.
Tal é o caso deste pequeno texto "carta não assinada encontrada no espólio de um poeta" que nos foi enviado por email; certamente um fragmento de obra maior que infelizmente não nos foi dado identificar.
«Padeço, amor, porque me falta a sensualidade dos teus lábios carnudos nessa tua boca de romã onde cada beijo era uma aventura indescritível que acabava sempre em êxtase deixando-me no desejo louco de te possuir até à completa diluição de nossos corpos e seres.
Padeço porque me falta teu corpo de Afrodite, de mulher-cosmos, de mulher-sensualidade, corpo em que me perdia inebriado pela sinfonia de aromas exóticos que o povoam e do qual eu saía sempre renascido pois que, no dizer do poeta, tu és sol, ambrósia e mel.
Padeço, enfim, porque me falta a presença da tua doce e sedutora personalidade de Eva bíblica com quem cometi o pecado original que me estigmatizou definitivamente mas do qual nunca me arrependerei pois que sem ele o significado da Vida seria um equívoco histórico de aceitação impossível.
Padeço por não te ter, minha Mulher, minha Amiga, minha Amante.
Padeço.»
Pela beleza que encontrámos nele, este texto foi arquivado n’O Baú de Salmoura juntando-se lá a uma narrativa excelente e belíssima de Enrique Lanza, republicada há quase um ano naquele blogue-arquivo. Vá até O Baú e delicie-se com a escrita de Lanza.
domingo, 12 de junho de 2005
JUSTIFICAÇÃO
Regresado hoje de um fim-de-semana quase prolongado (trabalho amanhã, feriado), espero, ao dizer isso, ter justificada a ausência de postas nestes últimos dias.
Confesso que também a falta de "inspiração" contribuiu para o facto.
Queira a musa deixar de ser cometa a meus sentidos que logo a veia aparece.
Assim seja!
Confesso que também a falta de "inspiração" contribuiu para o facto.
Queira a musa deixar de ser cometa a meus sentidos que logo a veia aparece.
Assim seja!
terça-feira, 7 de junho de 2005
O DR. BALTAZAR E O “TEMPO”

Este calor derrete a mioleira de qualquer um. E está derretendo a mioleira da malta da blogosfera. É ver a escassez de postas que há um pouco por todo o lado para constatar isso.
Aqui no "África Minha" não somos excepção: com os miolos entre o pouco-sólido e o líquido – quiçá o gasoso – estivemos uns dias parados e não há meio de dizermos coisa que se entenda.
Este fenómeno de falta de produtividade intelectual devida ao calor faz-me lembrar o que disse uma vez o Dr. Baltazar Lopes da Silva quando, no seu "escritório", à beira da (hoje) praia da Lajinha lhe perguntavam porque escrevia tão pouco (quase nada mesmo): «sabe, aqui em S. Vicente não há tempo psicológico».
E continuava pela tarde fora, na Lajinha, descansando sentado no lugar do condutor do seu carro verde (o tal "escritório" já falado) estacionado debaixo de uma árvore, com as portas abertas para que circulasse o ar e lhe permitisse dormitar um pouco ouvindo rádio. Às vezes lia a passagem de um livro ou simplesmente conversava com "visitas" ocasionais que por lá passavam e lhe davam dois dedos de conversa.
É isso! Que me desculpem os meus amigos que me costumam conceder algum tempo lendo este blogue: «não há tempo psicológico». Prometo voltar quando a meteorologia for mais favorável.
sábado, 28 de maio de 2005
CARTILHA DO VOTANTE
Primeira e única lição.
Em quaisquer eleições que hajam, até que o seu corpo esteja hirto e frio à espera do cangalheiro, faça com que o seu voto seja sempre um voto de protesto contra a mentira institucionalizada na política.
Sabendo embora que os bons de hoje serão os maus de amanhã,
tenha a inteligência de ler os sinais e prever as mutações, de forma a poder, quando for o caso, mudar o seu voto para o manter sempre como voto de protesto.
Não se importe que o acusem de incoerência, traição e o raio que os parta.
Neste mundo da Mentira Política Permanente, Institucionalizada, todos os pecados devem ser perdoados.
E mesmo quando o não sejam:
Queira sempre ser pecador.
Em quaisquer eleições que hajam, até que o seu corpo esteja hirto e frio à espera do cangalheiro, faça com que o seu voto seja sempre um voto de protesto contra a mentira institucionalizada na política.
Sabendo embora que os bons de hoje serão os maus de amanhã,
tenha a inteligência de ler os sinais e prever as mutações, de forma a poder, quando for o caso, mudar o seu voto para o manter sempre como voto de protesto.
Não se importe que o acusem de incoerência, traição e o raio que os parta.
Neste mundo da Mentira Política Permanente, Institucionalizada, todos os pecados devem ser perdoados.
E mesmo quando o não sejam:
Queira sempre ser pecador.
sexta-feira, 27 de maio de 2005
ETERNA SAUDADE

Sita Vales
Encontrei hoje, no baú das recordações, esta fotografia de Sita Vales saída como capa da Revista do Expresso de 25 de Janeiro de 1992.
Amiga e contemporânea minha na Faculdade, Sita Vales teve a desdita de ser acusada de se associar a Nito Alves numa tentativa de golpe de Estado, em Angola, em 27 de Maio de 1977.
Presa e condenada à morte, ao que rezam as crónicas, por ordem de Agostinho Neto (por curiosidade um colega de profissão), Sita, corajosa como todos nós nos lembramos de ter sido, recusou ser vendada tendo enfrentado, olhos nos olhos, o pelotão de fuzilamento que o "democrata" Agostinho Neto mandou que a trespassasse de balas após um julgamento revolucionário em que não houve lugar a defesa.
- Até que nos voltemos a encontrar, Sita! Hoje, no 27º aniversário do teu assassinato, quero dizer-te que a tua memória perdurará para sempre entre aqueles de nós que te conhecemos a fibra de lutadora, a nobreza de carácter e o amor pelo povo angolano.
quinta-feira, 26 de maio de 2005
O FANTASMA DE RICARDO

Um fotógrafo espírita conseguiu documentar a razão pela qual Ricardo não tem tranquilidade na baliza; tem, até, medo de saltar às bolas altas; e está sempre desejoso de fugir de lá para fora.
terça-feira, 24 de maio de 2005
SALMOURA MILIONÁRIO
A Sra. Mónica Martinez, em nome de:
MR PEDRO WILLIAMS
DIRECTOR OF FOREIGN OPERATIONS
MEGA TRUST AGENCY MADRID SPAIN
E-Mail: contactmegatrust@netscape.net
TeL:0034-685-401-378
Fax:0034-685-401-378
teve a amabilidade de me comunicar, por email, que aquela Agência jogou, em meu nome (vajam lá que generosidade!?), a lotaria El Gordo, que saiu a 25 de Abril passado, em Espanha, e que após um sorteio na dita agência EU GANHEI, com o meu ticket number 085-12876077-09 with serial number 51390-0 that drew the lucky numbers of 03-05-12-14-28-38, a bonita soma de:
1.600.000.00 Euros
( ONE MILLION SIX HUNDRED THOUSAND EUROS )
in cash credited to file with REF: Nº.EGS/3662367114/13.
Pede-me a Sra. Mónica que eu não divulgue esta notícia até receber o meu dinheiro pois que, de contrário, pode alguém antecipar-me e reclamar o prémio para si.
Informa-me ainda a Sra. Mónica que eu terei que entregar à Agência 10% do meu prémio pois este montante foi estabelecido quando a Agência gastou o seu dinheiro para comprar uma lotaria em meu nome.
Tudo o que eu tenho que fazer para receber o meu prémio é contactar o Sr. Pedro Williams fornecendo-lhe a minha identificação completa mais alguns dados importantes (nome, residência, dados do passaporte e a identificação de uma conta bancária minha para onde o dinheiro será transferido).
Simples, não acham?
Pois bem: segundo rezam as crónicas, quando alguém cai neste conto do vigário podem acontecer-lhe várias coisas desagradáveis: com os seus dados verdadeiros mas fraudulentamente usados podem tentar e conseguir burlar instituições de crédito e empresas de variadas finalidades obtendo empréstimos e fazendo transacções em nome do burlado (no meu nome, por exemplo). Para além disso parece que ainda antes de fazerem a tal transferência que nunca se concretizará costumam pedir ao feliz contemplado com a lotaria uma soma insignificante em dinheiro (mil ou dois mil euros) para pagar as despesas inerentes à transferência da taluda para o seu banco.
Quem é que não paga mil ou dois mil euros para receber um milhão e seiscentos mil euros?
Eu pagaria. Se não tivesse já conhecimento deste esquema de burla e acreditasse ingenuamente que alguém joga por mim, sem eu saber, uma lotaria, e depois ainda tem a honestidade santa de me comunicar que o meu bilhete, por ele comprado, ganhou a taluda, que a taluda é minha, ficando essa pessoa contente em receber apenas 10% do bolo.
A magnanimidade do nosso benfeitor fica mais revelada quando constatamos que ele é capaz de jogar em nosso nome, com o seu dinheiro, e que quando não sai nada no bilhete a pessoa em causa perde alegremente o seu dinheiro sem nos dizer nada.
Belo e harmonioso mundo este, não é?
P.S. O engraçado é que compraram o bilhete em meu nome, mas não sabem o meu nome. Eu sou apenas e só "Salmoura".
MR PEDRO WILLIAMS
DIRECTOR OF FOREIGN OPERATIONS
MEGA TRUST AGENCY MADRID SPAIN
E-Mail: contactmegatrust@netscape.net
TeL:0034-685-401-378
Fax:0034-685-401-378
teve a amabilidade de me comunicar, por email, que aquela Agência jogou, em meu nome (vajam lá que generosidade!?), a lotaria El Gordo, que saiu a 25 de Abril passado, em Espanha, e que após um sorteio na dita agência EU GANHEI, com o meu ticket number 085-12876077-09 with serial number 51390-0 that drew the lucky numbers of 03-05-12-14-28-38, a bonita soma de:
1.600.000.00 Euros
( ONE MILLION SIX HUNDRED THOUSAND EUROS )
in cash credited to file with REF: Nº.EGS/3662367114/13.
Pede-me a Sra. Mónica que eu não divulgue esta notícia até receber o meu dinheiro pois que, de contrário, pode alguém antecipar-me e reclamar o prémio para si.
Informa-me ainda a Sra. Mónica que eu terei que entregar à Agência 10% do meu prémio pois este montante foi estabelecido quando a Agência gastou o seu dinheiro para comprar uma lotaria em meu nome.
Tudo o que eu tenho que fazer para receber o meu prémio é contactar o Sr. Pedro Williams fornecendo-lhe a minha identificação completa mais alguns dados importantes (nome, residência, dados do passaporte e a identificação de uma conta bancária minha para onde o dinheiro será transferido).
Simples, não acham?
Pois bem: segundo rezam as crónicas, quando alguém cai neste conto do vigário podem acontecer-lhe várias coisas desagradáveis: com os seus dados verdadeiros mas fraudulentamente usados podem tentar e conseguir burlar instituições de crédito e empresas de variadas finalidades obtendo empréstimos e fazendo transacções em nome do burlado (no meu nome, por exemplo). Para além disso parece que ainda antes de fazerem a tal transferência que nunca se concretizará costumam pedir ao feliz contemplado com a lotaria uma soma insignificante em dinheiro (mil ou dois mil euros) para pagar as despesas inerentes à transferência da taluda para o seu banco.
Quem é que não paga mil ou dois mil euros para receber um milhão e seiscentos mil euros?
Eu pagaria. Se não tivesse já conhecimento deste esquema de burla e acreditasse ingenuamente que alguém joga por mim, sem eu saber, uma lotaria, e depois ainda tem a honestidade santa de me comunicar que o meu bilhete, por ele comprado, ganhou a taluda, que a taluda é minha, ficando essa pessoa contente em receber apenas 10% do bolo.
A magnanimidade do nosso benfeitor fica mais revelada quando constatamos que ele é capaz de jogar em nosso nome, com o seu dinheiro, e que quando não sai nada no bilhete a pessoa em causa perde alegremente o seu dinheiro sem nos dizer nada.
Belo e harmonioso mundo este, não é?
P.S. O engraçado é que compraram o bilhete em meu nome, mas não sabem o meu nome. Eu sou apenas e só "Salmoura".
domingo, 22 de maio de 2005
É MESMO OBRA!

(Foto retirada de "O Jumento")
O fabuloso José Peseiro, qual atrasado mental, acaba de conseguir um recorde inédito.
Com a humilhante derrota de hoje, do Sporting, no seu próprio estádio, perante o Nacional da Madeira - que só este ano, e em apenas dois jogos, afinfou 8-2 ao Sporting -, José Peseiro consegue levar os leões a perder, em oito dias, três oportunidades de ouro, a saber:
a) no estádio da Luz, frente ao Benfica, disse adeus ao título ao perder por 1-0;
b) perdeu a seguir a final da Taça UEFA, no seu próprio estádio, contra uma equipa que estava perfeitamente ao alcance do Sporting;
c) e perdeu hoje o segundo lugar na classificação do campeonato português, que dava acesso directo à Liga dos Campeões, valendo, logo à partida, oito milhões de euros apenas pela participação na prova.
O que esperam os dirigentes do Sporting para despedirem esse incompetente de falinhas mansas e vistas curtas?
Será que os adeptos leoninos vão continuar a chorar as oportunidades ingloriamente desbaratadas em campo por causa deste incompetente?
sexta-feira, 20 de maio de 2005
MEMÓRIAS

1968. Festa da passagem do ano, no Grémio, em S. Vicente.
Toca o conjunto "West Side", o primeiro agrupamento musical residente em Cabo Verde a possuir instrumentos electrónicos (importados, ao tempo, directamente do Japão, pela Casa Serradas) que custaram então um dinheirão: cerca de quarenta e seis mil escudos.
Que fique para a história da música em Cabo verde.
quinta-feira, 19 de maio de 2005
ASSIM NÃO PODIA DAR MESMO


A dupla infernal, Ricardo & Peseiro Lda.
Deixei passar a raiva. Deixei atenuar a dor. Tentei sublimar a frustração. Mas não consegui esquecer que as derrotas do Sporting contra o Benfica e o SCKA (bem como muitas outras no campeonato e taça de Portugal) se ficaram a dever, em grande parte, a uma dupla terrivelmente ineficaz: a dupla Ricardo & Peseiro, Lda.
Ricardo porque ele tem uma relação complicadíssima com as bolas altas: contra o CSKA comeu o primeiro golo porque "não foi lá"; contra o Benfica comeu o golo porque "foi lá", mas em vez de socar tentou agarrar a bola – ele que não há memória de ter alguma vez na vida agarrado uma bola alta em disputa directa com qualquer adversário.
Peseiro porque ele é um treinador que "inventa uma equipa nova" sempre que é preciso apostar na rotina da "equipa velha"; e porque é um treinador que não sabe armar uma defesa (à Mourinho, por exemplo – custa muito copiar isso?) e faz da retaguarda do Sporting um autêntico passador onde mor das vezes não mora um único defesa para cobrir os adversários.
quarta-feira, 18 de maio de 2005
OFICIALIZAÇÃO DO CRIOULO
(Surge o primeiro problema: que fazer com a palavra "ranjo"?)
Não há ainda duas semanas, na tertúlia do Djica, que se reúne no pátio da casa que era "di nhô Lion di Custódia", o Manuel di Nininha contou, com nomes e tudo, o seguinte episódio verídico:
Um homem do Fogo foi a casa de uma senhora da Brava pedir-lhe a filha em casamento. Submetido pela senhora a um pequeno interrogatório destinado a apurar as suas condições económicas e algumas virtudes, a senhora pergunta-lhe:
- A lá nhô cu ranjo?
- N’ná cumó, n’têl própi más grandi qui di burro.
- Nhô poi ná rua. Ê cá êsse q’in praguntá nhô. Rua! Hómi di áje di nhô cá marêcê cásâ cu nhá fidja.
Nota: "ranjo", na Brava, significa teres e haveres domésticos (mobília sobretudo); no Fogo "ranjo" é o órgão sexual.
E cremos que em S. Vicente a palavra (que seria, talvez, "rónje") não existe. Ou existirá?
Cremos que não.
Não há ainda duas semanas, na tertúlia do Djica, que se reúne no pátio da casa que era "di nhô Lion di Custódia", o Manuel di Nininha contou, com nomes e tudo, o seguinte episódio verídico:
Um homem do Fogo foi a casa de uma senhora da Brava pedir-lhe a filha em casamento. Submetido pela senhora a um pequeno interrogatório destinado a apurar as suas condições económicas e algumas virtudes, a senhora pergunta-lhe:
- A lá nhô cu ranjo?
- N’ná cumó, n’têl própi más grandi qui di burro.
- Nhô poi ná rua. Ê cá êsse q’in praguntá nhô. Rua! Hómi di áje di nhô cá marêcê cásâ cu nhá fidja.
Nota: "ranjo", na Brava, significa teres e haveres domésticos (mobília sobretudo); no Fogo "ranjo" é o órgão sexual.
E cremos que em S. Vicente a palavra (que seria, talvez, "rónje") não existe. Ou existirá?
Cremos que não.
terça-feira, 17 de maio de 2005
AS TERTÚLIAS DO FOGO

Tertúlia do Viagra
O hábito é de antanho e perdura até hoje:
Na ilha do Fogo, todas as manhãs, há grupos de núcleos perfeitamente fixos que se formam num mesmo local público para passarem um bom bocado do dia discutindo invariavelmente os mesmo temas mas sempre com novas variantes, historietas e condimentos adicionais que vão fazendo com que a tertúlia seja sempre agradável de se viver, fortaleça os laços de amizade e solidariedade dos seus elementos e dê algum sentido à existência de cada um deles.
Esta é a tertúlia capitaneada pelo Totóni Filáiba, que se reúne, religiosamente, todos os santos dias, à porta de "cá Péléti".
Um abraço a cada um deles.
TALVEZ FASCISTA SURREAL
Fiz este teste que vi “publicitado” no Barnabé e concluí que sou de esquerda e estou situado, em França, entre o Partido Socialista Francês e o Partido da Esquerda Radical.
Não sei se isto é bom ou mau para mim. Mas descansou-me quanto a um pormenor: conhecendo-me, só mesmo um louco me acharia fascista.
Não sei se isto é bom ou mau para mim. Mas descansou-me quanto a um pormenor: conhecendo-me, só mesmo um louco me acharia fascista.
CRIOULO LÍNGUA OFICIAL
De Macau, um amigo e colega (não sei se gostaria que eu pusesse aqui o seu nome) mandou-me um email dizendo-me que algumas pessoas lhe pediram que me dissesse que gostariam de saber a minha opinião sobre a problemática da “oficialização do Crioulo” em Cabo Verde.
Da resposta que lhe dei respigo esta parte que com uma pequena nuance que lhe introduzi creio responder de alguma forma aos que gostariam de me ler sobre o assunto em causa:
«Sobre a oficialização do Crioulo eu só poderia emitir uma opinião muito leiga cujo importância seria ridícula: a de que vejo imensas dificuldades na escolha da variante do Crioulo que se oficializaria (o de Santiago – creio que tem mais hipóteses – ou o de Santo Antão, do Fogo, da Brava, etc.?). Penso que é um assunto demasiado complexo, e fundamentalmente destinado aos linguistas, para me meter nele sem sair totalmente chamuscado e reduzido a uma extrema insignificância. Nisso, e ao contrário de alguns conhecidos sabichões encartados da nossa praça a quem só falta opinar sobre medicina, astronáutica e mecânica quântica, penso conhecer as minhas limitações pelo que me abstenho de pronunciar. É que essa questão é muito mais técnica que política ou social. E eu só poderia opinar sobre estas duas últimas vertentes, o que, não sendo, contudo, pouco, é, no entanto, manifestamente insuficiente por passar ao lado do âmago dessa problemática – sendo que o que interessa mesmo é saber como oficializar um Crioulo que todos percebam em Cabo Verde e que todos possam saber ler e escrever sem lhes parecer uma coisa “estranha” face ao Crioulo que falam e que sempre souberam falar os seus ancestrais e ouvem hoje aos seus contemporâneos.
Não é coisa fácil.»
Da resposta que lhe dei respigo esta parte que com uma pequena nuance que lhe introduzi creio responder de alguma forma aos que gostariam de me ler sobre o assunto em causa:
«Sobre a oficialização do Crioulo eu só poderia emitir uma opinião muito leiga cujo importância seria ridícula: a de que vejo imensas dificuldades na escolha da variante do Crioulo que se oficializaria (o de Santiago – creio que tem mais hipóteses – ou o de Santo Antão, do Fogo, da Brava, etc.?). Penso que é um assunto demasiado complexo, e fundamentalmente destinado aos linguistas, para me meter nele sem sair totalmente chamuscado e reduzido a uma extrema insignificância. Nisso, e ao contrário de alguns conhecidos sabichões encartados da nossa praça a quem só falta opinar sobre medicina, astronáutica e mecânica quântica, penso conhecer as minhas limitações pelo que me abstenho de pronunciar. É que essa questão é muito mais técnica que política ou social. E eu só poderia opinar sobre estas duas últimas vertentes, o que, não sendo, contudo, pouco, é, no entanto, manifestamente insuficiente por passar ao lado do âmago dessa problemática – sendo que o que interessa mesmo é saber como oficializar um Crioulo que todos percebam em Cabo Verde e que todos possam saber ler e escrever sem lhes parecer uma coisa “estranha” face ao Crioulo que falam e que sempre souberam falar os seus ancestrais e ouvem hoje aos seus contemporâneos.
Não é coisa fácil.»
segunda-feira, 16 de maio de 2005
A CHACOTA CONTINUA
Na Guiné, nessa chacota pegada que alguns ainda teimam em chamar Estado, aconteceu ontem mais um episódio caricato protagonizado pelo impagável doido e bêbado Kumba Ialá. Que convocou uma manifestação ou lá o que foi e se declarou Presidente da República.
Não há fome que não dê em fartura. Agora já são dois presidentes: o Kumba Ialá por um lado e o presidente interino, Henrique Rosa, por outro. E no meio da balbúrdia instalada ninguém se entende e as autoridades e os tribunais não funcionam.
Os militares, maioritariamente da etnia balanta (a etnia de Kumba Ialá), estão calados que nem ratos. E nesse quintalão enorme que ainda alguns chamam Estado da Guiné-Bissau vai fermentando o ódio e a irresponsabilidade temendo-se o pior, ou seja: o habitual – mais um golpe de Estado.
Lembram-se que eu já tinha dito que o chefe dos militares prometera em tempos matar Nino? Pois bem, com este cenário, teme-se o cumprimento da promessa.
Tudo em nome da democracia e do desenvolvimento da Guiné.
Leia parte dessa história aqui; leia para crer.
Não é mentira, não. A Guiné existe mesmo. É o Estado da Chacota pegada.
Não há fome que não dê em fartura. Agora já são dois presidentes: o Kumba Ialá por um lado e o presidente interino, Henrique Rosa, por outro. E no meio da balbúrdia instalada ninguém se entende e as autoridades e os tribunais não funcionam.
Os militares, maioritariamente da etnia balanta (a etnia de Kumba Ialá), estão calados que nem ratos. E nesse quintalão enorme que ainda alguns chamam Estado da Guiné-Bissau vai fermentando o ódio e a irresponsabilidade temendo-se o pior, ou seja: o habitual – mais um golpe de Estado.
Lembram-se que eu já tinha dito que o chefe dos militares prometera em tempos matar Nino? Pois bem, com este cenário, teme-se o cumprimento da promessa.
Tudo em nome da democracia e do desenvolvimento da Guiné.
Leia parte dessa história aqui; leia para crer.
Não é mentira, não. A Guiné existe mesmo. É o Estado da Chacota pegada.
sábado, 14 de maio de 2005
INCONFIDÊNCIA
Meu amigo e cunhado, entre o incrédulo e o gozão, pergunta-me num email:
«Joyce nas férias? Em Cabo Verde?»
E eu respondi-lhe:
«Não te admires. Eu sou assim: capaz de comer chicharro e fazer sobremesa com profiteroles; de comer caviar e depois mascar cana de açúcar.
O Joyce, para mim, é o druida da poção mágica para a alma. Indispensável até no deserto. Ou mesmo em pleno inferno.»
Nota: E para que não me interpretem mal... acrescento em jeito de esclarecimento: e mesmo em Cabo Verde onde os santos diabos dos meus amigos não me dão tempo para nada e me metem constantemente no pecado.
«Joyce nas férias? Em Cabo Verde?»
E eu respondi-lhe:
«Não te admires. Eu sou assim: capaz de comer chicharro e fazer sobremesa com profiteroles; de comer caviar e depois mascar cana de açúcar.
O Joyce, para mim, é o druida da poção mágica para a alma. Indispensável até no deserto. Ou mesmo em pleno inferno.»
Nota: E para que não me interpretem mal... acrescento em jeito de esclarecimento: e mesmo em Cabo Verde onde os santos diabos dos meus amigos não me dão tempo para nada e me metem constantemente no pecado.
sexta-feira, 13 de maio de 2005
O SAPATEIRO ALÉM DA CHINELA
Segundo uma notícia da VisãoNews:
«O secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Fernando Neves, negou Segunda-feira qualquer possibilidade de uma adesão de Cabo Verde à União Europeia, num artigo publicado no Jornal de Notícias.
No texto intitulado “Cimeira União Europeia em 2007 sem adesão de Cabo Verde” pode-se ler e citamos: “Quanto à hipotética adesão de Cabo Verde à UE - ideia lançada, há meses, por Mário Soares e Adriano Moreira -, Fernando Neves é taxativo na recusa de tal pretensão.
Fernando Neves lembra que "no artigo 1 do Tratado (da União Europeia), é dito que qualquer país europeu que respeite os critérios de Copenhaga pode ser candidato. Não creio que Cabo Verde seja europeu...", disse o governante de Lisboa.»
Peguemos agora nesta notícia e vejamos o seguinte:
O artigo 1 do Tratado (da União Europeia) ao dizer que “qualquer país europeu que respeite os critérios de Copenhaga pode ser candidato” enuncia um direito desses países,
mas não exclui, explicita ou implicitamente, que outros países não possam ser candidatos à adesão.
Isso só se verificaria se nesse artigo 1 em vez da palavra “qualquer” estivesse escrita uma palavra que lá não está – a palavra “só”; então o artigo diria: “Só os países europeus que respeitem os critérios de Copenhaga podem ser candidatos”.
Aí então estaríamos conversados: Cabo Verde não é europeu, logo não pode candidatar-se.
Mas ao não estar lá a palavra “só” temos que concluir, no mínimo, que o senhor secretário de Estado precipitou-se e não interpretou correctamente o artigo em causa.
E no máximo teríamos que lhe chamar adepto da diarreica teoria da “parceria”.
Mas há mais uma coisa importante que ressalta dessa precipitação do senhor secretário de Estado: ao dizer o que disse, o senhor secretário Fernando Neves desautorizou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Diogo Freitas do Amaral, de que é ajudante (no dizer de Cavaco Silva). É que Freitas do Amaral, juntamente com Adriano Moreira e Mário Soares, é, ele também, um dos subscritores da proposta de adesão de Cabo Verde à União Europeia.
Ora, quem é que acredita que, sendo Freitas do Amaral um reputadíssimo Professor de Direito, ele fosse subscrever uma proposta que esbarra logo no primeiro artigo do Tratado da União Europeia?
Dá para acreditar? Francamente!...
Ou muito nos enganamos ou o secretário de Estado Fernando Neves tão cedo não voltará a abrir a boca sobre esta questão.
É que Freitas do Amaral deve ter-lhe dado um enormíssimo puxão de orelhas lembrando-lhe que o sapateiro não deve ir além da chinela.
Como pode o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros de Portugal negar a pretensão da proposta de adesão de Cabo Verde à União Europeia com base no tão estapafúrdio argumento de inidentidade territorial de Cabo Verde em relação à Europa quando as negociações para a entrada da Turquia (95% asiática) na Europa estão já oficializadas e vão começar?
O que esse homem fez não passa, portanto, quanto a nós, de uma declaração absurda a que se não deve dar qualquer crédito. Abriu a boca precipitadamente e saiu asneira. Tão só.
«O secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Fernando Neves, negou Segunda-feira qualquer possibilidade de uma adesão de Cabo Verde à União Europeia, num artigo publicado no Jornal de Notícias.
No texto intitulado “Cimeira União Europeia em 2007 sem adesão de Cabo Verde” pode-se ler e citamos: “Quanto à hipotética adesão de Cabo Verde à UE - ideia lançada, há meses, por Mário Soares e Adriano Moreira -, Fernando Neves é taxativo na recusa de tal pretensão.
Fernando Neves lembra que "no artigo 1 do Tratado (da União Europeia), é dito que qualquer país europeu que respeite os critérios de Copenhaga pode ser candidato. Não creio que Cabo Verde seja europeu...", disse o governante de Lisboa.»
Peguemos agora nesta notícia e vejamos o seguinte:
O artigo 1 do Tratado (da União Europeia) ao dizer que “qualquer país europeu que respeite os critérios de Copenhaga pode ser candidato” enuncia um direito desses países,
mas não exclui, explicita ou implicitamente, que outros países não possam ser candidatos à adesão.
Isso só se verificaria se nesse artigo 1 em vez da palavra “qualquer” estivesse escrita uma palavra que lá não está – a palavra “só”; então o artigo diria: “Só os países europeus que respeitem os critérios de Copenhaga podem ser candidatos”.
Aí então estaríamos conversados: Cabo Verde não é europeu, logo não pode candidatar-se.
Mas ao não estar lá a palavra “só” temos que concluir, no mínimo, que o senhor secretário de Estado precipitou-se e não interpretou correctamente o artigo em causa.
E no máximo teríamos que lhe chamar adepto da diarreica teoria da “parceria”.
Mas há mais uma coisa importante que ressalta dessa precipitação do senhor secretário de Estado: ao dizer o que disse, o senhor secretário Fernando Neves desautorizou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Diogo Freitas do Amaral, de que é ajudante (no dizer de Cavaco Silva). É que Freitas do Amaral, juntamente com Adriano Moreira e Mário Soares, é, ele também, um dos subscritores da proposta de adesão de Cabo Verde à União Europeia.
Ora, quem é que acredita que, sendo Freitas do Amaral um reputadíssimo Professor de Direito, ele fosse subscrever uma proposta que esbarra logo no primeiro artigo do Tratado da União Europeia?
Dá para acreditar? Francamente!...
Ou muito nos enganamos ou o secretário de Estado Fernando Neves tão cedo não voltará a abrir a boca sobre esta questão.
É que Freitas do Amaral deve ter-lhe dado um enormíssimo puxão de orelhas lembrando-lhe que o sapateiro não deve ir além da chinela.
Como pode o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros de Portugal negar a pretensão da proposta de adesão de Cabo Verde à União Europeia com base no tão estapafúrdio argumento de inidentidade territorial de Cabo Verde em relação à Europa quando as negociações para a entrada da Turquia (95% asiática) na Europa estão já oficializadas e vão começar?
O que esse homem fez não passa, portanto, quanto a nós, de uma declaração absurda a que se não deve dar qualquer crédito. Abriu a boca precipitadamente e saiu asneira. Tão só.
terça-feira, 10 de maio de 2005
O PRAZER DO BELO
(Ou quando a prosa é pura poesia)
Há dias assim. Em que um homem se sente feliz com um bocado de um livro que tenha entre mãos.
Aconteceu-me nestas últimas férias.
Entre muitas passagens belas do Ulisses de Joyce, deliciei-me especialmente com esta:
«Esposa e companheira de Adão Kadmon: Heva, Eva nua. Ela não teve embigo. Contempla. Ventre sem jaça bojando-se ancho, broquel de velino reteso, não, alvicúmulo trítico, oriente e imortal, elevando-se de pereternidade em pereternidade. Matriz do pecado.»
Há dias assim. Em que um homem se sente feliz com um bocado de um livro que tenha entre mãos.
Aconteceu-me nestas últimas férias.
Entre muitas passagens belas do Ulisses de Joyce, deliciei-me especialmente com esta:
«Esposa e companheira de Adão Kadmon: Heva, Eva nua. Ela não teve embigo. Contempla. Ventre sem jaça bojando-se ancho, broquel de velino reteso, não, alvicúmulo trítico, oriente e imortal, elevando-se de pereternidade em pereternidade. Matriz do pecado.»
REGRESSO DE FÉRIAS

Fritz
Encontrado doente e quase a morrer
foi salvo dos bichos que o comiam
Regressei doente. Com uma mão entrapada por causa de um gato.
Por causa de um gato bati violentamente com o dorso de uma mão na quina de um móvel e caí desamparado, de costas, dentro de uma mala aberta.
– A tampa deveria ter-se fechado e ter-te guardado para a eternidade – ouvi alguém murmurar lá de bem longe, do outro lado do mar.
Eram quatro horas da madrugada do dia cinco deste mês de Maio quando o acidente se deu. Mas com aquele meu gesto trapalhão salvei o Fritz de ser de novo levado por sua mãe lá para o ninho espinhoso de onde viera – todo ele feridas, todo ele magreza, todo ele larvas, infecção e infestação –.
Se mais nada justificasse a minha presença no Fogo, este salvamento bastaria para o fazer e autorizar-me a falar cada vez mais na integração de Cabo verde na União Europeia.
– Ouve lá, oh paspalhão, o que tem esse c. a ver com as calças?
– Tem, tem muito a ver: permitiu-me conversar com muita gente a quem contei a história do gato e fiz perguntas outras. Fiquei contente com respostas populares à “famosa proposta” e esbocei vários sorrisos quando falei com alguns políticos. Estes, contrariados, vão ter que fazer uma ginástica do “escataralho” para mudarem o discurso e poderem assim acompanhar a opinião de quem realmente manda. Aliás, o Primeiro Ministro já começou a dar a volta ao texto.
Vai ser bonito de se ver.
A diarreia ora intitulada “parceria” vai ter que dar lugar a outra palavra – mais bonita, mais concreta, mais substantiva e mais consentânea com a realidade.
E lá deixei o Fritz aos cuidados da Lígia, uma apoiante convicta da ideia de integração, para me ir relatando o que dizem os indígenas sobre o assunto.
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